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Taxa da Prova Nacional Docente (PND) deve ser paga nesta terça-feira

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Termina nesta terça-feira (14) o prazo para o pagamento da inscrição para a Prova Nacional Docente (PND) 2026. O valor da taxa é R$ 85.

O pagamento da taxa de inscrição da PND deve ser feito por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança), gerada no Sistema PND.

A guia pode ser paga em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativo bancário, por meio de Pix, cartão de débito em conta corrente ou poupança, cartão de crédito, débito em conta corrente ou em poupança.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, alerta que “pagamentos realizados por outros meios ou após o prazo previsto em edital não serão aceitos.”

Atendimento especializado

O resultado das solicitações de atendimento especializado também será divulgado amanhã (14), com período para interposição de recursos entre os dias 14 e 16 de julho. O resultado final dos recursos será divulgado em 20 de julho.

A aplicação da prova ocorrerá no dia 20 de setembro. O resultado final está previsto para  o dia 15 de dezembro. Serão avaliadas 21 áreas de licenciatura.

A Prova Nacional Docente é composta por duas partes. A primeira traz 30 questões fechadas (objetivas) e uma questão aberta (discursiva) sobre a Formação Geral Docente. A questão discursiva vai “analisar aspectos como clareza, coerência, coesão, argumentação e domínio da norma-padrão da língua portuguesa”, informa o Inep.

A segunda parte traz é de componentes específicos e tem 50 questões de múltipla escolha voltadas para situações-problema e estudos de caso da área de formação do participante.

A PND tem como objetivo avaliar a formação de concluintes das licenciaturas, futuros professores. A prova também será usada em processos seletivos e concursos públicos realizados nas esferas federal, estadual e municipal, para ingresso na carreira docente da educação básica pública.

A aplicação da prova está prevista na Lei nº 15.344/2026, que Institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica – Mais Professores para o Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Finalista da Copa masculina, Espanha pode "unificar" títulos mundiais

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A classificação da Espanha à final da Copa do Mundo abre a possibilidade de um país ser detentor, simultaneamente, de forma inédita, dos títulos mundiais entre homens e mulheres. As espanholas são justamente as atuais campeãs do naipe feminino.

Neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), a Fúria (apelido do time espanhol) mede forças, em Nova Jersey (Estados Unidos), com quem se classificar na outra semifinal da Copa masculina, entre Argentina e Inglaterra. A seleção ibérica, campeã pela primeira vez em 2010, busca o bi, o que a colocaria no topo da modalidade, pelo menos, até 2030, quando será uma das sedes do evento, junto de Portugal e Marrocos.

Entre as mulheres, o reinado da Espanha foi proclamado em 2023, com a inédita conquista da Copa do Mundo Feminina, realizada na Austrália e na Nova Zelândia. A vitória sobre a Inglaterra na final, por 1 a 0, no Sydney Stadium, premiou uma campanha quase perfeita, com seis vitórias e apenas uma derrota. Foram 18 gols marcados e sete sofridos.

O detalhe é que aquela decisão de 2023 pode se repetir na Copa masculina. Para isso, os ingleses têm de superar os argentinos nesta quarta-feira (15), às 16h, em Atlanta (Estados Unidos).

O título na Austrália alçou de vez a craque Aitana Bonmatí, eleita a melhor jogadora da competição, aos primeiros The Best – que é concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) – e Bola de Ouro da carreira. Ídola do Barcelona, a meia ganhou os prêmios mais duas vezes e é a atual detentora de ambos.

A Copa de 2023 também foi marcada por um beijo não consensual do então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, na atacante Jenni Hermoso durante a premiação das campeãs. O dirigente afirmou que o ato foi permitido pela atleta, o que a mesma negou. Pressionado por jogadores e coletivos femininos, Rubiales pediu demissão da RFEF e foi banido pelo Comitê Disciplinar da Fifa por três anos.

