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Saúde confirma primeiro caso de febre Oropouche em Anápolis

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Goiás confirma primeiro caso de febre Oropouche em Anápolis
Transmissão do Oropouche é feita principalmente pelo inseto conhecido como Culicoides paraensis, conhecido como maruim (Foto: Internet)

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirma o primeiro caso de febre Oropouche em Goiás.

O paciente é homem, adulto, residente no município de Anápolis e após investigação da Vigilância Epidemiológica do município, foi possível identificar que não se trata de caso importado, mas sim de caso autóctone, ou seja, que possui transmissão local.

A equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES-GO realiza o acompanhamento do trabalho de monitoramento e investigação realizado pela vigilância epidemiológica da Regional de Saúde e pela Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis.

A confirmação laboratorial foi realizada por meio de análise do Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO).

Monitoramento de arboviroses

O Lacen já realiza rotineiramente o monitoramento para arboviroses como:

  • Dengue;
  • Zika;
  • Chikungunya;  
  • Oropouche.

Neste ano, mais de 6 mil amostras foram analisadas para Oropouche pelo Lacen-GO, com uma confirmação recente.

O paciente deu entrada em uma unidade de saúde de Anápolis com suspeita de dengue, no dia 24 de março, com sintomas como exantema, febre e tontura.

Após acompanhamento em retornos e exames realizados, foi possível confirmar o caso para febre Oropouche. O paciente apresentou sintomas leves e evoluiu para cura.

Febre Oropouche – sintomas

Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos da dengue, com:

  • dor de cabeça intensa;
  • febre;
  • dor muscular;
  • náusea;
  • diarreia.

A transmissão do Oropouche é feita principalmente pelo inseto conhecido como Culicoides paraensis (maruim), também conhecido como mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias. Quando o inseto pica uma pessoa saudável, ele pode transmitir o vírus.

As equipes da Regional de Saúde e de Anápolis também identificaram a presença do mosquito maruim no município.

O Brasil registrou 11.988 casos da doença em 2025, com 5 óbitos confirmados e 2 casos ainda em investigação.

Diferencial preocupante: retorno dos sintomas

Um dos maiores diferenciais da febre Oropouche é a alta taxa de recidiva (reaparecimento) dos sintomas, que pode ocorrer em até 60% dos pacientes.

Isso significa que após uma aparente melhora dos sintomas, que duram de 2 a 7 dias, cerca de metade dos pacientes apresenta um retorno dos sintomas como dor de cabeça intensa, dor muscular, e febre uma a duas semanas após o início da doença.

É importante reforçar que, assim como a dengue, não há tratamento específico para a febre Oropouche, o tratamento é feito para os sintomas que surgem.

Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, é importante reforçar as medidas de proteção de ambientes, uso de repelentes e eliminação de criadouros, que no caso do maruim, incluí matérias orgânicas como folhas e restos de alimentos no chão.

“O monitoramento da febre Oropouche já é realizado e a população deve estar atenta à eliminação dos criadouros e aos cuidados para evitar o contato com o mosquito”.

“Não há motivo para pânico, mas devemos divulgar as informações para auxiliar no diagnóstico correto, na continuidade da vigilância laboratorial e no controle dos vetores”, reforça Flúvia.

O diretor de Vigilância em Saúde de Anápolis, Daniel Soares, informa que as equipes seguem atuando de forma integrada, com ações intensificadas entre:

  • Vigilância Epidemiológica;
  • Vigilância Sanitária;
  • Vigilância em Zoonoses;
  • Endemias.

O objetivo é conter o mosquito transmissor e monitorar áreas de risco.

Cuidados

Entre as medidas de prevenção, é preciso evitar:

  • picadas pelo mosquito transmissor com o uso de repelentes em áreas expostas do corpo, especialmente em gestantes;
  • fazer uso de roupas compridas de cor clara;
  • utilizar mosquiteiros e telas ultrafinas em residências.

Segundo informações da nota técnica 117/2024 do Ministério da Saúde, não há, até o momento, comprovação da eficácia do uso de repelentes contra o maruim.

