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MÉDICOS QUE MUDARAM O MUNDO

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O Cirurgião Que Desafiou a Coroa Britânica: A Inusitada História de Dr. Pablo Mirizzi

Este artigo foi elaborado com ajuda do “AMIGO INTELLIGENCE” por Dr. Gustavo Carvalho.*

Em uma época onde as grandes potências moldavam o destino do mundo, uma história de convicção e genialidade médica se desenrolava silenciosamente em Córdoba, Argentina. No Hospital de Clínicas, entre corredores simples e salas de cirurgia iluminadas por lâmpadas brancas, um homem já era uma lenda antes mesmo de saber que seu nome atravessaria o Atlântico e chegaria ao mais alto escalão da monarquia britânica.

Dr. Pablo Luis Mirizzi era filho de imigrantes italianos. Cresceu em meio aos livros, destacando-se cedo nos estudos e conquistando a medalha de ouro ao se formar na Universidade Nacional de Córdoba. Seu talento o levou à Clínica Mayo, nos Estados Unidos, onde aprimorou seus conhecimentos, mas foi na Argentina, entre seus colegas e alunos, que ele decidiu deixar seu maior legado. Dedicado ao estudo das vias biliares, Mirizzi revolucionou a cirurgia ao desenvolver a colangiografia intraoperatória – a “Mirizzigrafia” – e descrever um quadro clínico até então desconhecido, que hoje leva seu nome: o Síndrome de Mirizzi.

Seu prestígio crescia como fogo em campo seco. Os cirurgiões do mundo inteiro estudavam suas técnicas, aplicavam seus métodos, respeitavam sua precisão. Foi por isso que, quando Elizabeth II, a Rainha da Inglaterra, enfrentou um problema biliar grave que exigia uma cirurgia delicada, seu médico pessoal não teve dúvidas: deveria encontrar o melhor especialista do mundo para operá-la.

A busca foi meticulosa. Os melhores hospitais, os maiores nomes da cirurgia britânica, europeia e americana foram analisados. No final, apenas um nome parecia reunir experiência, conhecimento e técnica sem igual: Dr. Pablo Mirizzi.

Naquela manhã, quando o médico real entrou no salão onde Elizabeth II tomava seu chá matinal, o silêncio cerimonioso foi interrompido por uma revelação inesperada:

— Majestade, encontramos o cirurgião mais experiente para realizar sua operação.

A Rainha ergueu os olhos de sua xícara e o encarou com a serenidade que a tornaria icônica ao longo dos anos.

— E quem é ele?

— Um argentino. Pablo Mirizzi, especialista em cirurgias biliares, inventor de técnicas amplamente utilizadas em todo o mundo. É a melhor escolha.

Elizabeth II pousou delicadamente a xícara sobre o pires e assentiu, sem hesitar.

— Então ele será o escolhido.

O médico real respirou aliviado. Havia encontrado a solução perfeita para a saúde da soberana. Mas seu alívio durou pouco. No dia seguinte, ao entrar novamente no salão para dar continuidade aos preparativos, ele trazia um semblante sério.

— Majestade, temos um problema.

— O que houve? — perguntou a Rainha, curiosa.

— O Dr. Mirizzi está disposto a operá-la… mas apenas em Córdoba, Argentina. Ele não aceita realizar a cirurgia em outro lugar.

O silêncio que se seguiu foi tão cortante quanto um bisturi afiado. Os membros da corte trocaram olhares. O médico inglês parecia constrangido, quase incapaz de proferir as palavras.

Elizabeth II permaneceu impassível por alguns instantes, mas sua surpresa ficou evidente no arqueamento sutil da sobrancelha.

— Como disse?

— Ele se recusa a deixar seu hospital. Diz que lá tem as condições ideais para realizar a cirurgia com segurança. Se desejar ser operada por ele, terá que viajar até Córdoba.

Dessa vez, até os mais disciplinados cortesãos não esconderam o espanto. A Rainha da Inglaterra, líder do maior império da época, atravessar o Atlântico para ser operada em um hospital argentino? Era impensável.

Mas Elizabeth II não era uma mulher comum. Seu olhar, que antes carregava apenas curiosidade, agora exibia algo próximo da admiração.

— É admirável — disse, com um leve esboço de sorriso.

Mas, por mais que respeitasse a convicção de Mirizzi, a Rainha sabia que viajar para a Argentina era uma impossibilidade. O Reino Unido não podia se dar ao luxo de vê-la ausente por tanto tempo, ainda mais por uma questão de saúde. A decisão foi tomada: outro cirurgião faria a operação, mas utilizando as técnicas desenvolvidas pelo argentino.

A cirurgia aconteceu no Hospital King Edward VII, o mais prestigiado hospital privado da realeza britânica, onde eram tratados os monarcas e membros da aristocracia britânica. O responsável pelo procedimento foi Sir Richard Bayliss, renomado cirurgião britânico, consultor real e especialista em doenças hepatobiliares. Com precisão e maestria, Sir Bayliss utilizou a colangiografia intraoperatória, desenvolvida por Mirizzi, para guiar a operação da Rainha, garantindo um procedimento seguro e eficiente.

