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Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante de ameaças de Trump

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Diante das ameaças de Donald Trump de “tomar Cuba”, o governo em Havana tem estudado a movimentação militar dos Estados Unidos (EUA) na região. O embaixador cubano José R. Cabañas Rodríguez destacou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual o país se preparou.   

“Os que precisam analisar a iminência, ou não, da invasão fazem o seu trabalho, se estuda constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse o diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.

Cabañas destacou à Agência Brasil que o risco de uma ação militar dos EUA está presente em Cuba desde o triunfo da Revolução, em 1959, e que sempre ressurge quando os EUA percebem um momento de fragilidade econômica que possa oferecer uma chance de sucesso

“É uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou, e entendemos aqui que a chave para enfrentar tal situação é a unidade do povo”, completou, lembrando da invasão da Praia Girón, em 1961, apoiada pelos EUA e vencida pelas forças leais a Fidel Castro.   

O diplomata Cabañas atuou como representante de Havana em Washington a partir de 2012, tendo sido o primeiro embaixador de Cuba nos EUA durante governo de Barack Obama.

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Invasão iminente?

O também professor de relações internacionais José Cabañas lembrou que, em muitos momentos, a invasão de Cuba parecia iminente, como quando os EUA invadiram a ilha de Granada, em 1983, ou durante a invasão dos EUA no Panamá, em 1989.

“No ano de 1989, houve uma grande mobilização de forças militares nas proximidades de Cuba. Algumas pessoas pensavam que a invasão contra Cuba era iminente”, comentou.

Cabañas destacou o agravante que, no caso de Cuba, os estadunidenses não precisariam se deslocar até a ilha. “Porque a base naval ilegal em Guantánamo permanece ocupada, onde eles mantêm forças e recursos. Assim, várias gerações de cubanos cresceram e viveram suas vidas sob essa ameaça”, disse. Os EUA têm uma base em Guantánamo, em Cuba, desde 1903. 

Diferentemente de outras épocas, agora existe um excesso de informação sobre possível invasão a Cuba que o diplomata avalia como tentativa de amedrontar a população.

“Sabemos que as guerras atuais se lutam, de alguma maneira, usando a informação. Se trata de contaminar o país e a população que vão ser agredidos, para que as pessoas tenham medo, se desanimem. Lemos o que publica a imprensa corporativa estadunidense indicando nessa direção [da invasão]. Entendemos que se quer intoxicar a nossa população”, comentou.

Negociação com EUA

A Casa Branca tem renovado constantemente as ameaças de ação militar contra Cuba após o recrudescimento do bloqueio econômico imposto à ilha, com ameaças de sanção aos países que vendam petróleo para Havana.

A medida fez Cuba ficar mais de três meses sem receber uma gota de petróleo, levando a apagões diários de mais de 12 horas na capital e de até o dia inteiro em municípios do interior do país de 11 milhões de habitantes. 

No final de março, um petroleiro russo furou o bloqueio dos EUA com 100 mil toneladas métricas de petróleo bruto, dando um pequeno alívio ao país. Porém, a carga daria para suprir a demanda de um terço do consumo de um mês, segundo o governo local. 

Nesse contexto, foram iniciadas negociações entre Havana e Washington em busca de acordo que permita a Cuba importar petróleo.

O diplomata e acadêmico José Cabañas destacou que não é a primeira vez que Cuba faz negociação com a Casa Branca, mas que não deve admitir concessões que violem a soberania frente aos EUA.

“Sempre negociamos com os EUA e com qualquer outro país a partir de uma posição de igualdade, respeito e reciprocidade. E Cuba nunca, nem mesmo nas piores circunstâncias, considerou que precisasse fazer concessões para alcançar uma relação respeitosa com os EUA”, destacou.

Cuba denuncia bloqueio na ONU

Na semana passada, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou às Nações Unidas (ONU) o bloqueio energético dos EUA contra o país como punição coletiva, com objetivo de subjugar o povo cubano pela fome, doenças e escassez de bens de primeira necessidade.

