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Fies 2025: inscrições terminam nesta sexta-feira

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As inscrições gratuitas para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao primeiro semestre de 2025, terminam às 23 horas e 59 minutos (no horário oficial de Brasília) desta sexta-feira (7).

O programa federal financia as mensalidades dos estudantes do ensino superior em instituições privadas de ensino superior.

No processo seletivo, 50% das vagas serão reservadas a estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) em situação de ativos.

Neste ano, o Ministério da Educação (MEC) oferecerá, ao todo, mais de 112 mil vagas, em dois processos seletivos do Fies, sendo 67.301 vagas no primeiro semestre e 44.867, no segundo semestre. 

Inscrição

Os interessados devem se inscrever no o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Fies e fazer o login com a conta do site ou aplicativo de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Na plataforma, devem ser preenchidos os dados pessoais e a escolaridade.

Para concorrer às vagas reservadas a pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), a opção deve ser marcada na autodeclaração do perfil étnico-racial.

Em seguida, o candidato deve escolher os três cursos desejados, por ordem de prioridade entre as opções escolhidas. Neste momento de indicação de cada um dos três cursos, devem ser selecionados o estado, município e a instituição de ensino escolhida.

Por último, o candidato preencherá seus dados financeiros e os da sua família. O MEC orienta que, ao confirmar a inscrição, o candidato deve salvar o comprovante de inscrição com a chave de segurança.

Os pré-selecionados que atenderem às regras do Fies Social, a contratação do financiamento será integral e o governo federal cobrirá até 100% dos encargos educacionais.

Condições

Para concorrer às vagas do Fies, é preciso ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em qualquer uma de suas edições a partir de 2010 até a mais recente.

Além disso, o candidato deve ter alcançado, no mínimo, 450 pontos na média aritmética das notas das cinco provas do exame, e a nota na prova de redação precisa ser superior a zero.

Os participantes do Enem na condição de treineiro não podem se inscrever no Fies. O treineiro faz o Enem somente para autoavaliação e as notas não podem ser usadas para se inscrever nos programas de acesso ao ensino superior, como o Sisu, o Prouni e o Fies.

Em relação à situação dos candidatos inscritos no CadÚnico, serão considerados os dados de 11 de janeiro de 2025, como data de corte.

Resultados

O processo seletivo do Fies terá chamada única e, posteriormente, a lista de espera. O resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado em 18 de fevereiro.

Entre 19 e 21 de fevereiro, os estudantes pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar a inscrição para obter o financiamento público das mensalidades em faculdades privadas.

Os estudantes inscritos que ficarem fora da chamada regular irão automaticamente para lista de espera de eventuais vagas não preenchidas.

O período de convocação por meio da lista de espera será de 25 de fevereiro a 9 de abril. 

O edital nº 3/2025, publicado pelo Ministério da Educação, no Diário Oficial da União, em janeiro, traz as regras e o cronograma do processo seletivo.

 

Fonte: Agência Brasil

Lula diz que ampliação da faixa de isenção do IR é justiça social

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (6), que a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é uma questão de justiça social. Segundo ele, o aumento da massa salarial associada a uma redução no preço dos alimentos trarão ganhos e flexibilidade orçamentária à população.

Em entrevista concedida às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia, Lula lembrou que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil é uma das propostas da campanha, e que ela foi aprovada pelos eleitores.

“O que nós queremos [com a ampliação da faixa] é fazer justiça social. Tenho certeza de que o Congresso Nacional aprovará porque todo mundo está preocupado com a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro”, disse o presidente.

Ele acrescentou que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal trabalham com o objetivo de repassar a pessoas com rendimentos mensais superiores a R$ 50 mil os custos desta medida.

“Estão procurando a compensação junto às pessoas que ganham mais, que são as pessoas mais ricas, porque, no Brasil, quando uma empresa distribui dividendo, o cara que recebe bilhões em dividendo não paga imposto de renda. É assim no mundo inteiro. É assim na Suécia, na Alemanha, na Inglaterra e em qualquer país do mundo”, argumentou.