A cirurgia foi um sucesso, e Elizabeth II se recuperou sem complicações. Mas a história ficou.

Em Córdoba, Pablo Mirizzi continuou sua rotina no Hospital de Clínicas da Universidade Nacional de Córdoba, alheio às coroas e títulos. Para ele, a maior honra não era operar uma monarca, mas formar cirurgiões que perpetuassem seu legado. Seu nome, que já estava gravado nos anais da medicina, agora também entrava para a história como o homem que se recusou a operar a Rainha da Inglaterra — não por desrespeito, mas por princípios.

E, sem nunca sair de seu hospital em Barrio Alberdi, ele colocou a Argentina no mapa da cirurgia mundial.

*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc PhD, é Cirurgião Geral, Professor Adjunto de Cirurgia Geral da UPE, Pós Graduado em Cirurgia Digestiva pela Universidade KEIO no Japão e Consultor de Inteligência Artificial da AMIGO TECH.
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DF terá cinco novos Caps para fortalecer atendimento psicossocial

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A rede de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) no Distrito Federal será ampliada. Em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a Secretaria de Saúde (SES-DF) prevê a construção de cinco novas unidades para reforçar o atendimento em saúde mental.

“A expansão da Rede de Atenção Psicossocial é parte dos investimentos do Governo do Distrito Federal para reforçar o atendimento de saúde mental para a população”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. Há investimentos na contratação de novos servidores e, em 2025, foi criada a Subsecretaria de Saúde Mental, especializada no tema.

Dos cinco novos Caps, dois serão destinados ao público infantojuvenil (Capsi), no Recanto das Emas e em Ceilândia, e outros dois ao tratamento em tempo integral de distúrbios causados pelo abuso de álcool e outras drogas (Caps III AD), no Guará e em Taguatinga. A quinta unidade deve ser implementada no Gama, acolhendo pessoas a partir de 18 anos que sofrem com transtornos mentais agudos ou crônicos.

Os Caps são destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise, seja nos processos de reabilitação psicossocial. As unidades funcionam em regime de porta aberta, isto é, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico. A assistência é realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, composta por psiquiatras, clínicos, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, equipe de enfermagem e farmacêuticos, a depender da modalidade do centro.

A demanda por atendimento em saúde mental no DF tem crescido. Em 2023, foram registrados 281,5 mil atendimentos. De janeiro a outubro de 2024, o número subiu para 303,5 mil. Para acompanhar essa necessidade, a carga horária de 39 profissionais dos Caps foi ampliada de 20 horas para 40 horas semanais, adicionando quase 800 horas de serviço.

Expansão

Atualmente, a obra do Caps Infantojuvenil (Capsi) no Recanto das Emas está na fase inicial. No Gama, onde funcionará o Caps III, a empresa já foi contratada e deve começar a trabalhar em breve. Ambas as unidades funcionarão 24 horas e têm previsão de entrega para outubro de 2025.

Outros três projetos avançam em diferentes etapas: em Ceilândia e Taguatinga, os projetos e orçamentos estão finalizados e seguem para o planejamento da licitação e publicação do edital. Já no Guará, os projetos estão em fase de desenvolvimento, seguidos pela definição do orçamento e, depois, pelo processo licitatório.

Segundo a Novacap, a ampliação da rede fortalecerá o atendimento público em saúde mental. “Temos um compromisso sólido com essa expansão, garantindo qualidade e cumprimento dos prazos. A construção dessas unidades é essencial para oferecer um suporte mais eficiente à população”, afirmou o presidente da companhia, Fernando Leite.

Rede de atenção

A Atenção Primária à Saúde (APS) também desempenha um papel fundamental, com 176 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecendo suporte psicossocial. Além disso, a SES-DF disponibiliza Práticas Integrativas em Saúde (PIS), como acupuntura, meditação, musicoterapia e yoga.

*Com informações da Novacap

Fonte: Agência Brasília

GDF propõe novo reajuste às forças de segurança do DF

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O Governo do Distrito Federal (GDF) vai enviar, na próxima segunda-feira (17), a proposta de reajuste das forças de segurança do Distrito Federal. A medida contempla as polícias civil e militar e o Corpo de Bombeiros Militar. O impacto financeiro com a proposta é de R$ 2,3 bilhões, a ser custeado pelo Fundo Constitucional.

“Na segunda-feira (17), faremos o anúncio do encaminhamento do aumento das forças de segurança. Nós vamos estar com os sindicatos e com os parlamentares da área de segurança para anunciar o encaminhamento desse ofício solicitando o aumento das forças de segurança”, disse Ibaneis Rocha durante agenda nesta sexta-feira (14), na Asa Sul.

Responsável pela elaboração da proposta, o secretário de Economia, Ney Ferraz, afirmou que o reajuste é uma valorização justa aos profissionais dessas categorias. “Estamos na capital do Brasil e temos orgulho do trabalho dos profissionais que temos nas nossas forças de segurança. O aumento é um reconhecimento do governador Ibaneis a esses policiais e bombeiros militares”, argumenta Ney Ferraz.

