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CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais

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Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.

O que mudou

Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.

Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.

A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.

Limite de 40%

A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.

A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.

O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.

Juros das operações

Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações.

Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural.

A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.

Mais bancos

A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.

Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.

A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.

Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.

Quem recebeu menos

A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes.

Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.

Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.

Efeito esperado

O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.

Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.

Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

Fonte: Agência Brasil

SBPC convida candidatos a governador a se comprometerem com a ciência

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A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) convida candidatos a governador a assumir compromissos com a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) nas eleições de 2026. A iniciativa faz parte do Observatório das Eleições 2026, que reúne propostas da comunidade científica para orientar o debate sobre o desenvolvimento dos estados.

“Qual será o lugar da ciência no seu projeto de governo?”, questiona a presidente da SBPC, Francilene Garcia. Segundo ela, os estados já contam com universidades, institutos de pesquisa, pesquisadores, infraestrutura científica e jovens talentos capazes de produzir conhecimento, inovação e soluções.

“O desafio do próximo governo será saber mobilizar essa capacidade para gerar desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.

O Observatório das Eleições 2026 apresenta o caderno Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos, que reúne 117 propostas da comunidade científica, distribuídas em sete eixos temáticos:

  • Ciência, Tecnologia e Inovação como Projeto de Nação;
  • Soberania Nacional; Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar;
  • Democracia e Segurança Pública; Equidade, Diversidade e Justiça Social;
  • Educação, Formação e Universidade;
  • Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância.

Compromissos

O Observatório funciona como uma via de mão dupla. Candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente são convidados a assinar um Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional.

A sociedade pode acompanhar as adesões, divulgadas por cargo e estado, conhecer as propostas elaboradas pela comunidade científica e levá-las ao debate eleitoral.

“A questão não é apenas o quanto o candidato pretende investir em ciência, mas como pretende transformar conhecimento em capacidade de enfrentar os desafios do estado”, diz Garcia.

Entre os compromissos assumidos estão tratar a ciência como política de Estado, com financiamento público previsível e de longo prazo; fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica em temas técnicos; defender a autonomia das universidades e institutos públicos e a liberdade de pesquisa; proteger a democracia, suas instituições e a Constituição de 1988; e assumir posição pública sobre as propostas do caderno Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos relacionadas ao mandato pretendido.

Atualmente, mais de 60 candidatos de diferentes esferas políticas já aderiram à iniciativa. A participação ocorre por meio da assinatura do Termo de Compromisso.

 


Fonte: Agência Brasil

Crime organizado não se combate apenas com penas maiores, diz Moraes

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (24) que o combate ao crime organizado não pode ser resolvido somente com aumento das penas para criminosos.

Moraes participou da abertura de uma audiência pública convocada pelo Supremo para debater a Lei Antifacção (Lei 15.358 de 2026), norma que instituiu o marco legal de combate ao crime organizado.

O ministro é relator de quatro ações de inconstitucionalidade contra a lei.

Na avaliação do ministro, o combate às facções não se resolve somente com aumento das penas e deve ter participação conjunta do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e das polícias.

“Se aumentar a pena resolvesse, bastava colocar pena de 100 anos para todos os crimes. Ninguém iria cometer crime. Não adianta. O crime organizado não está preocupado com o tamanho da pena. Está preocupado com a impunidade. Se acha que vai ficar impune, isso leva a mais prática do crime”, afirmou.

Moraes também citou que um terço das pessoas presas de forma provisória cometeram crimes sem violência. Para o ministro, as prisões devem ocorrer conforme a gravidade das condutas.

“O Brasil prende muito e prende mal. É a legislação. Não é culpa da polícia, do Ministério Público, da Defensoria, do Judiciário”, completou.

O STF pretende ouvir 48 expositores na audiência pública, que será retomada nesta terça-feira (25). 

Fonte: Agência Brasil

Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027

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O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027, disse nesta segunda-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

O reajuste tem impacto direto nas contas públicas porque o salário mínimo é usado como referência para benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o poder de compra de trabalhadores e beneficiários que recebem o piso.

