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Aprovados na primeira edição do CNU podem ser chamados até 2027

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O governo decidiu prorrogar por 12 meses o prazo de validade da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPU), conhecido como o “Enem dos Concursos”.

O edital com a decisão está publicado na edição desta quinta-feira (5) do Diário Oficial da União.

Com a medida, os cargos que não exigem curso de formação, cuja homologação ocorreu em 7 de março de 2025, o prazo de validade do concurso passa a vigorar até 6 de março de 2027.

Para os cargos que exigem curso de formação ou prova didática, a nova data de validade varia de acordo com o momento em que cada resultado foi homologado. Nesses casos, os prazos atualizados vão de abril a setembro de 2027.

De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a prorrogação permite que os órgãos federais tenham mais tempo para convocar candidatos aprovados, tanto para vagas imediatas quanto para eventuais reposições ou novas autorizações de provimento durante o período de validade do concurso.

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Concurso

O concurso de 2024 ofertou 6.640 vagas para 21 órgãos da administração pública federal.

O certame serviu ainda para formar cadastro reserva de mais de 13 mil candidatos classificados.

Os salários básicos iniciais dos aprovados variam de R$ 4.407,90 a R$ 22,9 mil, conforme o cargo.

Fonte: Agência Brasil

Gestores da Amazonprev ignoraram alertas ao aplicar R$ 390 milhões

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Os analistas da própria Fundação de Previdência do Amazonas (Amazonprev) recomendaram que os recursos do fundo previdenciário dos servidores públicos do estado, administrado pela fundação, não fossem usados para a aquisição de letras financeiras emitidas por instituições privadas.

O negócio também foi desaconselhado por uma empresa de consultoria, a LDB, contratada pela Amazonprev para prestar assessoria na área de investimentos.

Apesar das ressalvas de especialistas, entre junho e setembro de 2024, a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em letras financeiras emitidas pelos bancos Master, Daycoval, BTG Pactual e C6 Consignado, o que levou a Polícia Federal (PF) pedir à Justiça Federal autorização para realizar a Operação Sine Consensu, deflagrada nesta sexta-feira (6), com o apoio do Ministério da Previdência Social.

As letras financeiras são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras interessadas em captar investimentos de longo prazo, com a promessa de, em troca, entregar aos investidores lucros maiores que os de outros papéis.

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Suspeitas

De acordo com a PF, a série de investimentos que a Amazonprev fez, em apenas quatro meses, contrariou “normas de governança e regras federais aplicáveis aos investimentos de recursos previdenciários”. Fato que levou à abertura de um inquérito para apurar possíveis irregularidades e as suspeitas de corrupção e gestão temerária.

Ao longo da investigação, os policiais federais identificaram “movimentações financeiras atípicas” que motivaram a PF a solicitar à Justiça Federal autorização para realizar buscas e apreender documentos na sede da Amazonprev e em outros endereços residenciais e comerciais dos principais alvos da operação desta sexta-feira.

Ao atender o pedido da PF, com o aval do Ministério Público Federal (MPF), a juíza da 4ª Vara Federal Criminal, Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, ao autorizar a operação, destacou que, ao contrário de outros investimentos, as letras financeiras não têm a segurança da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, quem colocar dinheiro neste tipo de investimento assume o risco perder tudo em caso de insolvência da instituição emissora.

“Ocorre que na gestão de fundos de natureza previdenciária, nos quais são alocados recursos de terceiros, que depositam valores de forma compulsória ao longo dos anos de trabalho a fim de garantir as respectivas pensões e aposentadorias”, escreveu.

“É necessário proceder com a máxima prudência na administração do valor depositado, para que sempre exista a quantia suficiente para pagar os benefícios devidos aos servidores públicos aposentados”, acrescentou a juíza em sua decisão.

Bancos

Com base em informações fornecidas pela PF e pelo Ministério da Previdência Social, a magistrada destaca que, “apesar das restrições” dos analistas da Fundação e da consultoria contratada, a Amazonprev adquiriu R$ 50 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master em junho de 2024, “sem discussão prévia do Comitê de Investimento e sem a realização de cotações entre instituições financeiras diferentes”.

Em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação do Master, por emitir falsos títulos de créditos. O que, na avaliação da juíza federal, configura um risco concreto de prejuízo.

