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França suspende exigência de visto para brasileiros na Guiana Francesa

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Brasil e França oficializaram nesta quarta-feira (1) a suspensão, a partir de 31 de julho, da exigência de visto para a entrada de cidadãos brasileiros na Guiana Francesa. O acordo foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pelo ministro francês da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, durante encontro no Itamaraty. A medida faz parte de um plano de ação para aprofundar a cooperação bilateral em segurança pública na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa, com o objetivo de combater o crime organizado transnacional na região.

Segundo Mauro Vieira, a isenção de visto representa um avanço nas relações entre os dois países e atende a uma reivindicação antiga das populações que vivem na região de fronteira.

“Trata-se de um marco histórico nas nossas relações que atende aos anseios das populações, tanto do lado do Brasil, em especial do estado do Amapá, quanto do lado da Guiana”, afirmou o ministro. Ele disse que a medida deverá incentivar a circulação regular de pessoas entre os dois territórios, estimular o desenvolvimento regional e contribuir para o enfrentamento da criminalidade.

“A isenção do visto incentivará a travessia legal e contribuirá para o desenvolvimento do Amapá e da Guiana. Contribuirá também com o combate ao crime na fronteira, proporcionando maior registro e coleta de informações”, disse.

Durante a cerimônia, Jean-Noël Barrot afirmou que Brasil e França compartilham não apenas uma fronteira, mas também a responsabilidade de garantir a segurança das populações locais, proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento da região transfronteiriça.

Além da agenda de segurança, os chanceleres discutiram o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e França nas áreas de defesa, indústria, inovação, energia, minerais críticos e supercomputação.

Fonte: Agência Brasil

BC endurece regras para empresas de ativos virtuais no Brasil

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A partir de 2027, as sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs) – empresas que atuam no mercado de criptomoedas e outros ativos digitais – terão que cumprir exigências de segurança financeira semelhantes às das corretoras e distribuidoras de valores mobiliários.

O Banco Central (BC) aprovou nesta quarta-feira (1º) o endurecimento das regras para as prestadoras de serviços de ativos virtuais. Segundo o órgão, a medida pretende aumentar a segurança do sistema financeiro e reduzir riscos para clientes e para o mercado.

As mudanças foram estabelecidas pela Resolução nº 580 e fazem parte do processo de regulamentação previsto no marco legal dos criptoativos.

O que muda

Em 1º de janeiro, as empresas de ativos virtuais passarão a cumprir uma série de exigências prudenciais, conjunto de regras que busca garantir a saúde financeira das instituições e reduzir o risco de problemas que possam afetar clientes ou o sistema financeiro.

Entre as novas obrigações estão a adoção de políticas de gerenciamento de riscos, a manutenção de um capital mínimo para suportar eventuais perdas e a divulgação periódica de informações sobre sua situação financeira e operacional.

Segundo o Banco Central, essas medidas seguem o mesmo modelo já aplicado a outras instituições do sistema financeiro.

Empresas afetadas

As sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais são empresas autorizadas a oferecer serviços relacionados a ativos digitais, como criptomoedas. Entre as atividades estão a intermediação de compra e venda, custódia de ativos e operações de transferência entre clientes.

Com a nova regulamentação, essas empresas e os grupos econômicos liderados por elas passam a ser classificados como instituições do Tipo 3, categoria que possui regras semelhantes às aplicadas às corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

Segundo o Banco Central, a mudança segue o princípio de que atividades com riscos semelhantes devem estar sujeitas ao mesmo nível de regulação.

Transição gradual

As empresas serão enquadradas no Segmento 4 (S4) da regulação bancária até 30 de junho de 2028, independentemente do porte.

O S4 reúne instituições que precisam seguir um conjunto de regras prudenciais mais robusto, permitindo uma adaptação gradual até que todas as exigências passem a ser aplicadas integralmente.

Ao mesmo tempo, o Banco Central proibiu que instituições enquadradas no Segmento 5 (S5), categoria destinada a instituições financeiras de menor porte e com regras simplificadas, prestem serviços relacionados a ativos virtuais.

