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Equipes do Nepal procuram centenas de pessoas presas em túneis

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 Equipes de resgate do Nepal, com a ajuda de especialistas chineses e indianos, intensificaram os esforços nesta segunda-feira (31) para chegar a centenas de pessoas que se acredita estarem presas dentro de túneis bloqueados de projetos hidrelétricos. A enchente na região do Himalaia, na semana passada, deixou um rastro de destruição nas cidades e vilarejos dos vales do país, bem como do outro lado da fronteira, na China.

A enxurrada sem precedentes de gelo, rochas, lama e detritos na fronteira entre o Nepal e o Tibete na quarta-feira (26) — atribuída ao colapso de uma geleira — matou mais de 900 pessoas, e quase 5 mil ainda estão desaparecidas.

Centenas de corpos, muitos deles não identificados, foram enterrados em valas rasas, pois começaram a se decompor devido ao clima úmido nas planícies do país. Eles foram arrastados montanha abaixo pela torrente.

Autoridades nepalesas afirmaram que o foco está em resgatar os 933 trabalhadores que se acredita estarem presos em 11 projetos hidrelétricos, incluindo muitos que trabalhavam em cerca de meia dúzia de túneis, nos dois distritos mais atingidos: Rasuwa e Nuwakot.

Fotos e vídeos compartilhados pelas equipes de resgate mostravam máquinas de terraplenagem escavando e removendo lama e rochas sob a luz de holofotes na escuridão da noite. Soldados usavam lanternas em um grande buraco que haviam cavado para procurar um espaço que lhes permitisse entrar em um dos túneis.

O Exército nepalês informou que as equipes de busca e resgate estavam utilizando explosões controladas, escavadeiras e holofotes para remover a água e a lama e alcançar as pessoas presas. Os socorristas recuperaram três corpos após entrarem em dois túneis, enquanto outras seções permaneciam soterradas na lama e ainda estavam sendo vasculhadas.

“Uma grande quantidade de escombros se acumulou, o que está representando enorme desafio para abrirmos os túneis”, disse o porta-voz do Exército do Nepal, Raja Ram Basnet, à Reuters. “Nosso foco principal é abrir os túneis.”

Projetos hidrelétricos

Autoridades nepalesas informaram, nesta segunda-feira, que 903 pessoas morreram e 4.247 estavam desaparecidas, incluindo as 933 em projetos hidrelétricos. Do lado chinês, as autoridades informaram que 16 pessoas morreram no condado de Gyirong e 546 estavam desaparecidas.

A Cruz Vermelha estimou que mais de 90 mil pessoas provavelmente foram afetadas pelo desastre, que a China atribuiu aos efeitos das mudanças climáticas.

Desde a virada do século, tem havido um boom de projetos hidrelétricos no Nepal, à medida que o país montanhoso busca aproveitar seus recursos hídricos do Himalaia para lidar com a escassez crônica de energia no mercado interno e explorar as perspectivas de venda de eletricidade à vizinha Índia, ao sul.

Os projetos hidrelétricos nas montanhas do Nepal precisam de túneis para conduzir a água por meio do terreno íngreme, permitindo que se aproveite a acentuada queda de altitude entre os rios do Himalaia e as usinas para gerar eletricidade.

O primeiro-ministro Balendra Shah disse que a enchente foi um “desastre natural sem precedentes e devastador” e que ainda era difícil compilar uma avaliação completa dos danos.

Pequim informou que 261 cidadãos estrangeiros de 23 países estavam desaparecidos Ro Tibete, próximo a um importante ponto de passagem de fronteira com o Nepal.

Embora o Nepal tenha afirmado que não precisa de ajuda estrangeira para as operações gerais de resgate e busca, o país tem contado com seus gigantescos vizinhos, Índia e China, por sua expertise em resgate em túneis.

As operações de resgate foram suspensas várias vezes devido ao mau tempo e às preocupações de que um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China pelo desastre pudesse provocar novas inundações depois que começou a transbordar para os rios do Nepal.