“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, afirmou Durigan nesta noite.

Inflação define valor

Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

A regra atual combina a inflação medida pelo INPC com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo governo poderá alterar o valor final.

A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da inflação, o que significa aumento real da renda para quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva fique dentro das estimativas consideradas no cálculo.

Pressão sobre gastos

O reajuste também representa aumento das despesas do governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao salário mínimo.

A alta afeta pagamentos como aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.

Esse efeito torna o salário mínimo uma variável importante para o planejamento das contas públicas. Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa do governo com benefícios vinculados ao piso.

Efeito na economia

O aumento também pode estimular o consumo, principalmente entre famílias de menor renda, que tendem a destinar uma parcela maior dos recursos recebidos para despesas básicas.

Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do governo para ampliar outras despesas. O reajuste do mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre aumento da renda, preservação do poder de compra e controle das contas públicas.

Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será elaborado levando em conta esse cenário e destacou que o governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outros gastos obrigatórios.

“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, argumentou o ministro.

Orçamento no Congresso

O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos parlamentares.

O valor definitivo do salário mínimo só será conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027.

Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das principais variáveis do Orçamento do próximo ano.

Fonte: Agência Brasil

Veja como foi a segunda-feira (24) dos candidatos a presidente

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A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta segunda-feira (24) incluiu sabatinas e entrevistas à imprensa, além de atividades de preparação para a campanha. Também estão previstas ações de comunicação e media training.

>> Veja como foi a agenda dos presidenciáveis hoje (24):

Edmilson Costa (PCB)
O candidato Edmilson Costa participou de entrevista para o Monitor Mercantil.

Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda em São Paulo nesta segunda-feira (24). Às 18h, ele participou de reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. 

Nesta noite, participa do evento Veja Premiação TOP30 – As Melhores Empresas do Brasil, no Palácio Tangará. 

Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias participa, na noite de hoje, da entrevista ao podcast Três Irmãos, em São Paulo.

Uma das propostas do candidato é o enfrentamento a grandes monopólios, da precarização do trabalho, baixos salários e o fim da escala 6×1. “O Brasil passa por um acelerado processo de recolonização e de retrocesso diante da dominação imperialista das grandes potências capitalistas. Essa condição aprofunda a desindustrialização do país, o empobrecimento da população e a degradação econômica e social”, declarou.

Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos teve encontro com investidores e empresários, na capital paulista.

Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema encontrou-se com pastores e vítimas do vício em bets. No encontro, realizado na Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo, Zema disse que pretende implantar uma política de combate ao vício em apostas online.  

“As igrejas têm feito trabalho no sentido de tirar essa desgraça que está tomando conta das famílias brasileiras, que são as bets”, afirmou.

Às 21h, participa de sabatina na TV Globo.  

Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato Ronaldo Caiado participou do evento Pacto Brasil de Futuro, na Casa Jereissati, em São Paulo. O documento traz diretrizes para o planejamento governamental. 

Em entrevista, o candidato disse que uma das prioridades de seu governo, se eleito, será a educação.

Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins visitou o acampamento de funcionários da empresa pública Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) em Teresina, que foram demitidos após a privatização.  Durante a visita, ela defendeu um novo processo de industrialização do país.

“A gente tem se comportado como mero exportador de matéria-prima e importando as coisas já industrializadas. O Brasil é completamente capaz de ser um país soberano, um país independente que não depende de nenhum país imperialista”, disse.

Wilson Grassi (Democrata)
O candidato Wilson Grassi teve reuniões com a equipe de comunicação da campanha. Na parte da tarde, concedeu entrevista à Gazeta de São Paulo.

Augusto Cury (Avante)
O candidato Augusto Cury defendeu, em sabatinas da TMC/Transamérica e do Canal Rural, a proposta de dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como forma, segundo o candidato, de atender melhor cada tipo de empresa.