De acordo com a autoridade monetária, esse tipo de atividade exige um nível maior de controle e gestão de riscos, incompatível com o regime simplificado aplicado ao S5.

Regulação ampliada

A exigência faz parte de um pacote maior de regulamentação das plataformas de criptoativos no país.

Em novembro do ano passado, o Banco Central publicou as primeiras regras para o funcionamento do mercado de ativos virtuais no Brasil. As normas formalizaram a criação das SPSAV e estabeleceram critérios para funcionamento, governança, combate à lavagem de dinheiro e atuação no mercado de câmbio.

Em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as exigências para o setor, ao determinar que as plataformas de cripto passassem a seguir regras semelhantes às das instituições financeiras tradicionais.

Com isso, as empresas ficaram obrigadas a manter sigilo sobre dados e operações de clientes, seguindo a Lei Complementar 105, que trata do sigilo bancário.

Em maio, o BC passou a exigir auditoria independente de empresas de criptoativos.

O que são SPSAV

As SPSAV são empresas autorizadas a prestar serviços relacionados a ativos virtuais, como intermediação, custódia e negociação de criptomoedas e tokens.

A criação da categoria foi prevista pela Lei 14.478, de 2022, conhecida como marco legal dos criptoativos. Em 2023, decreto federal definiu o Banco Central como responsável pela regulação do setor no país.

Fonte: Agência Brasil

Lula alerta para possível especulação imobiliária em Itaparica, Bahia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira (1º), em Vera Cruz, na Bahia, da cerimônia que marcou o início oficial das obras da ponte Salvador-Itaparica.

Vinculado ao Novo PAC, o empreendimento está estimado em R$ 11,6 bilhões, divididos entre governo federal, governo do estado e consórcio empresarial. A previsão é que a obra seja concluída em 2031.

A ponte vai conectar a capital baiana à ilha de Itaparica, cruzando a Baía de Todos-os-Santos.

Serão 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar, tornando-se a maior ponte da América Latina no critério de comprimento acima da lâmina d’água, superando, por exemplo, a Ponte Rio-Niterói, que tem cerca de 13,2 km total de extensão, sendo 8,3 km sobre o mar.

Durante o evento público, Lula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, destacaram a importância estratégica da obra, que vai criar um novo corredor logístico rodoviário para o oeste do estado, reduzindo em mais de 200 km a distância para o transporte de cargas entre a capital e o interior e beneficiando cerca de 245 municípios.

“Inegavelmente, a Bahia precisava de outro escoamento da riqueza produzida pela Bahia, e se optou por fazer essa ponte e fazer uma estrada”, disse Lula.

No entanto, tanto o presidente quanto o governador alertaram para a necessidade de que a nova realidade da região não atraia uma especulação imobiliária que afete a qualidade de vida dos moradores da ilha.

O presidente destacou o ritmo tranquilo e bucólico da ilha, que concentra diferentes municípios com forte cultura praiana e ligados à formação da cultura baiana. “É preciso que a gente não permita que a especulação imobiliária tome conta dessa ilha.”

O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a ponte é muito esperada e que é preciso cuidar da ilha. “A partir de hoje, nós damos visibilidade à obra. [Mas] é preciso que a gente tome cuidado com a população da ilha, que a gente não deixe uma ocupação desenfreada, como forma até agressiva, às vezes, do setor imobiliário.”

Parceira com a China

Fruto de uma parceria público-privada (PPP), a obra é responsabilidade do Consórcio Ponte Salvador-Itaparica, formado por empresas estatais chinesas, incluindo a China Communications Construction Company (CCCC), a China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) e a China Railway 20th Bureau Group (CRCC).

A ponte terá um vão central de aproximadamente 400 metros de largura para navegação e cerca de 85 metros de altura livre, permitindo a passagem de grandes embarcações pela Baía de Todos-os-Santos.

