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Robô cozinheiro com IA vence prêmio internacional de robótica

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Avanços recentes da robótica e da inteligência artificial (IA) estão trazendo ao mundo invenções a aplicações que pareciam impossíveis até pouco tempo atrás. Prova disso é que uma cozinha robô venceu o Robotics Award 2026, prêmio internacional de robótica, entregue em Hannover, na Alemanha.

A criação da empresa GoodBytz, sediada em Hamburgo, também na Alemanha, precisa de apenas uma ajuda do ser humano: abastecê-la com ingredientes frescos e semipreparados e escolher qual prato fazer, em um menu eletrônico. Feito isso, o robô cozinheiro lança mão da potencialidade da robótica e da IA para preparar diversos tipos de refeições.

O robô separa os alimentos em panelas, calcula o tempo e temperatura de cocção, mexe a comida nas diversas panelas para melhor cozimento, serve pratos e, não menos importante, lava a louça final. O sistema automático de cozinha foi criado em 2021

 

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Feira internacional de tecnologia

A premiação foi no fim de fevereiro, em um evento que antecipou novidades da Hannover Messe, maior feira de tecnologia industrial do mundo, que ocorrerá de 20 a 24 de abril em Hannover, cidade de cerca de 550 mil habitantes no norte da Alemanha.

O Brasil será país homenageado na edição deste ano, que além de robôs e IA, apresentará tecnologias de digitalização, automação, descarbonização e energia limpa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler (chefe de governo) da Alemanha, Friedrich Merz, confirmaram presença na Hannover Messe.

Além de restaurantes

Na cerimônia de premiação, o cofundador e CEO (diretor-executivo) da GoodBytz, Hendrik Susemihl, explicou que o robô cozinheiro foi pensando não apenas para restaurantes.

“Quando pensamos em robótica e comida, pensamos muito em infraestrutura. Então, eu não penso apenas em restaurantes. Penso em hospitais, universidades e infraestrutura militar…”, citou.

Para Hendrik Susemihl, a invenção ajuda a superar gargalos da indústria de alimentação. “É uma indústria extremamente dependente de trabalho humano. Todos nós já experimentamos restaurantes fechando, falta de mão de obra e também problemas de qualidade”, justifica.

“Em 2026 temos robôs cozinhando para humanos, o que é realmente ótimo”, avalia.

Surgimento da ideia

Em conversa com a Agência Brasil logo após a conquista da premiação, o CEO da GoodBytz contou que a ideia de um robô cozinheiro surgiu de uma “história muito pessoal”.

“Meu pai sofreu um ataque cardíaco muito severo, e minha esposa e eu ficamos muito interessados em alimentação saudável e também em ensiná-lo como isso muda a vida dele e a saúde”, relembrou o diretor, que também é cofundador da Neura Robotics, empresa de robôs humanoides.

Hendrik Susemihl contou que achou complicado algumas vezes “sair e encontrar algo decente e saudável para comer”.

Ele diz que isso o fez se perguntar porque a indústria de refeições funciona da mesma forma que décadas atrás e não evoluiu como outras áreas manufatureiras.

“Por que não construir um produto que realmente possa fazer coisas recém-cozidas se tornarem massivamente adaptáveis, escaláveis, e usar robótica e IA exatamente para fazer isso?”, indagou.

Próximos anos

Perguntando sobre o que espera do robô cozinheiro nos próximos cinco e dez anos, Hendrik Susemihl disse acreditar que será “bastante normal” que a automação seja parte do cotidiano das pessoas, não apenas nos serviços de alimentação.

“As pessoas agora, claro, estão um pouco assustadas com a mudança do quadro, porque por décadas as pessoas cozinharam manualmente, e o ofício de um chef é algo muito estabelecido também na nossa cultura”, admitiu.

Mas ele apresenta nichos que podem ser ocupados pelas cozinhas inteligentes.

“Onde é muito difícil encontrar pessoas ou onde simplesmente é caro demais servir, por exemplo, 50 pessoas em uma empresa que não fica perto de um centro da cidade”, diz.

O especialista em robótica considera que atualmente há uma separação entre gastronomia premium e consumo básico de alimentos.

“O consumo básico, infelizmente, é muitas vezes de qualidade muito baixa”, diz.

“É isso que estamos mirando com robótica, simplesmente elevar muito isso, tornar refeições muito boas acessíveis para todos por preços justos”, sustenta.

Hoje em dia, entre os clientes da empresa estão o Exército dos Estados Unidos; a multinacional francesa de alimentação coletiva Sodexo; a rede de supermercados alemã Edeka; e o grupo europeu Transgourmet, de entrega de alimentos.