A televisão estatal chinesa CCTV informou que as geleiras ao redor de uma cratera de impacto, formada perto do local do colapso da geleira na semana passada, no lado nepalês, continuavam correndo risco de desabamento.

Confira mais detalhes no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

* (Reportagem adicional de Sahana Bajracharya, Navesh Chitrakar, Ethan Wang, Qiaoyi Li, Liz Lee, Shilpa Jamkhandikar e Hritam Mukherjee)

* É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Governo prevê arrecadar R$ 636 bilhões com nova CBS em 2027

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Enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 trouxe as primeiras projeções de arrecadação dos tributos criados pela reforma tributária. O governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões no próximo ano com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo a ser administrado pela União.

Apesar de incluir a receita esperada, o governo não informou no Orçamento qual será a alíquota da CBS. O percentual será calculado a partir de uma metodologia definida pela reforma tributária e deverá ser fixado pelo Senado até 15 de dezembro para entrar em vigor em janeiro de 2027.

Com introdução gradual até 2032 e passando a valer definitivamente em 2033, a CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de assumir parte da função atualmente exercida pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Alíquota em definição

Pelas regras da reforma, a Receita Federal deve enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU), até 14 de setembro, uma proposta de cálculo da alíquota de referência da CBS.

O TCU terá até 30 de outubro para analisar e homologar os cálculos. Depois, caberá ao Senado fixar a alíquota de referência para 2027.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o percentual não será definido diretamente pelo Ministério da Fazenda.

“A gente vai cumprir nosso itinerário discutindo isso, lembrando que a metodologia prevista na Constituição Federal, já aprovada pelo TCU, não diz a alíquota, mas estabelece a metodologia de uma transição de longo prazo.”

Segundo Durigan, a metodologia considera a ampliação da base de contribuintes e os diferentes regimes especiais previstos na reforma.

Novos tributos

A CBS começará a ser cobrada integralmente em 2027 e substituirá PIS e Cofins. O IPI será zerado para a maior parte dos produtos e permanecerá para itens ligados à Zona Franca de Manaus, dentro das regras de preservação da competitividade da região.

Em 2027, também começará a cobrança do Imposto Seletivo, cuja arrecadação é estimada em R$ 41,9 bilhões no próximo ano. Esse tributo será aplicado a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

A estimativa apresentada pelo governo para a cobrança do Imposto Seletivo considera setores como veículos, tabaco, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas e apostas.

Transição tributária

A reforma também cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência de estados e municípios. A implementação será gradual e haverá um período de convivência entre o sistema atual e o novo modelo.

A CBS e o IBS seguirão o sistema de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com cobrança não cumulativa. Nesse modelo, o tributo pago em etapas anteriores da cadeia produtiva pode ser compensado, reduzindo o efeito cumulativo da tributação.

Outra mudança é a cobrança no destino: os impostos passam a ser vinculados ao local de consumo, e não à origem da produção. A transição busca reduzir a chamada guerra fiscal entre estados.

Outras receitas

A inclusão das novas receitas é relevante para as projeções fiscais do governo. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a arrecadação com recursos naturais, incluindo royalties de petróleo, deve somar R$ 176 bilhões em 2027.

Já a receita com dividendos deve ficar pouco acima de R$ 31 bilhões, abaixo da previsão de R$ 55,5 bilhões para 2026.

Principais números

  • R$ 636 bilhões: arrecadação estimada com a CBS em 2027;
  • R$ 41,9 bilhões: previsão de receita com o Imposto Seletivo;
  • R$ 677,9 bilhões: total estimado com os dois novos tributos;
  • R$ 176 bilhões: receita prevista com exploração de recursos naturais, incluindo royalties de petróleo;
  • R$ 31 bilhões: previsão de arrecadação com dividendos.

Superávit primário

Moretti também afirmou que o governo trabalha com um superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões em 2027. Ao excluir gastos com precatórios e algumas despesas de saúde, educação e defesa, atualmente fora do arcabouço fiscal, a precisão de superávit sobe para R$ 83,4 bilhões.

