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Matrículas em creches avançam 36% em quase uma década

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No Brasil, em 2025, 9,4 milhões de crianças de 0 a 5 anos de idade estavam matriculadas em escolas ou creches, de acordo com o módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em junho.

Com base na PNAD-C, o Todos pela Educação (organização da sociedade civil, sem fins lucrativos e suprapartidária fundada em 2006) construiu a série histórica a partir da idade escolar e observou que o acesso à educação infantil de crianças de 0 a 3 anos no Brasil tem seguido tendência de crescimento desde 2016 e atingiu 43,3% em 2025, o maior percentual da série histórica, com cerca de 4,5 milhões de bebês e crianças em creches.

O resultado de 2025 representa avanço de 11 pontos percentuais (36%) em relação a 2016, quando o atendimento alcançava apenas 31,8% das crianças, e alta de 2,2 pontos percentuais em comparação com 2024 (41,1%).

Apesar dos avanços, em todas as grandes regiões do país, o indicador ainda permanece abaixo da meta de 50% de atendimento, prevista para 2024 pelo Plano Nacional de Educação (PNE) que vigorou até dezembro de 2025.

Pela lei, embora a matrícula em creche não seja obrigatória, o atendimento às crianças de 0 a 3 anos é um direito assegurado ao cidadão. Portanto, cabe ao poder público garantir a oferta desse serviço a partir da demanda por vagas existente para essa etapa da educação básica.

Vale destacar que o novo PNE ampliou a meta nacional de oferta de educação infantil para atender, no decênio 2024-2034, no mínimo 60% das crianças de 3 anos.

Análises e desafios

 A Agência Brasil conversou com Natália Fregonesi, coordenadora de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, organização da sociedade civil, sem fins lucrativos e suprapartidária fundada em 2006, sobre os índices educacionais divulgados em junho.


Brasília (DF), 01/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Especialista analisa acesso à Educação Infantil no Brasil. Natália Fregonesi. Foto: Todos Pela Educação/Divulgação
Brasília (DF), 01/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Especialista analisa acesso à Educação Infantil no Brasil. Natália Fregonesi. Foto: Todos Pela Educação/Divulgação

Especialista Natália Fregonesi defende a necessidade de expansão de creches – Foto Todos Pela Educação/Divulgação

A entidade atua para melhorar a qualidade da educação básica pública no Brasil e propor ao poder público a formulação e implementação de políticas educacionais eficazes.

Apesar de classificar a alta do atendimento das crianças de 0 a 3 como avanço importante, a especialista aponta a necessidade de acelerar essa expansão das creches. Para Natália, os desafios são mais planejamento, financiamento adequado e gestão da oferta de vagas nas redes de ensino. 

Natália Fregonesi destaca a importância do apoio técnico e financeiro aos municípios, os principais responsáveis pela educação infantil, por meio do regime de colaboração entre União, estados e municípios.

“Essa expansão precisa ser orientada pela demanda real das redes [de ensino] e deve priorizar a equidade na oferta, além de garantir a qualidade das creches”, disse.

Na avaliação do Todos pela Educação, o acesso a essa fase da educação básica deve ter ainda infraestrutura adequada, propostas pedagógicas consistentes e profissionais valorizados e bem formados.

Pré-escola

A Pnad-Contínua Educação revelou que, em 2025, a taxa de atendimento de crianças de 4 e 5 anos, na pré-escola, foi de 96,1%, o maior patamar já registrado no período 2016-2025 e bem próximo à universalização da oferta de vagas no país.

A pré-escola, destinada às crianças de 4 e 5 anos, é obrigatória desde 2009, a partir da Emenda Constitucional nº 59/2009.

O Todos Pela Educação destaca que cerca de 4% das crianças de 4 e 5 anos ainda permanecem fora da pré-escola, o que representam cerca de 219 mil crianças sem aulas.