“Considerando que as letras financeiras são títulos não protegidos pelo FGC, existe a séria possibilidade de o prejuízo provocado pela aplicação ter que ser suportado pelos próprios contribuintes do Amazonprev, ou mesmo pelo governo do Amazonas”, escreve a magistrada.

Em agosto de 2024, a fundação adquiriu mais R$ 50 milhões em letras financeiras do Banco Daycoval – instituição que, na época, assim como o Master, não figurava na lista do Banco Central como instituições com baixo risco de crédito.

A terceira aplicação, de pouco mais de R$ 40,72 milhões, foi realizada em setembro de 2024, em letras financeiras do BTG Pactual. A quarta aplicação sob suspeita, de R$ 250 milhões, foi feita em títulos do Banco C6.

Ao admitir a existência de “indícios de gestão inapropriada e fraudulenta dos recursos financeiros à disposição da Amazonprev”, a juíza Ana Paula assinala, na decisão, que também “chamou a atenção da equipe de auditoria o fato de a fundação, exceto na aquisição das letras emitidas pelo Banco Master, ter adquirido os títulos por meio de corretoras, gerando custos e gastos de remuneração da intermediação, quando podia ter feito as aplicações diretamente junto às instituições financeiras”.

Até o momento, ao que se saiba, nenhuma das entidades bancárias citadas é alvo da investigação da PF, sendo a emissão de Letras Financeiras prática legal e corrente no mercado financeiro.

Afastamentos

Além de autorizar os policiais federais a realizarem buscas e apreenderem documentos que possam subsidiar a investigação, a juíza determinou o imediato afastamento de suas funções de três servidores da Amazonprev: o gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos da fundação, Claudinei Soares; o diretor de Previdência, André Luis Bentes de Souza, e o diretor de Administração e Finanças, Cláudio Marins de Melo.

De acordo com a PF, Soares foi “o principal responsável por operar as aplicações em Letras Financeiras” sob suspeita e recebeu R$ 273,8 mil da empresa de Niterói (RJ), Alfa A Consultoria e Gestão de Frota, pertencente ao empresário Sávio Loyola e Silva, investigado e alvo da operação policial desta sexta-feira.

A magistrada escreveu também em sua decisão a informação da PF sobre Melo ter recebido R$ 185,35 mil e Souza, R$ 161 mil, da Alfa A. A investigação diz ainda que Melo figura como o “responsável por ordenar a aplicação de R$ 50 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master” e Souza como o “responsável pelo deferimento do credenciamento dos bancos Master e C6 como emissores de títulos junto a Amazonprev”.

“Existem indícios de que funcionários do fundo responsáveis pelos investimentos acima citados, receberam valores de forma indevida e sem justificativa aparente da empresa Alfa A”, apontou a juíza.

Segundo a magistrada, não há, nos autos, até o momento, “justificativa aparente” para os valores remetidos aos então diretores da Amazonprev.

“De fato, é completamente atípico que uma empresa que teria como objeto a administração de frotas de automóveis para terceiros e sediada na cidade de Niterói/RJ, repasse valores na casa da centena de milhares de reais a diretores de um fundo previdenciário do Estado do Amazonas, a milhares de quilômetros de distância da sede da empresa”.

A reportagem da Agência Brasil ainda não conseguiu contato com Soares, Souza, Melo e Sávio Loyola e Silva e segue aberta a receber suas manifestações.

Colaboração

Em nota, a Amazonprev informou que está colaborando com as investigações e que permanece à disposição para prestar todas as informações solicitadas pelos órgãos competentes, com o objetivo de contribuir para o pleno esclarecimento dos fatos.

Sem citar nomes, a fundação informou que um dos três alvos da operação policial desta sexta-feira deixou o cargo comissionado e o quadro funcional ainda em 2024 – sem especificar o mês. E que os outros dois servidores do quadro efetivo do órgão já foram afastados de suas funções, conforme determinação judicial.

A Amazonprev afirmou que as aplicações suspeitas não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, pois o Fundo de Previdência do Amazonas apresenta superávit atuarial de R$ 1,7 bilhão, com mais de R$ 11 bilhões em recursos.

“O saldo é suficiente para garantir o pagamento de todas as aposentadorias e pensões do presente e os benefícios futuros dos servidores atualmente na ativa.”

Fonte: Agência Brasil

MEC habilita PUC-Rio e Idor para oferecer cursos de medicina

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A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Faculdade de Ciências Médicas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) receberam nesta sexta-feira (6) a habilitação para a criação de cursos de medicina no Rio de Janeiro.

