Início Site Página 79

Alexandre de Moraes decide manter Bolsonaro em prisão domiciliar

0

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3) prorrogar o prazo da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Bolsonaro continuará sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica e só poderá receber visitas com autorização do ministro, que é relator do caso

O ex-presidente também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet. Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal vão fazer a segurança da casa para evitar fuga.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

O prazo de 90 dias começou a contar no dia 27 de março e terminou em 25 de maio. 

Armas

Moraes também determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de dez pistolas e espingardas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A defesa terá prazo de 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal (PF). 

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente, por entender que a arma está legalizada e que Bolsonaro não cometeu nenhum crime, o ministro entendeu que as armas devem ser apreendidas. 

“O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado”, ressaltou Moraes. 

Falta grave

Moraes também reconheceu que Bolsonaro não cometeu falta grave relacionada com a apreensão da arma com seu segurança. A falta grave poderia permitir o retorno do ex-presidente para o presídio da Papudinha, em Brasília, em regime fechado. 

“Inexistindo a prática de qualquer falta grave durante o período em que o custodiado encontra-se em prisão domiciliar humanitária, não permanecem presentes os fatores impeditivos indicados”, argumentou.

Moraes não fixou um prazo para o término da prisão domiciliar. 

Fonte: Agência Brasil

UFRJ inaugura rádio FM no Grande Rio

0

Quase 40 anos depois de entrar no ar com um transmissor que cabia em uma caixa de sapatos, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou nesta sexta-feira (3) a Rádio UFRJ FM, na frequência 88,9 FM.

A programação reúne música independente, conteúdos infantojuvenis, divulgação científica, notícias e esportes, além de blocos da Rádio MEC AM, gerenciada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O diretor da UFRJ FM é o professor da Escola de Comunicação Marcelo Kischinhevsky (foto). Em junho de 1989, ele era um dos estudantes que se uniram para colocar no ar a então Rádio Livre, três anos depois rebatizada como Rádio Interferência.

A emissora livre transmitiu por duas décadas até ser fechada pela polícia quando conseguiu um transmissor mais potente, sob acusação de ser “pirata”. Somente em 2014, com mediação do Ministério Público Federal e reorganização do dial carioca, a UFRJ conseguiu um canal FM, em parceria com a EBC

“A gente tinha 20 anos quando o Leonardo Pinheiro, estudante de engenharia, arrumou o transmissor e começamos a montar a rádio, que transmitia do centro acadêmico, com programação gravada em fita cassete”, recordou o docente.

“Depois, fruto do ativismo estudantil, a rádio ampliou a potência, foi criminalizada, acusada de interferir em aeroporto, mas isso abriu a discussão para que conseguíssemos um canal”, explicou.

Com a concessão do 88,9 FM, explica Marcelo, a universidade estruturou a rádio, contando, inclusive, com recursos de emendas parlamentares para a compra dos transmissores, driblando cortes no orçamento da instituição. Desde 2019, a rádio funciona somente na internet e como laboratório. 

Em 2025, a UFRJ e a EBC obtiveram a licença para instalar os transmissores no Morro do Sumaré, no Parque Nacional da Tijuca, e, neste mês, iniciaram as transmissões experimentais para todo o Grande Rio. A expectativa é alcançar 10 milhões de ouvintes.

Na quinta-feira (2), quando ouviu a Rádio UFRJ no ar, de um radinho de pilha, no Campus Praia Vermelha, o professor Marcelo confessou que “escorreu uma lágrima”, em uma newsletter à comunidade acadêmica e aos ouvintes.

“Mas, depois, veio uma onda de alegria”, disse. “Um outro professor me viu com o radinho na mão e sacou. Foi até o carro dele, abriu a mala e despejou potência no som. Celebramos a vitória da radiodifusão pública, educativa e universitária”, acrescentou, sobre a trajetória da emissora.

Para a professora de Comunicação Suzy dos Santos, referência em políticas de comunicação, a Rádio UFRJ traz mais pluralidade ao dial carioca.

“A radiodifusão comercial é concentrada, é manipulada pelo lucro e, muitas vezes, usada contra os interesses sociais”, analisou.

Ela criticou também o uso de canais abertos de rádio e tv, os únicos gratuitos, para fins religiosos e eleitoreiros dos administradores.

“A Rádio da UFRJ, ao contrário, tem uma importância imensurável [nesse cenário], porque é feita para pensar uma sociedade democrática e plural”, completou dos Santos.

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - A professora de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - A professora de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Quem sintonizar, além dos programas, pode esperar um espaço de encontro da música independente, garante o estudante de jornalismo Davi Maia. Ele selecionou a lista de músicas que tocaram na inauguração, nesta sexta, e prometeu continuar a contribuir.

“Abrir a cabeça para o que está rolando na cena independente é muito difícil em uma rádio comercial”, avaliou. “Você acaba tendo que prestar contas, fazer parcerias com gravadoras, mas em uma rádio pública, como a da UFRJ, oferecemos uma curadoria diferenciada”, explicou o ex-bolsista, que tocou Luedji Luna, Marcelo D2 e Caxtrinho. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - O aluno da UFRJ, Davi Maia,, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - O aluno da UFRJ, Davi Maia,, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

“A rádio está sempre no nosso coração, a gente nunca sai da Rádio”, prometeu. “Comecei a fazer jornalismo musical na rádio e este hoje é o meu interesse profissional”.