Entre os 20% mais ricos, 0,4% não está em sala de aula por causa de alguma dificuldade de acesso, sendo esse percentual de 2,5% entre os 20% mais pobres.

Desigualdades persistentes 

Apesar dos avanços atestados pela pesquisa por amostragem, persistem as desigualdades raciais, socioeconômicas e regionais no acesso à educação infantil, especialmente para as crianças mais pobres de 0 a 3 anos.

Segundo o levantamento oficial, em 2025, enquanto 14,2% das crianças brancas e amarelas estavam fora da escola por esse motivo, o percentual chegava a 19,6% entre crianças pretas, pardas e indígenas.

Quando o Todos pela Educação observa a renda das famílias, entre os 20% mais pobres, 24,2% das crianças não acessavam a escola por alguma dificuldade, percentual quatro vezes superior ao registrado entre os 20% mais ricos (6,4%).

A coordenadora de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação defende que, para superar as barreiras de acesso às vagas da educação infantil e garantir igualdade de oportunidades desde a primeira infância, é preciso identificar vulnerabilidades socioeconômicas, étnico-raciais e regionais.

“É necessário um levantamento preciso da demanda para identificar as particularidades territoriais, as das comunidades mais vulneráveis e, dessa forma, priorizar a abertura de vagas justamente nos territórios e para os grupos que enfrentam mais dificuldades de acesso”, disse Natália.

Territórios desiguais

Outro determinante das desigualdades de oportunidades de acesso à educação infantil é o território onde as crianças vivem com suas famílias.

Quando consideradas as unidades da federação, a diferença entre o estado com maior e menor acesso é de 49 pontos percentuais. Enquanto Santa Catarina atende a 58,4% das crianças de 0 a 3 anos em creches, os estados da Região Norte apresentam os menores percentuais do país, com destaque para o Amapá (9,4%), Acre (19,0%), Amazonas (20,9%) e Roraima (22,8%).

Natália avalia que é preciso um regime de colaboração federativa mais forte, com maior apoio técnico e financeiro aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios que enfrentam os maiores desafios, para garantir o direito à educação infantil.”

Motivos de não frequência

Na análise dos motivos para a não frequência, o Todos pela Educação identificou:

– opção dos pais

Em 2025, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% daquelas com 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis.

Esse foi o motivo mais citado em todas as grandes regiões brasileiras. O Centro-Oeste apresentou o maior percentual para crianças de 0 a 1 ano (73,6%) fora da creche por decisão dos pais, enquanto o menor foi registrado no Nordeste (58,5%).

Para o grupo de 2 a 3 anos, o maior percentual também foi observado no Centro-Oeste (65,5%) e o menor, no Norte (49,4%).

A analista de políticas educacionais considera importante respeitar a decisão dos responsáveis, mas recomenda que o poder público informe as famílias sobre os benefícios da educação infantil para o desenvolvimento da criança.

Natália afirma que a prioridade da autoridade nacional deve ser enfrentar a demanda represada.

“Atualmente, ainda são mais de 1,7 milhão de crianças nessa situação em que as famílias querem uma vaga e não conseguem por alguma dificuldade de acesso”..

– falta de creches, de vagas e idade da criança

O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança.

O IBGE mostra que entre as crianças de 0 a 1 ano, 28,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 33,4%.

O Norte e o Nordeste foram as regiões mais afetadas por esse tipo de barreira. No Norte, 35,5% dos bebês e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por esse motivo, enquanto no Nordeste, os percentuais foram 36,1% e 37,2%, respectivamente.

Assim como na faixa etária de 0 a 3 anos, o acesso à escola das crianças de 4 e 5 anos também apresenta grandes desigualdades entre os estados.

Em relação à taxa de atendimento das crianças de 4 a 5 anos, o melhor resultado é no Piauí, com 99,4% delas nas escolas e, no Ceará, o registro é de 98,9% de atendimento. No Amapá, apenas seis em cada 10 crianças na mesma faixa etária frequentam a escola.