O projeto também inclui um sistema viário com acessos em Salvador e em Vera Cruz, além de uma nova rodovia expressa que contornará a área urbana da ilha, e a duplicação de trechos rodoviários na região, conectando-a ao outro lado do continente. Mais de sete mil empregos deverão ser gerados durante a obra.

De acordo com o consórcio responsável pela obra, a expectativa é de atingir um fluxo de 28 mil veículos por dia já no início da operação. Em Salvador, a ponte será acessada na região de Água de Meninos. Na Ilha de Itaparica, a cabeceira do equipamento ficará na região da Gameleira.

Fonte: Agência Brasil

Marina Silva recebe maior condecoração da França em Brasília

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A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, recebeu nesta terça-feira (1º), na Embaixada da França, em Brasília, a insígnia de Cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra, a mais alta condecoração da República Francesa.

A solenidade contou com a presença do ministro da Europa e dos Assuntos Exteriores da França, Jean-Noël Barrot. Segundo a embaixada, a homenagem reconhece a trajetória de mais de três décadas de Marina em defesa do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, além de sua atuação no enfrentamento das mudanças climáticas.

Marina Silva disse que recebeu a honraria como um reconhecimento ao trabalho realizado pelo Brasil que, nos governos do presidente Lula, reconstruiu e fortaleceu sua política ambiental e climática. 

 “Os resultados alcançados nesse período pertencem ao povo brasileiro e às instituições do Estado”, disse.
 


Brasília (DF), 01/04/2026 - A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, e o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, dão entrevista coletiva, às 14h, no MMA
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/04/2026 - A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, e o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, dão entrevista coletiva, às 14h, no MMA
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Marina Silva, e o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, por Valter Campanato/Agência Brasil

Legião de Honra

A insígnia foi criada por Napoleão Bonaparte em 1802 e tem como objetivo homenagear mulheres e homens que, por meio de sua coragem, talento, dedicação ou realizações excepcionais, prestaram serviços importantes à França. 

Ao longo de seus mais de 200 anos de história, a Legião de Honra foi concedida a personalidades como Louis Pasteur e Marie Curie. 

Entre as personalidades brasileiras condecoradas com a Legião de Honra estão os presidentes Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, além de figuras como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer e Paulo Coelho.


Fonte: Agência Brasil

Classificar PCC e CV como terroristas favorece o crime, diz secretário

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Classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, como anunciou em maio o Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos (EUA), pode atenuar eventuais punições a quem comete crimes de narcotráfico, lavagem de dinheiro, extorsão, latrocínio e contrabando de armas e munições. 

A avaliação é de Paulo Eduardo Modesto, secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

“A concepção que nós temos sobre movimentos terroristas tem respostas penais muito menores do que a legislação que aprovamos sobre organizações criminosas ultra-violentas”, diz se referindo à Lei nº 15.358/2026 (a Lei Antifacção) sancionada em março pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. 

Upgrade no status jurídico

Para Modesto, nominar PCC e CV como grupos terroristas é melhorar o status jurídico deles. 

“É dar um upgrade favorável em termos de resposta penal. Nós não queremos isso, obviamente”, assinala em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com o secretário, a legislação brasileira permite asfixiar economicamente as organizações criminosas “que não são mais de varejo, são de atacado” e atuam com locação de imóveis, prestação de com serviços que têm concessão públicos em estados e municípios e até “criam reserva de mercado de dos seus produtos.”

Paulo Modesto avalia que, em vez de entidade terrorista, as facções criminosas tornaram-se “uma estrutura econômica” que ganhou escala industrial. 

“É preciso entender que a criminalidade organizada no Brasil hoje não é mais o bandido de esquina. Não é aquele sujeito oportunista que aproveita um descuido.”

Coerção e monopólio

A socióloga Carolina Christoph Grillo, especialista em crime organizado, concorda com o secretário. 

“O uso do poder armado e da coerção pela força pelas organizações criminosas é estritamente uma estratégia para manutenção de monopólios sobre mercados, para realização de práticas de extorsão e extração de recursos econômicos por parte desses grupos”, diz. 