O valor representa uma folga de R$ 10,2 bilhões em relação à meta do arcabouço fiscal, que considera um resultado positivo equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), estimada em R$ 73,2 bilhões.

Segundo o ministro do Planejamento, essa margem aumenta a capacidade de contingenciamento (congelamento temporário de gastos em caso de frustração de receitas) caso seja necessário ajustar as despesas ao longo do ano.

Durigan afirmou que a folga fiscal pode “dar liberdade” ao governo para administrar a execução do Orçamento de 2027.

Fonte: Agência Brasil

Governo publica regras para proteger consumidores em grandes eventos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (31) dois decretos que tratam dos direitos dos consumidores em eventos públicos. As medidas estabelecem novas regras para a comercialização e a revenda de ingressos, para combater o cambismo digital e também garantir acesso gratuito à água potável em eventos com mais de mil pessoas. 

O primeiro decreto sobre venda de ingressos regulamenta dispositivos do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e da Lei da Meia-Entrada (Lei nº 12.933/2013) para proteger os consumidores das práticas abusivas e fraudulentas na comercialização de ingressos, com o objetivo de barrar a compra massiva de ingressos por meios automatizados, o chamado cambismo digital. 

A medida busca coibir a abusividade de preços, taxas e outras condições de venda de ingressos, bem como assegurar o acesso ao benefício da meia-entrada, tanto nas vendas física e digital. Caberá às bilheterias adotar mecanismos para impedir compras massivas, que visam inflacionar o preço das entradas.

Eventos com grande fluxo de público poderão utilizar mecanismos como filas virtuais, pré-cadastro e limite de ingressos por consumidor. A exceção fica para os eventos esportivos, que já têm lei regulamentadora própria.

“Preços e taxas adicionais devem ser informados de forma clara e visível em todas as etapas da compra. Também fica vedada a inclusão automática de serviços ou taxas sem que o consumidor tenha sido previamente informado e concordado com a cobrança”, explicou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Meia-entrada 

Além disso, a norma considera abusivas práticas que reduzam ou dificultem o acesso à meia-entrada, inclusive limitação artificial da quantidade de ingressos, obstáculos operacionais, tecnológicos ou cadastrais excessivos e cobrança de taxas que dificultem o acesso ao benefício.

Ingressos promocionais não poderão ser contabilizados para o cumprimento do percentual legal destinado ao benefício. 

Acesso à agua

O segundo decreto cria uma regra para determinar que grandes eventos, com mais de 1 mil pessoas, deverão garantir acesso à água potável para o público, com a obrigatoriedade de existência de pontos de distribuição gratuita. O decreto também permite ao público a entrada nos eventos com água.

A medida vale para diferentes tipos de eventos, a exemplo de festivais, congressos, conferências, feiras, shows, entre outros, e de sua realização em locais abertos ou fechados. O descumprimento das disposições sujeita os responsáveis às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, sem prejuízo das demais sanções cabíveis. 

Fonte: Agência Brasil

EBC lança Centro de Inovação e Pesquisa em Comunicação Pública

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A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) passa a contar com um novo espaço dedicado à inovação e à produção de conhecimento, a partir desta segunda-feira (31).

O Centro de Inovação e Pesquisa em Comunicação Pública (CIPública) vai coordenar e promover ações de ciência, tecnologia e inovação, além de facilitar o desenvolvimento de projetos e parcerias da EBC com outras organizações.

A proposta é promover iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação e criar uma cultura que estimule novas ideias e projetos em diferentes áreas. O Centro irá estimular projetos em temas de ponta na comunicação pública, como Inteligência Artificial, TV 3.0 e plataformização, entre outros. Outra frente será a produção e socialização de conhecimento sobre o campo público de comunicação.