“Vêm aí a IA [inteligência artificial] e a robótica. Precisamos financiar 10 milhões de microempresas nos próximos oito a dez anos. Precisamos dividir o BNDES em dois. Caso contrário, se deixar nas mãos das grandes empresas, vai ter desemprego em massa”, disse o candidato.

Os candidatos Clariana Barão (DC),  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO) não tiveram agenda pública.

Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV. 

>> Assista na TV Brasil

* Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Pedro Peduzzi (Brasília), redação de São Paulo e TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Medidas protetivas para mulheres crescem 43% no estado do Rio

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A Justiça do Rio de Janeiro ampliou, em 2026, a atuação no enfrentamento à violência contra a mulher. Dados do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) apontam que, entre janeiro e julho deste ano, os magistrados concederam 57.498 medidas protetivas de urgência em todo o estado, contra 40.201 no mesmo período do ano passado, um aumento de 43%.

As prisões de agressores também registraram crescimento: foram entre janeiro e agosto de 2026, contra 1.780 nos primeiros oito meses de 2025.

Os dados, atualizados até 20 de agosto, mostram ainda que o Judiciário fluminense realizou 12.508 audiências e proferiu 48.506 sentenças.

O Judiciário fluminense atua em um cenário de aumento dos registros de violência doméstica no estado. Entre janeiro e julho, foram distribuídos 59.834 novos processos relacionados à violência contra a mulher, cerca de 10 mil a mais que no mesmo período de 2025, quando foram registrados 49.711 casos. Do total de novos processos deste ano, 49,3% estão relacionados à violência física.

Somente nos primeiros 20 dias de agosto, foram iniciados 4.468 processos na área de violência de gênero. No primeiro semestre, foram registrados 70 novos casos de feminicídio no estado.

Acolhimento

O TJRJ mantém iniciativas destinadas a ampliar o acesso das mulheres à Justiça e oferecer acolhimento especializado às vítimas de violência. Entre janeiro e julho de 2026, a Sala Lilás, espaço destinado ao atendimento humanizado de mulheres vítimas de violência doméstica física e sexual, instalada no Instituto Médico Legal (IML), realizou 3.166 atendimentos. A medida busca proporcionar um ambiente reservado e acolhedor, contribuindo para reduzir a exposição e a revitimização durante o atendimento.

Maria da Penha Virtual

O Judiciário criou também o aplicativo Maria da Penha Virtual, que permite às mulheres em situação de violência solicitar medidas protetivas de urgência pela internet, sem a necessidade de comparecimento presencial ao fórum.

Até 20 de agosto de 2026, a plataforma recebeu 3.788 pedidos de medidas protetivas, facilitando o acesso à Justiça e oferecendo uma alternativa mais ágil e segura para mulheres que necessitam de proteção.

Fonte: Agência Brasil

Pé-de-Meia começa a pagar quinta parcela de frequência nesta segunda

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Os estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia de 2026 que atingiram pelo menos 80% de frequência nas aulas entre maio e junho começaram a receber nesta segunda-feira (24) a quinta parcela do incentivo frequência.

O programa funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.

Os estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA) que são beneficiários também podem receber a parcela pela aprovação e conclusão do ensino médio. A modalidade é realizada em ciclos de formação e, por isso, os pagamentos ocorrem de uma maneira diferente dos estudantes do ensino médio regular. 

No ensino médio EJA, o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo frequência no valor de R$ 225 cada, totalizando até oito parcelas de frequência por ano. Já no ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma delas no valor de R$ 200.

A parcela será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos que cumprem os requisitos do Pé-de-Meia.

Confira o calendário de pagamentos em agosto:

  • nascidos em janeiro e fevereiro: recebem em 24 de agosto;
  • nascidos em março e abril: recebem em 25 de agosto;
  • nascidos em maio e junho: recebem em 26 de agosto;
  • nascidos em julho e agosto: recebem em 27 de agosto;
  • nascidos em setembro e outubro: recebem em 28 de agosto;
  • nascidos em novembro e dezembro: recebem em 31 de agosto.

Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino.

Quem tem direito?

