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Flávio e PL lideram uso de conteúdos feitos por IA, diz observatório

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Um levantamento feito pelo Observatório IA nas eleições, desenvolvido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, identificou que quase dois em cada três conteúdos políticos feito por inteligência artificial em publicações nas redes sociais, entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026, não sinalizou o uso da tecnologia, o que é proibido pela Justiça Eleitoral.

Além disso, do total de 413 conteúdos analisados, 250, cerca de 60%, foram classificados como sátira, com o objetivo de ridicularizar algum político.

Outros 163, cerca de 40%, foram classificados como desinformação.

“O dado levanta a preocupação dos conteúdos estarem sendo compartilhados sem o cuidado de informar ao público o uso da tecnologia seja por parte das contas que o publicam, como também das próprias plataformas digitais, que, apesar de disponibilizarem os recursos de rotulagem, possivelmente não estão moderando devidamente os conteúdos sintéticos”, aponta o observatório.

Publicações

A maior parte dos conteúdos de desinformação ou não sinalizados como tendo sido criados por inteligência artificial foram publicados por usuários anônimos.

Já entre os candidatos que publicaram esse tipo de mensagem, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) lidera a lista. Ele compartilhou 13 conteúdos.

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) vem em seguida com 10 publicações.

O ex-governador Romeu Zema e candidato a presidente pelo Novo publicou cinco, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL- RJ), três; e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), três.

Entre os partidos, o PL foi o maior propagador de mensagens feitas com inteligência artificial de forma indevida, com 28 publicações. O PT compartilhou quatro mensagens e o PSDB, duas mensagens.

Alvos

A maior parte dos casos identificados de uso de inteligência artificial (81%) manipularam imagens ou a voz de pessoas públicas, técnica classificada como deepfake. O principal alvo foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve imagem ou voz modificada de forma pejorativa em 112 publicações.

Flávio Bolsonaro foi alvo de 57 manipulações.

O que é deepfake

Deepfake é um conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que apresente grau de realismo e reproduza ou altere a imagem, voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia.

O TSE proibiu o uso de deepfake nas eleições quando o conteúdo for caracterizado como propaganda eleitoral.

Fonte: Agência Brasil

Paulo Gonet nega proximidade com Daniel Vorcaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15), durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.  

“Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu, com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal”, disse Gonet.

Ele se manifestou durante o julgamento sobre uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, também por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece em mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular de Vorcaro, principal investigado na Operação Compliance Zero, que está preso desde o ano passado por fraudes financeiras e corrupção. O material foi divulgado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master.

Segundo o relatório da PF, Gonet é citado em conversas de Vorcaro com terceiros, e não em mensagens identificadas como trocadas diretamente entre o ex-banqueiro e o procurador-geral. Em uma conversa de 2024, um interlocutor identificado como Ciro Soares afirma a Vorcaro que “Gonet é firme”.

Há ainda uma mensagem de 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão de Vorcaro, na qual o ex-banqueiro demonstra preocupação com o avanço das investigações e pergunta se seria possível “reverter isso com Paulo ou Andrei”. De acordo com os investigadores, as referências seriam ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A mensagem, entretanto, não demonstra que Gonet tenha sido procurado ou que tenha efetivamente atuado para interferir na investigação.

“Eu fico feliz que o ministro André Mendonça afirmou que não tenha nada que foi colhido que pudesse induzir a algum ilícito por parte do procurador-geral da República”, comentou Gonet em seguida.

A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça na condução das investigações. 

Durante a sessão, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento. A análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça, além do  presidente do STF, Edson Fachin, votaram pelo julgamento separado.

Fonte: Agência Brasil

Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

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O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. É o que aponta o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que propõe um novo regime de financiamento para ampliar a participação do capital privado e sustentar projetos de longo prazo.

Em 2024, foram investidos R$ 266,8 bilhões em infraestrutura, equivalentes a 2,27% do PIB. Segundo a CNI, o país precisaria elevar esse patamar para 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 550 bilhões por ano, e mantê-lo por pelo menos duas décadas.

Do total investido em 2024:

  • R$ 188,1 bilhões (70,5%) vieram do setor privado;
  • R$ 78,6 bilhões foram investimentos públicos;
  • Estados e municípios responderam pela maior parte dos aportes públicos.

Novo modelo

Para a CNI, nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de atender às necessidades do país. O novo regime deveria combinar recursos públicos e privados, ampliar o mercado de capitais e criar condições para investimentos de longo prazo.

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende estabilidade econômica e institucional para atrair capital.

“O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos”, ressalta.