Alimentos

Durante a entrevista, o presidente afirmou que busca, desde os tempos em que trabalhava no chão de fábrica, levar alimentos a um bom preço para a mesa do trabalhador. “Toda vez que a inflação cresce, o [preço do] alimento cresce. E o trabalhador que vive de salário é quem paga o preço”, disse.

Segundo Lula, o aumento do salário mínimo e da massa salarial do trabalhadores também são promessas de campanha e isso pode ficar ainda melhor se vier acompanhado da redução do preço dos alimentos.

Ele, no entanto, reafirmou que os atuais índices inflacionários estão melhores do que os registrados no governo anterior. “Basta comparar a inflação desses dois anos do meu governo, de 7,6%, com os dois primeiros anos do Bolsonaro, que foi 27,4%”, citou.

Lula reafirmou que seu governo está trabalhando para garantir que o preço dos alimentos retornem a um patamar razoável. “Estamos conversando com os empresários e utilizando a competência da Fazenda e dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário para encontrarmos uma solução visando reduzir esses preços”.

Ele disse que a alta dos alimentos se devem a fatores como o aumento do dólar e a “um Banco Central totalmente irresponsável, que deixou uma arapuca que a gente não pôde desmontar de uma hora para outra”. Até porque, segundo ele, “não se pode dar um cavalo de pau em um navio do tamanho do Brasil” porque “em um mar revolto ele pode tombar”.

Ele afirmou que, com a abertura de 303 novos mercados para os produtos brasileiros – em sua maioria no setor de alimentos – será possível produzir mais e com melhor qualidade, e isso possibilitará o barateamento dos preços.

“Eu não posso fazer congelamento nem colocar fiscal em fazendas [para ver se há alimentos guardados]. O que estamos fazendo é chamar os empresários para conversarem com todo setor e ver o que podemos fazer para garantir que a cesta básica do povo brasileiro caiba dentro do orçamento”, acrescentou ao lembrar que a alta do dólar, outro fator que influencia preços, já está sendo revertida.

Fonte: Agência Brasil

Lula critica falta de planejamento orçamentário para patrimônios

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O desmoronamento da igreja de São Francisco de Assis, em Salvador, reflete, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a falta de planejamento orçamentário. Algo que deveria ter sido feito no momento em que seu tombamento, enquanto patrimônio histórico, foi proposto.

Na avaliação de Lula, esse problema comum a diversas partes do país resulta em prédios abandonados.

“Precisamos rever isso e ter responsabilidade ao fazer um tombamento, visando sua manutenção. Caso contrário, vai ter muita coisa tombada no Brasil caindo”, disse o presidente durante entrevista concedida nesta quinta-feira (6) às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia.

Lula disse que acompanhou o ocorrido em Salvador e que já instruiu autoridades federais, como a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a irem à Bahia.

“Lamento pela queda da igreja. Toda minha solidariedade às pessoas vítimas desse incidente”, disse o presidente em meio a críticas à falta de previsões orçamentárias para muitos dos prédios históricos tombados no país.

Segundo ele, todas propostas de tombamentos precisam vir acompanhadas de orçamento para sua manutenção. Ele citou, inclusive, as dificuldades que teve para fazer as obras de recuperação na Praça dos Três Poderes, em Brasília, após sua destruição durante os atos golpistas de 8 de janeiro.

“É tudo interminável. É tudo complicado. Quando a gente tomba, a gente está fazendo um gesto para humanidade, porque preservar a história e a cultura é maravilhoso. Mas depois a gente constata que não tem dinheiro, e que não foi colocado o dinheiro no orçamento, seja do governo federal, seja do estadual ou da prefeitura”, disse.

Ele lembrou que em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, e em Brasília, prédios são tombados, “mas quando você tomba um patrimônio público, precisa também colocar dinheiro para manter as coisas”.

“Vejo um monte de prédio tombado na Bahia, em Pernambuco. Mas o cidadão que fez o tombamento e aprovou a lei, seja na Câmara de Vereadores ou de deputados, ele não coloca um orçamento para que isso seja conservado. Tomba e a coisa vai apodrecendo, envelhecendo, caindo”, acrescentou ao cobrar mais responsabilidade daqueles que fazem a proposta de tombamento.

