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Brasileiros seguem incomunicáveis após serem detidos por Israel

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Vinte e quatro horas depois de terem sido capturados por Israel, integrantes da Global Sumud Flotilha seguem incomunicáveis e sem direito a suporte diplomático. Diplomatas brasileiros tentaram por duas vezes ter acesso aos 12 integrantes da delegação brasileira que participavam da flotilha e estão detidos no porto Ashdod, em Israel. 

O acesso foi negado até mesmo depois do Corpo Diplomático alegar que os ativistas já estavam sendo interrogados.

“Nós tivemos a informação de advogados de que estavam em curso interrogatórios.  Informei isso ao Itamaraty. Eles entraram em contato para tentar novamente, mas receberam a negativa de encontro com os brasileiros”, disse Lara Souza, coordenadora da delegação brasileira na flotilha e esposa do ativista Thiago Ávila, que também está incomunicável. “Não foi permitido a ele contato com a embaixada brasileira. Nem a ele, nem a nenhum dos demais brasileiros”, afirmou. 

Ao todo, cerca de 500 pessoas que integravam a flotilha foram capturadas em águas internacionais pelas forças israelenses.

“A advogada responsável inicialmente não foi autorizada. Depois, os advogados avisaram que ela teria conseguido entrar. Mas ela ainda não conseguiu dar retorno”, explicaram.

O motivo apresentado por Israel para proibir o acesso foi o feriado de Yom Kippur, o que impediria os procedimentos regulares. Segundo a embaixada brasileira em Israel, será possível entrar em contato com os brasileiros a partir desta sexta-feira (3).

Desaparecidos

Além dos 12 brasileiros que já foram confirmados que estão em poder de Israel, dois outros que também integravam a flotilha seguem incomunicáveis e sem a confirmação – por parte de Israel – de que foram detidos.

São eles João Aguiar, que estava a bordo do barco Mikeno, e Miguel de Castro, a bordo do Catalina.

Fonte: Agência Brasil

Libertadores Feminina: Corinthians inicia busca pelo hexa com empate

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Atual campeão da Copa Libertadores de futebol feminino, o Corinthians estreou na competição com um empate por 1 a 1 com o Independiente Dragonas (Equador), na noite desta quinta-feira (2) no Estádio Francisco Sola, em Banfield (Argentina).

Com este resultado, as Brabas do Timão, que buscam o sexto título da competição, dividem a 2ª posição do Grupo A com a equipe equatoriana. A liderança da chave é do Santa Fe (Colômbia), que goleou o Always Ready (Bolívia) por 4 a 0.

As atuais campeãs da Série A1 do Brasileiro Feminino saíram na frente no marcador, graças a gol de pênalti da meio-campista Gabi Zanotti aos 11 minutos do primeiro tempo. Porém, já nos acréscimos da etapa final, o Independiente Dragonas igualou com um chute de Valencia, que fez a bola entrar no ângulo do gol defendido por Nicole.

Estreia com vitória

Quem estreou com vitória na competição foi a Ferroviária. As Guerreiras Grenás superaram a Adiffem (Venezuela) por 1 a 0 no estádio Nuevo Francisco Urbano, em Morón.

Em um confronto muito parelho, a Ferroviária garantiu a vitória graças a um gol contra da zagueira Emperatriz García aos 41 minutos do segundo tempo. A vitória deixou as Guerreiras Grenás na liderança do Grupo B com três pontos.



Fonte: Agência Brasil

Bares e fabricantes treinam empresas para identificar bebidas falsas

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Associações representativas de bares, restaurantes, de fabricantes e importadores de bebidas destiladas estão treinando gratuitamente donos e funcionários dos estabelecimentos oferecendo orientações sobre como identificar bebidas falsificadas ou adulteradas.

Ministrados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) e Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), os cursos detalham como identificar sinais de falsificação em garrafas, tampas, rótulos e líquidos. 

Segundo as entidades, a análise deve começar pela tampa, considerada o principal ponto de segurança dos produtos: tampas originais apresentam acabamento preciso, sem amassamentos ou espaçamentos e com arte impressa de alta qualidade. A presença de lacres plásticos sobrepostos a tampas decoradas é um forte indicativo de adulteração, segundo as associações.

