O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores referentes ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025.
O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras serão beneficiados pela distribuição.
Segundo a proposta aprovada pelo colegiado, o crédito será feito de forma proporcional ao saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025.
Os recursos serão creditados nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a legislação.
Terão direito ao recebimento os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do fundo em 31 de dezembro de 2025, incluindo contas ativas e inativas.
O serviço de coleta de lixo foi suspenso na noite desta segunda-feira (27) na zona norte da cidade de São Paulo em protesto pela morte do gari Diego Rafael da Silva, atropelado e morto durante seu horário de trabalho no domingo (26).
O funcionário da Loga, concessionária responsável pela coleta, foi atropelado por um motorista que estava embriagado, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O atropelamento aconteceu no bairro da Barra Funda, zona oeste da capital.
A concessionária informou, por meio de nota, que “devido à comoção gerada pelo falecimento do colaborador Diego Rafael da Silva, as equipes de coleta paralisaram as atividades de coleta comum e de materiais recicláveis nas vias atendidas pela frequência de coleta da segunda-feira (27), no período noturno”.
Ainda segundo informações da empresa, os serviços serão retomados “gradualmente e normalizados” até quarta-feira (29).
De acordo com informações da Polícia Civil, o motorista que atropelou Diego tem 53 anos de idade e apresentava sinais evidentes de embriaguez no momento do atropelamento.
O homem fez o teste do bafômetro, que constatou a presença de álcool em seu organismo acima do limite previsto em lei.
O motorista foi preso em flagrante por homicídio e está preso no 7º Distrito Policial, no bairro da Lapa.
O corpo do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Octavio Gallotti foi velado nesta segunda-feira (27) no Salão Branco da Corte. Galotti morreu neste domingo (26) aos 95 anos de idade. Ele atuou na Suprema Corte entre 1984 e 2000.
Ministros do Supremo e integrantes de outros tribunais prestaram as últimas homenagens e participaram de uma missa. O sepultamento será nesta terça-feira (28), no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, às 16h.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, lembrou em sua fala em nome da Corte, que Galotti exerceu a magistratura com discrição e não buscou protagonismos.
“Sua trajetória testemunha uma geração que compreendia o exercício da jurisdição como missão de Estado, jamais como instrumento de afirmação pessoal. Para essa geração, o juiz devia ser firme sem arrogância, independente sem isolamento, humano sem abandonar o rigor do direito”, afirmou.
Nascido no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1930, Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti faz parte de uma família que se dedicou à magistratura brasileira.
Seu avô, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, foi ministro do STF entre 1917 e 1931. O pai, Luiz Gallotti, também teve uma cadeira na Corte entre 1966 e 1968. A filha, Maria Isabel Galotti, é ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Antes de chegar ao Supremo, Galotti atuou como assistente da Procuradoria-Geral da República (PGR), se tornou procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ministro do tribunal. Em seguida, foi nomeado pelo ex-presidente João Figueiredo para o Supremo.
Do ruidoso desembarque do governo Bolsonaro ao abandono de Álvaro Dias e Cristina Graeml, ex-juiz acumula uma esteira de contradições na construção de seu capital político.
Por Redação de Análise Política
A trajetória de Sérgio Moro no ecossistema político brasileiro tem se notabilizado por um traço constante: a facilidade com que pontes são queimadas em nome do pragmatismo ou da autoproteção eleitoral. A movimentação mais recente a alimentar essa percepção envolve a jornalista e influenciadora conservadora Cristina Graeml no Paraná — um episódio que, para analistas de bastidor, guarda fortes semelhanças com o modus operandi adotado pelo ex-magistrado em sua passagem pelo Ministério da Justiça e em articulações partidárias anteriores.
A ruptura com Bolsonaro: O desembarque atirando
Em abril de 2020, no auge do primeiro ano de pandemia, Moro protagonizou uma das crises políticas mais agudas do governo Jair Bolsonaro. Ao anunciar sua demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz da Lava Jato convocou uma coletiva de imprensa para disparar acusações diretas contra o então presidente.
