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Câmara abre créditos para ações de saúde e combate às queimadas

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A Câmara dos Deputados (foto) aprovou nesta quinta-feira (12), em Brasília, duas Medidas Provisórias (MPs) abrindo créditos extraordinários para ações de saúde no Rio Grande do Sul e combate às queimadas e seca na Amazônia. As duas medidas seguem para análise do Senado.

A MP 1253/24 determina a abertura de créditos extraordinários para o Ministério da Saúde e eles serão utilizados em favor da população do Rio Grande do Sul, afetada pelas enchentes que atingiram o estado no primeiro semestre de 2024.

O valor aprovado foi de R$ 308,2 milhões e será usado para oferta de infraestrutura e de serviços de saúde à população do estado, por meio de reforma e reconstrução de várias unidades de saúde de média e alta complexidade.

Os recursos também serão empregados na organização da Rede de Serviços de Atenção Primária à Saúde, mediante mudança e restauração de várias Unidades Básicas de Saúde (UBSs), bem como para a compra de equipamentos.

Queimadas

Os deputados também aprovaram a MP 1258/24 que abre créditos extraordinários para os Ministérios da Justiça e Segurança Pública; do Meio Ambiente e Mudança do Clima; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; da Defesa; da Integração e do Desenvolvimento Regional; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e dos Povos Indígenas, visando ações de combate às queimadas e seca na Amazônia.

O total de R$ 514,5 milhões deverá ser utilizado, entre outras finalidades, para formulação e implementação de políticas, estratégias e iniciativas para controlar o desmatamento, incêndios florestais e o ordenamento ambiental territorial; prevenção e controle de incêndios florestais nas áreas federais prioritárias; proteção de 128 unidades de conservação; desenvolvimento e gestão ambiental para 860 famílias do programa de reforma agrária; ações de proteção e de Defesa Civil para 1,2 milhão de pessoas; distribuição de alimentos para 100 mil famílias de grupos populacionais tradicionais e em situação de insegurança alimentar e nutricional decorrente de emergência ou calamidade pública; compra e distribuição de alimentos para 2.600 famílias da agricultura familiar; e garantia de direitos pluriétnico-culturais e sociais de 2.344 comunidades indígenas.

Fonte: Agência Brasil

Prefeitura pagará aluguel a moradores da ocupação Zumbi dos Palmares

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A prefeitura pagará auxílio habitacional temporário, conhecido como aluguel social, aos moradores da ocupação Zumbi dos Palmares (foto), instalada em um prédio – sem uso – do Instituto Nacional do Serviço Social (INSS), no centro do Rio de Janeiro. O decreto, do prefeito Eduardo Paes, foi publicado na edição desta sexta-feira (13) do Diário Oficial do município.

A Justiça determinou a reintegração de posse do edifício, localizado na rua Venezuela, 53, ao INSS. Na quinta-feira (12), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) anunciou que a desocupação do imóvel será feita na próxima segunda-feira (16), devido aos riscos estruturais da edificação, que está oficialmente interditada pela Defesa Civil Municipal.

Aluguel de R$ 400

De acordo com a legislação municipal, o aluguel tem o valor de R$ 400 e pode ser pago por um ano, mas é possível prorrogar esse prazo, caso a situação de moradia não tenha sido resolvida.

“A gente tem essa preocupação em relação ao tempo em que vai ser concedido o aluguel para essas famílias. E qual vai ser o reassentamento, porque é um aluguel social provisório. E ele tem que ser pago inclusive antes do despejo, para que as famílias de fato possam procurar um outro imóvel para levar os pertences”, disse a coordenadora do Núcleo de Assessoria Jurídica Popular (Najup), da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mariana Trotta, que assessora as cerca de 100 famílias que vivem no local.

 

Fonte: Agência Brasil

CLDF é primeiro órgão do DF a regulamentar lei da licença menstrual

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A Lei Complementar nº 1.032/2024 – que garante licença por até três dias consecutivos, por mês, às servidoras públicas distritais que comprovarem sintomas graves associados ao fluxo menstrual – foi promulgada, publicada e entrou em vigor em março deste ano. Esta semana, a Câmara Legislativa regulamentou o cumprimento da norma para suas servidoras. A lei segue sem regulamentação, contudo, em todos os outros órgãos do governo do Distrito Federal. 