Outro ponto de atenção é o selo fiscal, obrigatório em bebidas destiladas importadas. Produzido pela Casa da Moeda do Brasil, o selo autêntico possui holografia que revela apenas uma letra por vez – R, F ou B. Se todas as letras forem visíveis simultaneamente, há a possibilidade de o selo ser falsificado.

Segundo as associações, garrafas da mesma marca devem ter o mesmo nível de enchimento e líquidos translúcidos, sem impurezas. Diferenças de coloração entre as unidades podem indicar falsificação.

As entidades ressaltam que produtos legítimos apresentam impressão de alta qualidade, com informações obrigatórias em português, como ingredientes, origem e número de registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Erros de grafia são considerados sinais claros de falsificação.

Cuidados

“O treinamento alerta para os riscos legais e sociais do mercado ilegal. Estabelecimentos que compram de canais informais ou deixam de exercer cautela na aquisição de bebidas podem ser responsabilizados criminalmente”, dizem as associações, em nota.

O curso orienta ainda sobre o descarte correto das garrafas vazias. Para as entidades, 100% das bebidas falsificadas identificadas em operações policiais foram envasadas em garrafas originais reutilizadas.

“A expansão desse mercado [informal] no Brasil não apenas coloca em risco a saúde da população. Um produto ilegal é vendido, em média, 35% mais barato do que o original. A diferença pode chegar a até 48%, resultado da alta carga tributária do setor e da impunidade, que estão entre os principais fatores que estimulam o comércio ilícito”, disse o presidente da ABBD, Eduardo Cidade.

Segundo levantamento, feito em abril, pelo Núcleo de Pesquisas e Estatísticas da Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo (FHORESP), 36% das bebidas comercializadas no Brasil são falsas, adulteradas ou contrabandeadas. 

“Orientamos as empresas a redobrar a atenção nas compras: verificar sempre a procedência dos produtos, adquirir apenas de fornecedores conhecidos e exigir a nota fiscal. Sempre que possível, recomenda-se checar a autenticidade da nota junto à Receita Federal para evitar o risco de utilização de notas frias”, disse a federação, em nota.

A entidade ressaltou que o cuidado deve ser intensificado em festas realizadas fora dos ambientes controlados, em locais sem alvará e sem fiscalização. “Nesses locais, a presença de bebidas falsificadas e perigosas é ainda mais recorrente, colocando a saúde dos consumidores em risco extremo”.

Medo altera hábitos

Os casos de contaminação de bebidas alcoólicas com metanol no estado de São Paulo têm alterado os encontros sociais na capital paulista. O garçom Marcílio Eduardo Ferreira da Silva Júnior disse que poderá ter de suspender a festa de aniversário, que realizaria um bar no centro da capital paulista. 

“Sábado agora é meu aniversário e eu iria fazer [a comemoração] aqui no bar. Mas diante dessas coisas que estão acontecendo, de bebidas adulteradas, estou pensando em não fazer. É triste, estou com medo, gosto de beber gin, gosto de beber whisky, mas acho que não vai ter”, assegura. 

Rafael Douglas Martins, funcionário de um bar em Santa Cecília, bairro da zona Oeste de São Paulo, conta que caiu o consumo de bebidas destiladas durante a semana. E a partir desta quinta-feira (2), o próprio bar decidiu parar de vendê-las por precaução. O retorno das vendas ocorrerá apenas depois que a situação se normalizar.

Hoje a gente suspendeu as vendas por uma questão mais de segurança, tanto do cliente como nossa também. Não estamos vendendo destilados, que é o whisky, o gin, e até mesmo caipirinha e vodca”, disse.

Martins ressalta que a decisão de parar de vender ocorreu mesmo tendo fornecedores confiáveis. “São confiáveis, temos nota, tudo certinho. É sempre o mesmo fornecedor desde sempre”, finaliza.

*Colaborou a TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova urgência para crime hediondo de falsificação de bebidas

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (2), o regime de urgência para proposta que torna crime hediondo a adulteração de alimentos ou bebidas a partir da adição de ingredientes que possam causar risco à vida ou grave ameaça à saúde. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no plenário, sem passar antes pelas comissões. 

A mobilização do parlamento ocorre após o registro de diversos casos em São Paulo e outros estados de intoxicação pela presença de metanol em bebidas alcoólicas adulteradas. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de casos em todo o país chegou a 43. No estado de São Paulo foram registradas seis mortes

O crime hediondo é inafiançável e insuscetível de graça, indulto ou anistia, fiança e liberdade provisória. O projeto não propõe a extensão da pena, mas a lei de crimes hediondos determina penas de até 30 anos, com progressão de regime mais lenta. 

