Agentes da Polícia Federal prenderam nesta terça-feira (28), em Conceição da Barra, no Espírito Santo, um homem suspeito de aliciar crianças para adquirir, armazenar e compartilhar imagens de abuso sexual infantojuvenil.
O suspeito foi detido pela Operação Anjo Mal, em que agentes da Delegacia de Polícia Federal em São Matheus cumpriram um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão em endereço ligado ao investigado.
Segundo a PF, este mesmo homem já era investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro pela prática de estupro de vulnerável.
Nas buscas, foram apreendidos dois celulares e um pendrive, que serão submetidos à perícia técnica criminal. No endereço, ainda havia roupas infantis, que, de acordo com a PF, ajudam a corroborar as suspeitas de abuso.
O preso foi encaminhado à Delegacia da PF em São Matheus, onde foi autuado em flagrante e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional capixaba.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado da morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, será julgado na justiça comum. A decisão é do ministro Reinaldo Soares, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Soares havia solicitado esclarecimento, no último dia 17, ao Juízo de Direito da 5ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo, à qual foi oferecida denúncia pelo Ministério Público Estadual.
O tenente-coronel será julgado por feminicídio.
“Ao definir a competência, o relator aplicou o entendimento recente da Terceira Seção do STJ segundo o qual crimes dolosos contra a vida praticados por militares só se submetem à Justiça Militar quando houver vínculo direto com a atividade castrense e com a tutela da hierarquia e da disciplina. Ausente esse nexo funcional, prevalece a competência do Tribunal do Júri”, informou o STJ.
Nesta terça-feira (28), o advogado que representa a família de Gisele, José Miguel da Silva Junior, disse que a família sempre defendeu que a morte não se trata de um crime da esfera militar. A decisão de Soares será publicada na próxima quinta-feira (30).
O tênis de mesa brasileiro estreou com vitória nas disputas feminina e masculina da fase de grupos do Campeonato Mundial de tênis de mesa por equipes, em Londres (Inglaterra). Nesta terça-feira (28), a seleção feminina liderada por Bruna Takahashi superou o Cazaquistão por 3 jogos a 1, no primeiro jogo do Grupo 5, que tem ainda República Tcheca, Cazaquistão e Mongólia. As demais integrantes da equipe Amarelinha são Giulia Takahashi (irmã mais nova e Bruna), Laura Watanabe e Victoria Strassbourger.
O Mundial também começou bem para o escrete masculino, comandado pelo carioca Hugo Calderano, número 5 do mundo, com triunfo por 3 partidas a 1 sobre Porto Rico, pelo Grupo 4 (Hungria, Porto Rico e Uzbequistão completam a chave). O time Amarelinho conta também com Leonardo Iizuka, Guilherme Teodoro e Felipe Doti Arado.
O Brasil volta à quadra mesta quarta (29). A partir das 13h (horário de Brasília), a seleção feminina encara a República Tcheca. Na sequência, às 15h30, o quarteto Amarelinho enfrenta a Hungria. Os jogos têm transmissão ao vivo online na conta da Federação Internacional (World Table Tennis) no YouTube.
A competição reúne ao todo 64 equipes em cada gênero (masculino e feminino), divididas em 16 chaves. Na primeira fase, todos os times jogam entre si dentro do grupo. A classificação à fase seguinte (mata-mata) seguirá critérios distintos até completar 32 seleções. Os grupos 1 e 2, que abarcam as oito equipe mais bem ranqueadas, já têm classificação assegurada no mata-mata.
A partir da chave 3 até a 16, somente os primeiros colocados seguirão para a fase eliminatória. O regulamento também prevê a classificação dos seis melhores segundos colocados. Já os demais oito segundos lugares disputarão uma etapa preliminar, da qual apenas quatro avançarão ao mata-mata.
Ao todo, 32 seleções disputarão a fase eliminatória, quando terão início as partidas individuais. O Brasil busca um título inédito no Mundial por equipes.
Resultados desta terça (28)
Chave feminina (Brasil x Cazaquistão)
Bruna Takahashi venceu Sarvinoz Mirkadirova por 3 sets a 0 (11/0, 13/11, 11/7);
Giulia Takahashi foi superada por Zauresh Akasheva por 3 a 2 (11/8, 7/11, 11/6, 5/11, 9/11);
Laura Watanabe derrotou Zhanelke Koshkumbayeva por 3 a 2 (11/4, 7/11, 11/9, 7/11, 11/9)
Bruna Takahashi voltou ganhou de Akasheva por 3 a 0 (11/6, 12/10, 11/6).