O ato da Mesa Diretora da CLDF que regula os procedimentos e critérios para a concessão da licença menstrual foi publicado no Diário da Câmara Legislativa (DCL) de ontem (12). De acordo com o texto, são considerados sintomas graves relacionados à menstruação “aqueles que dificultem ou impeçam a realização de suas atividades laborais, como dores intensas (dismenorreia), fadiga, enxaqueca, ou outros efeitos físicos e psicológicos adversos”.

Ainda segundo o ato, para solicitar a licença, a servidora (efetiva ou comissionada) deverá apresentar requerimento no sistema de prontuário eletrônico, acompanhado de atestado ou relatório emitido por médico assistente ou serviço médico oficial da Casa. Essa solicitação precisará ser avaliada, na sequência, por Junta Médica Oficial da CLDF. 

O regramento estabelece, também, que a servidora beneficiária deverá comunicar à chefia imediata a existência da solicitação de licença até o início da jornada de trabalho no dia em que necessitar do afastamento.
 

O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), destaca que a regulamentação da licença menstrual é mais do que uma questão de saúde, sendo um “passo fundamental na luta pela dignidade e igualdade das mulheres”. “Nosso mandato tem como um de seus pilares inabaláveis a defesa das mulheres, e apoiar essa iniciativa é reafirmar o compromisso de construir uma sociedade mais justa e digna para todas”, afirma o presidente.

Já autor da lei da licença menstrual no DF, deputado Max Maciel (Psol), comemorou a regulamentação da norma pelo Legislativo e cobrou o cumprimento da medida pelos demais órgãos do GDF. Por meio de seu perfil em uma rede social, o distrital defendeu: “Para fazer a lei valer, as servidoras do GDF têm que pressionar as secretarias de Estado e os diversos órgãos que ainda não aderiram à iniciativa”.

 

“Cerca de 15% das mulheres enfrentam sintomas graves, com fortes dores na região inferior do abdômen e cólicas intensas, que chegam, muitas vezes, a prejudicar sua rotina”, argumenta Maciel, ao defender sua proposta.

A licença médica para as mulheres que sofrem com fortes cólicas e outros sintomas no período menstrual é lei na Espanha desde o início de 2023. Iniciativas semelhantes estão em vigor em vários outros países, como Japão, Coreia do Sul e Zâmbia. Além disso, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei com o intuito de garantir o direito para as trabalhadoras de todo o Brasil.

Fonte: Agência CLDF

Governo contempla famílias de Bela Vista de Goiás com Casas a Custo Zero

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Governo sorteia Casas a Custo Zero em Bela Vista de Goiás
Sorteio das famílias ocorre quando fase de construção está praticamente finalizada (Fotos: Edgard Soares)

O Goiás Social, a Agência Goiana de Habitação (Agehab) e a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) realizam nesta sexta-feira (13/12), às 16 horas, o sorteio de famílias para 42 casas a custo zero em Bela Vista de Goiás.

O sorteio será realizado na quadra de esportes da Secretaria de Ação e Promoção Social (Rua José Pontes, S/N, Setor São Jorge, Bela Vista de Goiás).

A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, destaca que a política habitacional goiana é referência no Brasil, sendo parte fundamental do trabalho do Governo de Goiás no combate à pobreza.

“Goiás é o único Estado do país em que a casa é faixa zero, ou seja, sem custo algum para o beneficiário. Aquelas famílias que realmente precisam passam a ter acesso à sua casa própria sem pagar nada”, destaca.

De acordo com o presidente da Agehab, Alexandre Baldy, o sorteio é realizado quando as obras das moradias estão praticamente concluídas.

“As casas de Bela Vista estão com 80% de execução. Além das 42 famílias sorteadas, haverá formação do cadastro reserva para os casos de desclassificação”, informa Baldy.