Vale lembrar que a Espanha chegou a ter “unificados”, entre 2024 e 2025, os títulos da Liga das Nações, torneio entre seleções europeias que ocorre a cada duas temporadas. Campeã nas duas primeiras edições femininas (2024 e 2025), a Fúria venceu a competição masculina em 2023, mas ficou com o vice no ano passado, superada por Portugal.

O primeiro país a vencer a Copa nos dois naipes foi a Alemanha, que conquistou o torneio feminino – criado em 1991 – nas edições de 2003 (Estados Unidos) e 2007 (China). Esta última, aliás, batendo o Brasil na final. Os títulos, porém, não foram simultâneos ao período em que a seleção alemã masculina era campeã mundial.

A próxima Copa do Mundo Feminina será no Brasil, em 2027. Entre as seleções que ainda estão na briga pelo título masculino em 2026, Espanha e Argentina estão garantidas no Mundial do próximo ano. A Inglaterra ainda terá que disputar a repescagem europeia.

Fonte: Agência Brasil

Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos

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A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de nações europeias que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).

Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.

Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.

A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.

À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).

Eficiência “furiosa”

Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.

As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.

Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.

Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.

A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.

Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.

Xeque-mate espanhol

A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.

Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.

E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.

Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.

A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.



Fonte: Agência Brasil

Venezuela já contabiliza 4.734 mortos e 16 mil feridos após terremotos

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Os terremotos que atingiram a Venezuela no final de junho já deixaram 4.734 mortos. Além disso, já foram registrados 16.740 feridos. Os dados foram atualizados nesta terça-feira (14) pelo Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez.

O parlamentar informou uma série de outros números sobre os impactos do desastre na Venezuela. O número de resgatados é de 6.462, 20 mil pessoas estão em acampamentos, 190 edifícios caíram e 856 prédios foram afetados.

No dia 24 de junho, terremotos de 7,2 e 7,5 na escala Richter, de força muito destrutiva, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e causaram milhares de desabamentos em diversas regiões do país. As áreas mais afetadas foram La Guaíra e Caracas.

O drama vivido no país vizinho motivou a solidariedade mundo afora. Países como Estados Unidos, China, Brasil, México, Reino Unido, entre outros, enviaram equipes de resgate, equipamentos, remédios e alimentos para a Venezuela.

Recentemente, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu ao governo brasileiro pela ajuda prestada. O Brasil enviou medicamentos e insumos médicos, como seringas, luvas, máscaras, gazes e ataduras.



Fonte: Agência Brasil

Dinheiro esquecido em bancos cai para R$ 6,2 bilhões, diz BC

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O volume de dinheiro esquecido por pessoas e empresas em bancos e outras instituições financeiras caiu para R$ 6,24 bilhões em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Banco Central (BC).

A redução em relação aos meses anteriores, quando o montante superava R$ 10 bilhões, ocorreu após a transferência de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), utilizado para dar suporte ao programa Desenrola Brasil.

Mesmo após o repasse, o Banco Central afirma que bilhões de reais continuam disponíveis para saque por pessoas físicas e jurídicas que ainda não resgataram seus recursos.

Por que caiu?

A principal razão para a queda foi a entrada em vigor da Lei 14.973/2024, que autorizou a transferência de recursos esquecidos que permaneceram sem pedido de resgate dentro do prazo estabelecido pelo governo.

Os R$ 5,7 bilhões foram enviados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo utilizado para oferecer garantias financeiras ao programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil.

A operação está sendo analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga se recursos fora do Orçamento público estão sendo usados para programas federais.

Segundo o Banco Central, pelo menos 10% do valor transferido permanece reservado para atender eventuais pedidos de resgate feitos posteriormente pelos titulares dos recursos.

Quanto ainda pode ser sacado?

Mesmo após a transferência, ainda há R$ 6,24 bilhões disponíveis para devolução.

Desse total:

  • R$ 4,44 bilhões pertencem a 24,08 milhões de pessoas físicas;
  • R$ 1,8 bilhão pertence a 2,27 milhões de empresas.

Desde que o Sistema de Valores a Receber (SVR) foi criado, o Banco Central informa que R$ 15,47 bilhões já foram devolvidos aos titulares.