Emergência médica 

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte. 

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese)

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir: 

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001 
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada – veja lista aqui 
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente


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Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 12 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.922 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (2). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 12 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 04 – 23 – 30 – 39 – 40 – 41

  • 13 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 97.420,54 cada
  • 1.454 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.435,75 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (4), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Moraes autoriza investigação para apurar ameaças contra Flávio Dino

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (2) a abertura de uma investigação para apurar ameaças feitas pelas redes sociais contra o ministro Flávio Dino.

A decisão foi motivada por um pedido da Polícia Federal (PF) para que o caso seja avaliado pela Corte.

No dia 10 de setembro, Dino disse que passou a ser alvo de “ameaças graves” contra sua vida e integridade física após proferir voto pela condenação de Bolsonaro e mais sete réus pela trama golpista. Após o episódio, o ministro pediu que a PF investigue o caso.

De acordo com a Polícia Federal, as ameaças contra Flávio Dino têm ligação com a atuação de milícias digitais durante o governo de Jair Bolsonaro e também devem ser investigadas pela Corte.

Moraes também determinou que as plataformas Meta, TikTok e YouTube forneçam, no prazo de 48 horas, os dados cadastrais de 50 perfis que realizaram as ameaças.

Em outro caso ocorrido recentemente, a PF indiciou uma mulher que tentou agredir Dino durante voo entre São Luís e Brasília. A acusada, que não teve o nome divulgado oficialmente, vai responder pelos crimes de injúria e incitação do crime.

Fonte: Agência Brasil

Após debate, CLDF deve enviar ofício ao GDF para suspender despejos até votação do PDOT 

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A sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quinta-feira (2) foi transformada em comissão geral para discutir os desafios à implementação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). As áreas de regularização de interesse social (Aris) e o direito à moradia digna estiveram no centro do debate.

Como desdobramento, o deputado Fábio Felix (PSOL), que conduziu a discussão, sugeriu o envio de um ofício assinado por ele e pelo presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), ao govenador Ibaneis Rocha, pedindo a suspensão das derrubadas de casas até a votação do PDOT. Além disso, o parlamentar acatou a sugestão de organizar um seminário/debate com especialistas na área de ocupação e ordenamento territorial antes da apreciação do projeto de lei complementar nº 78/2025, que aprova o PDOT.

Felix informou que a proposição deve ser votada em dezembro, conforme acordado pelo Colégio de Líderes. Ainda segundo ele, todas as alterações ao texto do Buriti – a serem apresentadas na forma de emenda – devem ser protocoladas este mês.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

 

Áreas de interesse social

O professor da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do projeto “Vida & Água para Aris”, Perci Coelho de Souza, avaliou que a proposta do PDOT pode significar uma “tragédia socioambiental anunciada” para as áreas de regularização de interesse social. Ele elencou discrepâncias nos números e áreas de Aris, considerando diferentes fontes: o geoportal do GDF, o IBGE e a Secretaria de Habitação.

De acordo com o especialista, até 2024, o Distrito Federal tinha 56 Aris. O PLC do PDOT prevê 84. “Toda a poligonal do Recanto das Emas, de Santa Maria e do Paranoá passou a ser Aris. É um contrassenso do ponto de vista do conceito. O que está por trás dessa mudança conceitual de Aris? Na nossa opinião, tem as mãos do sujeito oculto sempre nessas audiências, que é a Terracap, o interesse de mercantilização dessa tragédia que está se tornando os despejos na periferia”, defendeu o professor.

As derrubadas de casas dos moradores de várias Aris foram tema de diversas manifestações ao longo da comissão geral. “Hoje, áreas consolidadas e que estão até na minuta do PDOT estão sofrendo com derrubadas truculentas. Somente esta semana, 35 moradias foram derrubadas no Morro da Cruz, em São Sebastião”, lamentou Romário Leal Lobo.