Previsto na Constituição Federal de 1988, o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) é um mecanismo financeiro para arcar com áreas essenciais para o funcionamento da capital. Os recursos são usados para custear a organização e a manutenção da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, bem como assistência financeira para execução de serviços públicos de saúde e educação.

“Como a origem é o Fundo, será necessário encaminhar para o governo federal e depois para o Congresso. Mas, estamos muito confiantes que o presidente Lula vai referendar o reconhecimento do governador Ibaneis a essas categorias”, completa Ney Ferraz.

Fonte: Agência Brasília

Brasil emplaca 6 surfistas nas oitavas de final da etapa de Abu Dhabi

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O Brasil emplacou seis surfistas nas oitavas de final masculinas da segunda etapa do circuito mundial de surfe em Abu Dhabi, no Oriente Médio, que pela primeira vez na história sedia o evento. A competição na maior piscina de ondas artificiais do mundo reuniu ao todo 36 atletas, 11 deles brasileiros. Pela manhã (tarde em Abu Dhabi), o paulista Filipe Toledo, o potiguar Ítalo Ferreira e o catarinense Yago Dora levaram a melhor na primeira rodada qualificatória e avançaram direto para as oitavas.

Somente surfistas homens caíram na água neste primeiro dia do Surf Abu Dhabi Pro. Na repescagem, disputada no início desta tarde no Brasil e à noite nos Emirados Árabes Unidos, asseguraram vaga nas oitavas os paulistas Miguel Pupo e Deivid “DVD” Silva, além do catarinense Mateus Herdy. Cinco brasileiros não foram bem nas nights sessions (sessões noturnas) – novidade no circuito mundial de surfe – e se despediram da competição: os paulistas Edgard Groggia e Samuel Pupo (irmão de Miguel), o pernambucano Ian Gouveia e João Chianca, que nasceu em Saquarema (RJ).

No sábado (14), além das oitavas de final no masculino, ocorrerá a abertura da competição feminina (qualificatório e repescagem). Representando o Brasil estarão Tatiana Weston-Webb, medalhista olímpica em Paris, e Luana Silva, recém campeã mundial de surfe júnior (Sub 20).

A reta final da etapa de Abu Dhabi será no domingo (16), tanto no feminino quanto no masculino, com a realização das quartas,  semifinais e decisão de títulos.

Primeiro dia da etapa

A competição masculina teve início hoje com 36 surfistas. Ítalo Ferreira foi o primeiro brasileiro a passar de fase nesta sexta (14). Campeão olímpico na estreia do surfe nos Jogos de Tóquio, o potiguar alcançou somatório de 12.90 (nota 7.40 na esquerda e 5.50 na direita, o mais alto na sexta bateria que contou ainda com o indonésio Bronson Meydi (11.30) e o australiano Joel Vaughan (10.50).

O formato da competição na piscina de Abu Dhabi estabelece que o atleta surfe um total de quatro ondas ao longo da bateria, sendo duas para a direita e outras duas para a esquerda. Nas baterias do qualificatório avançaram os surfistas com maior pontuação entre os três competidores.

Bicampeão mundial, Filipe Toledo, também se classificou às oitavas, ao totalizar 14.50 (nota 7.83 na direita e 6.67 na esquerda), o segundo maior somatório do dia, ficando atrás apenas do norte-americano Griffin Colapinto (14.57). Filipinho competiu com o compatriota Ian Gouveia (10.03) e francês Marco Mignot (8.77).

Outra bateria com dois brasileiros foi a sétima, que reuniu Yago Dora e Samuel Pupo, além do norte-americano Cole Houshmand. Dora levou a melhor e avançou com somatório 12.20 (nota 7.00 na esquerda e 5.20 na direita). Samuel (12.00) e Cole (11.94) caíram para repescagem.  

Manobras áreas na repescagem

A disputa foi para lá de acirrada na repescagem: 24 surfistas competiam por quatro vagas nas oitavas de final. Na primeira sessão noturna de Abu Dhabi, os surfistas tinham apenas duas chances de pegar onda (uma para a esquerda e a outra para a direita), sendo considerada apenas a melhor nota. Três brasileiros se destacaram com manobras aéreas radicais e carimbaram vaga nas oitavas. O paulista Miguel Pupo cravou 7.77 pontos, a maior nota da repescagem. Em segundo lugar, ficou o australiano Joel Vaughan (7.60). As demais vagas ficaram com o paulista Devid Silva (7.40) e o catarinense Mateus Herdy 7.37).