Chave masculina (Brasil x Porto Rico)
Hugo Calderano venceu Seven Moreno por 3 sets a 0 (11/4, 11/6, 11/5);
Leonardo Iizuka perdeu para Angel Naranjo por 3 a 1 (11/7, 8/11, 9/11, 9/11);
Guilherme Teodoro ganhou de Enrique Rios por 3 a 0 (13/11, 11/9, 11/7);
Hugo Calderano bateu Naranjo por 3 a 0 (11/7, 11/3, 11/3).
Programação
Quarta-feira (29) 13h – Brasil x República Tcheca (feminino) 15h30 – Brasil x Hungria (masculino)
Quinta (30) 13h – Brasil x Mongólia (feminino) 15h30 – Brasil x Uzbequistão (masculino)
O deputado Max Maciel (Psol) subiu à tribuna da Câmara Legislativa, na tarde desta terça-feira (28), para relatar visita que fez à Medellín, segunda maior cidade da Colômbia, onde conheceu projetos na área de mobilidade e distritos criativos. “Estas são duas pautas importantes e a viagem reafirmou o transporte como orientador de mudanças”, comentou, lembrando as transformações naquela localidade, antes, lembrada pela violência e, agora, conhecida como “centro de inovação”.
Presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade da CLDF, o distrital reforçou o papel do transporte público na qualidade de vida da população, observando que Brasília registra o maior deslocamento semiurbano do país. “São cerca de 200 mil trabalhadores e 44 mil estudantes que se deslocam diariamente do Entorno”, acrescentou, citando dados do Instituto de Pesquisas do DF. Destes, segundo ele, 140 mil pessoas chegam de ônibus. Analisando os dados, Maciel insistiu: “O que desafoga o trânsito é investir em transporte coletivo”.
Nesta terça-feira (28), a entrada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ficou repleta de cães e gatos em busca de um lar. Esta foi a 3ª edição da CLDF de Patas Abertas, campanha de adoção promovida por protetores de animais em parceria com o gabinete do deputado Fábio Felix (PSOL) e a Associação dos Servidores, Ex-servidores e Pensionistas da CLDF (Assecam).
“Essa campanha de adoção é apoiada pelo nosso mandato, mas a iniciativa veio da sociedade civil organizada, especialmente das protetoras e dos protetores de animais independentes, que já têm feito um trabalho muito grande de adoção, de recolhimento e de cuidado com esses animais. Eles têm tirado recursos do próprio bolso para financiar as vacinas, a castração, por exemplo, porque as políticas públicas ainda são muito debilitadas nesse tema”, pontuou o parlamentar.
Foto: Divulgação / Gabinete Fábio Félix
Para Félix, promover essa visibilidade é importante para chamar atenção da sociedade. “A adoção de animais precisa ser tratada como política pública e todos os representantes dos poderes públicos devem se responsabilizar”, concluiu.
Entre os animais adotados na CLDF, estão duas gatinhas escolhidas pela servidora Daniela Brum, assessora do deputado Joaquim Roriz Neto (PL). Para ela, o principal significado da adoção é a reciprocidade. “A gente salva um animal que acaba salvando a gente também”, define.
A servidora Daniela Brum com suas novas gatinhas. (Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF)
Daniela fala com a experiência de quem já se encantou com a adoção antes, por meio da cachorrinha Luna. “A família do meu esposo resgatou a mãe dela grávida. Eu conheci a Luna com um mês de vida e me apaixonei. Hoje ela tem 5 anos, é o nosso xodó, linda, carinhosa, mansa, é a clássica caramelo”, conta.
Ela e o esposo já estavam pensando em aumentar a família com um gatinho e a feira de adoção foi a oportunidade perfeita. O nome de uma das gatinhas, a listrada, já foi escolhido: “professora McGonagall, para os íntimos, Minerva”. O nome da outra gatinha, toda preta, ficará a cargo do marido. Ela ressalta que “a adoção ajuda a evitar sofrimento e maus-tratos em animais nas ruas, principalmente no caso de gatos pretos”.