Segundo ele, foram investidos R$ 7 milhões para construção do empreendimento, que será entregue gratuitamente para as famílias sorteadas e que apresentarem a documentação correta.

Segundo o secretário da Infraestrutura, Pedro Sales, o programa de casas a custo zero avança a passos largos e está presente em mais da metade dos municípios goianos.

“Não existe em nenhum outro lugar do País um programa de habitação social como este, que vai contemplando cada vez mais famílias em nosso estado”, destaca Sales.

Segundo ele, a meta estabelecida pelo governador Ronaldo Caiado é para que 10 mil famílias recebam moradias totalmente de graça até o final de 2026.

Serviço

Assunto: Sorteio de casas a custo zero em Bela Vista de Goiás
Quando: 13/12/24, sexta-feira, às 16h
Onde: Quadra de esportes da Secretaria de Ação e Promoção Social (Av. José Pontes, S/N, Setor São Jorge, Bela Vista de Goiás)

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Goiás Social abre inscrições para 530 casas a custo zero em 15 municípios

Agehab vai construir 3 mil casas a custo zero em 2025

Fonte: Portal Goiás

Gabinete de Crise encaminha mais de 800 pacientes a leitos de enfermaria e UTI

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Reunião realizada nesta quinta-feira (12/12) contou com participação de representantes da SES-GO, da SMS de Goiânia e do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (Fotos: Iron Braz)

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) apresentou, nesta quinta-feira (12/12), , para o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás (Cosems-GO) e Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), os resultados do Gabinete de Crise das UTIs de Goiânia. Essa iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) e a equipe de transição do prefeito eleito, Sandro Mabel.

Em 16 dias de atuação, o Gabinete de Crise encaminhou 831 pacientes para leitos de enfermaria e UTI. Nesse período, não houve registro de óbitos de pacientes enquanto aguardavam por leitos intensivos.

O secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, destacou que o acompanhamento diário das solicitações de leitos na capital resultou em avanços significativos, aprimorando os critérios de avaliação e reduzindo as solicitações diárias de vagas de UTI de 24 para 5, e de enfermaria de 174 para 78.

Ampliação da oferta de leitos

Além de otimizar o uso dos leitos existentes, o gabinete ampliou a oferta com a abertura de 20 leitos de UTI adulto no Hospital Ruy Azeredo, 16 leitos de UTI no Hospital das Clínicas (10 adultos e 6 pediátricos) e 40 leitos de UTI (20 adultos, 10 pediátricos e 10 neonatais) e 32 de enfermaria no Hospital Estadual de Águas Lindas.

“Esses resultados demonstram a eficácia da estratégia de organização e cooperação para melhorar a saúde da população”, afirmou Rasível.

Durante a apresentação dos números, o procurador-geral do Ministério Público de Contas do TCM-GO, Rafael Pandim, reforçou a importância do trabalho que vem sendo desempenhado e parabenizou os envolvidos, diante dos resultados já alcançados.

“É importante para gente ter essa visão macro e ver os resultados que têm sido alcançados e também ver aquilo que eventualmente faltou fazer […] Então quero agradecer e parabenizar toda a equipe”, pontuou.

A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás (Cosems-GO), Patrícia Fleury, ressaltou ainda como a situação enfrentada na capital tem impactado diretamente os 246 municípios goianos.

“O Sistema Único de Saúde se dá por diversas pactuações e acaba que a capital atende todos os municípios com serviços de média e alta complexidade. Mas saímos esperançosos, porque cada decisão é baseada em dados para direcionar cada ação”, frisou.

“Vejo uma evolução substanciosa, tanto na definição de diagnóstico quanto nas medidas necessárias para o enfrentamento da crise […] Quero cumprimentar cada um da equipe que integra esse gabinete e também aqueles que estão na ponta sentindo os efeitos deletérios da situação a que chegamos na saúde do município de Goiânia […] Então é com esperança que vejo o desenrolar das ações que tem sido feitas”, reforçou ainda o promotor de Justiça titular da 102ª Promotoria de Justiça de Goiânia, Mário Henrique Caixeta.