Onde está o dinheiro?

Os recursos estão distribuídos entre diferentes instituições financeiras.

A maior parte está concentrada nos bancos, que ainda possuem R$ 2,91 bilhões a devolver.

Na sequência aparecem:

  • Administradoras de consórcio: R$ 2,25 bilhões
  • Cooperativas de crédito: R$ 586,7 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 311,5 milhões
  • Financeiras: R$ 106,3 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 71 milhões
  • Outras instituições: R$ 8,8 milhões

Quem tem direito?

Qualquer pessoa física ou empresa que tenha mantido relacionamento com bancos, cooperativas, financeiras, consórcios ou corretoras pode ter dinheiro esquecido.

Os recursos podem ser provenientes de:

  • Contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo
  • Tarifas cobradas indevidamente
  • Parcelas de empréstimos cobradas em excesso
  • Contas de pagamento encerradas com saldo
  • Recursos de consórcios encerrados
  • Cotas de cooperativas de crédito
  • Contas de investimento encerradas
  • Outros valores que as instituições financeiras são obrigadas a devolver.

Maioria recebe pouco

O levantamento mostra que a maior parte dos beneficiários tem pequenas quantias.

  • 67,6% têm até R$ 10 para receber;
  • 19,5% possuem entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 10,4% têm valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;
  • 2,46% dos beneficiários possuem mais de R$ 1 mil disponíveis para resgate.

Como consultar?

A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo SVR, do Banco Central.

O procedimento é simples:

  • Acessar o Sistema de Valores a Receber
  • Informar CPF ou CNPJ e os dados solicitados
  • Verificar se existem valores disponíveis
  • Fazer login com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro
  • Pedir a devolução conforme as orientações do sistema.

Quem não tem chave Pix poderá combinar outra forma de recebimento diretamente com a instituição financeira.

Resgate automático

O Banco Central também oferece uma modalidade de resgate automático.

Ela está disponível para pessoas físicas que utilizam o CPF como chave Pix.

Após ativar essa opção no Sistema de Valores a Receber, novos valores que eventualmente forem identificados serão depositados automaticamente pela instituição financeira, sem necessidade de uma nova solicitação.

A funcionalidade não está disponível para empresas, contas conjuntas nem para instituições financeiras que ainda não aderiram ao sistema de devolução automática.

E pessoas falecidas?

Também é possível consultar valores esquecidos em nome de pessoas falecidas.

Nesse caso, o pedido deve ser feito por um herdeiro, inventariante, testamentário ou representante legal, utilizando sua própria conta Gov.br e preenchendo um termo de responsabilidade.

Após localizar os recursos, será necessário entrar em contato com a instituição financeira responsável para concluir a liberação dos valores.

Fonte: Agência Brasil

Aumento do eleitorado idoso pauta campanhas, mas abstenção é desafio

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Dos mais de 158 milhões de brasileiros aptos a irem às urnas em outubro, 23% têm mais de 60 anos e formam o maior eleitorado idoso já registrado no país. 

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de idosos com o título de eleitor ativo cresceu cerca de 74% desde 2010, e hoje eles correspondem a mais de 36,8 milhões de pessoas. 

Para a Doutora em Ciência Política e professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mayra Goulart, esses dados transformam o grupo em um segmento decisivo para qualquer candidatura nacionalmente competitiva. 

“O envelhecimento do eleitorado tende a aumentar a importância de temas como saúde pública, acesso a medicamentos, previdência, assistência social, segurança, mobilidade, cuidado de longa duração e custo de vida”, aponta a pesquisadora, que é Coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada da UFRJ.

“São questões que afetam diretamente a população idosa, mas que também alcançam suas famílias, especialmente aquelas responsáveis pelo cuidado de parentes mais velhos”, completa. 

A cientista política acredita que a idade pode estar relacionada a posições mais conservadoras em determinadas questões morais ou comportamentais, mas isso não significa que eleitores idosos necessariamente votem mais em candidatos de uma determinada esfera política.  