Alban também defende uma estratégia de Estado para garantir continuidade aos projetos. Segundo ele, a modernização da infraestrutura demanda esforço contínuo, sistemático e de longo prazo, com uma política de Estado, conduzida por diversos governos.

Fontes privadas

O estudo mostra uma mudança na composição do financiamento da infraestrutura de 2010 a 2024. Em valores atualizados para 2024, as fontes privadas passaram de uma média de R$ 88,6 bilhões no período de 2010 a 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024.

No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. As instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024.

Na última década, houve uma mudança estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participação das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024.

Medidas propostas

A CNI aponta que o novo regime deve incluir:

  • estabilidade macroeconômica e fiscal, para reduzir riscos e o custo do capital;
  • fortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais;
  • expansão do crédito privado, com modelos que distribuam riscos de forma mais eficiente;
  • carteira maior de projetos estruturados para concessões e parcerias;
  • segurança jurídica e previsibilidade regulatória; e
  • autonomia técnica das agências reguladoras.

O estudo também destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições públicas de desenvolvimento na redução de riscos, estruturação de projetos e mobilização de capital privado.

Lições externas

A análise reúne experiências de Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos países que conseguiram ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura: estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo.

Segundo a CNI, os recursos públicos devem atuar de forma estratégica para atrair investimentos privados. Pela sugestão da entidade, o investimento público continuará sendo fundamental, mas o país precisa avançar para um modelo em que esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado.

 

Fonte: Agência Brasil

Veja como foi a terça-feira (15) dos candidatos a presidente

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A agenda dos candidatos à presidência da República nesta terça-feira (15) incluiu entrevistas e participação em podcasts, manifestações e atos políticos.

>> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

Ronaldo Caiado  (PSD)
O candidato Ronaldo Caiado cumpriu agenda na cidade de Aparecida de Goiânia (GO), onde fez comício de campanha.

Nas redes sociais, Caiado disse que, se eleito, pretende implantar novos critérios para indicação de ministros do STF, como idade mínima de 60 anos, quarentena de quatro anos para voltar à profissão e de oito anos para disputar cargo político. Ele afirmou ainda que pretende indicar quatro mulheres para a Corte.

Rui Costa Pimenta (PCO)
O candidato Rui Costa Pimenta participou de programa na Rádio Causa Operária e concedeu entrevista ao Canal do Galo Preto.

Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins cumpriu agenda de campanha em Porto Alegre (RS). Na cidade, participou de café da manhã na Ocupação Sepé Tiaraju, próxima ao centro da cidade.

Samara Martins também fez panfletagem no Restaurante Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e de ato em frente ao Ministério Público. Ela fez comício no centro de Gravataí (RS).  

Wilson Grassi (Democrata)
O candidato não teve agenda pública de campanha.

Augusto Cury (Avante)
O candidato Augusto Cury esteve na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e participou da ação “Cury Fala, Brasil Escuta”, onde público relatou problemas ao candidato.

Clariana Barão (DC)
A candidata Clariana Barão passou o dia em Brasília.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a candidata lamentou a crise no STF que, segundo ela, tira a atenção do debate eleitoral.

Edmilson Costa (PCB)
O candidato Edmilson Costa esteve nesta terça-feira (15), em Campinas (SP), onde realizou panfletagem no CAPS Reviver e no centro da cidade.

Flávio Bolsonaro (PL)
Em Fortaleza, o candidato Flávio Bolsonaro reuniu-se com aliados e participou de ato de campanha.

Nas redes sociais, o candidato criticou a crise no STF e defendeu políticas na área de segurança pública e o fim da reeleição. 

Hertz Dias (PSTU)
Em São Luís (MA), o candidato Hertz Dias reuniu-se com bancários da Caixa em greve e também com moradores na comunidade do Rio dos Cachorros, na zona rural da capital maranhense.

Durante a visita aos bancários, o presidenciável defendeu que os bancos públicos sejam 100% estatais e sob controle dos trabalhadores. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao Jornal da Record.

Na entrevista, Lula disse que, se reeleito, pretende fazer uma segunda reforma no Judiciário, com mudança nos critérios de indicação para ministros. Segundo Lula, o Judiciário precisa dar o exemplo.

Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos participou de gravação de Sabatina Rede TV! e sabatina no jornal Correio Braziliense.

Nas redes sociais, o candidato criticou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques de ter se declarado impedido de participar do julgamento sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. 

Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema participou de manifestação em frente ao STF, em Brasília.

Ele defendeu que todos os citados ou com envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, devem ser investigados, incluindo parentes de ministros do STF.