Porém, sua utilização é recomendada, principalmente para proteção contra outros mosquitos, como, por exemplo, culex spp (pernilongo),  e o aedes aegypti, etc.

Saiba mais: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/o/oropouche

Painel Epidemiológico Oropouche do Ministério da Saúde.

Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Copom decide Selic em meio a guerra e inflação acelerando

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Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (29) a terceira reunião do ano. Mesmo com a alta do petróleo, os analistas de mercado acreditam na segunda redução seguida de juros.

Atualmente em 14,75% ao ano, a Selic ficou em 15%, no maior nível em quase 20 anos, de junho de 2025 a março deste ano.

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por falecimento de um parente de primeiro grau.

Na ata da reunião de março, o Copom deixou de indicar se continuará a cortar os juros. Com a Guerra no Oriente Médio,  o BC afirmou que a magnitude e o “ciclo de calibração” (para cima ou para baixo) da Selic serão determinados “ao longo do tempo”, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. 

Inflação

O comportamento da inflação continua uma incógnita. A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril, pressionada por combustíveis e alimentos. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% em março.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,86%, por causa do conflito no Oriente Médio. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Oficialmente, a meta está em 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desde maio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em maio de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou de 3,5% para 3,6% a previsão para o IPCA em 2026, mas a estimativa deve ser revista se a guerra no Oriente Médio se prolongar. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de junho.

 

Fonte: Agência Brasil

Comissão Especial da PEC da redução da jornada será instalada amanhã

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta terça-feira (28) que a comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição 221/19 (PEC), que trata da redução da jornada de trabalho no país, será instalada nesta quarta-feira (29)

Motta informou ainda que o deputado Alencar Santana (PT-SP) será o presidente do colegiado e que a relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Ao anunciar a instalação do colegiado, Motta revelou que conversou com o presidente e o relator da comissão para conduzir o debate ouvindo os trabalhadores, empresários, Judiciário, governo, pesquisadores e universidades.

Ele entende que ouvir a sociedade é “para que ao final a Câmara tenha a construção do melhor texto possível para podermos conceder à classe trabalhadora do nosso país, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial”.

Motta frisou ainda que um maior período de descanso dará mais qualidade de vida ao trabalhador. Esse tempo poderá ser utilizado para o convívio familiar, cuidar da saúde e momentos de lazer. 

“Nós imaginamos que com essa redução nós vamos aumentar a produtividade, porque o trabalhador estará muito mais disposto quando estiver em ambiente de trabalho para colaborar, para poder servir ao seu trabalho, para poder, de certa forma, desempenhar melhor a sua função”, avalia Motta.

Hugo Motta disse que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que as duas casas possam afinar a tramitação da proposta. 

A expectativa do presidente da Câmara é que o texto seja votado na comissão e no plenário ainda em maio.

“Aqui na Câmara vamos nos dedicar para que, até o final do mês de maio, a matéria possa ser votada na comissão especial quanto no plenário da casa”, disse.

Comissão

A comissão especial será composta de 37 membros titulares e igual número de suplentes. Pelo regimento, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. 

O presidente do colegiado, Alencar Santana, também disse que vai haver um debate amplo sobre o tema.

“Vamos trabalhar para que a gente possa entregar um bom relatório, que garanta ali a expectativa dos trabalhadores brasileiros que estão ansiosos pela aprovação dessa PEC, da redução da jornada”, disse.

“Logicamente, ouvindo amplos setores da sociedade brasileira, setores econômicos, setores empresariais, o governo, ministros que estão envolvidos na pauta, os deputados e outros setores sociais que vão participar ativamente dessa comissão”, acrescentou.

Santana disse que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar entre duas a três reuniões por semana para debater a matéria.

“Vamos aprová-la no mês de maio, mês do trabalhador brasileiro, e vamos fazer uma homenagem ao trabalhador aprovando esse texto”, disse Santana.

Comissão

A comissão foi criada  na sexta-feira (24) após a proposta ter a sua admissibilidade aprovada, por unanimidade em votação simbólica, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira (22). 