A reunião contou ainda com a participação de representantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), que tem prestado auxílio direto, por meio da disponibilização de efetivo da corporação para tripular as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da capital.

“Viemos à Secretaria Estadual de Saúde para dar apoio nesse momento tão importante que a secretaria está encabeçando, junto com o Gabinete de Crise”, afirmou o comandante do Batalhão de Salvamento e Emergência do CBMGO, Marcos Vinícius Gonçalves.

Gabinete de Crise

O Gabinete de Crise foi criado pela SES-GO para apoiar a situação emergencial da saúde em Goiânia, com o objetivo de monitorar, planejar, estruturar, mobilizar e coordenar ações de preparação, alerta e resposta, envolvendo órgãos públicos estaduais e entidades em medidas integradas para mitigar a crise de saúde pública no município.

A instalação do gabinete é coordenada pela SES-GO e executada pelas unidades municipais, tanto na gestão quanto na área hospitalar, para monitorar o cenário geral.

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Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Projeto que muda regra na área de petróleo e gás é aprovado na Câmara

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (12) o projeto de Lei (PL) 3.337/2024 que permite a transferência do excedente do índice mínimo de conteúdo local entre contratos de exploração e produção de petróleo e de gás natural. A proposta seguirá para análise dos senadores.

Segundo o relator do projeto, deputado Kiko Celeguim (PT-SP), a ideia é aumentar as contratações nacionais em níveis superiores aos exigidos contratualmente em conteúdo local. “A proposta pretende incentivar as contratações nacionais em níveis superiores aos exigidos contratualmente, alavancar a indústria brasileira, em particular o setor naval, e impulsionar o avanço tecnológico”, explicou o parlamentar.

Assim, o projeto condiciona a transferência de excedentes a atividades semelhantes. Desta forma, ela poderá ser total ou parcial e ser realizada em ambientes, fases, etapas e grupos de despesas distintos do verificado do contrato de destino, “vedado o seu cômputo em duplicidade”.

ANP

Caberá à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a apuração, o registro e o controle das transferências de excedentes de conteúdo local mínimo.

Para os contratos em que não há compromisso de conteúdo local mínimo e a empresa promova sua realização, o projeto prevê que o valor correspondente poderá ser contabilizado e transferido entre contratos em andamento.

Dados do governo federal, apontam que a efetivação de 20% de conteúdo local, no projeto-base de construção de cada plataforma de produção, traria para o mercado doméstico aproximadamente US$ 650 milhões de investimentos nos dois primeiros anos de construção, com geração, aproximadamente, de 13 mil postos de trabalhos diretos e indiretos.

Estaleiros nacionais

O texto também incorporou a Medida Provisória 1.255/24, que permite a depreciação acelerada para navios-tanque novos, fabricados em estaleiros nacionais e empregados no transporte de cabotagem de petróleo e seus derivados; de embarcações de apoio marítimo, utilizadas para o suporte logístico; e prestação de serviços aos campos, instalações e plataformas offshore.

A depreciação acelerada é um mecanismo que reduz o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) que terão de ser recolhidos pelas empresas beneficiadas.

Pelo texto, a renúncia fiscal decorrente da depreciação acelerada fica limitada a R$ 1,6 bilhão e terá vigência de 1º de janeiro de 2027 a 31 de dezembro de 2031.

O projeto também aumenta os recursos da estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). Segundo o relator, a proposta busca dar autonomia e sustentabilidade a contas da PPSA, que, atualmente, é remunerada por meio de contrato específico com o Ministério de Minas e Energia.

“Logo, é uma alteração meritória, uma vez que o modelo atual sujeita a empresa a receitas insuficientes para cobrir suas despesas, principalmente, quando há bloqueios de recursos orçamentários”, explicou Celeguim.

