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CMN regulamenta Fies Empreendedor e Desenrola Adimplentes

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta sexta-feira (3) duas resoluções que regulamentam programas recém-criados para ampliar o acesso ao crédito.

As medidas estabelecem as regras do Fies Empreendedor, voltado a estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e do Desenrola Adimplentes, destinado à renegociação de dívidas de pessoas sem vínculo formal de emprego ou benefícios previdenciários.

As normas definem taxas de juros, prazos de pagamento, fontes de recursos e a forma de atuação das instituições financeiras responsáveis pela operação dos programas.

Fies Empreendedor

O Fies Empreendedor foi criado para oferecer uma linha de crédito com condições diferenciadas a beneficiários do Fies que estejam em dia com o financiamento estudantil.

A proposta é incentivar o empreendedorismo e, ao mesmo tempo, estimular que os estudantes mantenham o pagamento regular das parcelas do Fies.

A linha poderá ser utilizada por:

  • Pessoas físicas, para financiar atividades empreendedoras;
  • Pessoas jurídicas, para capital de giro das empresas.

Os critérios para acessar o crédito ainda serão definidos pelo Ministério da Fazenda por meio de portaria.

Como funcionará

A resolução estabelece que a taxa de juros poderá chegar a 11,19% ao ano.

Esse percentual é formado por duas parcelas:

  • até 8,94% ao ano, destinados à remuneração das instituições financeiras;
  • 2,06% ao ano, referentes à remuneração dos recursos disponibilizados pela União.

Os financiamentos serão operados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

Prazos

As condições variam conforme o tipo de beneficiário.

Para pessoas físicas:

  • prazo de pagamento de até 60 meses;
  • carência de até seis meses para começar a pagar principal e juros.

Para pessoas jurídicas:

  • prazo de até 96 meses;
  • carência de até 12 meses.

Durante o período de carência, os juros não poderão ser incorporados ao saldo da dívida, evitando a chamada capitalização.

Desenrola Adimplentes

Na mesma reunião, o CMN também regulamentou a linha de crédito que dará suporte ao Desenrola Adimplentes.

O programa foi criado para facilitar a renegociação de dívidas de pessoas que não possuem emprego formal nem recebem benefícios previdenciários.

Para viabilizar as operações, a União poderá disponibilizar até R$ 3 bilhões, conforme a disponibilidade orçamentária.

Como será

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal atuarão como agentes financeiros, repassando recursos às instituições participantes do programa.

A composição dos financiamentos seguirá uma proporção definida pelo CMN:

  • 70% dos recursos virão da União;
  • 30% serão aportados pelos próprios bancos públicos.

Os recursos da União serão remunerados à taxa de 1% ao ano, enquanto os valores dos bancos públicos terão remuneração vinculada à taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

As instituições financeiras participantes devolverão os recursos públicos aos agentes financeiros com remuneração de 1,25% ao ano.

Quando Banco do Brasil ou Caixa negociarem diretamente as dívidas, a remuneração será reduzida para 0,5% ao ano, devido à redução dos custos operacionais.

Objetivo

Com a regulamentação, os dois programas criados pela Medida Provisória 1.373/2026 podem entrar em funcionamento.

O Fies Empreendedor busca ampliar o acesso ao crédito para estudantes e ex-estudantes que mantêm o financiamento em dia. O Desenrola Adimplentes pretende facilitar a renegociação de dívidas e ampliar o acesso ao sistema financeiro para pessoas que hoje encontram maior dificuldade para obter crédito.


Fonte: Agência Brasil

Lula entra para a história da redemocratização com 3º mandato

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 77 anos, inicia neste domingo (1º) o terceiro mandato como presidente da República. Consagrado novamente nas urnas, com mais de 60 milhões de votos recebidos no dia 30 de outubro, ele amplia seu protagonismo histórico ao longo das últimas três décadas, que marcaram a redemocratização do país após 21 anos de ditadura (1964-1985). 

Lula dedicou os últimos dois meses à montagem de um governo de ampla coalizão, mais abrangente do que em seus mandatos anteriores. A maior expressão disso é a parceria com Geraldo Alckmin (PSB), que foi seu adversário político nas eleições de 2006, ainda filiado ao PSDB, rival histórico do PT, mas que se juntou a Lula para compor uma chapa de frente ampla de centro-esquerda, da qual fizeram parte agremiações políticas de centro-direita no segundo turno.

Antes mesmo da tomar posse, o desafio dessa frente ampla já foi posto à prova. A equipe do governo eleito precisou costurar uma difícil articulação no Congresso Nacional para aprovar uma proposta de emenda constitucional (PEC) que assegurasse recursos para a principal promessa de campanha: a manutenção do valor do programa Bolsa Família em R$ 600, mais R$ 150 por criança de até seis anos de cada beneficiário do programa. Após mais de 20 dias de tramitação, a PEC passou em dois turnos tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. O texto ainda liberou verbas extras para a recomposição orçamentária de diversos órgãos.