Resultados do primeiro dia

QUALIFICATÓRIO

Bateria 1: Connor O`Leary:10.87 x Jake Marshall: 9.83 x Edgard Groggia: 4.96

Bateria 2: Jackson Bunch:13.10Miguel Pupo:11.30 x Barron Mamiya: 11.06

Bateria 3: Jack Robinson:12.96 x George Pittar: 10.73 x Ian Gentil: 8.17

Bateria 4: Ethan Ewing: 13.73Mateus Herdy: 12.17 x Matthew McGillivray:11.10

Bateria 5: Griffin Colapinto: 14.57 x Imaikalani deVault:10.27 x Kauli Vaast: 9.03

Bateria 6: Italo Ferreira:12.90 x Bronson Meydi: 11.30 x Joel Vaughan:10.50

Bateria 7: Yago Dora: 12.20Samuel Pupo:12.00 x Cole Houshamand:11.94

Bateria 8: Jordy Smith: 11.77 x Seth Moniz: 8.97 x Deivid Silva: 8.57

Bateria 9: Rio Waida 14.34 x Ryan Callinan 10.63 x Alejo Muniz 9.94

Bateria 10Filipe Toledo 14.50Ian Gouveia 10.03 x Marco Mignot 8.77

Bateria 11: Leonardo Fioravanti 13.66 x Kanoa Igarashi 13.87 x Alan Cleland 6.20

Bateria 12: João Chianca 10.83 x Ramzi Boukhiam 11.87 x Liam O`Brien 12.70

REPESCAGEM

Miguel Pupo (Brasil): 7.77

2º Joel Vaughan (Austrália): 7.60

Deivid Silva (Brasil): 7.40

Mateus Herdy (Brasil): 7.37

5º Samuel Pupo (Brasil): 7.07

6º Leonardo Fioravanti (Itália): 6.87

7º George Pittar (Austrália): 6.80

8º Matthew McGillivray (África do Sul): 6.50

9º Ramzi Boukhiam (Marrocos): 6.37

10º Jake Marshall (Estados Unidos): 6.33

11º Ryan Callinan (Austrália) 6.13

12º Kauli Vaast (França): 5.77

13º Cole Houshmand (Estados Unidos): 5.57

14º Ian Gentil (Havaí): 5.40

15º Ian Gouveia (Brasil): 5.33

16º Alejo Muniz (Brasil): 5.23

17º João Chianca (Brasil): 5.03

18º Edgard Groggia (Brasil): 5.00

19º Barron Mamiya (Havaí) 4.93

20º Bronson Meydi (Indonésia): 4.87

21º Alan Cleland (México): 4.83

22º Seth Moniz (Havaí): 4.70

23º Imaikalani deVault (Havaí): 4.60

24º Marco Mignot (França): 4.43



Fonte: Agência Brasil

Desemprego e a informalidade de pretos e pardos estão acima da média

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Pessoas pretas e pardas vivenciam mais o desemprego do que as brancas, além de receberem salários menores e trabalharem mais na informalidade. A constatação faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento aponta que, no quarto trimestre de 2024, a população branca registrou taxa de desemprego de 4,9%, abaixo do índice de 6,2% da média nacional. Na outra ponta, pretos (7,5%) e pardos (7%) ficaram acima da média do país.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, essa desigualdade é uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, “não apenas relacionada a esse trimestre”.

O estudo do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Informalidade

A desigualdade por cor também é percebida quando se analisa a taxa de informalidade, ou seja, a proporção de trabalhadores que não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário.

Enquanto a taxa de informalidade do país no quarto trimestre de 2024 alcançou 38,6%, a dos pretos era 41,9%; e a dos pardos, 43,5%. O índice entre as pessoas brancas ficou abaixo da média: 32,6%.

O IBGE destaca que – entre os terceiro e quarto trimestres de 2024 – a taxa de informalidade caiu no país (de 38,8% para 38,6%) e entre os brancos (de 33,5% para 32,6%), mas ela se elevou entre pardos (43,2% para 43,5%) e pretos (41,8% para 41,9%).  

 “Vale ressaltar essa diferença estrutural desse indicador no recorte de cor ou raça”, frisa Beringuy.

De acordo com o Censo 2022, os pardos respondem por 45,3% da população. Brancos são 43,5%; pretos, 10,2%; indígenas, 0,6%; e amarelos, 0,4%.

Rendimentos

Quando se observa os salários dos trabalhadores, o rendimento médio mensal do país alcança R$ 3.215 no último trimestre de 2024. É mais um indicador que mostra os ocupados brancos acima da média com R$ 4.153 mensais. O inverso acontece com pretos (R$ 2.403) e pardos (R$ 2.485).

Mulheres

A pesquisa do IBGE apresenta, ainda, dados de desigualdade de gênero. A desemprego entre os homens no último trimestre de 2024 ficou em 5,1%. Já o das mulheres, 7,6%.

O desequilíbrio também é percebido no valor recebido por homens e mulheres. Eles fecharam o último trimestre de 2024 com rendimento médio mensal de R$ 3.540, enquanto elas receberam R$ 2.783.

Fonte: Agência Brasil

Lula aprova obras para COP30 em Belém e destaca investimento na cidade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (14), da divulgação de investimentos do governo federal em Belém, onde ocorrerá a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O evento foi no Mercado São Brás. Antes, o presidente visitou as obras do Parque da Cidade, espaço que sediará a programação da COP30, em novembro.