“O CIPública representa um passo importante para consolidarmos na EBC uma cultura permanente de inovação, pesquisa e produção de conhecimento. Como Instituição Científica e Tecnológica, temos a oportunidade de aproximar ainda mais a empresa de universidades, pesquisadores e outras organizações, transformando conhecimento em soluções para os desafios da comunicação pública”, explica Thiago Regotto, diretor-geral da EBC.

“Ao mesmo tempo, queremos valorizar a capacidade e a experiência dos nossos empregados e ampliar a contribuição da EBC para o desenvolvimento do campo público de comunicação no Brasil”, completa.

Jonas Valente, gerente de Inovação e Tecnologia da empresa, acrescenta que o “objetivo é facilitar projetos de CT&I que envolvam o campo público, pesquisadores e outras instituições para fortalecer a comunicação pública no Brasil”, detalha.

O CIPública vai ser o principal espaço de articulação das ações para a implementação da Política de Inovação da EBC, aprovada em maio deste ano pela Diretoria Executiva da empresa.

A Política estabelece frentes de atuação para que a empresa possa contribuir com a reflexão e modernização das atividades desempenhadas por seus veículos e serviços e no âmbito da Rede Nacional de Comunicação Pública e das instituições e grupos de pesquisa interessados no tema.

Como uma das tarefas do CIPública é prospectar parcerias que possam colaborar com a inovação na EBC, Valente detalha que a equipe do Centro já iniciou diálogos com algumas instituições, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o Ministério da Cultura, a Fiocruz e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Repositório de pesquisas

Uma das primeiras iniciativas do CIPública é a criação do Repositório de Pesquisa em Comunicação Pública, que ficará disponível no site do CIPública. A plataforma vai reunir produções acadêmicas e técnicas relacionadas ao tema, dando visibilidade a pesquisadores da EBC e de outras instituições.

Em um primeiro momento, o CIPública convocou os empregados da EBC a compartilharem trabalhos e pesquisas já produzidos. Depois, pesquisadores de fora serão chamados para cadastrar seus trabalhos.

A iniciativa também pretende ampliar continuamente a base a partir de pesquisas disponíveis em periódicos, bancos de teses e dissertações e outras fontes acadêmicas.

“A ideia é exatamente dar visibilidade para os pesquisadores, sejam eles da casa ou de fora, e criar um hub de conhecimento sobre comunicação pública que as pessoas possam usar mais facilmente”, afirma Valente.

“O Centro chega para fortalecer a capacidade da EBC, do campo público e de instituições de pesquisa de experimentar, produzir conhecimento e desenvolver soluções para os desafios da comunicação pública, aproximando empregados, pesquisadores, universidades e outras organizações”, completa.

Os trabalhos enviados serão analisados para conferir requisitos básicos (se é produção acadêmica ou técnica, se pode ser divulgada), mantido o respeito à independência de pesquisa dos autores. Depois, os pesquisadores poderão ser convidados a apresentar seus trabalhos no Grupo de Pesquisa em Mídias Públicas do CIPública.

Pitching interno 

Outra iniciativa lançada pelo CIPública é um pitching interno de inovação, voltado à melhoria de processos da EBC. Empregados poderão inscrever projetos que proponham novas formas de realizar processos existentes na empresa.

Serão escolhidas as três propostas que melhor atenderem aos critérios de avaliação, buscando contemplar diferentes áreas da casa.

O CIPública fornecerá apoio metodológico para qualificar as propostas e discutir a possibilidade de implementação nas áreas. O cronograma completo do pitching vai de 1º de setembro à segunda semana de novembro, com a apresentação dos pilotos às áreas ocorrendo na segunda semana de novembro.

 

Fonte: Agência Brasil

Aos 19 anos, José Antônio Santos é campeão mundial de bocha em Seul

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O Brasil subiu ao pódio três vezes no Mundial de Bocha em Seul (Coreia do Sul) nesta segunda-feira (31), om medalhas de ouro, prata e bronze nas disputas individuais. Aos 19 anos, o potiguar José Antônio Santos foi campeão na classe BC4 (deficiências severas sem opção de auxílio).