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

* Colaboraram Douglas Corrêa (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

STF provocou mal-estar cívico na população, diz Cármen Lúcia

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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou a exposição negativa da Corte nas últimas semanas, em função das denúncias de envolvimento de magistrados do tribunal no caso do Banco Master. A manifestação da magistrada ocorreu nesta terça-feira (15), durante julgamento que decidiria sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje, um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa, mas eu disse que estava triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição, por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nestes últimos dias”, afirmou a ministra.

Segundo Cármen Lúcia, houve uma espetacularização desse caso, o que fez grande mal à sociedade, que deveria estar discutindo os rumos do país em meio ao processo eleitoral. “Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade, essa é a minha percepção. Inebriamos o sentimento de justiça da cidadania estes últimos dias”, apontou.

A sessão acabou sendo suspensa, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com isso, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3 a favor da análise separada sobre a conduta de Moraes e os atos praticados pelo então relator do caso Master, ministro André Mendonça, que encaminhou denúncias contra o colega e outras autoridades, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A própria ministra Cármen Lúcia acompanhou a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de votar em separado as denúncias contra Mendonça e Moraes. O mesmo entendimento foi seguido pelos ministros Luiz Fux e pelo próprio Mendonça, formando a maioria parcial.

Já os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos por Gilmar Mendes, formulador da questão de ordem, além de Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Como Dino pediu vista, sua posição a favor do julgamento em separado não foi considerada no placar.

Voto de Luiz Fux

Antes do voto de Cármen Lúcia, o ministro Luiz Fux também registrou a posição a favor do julgamento em separado das suspeitas envolvendo Moraes e Mendonça.

“Não há mais tênue conexão entre essas duas petições. Uma alega abuso de autoridade [de Mendonça] e outra alega atos supostamente ilícitos praticados por um membro dessa corte [Moraes]. Uma coisa é abuso de autoridade, outra é essa investigação. Não há causas penais, não há processo criminal, não há inquérito”, disse.

“O que houve foi uma divergência entre dois ministros para deliberar sobre determinados fatos. No meu modo de ver, a presidência foi instada a compor essa divergência e o fez pela via administrativa que o Regimento [do STF] lhe faculta”, acrescentou Fux.

Entenda

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário.

A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes.

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro.

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

Reação

Alexandre de Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado nem contém o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”.

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.

Fonte: Agência Brasil

Fluminense leva susto, mas é 1º classificado à semi da Libertadores

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O Fluminense é o primeiro classificado às semifinais da Libertadores. O Tricolor se garantiu nesta terça-feira (15), mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Platense no Coliseo de Victoria, em Vicente López, região metropolitana de Buenos Aires.

A equipe brasileira se beneficiou da vitória por 2 a 0 sobre os argentinos na partida de ida, há uma semana, no Maracanã. Na soma dos placares, 3 a 2 para o time carioca.

Esta é a terceira vez que o Fluminense se coloca entre os quatro principais clubes da América do Sul. Em 2008 e 2023, o Tricolor também foi à decisão, sendo campeão na edição de três anos atrás.

O adversário nas semifinais sai nesta quarta-feira (16), no duelo entre LDU e Palmeiras, que se enfrentam no Estádio Casa Blanca, na capital equatoriana Quito, a partir das 19h (horário de Brasília). O Verdão tem a vantagem do empate, pois venceu a partida de ida, uma semana antes, por 1 a 0 no Nubank Parque, em São Paulo.

Se na última terça-feira (9) o Fluminense construiu a vitória no primeiro tempo, o Platense necessitou dos mesmos 45 minutos iniciais para igualar o placar agregado. O time da casa acuou o Tricolor na defesa e obrigou o goleiro Fábio a trabalhar. Aos 24, o goleiro fez grande defesa após uma cabeçada do zagueiro Ignacio Vázquez, no canto.

Cinco minutos depois, Fábio nada pôde fazer. Na sobra de uma tentativa de drible que esbarrou no zagueiro Julián Millán, o meia Guido Mainero chutou quase da marca do pênalti, a bola desviou no volante Hércules e saiu do alcance do arqueiro da equipe carioca, abrindo o marcador.

Nos acréscimos, Mainero cruzou pela direita e o atacante Bruno Sepúlveda apareceu às costas do zagueiro Thiago Silva para fazer, de cabeça, o segundo do Platense, deixando tudo igual na soma dos placares. Se a partida acabasse naquele momento, a decisão seria nos pênaltis.

A partida ficou mais brigada no segundo tempo. O Fluminense, que pouco conseguiu sair para jogar na etapa inicial, encontrou mais espaços. Aos 11 minutos, veio o respiro. Em contra-ataque, o volante Martinelli acionou Hulk, que abriu para o também atacante Agustín Canobbio na esquerda. O uruguaio entrou na área, driblou Vázquez e bateu cruzado, deixando o Tricolor novamente à frente no agregado.