Grillo, que é professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e uma das coordenadoras do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni), acrescenta lembra que PCC e CV não têm “nenhuma finalidade política ou aliança com determinado espectro político, como ocorre com organizações terroristas. São organizações criminosas estrito senso.”

Para a acadêmica, a “classificação equivocada” do Departamento de Estado dos EUA tem consequências “muito negativas” para o combate ao crime organizado.

Polícia ou serviço secreto

Em sua opinião, a decisão “compromete os acordos de cooperação que já existem entre Brasil e Estados Unidos” e o trabalho conjunto deixa de se dar entre a Polícia Federal brasileira e o FBI [sigla em inglês para Federal Bureau of Investigation], e passa para agências de serviço secreto, agências de inteligência que não trabalham com transparência como as polícias”, que têm expertise com organizações criminosas.

Carolina Grillo ainda aponta que as atuações do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho ” não impactam de nenhuma maneira os Estados Unidos.” Ela lembra que essas organizações usam o Brasil como rota para levar drogas, especialmente cocaína, para a Europa.

“As organizações brasileiras não têm territórios de atuação nos Estados Unidos, não controlam prisões e nem exportam cocaína para eles. Pelo contrário, os EUA têm um papel na lavagem de capitais oriundos dessas organizações e no fornecimento de armas para essas organizações”, sublinha a pesquisadora.

A professora Carolina Grillo e o secretário Paulo Modesto participaram do lançamento do livro Criminalidade Organizada: diagnóstico e políticas públicas e legislativas, lançado nesta quarta-feira (1º) em Brasília na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A publicação sugere uma dezena de políticas públicas contra o crime organizado, faz parte da coleção “Pensando o Direto” do MJSP.

Fonte: Agência Brasil

João Fonseca crava segunda vitória no Torneio de Wimbledon, em Londres

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O tenista brasileiro João Fonseca avançou à terceira rodada do tradicional Torneio de Wimbledon, o terceiro Grand Slam da temporada, disputado em quadra de grama, em Londres (Inglaterra). Atual número 27 do mundo, o carioca despachou nesta quarta-feira (1º) o holandês Jasper de Jong (73º no ranking), por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 7/6 e 6/4, após 2h21 de partida.

“Foi uma das minhas melhores partidas na grama. Foi realmente boa a forma como me movimentei, bati com forehand, fui à rede, bom saques e também na devolução. Eu me senti realmente bem em quadra e ele [Jasper de Jong] sabe como jogar na grama, tem jogo nisso e foi difícil, então, estou feliz de ter conseguido me manter focado e chegado à vitória”, comemorou Fonseca, em entrevista na quadra à ESPN, emissora que detém os direitos de transmissão do torneio no Brasil.

Cabeça de chave número 24, Fonseca volta à quadra na sexta (3) para buscar uma classificação inédita às oitavas de final em sua segunda participação em Wimbledon. O horário do jogo segue indefinido. O tenista carioca de 19 anos enfrentará o russo Roman Safiullin (136º), que eliminou hoje o holandês Botic Van de Zandshhulp, por 3 sets a 2. Vindo do qualificatório, o russo derrotou na estreia o compatriota Andrey Rublev, também por 3 sets a 2.

Fonseca projetou um embate acirrado contra Zandshhulp na próxima rodada.

“Vai ser uma partida muito difícil. Ele é um jogador completo, também, na grama, que consegue jogar muito bem com a velocidade,  joga muito rápido e já ganhou de dois ótimos jogadores, o Rublev e agora o Van Zandschulp. É focar, cada dia melhorando cada vez mais na grama e partir com tudo”,concluiu o brasileiro, que estreou na última segunda (29), com vitória por 3 sets a 0 sobre o espanhol Roberto Bautista Agut (183º).

No ano passado, Fonseca avançou à terceira rodada, seu melhor desempenho em Wimbledon, o mais antigo torneio de tênis do mundo – a primeira edição foi em 1877. Na partida decisiva para se classificar às oitavas, o carioca foi eliminado pelo chileno Nicolas Jarry.