“Há maior preocupação com políticas públicas, proteção social, previdência, saúde e estabilidade de renda. São eleitores que possuem uma experiência mais direta com o Sistema Único de Saúde, aposentadorias, pensões, medicamentos e outros serviços estatais”, reforçando que isso não elimina diferenças internas de renda, religião, escolaridade, gênero e região.

Participação social

Para os eleitores acima de 70 anos, cujo voto facultativo é um direito garantido por lei desde a promulgação da Constituição de 1988, não existe a necessidade de justificar a ausência; nem qualquer tipo de penalização pelo não comparecimento. Caso passem três eleições sem votar, o título também não será cancelado. 

No bairro das Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro, Antonieta da Silva Campos faz questão de exercer seu direito ao voto. Aos 96 anos de idade, ela ainda se lembra da sua primeira eleição, quando ajudou a eleger Getúlio Vargas, nos anos 50.

Na hora de escolher um candidato, ela conta que gosta de pesquisar.

“Eu vejo o que ele já fez, a postura dele como foi. A honestidade do candidato é o mais importante, queremos uma pessoa íntegra em todos os cargos”, conta.

Quando se prepara para votar, Antonieta diz que vai firme, com o sentimento de que está votando na pessoa certa. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 10/07/2026 - Antonieta da Silva Campos, 96 anos, bancária aposentada, exibe seu título de eleitor em sua casa. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 10/07/2026 - Antonieta da Silva Campos, 96 anos, bancária aposentada, exibe seu título de eleitor em sua casa. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A presença de idosos nas urnas tem aumentado aos poucos nas últimas eleições, e Mayra Goulart faz um aceno à participação feminina dentro desse processo de transformação. 

Segundo o Censo de 2022, as mulheres representam 54% das pessoas entre 60 e 69 anos, 57,8% daquelas com 70 anos ou mais, 61,7% das pessoas com 80 anos ou mais e 67,4% entre as que têm pelo menos 90 anos

“Falar do eleitorado idoso significa também considerar demandas relacionadas às trajetórias das mulheres, que vivem mais, muitas vezes recebem rendimentos menores, mas, frequentemente, são as responsáveis pelas redes familiares de cuidado”. 

Abstenções

Atualmente o país conta com cerca de 16 milhões de idosos com mais de 70 anos, 10,6% do total de eleitores aptos. Na última eleição, dos 25 milhões de brasileiros que não foram às urnas em 2022, 8 milhões faziam parte desse grupo, registrando quase 60% de abstenção

Entre aqueles que decidiram aposentar o título de eleitor, está Ivalda Barbosa, de 76 anos. Ela reside no bairro de Vista Alegre, zona norte da capital fluminense, e conta que votava apenas pela necessidade de estar em dia com a Justiça Eleitoral. 

Segundo Ivalda, a participação política não foi muito recorrente ou estimulada na sua vida. Nascida no interior do estado do Rio, só aos 38 anos de idade ela teve seu título de eleitor e participou da sua primeira eleição. 

“Foi falta de oportunidade. Aí, eu optei por votar, mas não porque eu gosto, mas por necessidade mesmo. De ter o título assinado”, disse. 

Mas isso não a impediu de ver a importância do próprio voto. Quando perguntada sobre como escolhia seus candidatos, ela responde que sempre prestava atenção nas propostas. “É, se eu gostava da pessoa, a via na TV e ela falava alguma coisa que me interessava, aí eu optava por aquele candidato”. 

Uma das tendências futuras levantadas por Mayra Goulart para diminuir a abstenção de votos é o aumento de conteúdos dirigidos à população idosa. Com temas, linguagem, formatos e canais apropriados, sejam em campanhas eleitorais ou institucionais do poder público. 