*O repórter viajou a convite da Deutsche Messe AG, organizadora da Hannover Messe.

Fonte: Agência Brasil

Moraes autoriza transferência de Domingos Brazão para presídio no Rio

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (9) a transferência de Domingos Brazão para o sistema prisional estadual no Rio de Janeiro.

O conselheiro do Tribunal de Contas do estado foi condenado pelo STF a 76 anos de prisão pela participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018.

A decisão atendeu ao pedido feito pela defesa de Brazão, que está preso há dois anos no Presídio Federal de Porto Velho. Com o encerramento do processo no STF e a condenação, os advogados alegaram que não há mais risco à investigação, razão usada por Moraes para justificar a prisão na penitenciária de segurança máxima.

Após analisar o pedido, Moraes deu prazo de 48 horas para a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (Seap) indicar um presídio para a transferência de Domingos.

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Além do conselheiro, o irmão dele, Chiquinho Brazão, foi condenado a 76 anos de prisão no processo.

Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, recebeu pena de 18 anos de prisãoRonald Alves de Paula, major da Polícia Militar, recebeu pena de 56 anos de prisão. Robson Calixto, ex-policial militar, foi condenado a 9 anos.

Todos estão presos.

 

Fonte: Agência Brasil

RS: produtores rurais alertam para problemas no fornecimento de diesel

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Produtores rurais do Rio Grande do Sul reclamam que está faltando óleo diesel no estado e alertam que problemas no fornecimento desse combustível para as propriedades rurais gaúchas podem prejudicar a colheita da safra de verão.

Em um comunicado publicado no sábado (7) em suas redes sociais, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) informou que o cenário atual é crítico, principalmente porque neste momento está ocorrendo o auge da safra de verão, especialmente de soja e arroz. O Rio Grande do Sul é o principal responsável pela produção de arroz no país, sendo responsável por 70% dos grãos produzidos no Brasil.

“A Farsul vem a público externar sua preocupação com reclamações recorrentes, por parte de produtores rurais, da não entrega de combustíveis pelos Transportadores Revendedores Retalhistas (TRRs) nas últimas 48 horas e a informação de que o serviço não será normalizado neste final de semana”, escreveu a Farsul. ]

O TRR é a empresa autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para adquirir combustível a granel, óleo lubrificante acabado e graxa envasados em grandes quantidades para depois revender aos produtores rurais.

Ele também é responsável pelo armazenamento, transporte, controle de qualidade e assistência técnica ao consumidor quando da comercialização de combustíveis.

Segundo a Farsul, as empresas responsáveis pela distribuição de diesel nas propriedades rurais têm afirmado que o problema se inicia já nas refinarias que, sem aviso prévio ou justificativa, com a suspensão da distribuição desses combustíveis.

“A Farsul ressalta a gravidade da situação. O Rio Grande do Sul está em meio a colheita da safra de verão, em especial arroz e soja. O atraso no trabalho faz com que as lavouras fiquem expostas a intempéries em um estado que já vem sofrendo volumoso prejuízo pelo acúmulo de perdas em razão de eventos climáticos, impactando em toda a economia gaúcha”.

ANP

Por meio de nota, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que vem monitorando o caso desde que recebeu informações sobre “dificuldades pontuais” de aquisição de diesel por produtores rurais. 

Segundo a ANP, seus técnicos apuraram que o Rio Grande do Sul conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento regular de diesel e que a “produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região”.

A ANP informou ainda que está notificando formalmente as distribuidoras para prestarem esclarecimentos sobre o volume em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos.

“Cabe destacar que o Rio Grande do Sul é um estado que produz mais diesel do que consome, encontra-se com nível de estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto. Além disso, informamos que aumentos de preços injustificados no estado também serão objeto de investigação da ANP em conjunto com órgãos de defesa do consumidor.”

Procurada pela Agência Brasil, a Petrobras informou que “não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme o planejado”.

Em nota, a Petrobras destacou ainda que, as entregas de diesel para o estado do Rio Grande do Sul “estão sendo realizadas dentro do volume programado”.

 

Fonte: Agência Brasil

Lula e presidenta do México querem reunir empresários dos dois países

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, concordaram em realizar um evento com empresários do setor privado dos dois países em datas a serem definidas entre junho e julho deste ano. Os dois conversaram por telefone nesta segunda-feira (9). 

Segundo o Palácio do Planalto, a sugestão partiu de Lula com a intenção de que os dois países explorem novas oportunidades de negócios. A mandatária mexicana aceitou o convite. 