“Mais de 96 mil cubanos, incluindo 11 mil crianças, aguardam cirurgias devido aos cortes de energia, apesar dos esforços das instituições de saúde para encontrar soluções. Mais de 16 mil pacientes que necessitam de radioterapia e 2.888 que dependem de hemodiálise são afetados pela interrupção de serviços que exigem fornecimento estável de energia”, disse.

Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento”, com as dificuldades enfrentadas pela população, após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelos EUA a partir do final de janeiro deste ano. 

A luta pela opinião pública dos EUA

Na semana passada, Díaz-Canel recebeu parlamentares do Partido Democrata dos EUA, que são críticos ao bloqueio energético imposto por Trump. A deputada Pramila Jayapal defendeu que os EUA e Cuba deveriam normalizar as relações. 

“O embargo dos EUA contra Cuba é o mais longo da história mundial — e o bloqueio de combustível está causando uma crise humanitária ainda maior para o povo cubano”, comentou em uma rede social.

O embaixador José Cabañas Rodríguez disse que, dentro dos EUA, existe um movimento de solidariedade a Cuba que pode pressionar contra uma invasão.

“É talvez uma grande contradição que, no país com uma política oficial agressiva contra Cuba, existe possivelmente um dos maiores movimentos de solidariedade que temos no exterior, e que está ativo”, ressaltou.

Para falar diretamente com a opinião pública norte-americana, o presidente cubano concedeu entrevista exclusiva à emissora NBC News, publicada nesse domingo (12), destacando a determinação do governo de resistir a qualquer ação militar contra o país. 

“Se isso acontecer [uma invasão], haverá combate, haverá luta. Nós nos defenderemos, e se tivermos que morrer, morreremos, porque como diz nosso hino nacional: ‘morrer pela pátria é viver’”, afirmou.

O aperto do cerco econômico ao país caribenho neste ano reforça a tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas. O embargo dos EUA contra Cuba já dura 66 anos, com as primeiras medidas adotadas logo após a Revolução Cubana, de 1959.

Fonte: Agência Brasil

Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027

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As negociações em torno do Anexo C do Tratado de Itaipu, entre Brasil e Paraguai, caminham para definir uma redução no valor da tarifa de energia gerada pela usina hidrelétrica binacional, uma das maiores do planeta, a partir de 2027.

A informação é do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, que concedeu entrevista a jornalistas na sede da empresa, em Foz do Iguaçu (PR), nessa segunda-feira (13).

“A ideia é que, no máximo em dezembro desse ano, a gente possa anunciar a tarifa para o ano que vem ou para os próximos anos, depende da negociação e como se monta isso. Mas uma coisa é certa, a partir do ano que vem, seremos a menor tarifa do país”, garantiu Verri.

O diretor-geral brasileiro lembrou que, em 2024, foi assinada ata entre os dois países prevendo que o valor da tarifa da energia da hidrelétrica consideraria apenas os custos operacionais da usina, ficando entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês (kW/mês).

O Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse) de Itaipu entre os anos de 2024 e 2026 foi definido previamente em US$ 19,28 kW/mês, aprovado pelo Conselho de Administração da usina. Porém, a tarifa comercializada pelo lado brasileiro é de US$ 17,66 kW/mês, viabilizada por um aporte extra de Itaipu, no valor de US$ 285 milhões, de forma a assegurar a modicidade tarifária.

Essa estrutura tarifária está em vigor nos últimos anos por um acordo temporário e vale até o fim dezembro, quando os dois sócios definirão a nova modelagem tarifária. No caso brasileiro, a tarifa de repasse é o valor a ser pago pelas distribuidoras cotistas para aquisição da energia da hidrelétrica, que é comercializada pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).