O informe do IBGE sobre a PNAD-C observa que os dados demonstram maior deficiência na oferta de escola/creche ou disponibilidade de vagas na educação infantil nessas regiões.

Compromisso Nacional 

Para assegurar o acesso universal à educação infantil, a partir do estímulo ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e das Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil, o Ministério da Educação (MEC) instituiu, há um ano, o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil (Conaquei);

Em 2026 e 2027, os investimentos para implementação das ações serão de mais de R$ 406 milhões nos estados e municípios que assinam um termo de compromisso para receber apoio técnico e financeiro da União.

As ações do Conaquei incluem a expansão da oferta de vagas na educação infantil e a promoção da permanência de bebês e crianças na escola.

Fonte: Agência Brasil

Venezuela: mapa da Nasa sugere 59 mil prédios danificados em terremoto

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Ao analisar imagens de satélites da Nasa, pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon, dos Estados Unidos (EUA), estimaram que 58,8 mil edifícios foram “provavelmente danificados ou destruídos” na região afetada pelos terremotos da Venezuela.

 


Brasília (DF), 30/06/2026 – Mapa da Nasa sugere 59 mil prédios danificados em terremoto
Nasa
Brasília (DF), 30/06/2026 – Mapa da Nasa sugere 59 mil prédios danificados em terremoto
Nasa

 

Os geógrafos Corey Scher e Jamon Van Den Hoek analisaram os dados do mapa divulgado pela Nasa [Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço] dos EUA, produzido pelo satélite Sentinel-1, com imagens antes e depois dos terremotos na Venezuela. Na imagem acima, os pontos vermelhos significam prédios com 75% de chances de terem sido danificados na cidade de La Guaira.

“Trata-se de um produto preliminar, elaborado poucos dias após o evento, e que permanece não validado”, ponderaram os pesquisadores.

Cada imagem captada após os terremotos da última quarta-feira (24) foi comparada com um “conjunto de imagens de referência” do Sentinel-1 adquiridas ao longo de 2025. “As duas [imagens] foram combinadas em um único mapa de danos”, diz o artigo científico.

Os pesquisadores apontam que a superfície de um edifício pós-terremoto, se comparado com imagens antes dos tremores,  “sofreu mudanças abruptas”, sendo esse o mesmo método usado para mapear a destruição de prédios em zonas de conflito.

“Um edifício é considerado danificado quando pelo menos 50% da sua área de implantação está localizada no mapa de danos por perda de coerência”, escreveram os pesquisadores dos EUA.

As detecções de danos se concentram onde o tremor foi mais forte (a costa central e o corredor populoso de Caracas), “em consonância com o padrão de intensidade do terremoto”.

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Governo calcula 774 edifícios colapsados

Até este domingo (28), o governo da Venezuela havia registrado o colapso de 774 edifícios em diversas partes do país, sendo 189 totalmente derrubados e 585 prédios parcialmente destruídos. 

Ainda no domingo, foi anunciada a criação de uma comissão para avaliar as condições de infraestrutura e habitação das demais estruturas das regiões afetadas para avaliar riscos.

A expectativa é que a comissão técnica informe o nível de risco de cada edifício, ponte ou rodovia a partir de classificação dividida entre vermelho, amarelo e verde. As estruturas que receberem a cor vermelha serão as de alto risco de desabamento, as amarelas de risco médio e as verdes serão as sem qualquer risco.

Números da catástrofe

Segundo a última atualização, os terremotos na Venezuela deixaram 1,9 mil mortos e 10,5 mil feridos. Porém, os números podem aumentar. As Nações Unidas (ONU) estimam que quase 50 mil pessoas estejam desaparecidas no país. 

Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorridos na quarta-feira passada, causaram destruição e desabamentos na capital Caracas e várias outras cidades, principalmente na província de La Guaira.