O dia também foi bom para o mineiro Mateus Carvalho, que faturou prata na classe BC3 (atletas que têm auxílio de um calheiro) e para o medalhista paralímpico Maciel Santos, bronze na classe BC2 (atletas sem opção de auxílio).

José Antônio garantiu o topo do pódio ao vencer por 6 a 1 a final contra Yuk Wing Leung, atleta de Hong Kong. O jovem potiguar já brilhara no ano passado com o título inédito para o país no Mundial de Jovens, em Curitiba. Ele tem distrofia muscular de Duchenne, doença genética que causa degeneração progressiva dos músculos. Entre adultos, e José Antônio também foi campeão da Copa América, na Colômbia, em outubro.

O segundo pódio do dia foi assegurado por Mateus Carvalho, que chegou à final da classe BC3, ao derrotar na semi o francês Jules Menard por 5 a 0. Na decisão valendo o ouro, o mineiro foi superado pelo australiano Daniel Michel por 3 a 2 e ficou com a prata.

Já o cearense Maciel Santos faturou o bronze após cravar 10 a 0 contra o chinês Zhiqiang Yan na disputa pelo terceiro lugar na classe BC2. Maciel foi campeão paralímpico individual nos Jogos de Londres 2012 e Tóquio 2020, e também faturou prata na disputa de pares da Rio 2016.

O desempenho brasileiro nos embates individuais de Seul superou o registrado há quatro anos na edição do Rio de Janeiro (um ouro). A competição prossegue até a próxima quinta (3), com as disputas de pares e equipes.



Fonte: Agência Brasil

Justiça do Rio decreta a falência do Grupo Refit

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A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (31), a falência das empresas que compõem o Grupo Refit. O juiz da 5ª Vara Empresarial Arthur Ferreira converteu em falência a recuperação judicial da Gasdiesel Serviços, localizada em Duque de Caxias; a Distribuidora S.A., em Manguinhos; a Química S/A, na Rodovia Anhanguera, em Campinas, e a Refinaria de Petróleos Manguinhos, na Avenida Brasil.

O magistrado determinou, entre outras medidas, que as empresas apresentem, no prazo máximo de cinco dias, a relação nominal dos credores e informações ao administrador judicial. Determinou, também, o bloqueio de todas as contas bancárias das companhias falidas, solicitando à Receita Federal as últimas declarações do imposto de renda e as declarações sobre as operações imobiliárias.

O pedido de recuperação judicial tramitava desde 2015 sem solução, com pedido de falência pelo Estado do Rio de Janeiro e, também, pelo Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especializada e de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf).

Na decisão, o juiz Arthur Ferreira aponta as irregularidades encontradas em operações policiais deflagradas contra as empresas comprovando que o negócio empreendido pela Refit e suas empresas coligadas (formalmente ou não) estava baseado em atos reiterados de sonegação fiscal e fraude fiscal estruturada.

“As operações Cadeia de Carbono e Carbono Oculto, por parte da Receita Federal, Operação Poço de Lobato, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e a Procuradoria da Fazenda Nacional, além da interdição administrativa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), atestaram as inúmeras irregularidades e falsidades operacionais”, disse o magistrado na decisão.

O juiz ressaltou que a Operação Sem Refino, no dia 15 de maio de 2026, da Polícia Federal, determinou a suspensão das atividades econômicas de todas as empresas do grupo e o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros. “Evidenciou que o verdadeiro modelo de negócio empreendido pela Refit e suas empresas coligadas é baseado, intrinsecamente, em atos reiterados de sonegação fiscal e fraude fiscal estruturada, por meio de ocultação patrimonial e esvaziamento econômico da empresa deliberadamente para fins de não pagamento de tributos”, pontuou o magistrado.