Fonte: Agência Brasil

Chuvas matam seis pessoas no Recife e duas em Maceió

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Recife permanece hoje (6) em alerta máximo devido às fortes chuvas que atingem a cidade desde a quarta-feira (5). O mau tempo deixou vários pontos da capital  alagados. Diversas árvores e barreiras caíram.

De acordo como Corpo de Bombeiros, seis pessoas morreram. Duas delas, mãe e filha, faleceram em um deslizamento de barreira nesta madrugada, no Córrego da Bica, na zona norte da capital.

Desde ontem (5), a capital pernambucana está em estado de alerta máximo declarado pelo Centro de Operações (COP). O volume das chuvas superou o esperado para o mês de fevereiro.

“O COP renova o Alerta Máximo e reforça a necessidade de manter os cuidados. [A população] deve ficar em local seguro. Caso não seja possível, a orientação é buscar o abrigo mais próximo oferecido pela prefeitura”, alertou o Centro de Operações.

Avenidas são interditadas

Em razão das chuvas intensas, diversas ruas e avenidas foram interditadas. A prefeitura divulgou nota recomendando que as pessoas evitem sair de casa. As aulas, turismo e lazer, assim como outras atividades, atendimentos não essenciais e atividades de cultura, foram suspensas.

“As aulas presenciais nas escolas, creches e unidades de ensino da rede municipal foram suspensas. Recomendamos que as escolas e faculdades particulares, estaduais e federais adotem a mesma medida. Evite deslocamentos”, informou a prefeitura em uma rede social.

Além de Recife, Maceió e João Pessoa tiveram mais chuva em 24 horas do que a média esperada para todo o mês de fevereiro. Em Alagoas, a Defesa Civil de Maceió confirmou o desabamento de casas. Trinta pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas na capital alagoana.

 

Fonte: Agência Brasil

PF e CGU investigam desvio de dinheiro da saúde pública em Goiás

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Quarenta e seis agentes da Polícia Federal (PF) e quatro servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriram, nesta quinta-feira (6), 11 mandados judiciais de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de pessoas suspeitas de desviar recursos públicos destinados à área da saúde, em Goiás, entre os anos de 2012 e 2018.

Dez mandados foram cumpridos em Goiânia e um em Brasília, com autorização da 11ª Vara Federal, que também determinou o sequestro de mais de R$ 28 milhões dos investigados – cujos nomes não foram divulgados até a publicação desta reportagem. Batizada de Operação Panaceia, em alusão à deusa grega da cura, a ação também contou com o apoio da Receita Federal.

Em nota, a Polícia Federal informou ter indícios de que os investigados fraudaram contratos que o governo estadual assinou com ao menos uma organização social, o Instituto Gerir,  para desviar parte do dinheiro que custearia melhorias na saúde pública. Segundo a PF, a entidade subcontratava empresas ligadas a políticos e aos seus próprios administradores para realizar os serviços que deveria prestar. Com isso, parte dos recursos pagos à organização social era repassada aos políticos e demais investigados – prática proibida por lei.

Também em nota, a CGU acrescentou que vem investigando os “indícios de fraudes e irregularidades” na gestão de dois hospitais públicos estaduais desde 2019, quando a PF recebeu “informações anônimas” sobre o caso. “A partir das análises, realizadas em parceria com a PF, foi verificado que a OS adotou, como modus operandi, a terceirização generalizada das atividades, firmando contratos com objetos genéricos, sem definição de quantitativos e especificações dos serviços a serem prestados, o que tornou impraticável a fiscalização da execução dos contratos de gestão” firmados pela secretaria estadual de Saúde.

Ainda de acordo com a CGU, “isso favoreceu a realização de pagamentos sem a adequada medição, conforme observado nas notas fiscais e demais documentos extraídos do sistema de prestação de contas [governamental]”. Segundo a CGU, a organização social investigada recebeu mais de R$ 900 milhões em recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na época dos supostos fatos, Goiás era governado por Marconi Perillo, atual presidente nacional do PSDB e um dos alvos da ação desta manhã. Em nota, o ex-governador repudiou o que classificou como uma “armação”.