A aposta em colaboradores como Maia tem uma razão. O público-alvo da emissora é o jovem e o adulto, informou o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.

“Nesse momento, de circulação de desinformação com grande agilidade, precisamos de um veículo que acompanhe a população, especialmente, a juventude, para se conectar à ela”, afirmou. 

Medronho lembrou que a democracia não é um regime político que está garantido. Ao contrário, avaliou, há ameaças permanentes, como a desinformação. “A minha geração lutou pela democracia, agora, a juventude precisa estar alerta”, frisou.

Para construir a grade de 2027, a Rádio UFRJ abriu uma seleção de programas por meio de edital. A chamada pública aceita propostas de dentro e de fora da comunidade acadêmica, desde que tenham adesão aos princípios da emissora. O documento para os interessados está disponível no site e no perfil da rádio nas redes sociais.

“Queremos trazer a sociedade para dentro da universidade e, mais do que falar, ouvir”, acrescentou Marcelo. Segundo ele, a ideia é fazer uma rádio que faça divulgação científica, tecnológica e cultural, tanto quanto proponha a construção de uma agenda pública de debates para o estado do Rio de Janeiro, explicou, sobre a nova FM.

A Rádio UFRJ conta com um Conselho Curador formado por representantes de diversos setores da sociedade e integra a cadeia de emissoras públicas gerenciada pela EBC, a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A rede conta com 168 afiliadas de rádio e 165 TVs por todo o país.


Fonte: Agência Brasil

Douglas Santos traz vivência do ouro olímpico para buscar o hexa

0

O lateral-esquerdo Douglas Santos é um dos três integrantes da seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo que fez parte do time medalhista de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016

A conquista, à época, inédita, contou também com o zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar. Uma experiência que o defensor do Zenit, da Rússia, traz para a caminhada em busca do hexa mundial.

“Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro que era conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados”, disse Douglas Santos. 

“A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda”, acrescentou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação está hospedada em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Aquela temporada, aliás, marcou justamente a estreia do lateral pela seleção principal, em um amistoso contra o Panamá. Ele já havia sido convocado anteriormente, em 2013 e 2015, mas não saiu do banco. 

Foram nove anos de espera até receber uma nova oportunidade com a Amarelinha, em 2025, determinante para cair nas graças do técnico Carlo Ancelotti.

Na disputa pela vaga de titular na Copa do Mundo, Douglas Santos superou a concorrência com o experiente Alex Sandro, que está no terceiro Mundial da carreira. O lateral, de 32 anos, vem sendo elogiado pelas atuações regulares – o famoso “feijão com arroz” – e a parceria com o atacante Vinícius Júnior, que também atua pelo lado esquerdo.

“Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem [e gerar opção no ataque] e estar vigilante para, se o Vini perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma transferência ofensiva rápida. Tenho falado muito com o mister [Ancelotti] para estar atento a essas situações”, descreveu o camisa 16.

Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro”, completou.

Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil decide um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, em Nova Jersey. 

Em meio à euforia com a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na terça-feira (30), o técnico norueguês, Stale Solbakken, encerrou a fala aos jogadores dizendo para Ancelotti “esperar”, que eles estavam “chegando”.

Posteriormente, o treinador se manifestou dizendo que não se tratava de uma provocação. Douglas Santos, porém, admitiu que o discurso serviu de motivação para o elenco, recordando a declaração do atacante japonês Kento Shiogai, de que o Brasil “não era como antigamente”, dias antes de a seleção brasileira vencer o Japão por 2 a 1 na segunda-feira (29), em Houston, e se classificar às oitavas.

“Vocês [jornalistas] viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol”, finalizou o lateral, que atua no Zenit.

Fonte: Agência Brasil

Festejado, Raphinha treina e se aproxima de retorno à Copa do Mundo

0

A principal novidade no treino da seleção brasileira nesta sexta-feira (3) foi a presença de Raphinha. O atacante, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, no último dia 19 de junho, deu mais um passo no processo de recuperação e trabalhou em campo ao lado dos companheiros.

Durante os 15 minutos de atividade que a imprensa pôde acompanhar no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey (Estados Unidos), Raphinha participou dos exercícios de aquecimento e das rodas de bobinho. Após tratamento intensivo nos últimos dias, o atacante demonstrou bom humor e sinalizou estar recuperado da lesão.

A volta do camisa 11, comunicada pelo técnico Carlo Ancelotti ao grupo, teve aplausos e o tradicional “corredor polonês”, com o atacante passando no meio de duas filas de jogadores para ser “agraciado” com tapinhas. Quando retornou aos treinos após se recuperar da lesão grau dois na panturrilha direita, Neymar passou pela mesma “recepção”.

A presença de Raphinha entre os relacionados para o jogo deste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), diante da Noruega, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, é pouco provável. A expectativa é que ele fique à disposição apenas se o Brasil for às quartas de final.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O caso de Neymar serve como termômetro. O atacante, que se apresentou à seleção brasileira, ainda na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), já contundido, voltou a treinar com o grupo, de maneira integral, quatro dias antes da partida contra a Escócia, em 24 de junho, em Miami (Estados Unidos). Ele foi relacionado para o jogo e esteve 14 minutos em campo.