A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico. Além disso, é preciso atender aos critérios abaixo:

  • A família do estudante ter cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026; 
  • a renda familiar deve ser de até meio salário mínimo por pessoa da família;
  • os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA);
  • o estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular;
  • é exigida frequência em pelo menos 80% das aulas.

Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos. Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, ele poderá receber os recursos bloqueados. 

Pagamento

As folhas de pagamento dos incentivos são enviadas à Caixa Econômica Federal, responsável pela abertura das contas em nome dos próprios estudantes e pelos pagamentos.

Os beneficiados podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica do estudante dentro do site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer com login na conta da plataforma Gov.br

Pé-de-Meia

O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.

Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.

O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.

Dúvidas

Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa.

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

Fonte: Agência Brasil

Lula e Edorgan combinam criação de conselho entre Brasil e Turquia

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Em uma chamada telefônica nesta segunda-feira (24), o presidente da República brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, combinou, com o presidente da Turquia, Recep Erdogan, a criação de um Conselho Estratégico, em nível vice-presidencial, para aprofundar as relações entre os dois países.

“O Presidente Lula afirmou que o Brasil tenciona ampliar investimentos na área de defesa e expressou interesse em fomentar parcerias entre empresas brasileiras e turcas nesse setor”, informou, em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

O Palácio do Planalto afirmou que foi acordado o envio à Turquia de delegação brasileira chefiada pelos ministros da Defesa, José Mucio Monteiro; e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para tratar do tema.

“Ambos celebraram a recente ratificação, pelos Parlamentos dos dois países, do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa”, acrescentou a nota oficial do Planalto.

Os presidentes Lula e Erdogan também discutiram os conflitos bélicos ao redor do mundo, lamentando a persistências das guerras em curso, “e enfatizaram a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio”.

O presidente turco ainda convidou o presidente Lula a participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), a ser realizada em Antália, cidade do Sul da Turquia, no mês de novembro. “Lula agradeceu e aceitou o convite, expressando expectativa de encontrá-lo em breve”, completou a nota.

Turquia comenta

Em comunicado, o governo turco afirmou ser um prazer ver o desenvolvimento das relações entre os dois países, destacando que esse aprofundamento bilateral beneficiará o Brasil e a Turquia, em especial, nas áreas de investimento, comércio e indústria de defesa.

“O presidente Erdoğan afirmou acreditar que os dois países poderiam implementar um modelo de cooperação econômica que aumentaria a prosperidade de seus povos, mesmo diante das tendências protecionistas”, afirmou o comunicado do governo da Turquia.

Fonte: Agência Brasil

Empresas atingidas por tarifaço e guerras terão R$ 13,5 bi em crédito

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O governo federal definiu como serão aplicados os R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito do Plano Brasil Soberano destinados a empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e pelos impactos de conflitos e da instabilidade internacional.

A resolução que detalha a distribuição dos recursos foi publicada nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU) pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano. O pacote havia sido anunciado pelo governo em julho e dependia da regulamentação para avançar.

A maior parte do dinheiro, R$ 5 bilhões, será direcionada a exportadores e fornecedores atingidos pelo aumento das tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Outros R$ 3,5 bilhões serão destinados a empresas que exportam para países do Golfo Pérsico, região afetada pelo conflito no Oriente Médio.

Divisão dos recursos

Os R$ 5 bilhões restantes serão distribuídos entre três áreas consideradas estratégicas pelo governo:

  • R$ 2 bilhões para empresas que atuam na produção de adubos, fertilizantes e intermediários para fertilizantes;
  • R$ 2 bilhões para atividades industriais e tecnológicas relacionadas à cadeia de minerais críticos e estratégicos;
  • R$ 1 bilhão para empresas de setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior brasileiro.

No caso dos minerais, o crédito poderá financiar atividades de lavra, etapa de extração do minério. As atividades deverão estar associadas ao beneficiamento, refino ou transformação da matéria-prima.

A estratégia amplia o alcance do programa para além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço. O governo também pretende fortalecer setores considerados importantes para a segurança das cadeias produtivas e para o comércio exterior.