“Já fui vítima de outras `operações´ encomendadas, quando todos os meus sigilos e os de minha família foram devassados […] Não encontraram e não encontrarão nada contra mim. Nunca fiz o que narram. Só se fabricarem; criarem factoides”, afirmou Perillo, alegando ser alvo de uma ação persecutória para constrangê-lo politicamente e tentar calá-lo.

“Estão fazendo uma operação por supostos fatos acontecidos há 13 anos. Estranho que só agora, quando faço denúncias contra o atual governo [estadual] é que resolvem realizar essa operação”, acrescenta o ex-governador, sem mencionar que a ação foi deflagrada por órgãos federais.

Consultado, o governo estadual destacou, em nota, que os fatos investigados não têm qualquer relação com a atual gestão, para a qual a organização social alvo da apuração nunca prestou serviços. “Além disso, foram implementados a partir de 2019 controles internos para garantir a transparência na aplicação dos recursos públicos em todas as áreas, com o objetivo de impedir desvios e assegurar o uso correto do dinheiro público”.

 

Fonte: Agência Brasil

UnDF aprimora ensino de saúde com quatro modelos de simuladores anatômicos de alta fidelidade

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Após um longo período de espera, a Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), integrada à Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), terá um moderno laboratório de simulação realística. O contrato, no valor de R$ 1,5 milhão, foi assinado em 29 de janeiro. Estão sendo adquiridos quatro modelos anatômicos de alta fidelidade de paciente adulto, gestante, criança e bebê. O investimento será pago com recursos do fundo da UnDF. A reforma do espaço foi realizada pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). A entrega dos simuladores ocorrerá em 120 dias.

A aquisição dos simuladores é uma das ações da Comissão de Acompanhamento do Processo de Integração da Escs à UnDF, instituída pelo decreto nº 43.321, de 16 de maio de 2022. O colegiado é composto por três representantes titulares e três suplentes da UnDF, da Escs e da Fepecs. Segundo a presidente da comissão, Fabiana França, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UnDF, os passos iniciais do trabalho de aquisição dos simuladores foram dados ainda em 2023, mas a partir de 2024 as etapas da licitação avançaram até a conclusão do processo em janeiro deste ano.

“O engajamento das três instituições na concretização da compra dos simuladores trará importantes benefícios, como a modernização tecnológica e maior segurança na formação profissional dos estudantes. Essa ação especial é de importância singular e ficará na história da ESCS e da UnDF”, celebrou.

Simone Benck, reitora da UnDF, lembrou que a ação conjunta representa um forte investimento e evolução para a formação dos estudantes dos cursos das áreas biológicas e da saúde, enquanto futuros profissionais, proporcionando à Escs um ambiente de aprendizado avançado.

“O novo laboratório de simulação qualificará ainda mais os profissionais egressos da UnDF que atuarão no DF e na Ride, beneficiando a nossa população, especialmente a mais vulnerável”

Simone Benck, reitora da UnDF

“O novo laboratório de simulação qualificará ainda mais os profissionais egressos da UnDF que atuarão no DF e na Ride, beneficiando a nossa população, especialmente a mais vulnerável. Essa conquista é fruto do trabalho da Comissão de Integração da Escs/UnDF, e reforça o nosso compromisso com a excelência no ensino público e na saúde”, ressaltou.

Simuladores de alta fidelidade

De acordo com o professor Thiago Blanco, os robôs são programados para simular uma ampla gama de situações clínicas e responder à intervenção adotada pela pessoa em treinamento. Os simuladores de alta fidelidade respiram, convulsionam, choram, emitem sons, entre outras funções.

“O laboratório permite que a gente entregue para a sociedade um profissional que seja mais bem-qualificado e que garanta a segurança das pessoas que estarão diante dos estudantes, seja dos cursos de graduação em saúde, seja de outras formações médicas. Esse é o maior ganho. Que a gente possa preservar a segurança, a dignidade, a humanidade e, sobretudo, garantir que essa escola de saúde e as escolas parceiras estejam comprometidas com o bom treinamento de seus estudantes”, concluiu.