Assim como outros participantes, a deputada federal Erika Kokay (PT) pregou a suspensão desses despejos até a votação do PDOT – que prevê a regularização de muitas dessas áreas ocupadas. “Tem que pensar nas pessoas quando se organiza um plano diretor de ordenamento territorial”, reforçou. A parlamentar aproveitou para sugerir que o debate seja levado, também, para a Câmara dos Deputados, na forma de audiência pública, “para fazer ponte com o governo federal”.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

 

Moradia digna

“Vivemos hoje as consequências da ocupação sem planejamento ou compromisso do Estado com a vida”, afirmou Lúcia Mendes, do Fórum em Defesa das Águas, Clima e Meio Ambiente. “Cabe ao Estado organizar a ocupação, garantindo políticas de habitação digna; não se trata apenas de um teto sobre as cabeças, pressupõe serviços básicos. E o PDOT deveria ter como centralidade essa defesa da vida”, destacou. A militante concluiu: “Temos a oportunidade de transformar a cidade em um lugar mais justo e inclusivo. O desafio desta Casa é enorme e urgente”.

Por sua vez, a subsecretária de Políticas e Planejamento Urbano (Suplan) da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Juliana Machado Coelho, dedicou-se a explicar o capítulo do projeto de lei complementar do PDOT intitulado “Promoção de Moradia Digna”. Segundo informou, o texto resulta da análise das áreas do PDOT vigente que ainda não foram ocupadas; aquelas que eram para oferta de habitação de interesse social e ainda não foram parceladas; bem como da  avaliação do déficit e da demanda habitacional, a partir de estudos do Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF).

De acordo com a subsecretária, a proposta tem três estratégias: a provisão habitacional, a regularização fundiária e o zoneamento inclusivo, “pensando sempre no direito à cidade”. A gestora explicou, também, que a quantidade de Aris foi ampliada porque há muitas ocupações já consolidadas.

Alerta: vazios urbanos

O engenheiro e pesquisador do projeto “Vida & Água para Aris”, Adauto Santos, apresentou números do Censo 2022 e projeções populacionais do IBGE para o Distrito Federal para fazer o alerta: “Estamos correndo o risco de implementar grandes vazios urbanos”.

Uma projeção do IBGE estima que, em 2077, a população do DF será menor do que a de 2022, ano em que a unidade federativa registrou 2.817.000 moradores. O pico populacional seria em 2042, quando a população projetada seria de 3.118.000 habitantes.

“Quando o PDOT pega todas as áreas passíveis de urbanização e coloca as densidades máximas previstas, nós conseguimos colocar nessas áreas 10 milhões de pessoas. É uma total dissociação, e isso pode gerar problemas gravíssimos ao meio ambiente”, explicou o pesquisador.

Adauto Santos levantou, ainda, outra reflexão: “Segundo o Censo de 2022, tínhamos 182.657 domicílios vazios no DF e tínhamos um déficit habitacional de 100,7 mil unidades imobiliárias; ou seja, mais unidades vazias do que déficit habitacional. E por que há pessoas sem casa?”. Ele mesmo emendou com a resposta: “Porque mais de 65% desse déficit estão na população de classe média baixa e baixa. E onde estão os imóveis vazios? Com a classe média alta. E as políticas do governo são para fazer loteamento para a classe alta, como o Setor Jóquei Clube e a 3ª Etapa do Taquari”.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

PDOT

A Constituição Federal determina que o plano diretor de ordenamento territorial é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. Ele é o instrumento central da política de desenvolvimento e expansão urbana. Seu objetivo é assegurar as funções sociais da cidade e o bem-estar de seus moradores.

O Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001) e a Lei Orgânica do DF também exigem a elaboração desse plano diretor. Essas normas definem o conteúdo mínimo do planejamento e determinam sua revisão a cada dez anos. No DF, ainda está em vigor o PDOT estabelecido pela Lei Complementar nº 803/2009. O PLC que revisa o plano diretor foi enviado pelo Executivo em agosto deste ano.

Fonte: Agência CLDF

Ana Sátila é bronze no Mundial de Canoagem Slalom

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A brasileira Ana Sátila conquistou a medalha de bronze na prova do C1 (canoa individual) na edição 2025 do Campeonato Mundial de Canoagem Slalom, nesta quinta-feira (2) em Sydney (Austrália).

Na decisão da prova de canoa individual, Ana Sátila completou a descida em 110s98, mas teve dois segundos acrescidos por causa de penalidades, finalizando com 112s98. A brasileira ficou atrás apenas da polonesa Klaudia Zwolinska, campeã com 108s49, e da atleta independente Alsu Minazova, que levou a prata com 112s88.