“Muita gente achava que era uma loucura fazer a COP no Pará. Eu vim aqui para fazer uma fiscalização. E eu estou satisfeito com as coisas que eu vi aqui, por uma razão muito simples, não é fácil tomar uma decisão de fazer um evento da magnitude de uma COP no estado do Pará ou qualquer outro estado que não fosse São Paulo ou Rio de Janeiro”, disse o presidente.

Segundo Lula, “o Pará é um estado importante nesse país” e é preciso que os investimentos realizados sejam revertidos em benfeitorias para a população. “Por teimosia, eu resolvi que o estado do Pará iria fazer a COP da vida. Até porque se a gente não faz isso, só os mesmos estados se desenvolvem. E por que não começar a desenvolver os outros?”.

“Não é dinheiro jogado fora. A quantidade de canais que está sendo feita, de drenagem, de encanamento básico, a quantidade de instalações novas, é uma coisa que vai ficar para o povo do Pará, vai ficar pro povo de Belém”, acrescentou.

No Parque da Cidade serão 500 mil metros quadrados, além de uma área paisagística de 50 hectares, para receber as 60 mil pessoas de delegações dos 193 países durante a conferência. Foram investidos R$ 980 milhões no equipamento e 74% das obras já estão concluídas.

Os recursos para preparar Belém como cidade-sede da COP30, estimado em R$ 5 bilhões, são do Orçamento, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de Itaipu Binacional. São mais de 30 obras em andamento em desenvolvimento urbano, mobilidade e saneamento.

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos anunciou portaria para alienação de terrenos para regularização fundiária nos bairros de Terra Firme, Guamá, Marco e Universitário, em Belém. Mais de 340 mil famílias serão beneficiadas com terrenos em área que pertence à Universidade Federal do Pará (UFPA).

Também foram divulgados investimentos de R$ 300 milhões para o Programa Pró-Amazônia, conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para apoiar ou criar centros avançados de pesquisa com colaboração entre instituições que atuem na ampliação do conhecimento científico da Amazônia Legal. A pasta ainda autorizou uma chamada pública para seleção de projetos de cooperação internacional de pesquisas entre o Brasil e países pan-amazônicos, no valor de R$ 33,5 milhões.

Na cerimônia, o BNDES e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) assinaram contrato de apoio financeiro não reembolsável de R$ 45 milhões do Fundo Amazônia, administrado pelo banco, ao governo do Pará, para fortalecer a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do estado. Os recursos também custearão ações da corporação na prevenção e combate a incêndios florestais e queimadas ilegais.

Outro contrato assinado pelo BNDES foi para estruturação de projetos com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). Pelo contrato, o banco vai prestar serviços técnicos de apoio, avaliação, estruturação e implementação de projetos de concessões florestais para prática de atividade de manejo florestal sustentável.

A cerimônia também marcou o início das obras de ampliação dos aeroportos de Santarém, Marabá, Carajás e Altamira. De acordo com o Ministério dos Portos e Aeroportos, mais de R$ 1 bilhão estão sendo investidos no setor de aviação do estado do Pará.

Fonte: Agência Brasil

Governo de Goiás reajusta bolsas de mestrado e doutorado

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) anunciou um reajuste de 10% nas bolsas de mestrado e doutorado, que passam a valer R$ 2.310 e R$ 3.410, respectivamente. A medida entra em vigor a partir de abril e representa um investimento de R$ 12,4 milhões.

Com a medida, as bolsas da Fapeg passam a superar as concedidas pelo governo federal, que seguem em R$ 2.100 para mestrado e R$ 3.100 para doutorado.

O anúncio foi feito pelo governador Ronaldo Caiado na semana passada, durante a cerimônia do Prêmio Goiano de Ciência, Tecnologia e Inovação, e reforça o compromisso da atual gestão com o fortalecimento da pesquisa científica no estado.

Bolsas para mestrado e doutorado

Além do reajuste, o Governo de Goiás lançou o Edital 04/2025, que oferta 150 bolsas para pesquisadores em programas de pós-graduação do estado. São 100 vagas para mestrado, com duração de 24 meses, e 50 para doutorado, com duração de 48 meses.

As bolsas serão concedidas a alunos matriculados em instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, com programas reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O presidente da Fapeg, Marcos Arriel, destacou a importância do aumento nos valores das bolsas e do novo edital para a consolidação da pesquisa científica no estado.

“Esse investimento fortalece a formação de novos pesquisadores e incentiva a produção de conhecimento em Goiás. O governo tem garantido os recursos necessários para que a ciência goiana continue avançando e gerando impacto na sociedade”, pontuou.

Já o diretor Científico e de Inovação da Fapeg, Cláudio Leles, ressaltou o impacto do reajuste para os pesquisadores.

“A valorização das bolsas proporciona melhores condições para que os pós-graduandos se dediquem exclusivamente às suas pesquisas, impulsionando a qualidade e a competitividade da produção científica no estado”.

Edital

O Edital 04/2025 será executado em três etapas. As instituições de ensino superior devem encaminhar a distribuição das cotas de bolsas entre seus programas de pós-graduação. Em seguida, cada programa conduzirá seu processo seletivo interno e informará os resultados à Fapeg.