Sobre a implantação do laboratório de simulação realística, a diretora da ESCS, Viviane Peterle, reforçou que, com o suporte de tecnologia avançada, os alunos vivenciam cenários clínicos complexos, desenvolvendo simultaneamente a competência técnica e o raciocínio crítico. “Para os docentes, o desafio está na elaboração de uma matriz curricular que incorpore essa metodologia de forma eficaz, garantindo sua aplicação progressiva e alinhada aos objetivos de aprendizagem”, observou.

Laboratório reformado

A instalação dos conjuntos de simuladores de alta fidelidade ocorrerá na unidade da Escs, localizada no edifício-sede da Fepecs, na Asa Norte. O espaço que abriga o laboratório foi todo reformado e dividido em cinco ambientes: duas salas de debriefing, uma sala de comando e duas salas de procedimentos. O local já possui equipamentos hospitalares, computadores e mobiliários. A diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha, explicou que a reforma foi realizada com recursos próprios da instituição e, também, com a contrapartida de bens e serviços pelo uso de cenários de ensino da Secretaria de Saúde por universidades privadas.

“Isso reflete o interesse e o empenho do governo em dar essa devolutiva para a sociedade. Este laboratório vem atender a uma necessidade antiga das escolas de medicina, de enfermagem, assim como dos cursos técnicos oferecidos na Fepecs. É um compromisso assumido e concretizado com muito esforço e com muita garra, somada a toda importância de criação da Universidade do Distrito Federal que vem para somar ao trabalho que a Escs vinha fazendo há 23 anos”, afirmou Inocência Rocha.

Para Valéria Vieira, coordenadora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UnDF, a conquista representa um importante marco na transição da Escs para a realidade de uma universidade distrital que traz, no projeto de criação, o compromisso com a inovação e a interdisciplinaridade.

“O cenário de simulação realística, integrado à matriz curricular dos cursos da saúde, vai possibilitar a interrelação entre os conhecimentos pedagógicos, científicos, humanísticos e tecnológicos e o diálogo com as diversas áreas para corroborar a formação de um profissional de saúde comprometido com a produção, disseminação e aplicação do conhecimento e o atendimento às necessidades da população”, ressaltou.

De acordo com o contrato, a empresa vencedora da licitação tem o prazo de 120 dias para entregar os equipamentos na sede da Escs. A gestão do laboratório de simulação realística será feita por uma comissão estruturante constituída pela Fepecs. O colegiado será responsável pela elaboração de ações de planejamento para a estruturação administrativa e pedagógica do espaço.

*Com informações da UnDF

Fonte: Agência Brasília

Símbolo da cultura goiana, Museu Zoroastro Artiaga completa 79 anos

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Primeiro do estado, Museu Goiano Zoroastro Artiaga passa por restauração com investimento de R$ 6,6 milhões do Governo de Goiás (Fotos: Secult Goiás)

Museu Goiano Zoroastro Artiaga, guardião e transmissor da cultura, da arte e da história de Goiás, completa 79 anos, nesta quinta-feira (06/02), em meio a obras.

O espaço, gerido pela Secretaria da Cultura (Secult), passa por uma restauração completa para recuperar, preservar e trazer mais acessibilidade e segurança a esse importante patrimônio goiano e símbolo do estilo art déco da capital.

Com investimento de R$ 6,6 milhões do Governo de Goiás, a restauração começou em novembro de 2024 e contempla a recuperação das características originais do prédio e a valorização das qualidades arquitetônicas do art déco.

O projeto prevê obras de acessibilidade e adequação às normas de prevenção a incêndios, restauração completa da cobertura, alvenarias, adornos e demais elementos decorativos, pisos históricos, iluminação e luminotécnica, museografia, além da reconstrução do telhado, drenagem, reforço estrutural, entre outros serviços.

obras museu Zoroastro Artiagaobras museu Zoroastro Artiaga
Restauração vai recuperar sua beleza original do espaço e garantir que ele continue acolhedor e acessível para a população (Foto: Secult Goiás)

“Além de seu acervo valioso, ele também faz parte do nosso patrimônio arquitetônico do conjunto de prédios de art déco da capital, considerado o maior do País. Essa restauração não apenas vai recuperar sua beleza original, mas também vai garantir que ele continue sendo um espaço acolhedor e acessível para a população”, destaca a secretária da Cultura, Yara Nunes.