A habilitação, que é um passo para o funcionamento do curso, foi formalizada durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Escola Técnica Roberto Rocca, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com a PUC-Rio, a criação de uma graduação de medicina é um projeto antigo da universidade que, internamente, buscava viabilizá-lo há vários anos, mobilizando parcerias acadêmicas e hospitalares. A implantação da graduação médica inclui apoio à rede municipal de hospitais do Rio.

O ministro da Educação, Camilo Santana, que acompanhou o presidente Lula na visita, disse que a autorização para o funcionamento dos cursos, de fato, deve ser dada “o mais rápido possível”.

“Estamos com a Rede D’Or e a PUC do Rio de Janeiro, única PUC que não tinha faculdade de medicina. Vamos assinar a habilitação como instituições de ensino, o primeiro passo para ter faculdade”, disse.

A habilitação confere às instituições de educação superior já credenciadas a possibilidade de solicitar o protocolo do pedido de autorização do curso de medicina, bem como utilizar suas unidades hospitalares reconhecidas pelo Ministério da Saúde como hospitais de ensino.

Com a habilitação, as instituições seguirão o fluxo dos processos regulatórios do Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres).  

 


06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Escola Técnica Roberto Rocca, na Rodovia Rio-Santos (altura do km 392) – Santa Cruz. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Escola Técnica Roberto Rocca, na Rodovia Rio-Santos (altura do km 392) – Santa Cruz. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Agenda no Rio de Janeiro

Lula cumpriu, nesta sexta-feira (6), uma série de agendas no Rio de Janeiro. Ele esteve na Zona Oeste e na Zona Norte da cidade, acompanhado do prefeito, Eduardo Paes, do ministro da Educação, Camilo Santana, e da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, além de parlamentares e representantes municipais. 

O presidente desembarcou na cidade pela manhã e, além da Escola Técnica Roberto Rocca, visitou a Comunidade do Aço, também em Santa Cruz, onde participou de entrega de moradias para a população em situação de vulnerabilidade social, parte dela beneficiária do Bolsa Família, programa do Governo do Brasil.

Uma das pessoas que recebeu a casa foi Mariza Batista. Ela conta que morava em um barraco com sete pessoas e três cômodos. Agora, ela tem a própria casa. “Eu moro no Aço, hoje eu não tenho vergonha de falar isso, moro em uma comunidade que foi transformada”, disse ela à Agência Brasil. “Não tenho vergonha de ir no supermercado, fazer compras e mandar trazer, acho isso muito chique”.

O presidente participou também, no Aeroporto Internacional do Galeão, de anúncio da instalação de hub internacional, o que deverá reforçar a conectividade internacional e consolidar o Rio de Janeiro como porta de entrada do turismo no Brasil.

Túnel em Campo Grande

 


06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Túnel Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Túnel Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula também participou da inauguração do Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, o primeiro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A obra liga a Estrada da Caroba à Estrada da Posse, reduzindo o tempo de deslocamento de 15 para apenas cinco minutos.

O túnel faz parte da entrega da primeira fase do Anel Viário de Campo Grande, que envolve um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, viabilizado via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com recursos do município.

No fim da tarde, no Aeroporto Internacional do Galeão, Lula discursou no anúncio da instalação do Hub internacional da Gol Linhas Aéreas, o que deverá reforçar a conectividade internacional e ajudar a consolidar o Rio de Janeiro como porta de entrada do turismo no Brasil. Também estavam presentes a ministra Anielle Franco, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

*Colaborou Bruno de Freitas Moura, repórter da Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

CLDF debate PL que combate a revitimização e a espetacularização do feminicídio

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Em uma audiência pública marcada por relatos e dados, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) debateu, na noite desta quinta-feira (05) o Projeto de Lei nº 1819/2025. A proposta, de autoria do deputado Max Maciel (PSOL), busca garantir a proteção do nome, da imagem e da honra de mulheres vítimas de violência doméstica, combatendo a revitimização no ambiente digital e na mídia.

Segundo cenário apresentado pelo parlamentar, no Distrito Federal, aproximadamente uma mulher é morta por feminicídio a cada 12 dias. Entre 2015 e 2025, a violência de gênero deixou 469 órfãos na capital. “A violência doméstica não termina necessariamente com a morte da vítima”, alertou o deputado Max Maciel. Segundo ele, o ciclo de violência “continua no espaço público por meio da exposição da imagem da vítima, da circulação de narrativas que culpam a mulher, da tentativa de justificar a agressão ou até mesmo de transformar a morte em um espetáculo”.