Por fim, os pesquisadores selecionados deverão apresentar a documentação necessária para a concessão das bolsas por meio da plataforma Charles Darwin. O edital completo está disponível no site da Fapeg (goias.gov.br/fapeg) na aba “Acesso Rápido/Editais”.

Fonte: Portal Goiás

TSE Unificado divulga resultado final da prova discursiva

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O resultado final das provas discursivas do Concurso Público Nacional Unificado da Justiça Eleitoral, para o cargo de analista judiciário, foi publicado no Diário Oficial da União.

Os candidatos que concorreram às vagas reservadas a pessoas com deficiência (PCD) terão que fazer a avaliação biopsicossocial. Os autodeclarados negros e indígenas vão passar pelo procedimento de heteroidentificação.

A etapa serve para verificar se o candidato se encaixa nas cotas reservadas a pessoas negras (pretos e pardos) e indígenas com objetivo impedir fraudes e garantir que as vagas sejam ocupadas por aqueles que realmente se enquadram nesses grupos.

O concurso ofereceu 412 vagas, distribuídas entre os 26 tribunais regionais eleitorais (TRE) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo 126 para o cargo de analista judiciário e 286 para técnico judiciário. Haverá, ainda, formação de cadastro reserva.

A remuneração mensal varia de R$ 8.529,65 a R$ 13.994,78, conforme o cargo de admissão. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais.

As nomeações estão previstas para julho deste ano, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: Agência Brasil

As 12 Tendências Tecnológicas que Poderão Transformar a Medicina em 2025.

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Este artigo foi elaborado a elaborado com ajuda do “AMIGO INTELLIGENCE” por Dr. Gustavo Carvalho.*

A medicina está em franco processo de transição, fortemente impulsionada por inteligência artificial (IA), biotecnologia, terapias digitais e análise avançada de dados clínicos. Em 2025, essas forças convergirão em um salto qualitativo e quantitativo na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. A seguir, apresentamos 12 inovações que, baseadas em pesquisas recentes, mudanças regulatórias e implementações clínicas promissoras, devem ser observadas de perto pelos profissionais de saúde.

1) Medicina da Longevidade: Prevenção Baseada em Biomarcadores

A chamada “medicina da longevidade” deixa de ser conceitual e se consolida como uma especialidade estruturada, aliando biomarcadores moleculares, IA preditiva e terapias personalizadas. O objetivo não é apenas expandir a expectativa de vida, mas sobretudo garantir qualidade funcional ao longo do envelhecimento. Em 2025, espera-se:

– Testes genéticos e epigenéticos para mapear o ritmo de envelhecimento celular.

– Monitoramento contínuo de parâmetros inflamatórios, metabólicos e hormonais.

– Terapias regenerativas baseadas em células-tronco e senolíticos (fármacos que eliminam células senescentes).

A abordagem individualizada busca postergar o surgimento de doenças crônicas e manter a autonomia do paciente por mais tempo.

2) IA na Documentação Médica: O Fim do Prontuário Tradicional

A sobrecarga burocrática figura entre as maiores queixas dos profissionais de saúde. Para contornar esse problema, Modelos Multimodais de Linguagem Médica (M-LLMs) — versões avançadas de IA generativa — prometem automatizar o processo de registro clínico:

– Transcrição e síntese de consultas em tempo real, reduzindo falhas e inconsistências.

– Interpretação contextualizada de exames laboratoriais e de imagem, facilitando a geração de relatórios.

– Organização inteligente do prontuário, otimizando o histórico do paciente para consultas futuras.

Ao reduzir o tempo gasto em registros, o médico pode focar no principal: a relação com o paciente e a precisão do diagnóstico.


3) Agonistas de Incretinas e a Saúde Digital Integrada

Fármacos à base de agonistas do GLP-1 e GIP, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, trouxeram resultados marcantes no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, ao promover controle glicêmico, saciedade e perda de peso. Entretanto, a tendência para 2025 aponta para uma integração digital cada vez maior:

– Monitoramento remoto de adesão, usando wearables e aplicativos para acompanhar peso, glicemia e atividade física.

– Ajuste de doses personalizado, ancorado em feedback metabólico contínuo, especialmente em pacientes com perfil de risco elevado.

– IA para suporte comportamental, com algoritmos que direcionam o paciente a cumprir rotinas de exercício e dietas individualizadas.

Essa união de farmacologia e plataformas digitais visa aumentar eficácia, adesão e segurança do tratamento a longo prazo.

4) Monitores Contínuos de Glicose (CGMs) para Pacientes Não-Diabéticos

A tecnologia de Monitores Contínuos de Glicose (CGMs) deixou de ser exclusividade de pacientes com diabetes. Em 2025, cada vez mais pessoas sem diagnóstico de diabetes utilizarão CGMs para:

– Ajustar a dieta conforme a resposta glicêmica individual, auxiliando em estratégias de emagrecimento e performance esportiva.

– Correlacionar variações glicêmicas com desempenho cognitivo e estado de humor, identificando picos e quedas de energia.

– Detectar precocemente resistência insulínica e outras disfunções metabólicas, permitindo intervenção nutricional e comportamental.