De acordo com a superintendente de Patrimônio da Secult, Bruna Arruda, o Zoroastro é responsável não só pela salvaguarda do acervo arqueológico do estado, mas também por contar sua história.

“Ele é o primeiro museu da cidade, e sua missão é contar essa história. No processo de restauração temos a oportunidade de rever como essa história está sendo contada, preencher as lacunas que a gente enxergar e modernizar isso para torná-lo ainda mais atrativo para a população”, diz.

Acervo do Museu Zoroastro Artiaga

acervo do Museu Zoroastro Artiagaacervo do Museu Zoroastro Artiaga
Coleção do museu tem peças arqueológicas, mineralógicas, de etnologia indígena, arte sacra e arte popular (Foto: Secult Goiás)

Quando foi inaugurado, em 1946, seu acervo foi constituído por doações de seu primeiro diretor, o professor Zoroastro Artiaga, incansável divulgador da riqueza cultural e geográfica do estado.

A coleção inclui peças arqueológicas, mineralógicas, de etnologia indígena, arte sacra e arte popular, que narram a trajetória do estado e da cidade de Goiânia desde sua fundação até os dias atuais.

No eclético acervo do museu ainda há documentos históricos, exemplos de fauna e flora do cerrado, entre outros itens relacionados à região Centro-Oeste, suas riquezas naturais e história.

Para garantir a preservação do acervo do museu durante as obras de restauração, as peças foram transferidas para o Centro Cultural Oscar Niemeyer, onde estão passando por um processo de desinfecção e higienização, e posteriormente serão catalogadas.

Patrimônio

Localizado na Praça Cívica, no Centro de Goiânia, o edifício foi construído em 1942/43 pelo engenheiro polonês Kazimiers Bartoszevsky, em estilo art déco, originalmente para sediar o Departamento de Imprensa e Propaganda.

Em 1946, o local foi transformado em museu e ganhou o nome de Zoroastro Artiaga, que foi professor, advogado, geólogo e historiador, e o primeiro diretor da instituição. O Museu Zoroastro Artiaga foi o primeiro do estado de Goiás. Foi tombado como Patrimônio Arquitetônico e Histórico Estadual em 1998 e pelo Iphan em 2004.

Saiba mais

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Fonte: Portal Goiás

Panamá nega reivindicação dos EUA de direitos de travessia de canal

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A Autoridade do Canal do Panamá negou a alegação do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) de que as embarcações do governo norte-americano poderiam atravessar o canal sem pagar taxas, provavelmente aumentando as tensões depois que o presidente Donald Trump ameaçou retomar o controle da travessia.

A autoridade do canal, uma agência autônoma supervisionada pelo governo panamenho, disse em comunicado que não havia feito nenhuma alteração para cobrar taxas ou direitos para atravessar o canal, acrescentando que a declaração foi diretamente em resposta às alegações dos EUA.

O Departamento de Estado norte-americano afirmou que o governo do Panamá havia concordado em não cobrar mais taxas de travessia para embarcações do governo dos EUA, medida que economizaria milhões de dólares por ano para os EUA.

“Com total responsabilidade, a Autoridade do Canal do Panamá, como indicou, está disposta a estabelecer diálogo com autoridades relevantes dos EUA em relação ao trânsito de navios de guerra provenientes do país”, respondeu a autoridade do canal.

O Panamá se tornou ponto focal do governo Trump, depois que o presidente acusou o país centro-americano de cobrar taxas excessivas para usar sua passagem comercial, uma das mais movimentadas do mundo.

“Se os princípios, tanto morais quanto legais, desse gesto magnânimo de doação não forem seguidos, exigiremos que o Canal do Panamá nos seja devolvido, na íntegra e sem questionamentos”, disse Trump no mês passado.

Ele também afirmou repetidamente que o Panamá cedeu o controle do canal à China, o que o Panamá e a China negam.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reuniu-se com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, no início desta semana, como parte de uma viagem pela América Central. Mulino prometeu se retirar da Iniciativa Cinturão e Rota da China e também tem rejeitado a ameaça de Trump de que os EUA retomem o controle do canal.