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de 10 anos.

A outra proposta, apensada, a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de 4 dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PEC acabam com a escala de 6 dias de trabalho por 1 de descanso (6×1). Se aprovadas na comissão especial, irão depois para votação no plenário.

As duas propostas ganharam força com o movimento Vida Além do Trabalho, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. 

Governo

Como a tramitação de PEC pode se estender, e diante da tentativa da oposição de barrar a emenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, o projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Fonte: Agência Brasil

Malafaia vira réu no STF por falas contra generais do Exército

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (28) tornar o pastor Silas Malafaia réu pelo crime de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais da corporação. 

Malafaia foi denunciado por injúria e calúnia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falas proferidas durante uma manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida em São Paulo.

Durante o ato, em abril do ano passado, o pastor, que é apoiador de Bolsonaro, chamou os generais de “frouxos, covardes e omissos”. Ele também disse que os militares “não honram a farda que vestem”.

O placar da votação ficou empatado em 2 votos a 2 e favoreceu o pastor. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pelo recebimento da denúncia pelos crimes de injúria e calúnia, conforme solicitação da PGR. No entanto, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que Malafaia deveria responder somente por injúria. 

Diante do impasse, os ministros aplicaram o entendimento de que o réu deve ser favorecido quando ocorre um empate na votação. Dessa forma, o pastor virou réu somente pelo crime de injúria. 

Defesa

Durante a tramitação do processo, a defesa de Malafaia disse que o pastor usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem citar nominalmente Tomás Paiva.

Os advogados também afirmaram que o pastor se retratou das declarações e acrescentaram que ele não pode ser julgado pelo STF porque não tem foro privilegiado.

Fonte: Agência Brasil

Uma em cada 10 crianças de 4 e 5 anos não vai à creche em 875 cidades

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Apesar de a matrícula em unidades de educação infantil a partir dos 4 anos de idade ser obrigatória no país, ainda há crianças fora da escola. Em 16% dos municípios, ou seja, 876 cidades brasileiras, pelo menos uma em cada dez crianças de 4 e 5 anos não frequenta creches ou pré-escolas.

As desigualdades são ainda maiores quando é levado em consideração onde esses municípios estão localizados. Na Região Norte, 29%, o que corresponde a 130 municípios, têm menos de 90% das crianças matriculadas na educação infantil.

O menor percentual é no sul do país, com 11% dos municípios com menos de 90% das crianças de 4 a 5 anos fora da escola.

Na Região Centro-Oeste são 21% dos municípios, ou 99; no Nordeste são 17% (304) e, no Sudeste, 13% (213). Os dados são referentes a 2025.

As informações são do novo indicador de atendimento escolar em nível municipal, elaborado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) a partir de uma parceria com as fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A divulgação foi feita nesta quarta-feira (29).

Matrículas em creches

O Brasil tem como meta estabelecida em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), ter pelo menos 60% das crianças de até 3 anos matriculadas em creches até 2036, além de atender a pelo menos 50% dessas crianças entre as populações indígenas, quilombolas e do campo.

Pelo novo indicador proposto, a maior parte dos municípios brasileiros, 81%, ou 4.485, registra taxas inferiores a 60% de crianças nessa faixa etária em unidades de educação infantil. Na Região Norte, está também o maior percentual – são 94% dos municípios com índices inferiores a 60%, ou 424 cidades. 

Nas demais regiões os índices são: 90% no Centro-Oeste; 83% no Sudeste; 81% no Nordeste e, 66% no Sul, com atendimentos inferiores a 60% das crianças de até 3 anos em creches. 

Educação infantil nas capitais

Entre as capitais brasileiras, aquelas que já conseguiram universalizar o atendimento de crianças de 4 e 5 anos em unidades de educação infantil, ou seja, atendem 100% dessas crianças são Vitória, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.

Aquelas com os índices mais baixos de atendimento são Maceió, com 64,8%; Macapá, com 71,4% e, João Pessoa, com 73,4%.