Fonte: Agência Brasil

Bélgica vira contra o Senegal com pênalti no final da prorrogação

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Pela segunda fase da Copa do Mundo, a Bélgica – primeiro lugar no Grupo G – enfrentou Senegal – terceiro colocado no Grupo I – no estádio de Seattle, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (2), e sofreu para conseguir a vitória de virada por 3 a 2, que só saiu nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, graças a um pênalti assinalado pelo árbitro de vídeo.

Os belgas – que jogaram com uma inusitada camisa azul clara com bolinhas rosas – começaram tendo uma chance. Logo aos oito minutos do primeiro tempo, Trossard arriscou da linha da grande área e o goleiro Diaw encaixou. 

A resposta foi rápida. Aos 12 minutos, em cruzamento para a área, o goleiro Courtois errou o tempo da bola, que ficou limpa para Ismaila Sarr. Desequilibrado, o atacante senegalês tocou, mas na trave. 

A bola continuou na pequena área e Sarr perdeu novamente, batendo na rede pelo lado de fora. Aos 16, nova chance, Gana Gueye chutou de fora da área. Dessa vez, Courtois encaixou sem dar rebote.

O predomínio de Senegal era tão visível que o gol era uma questão de tempo. Enfim, aos 24 minutos, em cruzamento para a área, Ismaila Sarr cabeceou na trave à esquerda de Courtois. No rebote, Diarra completou para as redes: 1 a 0. O placar fazia justiça ao maior volume de jogo da seleção africana.

O time do técnico Rudi Garcia não conseguiu reagir e Senegal continuou mandando na partida. Aos 36 minutos, depois de uma triangulação rápida, Mané apareceu na área, finalizando no meio do gol, onde estava Courtois, que fez a defesa.

O público no estádio se animou aos 42 minutos, quando o ponta-esquerda belga Doku recebeu de De Bruyne e chutou para gol. A bola desviou na zaga e deu trabalho para o goleiro Diaw. 

Aos 44, em um chute forte de De Cuyper, de fora da área, o goleiro espalmou a corner. Pressionando mais, a Bélgica terminou o primeiro tempo esperançosa de conseguir o empate no segundo tempo.

A equipe do técnico Pape Thiaw voltou diferente do vestiário. Aos 5 minutos, Ismaila Sarr foi lançado, entrou na área e fuzilou o goleiro Courtois, marcando mais um gol e chegando ao placar de 2 a 0.

As substituições do técnico Rudi Garcia, tirando De Bruyne e Doku, deixaram a Bélgica melhor. A entrada de Lukaku no lugar de De Ketelaere no ataque era outro sinal de que algo poderia acontecer. Tielemans acertou a rede, pelo lado de fora. Lukebakio arriscou um chute com curva, mas para fora. 

Foi o centroavante quem conseguiu diminuir a contagem: aos 40 minutos do segundo tempo, em um cruzamento rasteiro, Lukaku se antecipou à zaga e desviou para o gol: 2 a 1.  

Aos 43 minutos, em um levantamento para a área, o goleiro Diaw saiu atabalhoado e Tielemans cabeceou para a meta vazia: 2 a 2. A Bélgica empatava um jogo perdido e ia para a prorrogação revigorada.

Prorrogação e gol salvador

No tempo extra, o técnico de Senegal tirou o maior ídolo local, Sadio Mané, e colocou Nicolas Jackson. Na primeira etapa, muito medo e receio das duas seleções em se expor a contra-ataques. 

Dessa forma, foram 15 minutos sem emoções. A diferença é que a Bélgica passou a ter mais posse de bola do que seu rival e a frequentar o campo de ataque constantemente.

No segundo tempo da prorrogação, Mbaye desperdiçou uma ótima chance de fazer o gol da vitória. Bara Ndiaye arriscou e Courtois encaixou firme o chute rasteiro. 

O belga Lukebakio teve a bola do jogo no finalzinho: recebeu um passe livre dentro da área, ajeitou e chutou forte: a bola pegou no travessão do goleiro Diaw e foi para fora.