Na ocasião, Moro acusou explicitamente o chefe do Executivo de tentar interferir politicamente na Polícia Federal para proteger Flávio de investigações em andamento. O movimento — visto como uma “traição imperdoável” pela base bolsonarista — inaugurou a persona de Moro na política partidária: um ator avesso a subordinações e com agenda própria, mas cujas táticas frequentemente deixaram um rastro de insatisfação e desconfiança entre aqueles que o cercavam.
O “caso Álvaro Dias”: O descarte do padrinho político
Pouco tempo depois da saída do governo, Moro encontrou refúgio e projeção no Podemos. Apadrinhado pelo então senador e líder da sigla, Álvaro Dias — que historicamente o defendeu durante os anos de Lava Jato —, Moro filiou-se com status de pré-candidato à Presidência da República. O acerto previa a construção da candidatura nacional do ex-juiz e o apoio irrestrito à reeleição de Álvaro Dias ao Senado pelo Paraná.
Contudo, ao perceber que sua pré-candidatura ao Planalto não decolava nas pesquisas, Moro abandonou a sigla que o acolheu e migrou para o União Brasil. O movimento não representou apenas uma troca de partido: no novo destino, Moro anunciou sua própria candidatura ao Senado pelo Paraná, transformando-se em adversário direto de seu antigo fiador. A vitória de Moro nas urnas decretou o fim da carreira parlamentar de Álvaro Dias e carimbou na biografia do ex-magistrado o que muitos no estado classificam como seu segundo grande ato de rompimento com aliados.
O “caso Cristina Graeml” e a volatilidade das legendas
Lançada como pré-candidata ao Senado em fevereiro de 2025, Cristina Graeml passou a adotar uma posição de lealdade política aberta ao ingressar na vida pública: após deixar o jornalismo de opinião para disputar eleições, declarou abertamente seu apoio e voto a Jair Bolsonaro e, posteriormente, à consolidação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Quando o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) — sigla que abriga a pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (que ainda não era candidato) —, a convidou para se filiar, esse posicionamento político assumido por Cristina já era de pleno conhecimento público.
A passagem de Cristina pelo União Brasil sob a liderança regional de Sérgio Moro, no entanto, teve um desfecho familiar. Após atrair a jornalista para a legenda prometendo respaldo para a disputa majoritária, Moro reconfigurou o jogo em meio a arranjos partidários, deixando a aliada desprovida de garantia de legenda levou a maior parte dos filiados do União junto esvaziando o partido e asfixiando a pré-candidatura dela ao Senado da para favorecer os novos aliados e forçando-a a migrar em busca de viabilidade eleitoral.
O contraponto do movimento é o que mais chama a atenção no xadrez partidário: enquanto deixou para trás uma aliada orgânica do bolsonarismo, o próprio Moro acabou se reaproximando e se alinhando ao PL, o mesmo partido de Flávio Bolsonaro — figura diretamente ligada ao núcleo familiar contra o qual disparou acusações de interferência na Polícia Federal ao desembarcar do governo anos antes.
O custo do pragmatismo: Afinal, quem é Sérgio Moro?
Para analistas políticos, a sequência de episódios expõe o tamanho do dilema de coerência que ronda o ex-magistrado:
Oportunismo ou estratégia de sobrevivência? A celebração de acordos e alianças com forças políticas que ele próprio combateu e denunciou publicamente indica uma atuação guiada estritamente pelo cálculo eleitoral de momento.
Incoerência e volatilidade: A facilidade em descartar padrinhos históricos (como Álvaro Dias) e nomes conservadores testados nas urnas (como Cristina Graeml, que obteve expressivos 42% dos votos válidos na corrida pela Prefeitura de Curitiba) enfraquece sua narrativa de renovação moral.
Imaturidade política: A dificuldade em manter um grupo político coeso e a perda sistemática de aliados que confiaram em sua palavra revelam obstáculos crônicos na construção de alianças de longo prazo.