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O Tratado de Itaipu foi firmado entre dois países em 1973 e previa que, após 50 anos, haveria uma revisão do Anexo C, que regula as bases financeiras da usina e as regras para precificação e prestação dos serviços de eletricidade. A geração de energia a partir de Itaipu é igualmente dividida entre Brasil e Paraguai, mas o país vizinho não consome toda a sua cota de 50% e, por isso, tem interesse em aumentar o valor da tarifa. Já do lado brasileiro, o interesse vai no sentido oposto e o objetivo é oferecer energia mais barata aos consumidores. A Itaipu representa cerca de 8% da energia consumida pelo Brasil.  

 


Foz do Iguaçu (PR), 13/04/2026 - Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, nas instalações da Itaipu. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 13/04/2026 - Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, nas instalações da Itaipu. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Para nós, política pública é energia barata, porque quanto mais barata for essa energia, mais inclusão social. Energia barata é para dona de casa, para o trabalhador, para o estudante. E para indústria também. Agora, o Paraguai espera esse preço alto para financiar o seu desenvolvimento. Que, sob a ótica do país, não há muito a se discutir também. Coloque-se no lugar de um país que quer se desenvolver”, disse Verri.

Ao comentar as posições na mesa de negociação, ele afirmou que o Paraguai tem números positivos, está avançando e espera ter a receita de Itaipu para investir na estrutura, na construção. Uma das possibilidades em negociação é que a cota paraguaia da energia gerada pela usina possa ser vendida no mercado livre de energia do Brasil, diretamente para distribuidoras e empresas.

Pelo tratado bilateral, as decisões da diretoria de Itaipu, composta por seis diretores brasileiros e seis paraguaios, devem se dar sempre por consenso. “Tem que ter muita negociação e, claro, é preciso muito cuidado no trato”, acrescentou. Os termos da revisão do Anexo C estão sendo negociados diretamente pelas altas partes do país, que envolvem chanceleres e ministros de Minas e Energia dos dois lados. Além disso, a revisão do tratado, quando for concluída, ainda precisará ser aprovada pelos parlamentos dos dois países

Com 20 unidades geradoras, de 700 megawatts (mW) cada, e 14 mil megawatts (MW) de potência instalada, Itaipu é a terceira maior usina hidrelétrica do planeta em capacidade, mas costuma estar no topo entre as que mais produzem energia anualmente. Responde por 8% da demanda do mercado brasileiro e 78% do mercado paraguaio.

Atualização tecnológica

Atualmente, a hidrelétrica passa por um processo de atualização tecnológica. Os detalhes foram apresentados durante visita às instalações da usina, a convite da Itaipu Binacional. O plano começou a ser executado em maio de 2022 e prevê 14 anos de implementação, com conclusão em 2035 e cerca de US$ 900 milhões em investimentos totais previstos. Equipamentos eletromecânicos pesados, como turbinas, bem como a própria barragem, com quase 200 anos de vida útil, não são incluídos no projeto, pois, segundo a empresa, estão em excelentes condições e passam por rigorosas manutenções programadas.

As mudanças ocorrerão principalmente em equipamentos eletrônicos, alguns ainda analógicos da década de 1980, e nos sistemas computacionais. Também estão previstas a modernização do centro de controle, de cada uma das 20 unidades de geração de energia, a reforma de uma subestação de energia elétrica e a construção de almoxarifados para armazenar equipamentos.

A Itaipu Binacional ainda estuda a possibilidade de aumentar a geração de energia, com a eventual instalação de mais duas turbinas, o que demanda complexos estudos de impacto socioambiental e econômico, ou até o aumento da produtividade das atuais unidades geradoras.

“Quando elas foram feitas, 20 anos atrás, a ciência estava em um grau. Hoje, a ciência é outra. Então, você pode aumentar a produção ou a produtividade. Estamos preparando uma licitação para contratar um estudo internacional sobre isso”, disse Enio Verri.

 

*A equipe da Agência Brasil viajou a convite da Itaipu Binacional.

Fonte: Agência Brasil

Jornada menor e auxílio-creche: veja o que muda para terceirizados

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Terceirizados que prestam serviço à administração pública têm direito, a partir desta terça-feira (14), ao benefício do reembolso-creche e à redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. 