Outro desafio das últimas semanas foi a própria montagem do primeiro escalão do governo. Evocando a estrutura de seu segundo mandato de presidente, entre 2007 e 2010, Lula decidiu ampliar o número de ministérios, chegando a 37.

Entre as pastas recriadas e as novas estruturas, estão os ministérios das Mulheres, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e dos Povos Originários, este último uma novidade e promessa de campanha. O Ministério da Economia, que concentrou super poderes durante o mandato de Jair Bolsonaro, foi novamente desmembrado em ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e do Planejamento, além de uma pasta nova de Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

Também foram recriados os ministérios da Cultura e do Esporte. Na área de infraestrutura, o governo recriou os ministérios de Cidades, Portos e Aeroportos, Transportes e Integração e Desenvolvimento Regional. 

Do sindicato à Presidência

Lula tem uma longa trajetória na política brasileira, iniciada ainda na década de 1970. Na época, justamente quando o país vivia ainda sob ditadura militar, Lula era diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, um dos principais centros industriais do país.

Em 1975, ele foi eleito presidente do sindicato, que representava 100 mil trabalhadores. Três anos depois, em 1978, após ser reeleito presidente da entidade, Lula lidera as primeiras greves operárias em mais de uma década.

Naquele momento, o país vivia um processo de abertura política lenta e gradual. Em março de 1979, mais de 170 mil metalúrgicos pararam as fábricas no ABC Paulista. No ano seguinte, cerca de 200 mil metalúrgicos cruzaram os braços.

A repressão policial ao movimento grevista, que chegou a levar Lula à prisão, fez emergir a liderança popular de Lula, que criaria o Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980. Alguns anos depois, ele fundaria também a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Em 1984, Lula foi uma das principais lideranças da campanha das Diretas Já para a Presidência da República. Em 1986, foi eleito o deputado federal mais votado do país, para a Assembleia Constituinte, que elaborou a Constituição Federal de 1988.

Liderança nacional consolidada, Lula foi lançado pelo PT para disputar a Presidência da República em 1989, após 29 anos sem eleição direta para o cargo. Perdeu a disputa, no segundo turno, para Fernando Collor de Mello, por pequena diferença de votos.

Dois anos depois, no entanto, Lula liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que culminou no impeachment de Collor. Em 1994 e 1998, Lula voltou a ser candidato a presidente, sendo derrotado por Fernando Henrique Cardoso nas duas ocasiões.

Em 2002, por meio de uma inédita aliança política, o PT aprovou uma coligação política que incluía PL, PCdoB, PCB e PMN, lançando Lula novamente a presidente, tendo como vice-presidente na chapa o senador José Alencar (PL), de Minas Gerais, um dos maiores empresários do país.

Em 27 de outubro de 2002, em segundo turno, aos 57 anos de idade, Lula obtém quase 53 milhões de votos e se elege pela primeira vez presidente da República. Seu mandato foi marcado pela ampliação de programas sociais e expansão nas áreas de educação e saúde, além de uma política de valorização do salário mínimo.

Uma das principais marcas do seu governo foi a redução da miséria no país. Em 2006, Lula e José Alencar são reeleitos e terminam o mandato, em 2010, com a maior aprovação de um governo da história do país, superior a 80%.

Essa popularidade impulsionou a eleição de Dilma Rousseff (PT), que era a principal ministra de Lula, e foi eleita a primeira mulher presidente da história do país.

Lava Jato e prisão

Em 2014, após a deflagração da Operação Lava Jato, que apurava corrupção na Petrobras, a crise política escalou um patamar inédito na democracia brasileira. Reeleita no mesmo ano, a presidente Dilma e seu governo acabaram consumidos pelo desgaste das denúncias, ela perdeu apoio no Congresso e acabou sofrendo impeachment em 2016. O afastamento de Dilma é controverso, já que não teria ficado demonstrada a prática de crime de responsabilidade, como exige a Constituição Federal.

Lula passou a ser alvo de processos por suposta corrupção e foi condenado pelo então juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde tramitavam os processos da operação.

Após ser condenado no processo do triplex do Guarujá, o ex-presidente foi preso no dia 7 de abril de 2018, dois dias depois a expedição da ordem de prisão contra ele. A sentença do magistrado havia sido confirmada, e a pena fora aumentada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre. Na época, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia alterado o entendimento de que condenados em segunda instância poderiam iniciar o cumprimento da pena.