O VAR, no entanto, interferiu no lance. Acusou um pênalti ocorrido anteriormente, quando Camara calçou Tielemans na área, e o juiz hondurenho Said Martínez foi ao vídeo confirmando a penalidade para os belgas aos 120 minutos. 

Tielemans deslocou o goleiro e fez o gol da vitória: 3 a 2. 

A maior virada da Copa de 2026 aconteceu sob os olhos de 67 mil espectadores em Seattle. 

A nova geração belga vai para as oitavas de final e enfrentará na segunda-feira (6), às 21h, o vencedor de Estados Unidos e Bósnia Herzegovina para continuar fazendo história.

Ficha técnica

Quarta-feira, 1º de julho de 2026

BÉLGICA 3 x 2 SENEGAL

Local: Seattle (Estados Unidos)

Juiz: Said Martínez (Honduras)

Público: 66.925

Bélgica: Courtois, Castagne, Mechele, Theate e De Cuyper (Meunier); Tielemans, Vanaken (Moreira), Trossard (Onana), De Bruyne (Raskin) e Doku (Lukebakio); De Ketelaere (Lukaku). T: Rudi Garcia.

Senegal: Diaw, Diatta, Ciss, Niakhaté e Jakobs (Diouf); Habib Diarra (Pape Sarr), Idrissa Gueye (Bara Ndiaye) e Pape Gueye (Camara); Iliman Ndiaye (Mbaye), Ismaila Sarr e Mané (Jackson). T: Pape Thiaw.

Gols: No 1º tempo: Habib Diarra (24). No 2º tempo: Ismaila Sarr (5). No 2º tempo: Lukaku (40) e Tielemans (43). No 2º tempo da prorrogação: Tielemans (pên.) (20).

Fonte: Agência Brasil

Acnur pede US$ 14,85 milhões para apoio à Venezuela após terremotos

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A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) divulgou um apelo emergencial para obter US$ 14,85 milhões para o apoio a famílias afetadas pelos terremotos de 24 de junho na Venezuela. O desastre deixou mais de 2 mil mortos e cerca de 11 mil feridos.

A Acnur disse que sua operação na Venezuela já enfrentava limitações financeiras antes da tragédia. E que novos recursos são essenciais para manter a assistência já prestada e levar proteção aos afetados pelos tremores.

“Até a ocorrência dos terremotos, apenas 11% dos recursos previstos para a atuação da agência no país em 2026 haviam sido recebidos”, informou a Acnur.

O impacto dos dois terremotos, de 7,2 e 7,5 graus na escala Richter, foi mais severo em La Guaira e na Grande Caracas, mas também atingiu os estados de Miranda, Carabobo, Yaracuy, Falcón e Aragua.

A Acnur descreve que, além das perdas humanas, centenas de moradias foram destruídas ou danificadas, hospitais sofreram avarias e serviços essenciais, como abastecimento de água, energia elétrica, telecomunicações e transporte, seguem comprometidos.

Os milhares desabamentos e avarias causadas a prédios no país fizeram com que milhares de famílias permaneçam sem condições de retornar para casa, abrigadas em escolas, igrejas, ginásios e outros espaços improvisados ou dormindo em áreas públicas.

“O cenário também aumenta os riscos de violência, separação familiar e outras violações de direitos, sobretudo entre crianças, idosos, pessoas com deficiência e refugiados”, ressalta a Acnur.

A agência da ONU descreve que, do valor solicitado, US$ 4 milhões serão destinados às ações de proteção e US$ 10,85 milhões ao fornecimento de itens de socorro e soluções temporárias de abrigo. 

As prioridades da Acnur serão proteção e assistência emergencial.

Fonte: Agência Brasil

Dólar supera R$ 5,20, e bolsa cai com expectativa por juros nos EUA

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O dólar voltou a fechar acima de R$ 5,20, e a bolsa de valores de São Paulo encerrou o primeiro pregão de julho em queda.