Fonte: Agência Brasil

INSS paga em julho R$ 874 milhões a 149,5 mil pescadores

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Cerca de 149,5 mil pescadores artesanais começarão a receber, em 7 de julho, aproximadamente R$ 874,5 milhões em benefícios do Seguro-Defeso do Pescador Artesanal (SDPA). O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) destinará os recursos a quem teve o direito ao benefício reconhecido e aguardava apenas a liberação dos valores.

O pagamento será feito em parcela única e contempla pedidos referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026.

O que é

O seguro-defeso é um benefício pago ao pescador artesanal durante o período em que a pesca é proibida por determinação ambiental. A restrição, conhecida como defeso, tem o objetivo de proteger a reprodução das espécies e preservar os estoques pesqueiros.

Durante esse intervalo, os trabalhadores ficam impedidos de exercer a atividade e recebem o benefício para garantir a renda enquanto a pesca permanece suspensa.

Quem recebe

Terão direito ao pagamento os pescadores que solicitaram o benefício dentro do prazo previsto em lei, atenderam aos requisitos exigidos e já tiveram o pedido aprovado pelo INSS.

Segundo o instituto, esses trabalhadores aguardavam apenas a emissão do pagamento, que agora foi autorizada.

A medida foi possível após a publicação da Lei nº 15.399, de 4 de maio de 2026, que autorizou, em caráter excepcional, a liberação dos benefícios referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026.

Como consultar

Os pescadores que já tiveram o benefício aprovado podem consultar a situação do pagamento pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Emprega Brasil.

Quem ainda possui pedido em análise ou precisa regularizar alguma pendência deve acompanhar o processo pelos canais oficiais do INSS, como o site e o aplicativo Meu INSS, além da Central 135.

Próximos pagamentos

De acordo com o INSS, os requerimentos que ainda dependem da conclusão da análise ou da regularização de documentos continuarão sendo processados normalmente.

À medida que os pedidos forem aprovados, os beneficiários serão incluídos nos próximos lotes de pagamento.

A operação foi realizada em conjunto pelo INSS, pelo Ministério da Previdência Social, pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Dataprev, responsável pelo suporte tecnológico necessário para a liberação dos benefícios.

Fonte: Agência Brasil

Rodoviários do Rio decidem suspender greve e ônibus voltam a circular

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Os rodoviários do município do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia nesta quarta-feira (1º), suspender a greve da categoria até a próxima segunda-feira (6), quando haverá nova rodada de negociação com os patrões para decidir sobre reajuste.

Em nova audiência de conciliação, o desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), pediu a suspensão temporária da greve até o início da semana que vem. A categoria decidiu acatar o pedido, mas manteve o estado de greve.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, pediu o reajuste de 17%, em duas etapas. “Vamos atrás desse valor. Queremos a valorização da nossa profissão, compatível com  nossa responsabilidade com a população”, explicou.

A paralisação dos rodoviários poderá ser retomada na próxima semana, caso as negociações com o sindicato patronal – Rio ônibus – não avancem.

Os rodoviários reivindicam piso de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os que dirigem ônibus urbanos.

O sindicato patronal oferece 4,39%, referente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, alega impossibilidade financeira de atingir tais patamares devido à crise estrutural de receita e à redução de subsídios por quilômetro rodado no município, mantendo então a contraproposta de reajuste de 4,39%.

Os patrões oferecem vale-alimentação de R$ 860, enquanto os rodoviários reivindicam R$ 1 mil, além de implementação de plano de saúde e jornada de trabalho de 7 horas e meia por dia.

Fonte: Agência Brasil

STF derruba redução do prazo de prescrição nas ações de improbidade

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (1°) invalidar o trecho da Lei de Improbidade Administrativa (LIA) que reduziu pela metade o prazo de prescrição para punir atos contra a administração pública. 