Enquanto construiu sua reputação pública sob a égide da intransigência moral e da rigidez institucional na Magistratura, a atuação de Sérgio Moro na política partidária tem seguido a cartilha do pragmatismo tradicional: o descarte de compromissos quando as conveniências eleitorais mudam de direção. Em um ambiente onde a palavra e a previsibilidade constituem a moeda mais valiosa do jogo político, a oscilação entre acusações graves no passado e alianças de conveniência no presente deixa no ar a pergunta fundamental: afinal, quem é Sérgio Moro na política brasileira?
Para aprofundar e compreender os bastidores desse cenário sob a perspectiva direta dos envolvidos, vale assistir à entrevista IronTalks ao vivo com Cristina Graeml e Dr. Felipe Sestaro, onde os detalhes dessas articulações no Paraná são debatidos abertamente.
Um terremoto com magnitude preliminar de 7,1 graus na escala Richter atingiu a província de Kumamoto, no Sul do Japão, nesta terça-feira (28), deixando milhares de residências sem energia elétrica, causando transtornos no trânsito e levando à emissão de ordens de evacuação e alertas para réplicas.
Em declarações à imprensa em seu gabinete em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que quantidade de vítimas e a gravidade dos danos materiais estavam sendo avaliadas. “Já fomos informados de que há feridos”, disse Takaichi.
“Ocorreram quedas de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e desabamentos de edifícios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, inclusive se deslocando para um local seguro.”
A emissora pública NHK mostrou vários prédios em chamas ou destruídos, grandes rachaduras ao longo das estradas, incluindo uma rodovia elevada, e um trem de carga descarrilado. Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigirem a centros de evacuação, informou a agência de gestão de desastres.
A TSMC, maior fabricante mundial de chips por contrato, retirou os funcionários de sua fábrica na região por precaução, informou um porta-voz da empresa.
Um porta-voz da empresa de eletrônicos Sony, que também tem uma fábrica na região, disse que a empresa estava avaliando a situação.
Os moradores das áreas que sentiram os tremores mais intensos devem estar atentos a novos terremotos fortes por cerca de uma semana, bem como ao risco de deslizamentos de terra, disse um representante da Agência Meteorológica do Japão (JMA na sigla em inglês).
Aeroporto e trens parados
O governo japonês emitiu alertas de emergência de terremoto para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu, no sul do Japão.
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado ao longo do “Anel de Fogo” – formado por vulcões e fossas oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Pacífico –, o Japão é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 pontos na escala Richter ou mais em todo o mundo.
A Kyushu Electric Power informou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica em consequência do último terremoto, enquanto a empresa ferroviária JR Kyushu informou que havia suspendido os serviços, incluindo seus trens-bala de alta velocidade.
O aeroporto de Kumamoto também fechou a pista, companhias aéreas desviaram e cancelaram voos.
As operadoras de telecomunicações KDDI e Docomo informaram que houve interrupção em seus serviços de telefonia móvel devido à falta de energia e a falhas nas linhas de transmissão.
Não foram relatadas irregularidades nas usinas nucleares da região, informou a autoridade reguladora nuclear do Japão.
Um grande terremoto em Kumamoto, há 10 anos, matou 275 pessoas e feriu outras 2.739, segundo dados oficiais, além de ter danificado milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade, um dos principais pontos turísticos.
Levantamento com 1.024 pessoas da região metropolitana do Rio, entre os dias 22 e 25 de junho, mostra que R$ 2,2 bilhões são gastos anualmente com apostas online, recursos que deixam de circular na economia fluminense.
De acordo com a pesquisa, o gasto médio de cada apostador é de R$ 1,2 mil por ano e 22,7% dos moradores da região metropolitana do Rio, praticamente um em cada quatro entrevistados, já participou de apostas virtuais.
As bets esportivas aparecem como a modalidade mais popular, citadas por 60,9% das pessoas. Em seguida vem o chamado “tigrinho” e outros jogos virtuais de cassino, mencionados por 49,4% dos apostadores. Como a pergunta permitia múltiplas respostas, parte dos entrevistados afirmou participar de mais de um tipo de aposta.