Fonte: Agência Brasil

Energia elétrica offshore tem incentivo ao carvão e custo de R$ 595 bi

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O Senado (foto) aprovou, nesta quinta-feira (12), em Brasília, projeto de lei (PL) que cria o Marco Regulatório para Exploração de Energia Elétrica Offshore no Brasil. Apesar de, inicialmente, o texto tratar da regulação da exploração de energia eólica em alto mar (offshore), parlamentares incluíram artigos com incentivos para a produção de termelétricas a partir de gás natural e carvão, que é o mais poluente dos combustíveis fósseis. Agora, o projeto de lei (PL) 576/2021 segue para sanção presidencial.

O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou um destaque para excluir um dos artigos com incentivos às termelétricas, mas acabou derrotado por 40 votos a 28.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá vetar os trechos sobre as termelétricas, alertando que os itens estranhos ao tema da energia eólica offshore devem custar R$ 595 bilhões em renúncias fiscais até o ano de 2050, além de encarecer a conta de luz.

“[O projeto] representará o aumento de uma renúncia fiscal de R$ 405 bilhões para R$ 1 trilhão. E será R$ 1 trilhão de renúncia para uma indústria que, em 2050, pode ser que ela não exista mais porque nós estamos fazendo a transição energética”, explicou Randolfe. Segundo a assessoria do parlamentar, os dados sobre a renúncia fiscal são projeções calculadas pela consultoria de energia PSR.  

Contradição

O senador acrescentou que os incentivos às termelétricas representam uma contradição ao tema original da proposta e significam um jabuti, que é o termo usado no Congresso Nacional para se referir aos dispositivos inseridos sem relação com o tema original da proposta.

“Em um projeto que trata de energia eólica foram incluídos jabutis para tratar da energia movida a carvão para a indústria termoelétrica. O que a termoelétrica tem a ver com a transição energética e o que tem a ver com a energia eólica? Nós temos a contratação de carvão mineral para geração de energia. Totalmente antagônico e contraditório em relação a essa matéria”, completou.

O relator do projeto, senador Weverton Rocha (PDT-MA), sustentou que também foi contra a inclusão desses artigos. “Eu não achava oportuno essas matérias novas terem sido incluídas no projeto, mas foram. Elas são realidade, e aqui, com as forças políticas que têm na Casa, todos sabem que é preciso fazer as conciliações, e nós as mantivemos”, disse.

Senadores favoráveis ao texto argumentaram que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas entre os países e que o incentivo ao carvão ainda é importante. O senador Esperidião Amim (PP-SC) justificou que o país não deve ceder a pressões do exterior.

“Querer interromper [a produção e energia por carvão] para agradar alguém lá fora para nos submeter a um modismo importado de lugares que não cuidaram como nós cuidamos para ter essa matriz energética que foi aqui corretamente lembrada, isso é demais”, criticou.

Para o senador Otto Alencar (PSD-BA), o tema deveria ser tratado em outro projeto. “Colocar dentro dessa proposta esses subsídios todos para carvão e termoelétricas eu absolutamente discordo. Nada contra se avaliar em outro projeto, mas, neste projeto aqui, absolutamente não”, justificou.

Conta de energia pode subir 11%

A organização União Pela Energia, que reúne organizações não governamentais que atuam sobre políticas energéticas, projeta que os incentivos às termelétricas do projeto das offshore terão um custo potencial de R$ 658 bilhões aos consumidores até 2050, o que representaria um aumento de 11% na conta de energia de todos os brasileiros.

“Impactando o poder de compra da população e a competitividade industrial do país. A contratação compulsória de nova capacidade de geração imposta pelos dispositivos do projeto de lei é desnecessária e não possui respaldo técnico”, esclarece informe das entidades.

Marco das offshore

O projeto de lei regulamenta a geração de energia por meio da força dos ventos em alto-mar, proibindo a exploração de energia eólica offshore em rotas de navegação, locais de atividades militares e áreas tombadas como patrimônios culturais e naturais.

O contrato de cessão de uso das áreas de alto-mar será dividido em duas fases: avaliação para análise da viabilidade econômica e ambiental e execução para implantação e operação.

O edital da outorga incluirá cláusulas obrigatórias sobre a entrega de relatórios à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), promoção da indústria nacional e sanções em caso de descumprimento das obrigações. O texto também prevê medidas para incentivar a produção de energia solar.