Na conversa de hoje, os presidentes ainda manifestaram interesse em aprofundar a parceria bilateral na área de energia. Lula reiterou o convite para uma visita da presidente Claudia Sheinbaum ao Brasil.

Etanol

Em outubro do ano passado, os presidentes haviam concordado em realizar ações para aprofundar parceria econômica. A mexicana, inclusive, pediu apoio do brasileiro para obter cooperação brasileira para a produção de etanol.

Claudia Sheinbaum também havia manifestado interesse em contar com informações do Brasil sobre a implementação de programas sociais de combate à fome e à pobreza naquele país.

Fonte: Agência Brasil

Governo libera R$ 7,3 mil para famílias atingidas por chuvas em MG

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O governo federal publicou duas medidas provisórias (MPs) para ajudar famílias e empresas afetadas pelas fortes chuvas em Minas Gerais. Uma delas é a Medida Provisória nº 1.338/2026, que prevê apoio às famílias atingidas com o pagamento de R$ 7,3 mil, em parcela única, preferencialmente destinado à mulher

Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em visita nesta segunda-feira (9) a Juiz de Fora e Ubá, o auxílio é destinado para as famílias que perderam seus bens parcial ou totalmente e que sejam cadastradas pelas prefeituras.

Além disso, para ter acesso ao recurso, é necessário morar em município que tenha tido o estado de calamidade pública reconhecido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

A Medida Provisória nº 1.337/2026 abre linha de crédito de até R$ 500 milhões para apoiar empresas mineiras afetadas pelas chuvas, especialmente micro e pequenas empresas.

“Os recursos poderão ser utilizados na reconstrução, na aquisição de máquinas e equipamentos para o setor produtivo e como capital de giro, entre outras finalidades”, diz ministério.

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A medida será ofertada por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, podendo beneficiar pessoas físicas ou jurídicas. O texto estabelece prazo de até 120 dias após a publicação da MP para a contratação do financiamento, diz a pasta.

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira no final de fevereiro deixaram 72 mortos, após vários deslizamentos de terra, desabamentos de prédios e transbordamento de rios. Foram 65 mortes registradas em Juiz de Fora e sete em Ubá, além de moradores desalojados ou desabrigados.

Fonte: Agência Brasil

AGU pede que PF investigue usuários que publicaram vídeos misóginos

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A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (9) que acionou a Polícia Federal (PF) para investigar usuários da internet que publicaram vídeos em que fazem apologia à violência contra a mulher.

Os vídeos se espalharam nos últimos dias pelas redes sociais e mostram homens simulando chutes, facadas e socos para casos de recusa em relacionamentos, como um fora, beijos ou pedido de casamento. As publicações foram legendadas com os dizeres: “Treinando caso ela diga não”.

Segundo a AGU, os vídeos tiveram origem em quatro perfis do TikTok e já foram removidos, mas devem os responsáveis devem ser investigados por incitar crimes contra a mulher.

“A circulação sistemática de conteúdo misógino em plataformas digitais representa ameaça concreta aos direitos fundamentais das mulheres”, disse o órgão.

Os acusados podem responder pela incitação aos crimes de feminicídio, ameaça, lesão corporal e violência psicológica contra a mulher.

Confira a reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre a trend

Fonte: Agência Brasil

Alta do petróleo mobiliza potências do G7 em meio à guerra no Irã

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O aumento do preço do barril de petróleo vem mobilizando as potências ocidentais reunidas no G7, grupo dos países mais industrializados do mundo. Os ministros das finanças do grupo se reuniram, nesta segunda-feira (9), para discutir medidas contra a disparada dos preços no mercado mundial.  

Por enquanto, as potências decidiram não liberar as reservas de emergência para forçar a queda dos preços. O barril chegou a quase US$ 120, maior valor desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Houve um aumento de até 30% desde o início da guerra no Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz.

As potências do G7 – França, Alemanha, Estados Unidos (EUA), Itália, Japão, Canadá e Reino Unido – discutiram a liberação das reservas estimadas em 1,2 bilhão de barris de petróleo, além de 600 milhões mantidos por obrigação governamental.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 25% do petróleo mundial, tem abalado os mercados financeiros, com bolsas caindo em todo o mundo.

As retaliações de Teerã contra alvos nos países do Golfo Pérsico também contribuíram para reduzir a oferta no mercado de grandes produtores como Bahrein e Catar.