As empresas mantinham uma dívida em tributos com o Estado do Rio de Janeiro e vinham se negando a pagar. Inicialmente, obtiveram medida judicial que as autorizava ao parcelamento da dívida com o Estado e que foi cassada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O juiz ressalta que a falta de pagamento da arrecadação tributária compromete a capacidade de arrecadação do Estado;

Fonte: Agência Brasil

FAPEC tem nova Presidência do Conselho Curador

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Marcelo Turine assume a presidência e Elisaide Trevisam a vice-presidência, em movimento que projeta ampliação de parcerias, internacionalização e maior conexão entre UFMS, governos, empresas e sociedade

A Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec) inicia um novo ciclo institucional. O Conselho Curador da Fundação passa a ter novo presidente, com o professor Marcelo Turine, e vice-presidente, com a professora Elisaide Trevisam. Um momento estratégico para o fortalecimento da Fapec como instituição de apoio à pesquisa, ao ensino, à extensão e ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação em Mato Grosso do Sul.

Marcelo Turine é professor titular da Faculdade de Computação (Facom/UFMS) e foi reitor da UFMS entre 2016 e 2024, com trajetória consolidada em ciência, tecnologia, inovação e gestão de políticas públicas. Elisaide Trevisam é professora da Faculdade de Direito (Fadir/UFMS), com pesquisa na área de sustentabilidade e transição energética.

Uma fundação em posição estratégica

As fundações de apoio ocupam papel central no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação: além de viabilizar a execução de projetos, funcionam como ponte entre universidades, instituições científicas, governos, empresas e sociedade, convertendo conhecimento e pesquisa em soluções concretas de desenvolvimento.

Nos últimos anos, a Fapec ampliou sua atuação e sua capacidade de apoiar projetos. A nova presidência e vice-presidência do Conselho Curador pretendem dar continuidade a esse processo, consolidando a Fundação como plataforma de conexão entre competências, projetos e oportunidades, com foco em aproximar pesquisadores e grupos de pesquisa, fortalecer parcerias com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e outros órgãos públicos, articular novas conexões com empresas e instituições, e expandir a participação da Fapec em projetos nacionais e internacionais.

O que dizem os novos dirigentes

Para a reitora Camila Ítavo, o crescimento da Fundação está diretamente ligado ao crescimento da própria Universidade.

“Uma fundação grande significa uma universidade maior. A expectativa é de que o novo Conselho contribua para um novo período de crescimento e integração entre a UFMS, a Fundação, governos, empresas e sociedade.”

O diretor-presidente da Fapec, Marcos Vinicius Coelho, destaca a continuidade institucional que essa mudança de liderança representa.

“Com essa renovação do Conselho, tenho certeza de que, cada vez mais, teremos uma Fapec mais sólida e mais pautada pela construção e fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão da UFMS.”

A vice-presidente Elisaide Trevisam associa a ampliação das cooperações à valorização do capital científico já existente na Universidade.

“Queremos ampliar as possibilidades de desenvolvimento e valorizar o conhecimento e as competências que temos na UFMS. Encontramos aqui diálogo, colaboração e, sobretudo, pessoas dispostas a somar e transformar ideias e projetos em realizações. É com esse espírito que assumo essa nova missão junto com o professor Turine.”

Para o presidente Marcelo Turine, o desafio é converter potencial em resultado concreto.

“Queremos uma Fapec cada vez mais ágil, moderna e conectada. Uma Fundação capaz de aproximar pesquisadores, governos, empresas e sociedade, transformar boas ideias em grandes projetos e contribuir diretamente para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil.”

Educadores físicos serão homenageados na Câmara Legislativa nesta terça (1º)

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Educadores físicos atuam em escolas, academias, clubes, hospitais, projetos sociais e instituições públicas, entre outros

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realiza sessão solene nesta terça-feira (1º), às 19h, em homenagem ao Dia do Profissional de Educação Física, comemorado nacionalmente na mesma data. O evento, de autoria do deputado Martins Machado (Republicanos), ocorrerá no plenário da Casa e será transmitido ao vivo pela TV Câmara Distrital.