Lula ficou 580 dias preso e foi proibido pela Justiça de disputar as eleições presidenciais de 2018, vencidas por Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi solto em novembro de 2019, após o STF rever a tese de cumprimento a partir de condenação em segunda instância, passando a considerar a possibilidade apenas com o trânsito em julgado do processo.

Em 2021, julgamentos do STF consideraram que o então juiz Sergio Moro foi parcial no julgamento de Lula, e foi declarada a suspeição do magistrado, no caso do triplex. O julgamento foi anulado.

Além disso, os casos do sítio de Atibaia e de duas ações penais envolvendo o Instituto Lula também foram anulados porque deveriam ter sido julgados pela Justiça Federal, em Brasília, e não em Curitiba, onde Moro atuava como juiz. Na Justiça Federal do Distrito Federal, os casos foram considerados prescritos, que é quando o estado perde o prazo para buscar uma condenação.

Fonte: Agência Brasil

AGU notifica Google para remover perfis que promovem apostas ilegais

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A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou extrajudicialmente a Google, dona do Youtube, para a remoção de perfis que promovem e facilitam a criação de plataformas de cassino ilegais e estimulam jogos proibidos, como o do “bicho”.

Segundo a AGU, a medida visa combater a exploração de jogos ilegais e garantir o cumprimento da legislação nacional e de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), que promoveu a notificação, encaminhou documento à empresa Google apontando perfis com tutoriais para sobre a criação de plataformas de apostas ilegais, ou seja, que não estão autorizadas a operar no país. Um exemplo de indução vem com chamadas de “como criar uma plataforma de cassino” ou estratégias de marketing para o “jogo do bicho online”.

A AGU afirma que, embora os responsáveis pelos perfis se intitulem como empresas de marketing digital, “propagam livremente o jogo não regulado e estimulam práticas que configuram contravenção penal, conforme o Decreto-Lei nº 3.688/1941”.

A AGU disse ainda que esse tipo de conteúdo desconsidera as exigências legais de autorização e certificação, previstos na Lei 14.790/2023, que determina que apostas de quota fixa só podem ser exploradas mediante prévia autorização do Ministério da Fazenda.

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De acordo com a AGU, esses perfis oferecem ao usuário a opção de explorar atividades ilícitas sem qualquer ressalva.

Além disso, a notificação destaca que os próprios Termos de Uso do YouTube vedam a facilitação de acesso a serviços regulamentados, como sites de jogos de azar não certificados.

“A AGU alerta que a circulação sistemática desses materiais representa uma ameaça à integridade da informação e à proteção dos consumidores, podendo estar conectada a crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A omissão na remoção dos conteúdos pode gerar responsabilidade civil solidária à plataforma” disse a AGU.


Fonte: Agência Brasil

Enem 2026 tem mais de 5 milhões de inscritos

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O Exame Nacional do Ensino Médio de 2026 tem 5.055.818 inscritos confirmados, de acordo com o balanço preliminar divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), nesta sexta-feira (3), após o fim dos prazos de pagamento da taxa de inscrição e de recursos.

O número de inscritos para a edição deste ano representa alta de 5,08% na comparação com a edição de 2025, quando o MEC contabilizou 4.811.338 participantes.

A edição de 2014 do Enem mantém o recorde absoluto de inscritos da história do exame, com 8.722.290 de candidatos.

Neste ano, o exame será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro, em todos os estados e no Distrito Federal.

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Atendimento especializado

Os participantes que tiveram a solicitação recusada pelo Inep de atendimento especializado durante as provas do Enem podem apresentar recurso até esta sexta-feira (3).

O envio da documentação, conforme o edital público do exame, que comprove a condição declarada no momento da inscrição, deve ser feito na Página do Participante, no Portal do Inep.

O resultado dos recursos será divulgado em 10 de julho, também no mesmo endereço eletrônico.

Novidades

Entre as novas políticas do Ministério da Educação (MEC) para o Enem está a inscrição automática de estudantes concluintes do ensino médio da rede pública, que ocorre pela primeira vez neste ano.

O MEC ainda dá incentivo financeiro aos concluintes do ensino médio e beneficiários do programa federal Pé-de-Meia que realizarem os dois dias do exame. O valor do incentivo conclusão, depositado em parcela única, é de R$ 200 por participante.

Em 2026, o Inep ampliou a rede de municípios onde as provas serão realizadas, com a inclusão de 95 novos municípios, o que permite que mais candidatos façam o exame próximo de suas residências e reduza a necessidade de longos deslocamentos.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estima alcançar cerca de 10 mil escolas de aplicação das provas. A expectativa é de que aproximadamente 80% dos concluintes do ensino médio da rede pública realizem as provas na própria escola onde estudam.

O Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.