A única ausência no treino foi Lucas Paquetá. O meia iniciou o tratamento de uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, que o tirou da vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), ainda no intervalo. O camisa 20 está fora da partida contra a Noruega. O atacante Rayan, poupado na quinta-feira (2) por controle de carga, participou normalmente da atividade.

No período em que os trabalhos desta sexta estiveram liberados à imprensa, Ancelotti não realizou nenhuma atividade que desse indícios de quem será o substituto de Lucas Paquetá. As opções são o volante Danilo Santos e os atacantes Gabriel Martinelli, Endrick e até Neymar. O técnico tem ainda o treino deste sábado (4) para definir quem será o titular.

Fonte: Agência Brasil

Até onde vai a coragem de um pai para salvar um filho

A história do homem que virou máquina para manter o filho vivo, escrita pelo cirurgião que venceu a própria morte.

Existe uma sala de cirurgia, em Minneapolis, no ano de 1954, em que um pai está prestes a se tornar uma máquina.

E não é metáfora.

O filho dele tem apenas treze meses. Chama-se Gregory. É franzino, dorme com seus bichinhos de pelúcia, e na véspera da operação acordou de bom humor sem saber de nada. Dentro do peito pequeno, porém, há um buraco no coração. Para ser exato, e a exatidão aqui importa, Gregory tem uma comunicação interventricular, a famosa CIV, um furo na parede muscular que deveria separar em duas metades estanques as câmaras inferiores do coração. Por essa fresta, o sangue escapa de um lado para o outro a cada batida, obrigando aquele coração minúsculo a trabalhar pelo dobro. É um defeito que, naquela época, nenhum cirurgião do mundo sabia consertar. Gregory estava morrendo, e o homem que vai operá-lo dúvida que ele chegue vivo ao fim do ano.

O problema não era apenas chegar ao coração. Os cirurgiões da época sabiam abrir o peito, sabiam tocar o órgão, sabiam enxergar o defeito. O que ninguém sabia era como manter uma criança viva durante os preciosos minutos em que o coração precisava ficar aberto e parado. Faltava uma máquina. E sem ela, abrir o coração de uma criança era apenas uma forma elegante de assistir à morte chegar.

É aqui que entra o Dr. Clarence Walton Lillehei.

Para entender a coragem absurda do que ele estava prestes a fazer, é preciso voltar quatro anos. Em 1950, um dia depois de terminar a residência, aos trinta e um anos, Walt apalpou um caroço no próprio pescoço. Era um linfossarcoma, um tumor maligno do tecido linfático, alojado na parótida, a glândula salivar que fica logo abaixo da orelha. Deram-lhe entre cinco e dez por cento de chance de estar vivo dali a cinco anos. Quem o operou foi seu próprio mestre, numa cirurgia de doze horas que incluiu um esvaziamento cervical radical, a retirada minuciosa das cadeias de gânglios linfáticos do pescoço, seguida de radioterapia. Ele sobreviveu e saiu da experiência com o pescoço para sempre torto e com uma certeza gravada a ferro: o impossível, na medicina, quase nunca é impossível de verdade. É só ignorância temporária, esperando alguém com coragem suficiente para desafiá-la.

O homem que ia colocar duas vidas simultaneamente sobre a mesa de cirurgia já havia, ele mesmo, atravessado a morte e voltado vitorioso.

A ideia que ele teve parecia menos medicina e mais heresia. Se ainda não existia uma máquina capaz de manter a criança enferma viva, talvez um outro ser humano pudesse fazer esse papel. A inspiração veio de onde menos se esperava. A esposa de um colega estava grávida, e foi olhando para aquela barriga que a equipe percebeu uma verdade simples e tonta de tão óbvia. A natureza já fazia aquilo o tempo inteiro. Toda mãe, através da placenta, é a máquina divina que suporta a vida do filho que ainda não nasceu.

Então fariam o mesmo, e deram um nome a isso: circulação cruzada. Ligariam a circulação do menino à de um adulto por meio de cânulas, tubos finos costurados aos grandes vasos da virilha. O sangue sairia do pequeno Gregory, entraria no corpo do adulto, seria limpo pelos pulmões dele e bombeado pelo coração dele, e voltaria oxigenado para o filho. Por alguns minutos, os dois corpos funcionam como um só organismo, e o adulto seria, em termos crus, o oxigenador biológico da criança.

E o adulto que se ofereceu foi o pai!

Aqui a história deixa de ser apenas científica e passa a doer. Porque naquela sala não havia um paciente. Havia dois. O menino, que precisava ser salvo. E o pai, Lyman Glidden, mineiro dos bosques do norte de Minnesota, perfeitamente saudável, que aceitaria sangrar e arriscar a própria vida para dar ao filho a mínima chance que nenhuma máquina no mundo poderia oferecer. Por isso a técnica ganhou um apelido brutal. Era a única operação da história com potencial para duzentos por cento de mortalidade. Pela primeira vez, a medicina apostava duas vidas para tentar salvar uma.

E por que aquele casal aceitaria semelhante loucura?