“É possível reduzir a abstenção, mas isso depende de um esforço de mobilização específico para esse grupo e seus subgrupos, e da redução das barreiras concretas ao comparecimento. A ausência pode estar relacionada não apenas ao desinteresse político, mas também a limitações de mobilidade, problemas de saúde, distância do local de votação ou dependência de familiares e cuidadores”, finalizou. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

Fonte: Agência Brasil

Chuvas atingem Nordeste, Norte e pontos isolados do Centro-Oeste

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que, nestas terça (14) e quarta-feira (15), a atuação de um sistema de baixa pressão sobre o Oceano Atlântico causa um sistema frontal que favorece a ocorrência de chuva desde o litoral sul da Bahia até o estado de Alagoas. 

Amanhã, as precipitações ganham intensidade no Nordeste, e abrangem também os estados do Ceará, Piauí e Maranhão.

Na Região Norte, a chuva concentra-se principalmente no Amazonas, Roraima e Pará, enquanto nos demais estados ocorre de forma isolada.

No Centro-Oeste há possibilidade de chuva isolada no Distrito Federal hoje, e no extremo norte de Mato Grosso na quarta-feira.

Nas demais áreas das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, o tempo permanece estável, com previsão de geada na Região Sul hoje, enquanto no sul de Minas Gerais e na região de Campos do Jordão, em São Paulo, a geada pode ocorrer tanto na terça-feira quanto na quarta-feira.

Nordeste

Na terça-feira (14), um sistema frontal sobre o Atlântico favorece chuvas isoladas no litoral sul da Bahia e na região metropolitana de Salvador. Além disso, o calor associado aos efeitos locais provoca pancadas fracas e isoladas no interior do Ceará, Piauí e Maranhão. Nas demais áreas da região, o tempo permanece firme.

Segundo o Inmet, na quarta-feira (15), as chuvas ganham intensidade entre o Centro-Norte e o leste da Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Piauí e Maranhão, estimuladas pela passagem do sistema frontal pelo Oceano Atlântico.

Nos demais estados do Nordeste, a chuva ocorre de forma isolada. No litoral sul da Bahia, entre Itacaré e Porto Seguro, há aviso de risco potencial para ventos costeiros hoje.

Na quarta-feira (15), o vento ganha intensidade sobre parte do Nordeste, com aviso de risco potencial para ventania entre o centro-leste da Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, sul do Ceará, sul da Paraíba e divisa entre Piauí e Pernambuco.

As temperaturas mínimas ficam em torno de 15 graus Celsius (°C) em regiões de serra da Bahia e as máximas em torno de 35°C no sertão do Nordeste.

Norte

Na terça-feira (14), há previsão de chuvas acompanhadas de trovoadas isoladas em Roraima, Amazonas e Pará. No Acre, Rondônia e Tocantins predomina o tempo firme, enquanto nas demais áreas da região podem ocorrer apenas chuvas fracas e isoladas.

Amanhã, as precipitações concentram-se principalmente no Amazonas e Pará, mantendo-se bastante isoladas nos demais estados, incluindo o norte de Tocantins.

Em relação às temperaturas, as mínimas ficam em torno de 20°C no sul da região Norte e máximas em torno de 32°C em toda região.

Centro-Oeste

Esta terça-feira terá predomínio de tempo estável na região Centro-Oeste. No entanto, a presença do sistema frontal no Oceano Atlântico pode favorecer o aumento da nebulosidade na região, e ocasionar chuvas bem isoladas e em geral fracas no Distrito Federal e em Goiás.

Na quarta-feira (15), a possibilidade de chuva isolada ocorre principalmente no extremo norte de Mato Grosso. Nas demais áreas do centro-oeste, o tempo fica firme, mas com variação de nebulosidade.

Haverá amanhecer frio no Mato Grosso do Sul e sul de Goiás, com temperaturas mínimas em torno de 10°C na terça-feira e 12°C na quarta-feira. As máximas ficam elevadas no norte da região, em torno de 34°C em Mato Grosso e Goiás.

Destaca-se, ainda, aviso de risco potencial para baixa umidade na terça-feira (14) no leste de Mato Grosso do Sul, incluindo a região de Três Lagoas, e no sul de Goiás, abrangendo Jataí, Rio Verde, Caldas Novas e Itumbiara. Nestas áreas os valores de umidade ficam entre 20% e 30% durante a tarde.