“Além dos desafios da travessia do Estreito de Ormuz, uma parcela substancial da produção de petróleo foi reduzida. Isso está criando riscos significativos e crescentes para o mercado”, afirmou o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destacou à Agência Brasil que o mercado projetava, para 2026, um preço médio em torno dos US$ 70 o barril.

“Os mais impactados imediatamente devem ser, nessa ordem, Ásia e Europa. Só que, se o conflito se mantiver, se aprofundar, a tendência é que haja um impacto global de maiores repercussões”, comentou.

A AIE estima que 80% do petróleo que transitou pelo Estreito de Ormuz, em 2025, foi com destino à Ásia. “No entanto, os impactos de uma interrupção prolongada no transporte marítimo seriam globais”, disse a agência internacional.

Petrobras pode se beneficiar

Ticiana Álvares acrescentou que a Petrobras pode se beneficiar como alternativa à queda da oferta do óleo do Oriente Médio e estima que a China pode “segurar” o não fornecimento do Irã por cerca de dois meses.

“A própria geografia do fornecimento do petróleo vai ser impactada. O Brasil pode ser uma alternativa para o fornecimento de muita gente, elevando ainda mais a produção no Brasil. Os EUA também são grandes fornecedores de petróleo, principalmente de derivados”, completou Ticiana.

Liberação dos estoques

Apesar dos riscos para o mercado global, os países do G7 decidiram não liberar, por enquanto, os estoques de emergência, o que poderia derrubar os preços.

“Ainda não chegamos lá [na liberação das reservas]. O que acordamos foi usar todas as ferramentas necessárias, se preciso for, para estabilizar o mercado, incluindo a possível liberação dos estoques necessários”, disse à Reuters o ministro da Economia francês, Rolando Lescure.

Para a especialista do Ineep, os estoques da AIE não conseguem segurar o preço por muito tempo. “A medida estudada pelo G7 teria eficácia pequena porque isso sustenta por um tempo muito pequeno uma maior oferta de petróleo”, disse Ticiana.

 


Smoke rises following an explosion, after Israel and the U.S. launched strikes on Iran, amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 2, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY
Smoke rises following an explosion, after Israel and the U.S. launched strikes on Iran, amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 2, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY

Irã responsabiliza EUA e Israel

Autoridades iranianas destacam que a alta dos preços é responsabilidade dos EUA e de Israel, que iniciaram a agressão contra Teerã, conforme afirmou o presidente do Legislativo, Mohammad Bagher (MB) Ghalibaf.

“O impacto econômico dessa guerra, que se alastra para a infraestrutura em toda a região e no mundo, será vasto e duradouro. O preço do petróleo pode permanecer acima de US$ 100 por algum tempo. A política de Donald Trump pode levar à ruína não só a América, mas o mundo inteiro”, comentou MB em uma rede social.

Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a subida do valor do barril de petróleo é um preço “muito pequeno” a se pagar “pela segurança e paz dos EUA e do mundo”. “Só os tolos pensariam diferente”, afirmou. Para Trump, os preços cairão assim que a “ameaça” do Irã for eliminada.

 


10/01/2026 - Trump diz que Estados Unidos “estão prontos para ajudar o Irã. Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
10/01/2026 - Trump diz que Estados Unidos “estão prontos para ajudar o Irã. Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

França vai ao Mar Vermelho

O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que o país enviará uma dúzia de navios de guerra e um porta-aviões para o Mar Vermelho na tentativa de possibilitar “a livre navegação e segurança marítima” perto do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã, em uma operação “puramente defensiva”.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, também manifestou preocupação com o aumento do preço da energia, com o governo de Berlim estudando a regulação mais rigorosa para empresas petrolíferas por meio de limites ao reajuste de preços, segundo informa a mídia alemã Deutschlandfunk.

Brasil e a inflação

Apesar de a Petrobras poder se beneficiar da queda na oferta de petróleo do Oriente Médio, o Brasil pode sofrer com uma inflação global ou com uma recessão mundial, caso a guerra se prolongue por muito tempo.

Especialista do Ineep, Ticiana Álvares pondera, por outro lado, que a Petrobras teria condições de amortecer o impacto do aumento dos preços dos combustíveis.

“A Petrobras tem condições de segurar a variação do preço de importação de derivados. É possível amortecer os efeitos dessa alta nas bombas de gasolina, pelo menos por um tempo, aqui internamente no Brasil”, disse.

Porém, a especialista lembra que o amortecimento dos preços é limitado uma vez que o Brasil é importador de produtos derivados do petróleo, como gasolina e diesel, e hoje tem várias refinarias privadas.