A maioria dos ministros considerou inconstitucional a redução da prescrição de oito para quatro anos nos casos em que ocorre a interrupção da contagem do prazo. Essa situação ocorre em marcos pré-definidos durante o andamento do processo, como o ajuizamento da ação de improbidade contra um agente público, por exemplo. 

A redução estava prevista na Lei 14.230 de 2021, norma que alterou a LIA e reduziu a prescrição. 

Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Para o ministro, não razoável que o Congresso corte pela metade o prazo prescricional.

“Em média, até a sentença de primeiro grau, nós temos cinco anos e dez meses, ou seja, quase todas ações de improbidade estariam prescritas”, afirmou.

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Ato doloso

No mês passado, a Corte também definiu que os atos de improbidade ocorrem somente na forma dolosa, ou seja, quando o agente público tem a intenção de cometer o delito.

Por unanimidade, os ministros confirmaram a constitucionalidade da alteração que deixou de prever modalidade culposa para atos de improbidade, que ocorrem em casos de enriquecimento ilícito, dano ao erário e atos lesivos aos princípios da administração pública.

Fonte: Agência Brasil

Espanha e Áustria; Portugal e Croácia; Suíça e Argélia jogam hoje

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Três confrontos nesta quinta-feira (2) definem as seleções que vão garantir vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Fifa 2026. 

A primeira partida será entre Espanha e Áustria. As equipes se enfrentam em Los Angeles (EUA), às 16h (horário de Brasília).

Mais tarde, às 20h, é a vez de Portugal e Croácia se enfrentarem, em Toronto, no Canadá.

A última partida do dia será entre Suíça e Argélia, em Vancouver, à 0h.

Os vencedores avançam às oitavas de final e os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação de 30 minutos e, se necessário, disputa por pênaltis.

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Jogos desta quinta-feira, 2 de julho

  • 16h – Espanha x Áustria (Los Angeles)
  • 20h – Portugal x Croácia (Toronto)
  • 21h – Suíça x Argélia (Vancouver)

Desempenhos

A Espanha terminou a fase de grupos em primeiro lugar no grupo H, passando na frente das equipes de Cabo Verde, Uruguai e Arábia Saudita. O time da Áustria foi o segundo lugar no grupo J, que teve a Argentina na liderança.  

O time de Portugal ficou em segundo no Grupo K, que também teve Colômbia, República Democrática do Congo e Uzbequistão. A seleção da Croácia ficou na segunda colocação do Grupo L, ficando atrás da Inglaterra. 

O time da Suíça terminou a fase de grupos em primeiro lugar no Grupo B, que também teve Canadá, Bósnia e Catar. Argélia ficou em terceiro colocação no grupo J, mas conseguiu se classificar para o mata-mata. 

Fonte: Agência Brasil

Número de mortos passa de 2 mil e Venezuela decreta luto de sete dias

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Uma semana depois dos terremotos de 24 de junho, o número de mortos na Venezuela chega a 2.295, segundo a última atualização divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo governo do país sul-americano. O total de feridos soma 11.267 pessoas.

Diante da magnitude da tragédia, a presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, decretou luto oficial de sete dias, contados a partir das 6h desta quarta-feira.

“A Venezuela tem a alma rasgada pelas perdas humanas causadas pelos devastadores terremotos”, disse comunicado assinado por Delcy Rodriguez. “Nestes momentos de profunda tristeza, abraçamos os que sofrem com essa tragédia e reafirmamos nosso compromisso de acompanhá-los e protegê-los.”

Os terremotos de 7,2 e 7,5 na escala Richter, de força muito destrutiva, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e causaram milhares de desabamentos em diversas regiões do país. As áreas mais afetadas foram La Guaíra e Caracas.

Mais de 6 mil pessoas foram resgatadas com vida dos escombros por equipes de socorristas, e 13,5 mil conseguiram sair por conta própria ou com apoio de seus familiares e vizinhos.