Conforme explicou o distrital, a proposta busca estimular uma mudança de foco na abordagem da violência contra a mulher. “Em vez de focar exclusivamente nas condutas, o projeto busca organizar a atuação do Estado diante das formas de violência. Buscamos romper a lógica de tratar esse fenômeno apenas como uma disputa entre autor e vítima, focando também na dimensão pública do problema. Queremos fortalecer a atuação preventiva do Estado”, frisou.

O poder da linguagem e a revitimização

 

Foto: Henrique Jesus / Divulgação

A jornalista e pesquisadora Ana Maduro, cujos estudos na Universidade de Brasília (UnB) fundamentaram o projeto, destacou como a escolha das palavras “pode atenuar crimes bárbaros”. “O que que o feminicídio tem a ver com a linguagem? Tudo. No momento que a gente olha para uma manchete ‘mulher é morta após trair o marido’, eu estou tornando o feminicídio um crime justificável, estou culpabilizando a vítima”, afirmou.

A pesquisadora também alertou para a sexualização das vítimas na mídia, citando o uso de fotos com biquínis ou batom vermelho para ilustrar notícias de assassinatos, o que fere a dignidade e a memória da mulher. “Imagine que você é vítima de violência… e veiculam sua foto no Google. Sua foto vai ficar ali para sempre. É a sua memória”, afirmou, ressaltando que o texto jornalístico deve ser um aliado da denúncia e não um gerador de medo para outras mulheres.

Para Karine Fonseca, presidenta da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn-DF), a questão também deve ser tratada como um problema de saúde pública, especialmente pelo impacto nas famílias. “As famílias vítimas de feminicídio enfrentam o luto prolongado, uma dor que se retroalimenta pela história que foi contada… a memória foi corrompida e a pessoa amada foi colocada como culpada”, pontuou.

Em sua fala, ela resgatou a memória de movimentos feministas históricos para reforçar que “a sociedade não pode mais aceitar a culpabilização das vítimas”, afirmando categoricamente que “a culpa não foi da mulher de querer sair daquele relacionamento” e que a misoginia “é a verdadeira raiz dessa violência”.

Recorte racial e invisibilidade

Aline Pereira, representante do Movimento Negro Unificado (MNU), trouxe a necessidade de se considerar o aspecto racial no debate, citando casos emblemáticos como os de Cláudia Ferreira – mulher que foi morta pela PM e arrastada por uma viatura no RJ em 2014 – e o da vereadora Marielle Franco. “A cada vez que aquela imagem circulava [de Cláudia sendo arrastada por um camburão], Cláudia era assassinada novamente”, desabafou Aline.

Ela citou o exemplo de Marielle Franco para reivindicar o direito das mulheres negras ao espaço público e à memória respeitosa, defendendo que, quando houver exposição pela violência, que ocorra de “maneira humana” e não desumanizada.

Segurança Pública e Prevenção

A Tenente-Coronel Renata Braz das Neves Cardoso, da Polícia Militar do DF, apresentou avanços institucionais, como a inclusão, em 2018, da disciplina Intervenção Policial Militar em Ocorrências de Violência Doméstica em todos os cursos de formação e aperfeiçoamento da corporação.

Segundo a oficial, é vital que os policiais entendam que “um chamado ao 190 é um pedido de socorro e, independentemente da quantidade de vezes que essa mulher acessa o serviço, a PM tem que estar disponível” para prestar o melhor atendimento possível, sem revitimização.

Além do treinamento, Renata Braz detalhou programas práticos que apresentam resultados expressivos, como o grupo reflexivo para servidores da segurança que são autores de violência. Ela relatou que, por meio desse acompanhamento compulsório, o índice de violência doméstica praticada por militares caiu drasticamente. “Conseguimos reduzir em praticamente 100% feminicídios cometidos por servidores da segurança pública”, pontuou.

Marina Cordeiro, coordenadora da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, trouxe dados sobre a realidade nacional e local. Apenas em janeiro de 2026, o Brasil registrou 330 vítimas fatais de violência de gênero, o que representa uma média de “11 mulheres com as suas vidas ceifadas nesse país por dia”.