Os mercados brasileiros foram pressionados principalmente pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos, fator que fortaleceu a moeda norte-americana e reduziu o apetite por ativos de risco.

No cenário doméstico, investidores também acompanharam indicadores econômicos e notícias sobre o cenário eleitoral em 2026.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (1º) com alta de 0,92%, cotado a R$ 5,209. Durante o dia, a moeda chegou à máxima de R$ 5,219, depois de abrir próxima da estabilidade.

A moeda estadunidense está no maior nível desde 30 de março, quando fechou vendida a R$ 5,24. No acumulado do ano, porém, acumula queda de 5,08%.

O principal fator para a valorização da moeda foi o cenário externo. Investidores seguem ajustando posições diante da possibilidade de o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, manter uma postura cautelosa antes de iniciar um ciclo de redução dos juros.

Taxas elevadas tornam os títulos do Tesouro norte-americano mais atrativos, aumentando a demanda pelo dólar e reduzindo o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil.

Dados divulgados nesta quarta mostraram que o setor privado dos Estados Unidos criou 98 mil empregos em junho. O mercado agora aguarda o relatório oficial de emprego, o payroll, que será divulgado na quinta-feira (2) e pode influenciar os próximos passos da política monetária americana.

No mercado doméstico, operadores também acompanharam a divulgação de pesquisas eleitorais e a notícia de que Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher, fatos que adicionaram cautela aos negócios.

Bolsa recua

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 0,20%, aos 171.688 pontos, após oscilar entre perdas superiores a 1% e uma breve alta durante a tarde. Foi o primeiro pregão do segundo semestre, período em que investidores costumam promover ajustes em suas carteiras, aumentando a volatilidade.

O índice também refletiu a expectativa em torno da política monetária dos Estados Unidos, que reduz o interesse de investidores estrangeiros por ativos de risco. Em junho, o saldo líquido dos investimentos externos na B3 ficou negativo em R$ 8,7 bilhões, mantendo a tendência observada desde abril.

Entre os destaques do dia, ações de bancos encerraram sem direção única, enquanto os papéis de petroleiras oscilaram em meio à queda do petróleo no mercado internacional. As ações de mineradoras terminaram próximas da estabilidade.

Mercado atento

Além do mercado de trabalho estadunidense, investidores acompanharam declarações de dirigentes do Fed e do Banco Central Europeu (BCE), que evitaram sinalizar quando poderá ocorrer uma redução dos juros.

No Brasil, o Banco Central informou que o fluxo cambial do país ficou positivo em US$ 7,168 bilhões até 26 de junho, dado que teve impacto limitado sobre os mercados.

A expectativa é que os próximos indicadores da economia norte-americana definam o comportamento dos juros nos Estados Unidos, fator considerado a principal baliza para o câmbio, a bolsa e o fluxo de investimentos para mercados emergentes nas próximas semanas.

*com informações da Reuters.

Fonte: Agência Brasil

Ministério da Justiça inaugura escritório antifacção em SP

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, inaugurou nesta quarta-feira (1º), em São Paulo, o Escritório Nacional Antifacção de São Paulo, estrutura que pretende fortalecer o combate ao crime organizado.

Segundo o ministério, o escritório integra o Programa Brasil contra o Crime Organizado e passará a atuar como ponto permanente de articulação entre os órgãos federais, municipais e estaduais. A unidade, que será instalada na região da Luz, centro da capital paulista, vai desenvolver ações de inteligência e estratégias de enfrentamento às organizações criminosas.

“A inauguração deste escritório demonstra que estamos levando a presença do Estado para onde os desafios acontecem, fortalecendo a interlocução com as forças de segurança e potencializando nossa capacidade de resposta”, disse o ministro.

O ministro ressaltou que “não é possível enfrentar organizações criminosas apenas a partir de Brasília, que é preciso estar nos territórios estratégicos, dialogando diariamente com as polícias, ministérios públicos, sistema financeiro e todos os órgãos que participam desse esforço nacional.”