*(Reportagem adicional de Elida Moreno)

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Clima e aumento do consumo devem manter preço do café em alta

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O preço do café deve continuar subindo nas próximas semanas, pelo menos até a safra deste ano, que começa a ser colhida por volta de abril ou maio. A afirmação é da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). A principal causa do aumento nos preços são os eventos climáticos, que influenciam na safra do grão. O aumento do consumo em todo o mundo e a chegada de um novo mercado consumidor global, a China, também influenciam. 

Segundo a entidade, esse impacto sobre os preços deve se manter por mais dois ou três meses. Depois, deve vir um momento de arrefecimento no valor do produto, com uma certa estabilização. A queda de preços, no entanto, só deverá acontecer a partir da safra do próximo ano, estima a associação.

O aumento no preço do café vem sendo observado desde novembro do ano passado. E não é um fenômeno apenas no Brasil, que é o principal exportador mundial de café no mundo, representando quase 40% da produção mundial, seguido pelo Vietnã (em torno de 17%) e pela Colômbia.

Safra

Em 2020, a safra brasileira bateu recordes, mas os anos seguintes foram ruins para a lavoura, influenciado pelo clima. Em 2021, houve uma geada que dizimou quase 20% da safra de arábica. Em 2022, ela não conseguiu se recuperar – no geral, a safra demora dois anos para que isso ocorra, explicou a Abic. 

Já em 2023, a lavoura sofreu os efeitos do El Niño [fenômeno que afeta o clima em todo o planeta], com um período longo de estiagem e altas temperaturas. E, no ano passado, o fenômeno que atuou foi o La Niña, que trouxe chuvas alongadas. 

“Isso é muito ruim para a lavoura”, explicou  o presidente da Abic, Pavel Cardoso, acrescentando que a safra que será colhida neste ano será ligeiramente menor que a do ano passado.

“Esse acúmulo de quatro anos de problemas climáticos e o crescimento da demanda global dão a explicação dessa escalada de preços no café”, ressaltou.

Com todos esses problemas climáticos afetando a lavoura, os produtores precisaram aumentar os gastos para a produção. Com isso, o custo da matéria-prima subiu. A indústria, informou a Abic, teve aumentos superiores a 200% e teve que repassar parte disso, em torno de 38%, ao consumidor.

Todos esses fatores conjugados acabaram contribuindo para a alta dos preços da commodity nas bolsas internacionais, o que também traz reflexos para o bolso do consumidor. Na Bolsa de Nova York, os principais contratos de café arábica atingiram os valores mais altos da história. Hoje, por exemplo, a cotação voltou a subir e batia recorde, chegando US$ 3,97 a libra-peso. 

“Em relação a esse recorde, que está quase chegando a US$ 4 a libra-peso, muito se atribuiu a uma potencialização dessa oferta curta. É uma entrada forte de fundos que gera um número histórico, mas que é potencialmente importante para a reflexão de todo o setor. Esse momento é ganho para todos? É uma situação que cabe a todos nós refletir”, disse Cardoso. “Essa escalada em algum momento vai parar, mas não se sabe quando. Essa é a pergunta que todos nós fazemos”.

Estimativas

A Abic espera que a safra deste ano, que começa a ser colhida em abril, ajude a estabilizar os preços. O setor também tem uma grande expectativa para a safra do ano que vem, que pode bater o recorde de 2020, ajudando a ampliar a oferta e diminuir os preços do produto. Enquanto isso não ocorre, o consumidor ainda deve sofrer com o aumento no café já que a indústria ainda tem repasses a fazer pelo seu alto custo.

“Em relação à matéria-prima, devemos ter ainda alguma volatilidade adicional até a chegada da safra, que deve tensionar por conta de uma oferta muito curta. A partir da chegada dessa safra, entendemos que haverá alguma estabilidade. E quando tivermos finalizado a colheita, portanto, com um olhar para 2026, esperamos ter uma grande safra, possivelmente superior a 2020, quando tivemos safra recorde”, informou Cardoso, 

“Com relação ao consumidor, teremos algum aumento adicional, afinal, tivemos aumentos superiores a 180% para a indústria, que absorveu esse aumento e repassou parte disso para os mercados, chegando a 37% para os consumidores. Então, parte desse aumento será transferido para os varejistas e, consequentemente, aos consumidores”, explicou.