Porque já haviam feito um penoso velório antes. Anos atrás, perderam sua filha, LaDonnah, nascida com exatamente o mesmo defeito de coração. Ela resistiu bravamente até os doze anos. Numa noite de setembro, morreu de repente, dormindo, e foram eles que a encontraram de manhã, fria e rígida na cama. Quando Lyman e Francês disseram sim ao impossível, não era por audácia. Era mais que puro amor paternal: era para não enterrar o mesmo defeito duas vezes.

Não havia comitê de ética em 1954. Não havia advogado a consultar. Havia um pai descendo para a sala ao lado, prestes a virar coração e pulmão do próprio filho.

Na manhã de 26 de março, um maqueiro falou baixinho com o pequeno Gregory sobre a viagenzinha que ele faria, seguro em seu berço, com seus brinquedos. Um andar abaixo, preparavam seu pai, que, ansioso, esperava por participar da aventura. Dr. Lillehei abriu o peito do menino, e o pequeno coração cor de ameixa surgiu entre os pulmões. Ao pousar a mão sobre ele, sentiu um frêmito, a vibração palpável que o sangue faz ao escapar em alta velocidade por um orifício onde não deveria, um ronronar errado sob a ponta dos dedos. Ele olhou, sentiu, confabulou e disse a frase que abriu a era moderna da cirurgia cardíaca. “Está com bom aspecto. Podem trazer o pai agora.”

Conectaram os dois. Durante dezenove minutos, enquanto o coraçãozinho enfermo ficou parado, aberto e em silêncio, foi o corpo do pai que manteve o filho vivo. Dezenove minutos em que o sangue de Lyman correu por Gregory, em que um homem respirou e pulsou literalmente pelo outro. Nesse intervalo, Dr. Lillehei fechou o buraco do septo com as próprias mãos, ponto a ponto. O impossível tinha sido realizado. O pequeno coração voltou a bater e a impulsionar o sangue para os pequenos pulmões.

A cirurgia funcionou.

Foi um sucesso absoluto.

E é agora que a história faz o que as histórias bonitas demais nunca têm coragem de fazer.

Onze dias depois, infelizmente, Gregory morreu. Não do coração, que a autópsia encontrou perfeitamente corrigido, a CIV enfim selada com perfeição, mas de uma pneumonia, uma infecção nos pulmões fragilizados. O defeito que matara a irmã e condenara o irmão estava, enfim, vencido. Lamentavelmente, a criança, apesar da perfeição da cirurgia, não foi salva.

A primeira grande vitória da cirurgia cardíaca não foi coroada pelos louros: chegou disfarçada de fracasso.

Pareceu imprudência. Pareceu loucura. Pareceu uma daquelas ideias que só seguem vivas porque alguém se recusa a aceitar que a morte tenha sempre a última palavra. E Dr. Lillehei, que conhecia esse lugar por dentro, pois já tinha sido o paciente com menos de dez por cento de chance, não recuou.

Seguiu adiante.

Menos de um mês depois, em abril, outro menino, de três anos, entrou na mesma sala. O pai, de vinte e cinco anos, deitou-se ao lado para ser a sua máquina. Dessa vez, a criança sobreviveu. E não apenas sobreviveu. Cresceu. Virou adulto. Gozou uma vida inteira e plena, de sessenta e quatro anos a mais do que qualquer médico jamais ousara prometer. Morreu somente em 2018, aos sessenta e sete. E, antes de partir, fez um último gesto de uma elegância que arrepia. Doou o próprio corpo ao laboratório da Universidade de Minnesota, para que aquele coração histórico, o primeiro do mundo a ser consertado e a sobreviver, continuasse ensinando os cirurgiões que viriam depois. O menino que não deveria ter visto a adolescência devolveu, no fim, o presente que recebera.

No ano seguinte à operação de Gregory, a equipe fez mais de quarenta cirurgias de coração aberto, corrigindo defeitos que até então eram sentenças de morte para os pequeninos enfermos, como a tetralogia de Fallot, o conjunto de quatro malformações que deixa os bebês azulados, os chamados cianóticos. Da porta que o Dr. Lillehei escancarou sairiam ainda o marca-passo portátil, o pequeno aparelho que assume o comando elétrico quando o coração esquece o próprio ritmo, e as primeiras próteses valvares, válvulas artificiais para os doentes cujas válvulas cardíacas falhavam. Entre os cirurgiões que ele formou estava um sul-africano chamado Dr. Christiaan Barnard, que em 1967 realizaria o primeiro transplante de coração do mundo. O órgão até então sagrado demais para ser tocado virou, de uma vez, algo que se podia abrir, entender, corrigir, substituir e devolver à vida.

Mas o mais bonito desta história é que a técnica do Dr. Lillehei destrói a si mesma, de tanto dar certo. Já em 1955, ao lado de Richard DeWall, ele criou o oxigenador de bolhas, uma máquina que borbulhava oxigênio dentro do sangue para limpá-lo do gás carbônico e devolvê-lo arejado, exatamente o trabalho que antes só os pulmões de um pai sabiam fazer. Era o embrião da moderna circulação extracorpórea, o coração-pulmão artificial sobre o qual repousa toda a cirurgia cardíaca até hoje. A partir dali, nenhum pai precisou mais virar máquina. A perigosa circulação cruzada, gesto sublime e desesperado, tornou-se totalmente desnecessária e obsoleta. E isso foi sem dúvida a maior vitória de todas.