São Paulo (SP), 01/07/2026. - Ministro da Justiça ,Wellington César participa da inauguração do Escritório Nacional Antifacção - ENA/SP. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 01/07/2026. - Ministro da Justiça ,Wellington César participa da inauguração do Escritório Nacional Antifacção - ENA/SP. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

O objetivo principal, destacou o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, será “asfixiar” financeiramente as facções criminosas.

“Recentemente o Brasil editou uma lei que é a lei antifacção. Além disso, o governo federal lançou o Programa Brasil contra o Crime Organizado, que tem vários eixos, entre eles a asfixia financeira, o plano de segurança macro em cima da dos presídios e a questão do enfrentamento à violência e ao tráfico de armas. O eixo asfixia financeira, por uma razão óbvia, decidiu ter uma presença física em São Paulo por sua uma importância econômica”, afirmou.

“A ideia do escritório é justamente o combate ao crime organizado que deve ser feito em várias frentes, mas principalmente combatendo o crime financeiro e asfixiando esse crime”, completou.

Além de fazer a integração entre as forças de segurança, coordenar iniciativas voltadas à asfixia financeira das facções e também promover o intercâmbio de informações estratégicas e de inteligência, o novo escritório também vai atuar em cooperação com órgãos de persecução penal e instituições financeiras.

A coordenação da unidade em São Paulo ficará a cargo do ex-ouvidor das Polícias de São Paulo, Benedito Mariano. Além de São Paulo, novos escritórios deverão ser inaugurados no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu.

Presídios

O ministério anunciou hoje que o governo federal vai investir nos 138 presídios já existentes no país e melhorar capacidade e segurança, o que também deve contribuir no enfrentamento ao crime organizado.

“O Brasil possui em torno de 1.355 presídios. Estamos trabalhando com a perspectiva de monitoramento e isolamento de lideranças criminosas que atuam no sistema penitenciário dos estados. Estamos utilizando como padrão o sistema penitenciário federal, que é um sistema de isolamento e monitoramento intensivo de lideranças criminosas. Portanto, nossa estratégia é elevar o padrão de 138 presídios”, explicou o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Segundo o secretário, os 138 presídios vão receber novos investimentos do governo federal para compra de scanners corporais, geo-radares, equipamentos de revista eletrônica e de rastreamento eletrônico e equipamentos de identificação de celulares. “Eles foram escolhidos com base no mapa de organizações criminosas que o Ministério da Justiça produz. Nós temos identificadas as facções que atuam e onde elas atuam, onde elas estão dentro dos presídios”.

Estados Unidos

Em entrevista a jornalistas, concedida durante a inauguração do escritório, o ministro Wellington César Lima e Silva comentou sobre a decisão anunciada hoje (1º) pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) de ter sancionado dois brasileiros e três empresas do Brasil, acusando-as de supostos vínculos com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Esta foi a primeira sanção de Washington contra brasileiros ou empresas do Brasil após o governo Donald Trump classificar facções do país como organizações terroristas.

Segundo ele, a designação dos EUA sobre as facções criminosas brasileiras não deve produzir efeitos fora do território estadunidense. “Essa designação específica somente produz efeitos no âmbito dos Estados Unidos, não tem nenhuma repercussão de extraterritorialidade. Todas as nações devem aprofundar e sofisticar os seus mecanismos de combate ao crime organizado, desde que a soberania do outro país seja respeitada”, ressaltou.

Para o secretário nacional de Segurança Pública, os Estados Unidos têm autonomia para definir suas estratégias de combate às facções criminosas. No entanto, isso não pode ultrapassar o limite da soberania brasileira.

“Os Estados Unidos é um país soberano, pode ter a sua autonomia para definir da melhor maneira. A grande questão é respeitar a nossa soberania, respeitar o ordenamento jurídico brasileiro e nós sempre estaremos à disposição para cooperar com qualquer que seja os países e os organismos que queiram enfrentar o crime organizado. A cooperação internacional é parte da matriz de ação do governo federal e continuaremos fazendo isso”, disse Chico Lucas.

Fonte: Agência Brasil