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

Dólar cai para R$ 5,16 após Trump indicar possível fim da guerra

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Em dia de reviravoltas no mercado financeiro, o dólar teve forte queda e praticamente compensou a alta acumulada desde o início da guerra no Oriente Médio. A bolsa subiu quase 1%, aproximando-se dos 181 mil pontos. O petróleo, que se aproximou dos US$ 120 durante a madrugada, recuou após declarações do presidente Donald Trump de que o conflito está perto do fim.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,165, com queda de R$ 0,079 (-1,52%). A cotação teve um dia volátil, abrindo em R$ 5,28, mas desacelerando com investidores vendendo dólares para embolsar lucros. Com a redução das tensões internacionais, a cotação estava em torno de R$ 5,20, quando intensificou o recuo após a fala de Trump.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 27 de fevereiro, véspera do início dos bombardeios ao Irã. A divisa acumula queda de 5,89% em relação ao real em 2026. O euro comercial fechou a R$ 5,99, fechando abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 180.915 pontos, com alta de 0,86%.

O indicador operava com leve alta de 0,2% até as 16h, quando disparou após Trump dizer, em entrevista à rede de televisão CBS, acreditar que ‌a guerra contra o Irã “está ‌praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo de quatro a ⁠cinco semanas de conflito estimado inicialmente.

Antes da declaração de Trump, o petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subia cerca de 7% e estava em torno de US$ 97 o barril. Minutos após a fala, a cotação caiu para US$ 88.

Além da mudança de postura de Trump, fatores externos tinham ajudado a segurar a alta do petróleo tipo Brent, que chegou a US$ 119,50 durante a madrugada. Primeiramente, os países do G7, grupo das sete democracias mais industrializadas do planeta, anunciaram uma ajuda para o setor petroleiro.

Também nesta segunda, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país poderia enviar fragatas para defender navios que passassem pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. Isso também ajudou a aliviar os preços do petróleo.

* com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

CPMI do INSS: convocados não comparecem e depoimentos são adiados

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Os três depoimentos previstos para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foram cancelados. Os depoentes: Leila Mejdalani Pereira, presidente do Banco Crefisa; Artur Ildefonso Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção informaram, por motivos diversos, que não compareceriam.

Com isso, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu fazer uma reunião de debates entre os integrantes da comissão e disse que poderá determinar condução coercitiva;

À Comissão, as defesas de Leila e de Artur argumentaram que os clientes não compareceriam por entenderem que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também se estenderia aos requerimentos de convocação

No entendimento da defesa, a decisão de Dino se aplica a todos os requerimentos aprovados, inclusive os de convocação. No entanto, o presidente da CPMI disse que a decisão de Dino só vale para a quebra de sigilo e remarcou o depoimento de Leila e de Artur para a próxima quinta-feira (12).

Já o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, esteve na CPMI na quinta-feira da semana passada, quando a reunião foi cancelada por motivos de saúde do relator Alfredo Gaspar (União-AL).

Nesta segunda-feira, a justificativa da ausência de Assumpção foram exames médicos marcados anteriormente para hoje. A nova oitiva foi reagendada para o dia 23.

Se não for prorrogada, a CPMI deve ser encerrada no dia 26 de março. A previsão é que a leitura do relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) seja feita dia 23 de março..

Fonte: Agência Brasil

Após ameaça de bomba, voo da Latam de Brasília a São Paulo é adiado

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Após uma falsa ameaça de bomba, um avião da Latam que decolaria do Aeroporto de Brasília, às 9h55 desta segunda-feira (9), com destino ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), precisou ser inspecionado pela Polícia Federal (PF). O voo LA4677 foi adiado para o período da tarde (14h04).

Segundo a PF, ao receber o informe da Inframerica, empresa que administra o aeroporto de Brasília, e da empresa aérea, os protocolos de segurança foram acionados. Os passageiros e seus pertences foram imediatamente desembarcados, como é previsto para situações como essa.

“Equipes especializadas da PF realizaram inspeções na aeronave, bem como em passageiros e em bagagens, com o objetivo de verificar a existência de eventual risco à operação aérea”, explica a corporação em nota à imprensa.

A PF garantiu ainda que não foram identificados “riscos ou irregularidades” na aeronave. Segundo a Inframerica, o avião foi liberado para o voo por volta das 13h e não houve impacto nas operações do aeroporto.

A Latam, também em nota, reforçou que o voo até Cumbica ocorreu sem qualquer intercorrência e que “adota os mais elevados padrões internacionais para garantir uma operação segura a todos”.

Fonte: Agência Brasil