A difusão dos CGMs impulsionará a medicina preventiva e personalizada, fortalecendo o vínculo entre nutricionistas, endocrinologistas e médicos de família.


5) IA Generativa, Gêmeos Digitais e Agentes Autônomos na Pesquisa Clínica e Suporte Terapêutico

A IA generativa não se restringe à análise de exames ou prontuários: sua capacidade de criar cenários e simulações traz dois pilares adicionais de inovação:

1. Gêmeos Digitais (Digital Twins):

– Criação de modelos virtuais de pacientes ou grupos populacionais, simulando reações fisiológicas e testando intervenções terapêuticas antes de aplicá-las no mundo real.

– Uso em ensaios clínicos virtuais, reduzindo custos e tempo de pesquisa ao prever potenciais efeitos colaterais e interações farmacológicas.

2. Agentes Autônomos (Independent AI Agents):

– Sistemas que tomam decisões pontuais em tempo real, por exemplo, ajustando parâmetros de ventilação mecânica em UTI ou otimizando doses de medicações vasopressoras.

– Aplicações no suporte remoto: triagens automáticas, identificação de sinais de alerta e encaminhamento rápido para intervenção médica.

A adoção de gêmeos digitais e agentes autônomos expande o alcance das terapias personalizadas e pode acelerar significativamente o desenvolvimento de novas drogas e protocolos.

6) Pequenos Modelos de IA (SLMs): Democratizando a Medicina Digital

Os Small Language Models (SLMs) conseguem rodar em dispositivos móveis comuns, sem depender de nuvem ou grandes servidores. Isso pode revolucionar a atenção médica em regiões remotas e hospitais com recursos limitados, ao viabilizar:

– Diagnóstico assistido e triagem de sintomas em tempo real, mesmo offline.

– Análises laboratoriais automatizadas (por exemplo, interpretação de hemogramas e testes de urina) sem necessidade de internet.

– Suporte de decisão clínica embasado em evidências, mantendo dados sensíveis protegidos no próprio dispositivo.

A medicina digital se expande além dos grandes centros, promovendo maior equidade no acesso à saúde.

7) Wearables Precisam Evoluir: Terapias Digitais ou Declínio?

A popularização dos wearables (relógios inteligentes, pulseiras fitness) atinge um ponto de saturação. Para se manterem relevantes em 2025, esses dispositivos precisam provar valor clínico:

– Ajuste automático de doses de insulina ou antihipertensivos, correlacionando sinais vitais em tempo real.

– Neuroestimulação não invasiva para controle de dor, depressão ou crises de enxaqueca, sob supervisão médica.

– Alertas proativos de descompensação em pacientes com insuficiência cardíaca, DPOC ou doenças crônicas complexas.

Sem embasamento científico e validação regulatória, muitos wearables correm o risco de desaparecer do mercado.

8) Equipes Médicas Híbridas: Paciente, Médico e IA

A dinâmica do cuidado evolui para um modelo tripartite, em que a IA age como um coadjuvante especializado:

– Cardiologia: algoritmos predizem risco de arritmias e infartos, auxiliando o cardiologista na decisão terapêutica.

– Oncologia de precisão: análise de biópsias líquidas para detecção de mutações genéticas e definição de protocolos individuais.

– Cuidados intensivos: sistemas autônomos ajustam parâmetros de ventilação mecânica ou nível de sedação, cabendo ao intensivista a supervisão final.

O ganho está na rapidez diagnóstica, otimização dos recursos e maior assertividade clínica, sem perder a humanização do cuidado.

9) Terapias Digitais Baseadas em Evidências (DTx)

As Digital Therapeutics (DTx) — intervenções terapêuticas fornecidas via softwares e validadas por estudos clínicos — vêm se consolidando como opções ou complementos aos tratamentos convencionais. Em 2025, veremos:

– Protocolos para transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade, que dispensam ou minimizam a medicação.

– Reabilitação neurológica e motora com realidade virtual, usando feedback em tempo real para personalizar exercícios.

– Manejo de dor crônica e insônia, com acompanhamento constante de parâmetros fisiológicos e de adesão ao programa terapêutico.

O desafio será definir modelos de reembolso e uma regulamentação clara que ateste segurança e eficácia.

10) Impressão 3D de Tecidos e Biofabricação Avançada

A impressão 3D já transformou a ortopedia, odontologia e cirurgia plástica, mas as possibilidades vão além:

– Bioimpressão de tecidos vivos: cartilagem, pele e até segmentos vasculares podem ser criados em laboratório e transplantados, reduzindo riscos de rejeição.

– Modelagem personalizada de órgãos e estruturas anatômicas para treinamento pré-operatório ou substituição total no futuro.

– Aceleração de pesquisas farmacológicas, usando mini-órgãos (organoides) impressos para testar a eficácia de novas drogas.

A biofabricação avança para redefinir o manejo de doenças degenerativas, queimaduras extensas e outras condições de alta complexidade.