Segundo Martins Machado, a solenidade, que deverá reunir cerca de 400 convidados, “será uma oportunidade de valorizar esses profissionais, destacar suas conquistas, debater os desafios enfrentados pela categoria e reforçar a importância de políticas públicas que incentivem a prática de atividades físicas e esportivas com orientação qualificada”.

No requerimento que propõe a homenagem, o parlamentar ressaltou que, no Distrito Federal, milhares de educadores físicos atuam em escolas, academias, clubes, hospitais, projetos sociais e instituições públicas, contribuindo diretamente para o desenvolvimento humano e social.

Ainda de acordo com o distrital, a iniciativa representa um gesto de reconhecimento e respeito à dedicação e ao compromisso dos profissionais de Educação Física com a saúde e o bem-estar da sociedade brasiliense.

Fonte: Agência CLDF

Brasil aponta tratamento discriminatório em tarifas dos Estados Unidos

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O Brasil reiterou nesta segunda-feira (31) a insatisfação com as tarifas impostas pelos Estados Unidos e afirmou que as medidas adotadas por Washington são discriminatórias e incompatíveis com as regras internacionais de comércio.

A posição foi apresentada pelos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, em reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, realizada no início da tarde.

Em nota conjunta, os ministérios consideraram injusto o tratamento dado ao Brasil e disseram que as justificativas apresentadas nas investigações americanas não correspondem às efetivas práticas brasileiras.

“Uma vez mais, [os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa] indicaram que as justificativas apresentadas pelo Governo dos Estados Unidos, nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil”, destacaram os dois ministérios em nota conjunta.

Diálogo continua

Apesar das divergências, os dois países decidiram manter as negociações. Reuniões técnicas serão realizadas nas próximas semanas, virtuais ou presenciais, seguidas de novo encontro ministerial para avaliar os avanços.

O governo brasileiro afirmou que continuará buscando “um acordo equilibrado e mutuamente benéfico” com os Estados Unidos, com respeito ao diálogo e à soberania nacional.

Entenda a disputa

A retomada das conversas ocorre após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto. Na ocasião, Lula voltou a contestar as tarifas, e Trump propôs a retomada das negociações.

O Brasil está sujeito a uma tarifa adicional de 25% aplicada especificamente pelo governo americano e a outra sobretaxa de 12,5%, justificada por Washington por questões relacionadas ao combate ao trabalho forçado.

A primeira medida foi baseada em investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que apontou supostas práticas comerciais desleais do Brasil, em temas como pagamentos eletrônicos (Pix) e acesso ao mercado de etanol. O governo brasileiro rejeita os argumentos e considera a medida injustificada.

A disputa ocorre ainda em meio à crescente competição econômica entre Estados Unidos e China pela influência na América Latina, adicionando uma dimensão geopolítica às negociações entre Brasília e Washington.

Fonte: Agência Brasil

Orçamento de 2027 terá aporte de R$ 6 bilhões aos Correios

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O governo federal vai prever um aporte de R$ 6 bilhões no caixa dos Correios em 2027, como parte do acordo de financiamento firmado pela estatal no fim de 2025 e do plano de reestruturação da empresa.

O valor será incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). A medida ocorre após a estatal registrar prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026.

A previsão do aporte foi confirmada em nota conjunta dos ministérios das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento.

Segundo a nota, a previsão de R$ 6 bilhões está relacionada às condições estabelecidas no contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões firmado pelos Correios com cinco bancos em dezembro de 2025.

O acordo prevê que a União deverá injetar pelo menos R$ 6 bilhões para apoiar a execução do plano de reequilíbrio da estatal. O contrato estabelece que o recurso precisa estar disponível até o fim de 2027, mas permite que o governo defina o momento e a forma de distribuição do montante.

A operação de crédito foi realizada com garantia do Tesouro Nacional. Isso significa que, caso os Correios não cumpram as obrigações financeiras, a União poderá ser acionada para honrar a dívida com as instituições credoras.