A engenhosidade não parou aí. A técnica avançou tanto, mas tanto, que hoje um buraco como o de Gregory pode ser fechado sem sequer ser necessário abrir o peito, sem se parar o coração, sem se arriscar ninguém. Por uma simples punção venosa femoral, uma agulha numa veia da virilha, um cateter finíssimo sobe pelos vasos guiado por imagem de raios X até dentro do coração e ali libera um pequeno dispositivo que oblitera o orifício por dentro, num procedimento de sala de hemodinâmica que dura pouco mais de uma hora. A criança gravemente enferma vai para casa curada no dia seguinte, com um curativo na perna. O menino que infelizmente morreu nos deu um mundo em que outra criança, com o mesmíssimo defeito que ceifou a vida de sua irmã, sai andando do hospital sem nunca ter tido o peito aberto.

Esse é o ápice da herança de Gregory. A operação mais sublime que a medicina já inventou deixou de ser necessária, justamente porque deu certo.

E ainda assim, a aposta dos duzentos por cento não desapareceu. Apenas mudou de endereço. Ela continua viva, ainda hoje, em toda cirurgia em que uma pessoa saudável se deita na mesa e arrisca a própria vida para que outra possa continuar vivendo. É o caso dos transplantes entre vivos. O transplante de rim, em que um doador entrega um dos seus dois rins. E, sobretudo, o arriscadíssimo transplante de fígado intervivos, em que um pai ou uma mãe se submete a uma hepatectomia, a retirada de quase metade do próprio fígado, para que um filho receba aquele fragmento hepático e volte a viver. E não é figura de linguagem: a doação de fígado entre vivos carrega um risco de óbito de um indivíduo saudável de cerca de 0,2% (23 mortes em 11.553 doadores no maior levantamento mundial), baixo mas real e bem documentado, o lembrete silencioso de que ainda hoje há quem se deite na mesa sabendo que pode não levantar. É de uma beleza vertiginosa, e guarda um detalhe que parece desenhado por um poeta. O fígado seccionado se regenera. As duas partes, a que ficou no doador e a que foi para o filho, voltaram a crescer quase ao tamanho original em poucos meses. Dois corpos de novo ligados por um único órgão, como na velha circulação cruzada, só que agora para sempre.

Vale lembrar que essa semente foi plantada no Brasil. Foi o Dr. Silvano Raia, na Universidade de São Paulo, quem realizou em 1988 o primeiro transplante de fígado intervivos do mundo, relatado nas páginas da revista The Lancet. E, como Dr. Lillehei diante de Gregory, seus primeiros casos infelizmente não sobreviveram. Mas a porta que ele abriu era verdadeira. Do outro lado do planeta, no Japão, onde, por motivos legais, não havia doadores falecidos, foi que a semente brasileira floresceu. O professor Tanaka, na Universidade de Kyoto, pegou aquela ideia arriscada e a transformou no triunfo silencioso e cotidiano que hoje salva milhares de vidas pelo mundo.

Os Glidden eram pobres demais para pagar uma lápide para o pequeno Gregory. Décadas depois, alguém que se apaixonou por essa história custeou a pedra e escreveu nela o epitáfio mais exato já gravado no túmulo de uma criança.

“Seu pequenino coração mudou o mundo.”

Porque foi isso que ele fez. O coração que parou por dezenove minutos abriu a porta por onde milhões de outros corações passariam, batendo, depois dele.

Às vezes a história da medicina não começa com uma cura. Começa com uma perda, com um pai que emprestou o próprio corpo por dezenove minutos, e com um homem de pescoço torto que já tinha olhado a morte bem de perto e decidido, por todos nós, não recuar. E cada vez que hoje uma criança volta para casa viva e saudável, com apenas um pequeno curativo na virilha, ou que um pai entrega parte do próprio fígado para que o filho viva, é aquela mesma aposta de amor que continua, em silêncio, e permanecerá dando certo.

______________________________________________________

• Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc, PhD – Cirurgião Geral, Professor Adjunto da UPE e Consultor de IA na Amigo Tech.
• Fernando Raposo – Engenheiro Civil, Fundador e CEO da Amigo Tech

1. Warden HE, Cohen M, Read RC, Lillehei CW. Controlled cross circulation for open intracardiac surgery: physiologic studies and results of creation and closure of ventricular septal defects. J Thorac Surg. 1954;28(3):331-343. PMID: 13192880.

2. Lillehei CW, Cohen M, Warden HE, Ziegler NR, Varco RL. The results of direct vision closure of ventricular septal defects in eight patients by means of controlled cross circulation. Surg Gynecol Obstet. 1955;101(4):446-466. PMID: 13256320.

3. DeWall RA, Gott VL, Lillehei CW, Read RC, Varco RL, Warden HE, Ziegler NR. A simple, expendable, artificial oxygenator for open heart surgery. Surg Clin North Am. 1956;36(4):1025-1034. PMID: 13371520. DOI: 10.1016/s0039-6109(16)34944-1.

4. Iles TL, Holm MA, Calvin AD, Moller JH, Iaizzo PA. First Successful Open-Heart Surgery Utilizing Cross-Circulation in 1954. Ann Thorac Surg. 2020;110(1):336-341. PMID: 31958424. DOI: 10.1016/j.athoracsur.2019.11.034.