Amor com responsabilidade
Segundo a fundadora do projeto Miados e Ronronados, Juliana Campos, “a adoção responsável é o nível máximo de proteção, é quando completamos o ciclo de regatar, cuidar e conseguir uma família”. No entanto, enfatiza que o sucesso depende de compromisso de longo prazo. “O tutor precisa ter consciência, levando em consideração a expectativa de vida e os custos envolvidos com alimentação e vacinação, por exemplo”.
A protetora de animais Juliana Campos, do projeto Miados e Ronronados. (Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF)
Juliana lembra que a campanha CLDF de Patas Abertas começou em 2025. Naquele ano, ela pediu apoio para o deputado Fábio Felix em um caso de maus-tratos contra vários gatos de pelagem tigrada. Ao conversarem, surgiu também a ideia de fazer uma campanha de adoção. Duas edições foram realizadas em 2025 e esta é a primeira de 2026.
Além da adoção, Juliana Campos ressalta que a castração é uma das medidas mais importantes na proteção animal, para evitar o aumento constante da situação de abandono. “Mesmo os animais em casa devem ser castrados, pois podem fugir. Se tivesse castração, não haveria 70% desses animais para doar”, avalia Juliana.
Por sua vez, a ativista independente Raquel Trento reforça que “a campanha de adoção é importante para tentar reduzir a proliferação de animais”, além de retirá-los das ruas. Ela levou seis cachorrinhos para a feira de doação, que viviam em condições precárias. “Eles estavam cheios de pulgas, agora estão vermifugados, vacinados e tratados contra pulgas”, detalha Raquel.
A protetora de animais Raquel Trento e sua filha Kaonna Trento. (Foto: Felipe Ando/Agência CLDF)
A adoção também foi incentivada pela voluntária Maria Louise Alves, da organização Toca Segura, que destaca o companheirismo dos animais. “Eles dão bastante carinho, são muito amorosos”, elogia. Ela aponta que outra forma de contribuir com a causa é por meio de doações para entidades de proteção aos animais. “Nós precisamos de bastante ajuda, tudo precisamos tirar do nosso bolso, como o pagamento de cirurgias”, afirma Maria Louise.
A voluntária da organização Toca Segura, Maria Louise Alves. (Foto: Felipe Ando/ Agência CLDF)
Ex-técnico da seleção brasileira e referência do basquete espanhol, Moncho Monsalve morreu nesta terça-feira (28), aos 81 anos. Sob comando dele, a seleção masculina conquistou a Copa América de 2009, assegurando vaga no Mundial do ano seguinte. Na época, o time era repleto de talentos como Anderson Varejão, Leandrinho Barbosa, Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado e Tiago Splitter, que atualmente treina o Portland Trail Blazers, da NBA.
O basquete brasileiro lamenta a partida de Moncho Monsalve, lenda do basquete espanhol e técnico da Seleção Brasileira masculina entre 2008 e 2010.
No momento em que nos solidarizamos com familiares e amigos, destacamos a trajetória incrível de Moncho, campeão da Copa América… pic.twitter.com/qW8BRzLHep
— Basquete Brasil – CBB (@basquetebrasil) April 28, 2026
Em 2004, Monsalve entrou no Hall da Fama da Federação Espanhola de Basquete. Antes de abraçar a carreira de treinador, Monsalve se destacou nas quadras como jogador. O ápice da trajetória foi no Real Madrid: durante quatro temporadas – de 1963 a 1967 – faturou nove títulos (três Copas da Europa, três Ligas e três Copas da Espanha. Em comunicado oficial, o clube madrileno manifestou pesar pela morte do ex-atleta.
“O Real Madrid CF, seu presidente e sua Diretoria lamentam profundamente o falecimento de Moncho Monsalve, uma das grandes lendas do Real Madrid e do basquete espanhol”, afirmou a nota.
La FEB muestra sus condolencias por el fallecimiento de Moncho Monsalve.
Monsalve também defendeu a seleção espanhola, vice-campeã dos Jogos do Mediterrâneo de 1963. Em 1971, aos 26 anos, ele encerrou precocemente a trajetória de atleta, após uma severa lesão no joelho.