Ela enfatizou a necessidade de uma perspectiva interseccional para proteger todas as mulheres em sua diversidade e criticou duramente a falha institucional no Distrito Federal, que apresenta altos índices de rejeição de auxílio judicial. Segundo informou, a Capital Federal  está no topo do ranking de denegação de medidas protetivas, com 15,7% das medidas tendo sido negadas no ano de 2025, o que totaliza 3.320 mulheres que tiveram esses pedidos rejeitados. “Nós não sabemos o que aconteceu depois com essas mulheres”, afirmou.

O projeto de lei

O texto do PL, que já tramitou nas comissões e aguarda votação em Plenário, estabelece que a divulgação ou exposição indevida do nome ou da imagem das vítimas, realizada por agressores ou seus familiares em mídias, propagandas ou entrevistas, constitui explicitamente uma forma de violência psicológica, conforme já previsto na Lei Maria da Penha.

A justificativa da proposta aponta que essa exposição é frequentemente utilizada como uma “tática de intimidação e desmoralização” para isolar a mulher e minar sua credibilidade.

Para enfrentar o problema, o PL impõe diretrizes ao Poder Executivo, como: adoção de providências administrativas para coibir a exposição indevida; promoção de campanhas educativas sobre os impactos da exposição pública das vítimas; e atendimento prioritário em serviços de apoio psicológico, jurídico e social para as vítimas e seus familiares quando houver agravamento do sofrimento pela exposição.

A íntegra da audiência pública pode ser conferida no YouTube da CLDF. Confira:

 

 

 

Fonte: Agência CLDF

EUA ameaça "agir sozinho" em países latinos-americanos

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Em meio aos ataques contra o Irã, o governo dos Estados Unidos firmou acordo com 16 países latino-americanos para “combate aos cartéis” na região e ameaçou “agir sozinho” na América Latina “se necessário”, o que violaria a soberania das nações latino-americanas sobre o próprio território.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, liderou na última quinta-feira (5), em Doral, na Flórida, a Conferência das Américas de Combate aos Cartéis, da qual participaram 16 países latino-americanos. 

“Os Estados Unidos estão preparados para enfrentar essas ameaças e partir para o ataque sozinhos, se necessário. No entanto, nossa preferência — e o objetivo desta conferência — é que, no interesse deste hemisfério, façamos isso juntos; com vocês, com nossos vizinhos e com nossos aliados”, disse Hegseth.

O secretário do governo Trump enfatizou que a “coalizão” firmada na Flórida expressa a política do Corolário Trump à Doutrina Monroe. Incluída na Estratégia de Segurança Nacional, anunciada em dezembro pelos Estados Unidos, a política reafirma a doutrina criada em 1823 e prega a “proeminência” de Washington sobre as Américas.

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“Ameaça gravíssima”

O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra Ronaldo Carmona disse à Agência Brasil que a fala de Hegseth é uma “ameaça gravíssima”.

“Pois sob Trump, as ameaças costumam se materializar (vide Venezuela e agora Irã). Ao evocar a Doutrina Monroe, o faz propondo expurgar a presença de potências extrarregionais das Américas, em uma ameaça explícita à liberdade de ação das nações da América Latina”, comentou.

O pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) acrescentou que o ingresso de drogas nos EUA deve ser uma tarefa interna ao Estado americano, que tenta “latino-americanizar” a questão como “pretexto” para intervenções abertas no continente, como ocorreu na Venezuela.

“É difícil imaginar que as forças de segurança americana não tenham meios para proteger autonomamente suas próprias fronteiras”, completou Carmona. 

O combate aos cartéis foi a justificativa usada para o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em seguida, Washington afastou-se do discurso do combate às drogas na Venezuela, priorizando a agenda do comércio petroleiro nas relações com Caracas

Conferência no Comando Sul

Ao explicar a nova doutrina na Conferência da Flórida, o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que os EUA querem “acesso irrestrito a áreas estratégicas e ao comércio, para que nossas nações possam se industrializar”.

“Queremos impedir que potências externas ameacem nossa paz e independência em nossa região comum”, acrescentou.

A Conferência ocorreu na sede do Comando Sul dos EUA, setor das Forças Armadas responsável por monitorar a América Latina e o Caribe. 

Da América do Sul, estavam presentes representantes da Argentina, Guiana, Bolívia, Equador, Paraguai, Chile e Peru. Da América Central, estavam Belize, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Panamá e Trinidad e Tobago.