“Estou muito feliz com essa medalha de bronze na canoa. Subir ao pódio em um Mundial é muito especial. Recebi muito apoio do Comitê Olímpico, da Confederação Brasileira de Canoagem, dos meus patrocinadores e da minha família. Muitas pessoas contribuíram para que esse resultado fosse possível. Continuem torcendo, porque amanhã tem o caiaque. Um beijo”, afirmou Ana Sátila.



Fonte: Agência Brasil

CLDF recebe mostra que conscientiza sobre câncer de mama

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Em adesão à campanha outubro rosa, a Câmara Legislativa recebe a exposição A jornada, com fotos de pessoas anônimas e famosas diagnosticadas com o câncer de mama. Realizada pela Associação Recomeçar, a iniciativa divulga informações e fortalece as recomendações do Ministério da Saúde para o diagnóstico precoce e a prevenção. A mostra, que conta com o apoio do Conselho Curador de Cultura da Casa e dos distritais Wellington Luiz (MDB) e Gabriel Magno (PT), foi inaugurada neste quinta-feira (2) e segue disponível para visitações no Foyeur do Plenário até 31 de outubro, das 9h às 19h.

Esta edição rememora todas as exposições anteriores, que se sucederam entre 2013 e 2022. As imagens e os depoimentos refletem as jornadas de 14 mulheres e de um homem diagnosticados com o câncer de mama. Embora a incidência esmagadora seja de casos feminino, homens representam 1% das vítimas.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

A fundadora da Recomeçar, Joana Jeker, defendeu o diagnóstico precoce como política de estado e de governo para potencializar as chances de cura, que chegam a 95% quando a descoberta ocorre no início. “É importante que a mulher se cuide, se toque e faça seus exames regularmente, como a mamografia, preconizada a partir dos 40 anos”, orientou.

Paciente oncológica metastática aos 31 anos, Talita do Monte destacou como “muito importante” a interação com pessoas que passaram pelos mesmos processos que ela no enfrentamento à doença. Já a presidente do Conselho Curador, Jane Marrocos, salientou que políticas públicas efetivas voltadas para questões de saúde salvam vidas. Outro aliado no combate, segundo a subsecretária de Transformação Tecnológica e Inovação Feminina da Secretaria da Mulher do DF, Sandra Faraj, é o acesso à informação por dispositivos tecnológicos.

Um espaço de luta e acolhimento

A Recomeçar é uma associação sem fins lucrativos de mulheres mastectomizadas de Brasília, que atua principalmente na articulação de políticas públicas e promoção do controle social para garantir a celeridade em processos reabilitadores de pessoas afetadas pelo câncer de mama e tratadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

Oncologia no DF

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, com 23% dos novos diagnósticos identificados dentre todos os tipos da doença. No Brasil, estima-se a ocorrência de 704 mil novos casos oncológicos no período de 2023 a 2025. Desses, para cada ano, cerca de 74 mil são de câncer de mama.

Tramita na Câmara Legislativa o projeto de lei 1124/2024, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), que propõe dispensar o pedido médico para mamografia de rastreamento do câncer nas mulheres, no âmbito do Distrito Federal.

Ao todo, 36 leis distritais concentram-se em demandas da oncologia. Alguns destaques são a Lei nº 4.761/2012, que trata da obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora da mama para mutilação decorrente de tratamento de câncer; a Lei nº 2.801/2001, que garante a distribuição gratuita de medicamentos para pacientes oncológicos. Outras normas que versam sobre o tema são a Lei nº 5.865/2017, que estabelece o fornecimento de peruca às pessoas com alopecia provocada pela aplicação de quimioterapia ou por outro problema de saúde; e a Lei nº 3.078/2002, que concede o direito a uma folga anual às trabalhadoras para realização de exame do controle do câncer.

Fonte: Agência CLDF

Familiares vivem apreensão após captura de brasileiros por Israel

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“A cada hora que passa sem notícias, cresce o desespero da família, dos amigos e de todos que acompanham essa tragédia.” O pedido de socorro que começou a circular nos aplicativos de mensagem na madrugada desta quinta-feira (2) é assinado por Luiz Rodolfo Viveiros de Castro. O enteado dele, Miguel Viveiros de Castro, faz parte da delegação brasileira que integra a Global Sumud Flotilha, a frota de embarcações que tentava furar o bloqueio de Israel a Gaza. 