A inclusão do valor no PLOA representa a previsão orçamentária do recurso, mas não significa que os R$ 6 bilhões serão necessariamente transferidos de uma só vez no início de 2027.

Balanço

No sábado (29), os Correios divulgaram um balanço que apontou prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e de R$ 5,5 bilhões de janeiro a junho.  Apesar de inferior em relação ao mesmo período de 2025,  o prejuízo é cerca de 30% maior que o resultado negativo acumulado do primeiro semestre.

Principais números

  • R$ 2,4 bilhões: prejuízo líquido no segundo trimestre de 2026
  • Redução de 5,5% do prejuízo do segundo trimestre ante o mesmo período de 2025
  • R$ 5,5 bilhões: prejuízo acumulado no primeiro semestre
  • Alta de 30,4% do prejuízo semestral em relação a 2025
  • R$ 7,9 bilhões: receita no primeiro semestre
  • R$ 274,5 milhões: margem bruta no semestre
  • Queda de 4,2% nos gastos com pessoal no semestre
  • R$ 233,7 milhões: economia com despesas de pessoal
  • 6.545: empregados desligados pelo PDV, dos quais 2.767 no primeiro semestre
  • R$ 322 milhões: economia com a regularização de passivos vencidos
  • R$ 1,8 bilhão: dívida bancária quitada antecipadamente
  • R$ 460,4 milhões: queda nas receitas do segmento internacional

Crise financeira

Os Correios atravessam uma crise financeira marcada por sucessivos prejuízos, queda nas receitas e aumento das despesas. A empresa lançou, em dezembro de 2025, um plano de reestruturação com medidas destinadas a melhorar o caixa e recuperar os resultados.

Entre as ações estão o Programa de Demissão Voluntária (PDV), redução de custos, venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, mudanças na jornada de trabalho, alterações nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e criação de um marketplace próprio.

No segundo trimestre de 2026, a estatal registrou prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões. Segundo os Correios, entre os fatores que pressionam as contas estão a redução das receitas dos serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais, passivos judiciais, maior concorrência no setor de logística e as despesas relacionadas à manutenção da rede necessária para garantir o serviço postal universal.

Dívida alongada

Apesar do resultado negativo, o governo destacou mudanças no perfil da dívida da estatal no primeiro semestre.

Os Correios encerraram o período sem empréstimos com vencimento no curto prazo, quitaram uma operação considerada mais onerosa e conseguiram ampliar o prazo de parte da dívida de 18 para 180 meses.

A empresa também concluiu captações de R$ 12 bilhões com garantia da União e negocia uma nova operação de crédito de aproximadamente R$ 7 bilhões, também com aval do governo federal. Segundo os Correios, as tratativas estão em estágio avançado.

Custos sob controle

O governo também destacou a redução das despesas operacionais durante o primeiro semestre.

Os custos dos serviços dos Correios somaram R$ 7,6 bilhões no período, 14% abaixo do valor previsto no orçamento para os primeiros seis meses do ano. Os gastos com pessoal recuaram cerca de 4%, em parte como resultado do programa de demissão voluntária.

O desempenho do Ebitda, indicador utilizado para medir o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, também ficou acima do esperado. O resultado foi R$ 910 milhões, ou 18%, melhor que a previsão para o período.

Para o governo, os números indicam avanço na recuperação operacional, embora a situação financeira da empresa ainda exija medidas de reestruturação e reforço de liquidez.

Garantia do Tesouro

O empréstimo de R$ 12 bilhões contratado em 2025 foi concedido por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander, com garantia da União.

O contrato prevê consequências caso o aporte mínimo estabelecido não seja realizado. Nessa situação, os bancos podem exigir o vencimento antecipado da dívida, levando à necessidade de quitação dos R$ 12 bilhões pela União, além dos encargos previstos.

Em maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ao governo a adoção de medidas para viabilizar o cumprimento da obrigação dentro do prazo previsto.

Fonte: Agência Brasil