O Ministério da Defesa da Argentina informou que, além de uma declaração conjunta que não foi divulgada, foram firmados acordos bilaterais com os EUA. Tais acordos separados teriam permitido “adaptar o marco jurídico de cada nação, como um elemento substancial do que foi acordado”. 

O professor Carmona acrescentou que Washington tenta vincular os países latino-americanos aos desígnios estratégicos de Washington, “impedindo-as de manter relações abertas com os vários polos de poder mundial”.

“Trata-se de um constrangimento à soberania inaceitável para a América Latina”.

México e Brasil

Os governos do México e do Brasil têm informado que o combate aos cartéis na América Latina tem que ser feito respeitando a soberania dos países da região.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, destacou que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”.  

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, incluiu o combate ao narcotráfico na agenda de negociações com o governo de Donald Trump. 

O pesquisador do Cebri Ronaldo Carmona afirma que o Brasil sempre diferenciou as atividades policiais, que seriam usadas para combater o narcotráfico, das atividades de Defesa, ligada à soberania territorial. Porém, os EUA tentam militarizar esse combate às drogas.

“O Brasil precisa urgentemente, como uma prioridade nacional, enfrentar com todas as energias, a começar das forças de segurança, as organizações criminosas brasileiras, até para não oferecer pretexto a Washington de utilizá-las com fins de ameaça à soberania brasileira”, completou.

Colômbia

O presidente colombiano, Gustavo Petro, reagiu à declaração do secretário estadunidense, comentando que os EUA “não precisam agir sozinhos para acabar com os cartéis de droga, pois não saberiam como fazê-lo bem. Para destruir os cartéis da máfia, precisamos nos unir”.

“Se alguém está interessado em destruir os cartéis, são a Colômbia e a América Latina, onde milhões de pessoas foram assassinadas e onde a democracia foi destruída em regiões que vivem sob o terror”, disse Petro.

“Portanto, a aliança contra o tráfico de drogas é um Pacto pela Vida e pela Paz, e estamos prontos”, disse em uma rede social.

 


Rio de Janeiro (RJ) 18/11/2024 - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala à imprensa na 19° Reunião de Cúpula do G20, no Museu de Arte Moderna. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 18/11/2024 - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala à imprensa na 19° Reunião de Cúpula do G20, no Museu de Arte Moderna. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Equador e Paraguai

O Equador e o Paraguai estão entre os países que mais têm estreitado relação com Washington sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Um dia antes da Conferência na Flórida, o Senado do Paraguai aprovou acordo com os EUA que prevê a presença no país de militares enviados por Washington, com imunidade penal para operações no país sul-americano. O projeto ainda precisa de aprovação da Câmara dos Deputados paraguaia. 

Também nesta semana, o Equador e os EUA anunciaram operações militares conjuntas contra cartéis de drogas. 

Em novembro de 2025, o presidente do país, Daniel Noboa, tentou aprovar, em referendo, a permissão para instalar bases militares estrangeiras no país, mas a consulta foi rejeitada por 60% da população equatoriana que foi às urnas

Fonte: Agência Brasil

Alta da atividade industrial em janeiro não compensa perdas acumuladas

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O crescimento de 1,8% na atividade industrial do Brasil em janeiro reflete resultados positivos de algumas categorias econômicas na comparação com dezembro, mas não compensa as perdas acumuladas pelo setor industrial ao final do ano de 2025 – cujo saldo negativo ainda é de 0,8%.

“O avanço de janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”, observa André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os avanços mais importantes, a pesquisa registrou a expansão das indústrias de produtos químicos (6,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%), além de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2%). 

Olhando em detalhes, na atividade de químicos, o destaque foi para a produção de adubos e fertilizantes, herbicidas e fungicidas – produtos ligados ao setor agrícola. Já no setor automobilístico, destaque para a produção de caminhões e autopeças. Outra contribuição positiva veio da indústria extrativa, na produção de derivados de petróleo, coque, e biocombustíveis.

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De acordo com André Macedo, apesar de não ter compensado as perdas acumuladas no final do ano passado, a alta no mês de janeiro foi favorecida pela volta da produção, após férias coletivas, em dezembro.

“O perfil do resultados deste mês é positivo, importante, disseminado entre as grandes categorias econômicas, que mostraram crescimento, mas que não elimina o passado recente de perdas”, avaliou o gerente.