Vários navios foram interceptados por Israel na noite de quarta-feira (1º). Mas não houve confirmação se o barco de Miguel, o Catalina, está sob poder das forças israelense. Em nota, os organizadores da Global Flotilha confirmam que perderam o contato com Miguel. 

“Presume-se que a embarcação tenha sido interceptada, diante do bloqueio de comunicações provocado pelas forças sionistas”, informa a nota.

Os organizadores da flotilha também tentam contato com João Aguiar, que estava no veleiro Mikeno. O barco vinha sendo monitorado, mas desde as 14h35 (horário de Brasília), eles perderam o contato e o acesso às imagens das câmeras da embarcação.

“Embora o rastreador indique que o barco tenha alcançado as águas territoriais de Gaza, não houve mais sinais de navegação e, até o momento, não sabemos seu paradeiro”, informam os organizadores. 

Em nota, a Global Sumud Flotilha, exige que Israel confirme o paradeiro dos brasileiros. 

“Exigimos que sejam confirmados, de forma nominal, os cidadãos brasileiros sequestrados pelas forças israelenses, e que seja imediatamente informado o paradeiro de João Aguiar, a bordo do barco Mikeno, e de Miguel de Castro, a bordo do Catalina”, diz a nota da Global. 

Segundo os organizadores da flotilha, até o final da manhã desta quinta-feira, foram confirmadas as capturas de 12 membros da delegação brasileira. Entre eles, Mohamad El Kadri, de 62 anos de idade. 

“Se tivéssemos 10 iguais a ti, estaríamos num mundo mais justo, mais igualitário e mais legal de se viver”, diz a frase que faz parte da homenagem que Jihad El Kadri postou nas redes sociais horas depois de saber que o pai tinha sido capturado. 


Brasília (DF), 02/10/2025 - Imagem de Jihad El Kadri, filho de um dos capturados por Israel na Flotilla, Mohamad El Kadri. Foto: Jihad El Kadri/Instagram
Brasília (DF), 02/10/2025 - Imagem de Jihad El Kadri, filho de um dos capturados por Israel na Flotilla, Mohamad El Kadri. Foto: Jihad El Kadri/Instagram

Mesmo sabendo do paradeiro do pai, Jihad também vive a apreensão e explicou que fez a postagem para chamar a atenção das autoridades.

“Foi a forma de pôr para fora tudo o que eu estava sentido: o desespero. Para conseguir chegar até as autoridades, porque quero que meu pai volte com saúde. E para expor toda minha revolta, continuar essa luta pacífica que a gente tem há muitos anos”. 

A última informação que Jihad tem do pai se resume ao vídeo gravado antes da partida da flotilha. O vídeo faz parte do protocolo de segurança e só é divulgado quando os ativistas são presos. 

“Se vocês estão vendo esse vídeo, é porque eu fui sequestrado pelas forças sionistas de ocupação, em águas internacionais, o que é proibido”, diz Mohamad no vídeo. 

A apreensão não é exclusiva dos familiares. “Temos notícias de que já teria começado algum interrogatório. Mas nem isso está confirmado”, disse a vereadora pelo PT de Campinas Guida Calixto. Ela é colega de Mariana Conti, também vereadora em Campinas, pelo PSOL, que integra a flotilha. 

“Como hoje é feriado em Israel, talvez isso gere alguma dificuldade”, justifica Guida sobre a falta de informações. 

A Embaixada do Brasil em Israel informou que, devido ao feriado de Yom Kippur, o atendimento consular só seria retomado na sexta-feira (3). 

“Nossa preocupação é que o governo brasileiro interceda. Esperamos que eles sejam libertados o mais rápido possível”, manifestou Guida. 

Os 12 integrantes da delegação brasileira que tiveram a prisão confirmada são:

  • Thiago Ávila, a bordo do barco Alma; 
  • Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, vereadora Mariana Conti e Nicolas Calabrese (argentino com residência no Brasil), a bordo do barco Sirius;
  • Ariadne Telles e Mansur Peixoto, a bordo do barco Adara; 
  • Gabriele Tolotti (presidente PSOL-RS) e Mohamad El Kadri, a bordo do barco The Spectre; 
  • Lucas Gusmão, a bordo do barco Yulara e
  • Luizianne Lins, deputada federal, a bordo do barco Grand Blue. 

Fonte: Agência Brasil