As capitais com os maiores percentuais de atendimento de bebês e crianças com até 3 anos de idade são São Paulo, com 72,9% matriculadas em unidades de educação infantil, Vitória, com 66,7%, e Belo Horizonte, com 63%. Todas com atendimento acima da meta de 60% estabelecida no PNE para essa etapa nos próximos dez anos.

Os piores índices de atendimento estão em Macapá, com 9,1% das crianças atendidas; Manaus, com 12,8% e Porto Velho, com 16,9%.

Informações para os municípios

O novo indicador não é oficial, mas segundo as organizações responsáveis pela elaboração, traz principalmente informações municipais mais precisas que as disponíveis atualmente, que podem ajudar os municípios a garantir o acesso escolar.

São justamente os municípios, de acordo com a Constituição, os principais responsáveis pela oferta da educação infantil.

Saber quantas crianças estão fora da escola é importante até mesmo para que se possa fazer uma busca ativa, encontrá-las e garantir que tenham acesso a esse direito, diz o diretor executivo do Iede, Ernesto Martins Faria.

“Como a gente está falando de educação infantil, que é de responsabilidade dos municípios, precisamos dar uma resposta, para eles verem o cenário e fazer busca ativa de crianças que deveriam estar na escola e não estão. Então, precisam de um dado. Mesmo que possa ter alguma imprecisão, necessitam de um norte. Especialmente no cenário em que possivelmente muitos municípios brasileiros têm taxa de atendimento muito abaixo da desejada”, acrescenta.

Atualmente, segundo Faria, as bases de dados disponíveis para monitorar o atendimento nessa etapa de ensino apresentam restrições. O Censo Demográfico cobre todos os municípios, mas é realizado apenas a cada dez anos. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) produz dados anuais, mas limitados aos níveis nacional, de estados, regiões metropolitanas e capitais.

O novo indicador utiliza dados do Censo Escolar e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pelo Datasus, para estimar a cobertura anual em creches e pré-escolas em todos os municípios brasileiros. Ele também busca maior precisão quanto à idade das crianças.

Oficialmente, os dados do IBGE divulgados em dezembro de 2025, referentes a 2024, mostram que 39,7% das crianças de 0 a 3 anos estavam matriculadas em escolas, e 93,5% daquelas de 4 a 5 anos.

Ter dados mais precisos em nível municipal mostra que a cobertura escolar pode estar ainda mais crítica em algumas localidades, que precisam de atenção.

“Ainda há algo muito relevante para se olhar em relação a atendimento. Especialmente para 4 e 5 [anos], que é obrigatória. Foi um avanço muito grande a gente mirar essa universalização, mas ainda há avanços muito importantes a se fazer que é entender que muitos municípios têm esse desafio de acesso”, afirma o diretor.

Ministério da Educação 

Procurado, o Ministério da Educação (MEC) informou que os indicadores oficiais utilizados pela pasta são “seguros, precisos e consistentes” tanto para monitorar o cumprimento das metas do PNE quanto para orientar a tomada de decisões de políticas públicas. O Ministério acrescentou que cruzamentos e análises são possíveis por causa da disponibilização das bases de dados públicas, como as do Datasus. 

Em relação à educação infantil, o MEC diz que vem “intensificando as ações para apoiar os municípios, responsáveis diretos pela educação infantil, na ampliação do acesso com qualidade a essa etapa de ensino”.

A pasta cita como um dos principais instrumentos o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil, que reúne mais de 2,5 mil entes federados. 

O MEC destaca ainda o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que desde o início da atual gestão, entregou 886 unidades de educação infantil, com investimento de R$ 1,4 bilhão.

O Novo PAC, segundo o MEC, ainda garantirá 1.684 novas creches e escolas de educação infantil, beneficiando 1.438 municípios, com investimento total de R$ 7,5 bilhões. Desse total, 821 unidades estão em execução.

Outra prioridade é a retomada e a conclusão de obras paralisadas e inacabadas. Das 1.318 unidades de educação infantil que manifestaram interesse em retomar as construções, 904 foram aprovadas e 278 foram concluídas. Ao todo, essas unidades têm potencial para gerar mais de 323 mil novas vagas em dois turnos, ou cerca de 161 mil vagas em tempo integral.