A atividade industrial registrou queda em seis atividades. O maior impacto negativo veio, pela segunda vez consecutiva, do setor de máquinas e equipamentos (-6,7%). Nesta atividade, as maiores perdas foram em bens de capital para fins industriais e agrícolas, “que guarda relação com o movimento de aumento de taxas de juros”, explicou o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo. A política monetária de juros elevados encarece empréstimos e o crédito.

Já na comparação anual – de janeiro de 2026 com janeiro de 2025 – o crescimento foi de 0,2%. Apesar de tímido, o percentual interrompe uma trajetória de queda, mesmo com predomínio de taxas negativas alcançando duas das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos pesquisados, de acordo com o gerente.

Nessa conta influenciaram tanto a menor quantidade de dias úteis em janeiro deste ano, como uma base de comparação mais elevada em 2025. Em janeiro do ano passado, a indústria nacional tinha crescido 1,3%, nesta comparação.

Buscando uma visão de longo prazo, o IBGE verificou que, em 12 meses, a indústria cresceu 0,5%, o 26º resultado positivo, mas com perda de intensidade, ponderou Macedo. Ele lembrou que nesta comparação, em dezembro de 2024 o aumento tinha sido de 3,1% e, em janeiro de 2025, de 2,9%. “Há uma trajetória descendente”, disse.

Para o futuro, o gerente André Macedo pondera que o cenário é de incertezas para a economia nacional, diante dos possíveis efeitos da guerra no Oriente Médio, que detém a maior parte das reservas globais de petróleo.

“Eventos externos [como a guerra] que prejudiquem o comércio internacional, elevem os custos ou reduzam a oferta de matérias-primas podem gerar impactos negativos na indústria e na economia como um todo”.

Fonte: Agência Brasil

CNU 2025: governo divulga hoje reclassificação de candidatos

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) divulgam, às 16 horas (horário de Brasília) desta sexta-feira (6), o resultado atualizado da segunda rodada de confirmação de interesse nas vagas de preenchimento imediato do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2025.

A reclassificação considera apenas os nomes dos candidatos que ainda querem a vaga e retira desta lista os aprovados que manifestaram o desejo de não continuar no processo seletivo ou não responderam às duas convocações oficiais anteriores.

O resultado preliminar da classificação final – após a segunda rodada – será publicado na página eletrônica do certame no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela execução do concurso.

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Terceira e última convocação

Nesta sexta-feira também, o governo federal convocou mais 102 candidatos para a terceira e última rodada de confirmação de interesse pelas vagas de preenchimento imediato.

A lista com os nomes dos convocados está publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira. 

O candidato também poderá fazer a consulta individual na “Página de Acompanhamento” no site do concurso, a partir de 16h.

A convocação ocorre sempre para um único cargo por rodada, ou seja, aquele para o qual a pessoa candidata passa a figurar como classificada em vaga imediata após a atualização das listas.

A nova convocação considera a ordem de preferência indicada pelo candidato no momento da inscrição e as regras estabelecidas em edital da segunda edição do CNU.

Necessidade de confirmação

A convocação pura e simples não é garantia de permanecer na disputa pelo cargo. Para isso, a etapa de confirmação do interesse na vaga é necessária para o candidato permanecer habilitado para as próximas etapas do concurso.

Os convocados nesta sexta-feira (6) podem se manifestar a partir de 10 horas (horário de Brasília) deste sábado.

O prazo para os últimos convocados nesta sexta-feira confirmarem o interesse pela vaga imediata termina às 23h59 de segunda-feira (9).

O Ministério da Gestão avisa que após o encerramento do sistema, não será possível registrar a confirmação do interesse.

A manifestação de interesse ou não na vaga deve ser feita exclusivamente na Página de Acompanhamento no site da FGV, com a senha da plataforma Gov.br.

A confirmação de interesse não significa nomeação automática. É preciso cumprir as demais fases do certame.

Fluxo de convocações

Com as confirmações, a administração pública tem uma indicação mais clara de quem está na lista realmente e quer assumir o cargo, o que pode acelerar a chamada dos próximos classificados. Isto porque as vagas não confirmadas serão ofertadas na rodada seguinte.

Segundo o MGI, o modelo de convocações sucessivas mantém ritmo de preenchimento imediato das vagas. 

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. 