Trabalham nas buscas por sobreviventes mais de 25 mil profissionais, entre bombeiros, policiais e militares, que contam ainda com mais de 15 mil voluntários e com o apoio de mais de 3 mil enviados de outros países.

*Com informações da Telesur

Fonte: Agência Brasil

Brasil critica novas restrições da UE ao aço e cobra compensações

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O Brasil criticou as novas medidas adotadas pela União Europeia (UE) para restringir as importações de produtos siderúrgicos. Em nota conjunta, os Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) afirmaram que as mudanças reduzem o acesso ao mercado europeu e não representam uma solução para o excesso de capacidade na indústria mundial do aço.

Segundo o governo brasileiro, a UE passou a adotar novas restrições quantitativas para a entrada de produtos siderúrgicos e elevou as tarifas cobradas sobre importações que ultrapassarem as cotas estabelecidas.

Na avaliação brasileira, as medidas atingem a maior parte dos parceiros comerciais do bloco e ampliam as barreiras às exportações, mesmo após o fim do sistema de salvaguardas criado em 2018.

O Brasil também afirmou que é afetado pelo excesso de produção mundial de aço e continuará defendendo soluções multilaterais para o problema em fóruns internacionais. A nota acrescenta que restringir o comércio de países que não são responsáveis pela sobreoferta global não resolve a questão e pode provocar uma escalada de medidas de defesa comercial.

O governo informou ainda que não houve acordo com a União Europeia sobre compensações pelas novas tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Segundo o Executivo, o novo sistema de cotas é uma medida unilateral e não pode ser considerado uma compensação ao Brasil.

Apesar das divergências, o governo afirmou que continuará negociando com a União Europeia para buscar uma solução considerada aceitável para ambas as partes.

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Novas regras

A Comissão Europeia anunciou que o volume de aço que poderá entrar no bloco sem pagar tarifas será reduzido em 47%, passando para 18,3 milhões de toneladas por ano.

Caso esse limite seja ultrapassado, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Na prática, os exportadores poderão vender uma quantidade menor de aço sem custos adicionais e pagarão uma tarifa maior caso excedam a cota.

Metade das cotas será destinada a países que têm acordos de livre comércio com a União Europeia. A outra metade ficará disponível para todos os parceiros comerciais, enquanto alguns países terão limites específicos definidos com base no histórico de exportações.

Justificativa

Segundo a Comissão Europeia, as mudanças são necessárias para proteger a indústria siderúrgica do bloco diante do excesso de produção mundial de aço, que aumenta a oferta e pressiona os preços internacionais.

O órgão também cita práticas de dumping, exportação de produtos abaixo do preço de custo, e afirma que as medidas buscam elevar a utilização da capacidade das siderúrgicas europeias para cerca de 80%, ante os atuais 65%.

As novas regras substituem o sistema de salvaguardas adotado pela UE em 2018. Até agora, as importações de aço pelo bloco que ultrapassavam as cotas estavam sujeitas a uma tarifa de 25%. Com o novo modelo, a cobrança sobe para 50%, ao mesmo tempo em que o volume permitido sem tarifas é reduzido quase pela metade.

A Comissão Europeia afirma que o setor siderúrgico perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que as restrições são necessárias para conter os efeitos da sobreoferta global e fortalecer a indústria do bloco. Em 2025, os principais fornecedores de aço para a União Europeia foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.

Fonte: Agência Brasil

Cristo Redentor terá novas escadas e elevadores de acesso

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A Petrobras e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) assinaram, nesta quarta-feira (1º), um acordo de cooperação ambiental para fortalecer a gestão do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Entre as principais medidas está a modernização do sistema de acesso ao Cristo Redentor, com a substituição das quatro escadas rolantes e a instalação de dois elevadores inclinados.

As obras começam em agosto e devem ser concluídas em maio de 2027. Durante o período, será necessário reduzir o número de visitantes ao monumento, que é o ponto turístico mais visitado do país.