Precisando do terceiro gol para forçar os pênaltis, o Platense se lançou com tudo ao ataque. Aos 36 minutos, Fábio brilhou novamente ao defender uma cabeçada forte de Vázquez. O time argentino empilhou bolas na área, mas a equipe brasileira conteve a pressão e garantiu a classificação.

 

Fonte: Agência Brasil

Tesouro honra R$ 79,95 mi em dívidas de estados e municípios em agosto

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A União pagou, em agosto, R$ 79,95 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,13 bilhões no acumulado de 2026.

Os dados constam do Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado nesta terça-feira (15) pelo Tesouro Nacional.

Desde 2016, a União desembolsou R$ 89,66 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias. Somente em agosto deste ano, foram recuperados R$ 70 mil.

Segundo o Tesouro Nacional, o principal fator que explica o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.

De acordo com o órgão, cerca de R$ 79,85 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,90 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) decorrentes da Lei Complementar nº 194/2022.

Outros R$ 522,39 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias.

Fonte: Agência Brasil

Especialistas defendem maior regulação de plataformas digitais

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O Brasil deve ampliar a regulação de plataformas digitais e a fiscalização do compartilhamento de conteúdos feitos com Inteligência Artificial. Foi o que defenderam as pesquisadoras Fernanda Rodrigues, diretora executiva do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS) e Larissa Santiago, cofundadora da plataforma de comunicação independente Blogueiras Negras.

Durante o webinário Tecnologias, IA e Eleições, promovido pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras nesta terça-feira (15), Fernanda Rodrigues chamou atenção para o funcionamento dos algoritmos de recomendação, que, segundo ela, fazem com que as plataformas determinem quais conteúdos serão apresentados aos usuários.

“É preciso uma regulação mínima que assegure que as pessoas possam optar por não receber conteúdos padronizados e que assegure que os mecanismos de recomendação não tenham vieses discriminatórios”, disse.

Inteligência Artificial

Sobre a Inteligência Artificial, as pesquisadoras afirmaram que o desenvolvimento dessa tecnologia não tem sido pautado pelas demandas da sociedade e que as grandes empresas de tecnologia monopolizam o debate sobre o assunto.

Larissa Santiago afirmou que, em comparação com outros países, o Brasil tem um bom sistema regulatório de IA. Mas que é preciso aumentar a fiscalização e, principalmente, a educação midiática.

“As pessoas não conseguem entender a diferença entre uma pessoa real e uma pessoa criada pela IA. É preciso educar a população”, disse.

IA nas eleições

Ao citar o processo que levou ao impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, Larissa Santiago mencionou a circulação de imagens e notícias distorcidas. O processo de impeachment ocorreu em 2016, antes da popularização das ferramentas atuais de inteligência artificial generativa. Larissa afirmou que a tecnologia de IA potencializa a violência política de gênero e raça com o uso de desinformação e deepfakes. “A gente viu isso com a presidenta Dilma. As imagens distorcidas, as notícias distorcidas, até chegar ao golpe”, disse.


Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula para R$ 102 milhões; confira os números sorteados

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.058 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (15). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 102 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 14 – 23 – 53 – 56 – 57 – 60

  • 49 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 53.305,58 cada
  • 3.632 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.185,42 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (17), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Entenda: STF encerra sessão sem definir casos sobre Moraes e Mendonça

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem definir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Pelas regras internas da Corte, o ministro Flávio Dino, que pediu vista do caso, tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento.

O impasse entre os ministros ocorreu pela discordância sobre o rito que seria adotado no julgamento. Inicialmente, somente o caso de Moraes foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A análise das suspeitas contra André Mendonça estava marcada para a sessão do dia 23 de setembro.

Durante a sessão, os ministros ligados à ala de Moraes defenderam que a relação com Vorcaro deveria ser analisada em conjunto com as supostas irregularidades atribuídas ao ministro André Mendonça, antigo relator do caso, ao solicitar ao plenário a investigação.

Pelo entendimento, o mesmo rito deveria ser adotado nos dois casos. Dessa forma, o ministro Gilmar Mendes levantou uma questão de ordem para incluir a análise das supostas irregularidades contra André Mendonça. 

A questão foi colocada em julgamento, mas não chegou a ser finalizada porque Dino pediu vista do processo após o bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça. O placar parcial ficou em 4 votos a 3.

Mendonça

O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo. 

Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. 

No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

Moraes

O caso Moraes veio à tona no dia 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou as conversas para Fachin.

A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

Fonte: Agência Brasil