“Esses dados demonstram uma mudança de prioridade na gestão, com a ampliação dos investimentos recentes para dar mais condições aos municípios de abrir vagas, garantindo o atendimento pleno e atuando de forma proativa para superar as lacunas ainda existentes na educação infantil brasileira”, afirma.

Fonte: Agência Brasil

Festa de Trindade se aproxima e Goinfra abre inscrições para barracas comerciais na Rodovia dos Romeiros

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Governo de Goiás abre inscrições para barracas comerciais na Rodovia dos Romeiros
Sorteio de pontos comerciais para montagem de barracas na Rodovia dos Romeiros será no dia 26 de maio, a partir das 9h, na sede da Goinfra (Fotos: Silvano Vital)

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), abre, nesta quarta-feira (29/04), o período de inscrições para interessados em comercializar produtos durante a Festa do Divino Pai Eterno.

A festa será realizada dos dias 26 de junho a 5 de julho, no trecho da Rodovia dos Romeiros (GO-060) entre Goiânia e Trindade. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site da agência até o dia 18 de maio.

Serão disponibilizados 190 pontos comerciais ao longo dos 18 quilômetros da rodovia. Os espaços poderão ser utilizados para:

  • venda de alimentos;
  • bebidas não alcoólicas;
  • roupas;
  • artigos de beleza;
  • bijuterias;
  • brinquedos, entre outros produtos.

A venda de bebidas alcoólicas está proibida.

Sorteio

O sorteio dos pontos comerciais será no dia 26 de maio, a partir das 9 horas, na sede da Goinfra. A participação presencial dos inscritos é obrigatória.

O sorteio será realizado de acordo com a área de interesse indicada no ato da inscrição. Após a definição dos contemplados, a lista será divulgada no site da agência, e os selecionados deverão pagar a taxa de R$ 55,43, referente ao uso da faixa de domínio.

A montagem das barracas estará autorizada a partir do dia 13 de junho. As estruturas devem obedecer ao padrão estipulado: cor branca e dimensões de 4×4 metros.

Todos os custos e providências relacionados à montagem, segurança (como inspeção do Corpo de Bombeiros), fornecimento de água e energia elétrica são de responsabilidade dos comerciantes.

Via Sacra

A Goinfra também fará sorteio entre as empresas interessadas em adotar uma estação para fazer a divulgação de marcas e ações de marketing institucional.

Serão disponibilizadas as sete estações da Via Sacra – locais de oração e descanso utilizados pelos romeiros.

As empresas deverão se inscrever também até o dia 18 de maio, e o sorteio será no dia 27 de maio, a partir das 9 horas, na sede da agência.

As vencedoras terão o direito de montar tendas ou estandes, desde que não haja comercialização de produtos ou serviços no local.

Em contrapartida, as empresas devem garantir o livre acesso dos romeiros às estações e disponibilizar uma estrutura mínima, como banheiros químicos, para uso dos visitantes.

Mais informações sobre o processo de inscrição, montagem de barracas ou utilização das estações da Via Sacra estão disponíveis no site da Goinfra e podem ser obtidas pelo whatsapp (62) 3265-4309.

Serviço

Assunto: Inscrições para barracas comerciais na Rodovia dos Romeiros
Quando: Quarta-feira (29/04)
Onde: Site da Goinfra – https://www.goinfra.go.gov.br
Prazo: Até 18/05
Entrevistas: Porta-voz da Goinfra estará disponível para entrevistas das 8h30 às 9h30 desta quarta-feira (29/04), na sede da autarquia.
Contatos: (62) 98451-4276 / (62) 98445-7868

Saiba mais

Estado inicia obras em novo trecho da GO-060 sentido Goiânia-Trindade

Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Para CNC, bets agravam endividamento das famílias brasileiras

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De janeiro de 2023 a março de 2026 a inadimplência do consumidor causada pelas bets retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista. O montante equivale ao volume de vendas nos períodos de Natal de 2024 e 2025.