Fonte: Agência Brasil

Matheus Cunha agradece "respeito" ao Brasil, mas rechaça favoritismo

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Após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), Matheus Cunha foi flagrado pelas câmeras de televisão fazendo o número cinco com os dedos da mão em direção ao também atacante Kento Shiogai. Uma resposta ao que foi entendido como provocação do atleta japonês, que, dois dias antes, disse que o Brasil “não era como antigamente”.

Se considerou o comentário de Shiogai “desrespeitoso”, Matheus Cunha reagiu de forma diferente às palavras do técnico da Argentina, Lionel Scaloni, e do atacante norueguês Erling Haaland, adversário da seleção canarinho neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Ambos colocaram o Brasil em um patamar de favoritismo no Mundial em recentes depoimentos à imprensa.

“O quão grande é o Haaland no mundo do futebol e ele citar esse respeito pela nossa seleção e nossos jogadores. Ele vai jogar, com certeza, para ganhar de nós, mas é gratificante. E que ele saiba que também temos [esse respeito] por ele e a seleção dele. Sobre o Scaloni, a mesma coisa, sempre citou o Brasil como tendo um nível de dificuldade alto”, disse o atacante, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação canarinho está concentrada em Nova Jersey.

Apesar dos elogios, Matheus Cunha rechaçou o favoritismo brasileiro. O jogador do Manchester United (Inglaterra) preferiu destacar a evolução do Brasil ao longo da Copa. Após estrear abaixo das expectativas no empate por 1 a 1 com Marrocos em Nova Jersey, a seleção verde e amarela emplacou três vitórias: 3 a 0 sobre Haiti, na Filadélfia, 3 a 0 sobre a Escócia, em Miami, e 2 a 1 sobre o Japão, em Nova Jersey.

“Não busco essas informações. Isso não entra em campo. Por mais que você tenha confiança nos companheiros, [favoritismo] não é nada que ajude em campo”, afirmou o atacante.

“Temos seleções que o mundo tende a falar que são as seleções a serem batidas. Aos poucos, estamos demonstrando mais quem somos. Esse certo favoritismo nada mais é do que chegar em campo e mostrar para o que estamos prontos e treinados”, completou o vice-artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Matheus Cunha in action with Japan's Junya Ito IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Matheus Cunha in action with Japan's Junya Ito IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker

Equipe

Para o jogo contra a Noruega, que pode levar o Brasil às quartas de final da Copa, a equipe não terá Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda diante do Japão. Naquele dia, Carlo Ancelotti escolheu Endrick para o lugar do meia. O volante Danilo Santos e os também atacantes Gabriel Martinelli e Neymar são outras opções. Matheus Cunha colocou a decisão nas mãos do técnico.

“Vamos sentir muita falta do Paquetá, principalmente por estarmos criando rotinas de entrosamento muito claras. O Martinelli é quase um atacante, com possibilidade de atacar profundidade muito maior. Danilo já vai dar uma sustentação mais clara [ao meio-campo]”, descreveu o camisa 9.

“No momento que o Paquetá sai e entra o Endrick, eu começo a jogar mais por trás do atacante do que propriamente como a referência [na área]. Vão ter momentos em que terei que me adaptar como referência, meia de criação ou extremo tendo que ajudar a marcar o lateral. Mas me sinto feliz de, às vezes, estar em uma função que os grandes olhos acabam vendo menos, mas que vai potencializar muito os companheiros”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Egito bate Austrália nos pênaltis e avança pela 1ª vez às oitavas

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O Egito carimbou a classificação inédita às oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Austrália na cobrança de pênaltis por 4 a 2, após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, em jogo disputado em Dallas. Na etapa inicial da partida Ashour abriu o placar para os egípcios e os australianos igualaram com gol contra de Hany no segundo tempo.

Os Faraós (apelido da seleção africana) se lançaram ao ataque na prorrogação, mas sem sucesso. No entanto, a qualidade dos egípcios fez a diferença na definição da vaga na cobrança dos pênaltis. Logo na primeira cobrança, o zagueiro australiano Souttar isolou a bola e depois Herrington também desperdiçou com bola na trave. Do lado egípcio, marcaram Sabar, Rabia, o camisa 10 Mohamed Salah, de cavadinha, e por último o zagueiro Hossan Abdelmaguid.

Em sua quarta participação em Mundiais, os Faraós já reescreveram a história três vezes nesta edição: conseguiram a primeira vitória no torneio (3 a 1 contra a Nova Zelândia na fase de grupos), avançaram à segunda fase, e hoje garantiram presença nas oitavas.

Na próxima fase o Egito terá pela frente o vencedor do embate entre a atual campeã mundial Argentina e Cabo Verde, que se enfrentam às 19h (horário de Brasília) desta sexta (3), em Miami (EUA).