Fonte: Agência Brasil

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 4

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A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (13) a parcela de dezembro do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,36. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,81 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,07 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Moradores do Rio Grande do Sul, afetados por enchentes de abril a junho, e de mais quatro estados (Amazonas, Paraná, Rondônia e São Paulo) receberam o pagamento do Bolsa Família de forma unificada no último dia 10, independentemente do número do NIS. O pagamento unificado beneficiou 59 municípios do Amazonas e 52 de Rondônia afetados pela estiagem e pela vazante dos rios, sete municípios do Paraná e 21 municípios de São Paulo afetados por fortes chuvas.

A partir deste ano, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,74 milhões de famílias estão na regra de proteção em dezembro. Em vigor desde junho do ano passado, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 370,33.

Cadastro

Desde julho do ano passado, passa a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, cerca de 280 mil famílias foram canceladas do programa neste mês por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 200 mil famílias foram incluídas no programa em dezembro. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício.


Brasília (DF) 19/11/2024 - Arte calendário Bolsa Família Dezembro 2024
Arte Agência Brasil
Brasília (DF) 19/11/2024 - Arte calendário Bolsa Família Dezembro 2024
Arte Agência Brasil

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta sexta-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 4. O valor ficou em R$ 104 neste mês. Por causa de um atraso na liberação do benefício os beneficiários com NIS 1, 2 e 3 receberam juntos na quinta-feira (12).

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia cerca de 5,5 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.


Fonte: Agência Brasil

Ceilândia recebe Dia D de mobilização nacional contra a dengue neste sábado (14)

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Neste sábado (14), a região de Ceilândia receberá ações estratégicas de mobilização e enfrentamento contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Serão realizados mutirões de limpeza, em locais de risco, como praças e terrenos baldios, além de visitas domiciliares para orientar as famílias e eliminar possíveis criadouros.

A iniciativa, liderada pelo Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias de Saúde dos estados e do DF, ocorrerá nas proximidades da administração regional de Ceilândia, junto ao evento Saúde Mais Perto do Cidadão – Minha Saúde, que oferece diversos serviços de saúde à comunidade.

A data foi definida pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, em reunião com os chefes do Executivo durante a última edição do Fórum Nacional de Governadores, em 28 de novembro. O objetivo é conscientizar a população sobre as arboviroses e seus riscos à saúde, além de mobilizar a comunidade para adotar medidas de combate ao mosquito.

Durante o evento, o estande da Secretaria de Saúde (SES-DF) contará com material educativo, exposição do ciclo de vida do mosquito e orientações práticas de combate. Também serão prestadas informações de conscientização à população sobre as arboviroses e os riscos à saúde pública e como comunidade pode tomar ações práticas de combate ao mosquito.

“Essa é uma ação para toda a família participar. O envolvimento da comunidade é essencial, especialmente com a intensificação das chuvas, que aumentam o risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue. Vamos reservar 10 minutos por dia para verificar possíveis focos em nossas casas”, alertou Lucilene Florêncio, secretária de Saúde do DF.

Além disso, serão oferecidos serviços de saúde básicos, como vacinação de rotina (exceto BCG e vacinação contra a dengue), testagem para infecções sexualmente transmissíveis (HIV, sífilis e hepatites virais) e acompanhamento dos beneficiários do programa Bolsa Família.

Vigilância constante

A Secretaria de Saúde, por meio da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), tem intensificado ações no combate à dengue, acompanhando casos nas unidades de saúde e atuando com trabalhos preventivos. “Monitoramos a situação de saúde da população em relação a todas as doenças, além de realizar ações de prevenção, como visitas domiciliares e remoção de criadouros do mosquito nas residências”, explicou Fabiano dos Anjos, subsecretário de Vigilância à Saúde.

O GDF tem adotado novas tecnologias no controle da dengue, como estações disseminadoras de larvicida (EDLs), borrifação residual intradomiciliar (inseticida) e monitoramento de armadilhas ovitrampas. Diariamente, cerca de 5 mil imóveis são visitados no DF.