 

Fonte: Agência Brasil

PF indicia Careca do INSS e mais 47 por esquema de descontos ilegais

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A Polícia Federal (PF) encerrou nesta terça-feira (14) a primeira investigação oriunda da Operação Sem Desconto, que apura descontos ilegais de mensalidades associativas dos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os investigadores do caso concluíram pelo indiciamento de 48 investigados, incluindo o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o ex-presidente do órgão Alessandro Stefanuto.

O inquérito que originou os indiciamentos apurou descontos irregulares de aposentados filiados a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

O relatório completo sobre as conclusões da investigação foi enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que é relator do caso. O documento está em segredo de Justiça, os detalhes não foram divulgados.

O caso começou a ser investigado em abril de 2025 pela PF. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

A Agência Brasil busca contato com as defesas dos envolvidos. O espaço está aberto para manifestação.

Fonte: Agência Brasil

Educação política passa a integrar currículo escolar brasileiro

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A Presidência da República sancionou duas leis voltadas ao fortalecimento da formação cidadã no país. Publicadas nesta terça-feira (14), as normas incluem a educação política e os direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica e criam a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.

A Lei nº 15.468/2026 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para tornar obrigatória a abordagem de educação política e direitos da cidadania nas escolas. O tema passará a integrar o currículo da educação básica no âmbito dos estudos relacionados à realidade social e política brasileira.

Com a mudança, a legislação passa a prever expressamente que os estudantes tenham acesso a conteúdos voltados à compreensão da organização da sociedade, do exercício da cidadania e da participação democrática.

Semana nacional

Também foi sancionada a Lei nº 15.467/2026, que institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania. As ações relacionadas ao tema ocorrerão anualmente na primeira semana de maio em todo o território nacional.

Segundo a norma, órgãos públicos, instituições de ensino, entidades representativas e organizações da sociedade civil poderão promover atos que estimulem valores éticos e morais, fortaleçam o exercício da cidadania e incentivem iniciativas de combate à corrupção.

Fonte: Agência Brasil

Brasil vai às quartas do Mundial de vôlei sentado nos dois naipes

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O aproveitamento do Brasil no Campeonato Mundial de vôlei sentado, em Hanghzou (China), permanece 100%. Na madrugada desta terça-feira (14), as seleções masculina e feminina se classificaram às quartas de final dos respectivos naipes.

As mulheres, atuais campeãs, não tiveram dificuldades para bater a Hungria por 3 sets a 0, em parciais de 25/3, 25/9 e 25/11. Já os homens, que miram um título inédito, encontraram um pouco menos de facilidade, mas venceram o Japão também por 3 a 0 (25/14, 25/14 e 25/19).

As duas seleções voltam a jogar na madrugada desta quarta-feira (15). O time feminino entra em quadra primeiro, às 4h (horário de Brasília), para enfrentar a Ucrânia, reeditando o confronto que também ocorreu nas quartas da última edição, há quatro anos, em Sarajevo (Bósnia e Herzegovina), com triunfo brasileiro na caminhada rumo ao título.

Mais tarde, às 7h, o Brasil mede forças com a Alemanha pelas quartas do torneio masculino. Vice-campeã nas duas últimas edições, a seleção verde e amarela busca um lugar nas semifinais pela terceira vez consecutiva.

Os campeões garantem vaga na Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Nos Jogos de Paris (França), em 2024, apenas Brasil e os anfitriões (que já tinham vaga) classificaram-se nos dois naipes. Entre os homens, a seleção ficou em sexto ─ o Irã conquistou o ouro pela quarta edição seguida. No feminino, as brasileiras, apesar de favoritas, terminaram em quarto. As norte-americanas levaram o título.

 


14/07/2026 - Hanghzou (China) - Brasil vai às quartas do Mundial de vôlei sentado nos dois naipes. Foto: World Paravolley/Divulgação
14/07/2026 - Hanghzou (China) - Brasil vai às quartas do Mundial de vôlei sentado nos dois naipes. Foto: World Paravolley/Divulgação

Fonte: Agência Brasil