O Diário Oficial da União traz publicadas hoje as instruções normativas que preveem os benefícios.

As normas tratam dos trabalhadores que cumprem regime de dedicação exclusiva e beneficiam mais de 40 mil terceirizados.

Reembolso-creche

De acordo com o Ministério de Gestão e Inovação, mais de 14 mil crianças menores de seis anos serão contempladas pela Instrução Normativa n° 147/2026 e receberão o benefício. 

O valor repassado será exatamente igual aos pagos aos servidores públicos federais: R$ 526,64  por dependente, por mês.

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Redução de jornada

A Instrução Normativa n° 148/2026 prevê a diminuição das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem alteração de salário. A medida deve alcançar até 60 mil pessoas, de acordo com o MGI. Veja aqui a lista das atividades contempladas.

A decisão dá continuidade à ação iniciada em 2024, que já beneficiou 12 categorias de trabalhadores em outras duas fases, quando cerca de 20 mil pessoas foram beneficiadas. 

A redução passa a abranger agora todos os demais postos que se enquadram nesse tipo de contrato. Ficam de fora apenas os trabalhadores que cumprem regime de escala de revezamento 12 por 36 horas ou 24 por 72 horas.
 

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 45 milhões nesta terça-feira

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As seis dezenas do concurso 2.996 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 45 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet no site das Loterias Caixa.

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O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 


Fonte: Agência Brasil

TSE retoma julgamento que pode cassar governador de Roraima

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma nesta terça-feira (14), às 19h, o julgamento que pode tornar o ex-governador de Roraima, Antonio Denarium, inelegível para disputar as eleições de outubro e cassar o mandato do atual governador do estado, Edilson Damião, por abuso de poder nas eleições de 2022.

O caso começou a ser analisado em agosto de 2024 e já foi suspenso duas vezes por pedidos de vista.

Na semana passada, Denarium renunciou ao cargo para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro, conforme determina o prazo de desincompatibilização definido pela legislação eleitoral.

Com a saída, Damião, que era vice-governador, assumiu o comando do governo estadual.

Até o momento, o placar do julgamento está 2 votos a 0 pela cassação da chapa. Os votos foram proferidos pela relatora, Maria Isabel Galotti, que já deixou o tribunal, e o ministro André Mendonça. Faltam os votos de cinco ministros.

Se a maioria dos ministros mantiver o entendimento, o TSE poderá determinar novas eleições para mandato-tampão de governador do estado.

Acusação

O TSE julga um recurso protocolado pela defesa do governador. Em 2023, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) cassou o mandato de Denarium e de seu vice por entender que houve ilegalidade na distribuição de cestas básicas e benefícios para reforma de casas durante o ano eleitoral.

Em agosto de 2024, a relatora votou pela cassação do governador.

Em novembro do ano passado, André Mendonça também votou pela cassação da chapa.

Após o voto, Nunes Marques pediu vista e interrompeu a análise do caso. Marques será o próximo a votar. 

Defesa

Durante a tramitação do processo, a defesa do governador pediu a anulação da decisão que cassou o mandato e disse que não houve irregularidades na distribuição dos benefícios. Segundo os advogados, não houve a criação de novos programas sociais, mas a reunião dos já existentes. 

Fonte: Agência Brasil

Parcelou pagamento do IPVA 2026? Então, fique atento! Parcela de abril vence nesta quarta-feira (15/04)

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IPVA 2026: parcela de abril vence na quarta-feira (15/04) em Goiás
Donos de veículos devem ficar atentos ao calendário de pagamento do tributo, com vencimento no dia 15 de cada mês. Boleto pode ser emitido pela internet (Foto: Denis Marlon)

Vence nesta quarta-feira (15/04) a parcela de abril do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 e do licenciamento anual. Conforme o calendário divulgado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria da Economia, a data de pagamento é a mesma para todos os finais de placa.

O motorista deve emitir o boleto ou documento único de arrecadação no portal de serviços do Governo de Goiás, o Expresso (http://www.go.gov.br) ou no site do Detran Goiás (http://goias.gov.br/detran).