Segundo o subsecretário, aproximadamente 70% dos criadouros estão em domicílios ou seus arredores, com maior incidência durante períodos chuvosos. “Neste período de chuvas e altas temperaturas, o mosquito se prolifera naturalmente. O desafio de eliminar o mosquito é maior e coletivo, envolvendo tanto a população quanto parcerias com outros órgãos”, ressaltou Fabiano.

As ações do GDF e o engajamento da população para combater o Aedes aegypti têm apresentado resultados positivos. Comparado ao ano passado, quando foram registrados 1.354 novos casos em uma semana, neste ano o número foi de 256, representando uma queda de 81%.

O boletim epidemiológico mais recente da SES indica que, até o final da semana epidemiológica (SE) 48, o DF contabilizou 283.841 casos suspeitos de dengue em 2024, frente a 283.685 na SE 47, com um aumento de 256 casos. Em 2023, na mesma semana (SE 48), foram registrados 31.997 casos suspeitos, enquanto na SE 47 de 2023 o número era 30.643, resultando em um aumento de 1.345 casos em apenas uma semana.

Fonte: Agência Brasília

HCN terá 1ª usina solar da rede de saúde estadual

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Foram instalados 300 painéis fotovoltaicos no hospital, que serão responsáveis por gerar 330 mil KWh/ano, reduzindo a emissão de carbono da unidade (Foto: Victor Weber)

O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do Governo de Goiás em Uruaçu, alcança mais um marco na sua política de sustentabilidade: a inauguração da primeira usina solar de um hospital da rede de saúde estadual. O projeto, que resultará na melhoria da eficiência energética do hospital, foi contemplado em 2023 pela chamada pública da Equatorial Goiás e será inaugurado na próxima segunda-feira (16/12), às 09h, no auditório do hospital.

O projeto de Eficiência Energética, que faz parte do Programa da Aneel, também inclui o gerenciamento dos equipamentos da unidade, a troca das lâmpadas da área externa e uma série de ações que visam o uso consciente de energia no hospital.

O investimento recebido foi na ordem de R$ 998.423,59, visando a instalação de 300 painéis fotovoltaicos, que serão responsáveis por gerar 330 MWh/ano.

Redução de gastos com energia

Com esta ação, parte da energia consumida pelo HCN será proveniente de fonte renovável, o que traz diversos benefícios para o meio ambiente, como, por exemplo, a redução da emissão de cerca de 1.000 toneladas de CO2 por ano. Além disso, a usina solar garante também economia para o hospital, reduzindo significativamente os gastos com energia, e traz uma solução sustentável para a saúde pública, beneficiando diretamente os pacientes e a comunidade.

“A usina solar do HCN é um projeto visionário para o Centro-Norte goiano. Com coragem para inovar, o HCN lidera ações que reduzem emissões de gases do efeito estufa, pavimentando o caminho para um futuro mais sustentável”, ressaltou o diretor assistencial do HCN, João Batista da Cunha.

O HCN é o segundo hospital público do Brasil com sistema de monitoramento de utilities, com painel de controle para acompanhar o consumo de água e energia.

A unidade também tem implantado ações para promover maior sustentabilidade ambiental, como uso racional de água, eficiência energética, plano de gerenciamento adequado de resíduos sólidos, criação de indicadores socioambientais, entre outras ações que têm o intuito de mitigar a pegada de carbono, promovendo a saúde dos usuários ao mesmo tempo em que cuida da saúde do nosso planeta.

Serviço

O que: Inauguração da usina solar do HCN
Quando: 16 de dezembro de 2024, às 09h
Local: Auditório do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano – HCN
Endereço: Avenida Galdino Moreira de Souza, Nº 1230 Residencial – Jardim Eldorado, Uruaçu – GO, 76400-000.

Saiba mais

Em 3 anos, HCN realiza mais de 1,6 milhão atendimentos

HCN realiza mais de 480 mil atendimentos em 2024

HCN realiza 19ª captação de órgãos para doação

HCN é reconhecido como referência no tratamento contra câncer

Fonte: Portal Goiás