11) Nanotecnologia e Medicina de Precisão Molecular

As aplicações de nanotecnologia prometem uma verdadeira revolução na administração de fármacos e no diagnóstico precoce:

– Entrega direcionada de quimioterápicos, minimizando efeitos sistêmicos e danosos.

– Nanorrobôs capazes de rastrear células tumorais ou infecciosas, eliminando-as de forma seletiva.

– Suporte a terapias gênicas, veiculando material genético para corrigir mutações hereditárias ou até modular o sistema imunológico.

Ao atuar em nível molecular, a nanotecnologia incrementa a eficácia e reduz complicações, aproximando a medicina de um estado altamente personalizado.

12) Algoritmos Adaptativos para Diagnóstico e Prevenção

Finalmente, os algoritmos adaptativos — que se atualizam com dados clínicos em tempo real — abrem caminho para uma medicina dinâmica:

– Monitoramento contínuo de pacientes crônicos, ajustando a terapia conforme a evolução clínica ou eventos adversos.

– Previsão de surtos de doenças infecciosas (ex.: Dengue, Zica ) com base em dados epidemiológicos e ambientais.

– Personalização do tratamento em doenças oncológicas e autoimunes, permitindo a troca ou o ajuste de medicamentos de forma mais precisa e rápida.

A regulação e a validação desses algoritmos em constante evolução representam um desafio ético e científico que exigirá novas diretrizes e supervisão rigorosa.

Conclusão

Em 2025, a convergência entre inteligência artificial, personalização terapêutica, gêmeos digitais e agentes autônomos tem potencial de transformar profundamente a prática médica. Profissionais que adotarem esse novo paradigma poderão oferecer um cuidado mais seguro, efetivo e centrado no paciente. A integração de dados, a definição de protocolos robustos e o aprimoramento ético-regulatório serão determinantes para o sucesso dessa nova era da saúde.

REFERÊNCIAS

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3. Topol, E. Deep Medicine: How Artificial Intelligence Can Make Healthcare Human Again. Basic Books, 2019.

4. Rajpurkar, P., et al. “Evaluation of AI-Assisted Documentation in Clinical Settings.” JAMA, 2023.

5. Wilding, J. P. H., et al. “Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity.” New England Journal of Medicine, vol. 384, 2021, pp. 989-1002.

6. Mehta, A., et al. “Digital Health Interventions for Adherence in Chronic Disease Management.” Nature Digital Medicine, 2023.

7. Bonora, B. M., et al. “The Role of Continuous Glucose Monitoring in Non-Diabetic Populations.” Diabetes Care, 2022.

8. Hall, H., et al. “Metabolic Insights from CGMs in Non-Diabetic Individuals.” Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2023.

9. Esteva, A., et al. “Deep Learning-Enabled Medical Image Interpretation.” Nature Medicine, 2019.

10. Attia, Z. I., et al. “Artificial Intelligence in the Interpretation of Electrocardiograms.” JAMA Cardiology, 2023.

11. Rajkomar, A., et al. “Scalable and Accurate Deep Learning with SLMs in Healthcare.” Lancet Digital Health, 2023.

12. Steinhubl, S. R., et al. “Wearable Health Technologies and the Digitalization of Medicine.” JAMA, 2023.

13. Topol, E. “The Medical AI Revolution.” Science, 2022.

14. Torous, J., et al. “The Future of Digital Therapeutics.” JAMA Psychiatry, 2023.

15. Murphy, S. V., et al. “3D Bioprinting of Tissues and Organs.” Nature Biotechnology, 2023.

16. Mitragotri, S., et al. “Nanomedicine: Advances and Perspectives.” Nature Reviews Drug Discovery, 2023.

17. Beam, A. L., et al. “Artificial Intelligence in Clinical Decision Support.” New England Journal of Medicine, 2023.

Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc, PhD é Cirurgião Geral, Professor Adjunto de Cirurgia Geral da UPE, Pós-Graduado em Cirurgia Digestiva pela Universidade KEIO no Japão e Consultor de Inteligência Artificial da AMIGO TECH.
Instagram: @doutorgustavocarvalho

STF mantém descriminalização do porte de maconha para uso pessoal

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A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (14) manter a íntegra da decisão da Corte que descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal e fixou a quantia de 40 gramas para diferenciar usuários de traficantes.

O Supremo julga, no plenário virtual, recursos protocolados pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público de São Paulo para esclarecer o resultado do julgamento, que foi finalizado em julho do ano passado.

Até o momento, oito ministros seguiram o voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Na semana passada, no início do julgamento virtual, o relator votou pela rejeição dos recursos.

Além de Mendes, os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cristiano Zanin votaram no mesmo sentido.  A deliberação virtual será encerrada às 23h59.

Não legaliza

A decisão do Supremo não legaliza o porte de maconha.  O porte para uso pessoal continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em local público.

O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo.

 A Corte manteve a validade da norma, mas entendeu que as consequências são administrativas, deixando de valer a possibilidade de cumprimento de prestação de serviços comunitários.

 A advertência e presença obrigatória em curso educativo foram mantidas e deverão ser aplicadas pela Justiça em procedimentos administrativos, sem repercussão penal.

Fonte: Agência Brasil