O crescimento do gasto dos brasileiros com as plataformas eletrônicas nesse período foi superior a R$ 30 bilhões por mês. O dito “entretenimento” comprometeu a disponibilidade de renda para manter o pagamento em dia das dívidas e podem ter levado 270 mil famílias a situação de “inadimplência severa” – incapacidade de pagar marcada por atrasos de 90 dias ou mais.

As estimativas são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a entidade empresarial, “as bets não representam apenas entretenimento; configuram-se como um risco sistêmico para a saúde financeira das famílias, drenando recursos que seriam destinados ao comércio varejista e ao consumo produtivo.”

A confederação avalia que inadimplência decorrente de gastos com as bets tem impacto sobre o consumo e nas vendas do comércio varejista. De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, “a tendência” é que em situação de aperto financeiro das famílias gastos não essenciais e até essenciais sejam “sacrificados.”

Sem celular novo

“Podem deixar de trocar de celular ou podem deixar de comprar uma peça de vestuário por causa de agravamento da sua dívida”, exemplifica Bentes, que apresentou nesta terça-feira (28) em Brasília análise econométrica (estatística e matemática) em dados apurados pela própria CNC e colhidos do Banco Central.

Conforme a avaliação da confederação, os impactos das bets sobre o endividamento – que interfere na capacidade de consumo – é variável conforme o grupo demográfico. “Homens, famílias de baixa renda [até 5 salários mínimos], pessoas mais velhas (35+ anos) e aquelas com maior escolaridade (2º grau+) apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos das apostas.”

Os gastos com as apostas em plataformas eletrônicas podem até afligir famílias com renda superior, que segundo a CNC, “desviam recursos para as bets e deixam de honrar compromissos”, o que acarreta em atrasos e também em inadimplência.

“As bets afetam principalmente as famílias mais vulneráveis, aumentando seu endividamento global, enquanto para os mais ricos funcionam como substituto de outras formas de endividamento, embora também gerem inadimplência”, descreve apresentação da entidade.

Limites ao mercado

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, defende a implementação de políticas públicas regulatórias para as plataformas e de proteção a consumidores.

Em nota à imprensa, ele afirmou que as apostas online estão comprometendo a renda das famílias brasileiras. “O impacto já deixou de ser pontual e se tornou macroeconômico. Precisamos discutir os limites desse mercado, especialmente no que diz respeito à publicidade e à proteção das famílias brasileiras.”

De acordo com a CNC, oito em cada vez famílias (80,4¨%) estão endividadas no Brasil. O indicador é próximo aos 78% verificado no final de 2022. Entre 2019 e aquele ano, a proporção de famílias endividadas cresceu quase 20 pontos percentuais.

Notificação

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) que representa as plataformas de aposta eletrônica que operam legalmente no Brasil, enviou ontem (27) notificação formal à CNC cobrando “transparência metodológica” e “acesso integral” às bases de dados que a entidade usa para avaliar o impacto das bets no endividamento das famílias.

Para o IBJR, outras edições do estudo partiram de “premissa completamente desalinhada com os dados oficiais.” Conforme o instituto, “as conclusões divulgadas pela CNC são alarmistas e contrariam frontalmente as métricas oficiais.”

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) também disse que os números apresentados pela CNC  “não condizem com os dados oficiais do governo e do setor.”

Segundo a associação, a CNC desconsidera “a natureza multifatorial do endividamento dos brasileiros.”

Matéria ampliada às 21h29 para acrescentar posicionamento da ANJL

Fonte: Agência Brasil

Senado aprova cadastro de condenados por violência contra mulher

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O Senado aprovou nesta terça-feira (28) o projeto de Lei (PL) que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM). A matéria agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo projeto, será criado um banco de dados com informações de pessoas condenadas definitivamente por crimes como feminicídio, estupro, assédio, lesão corporal, perseguição e violência psicológica. 

Caberá à União gerenciar as informações que serão compartilhadas entre órgãos de segurança pública federais, estaduais e do Distrito Federal.