Entre os apostadores, 65,6% são homens e 34,4%, mulheres. Em relação à idade, a maior concentração está entre as pessoas de 25 a 34 anos (36,1%), seguidas pela faixa de 18 a 24 anos (24,8%). Quanto à escolaridade, 66,9% têm ensino médio completo, enquanto 12,9% concluíram o ensino superior.
Sobre o quesito renda, a maior parcela recebe de um a dois salários mínimos (36%), seguida pelos que ganham de 2 a 3 salários mínimos (19,7%).
O estudo destaca também um comportamento preocupante em relação à segurança das plataformas de apostas: 48,5% dos entrevistados que já apostaram afirmaram que não verificam se o site é legalizado antes de jogar.
De acordo com o levantamento, 48,7% dos entrevistados disseram que um dos motivos para apostar é a expectativa de obter retorno financeiro. Desse total, 28,3% disseram buscar a chance de ganhar dinheiro rápido ou considerar a aposta um investimento.
Outros 20,4% informaram apostar para fazer renda extra. Nesse caso, chama a atenção o fato de que 70% afirmam usar o próprio salário nas apostas, indicando que parte da renda mensal é direcionada tal prática.
Proibição e alertas
Desde o dia 13 de julho, a prefeitura do Rio de Janeiro proíbe a veiculação de publicidade de plataformas de apostas em espaços públicos da cidade. A medida atinge locais onde há publicidade exterior, mobiliário urbano e demais locais cuja exploração dependa de autorização, licença, permissão ou concessão do município.
Além disso, as plataformas de apostas esportivas, estão obrigadas a exibir alertas do Ministério da Fazenda sobre dependência em suas campanhas publicitárias. Semelhante ao que já ocorre nas propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas, as advertências destacam que “apostar pode causar dependência, faz você perder dinheiro e não é investimento.”
A Procuradoria-Geral do Estado do Rio (PGE-RJ) conseguiu na Justiça a garantia do resgate de R$ 481,5 milhões investidos pelo Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais, no Fundo Revolution, ligado ao Grupo Master.
A decisão é da 10ª Vara da Fazenda Pública da Capital, em ação contra a Master Corretora e a Acura Gestora de Recursos e seus diretores. A Justiça também determinou auditoria independente e medidas de bloqueio patrimonial para assegurar eventual ressarcimento ao Rioprevidência.
A medida assegura a efetivação do pedido de resgate integral formulado pelo Rioprevidência, com liquidação prevista para 17 de agosto de 2026. Ao analisar o pedido, a juíza Aline Massoni também determinou auditoria independente para apurar a situação patrimonial do fundo e o bloqueio cautelar de bens da Acura e de seus diretores, até o limite do valor investido.
De acordo com a ação, o Rioprevidência aportou R$ 481,5 milhões no Fundo Revolution a partir de maio de 2025. Após a decretação da liquidação extrajudicial da Master Corretora, administradora do fundo, o instituto solicitou inicialmente o resgate parcial e, depois, o resgate integral das cotas. No entanto, a análise dos investimentos identificou fatores que levantaram dúvidas sobre a capacidade de liquidação dos ativos da carteira.
Ao analisar o pedido, a Justiça entendeu estarem presentes os requisitos legais para a concessão da tutela cautelar. Foram destacados os indícios apresentados pelos autores sobre a composição da carteira do Fundo Revolution, a baixa transparência de parte dos ativos e os riscos para os recursos previdenciários investidos.
Foi identificado ainda que os documentos apresentados apontam indícios de aplicação de recursos em títulos de liquidez duvidosa e da adoção de medidas que podem ter prejudicado os interesses dos cotistas.
Entre as determinações judiciais está a proibição de qualquer medida destinada a dificultar ou retardar o resgate solicitado pelo Rioprevidência. A Master Corretora também deverá apresentar, em 15 dias, relatório de auditoria externa independente sobre a situação patrimonial do Fundo Revolution.