Basta clicar em “Consultar veículo – IPVA, multas e CRLV” e seguir os passos. No smartphone, outra opção é o aplicativo Detran GO ON. Para atendimento presencial, é necessário buscar uma unidade do Vapt Vupt.

IPVA 2026 – calendário

As parcelas do IPVA 2026 e do licenciamento anual para todos os finais de placa têm vencimento no dia 15 de cada mês ou no dia útil seguinte, se for final de semana ou feriado.

Para os donos de veículos com final de placa 1 e 2, a nona e última parcela será em setembro. Nos outros casos, o parcelamento em dez vezes termina em outubro.

Quem preferir quitar o IPVA em cota única também precisa emitir o boleto on-line, nos mesmos canais oficiais.

O pagamento deve ser feito até 15 de setembro para os finais de placa 1 e 2, ou 15 de outubro, no caso dos finais de 3 a 0.

Para tirar dúvidas sobre o IPVA, a Receita Estadual disponibiliza o telefone (62) 3309-6950 e o e-mail atendimentogipva.economia@goias.gov.br, além da seção de perguntas e respostas sobre IPVA no site da Secretaria da Economia (https://goias.gov.br/economia/ipva/).

Secretaria de Estado da Economia – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

CLDF debate expansão de Samambaia em audiência pública sobre infraestrutura, mobilidade e serviços

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Audiência ocorrerá na Escola Classe 431 de Samambaia, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará, na quarta-feira (15), às 19h, audiência pública com o tema “A expansão de Samambaia comporta o crescimento: infraestrutura, mobilidade e serviços em debate”. O encontro ocorrerá na Escola Classe 431 de Samambaia, localizada na QS 43, Área Especial 01.

De iniciativa da deputada Paula Belmonte (PSDB), a audiência tem como objetivo identificar gargalos estruturais e discutir a adequação dos serviços relacionados à mobilidade urbana, ao transporte público, à saúde, à educação, à segurança pública, ao saneamento básico e à manutenção de equipamentos urbanos essenciais na região.

Segundo a justificativa da parlamentar, o crescimento populacional de Samambaia ampliou a pressão sobre a infraestrutura urbana e os serviços disponíveis, o que evidencia a necessidade de planejamento integrado e de ampliação da oferta para garantir melhores condições de vida à população.

A audiência pode ser acompanhada ao vivo pela TV Câmara Distrital.

Fonte: Agência CLDF

Em reação a Trump, Irã ameaça retaliar portos do Pérsico e Mar de Omã

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As Forças Armadas da República Islâmica do Irã ameaçaram retaliar contra portos no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso a segurança dos portos iranianos seja colocada em risco.

“Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nas águas do Golfo Pérsico e do Mar de Omã estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará seguro”, diz comunicado do Quartel-General Central do Khatam al-Anbiya, divulgado nesta segunda-feira (13) pela mídia estatal do país.

O exército iraniano completou que “a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém” e classificou o bloqueio naval anunciado pelos EUA de “ato ilegal e um sinal de pirataria”.

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Após o fracasso das negociações para um acordo de paz em Islamabad, capital do Paquistão, nesse final de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que bloquearia a passagem de navios na saída do Estreito de Ormuz

“O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, informou, em comunicado, o Comando Central dos EUA.

Ainda segundo os militares norte-americanos, os EUA permitirão a passagem “para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos”.

O preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a subir nesta segunda-feira com o anúncio de bloqueio naval dos EUA, passando dos US$ 100 novamente, alta de cerca de 6,5%.

Antes da guerra, passavam pelo Estreito cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. Estima-se que cerca de 20% do petróleo e gás do planeta passe por Ormuz.

Confira mais notícias sobre a guerra no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Inimigos do Irã no Estreito

No mesmo comunicado, o Irã destacou que as embarcações ligadas ao inimigo não têm e não terão o direito de transitar pelo Estreito de Ormuz, reafirmando a decisão de que o Irã implementará um mecanismo permanente para controlar o Estreito.