Após a aposentadoria, o treinador esteve à frente de clubes espanhóis (Barcelona, Zaragoza, Múrcia e Málaga). Além da seleção brasileira, também as seleções de Marrocos e República Dominicana.
Goinfra alerta motoristas para a interdição de trechos das duas pistas, próximo ao viaduto da Castelo Branco (Foto: Frederico Augusto)
Com o avanço da restauração da GO-060 no sentido Trindade-Goiânia, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) vai iniciar a nova etapa dos trabalhos no sentido oposto, entre Goiânia e Trindade. Previsão é começar os serviços na segunda pista já no mês de maio.
Atualmente, as equipes atuam no quarto e último trecho da frente Trindade-Goiânia, no percurso que vai do Pite Clube até o viaduto Leôncio Barbosa da Silveira, na trincheira da Avenida Castelo Branco. A conclusão dessa etapa está prevista para a primeira quinzena de maio, marcando o encerramento de um ciclo importante da obra nesse sentido da rodovia.
Para garantir a segurança viária durante a finalização do trecho, foi necessária a interdição pontual de parte da pista contrária, nas proximidades da trincheira do viaduto. Com isso, o tráfego está sendo desviado para a Avenida Inhumas. Toda a área em obras conta com sinalização reforçada, incluindo desvios e orientações aos condutores.
Restauração GO-060
Com a evolução dos serviços, a Goinfra já iniciou o reforço de sinalização de obras no lado oposto da pista. Técnicos preparam o início da fresagem do pavimento no sentido Goiânia-Trindade, no trecho inicial de aproximadamente quatro quilômetros, a partir do Viaduto Portal da Fé, na saída de Trindade. A etapa está prevista para iniciar nos próximos dias.
A execução seguirá a mesma lógica operacional adotada até agora: os trabalhos serão realizados em trechos de até cinco quilômetros, que serão interditados de acordo com a disponibilidade de retornos ao longo da rodovia. A estratégia garante mais fluidez ao cronograma, permitindo que, à medida que um segmento se aproxima da conclusão, o próximo já entre em fase de preparação, com sinalização e início dos serviços.
Rotas alternativas
Durante esse período, a Goinfra reforça a orientação para que os condutores utilizem, preferencialmente, as rotas alternativas, como a GO-469 e a BR-060, ou ainda a GO-070 e a GO-469, contribuindo para a segurança viária e a melhor circulação no entorno das obras.
A fiscalização dos trechos em obras ocorre em parceria com o Comando de Policiamento Rodoviário da Policia Militar (CPR/PMGO). É fundamental que os condutores respeitem a sinalização, o limite de velocidade reduzida e a distância dos veículos à frente, para evitar acidentes e congestionamentos
O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta terça-feira (28) uma nova ferramenta para facilitar o pagamento de contas recorrentes: o boleto com Pix automático. A solução, inédita no país, permite que boletos mensais, como contas de luz ou mensalidades, sejam pagos automaticamente após uma única autorização do cliente.
A ferramenta pretende simplificar o processo tanto para quem paga quanto para empresas que recebem, reduzindo etapas e evitando atrasos.
Como funciona na prática
O funcionamento é simples: ao pagar um boleto com Código QR via Pix, o cliente pode autorizar, naquele momento, que os próximos pagamentos sejam feitos automaticamente.
Depois disso:
• Os boletos futuros são agendados automaticamente
• O valor é debitado na data de vencimento
• Não é necessário repetir o pagamento todo mês
O cliente não precisa ter conta no Banco do Brasil para usar a funcionalidade. A autorização pode ser feita por usuários de qualquer instituição financeira.
O que muda para o consumidor
Para quem paga contas recorrentes, a principal vantagem é a praticidade. Hoje, o cliente precisa lembrar de pagar cada boleto manualmente ou cadastrar débito automático, nem sempre disponível para todos os serviços.
Com o Pix automático via boleto:
• O processo acontece em uma única etapa
• Há menos risco de esquecer pagamentos
• O controle continua com o cliente, que precisa autorizar previamente
Benefícios para empresas
Do lado das empresas, a nova ferramenta busca resolver um problema comum: a inadimplência e a dificuldade de integração entre sistemas.