O primeiro tempo mal começou e por pouco Volpato não abre o placar para os australianos. Sem marcação, o camisa 20 recebe a bola no meio do campo, avança e arrisca uma bomba de fora da área, que acerta o travessão do gol de Shobeir. Depois, aos 12 minutos, foi o Egito que saiu na frente do marcador em jogada ensaiada de bola parada. Ashour cobra falta e no desvio da zaga a bola cai nos pés de Marmoush, que rola para Hafez levantar na área para o próprio Ashour cabecear para o fundo da rede.

Atrás no placar, os australianos subiram a marcação, mas pouco atacaram. Já os egípcios passaram a ditar o ritmo de jogo, apostando nas bolas longas. Uma delas ao 20 minutos, quando Fathy da linha intermediária faz lançamento perfeito para Zico chutar cara a cara com o goeliro Shobeir, mas o camisa 11 bateu rasteiro para fora. Mesmo que acertasse, o gol não valeria, pois a arbitragem assinalou impedimento. O jogo seguiu moroso: os australianos com dificuldade na criação de jogadas, e os egípcios com mais posse de bola, embora pouco assertivos..

Após o intervalo, com apenas 9 segundos, os egípcios quase ampliaram em Dallas. Zico deu passe na entrada da área para Marmoush avançar, se livrar da marcação e bater firme, sem chances para o goleiro, mas a bola saiu rente à trave direita. Os australianos voltaram do intervalo mais propositivos, com boas investidas pela lateral esquerda. E foi por ali, em cobrança de falta, que a Austrália igualou o placar. O’Neill levantou na área para Souttar, de 1,98 de altura, testar para o gol, mas ao tentar desviar, o egípcio Hany acabou marcando contra. 

A partir daí as equipes passaram a ficar mais cautelosas. Os australianos recuaram ainda mais e até tiveram chances de gol em algumas bolas aéreas, mas não foram efetivos. Nos minutos finais, Salah cobrou escanteio perfeito para Rabia, que cabeceou com perigo em cima do goleiro Beach, que salvou o gol australiano com ótima defesa. Depois, aos 50 minutos, Salah deu passe para Hassan chutar certeiro, mas Souttar conseguiu desviar.

Prorrogação

Os egípcios seguiram com intensidade total, Aos 2 minutos, Hassan lançou para Marmoush na grande área, que rolou para Salah disparar uma bomba, mas a bola passou por cima do travessão. No jogo de ataque contra defesa, os egípcios mostraram mais empenho em não levar a decisão do jogo para as penalidades. Aos 12 minutos, Ashour partiu do círculo central e chutou com perigo de fora da área, mas a bola passou à esquerda do goleiro Beach.

No segundo tempo os egípcios se plantaram no campo ofensivo e aceleraram o jogo. Aos 6 minutos, Salah rolou dentro da área para Ashour bater colocado, mas o altíssimo Souttar desviou para fora. Três minutos depois, Hassan arrancou pela direita, escapou da marcação e invadiu a grande área, mas quando se preparava para cruzar, foi parado com carrinho de Herrington. Na reta final, na jogada de ataque dos australianos, Touré sofreu falta. Hrustic cobrou na área, a defesa afastou e na sobra Touré ainda tentou chutar, mas o goleiro Shobeir defendeu e impediu. No último minuto, o técnico da Austrália Tony Popovic substituiu o goleiro Beach por Maty Rayan, do Levante (Espanha), experiente em defesa de pênaltis.

Pênaltis

A Austrália foi a primeira a cobrar, mas o zagueiro Souttar isolou a bola. Na sequência, Sabar deslocou o goleiro Rayan e acertou o fundo da rede, abrindo o placar para os egípcios. Depois foi a vez de Irvine converter o primeiro pênalti dos austraianos. Em seguida, Rabiat manteve o Egito em vantagem como cobrança certeira do lado esquerdo. Na terceira cobrança da Austrália, Mabili chutou rasteiro e marcou o segundo.

O craque Salah converteu em seguida para os Farós, com direito à cavadinha. Depois, o jovem zaguero Herrington desferiu um chute na trave, desperdiçando mais uma cobrança para a Austrália. Neste momento, todas as expectativas recaíram sobre o zagueiro Abdelmaguid, que poderia selar a classificação dos Faraós, caso acertasse a cobrança. E foi exatamente o que ocorreu: ele chutou firme e garantiu o Egito nas oitavas, com vitória por 4 a 2. 



Fonte: Agência Brasil

Rússia dispara mísseis contra grandes cidades da Ucrânia

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A Rússia disparou vários mísseis contra a Ucrânia no início desta quinta-feira (29), visando as regiões de Kiev e Kharkiv, no nordeste do país, e outras cidades, em um pesado bombardeio aéreo que levou pessoas a correr para abrigos e derrubou a energia, informaram autoridades ucranianas.