5. Toledo-Pereyra LH. Innovation according to C. Walton Lillehei. J Invest Surg. 2007;20(4):205-209. PMID: 17710600. DOI: 10.1080/08941930701481320.

6. Banerjee A. C Walton Lillehei (1918-99): the versatile pioneer of open-heart surgery. J Med Biogr. 2008;16(3):150-154. PMID: 18653834. DOI: 10.1258/jmb.2007.007031.

7. Raia S, Nery JR, Mies S. Liver transplantation from live donors. Lancet. 1989;2(8661):497. PMID: 2570198. DOI: 10.1016/s0140-6736(89)92101-6.

8. Tanaka K, Uemoto S, Tokunaga Y, et al. Surgical techniques and innovations in living related liver transplantation. Ann Surg. 1993;217(1):82-91. PMID: 8424706. DOI: 10.1097/00000658-199301000-00014.

9. Cheah YL, Simpson MA, Pomposelli JJ, Pomfret EA. Incidence of death and potentially life-threatening near-miss events in living donor hepatic lobectomy: a world-wide survey. Liver Transpl. 2013;19(5):499-506. PMID: 23172840. DOI: 10.1002/lt.23575.

Todas as Referências verificadas no PubMed (PMID/DOI). História real, baseada em fontes públicas verificadas nas referências. Caráter informativo e literário; não constitui aconselhamento médico.

Papa emérito Bento XVI morre aos 95 anos

0

Morreu hoje (31), aos 95 anos, no Estado da Cidade do Vaticano, o papa emérito da Igreja Católica Apostólica Romana, Bento XVI. Joseph Ratzinger exerceu o pontificado de 2005 a 2013. No último dia 28 de dezembro, o Vaticano informou que o estado de saúde de Bento XVI havia se agravado em razão do avanço da idade. 

Em comunicado, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, informou sobre morte. “Com pesar informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 [horário local], no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano. Assim que possível, serão enviadas novas informações”, diz.

O papa emérito estava morando, desde 2013, no Mosteiro Mater Ecclesiae, nos Jardins do Vaticano. Ele era assistido por membros da associação leiga Memores Domini e pelo seu secretário pessoal, Dom Georg Gänswein.

O corpo do Papa emérito estará na Basílica de São Pedro a partir de segunda-feira (2). O funeral será na quinta-feira (5), às 9h30 locais na Praça São Pedro, presidido pelo Papa Francisco.

Joseph Ratzinger, nasceu em Marktl am Inn, no estado da Baviera, na Alemanha, em 16 de abril de 1927. De 1946 a 1951 estudou filosofia e teologia na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Frisinga e na Universidade de Munique, ambas na Alemanha. Foi ordenado sacerdote em 1951, nomeado cardeal em 1977, e prefeito da Congregação Para a Doutrina da Fé em 1981.

Em 19 de abril de 2005, foi eleito papa, em sucessão a João Paulo 2º, que havia falecido 17 dias antes, em 2 de abril. Segundo o Vaticano, Ratzinger foi eleito pelos cardeais como o 265º sucessor do apóstolo Pedro, fundador da Igreja Católica Apostólica Romana.

O papado de Ratzinger durou oito anos. Em 10 de fevereiro de 2013, o papa Bento XVI publicou uma declaração de renúncia ao pontificado. Ele foi o primeiro pontífice a renunciar ao cargo em 597 anos. “Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”. 

“O mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado”, disse.

Vatileaks

Em 22 de fevereiro de 2013, o jornal italiano La Repubblica publicou uma reportagem informando que um relatório sobre o escândalo conhecido como Vatileaks entregue ao papa Bento XVI no mês de dezembro de 2012, teria sido a causa principal da renúncia de Ratzinger ao papado. O relatório foi feito pelos cardeais Julián Herranz, Jozef Tomko e Salvatore De Giorgi.

O dossiê, de 300 páginas, continha, segundo o diário, a investigação completa sobre o vazamento de documentos secretos da Santa Sé e revelava disputas de poder, chantagens a membros do clero que faziam parte de uma rede de relações homossexuais, e mau uso de dinheiro no Vaticano. Segundo o jornal, Bento XVI decidiu abdicar do pontificado com o objetivo de permitir a entrada de um líder mais jovem e forte que pudesse agir diante das denúncias. 

Bento XVI encerrou seu pontificado em 28 de fevereiro de 2013, sendo substituído pelo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, que iniciou seu papado em 13 de março seguinte.

No início de 2022, o escritório jurídico Westpfahl Spilker Wastl (WSW), encarregado de investigar as acusações de abuso sexual na Arquidiocese de Munique e Freising entre 1945 e 2019, publicou um relatório, comissionado com a arquidiocese, afirmando que o papa emérito Bento XVI não tomou medidas contra sacerdotes acusados em quatro casos de abuso sexual em sua arquidiocese quando era o arcebispo de Munique, de 1977 a 1982. 

Em fevereiro de 2022, Bento XVI reconheceu que ocorreram erros no tratamento de casos de abuso sexual quando era arcebispo de Munique. Ele não mencionou diretamente, no entanto, as alegações presentes no relatório.