A Petrobras investirá R$ 15 milhões na compra e na instalação dos equipamentos. Caberá ao ICMBio acompanhar a execução, a fiscalização e o ordenamento das intervenções.

Os novos elevadores inclinados vão ampliar a acessibilidade para pessoas com deficiência, idosos e visitantes com mobilidade reduzida.

Gestão compartilhada

Também nesta quarta-feira, a Prefeitura do Rio de Janeiro e o ICMBio assinaram um termo de cooperação para a gestão compartilhada do Parque Nacional da Tijuca. O acordo prevê ações integradas de ordenamento público, conservação ambiental e proteção do patrimônio histórico, cultural e paisagístico da unidade de conservação.

Segundo o prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, a parceria permitirá maior integração entre os órgãos responsáveis pela gestão do parque.

“Esse termo de gestão compartilhada permite que a prefeitura, o Ministério do Meio Ambiente, o ICMBio e a administração do Parque Nacional da Tijuca atuem de forma integrada, dentro de um acordo de cooperação técnica”, afirmou.

O acordo terá vigência de cinco anos e envolve a participação de pelo menos 19 órgãos municipais, entre secretarias, fundações, companhias e gerências. As ações serão detalhadas em um plano de trabalho, com metas, cronograma e indicadores.

Para o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima em exercício, João Paulo Ribeiro Capobianco, a iniciativa fortalece a proteção de uma das principais unidades de conservação urbanas do país.

“Hoje estamos aqui, todos juntos, construindo uma solução. É um exercício de cidadania”, disse.

Com a parceria, a prefeitura ampliará os serviços de conservação e infraestrutura, incluindo limpeza, poda de árvores, drenagem e manutenção da iluminação pública. A Guarda Municipal reforçará o ordenamento em áreas de grande circulação de visitantes, como Vista Chinesa, Pedra Bonita e Mirante Dona Marta, além de intensificar o combate ao estacionamento irregular.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima fará o monitoramento da cobertura vegetal por satélite, promoverá o reflorestamento de áreas do entorno e desenvolverá ações de educação ambiental, com ampliação das visitas de estudantes da rede municipal ao Parque Nacional da Tijuca.


Fonte: Agência Brasil

Justiça condena ex-agentes da Guarda Civil que atuavam na Cracolândia

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Três ex-agentes da Guarda Civil Metropolitana da cidade de São Paulo foram condenados pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital a perda da função pública e à prisão, com penas entre 11 e 16 anos em regime fechado.

Os agentes, denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, atuaram entre outubro de 2019 e janeiro de 2023 e abasteciam o mercado ilegal de armas e munições na região do centro da cidade que ficou conhecida como Cracolândia.

Também vendiam bloqueadores de sinais de radiofrequência, usados na ocultação de veículos roubados. 

Segundo a denúncia apresentada pelo MPSP, o esquema se beneficiava do cenário de degradação e da elevada incidência de atividades criminosas naquela área da cidade. 

“Ainda de acordo com as apurações, o comércio clandestino de armas integrava um ecossistema criminoso mais amplo, marcado também por receptação, tráfico de drogas, exploração de jogos de azar e corrupção de agentes públicos” explicou, em nota, o GAECO.

A Cracolândia, no centro de São Paulo, se caracterizava por uma cena de uso aberto de drogas. Além do uso de diversos usos de entorpecentes, principalmente o álcool, acolhia redes de tráfico e receptação de furtos. 

Há cerca de um ano e meio ela foi dispersada, permanecendo ainda grupos pequenos, com menos de 15 indivíduos, que consomem entorpecentes abertamente na região. Boa parte dos moradores de rua que ficavam próximos ou participavam das cenas foram deslocados para outras regiões da cidade, como Raposo Tavares, Cidade Tiradentes, Vila Leopoldina e Jardim Ângela. 

Fonte: Agência Brasil