Em Kiev, uma equipe de trabalhadores de emergência vasculhava os destroços de uma casa destruída por uma explosão, e imagens mostraram rastros de fumaça de mísseis no céu sobre a capital. Em Kharkiv, os bombeiros trabalhavam para extinguir um incêndio em uma estação de eletricidade.

“Barbárie sem sentido. Essas são as únicas palavras que vêm à mente ao ver a Rússia lançar outra série de mísseis contra cidades ucranianas pacíficas antes do ano novo”, disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

Mísseis derrubados

Os militares da Ucrânia informaram que derrubaram 54 mísseis de 69 lançados pela Rússia em um ataque que começou às 7h, horário local. Sirenes de ataque aéreo soaram por todo o país. Em Kiev soaram por cinco horas, em um dos alarmes mais longos da guerra.

“Esta manhã, o agressor lançou mísseis de cruzeiro aéreos e marítimos, mísseis guiados antiaéreos e S-300 ADMS em instalações de infraestrutura de energia de nosso país”, detalhou o general ucraniano Valery Zaluzhny, no Telegram.

O brigadeiro-general Oleksiy Hromov, das Forças Armadas da Ucrânia, disse que os mísseis foram disparados contra “instalações vitais e de infraestrutura de energia nas regiões leste, centro, oeste e sul”.

Os ataques seguiram-se a um ataque durante a noite por drones “kamikaze”. A Rússia realizou várias ondas de ataques aéreos nos últimos meses na infraestrutura crítica ucraniana, deixando milhões sem energia e aquecimento em temperaturas congelantes.

A última blitz veio logo após a rejeição do Kremlin de um plano de paz ucraniano, insistindo que Kiev precisa aceitar a anexação de quatro regiões ucranianas pela Rússia.

Destruição

Moscou nega alvejar civis, mas a Ucrânia diz que bombardeios diários estão destruindo cidades, vilas e a infraestrutura elétrica, médica e outras do país.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em um discurso em vídeo, pediu aos ucranianos que abracem seus entes queridos, digam aos amigos que gostam deles, apoiem colegas, agradeçam a seus pais e se alegrem com seus filhos com mais frequência.

“Não perdemos nossa humanidade, embora tenhamos passado meses terríveis”, disse ele. “E não vamos perdê-la, embora haja um ano difícil pela frente.”

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, no que o presidente Vladimir Putin chama de “operação militar especial” para desmilitarizar o país vizinho. Kiev e seus aliados ocidentais classificam as ações da Rússia como uma apropriação de terras de estilo imperialista.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Ibovespa volta aos 174 mil pontos com aposta na Selic, e dólar cai

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Em um dia de feriado nos Estados Unidos, a bolsa voltou a fechar acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em um mês. O dólar recuou e retornou ao nível de R$ 5,16.

O movimento foi impulsionado pela leitura mais fraca da produção industrial em maio, que reforçou as apostas de um corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). Com os mercados norte-americanos fechados pelo feriado da Independência dos Estados Unidos, a liquidez foi reduzida ao longo da sessão.

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou esta sexta-feira (3) com alta de 0,74%, aos 174.070,27 pontos, no maior fechamento desde 2 de junho. Na semana, acumulou ganho de 0,45% e, no ano, avança 8,03%.

O giro financeiro somou R$ 12,6 bilhões, bem abaixo da média diária, refletindo a ausência de negociações em Wall Street.

O dólar comercial caiu R$ 0,04 (0,76%), cotado a R$ 5,168. A moeda praticamente zerou a alta acumulada na semana, subindo apenas 0,03%, favorecida pelo ambiente positivo para moedas de países emergentes e pela melhora do apetite por ativos brasileiros.

Bolsa reage

O impulso para a Bolsa veio após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que a produção industrial recuou 0,2% em maio em relação a abril, resultado inferior às expectativas do mercado.

O dado fortaleceu a percepção de desaceleração da atividade econômica e elevou as apostas de que o Banco Central poderá iniciar um ciclo de flexibilização monetária já na reunião de agosto.

A queda dos juros futuros beneficiou principalmente as ações de empresas mais sensíveis ao custo do crédito, diante da expectativa de melhora nos resultados corporativos e da atratividade dos preços das ações.

Câmbio

No câmbio, o real acompanhou o fortalecimento das moedas emergentes diante de um dólar mais fraco no exterior. Além da expectativa de corte da Selic, investidores também repercutiram os dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados na véspera, que reduziram as apostas em uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade durante a sessão, com o mercado mantendo a expectativa voltada para os próximos indicadores de inflação nos Estados Unidos.