“Tive grandes responsabilidades na Igreja Católica. Ainda maior é minha dor pelos abusos e erros que ocorreram nesses diferentes lugares durante meu mandato”, disse na carta, sua primeira resposta pessoal ao relatório.

Com informações da agência Vatican News

Fonte: Agência Brasil

Aneel sorteia mais quatro lotes de transmissão de energia

0

Quatro projetos de transmissão de energia foram leiloados hoje (3) na sede da B3, na capital paulista. Promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), este foi o segundo leilão de transmissão de energia do ano. O primeiro deles, que leiloou outros cinco lotes, foi realizado em março deste ano.

O certame desta sexta-feira leiloou quatro lotes, com investimentos estimados em R$ 1,8 bilhão e previsão de mais de 4 mil empregos diretos e indiretos. O certame ofertou quatros lotes (7 a 10) localizados nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e a escolha foi pelo maior deságio.

Segundo a Aneel, a licitação pública se destina à construção e manutenção de 61 quilômetros (km) em linhas de transmissão e de 2.400 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação de subestações.

O primeiro lote leiloado hoje foi o número 7, composto por instalações no estado de São Paulo. A empresa vencedora foi o Consórcio Olympus XX, que ofertou R$ 96,7 milhões  de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 52% em relação ao teto definido pelo regulador. A Receita Anual Permitida é uma remuneração que as transmissoras de energia elétrica recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários. A vencedora concorreu com a Fip Shelf 300, que ofereceu R$ 181 milhões, com deságio de 10,17%.

O segundo lote leiloado foi o número 10, composto por instalações em Cuiabá, no Mato Grosso. A empresa vencedora foi a Axia Energia, que ofertou R$ 23,7 milhões, com deságio de 51,84%. Ela bateu outras três concorrentes, formadas pelo Consórcio Olympus XX, Zopone Engenharia e Comércio e Cymi Construções e Participações.

O terceiro lote a participar do certame foi o 9, composto por instalações no estado de São Paulo, e foi vencido pela Axia Energia Sul, que propôs R$ 16,2 milhões de Receita Anual Permitida, com deságio de 57,24%. Ela concorreu com a Cymi Construções e Participações, a EDP Energias do Brasil e o Consórcio Olympus XX.

O último lote a ser oferecido foi o 8, com instalações no Mato Grosso do Sul, e foi vencido pela Axia Energia Sul, com oferta de R$ 10,8 milhões, o que representou 59,04% de deságio. Também concorreram a Cox Brasil, a Zopone Engenharia e Comércio, a Engepar Engenharia e Participações, a Cymi Construções e Participações e o Consórcio Olympus.

Fonte: Agência Brasil

Confira como vai funcionar esquema de segurança para a posse 

0

O governo do Distrito Federal limitou em 30 mil o público que vai poder acompanhar, da Praça dos Três Poderes, o rito de passagem da faixa presidencial no Palácio do Planalto, neste domingo (1º). De acordo com a Secretario de Segurança Pública, as pessoas que quiserem entrar na praça devem fazê-lo até as 12h30. Caso a lotação máxima seja atingida antes disso, o acesso será fechado mais cedo.

Por questões de segurança, o acesso de pedestres à Esplanada dos Ministérios será feito somente pela Via N1, onde serão montadas linhas de revista. A orientação é evitar levar materiais como hastes de bandeira, garrafas de vidro e álcool líquido. A Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estarão com 100% do efetivo de prontidão.

Ao todo, mais de 50 reuniões envolvendo forças do DF e federais foram realizadas ao longo das últimas semanas para garantir a segurança não somente de autoridades presentes na cerimônia, mas também de delegações estrangeiras e do público em geral. 

Confira, a seguir, o esquema completo de segurança para a posse presidencial.

Centro Integrado de Operações


Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial
Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial

Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial – Marcello Casal JrAgência Brasil

Além do reforço do policiamento, com previsão de empenho de tropas especializadas e intervenções no trânsito em toda a região central de Brasília, o Protocolo de Operações Integradas prevê o fechamento da Esplanada e o apoio à segurança presidencial, que está sob a responsabilidade da Polícia Federal, a atuação de equipes de atendimentos de emergência e o reforço nos efetivos de delegacias próximas.

Toda a região central da capital federal será monitorada por forças de segurança locais, por meio de imagens de câmeras de videomonitoramento e drones, com informações enviadas ao Centro Integrado de Operações, que vai sediar o Gabinete de Gestão Estratégica. O local vai reunir todo o alto-comando da segurança pública do DF e representantes de órgãos de segurança federais.

Cidade da Segurança


Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial
Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial

Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial – Marcello Casal JrAgência Brasil

Para dar mais celeridade aos atendimentos de ocorrências e à prestação de serviços durante a posse presidencial, será montada a chamada Cidade da Segurança, localizada na área do Museu Nacional. A estrutura dará apoio a agentes e funcionará como base das forças de segurança. Haverá ainda um posto de atendimento médico que vai funcionar de forma conjunta entre Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros.

Os bombeiros vão utilizar a Plataforma de Observação Elevada, com câmeras de alta resolução e alcance acoplados, para melhor observação da área dos eventos. A corporação atuará ainda com viaturas para atender ocorrências envolvendo produtos perigosos e atendimento de múltiplas vítimas. Outros três pontos médicos e ambulâncias de atendimento pré-hospitalar serão posicionadas ao longo da Esplanada.