“Outras embarcações poderão transitar pelo estreito em conformidade com os regulamentos das Forças Armadas da República Islâmica do Irã”, diz o texto.

Também em um comunicado, a Marinha da Guarda Revolucionário Islâmica do Irã reforçou que segue vigiando o Estreito.

“Todos os trânsitos e não trânsitos sob controle total das forças armadas. Qualquer movimento equivocado prenderá o inimigo nos vórtices mortais do Estreito”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

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O dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes e superou os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13).

Mesmo com o início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, o clima no mercado financeiro melhorou após declarações do presidente Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã.

A moeda estadunidense encerrou o dia em queda, acompanhando o movimento no exterior, enquanto a bolsa brasileira avançou impulsionada por ações de commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo fluxo de capital estrangeiro.

Câmbio recua

O dólar comercial à vista fechou a R$ 4,997, em baixa de R$ 0,014 (-0,29%). A cotação está no menor valor desde 27 de março de 2024. Na mínima do dia, por volta das 14h20, chegou a R$ 4,98.

No mês, a divisa acumula queda de 3,51%. Em 2026, o recuo chega a 8,96%.

Após subir no início do dia, refletindo as tensões no Oriente Médio, o dólar perdeu força ao longo da tarde. A mudança de direção ocorreu após Trump afirmar que o Irã estaria interessado em negociar.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de divisas fortes, também recuou, reforçando o movimento observado no Brasil.

O euro comercial fechou esta segunda vendido a R$ 5,876, com baixa de apenas 0,02%. A cotação está no menor valor desde o fim de junho de 2024.

Recorde histórico no Ibovespa

Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, atingindo o maior nível da história. Durante o pregão, o índice chegou a superar os 198.100 pontos.

O desempenho foi sustentado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de recursos estrangeiros. No mês, o índice acumula alta de 5,62% e, no ano, ganhos de 22,89%.

O movimento positivo no Brasil acompanhou o desempenho das bolsas em Nova York, que também reagiram às sinalizações de distensão geopolítica.

O índice Dow Jones, das empresas industriais, subiu 0,63%. O S&P 500, das 500 maiores companhias, ganhou 1,02% e anulou as perdas desde o início da guerra no Oriente Médio. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, avançou 1,23%.

A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados globais.

Petróleo abaixo de US$ 100

Os preços do petróleo avançaram, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 4,36%, a US$ 99,36, enquanto o WTI, do Texas, subiu 2,6%, a US$ 99,08.

Durante a maior parte do dia, ambas as cotações ficaram acima de US$ 100, mas desaceleraram após as declarações de Trump.

A volatilidade continua elevada, com investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, região estratégica para o fluxo global de petróleo. 

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

ICE prende Alexandre Ramagem nos Estados Unidos

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O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está sob custódia do serviço de imigração e alfândega dos EUA, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).

O nome de Ramagem aparece no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos com a situação “sob custódia do ICE”. O local de detenção não foi informado. 


13/04/2026 - U.S. Immigration ad Customs Enforcement. Alexandre Ramagem Rodrigues. Foto: Print/U.S Immigration
13/04/2026 - U.S. Immigration ad Customs Enforcement. Alexandre Ramagem Rodrigues. Foto: Print/U.S Immigration

Condenação

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

Proibido de sair do país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol. O governo brasileiro, por meio da Embaixada do Brasil em Washington, solicitou aos Estados Unidos a extradição de Alexandre Ramagem, no final de dezembro de 2025. O pedido foi entregue ao Departamento de Estado.

Depoimento

Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento, por videoconferência, ao STF na ação penal da trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato.

Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, por ato da Mesa Câmara em razão de condenação no Supremo Tribunal Federal.

Alexandre Ramagem era delegado de carreira da Polícia Federal e foi demitido após a condenação.

* Com TV Brasil e Rádio Nacional

Fonte: Agência Brasil