Quem terá acesso

As linhas de financiamento poderão ser contratadas por diferentes tipos de empresas e organizações ligadas à atividade exportadora.

Entre os beneficiários estão:

  • empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais e seus fornecedores;
  • produtores e exportadores dos setores de agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca e aquicultura;
  • empresas que exportam recursos minerais e seus fornecedores;
  • empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior brasileiro.

A medida, portanto, não se restringe às companhias que vendem diretamente para o mercado externo. Fornecedores das cadeias afetadas também poderão acessar os recursos, desde que se enquadrem nas regras do programa.

Como usar o crédito

O dinheiro poderá ser empregado tanto para despesas de curto prazo quanto para investimentos.

Entre as finalidades previstas estão capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e adaptação da atividade produtiva. Também poderão ser financiados projetos para aumentar a capacidade de produção e fortalecer cadeias produtivas.

O programa prevê ainda crédito para inovação tecnológica e para a adaptação de produtos, serviços e processos às novas condições de mercado.

Outras possibilidades de financiamento poderão ser definidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério da Fazenda.

Impacto do tarifaço

A parcela de R$ 5 bilhões destinada aos exportadores foi criada em meio ao aumento das tarifas estadunidenses sobre produtos brasileiros.

Segundo as informações apresentadas pelo governo, as sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos elevaram os custos de acesso ao mercado estadunidense e aumentaram a pressão sobre empresas brasileiras que dependem das exportações.

O crédito do Plano Brasil Soberano busca dar fôlego financeiro a essas empresas e às cadeias de fornecedores relacionadas às exportações. 

O programa também direciona recursos para empresas que negociam com países do Golfo Pérsico, diante dos possíveis impactos econômicos provocados pelo conflito no Oriente Médio.

Fiscalização do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ficará responsável pelo acompanhamento das operações.

O banco deverá enviar mensalmente ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano informações sobre as operações aprovadas e contratadas, além dos valores efetivamente desembolsados.

A distribuição dos R$ 13,5 bilhões também poderá ser alterada. A resolução permite que o Conselho Interministerial revise a alocação dos recursos conforme o ritmo de execução do programa e as prioridades da política pública.

 

Fonte: Agência Brasil

Fiocruz lança carta aos candidatos com temas prioritários da saúde

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta segunda-feira (24) uma carta aberta aos candidatos a cargos eletivos em 2026 com contribuições para o debate sobre saúde e ciência.

A entidade, que tem entre as suas atribuições a produção de vacinas e medicamentos, aponta temas prioritários para orientar as discussões e propostas de campanha. 

Entre os desafios em saúde citados pela Fiocruz estão a desigualdade no acesso a serviços entre as regiões, as mudanças climáticas, a violência e a desinformação.

“Priorizar a saúde exige um olhar que transcende hospitais e medicamentos. Implica reconhecer que as condições de saúde são produzidas nas relações entre políticas públicas, formas de organização da vida social, produção do conhecimento, trabalho, ambiente e democracia”, aponta a entidade.  

No documento, a entidade lista sete prioridades como um “convite ao diálogo” e contribuição ao debate público sobre os rumos do país nas eleições de 2026.

“O objetivo é oferecer prioridades para o país, dialogando com a sociedade, com as candidaturas e com as equipes que irão formular propostas para os próximos anos.”

Os sete pontos prioritários são:

• fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar o cuidado em todo o país; 
• valorizar quem trabalha na saúde; 
• produzir mais ciência, vacinas, medicamentos e tecnologias no Brasil; 
• reduzir desigualdades e proteger as populações em maior situação de vulnerabilidade; 
• preparar o país para os impactos da crise climática e novas emergências em saúde ou pandemias; 
• reforçar a confiança pública, enfrentar a desinformação e ampliar o diálogo entre ciência e sociedade; 
• defender o desenvolvimento sustentável e o papel do Brasil na cooperação internacional em saúde. 

Fonte: Agência Brasil