A decisão prevê ainda o bloqueio e o arresto de bens da Acura Gestora de Recursos e de seus diretores, incluindo valores em contas bancárias, aplicações financeiras, imóveis, participações societárias, veículos, embarcações, aeronaves, marcas registradas, planos de previdência privada aberta, títulos de capitalização e ativos digitais, como criptomoedas.
Essa é a segunda decisão favorável obtida pela Procuradoria-Geral do Estado e pelo Rioprevidência no caso Master. Na quinta-feira (23), a Justiça determinou o bloqueio de bens para garantir a recuperação de até R$ 135,1 milhões perdidos em investimentos do fundo previdenciário estadual no Fundo Texas I FIA.
Agora, a nova decisão busca assegurar a devolução dos recursos aplicados no Fundo Revolution e preservar patrimônio para eventual ressarcimento ao Rioprevidência.
Norma proíbe qualquer tipo de discriminação entre clientes ou demais usuários autorizados a utilizar as instalações
Entrou em vigor, na última quarta-feira (22), a Lei nº 7.928/2026, que obriga drogarias, padarias e outros estabelecimentos comerciais a disponibilizar gratuitamente seus banheiros aos clientes. De autoria do deputado Chico Vigilante (PT), a nova lei visa garantir mais conforto, dignidade e acessibilidade aos consumidores que frequentam o comércio local.
De acordo com o texto, eventuais restrições ao uso dos banheiros somente poderão ocorrer por razões técnicas devidamente justificadas. Além disso, a norma proíbe qualquer tipo de discriminação entre clientes ou demais usuários autorizados a utilizar as instalações. Os banheiros também devem oferecer acessibilidade, conforme a legislação vigente.
Órgãos de fiscalização do Distrito Federal devem inspecionar o cumprimento da norma, bem como supervisionar as condições de higiene nas instalações sanitárias. Os estabelecimentos que descumprirem a nova legislação estarão sujeitos a advertência, multa e até suspensão do alvará de funcionamento, conforme o número de reincidências.
Dia da Santa Mãe de Deus tem o objetivo de reconhecer valores espiritual e cultural, e homenagear a comunidade do Sol Nascente e sua tradição de fé mariana
O calendário oficial do Distrito Federal tem duas novas datas, a partir da sanção de projetos aprovados pela Câmara Legislativa. A nova Lei nº 7.922/2026 estabelece 2 de abril como o Dia do Servidor da Carreira Gestão Fazendária do DF. Segundo a proposição, de autoria dos deputados Jorge Vianna (Democrata) e Chico Vigilante (PT), a escolha da data não é aleatória. O dia corresponde à data de sanção da Lei nº 7.862, de 2 de abril de 2026, diploma que promoveu relevante atualização normativa da Carreira de Gestão Fazendária.
Já a Lei nº 7.925/2026 determina 11 de junho como o Dia da Santa Mãe de Deus – Sancta Dei Genitrix, com o objetivo de reconhecer o valor espiritual e cultural da devoção à Santa Mãe de Deus e homenagear a comunidade do Sol Nascente e sua tradição de fé mariana. A referência é iniciativa do distrital Robério Negreiros (Podemos). Na data apontada, poderão ser promovidos eventos e atividades alusivas à celebração, em articulação com entidades religiosas e organizações da sociedade civil.
Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)
Incêndios florestais avançaram em direção aos arredores da histórica cidade francesa de Bordeaux, no coração da região vinícola do país, enquanto França e Espanha lutam contra as chamas que já forçaram a retirada de centenas de milhares de pessoas de suas casas.
Cerca de 220 mil pessoas deixaram suas casas na França. Na Espanha, esse número passa dos 75 mil e outras 30 mil receberam ordem para permanecer em abrigos, informaram autoridades.
Na França, os incêndios devastaram a península de Cap Ferret, na costa atlântica – um destino turístico popular – e se espalharam pelas áreas ao redor de Bordeaux, onde os bombeiros tentavam impedir que as chamas atinjam a capital regional.
“Temos um incêndio que não está sob controle e que está se movendo na direção da área urbana”, disse o ministro do Interior, Laurent Nunez, à emissora France 2 nesse domingo. “A situação geral é muito desfavorável; estamos diante de uma situação sem precedentes.”
O prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, disse que o incêndio estava a cerca de 15 quilômetros dos pontos de acesso à cidade.
Cazenave havia afirmado no início do domingo que não havia planos de evacuar Bordeaux, cuja área metropolitana conta com uma população de cerca de 850 mil habitantes. Nunez disse que as autoridades continuarão avaliando a situação com calma e realismo.
À medida que o incêndio avançava, a polícia foi de porta em porta durante a madrugada nos municípios de Marcheprime e Cestas para retirar os moradores de suas casas. As autoridades francesas divulgaram imagens que mostram policiais batendo nas portas no escuro e pedindo às pessoas que saíssem.
Avião de combate a incêndios da Canadair lança água para combater incêndio florestal na França – REUTERS/Manon Cruz/ Proibido reprodução
Na Espanha, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, visitou áreas atingidas pelo incêndio em Ávila, uma das três províncias do centro do país afetadas por grandes incêndios, ao lado de Madri e Toledo.
As chamas devastaram mais de 50 mil hectares de áreas rurais em Ávila, tornando-se o maior incêndio florestal da história recente da Espanha, segundo a ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen.
Confira mais informações sobre os incêndios na Europa no Repórter Brasil Tarde, na TV Brasil
Vários focos
Um incêndio separado na província de Castellón, no Leste da Espanha, devastou mais de 4,3 mil hectares, informaram as autoridades regionais.
“O incêndio está fora de controle, é muito difícil de extinguir do ponto de vista técnico, especialmente devido às condições climáticas adversas que persistirão ao longo do dia”, disse o governador regional de Valência, Juanfran Pérez, a jornalistas próximos ao local.
O incêndio florestal atingiu o parque natural da Sierra de Espadan, que abriga grandes florestas de pinheiros e sobreiros.
Os incêndios são os mais recentes desastres relacionados à seca prolongada e às sucessivas ondas de calor que, segundo cientistas, têm se intensificado devido às mudanças climáticas.
Tanto em Bordeaux quanto em Ávila, as temperaturas máximas em julho atingiram uma média de 32 graus Celsius, quase 6°C acima da média normal para o mês, de acordo com o Reuters Climate Monitor.
Mais de 150 mil hectares foram queimados em toda a Espanha desde janeiro, seis vezes a área destruída durante o mesmo período do ano passado.
Embora os incêndios florestais sejam há muito uma característica dos verões espanhóis, Sánchez afirmou que sua escala e intensidade crescentes, alimentadas por condições climáticas cada vez mais extremas, exigem políticas baseadas na ciência climática.
Escócia e Itália
Nas terras altas da Escócia, cerca de 500 bombeiros vêm combatendo um grande incêndio no Parque Nacional de Cairngorms desde 15 de julho.
Os moradores da vila de Nethy Bridge, que foram retirados na noite de sexta-feira após uma mudança nas condições climáticas, puderam retornar às suas casas no final do sábado.
Na Itália, vários incêndios florestais forçaram o fechamento, por várias horas, de um trecho sul do anel viário de Roma, bem como de uma rodovia que leva à capital, causando grandes transtornos no trânsito.
Na região de Puglia, no Sul da Itália, turistas tiveram de deixar resorts à beira-mar devido a um grande incêndio florestal na área de Gargano, informou o Corpo de Bombeiros nacional. Alguns foram resgatados por via marítima pela guarda costeira, acrescentou a agência de notícias Ansa.
Outros incêndios levaram à suspensão temporária do tráfego ferroviário nos arredores da cidade de Acireale, no Leste da Sicília, e na linha do leste do Adriático, ao sul da cidade de Termoli, informou a empresa ferroviária RFI.
O Papa Leão, falando de sua residência de verão em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, ofereceu apoio espiritual.
“À luz dos devastadores incêndios florestais que afetaram várias regiões da França e da Espanha nos últimos dias, desejo expressar minha solidariedade e proximidade, e convido a todos a rezarem pelas pessoas afetadas e pelas equipes de resgate envolvidas nos esforços de socorro.”