Policiamento


Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial
Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial

Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial – Marcello Casal JrAgência Brasil

O policiamento será reforçado em toda região central de Brasília pela Polícia Militar. Unidades especializadas da corporação e da Polícia Civil, como as tropas de choque, cavalaria, operações aéreas, policiamento com cães e operações especiais, estarão em condições para apoio, caso seja necessário. Os prédios públicos contarão também com segurança própria.

Policiais militares farão revistas pessoais e bloqueios nas principais vias da Esplanada dos Ministérios e, eventualmente, em meio ao público.

Itens proibidos


Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial
Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial

Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial – Marcello Casal JrAgência Brasil

Será proibido acessar a área da cerimônia da posse presidencial portando armas brancas ou objetos pontiagudos, garrafas de vidro e latas, hastes de bandeiras, espetos de churrasquinhos, apontador a laser e similares, armas de brinquedo, réplicas ou simulacros, barracas, tendas, fogões e similares, fogos de artifício e artefatos explosivos, dispositivos de choque elétrico ou sonoros (como megafone), substâncias inflamáveis, drogas ilícitas ou quaisquer outros materiais que coloquem em risco a segurança das pessoas e do patrimônio público.

Não será permitido acessar a área com animais, exceto cães-guia. Aos que pretendem levar lanche e água, a recomendação é que utilizem embalagens de plástico transparentes. Também foi proibida a utilização de drones na região da Esplanada, exceto os das forças de segurança e autorizados pela equipe de transição.

Trânsito e estacionamentos


Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial
Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial

Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial – Marcello Casal JrAgência Brasil

A Esplanada dos Ministérios está fechada. O Batalhão de Policiamento de Trânsito e o Batalhão de Trânsito Rodoviário, em ação conjunta com o Departamento de Trânsito, ficarão responsáveis pela organização, bloqueios e fluxo do tráfego de veículos, incluindo os estacionamentos.

Somente veículos credenciados poderão circular na Esplanada. O bloqueio da Via S1 será a partir da alça leste da Rodoviária do Plano Piloto. Os motoristas que estiverem na L2 Norte não poderão acessar a Esplanada.

A liberação das vias para o trânsito de veículos só ocorrerá mediante avaliação técnica, após a finalização do festival e a dispersão do público.

Quem for de carro ao evento poderá estacionar no Setor Bancário Norte, Setor de Autarquias e Setor de Diversões. A recomendação é que o público dê preferência ao transporte coletivo, a táxis e carros por aplicativos.

Ônibus e metrô

A Secretaria de Mobilidade do DF garantirá ônibus à população até as 4h do dia 2 de janeiro. Já o metrô funciona, neste domingo, das 9h às 22h, com embarque em todas as estações. A partir desse horário até as 2h do dia 2, somente a Estação Central estará aberta para embarque.

Acesso de pedestres

No dia 1º, o acesso de pedestres será feito somente pela Via N1. Não será autorizado o acesso pela Via S1 ou pelas escadarias dos ministérios.

Manifestações contrárias

Não serão permitidas manifestações contrárias ao presidente eleito na Esplanada dos Ministérios. Caso haja esse tipo de movimento durante o período que compreende o planejamento de segurança, esse público será direcionado ao Eixo Monumental, na altura da Catedral Rainha da Paz. Não será autorizado carro de som ou trio elétrico na região da Esplanada.

Delegacias

As delegacias da região central terão os efetivos reforçados. Na Cidade da Segurança, haverá um ônibus para registro de ocorrências. As que não puderem ser feitas no local serão direcionadas ao Departamento de Polícia Especializada, localizado no Parque da Cidade e que concentrará os flagrantes envolvendo situações relativas à posse presidencial até as 19h de domingo. Após esse horário, a 5ª Delegacia de Polícia voltará a assumir eventuais flagrantes.

Escoltas


Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial
Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial

Brasília se prepara para a grande festa da posse presidencial – Marcello Casal JrAgência Brasil

O acompanhamento, as escoltas e a segurança móvel e fixa de autoridades serão feitos pela Polícia Federal, que também será responsável por realizar vistorias e contramedidas antibombas. O efetivo de operações especiais da corporação atuará em conjunto com a Polícia Militar, caso seja necessário. Já a Polícia Rodoviária Federal vai coordenar, juntamente com o Ministério das Relações Exteriores, a escolta de chefes de Estado que participarão do evento.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 27 milhões nesta quinta-feira

0

As seis dezenas do concurso 3.026 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 27 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 


Fonte: Agência Brasil

STF marca para 19 de agosto julgamento sobre sucessão no governo do RJ

0

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 19 de agosto o julgamento do processo que trata da realização de novas eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro.

Em abril, o julgamento foi suspenso após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. 

O caso trata da ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições diretas (populares) para o comando interino do estado, e não votação indireta, por meio dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), como definiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No dia 23 de março, um dia depois de ter renunciado ao cargo, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE.

Como o ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar tinha sido cassado, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão, até o fim de 2026.

Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. A renúncia de Castro foi vista pela legenda como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas, já que o ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril. 

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado. 


Fonte: Agência Brasil