No acumulado do ano, o dólar cai 5,83% frente ao real.

Liquidez

O fechamento das bolsas e do mercado de títulos do Tesouro estadunidense, em razão do feriado de 4 de julho, reduziu significativamente o volume de negociações e limitou a formação de tendências mais consistentes.

No cenário interno, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, admitiu nesta sexta-feira a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. Isso ajudou a reduzir os juros no mercado futuro, favorecendo a bolsa de valores.

* Com informações da Reuters


Fonte: Agência Brasil

Conheça a trajetória política de Geraldo Alckmin

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Pai e avô orgulhoso, marido apaixonado, médico e homem público por vocação. Quatro vezes governador de São Paulo e vice-presidente eleito do Brasil. Assim se apresenta Geraldo Alckmin em suas redes sociais. Ele toma posse hoje (1°), aos 70 anos, como vice-presidente do Brasil, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também será nomeado ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio do novo governo.

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho nasceu em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, em 7 de novembro de 1952. É casado com Maria Lúcia Ribeiro Alckmin e tem três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz, esse último falecido em 2015. Alckmin e Lu, como é conhecida sua esposa, também têm quatro netos. Ele é torcedor do Santos Futebol Clube e teve uma sólida educação católica.

Foi vereador e prefeito de Pindamonhangaba. Deputado estadual e federal por São Paulo, participou ativamente da criação da Constituição Federal de 1988. Junto a outras personalidades políticas, fundou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), no qual permaneceu por mais de 30 anos.

Nova aliança

Adversário político de Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT) em eleições passadas, Alckmin se aliou ao presidente na construção da frente ampla de partidos com o objetivo de derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas urnas. Para isso, ele deixou o PSDB e filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Alckmin seria o nome para ajudar a atrair o eleitorado mais conservador e abrir portas em segmentos mais críticos a Lula, como setores empresariais e do agronegócio. Em julho de 2022, PT e PSB oficializaram a chapa Lula-Alckmin.

Após a vitória nas urnas, o vice-presidente eleito assumiu a coordenação do gabinete de transição do governo, que foi dividido em 32 grupos técnicos, além de um conselho político. No dia 22 de dezembro, a equipe apresentou seu relatório final com um diagnóstico de cada área, alertas sobre as emergências orçamentárias, sugestões de revogações de normas e proposta de estrutura ministerial.

Segundo Alckmin, o cenário atual do país é de retrocessos. “Infelizmente, tivemos um retrocesso em muitas áreas. O governo federal andou para trás. O estado que o presidente Lula recebe é muito mais difícil e mais triste do que anteriormente”, disse, na ocasião de entrega do relatório.

Durante a composição de seu ministério, o presidente Lula escolheu Alckmin para ser o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, fortalecendo ainda mais o papel do vice-presidente no novo governo.

Vida política

A vida política de Geraldo Alckmin teve início em 1972. Com 19 anos, ainda no primeiro ano da faculdade de medicina, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e foi o vereador mais votado de Pindamonhangaba, sendo escolhido presidente da Câmara Municipal. Em 1976, concorreu às eleições municipais e foi eleito o prefeito mais jovem do município, exercendo mandato de seis anos. Ao final de sua administração, candidatou-se a uma vaga para a Assembleia Legislativa paulista e foi eleito deputado estadual em 1982.

Em 1986, com 125 mil votos, foi o quarto colocado entre os deputados federais eleitos em São Paulo pelo já Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi vice-líder da bancada do PMDB na Assembleia Nacional Constituinte. Em 1888, foi um dos fundadores do PSDB, ao lado de nomes como Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro e José Serra.

Reeleito deputado federal em 1990, foi o quarto parlamentar mais votado pelo PSDB-SP. Nesse segundo mandato foi autor de um dos projetos de lei que deu origem ao Código de Defesa do Consumidor e relator do projeto que se converteu na Lei de Benefícios da Previdência Social. Também foi autor de um dos projetos que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e relator do projeto de lei que trata da doação de órgãos para transplantes.

Entre os anos de 1991 e 1994, como presidente do PSDB de São Paulo, Geraldo Alckmin organizou o partido em todo o estado, montando diretórios municipais e realizando encontros e reuniões para a formação de uma base sólida do PSDB.

Nas eleições de 1994, foi eleito vice-governador na chapa de Mário Covas. Já no primeiro ano de governo, foi nomeado presidente do Conselho Diretor do Programa Estadual de Participação da Iniciativa Privada na Prestação de Serviços Públicos e na Execução de Obras de Infraestrutura. Em 1996, por designação do governador, passou a exercer também a presidência do Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização.