Entre as informações que poderão constar da lista estão nome, dados de documentos pessoais, filiação, fotografia, impressões digitais, endereço e o crime cometido, sendo garantido o sigilo da identidade da vítima.

De autoria da deputada Silvye Alves (união-GO), o projeto foi aprovado nas comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Constituição e Justiça (CCJ).

A relatora do projeto na CDH, senadora Augusta brito (PT-CE), destacou que, apesar da criação de normas e políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os crimes têm aumentado.

Segundo a senadora, a criação do CNVM, com caráter sancionador e preventivo, pode auxiliar ainda mais no enfrentamento desse tipo de violência.

“A perspectiva de ter seu nome incluído nesse cadastro pode ter efeito dissuasório sobre parte dos potenciais agressores. Isso trará algum alento às vítimas, que poderão ter um pouco mais de tranquilidade sabendo que seus agressores estarão sob maior vigilância”, afirmou.

*Com informações da Agência Senado

Fonte: Agência Brasil

STF manda SP indenizar fotógrafo que ficou cego após ação da PM

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (28) determinar que o estado de São Paulo deve indenizar o fotojornalista Sérgio Andrade Silva pelo ferimento que deixou o profissional cego do olho esquerdo.

Em 2013, Silva foi atingido por uma bala de borracha durante um ato de protesto contra o aumento da tarifa de transporte público, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele foi atingido por policiais enquanto fazia a cobertura jornalística do protesto.

O caso chegou ao Supremo por meio de um recurso protocolado pela defesa de Sérgio Silva para derrubar as decisões de primeira e segunda instâncias da Justiça de São Paulo, que rejeitaram o pedido de indenização.

Por unanimidade, os ministros entenderam que a responsabilidade do estado deve ser reconhecida, ainda que a perícia do caso não tenha concluído que a lesão do fotógrafo ocorreu por disparo de bala de borracha.

Durante o julgamento, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a perícia inconclusiva não exime o Estado de suas responsabilidades.

“Ele estava trabalhando, estava ali cumprindo a função dele. Então, é abordado de maneira gravosa, com sérias consequências”, comentou.

O placar unânime também contou com os votos dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. 

Com a decisão, o estado de São Paulo deverá pagar danos morais e materiais ao fotógrafo. 

A defesa solicitou o direito à pensão mensal vitalícia e o pagamento de R$ 100 mil reais por danos morais. 

O valor final ainda será calculado pela Justiça.

 

Fonte: Agência Brasil

Cruzeiro mostra poder de decisão para superar Boca na Libertadores

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Em uma partida complicada e muito disputada fisicamente, o Cruzeiro mostrou poder de decisão para derrotar o Boca Juniors (Argentina) pelo placar de 1 a 0, na noite desta terça-feira (28) no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, pelo Grupo D da Copa Libertadores da América.

Após esta vitória a Raposa assumiu a liderança da sua chave na competição continental com seis pontos, mesma pontuação dos argentinos, que aparecem na vice-liderança. Mas podem acontecer mudanças na classificação, pois Universidad Católica (Chile) e Barcelona de Guayaquil (Equador) ainda entrarão em ação nesta rodada.

A equipe comandada pelo técnico Artur Jorge encontrou muitas dificuldades para enfrentar um Boca que mostrou muito espírito de luta e dedicação tática para fechar os espaços na defesa. Com isso, pouco foi criado na etapa inicial. E o lance de maior destaque antes do intervalo foi a expulsão do atacante Bareiro, que acertou o rosto do volante Christian aos 45 minutos.

Mesmo com um homem a mais o Cruzeiro continuou com dificuldades no segundo tempo. Apesar de manter mais a posse de bola, encontrava poucos espaços para agredir o gol adversário. Diante deste cenário Artur Jorge começou a realizar mudanças. E uma delas foi fundamental para o resultado final da partida. Aos 37 minutos Matheus Pereira tocou na medida para Kaio Jorge, que, dentro da área, tocou rasteiro para o colombiano Néiser Villarreal, que teve apenas o trabalho de escorar para o fundo do gol.



Fonte: Agência Brasil