Do total de vagas do chamado Enem dos Concursos, 3.144 são de nível superior, e outras 508, de nível intermediário. Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

O chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com candidatos de 4.951 municípios. 

As provas foram aplicadas em centenas de municípios de todo o país, em dois dias de 2025. A primeira fase, de provas objetivas, ocorreu em outubro. A segunda, de discursivas, em dezembro.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Justiça autoriza exumação do corpo da PM morta com tiro na cabeça

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A Justiça de São Paulo autorizou a exumação do corpo de Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar, após solicitação da Polícia Civil, confirmou nesta sexta-feira (6) a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

A policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, na capital paulista.

O registro policial sobre a morte de Gisele era inicialmente de suicídio, mas foi alterado para morte suspeita.

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A Polícia Militar informou que o marido de Gisele está afastado de suas funções, a pedido.

A secretaria informou que as diligências prosseguem “visando ao total esclarecimento dos fatos”.

No entanto, informou que detalhes sobre as investigações serão preservados por conta do sigilo determinado pela Justiça.


Fonte: Agência Brasil

Fapeg financia projetos de enfrentamento à violência contra mulheres

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Fapeg financia projetos de enfrentamento à violência contra mulheres
Objetivo é selecionar propostas que ofereçam diagnósticos precisos e metodologias inovadoras de prevenção e acolhimento a mulheres vítimas de violência (Fotos: Carol Costa)

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), reforça o papel da ciência como ferramenta de proteção com a Chamada Pública nº 33/2025 para financiar projetos de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Com inscrições abertas até 9 de março pela Sparkx-Fapeg, o edital busca selecionar propostas que ofereçam diagnósticos precisos e metodologias inovadoras de prevenção e acolhimento. 

De acordo com os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, ainda é alto o número de vítimas de feminicídio.

Diante disso, o objetivo da Fapeg é que o conhecimento gerado nas universidades e centros de pesquisa de Goiás fundamente políticas públicas mais assertivas e eficientes.

A chamada conta com investimento total de R$ 1 milhão e vai apoiar propostas entre R$ 50 mil e R$ 250 mil para execução em até 24 meses.

Enfrentamento à violência contra mulheres

Em Goiás, o enfrentamento passa pelo fortalecimento da pesquisa aplicada, capaz de entender as raízes do problema e propor soluções que cheguem à ponta, protegendo quem mais precisa.

A ideia é apoiar financeiramente propostas que, para além de diagnósticos, promovam implementação de soluções práticas, sustentáveis e inovadoras, com participação direta das mulheres e comunidades envolvidas, de forma a subsidiar e fortalecer políticas públicas, serviços e redes de proteção.

Para o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, o engajamento da comunidade acadêmica é um passo decisivo.

“A ciência tem o poder de identificar ciclos de violência antes que eles se tornem fatais. Este edital é um convite para que nossas pesquisadoras coloquem sua expertise a serviço da vida das goianas”, afirma.

A Fapeg faz essa convocação exclusivamente às mulheres cientistas e às instituições de ensino de todo o Estado para engajarem-se nesta chamada.

A liderança feminina desses projetos é essencial para trazer o olhar de quem vivencia as nuances dessa realidade para dentro do campo da inovação social.

O edital completo está na aba Acesso Rápido > Editais > Inscrições abertas > Chamada nº33/2025.

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Fonte: Portal Goiás

Indústria nacional cresce 1,8% em janeiro de 2026

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A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%. Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.

As informações foram divulgada nesta sexta-feira (6) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento deste ano, de 0,2%, interrompe três meses consecutivos de queda na produção. Em dezembro, novembro e outubro, a indústria tinha recuado -0,1%, -1,4% e -0,5%, respectivamente.

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Com o resultado positivo em janeiro, a indústria nacional conseguiu crescer também de 1,8% acima do patamar de produção antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Mas ainda está abaixo do recorde de 15,3% de crescimento no mês de maio de 2011.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o crescimento de janeiro de 2026 se deu diante de uma “intensa queda” da produção em dezembro de 2025, que tinha sido a mais elevada desde março de 2021.

“Naquele mês, além do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se também uma maior frequência de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”, explicou, em nota divulgada à imprensa pelo IBGE.

Como fatores que ainda travam a economia, Macedo cita a política monetária, de juros altos, que dificultam o acesso ao crédito para investimentos.

“O avanço de janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”, observou.

 

Fonte: Agência Brasil