Dados do setor

O consumo da bebida no Brasil entre novembro de 2023 e outubro de 2024 cresceu 1,11% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Abic nesta quarta-feira (5). 

O Brasil, que é o maior produtor e exportador do produto, é também o segundo maior consumidor mundial de café, tendo consumido 21,916 milhões de sacas em 2024, o que significou 4,1 milhões de sacas a menos do que é consumido pelo país que está na liderança desse ranking, os Estados Unidos. Os dados do setor também informaram que o brasileiro consome, em média, 1.430 xícaras/ano de café.

O faturamento da indústria de café torrado no mercado interno somou R$ 36,82 bilhões no ano passado, uma variação de 60,85% quando comparado a 2023. A alteração ocorre devido ao aumento do preço do café na gôndola. No mercado externo, o faturamento foi de R$ 134 milhões.

Os cafés especiais sofreram um aumento de 9,80%, quando comparado o período de janeiro de 2024 com dezembro de 2024. Já a categoria de cafés Gourmets registrou um aumento de 16,17%; os cafés Superiores, de 34,38%; e os cafés Tradicionais e Extrafortes, tiveram aumento de 39,36%. Os cafés em cápsula também registraram um aumento nos preços (2,07%).

Nos últimos quatro anos, a matéria-prima aumentou 224%, e o café no varejo aumentou 110%. No último ano, a variação de preço ao consumidor do café torrado e moído foi de 37,4%, um aumento maior que a média da cesta básica (2,7%).

Fonte: Agência Brasil

Governo espera que fusão entre Gol e Azul seja concluída em 12 meses

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O governo federal calcula que o processo de fusão entre as companhias aéreas Gol e Azul seja concluído em um prazo de 12 meses. A informação foi dada nesta quinta-feira (6) pelo ministro de Porto e Aeroporto, Silvio Costa Filho, durante entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Esse é o prazo que o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] tem colocado. As companhias aéreas estão no processo de dar entrada na documentação. A gente está aguardando. Nós já nos reunimos com o presidente da Latam, nos reunimos com o presidente da Azul e com o presidente da Gol”, disse.

Segundo Costa Filho, está prevista para a próxima semana uma reunião da pasta com o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo. “Pra gente poder ir monitorando, acompanhando e fortalecendo”, explicou. “Caso essa fusão venha a acontecer, não vamos aceitar aumentos de passagens que prejudiquem a população. O Cade tem que ter um olhar para isso”.

“Mesmo com o aumento do dólar no final do ano passado, nós tivemos uma redução no custo da passagem em 5% de maneira globalizada. O governo está atento a isso. A gente precisa ampliar cada vez mais a aviação brasileira. Essas companhias estão comprando novas aeronaves – em torno de 50 novos aviões, que ingressarão na aviação brasileira. Isso vai ajudar no fortalecimento da aviação regional do país.”  

Entenda

A companhia aérea Azul e a Abras, dona da Gol, assinaram, no último dia 15, um memorando de entendimento para iniciar as negociações para uma fusão. Caso a união se concretize, a nova empresa concentrará 60% do mercado aéreo no país.

Pelo memorando, divulgado ao mercado financeiro, a fusão depende do fim da recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos, prevista para abril. A nova empresa terá três conselheiros da Abra, holding que controla a Gol e a Avianca, três da Azul e três independentes.

O presidente do conselho da futura companhia será indicado pela Abra e o diretor-executivo (CEO, na sigla em inglês) será indicado pela Azul. Dessa forma, o CEO da Azul, John Rodgerson, assumirá a presidência do novo grupo depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovarem a fusão.

As marcas Gol e Azul continuarão a existir de forma independente, mas as duas aéreas poderão compartilhar aeronaves, com uma companhia fazendo voos da outra, de modo a aumentar a ligação entre grandes cidades e destinos regionais.

 

Fonte: Agência Brasil