Segundo o BB, a solução:
• Mantém o modelo tradicional de boleto
• Permite cobrança de juros e multa por atraso
• Não exige mudanças complexas nos sistemas
• Facilita a conciliação financeira (controle de pagamentos recebidos)
Além disso, o pagamento automático tende a aumentar a previsibilidade de caixa, já que reduz atrasos e esquecimentos por parte dos clientes.
Onde está disponível
A primeira empresa a adotar o novo modelo é a Equatorial Energia, que começou a oferecer a opção para clientes em estados como Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas e Amapá.
A expectativa é que a solução seja expandida gradualmente para outras regiões e empresas nos próximos meses.
Próximas etapas
Inicialmente, o recurso está disponível para empresas que utilizam a API de cobrança do Banco do Brasil, uma ferramenta que integra sistemas de pagamento.
A tendência, segundo o banco, é ampliar o acesso à medida que a tecnologia evoluir e ganhar adesão no mercado.
Na prática, o boleto com Pix automático representa uma tentativa de unir dois formatos já populares no Brasil, o boleto bancário e o Pix, criando uma alternativa mais simples e eficiente para pagamentos recorrentes.
Um esquema criminoso de facilitação de contrabando e de descaminho no Porto do Rio de Janeiro é alvo da Operação Mare Liberum deflagrada na manhã desta terça-feira (28) pela Polícia Federal (PF), com apoio do Gaeco/Ministério Público Federal (MPF) e da Corregedoria da Receita Federal.
Os agentes cumprem 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A Justiça determinou ainda o afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e de oito analistas tributários.
Além disso, foram adotadas medidas de bloqueio de bens e de restrições a atividades profissionais de nove despachantes.
“As investigações apontam atuação de grupo estruturado na liberação irregular de mercadorias, com divergências entre produtos importados e declarados, e possível supressão de tributos”, informou a PF.
Receita Federal
Segundo nota divulgada pela Receita Federal, desde fevereiro de 2022 a Corregedoria do órgão federal apura irregularidades no despacho aduaneiro no Porto do Rio de Janeiro e identificou a existência de uma “organização criminosa estruturada, composta por servidores públicos, despachantes aduaneiros e empresários que atuavam de forma coordenada, para viabilizar o desembaraço irregular de mercadorias importadas mediante pagamento sistemático de propina”.
“Foram identificadas quase 17 mil Declarações de Importação (DI) potencialmente contaminadas por irregularidades, correspondendo a cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias no período de julho de 2021 a março de 2026, uma das maiores operações de combate à corrupção aduaneira da história recente do país”.
Receita informa ainda que o esquema criminoso funcionava a partir de um padrão reiterado de manipulação dos controles aduaneiros. “Mercadorias importadas informadas nas Declarações de Importação selecionadas para os canais de maior rigor (vermelho e cinza) eram desviadas e liberadas indevidamente, mesmo após a identificação de inconsistências graves entre a carga física e os dados declarados”.
De acordo com o Fisco, era prática corrente o pagamento de propina, “com valores vultosos pagos a servidores públicos, com total estimado na casa das dezenas de milhões de reais ao longo do período investigado”.
Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, informou a PF.
*Texto atualizado às 10h57 para acréscimo de informações
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (28) tornar o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) réu pelo crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por unanimidade, o colegiado aceitou denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o parlamentar pela postagem de uma imagem falsa para associar o presidente ao grupo terrorista Hamas e ao nazismo.
Em 2024, o deputado manipulou uma foto de Lula e colocou o presidente com vestimentas militares e uma braçadeira com símbolo da suástica nazista. A imagem falsa foi produzida por inteligência artificial.
Após a publicação, a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao deputado a remoção da postagem e acionou o Ministério da Justiça. Em seguida, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito contra o deputado.
Na sessão desta terça-feira, por 4 votos a 0, a turma acompanhou voto proferido pelo relator, ministro Flávio Dino, pela abertura da ação penal contra Gayer.
Dino argumenta que o uso de inteligência artificial para postar uma montagem não está acobertada pela imunidade parlamentar.
“Esse tema adquire especial gravidade em tempos de perigosíssimas manipulações de imagem e de vozes”, afirmou.
O entendimento foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Defesa
Durante a tramitação do inquérito, a Procuradoria-Geral da República (PGR) propôs a suspensão do processo, mas a defesa do deputado não compareceu.
Na sessão desta terça-feira, Gayer também não indicou advogado.