Em 1998, a dupla Covas-Alckmin foi reeleita para o segundo mandato. Em 2000, licenciou-se do cargo de vice-governador para concorrer à Prefeitura de São Paulo, ficando em terceiro lugar na disputa. Em 6 de março de 2001 assumiu o governo do estado, após a morte de Mário Covas. Em 2002, Geraldo Alckmin foi reeleito governador de São Paulo para o mandato de 2003 a 2006.

Em 2006, disputou a Presidência da República e foi para o segundo turno concorrendo com Luiz Inácio Lula da Silva, que pleiteava a reeleição. Alckmin foi derrotado e, em 2008, se candidatou à prefeitura de São Paulo. Também não foi eleito e, em 2009 foi nomeado secretário estadual de desenvolvimento no governo de José Serra.

Em 2010 saiu vitorioso nas urnas e voltou a ocupar o cargo de governador, sendo reeleito em 2014. Com o fim do mandato, dedicou-se à presidência nacional do PSDB entre 2017 e 2019. Disputou novamente a Presidência em 2018, mas ficou em quarto lugar. No segundo turno, ele optou pela neutralidade, não apoiando Bolsonaro, que foi eleito, nem Fernando Haddad, candidato do PT.

Em 2021, em razão de desentendimentos internos, deixou o PSDB, partido que ajudou a fundar. Em março de 2022, filiou-se ao PSB, já em meio a negociações avançadas com Lula para compor a chapa para as últimas eleições.

Medicina

Geraldo Alckmin é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, São Paulo e, apesar da vida política, sempre manteve um pé na profissão. Tem especialização em Anestesiologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo e em Acupuntura no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo. É professor convidado da Faculdade de Medicina da Universidade Nove de Julho e membro da Academia de Medicina de São Paulo.

É doutor honoris causa pela Universidade de Taubaté, concedido em julho de 2001; pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, concedido em maio de 2002; pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concedido em maio de 2003; e pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, concedido em maio de 2011.

Fonte: Agência Brasil

Escritório Antifacção no RJ vai integrar forças estaduais e federais

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou nesta sexta-feira (03) o Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro. O objetivo da nova estrutura é fortalecer a integração entre a União, o estado do Rio e os municípios fluminenses para enfrentar o crime organizado.

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, com o escritório, a pasta passa a ter presença constante no Rio de Janeiro, considerando que o estado “sintetiza” os desafios da segurança pública brasileira

“Foi aqui que vimos surgirem algumas das principais transformações do crime organizado contemporâneo, que consolidaram formas sofisticadas de controle territorial armado, que as organizações criminosas passaram a combinar violência, exploração econômica, captura de mercados, lavagem de dinheiro, infiltração em atividades econômicas formais e institucionais”

A inauguração do escritório é uma das estratégias do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, e duas unidades semelhantes foram instaladas em São Paulo e em Foz do Iguaçu (PR). Além disso, São Paulo e Rio de Janeiro também ganharam sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

De acordo com o Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o Coaf está em uma posição de “absoluta centralidade” dentro do programa, porque a asfixia financeira das facções é um dos principais eixos de atuação. 

“Se o objetivo final das organizações criminosas é o lucro, e se o lucro financia as ações violentas, a gente tem que fechar esse gargalo. Então, já estamos levantando com a Anatel, por exemplo, todas as operadoras de telefonia e de internet que trabalham para o crime organizado, todas as atividades econômicas que foram capturadas por eles. Vamos mapear e eliminar os focos dessa infiltração e principalmente regular o mercado para evitar que esse tipo de coisa aconteça”

O Secretário também explicou que o Escritório Antifacção do Rio de Janeiro vai permitir que o governo federal dê mais apoio logístico às forças de segurança do estado em operações, além de ajudar outros estados que estão enfrentando as organizações nascidas no Rio. 

“Não é justo que o Rio de Janeiro suporte essa despesa e todas essas operações sem o apoio da União. Então, o escritório vai trabalhar a nível estratégico de inteligência para apoiar outras unidades da federação, tanto na produção de conhecimento, nas operações, como também na captura de foragidos. Isso tudo em sinergia com os estados e com as forças de segurança”. 

O Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, declarou que o governo federal também vai reforçar a segurança nos presídios do estado, doando equipamentos e treinando os policiais penais nos protocolos aplicados nos presídios federais de segurança máxima. 

De acordo com Garcia, 138 presídios do país foram selecionados para receber essas ações, incluindo as principais unidades penitenciárias do Rio. Além disso, pelo menos duas operações regionais e uma grande operação nacional será realizada todos os meses nesses presídios. 

“Neles, encontramos quase 80% das lideranças criminosas do nosso país. Com isso, nós pretendemos monitorar, isolar e impedir que esses indivíduos articulem as atividades criminosas fora do presídio”, acrescentou. 


Fonte: Agência Brasil