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Brasil perde para Bélgica na estreia do Pré-Mundial de Basquete

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A seleção feminina foi derrotada pela Bélgica pelo placar de 99 a 70, nesta quarta-feira (11) em Wuhan (China), na sua partida de estreia no Pré-Mundial de Basquete 2026.

O próximo desafio do Brasil na competição será contra o Sudão do Sul, em duelo que será disputado a partir das 2h30 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (12).

A seleção brasileira está no Grupo A do Pré-Mundial, ao lado de Bélgica, Sudão do Sul, República Tcheca, Mali e China.

A disputa da competição prevê que as equipes de cada grupo joguem entre si. As quatro com maior pontuação garantirão presença no Mundial em setembro. Além de Wuhan (China), o Pré-Mundial ocorrerá, paralelamente, em outras sedes. Em San Juan (Porto Rico) competirão as seleções da Nova Zelândia, Estados Unidos (já classificada), Itália, Espanha, Porto Rico e Senegal. Já as seleções de Turquia, Argentina, Austrália (classificada), Canadá e Japão disputarão o torneio em Istambul (Turquia). Por fim, em Lyon-Villeurbanne (França), a disputa reunirá Colômbia, Filipinas, Alemanha (classificada), Coreia do Sul, França e Nigéria (classificada).



Fonte: Agência Brasil

Países decidem liberar reservas de petróleo em meio à guerra no Irã

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A coalizão de 32 países que forma a Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu, por unanimidade, liberar 400 milhões de barris das reservas de emergência de petróleo para tentar estabilizar o preço dos combustíveis.

O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, informou que a ação visa mitigar os impactos imediatos da interrupção nos mercados causados pela guerra no Irã.

“[É] o maior volume de reservas emergenciais de petróleo da história da nossa agência. Os 400 milhões de barris de petróleo estão disponíveis no mercado para compensar a perda de oferta decorrente do fechamento efetivo do Estreito [de Ormuz]”, afirmou Birol.

Apesar do anúncio, o valor do barril de petróleo Brent operava em alta de 4% nesta quarta-feira (11), cerca de 30% acima do preço antes da guerra. Os valores do barril vêm disparando por causa do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, que foi uma retaliação às agressões dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra Teerã.

Estima-se que cerca de 20 milhões de barris de petróleo ou derivados trafeguem pelo Estreito de Ormuz todo os dias, o que representa 25% de todo o comércio global de hidrocarbonetos.

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International Energy Agency Executive Director Dr Fatih Birol speaks during a press conference on developments in global energy markets, in Brussels, Belgium March 6, 2026. REUTERS/Yves Herman
International Energy Agency Executive Director Dr Fatih Birol speaks during a press conference on developments in global energy markets, in Brussels, Belgium March 6, 2026. REUTERS/Yves Herman

 

Impacto limitado no tempo

Para a diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), Ticiana Álvares, o total liberado tem efeito limitado no tempo.

“Trata-se de uma medida que pode contribuir para amortecer, no curto prazo, os impactos do conflito. No entanto, caso haja um prolongamento das tensões, os efeitos sobre o mercado de petróleo e gás global tendem a se aprofundar, podendo resultar em um quadro mais complexo no longo prazo”, afirmou a especialista em entrevista à Agência Brasil.

Sem prazo para liberação do petróleo

A liberação das reservas da AIE seria suficiente para substituir 20 dias do fluxo do Estreito de Ormuz. O montante representa um terço dos cerca de 1,2 bilhão de barris de reservas mantidos pelos países vinculados à agência. Outros 600 milhões de barris são os estoques da indústria mantidos por obrigação governamental.

Por outro lado, não foi estabelecido um prazo para liberação desse estoque. “As reservas de emergência serão disponibilizadas ao mercado num prazo adequado às circunstâncias nacionais de cada país-membro e serão complementadas por medidas de emergência adicionais adotadas por alguns países”, informou a AIE.

A Agência Internacional de Energia é formada, majoritariamente, por países europeus. Nas Américas, compõem a agência o Canadá, México, Chile e os EUA.

Gás Natural

Além do petróleo, o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) também preocupa a AIE. A agência destaca que há poucas opções para substituir o GNL que parou de chegar do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.

“O fornecimento global de energia foi reduzido em cerca de 20%, e os equilíbrios de mercado subjacentes antes deste conflito eram ainda mais apertados do que no caso do petróleo. A Ásia é a região mais afetada no setor de gás. Os países de alta renda na Ásia estão competindo acirradamente com a Europa e outros importadores por cargas de GNL disponíveis”, afirmou o chefe da AIE, Fatih Birol.

 


Mapa Estreito de Ormuz
Mapa Estreito de Ormuz

Irã

O Irã voltou a ameaçar navios que trafegarem no Estreito de Ormuz e que possam beneficiar os EUA, Israel ou seus aliados.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária Islâmica promete que “nem um único litro de petróleo passará pelo Estreito de Ormuz em benefício dos EUA e seus aliados”.

As autoridades iranianas alegaram que atingiram dois navios, um de propriedade israelense e outro de bandeira da Libéria, que teriam tentado travessar o Estreito nesta quarta-feira sem autorização de Teerã.

G7

O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou uma reunião dos países do G7, grupo de países mais industrializados do mundo, para discutir, nesta quarta-feira, os desdobramentos da crise energética provocada pela guerra no Irã.

O G7 é composto pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Itália, Reino Unido, Alemanha e França.

Nos Estados Unidos, houve um aumento dos preços dos combustíveis nas bombas de 60 centavos o galão, chegando a US$ 3,50, maior valor desde maio de 2024, segundo informou a Reuters.

Fonte: Agência Brasil

Produção de motos cresce 1,7% e tem melhor 1º bimestre em 15 anos

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A produção de motocicletas teve aumento de 1,7% no primeiro bimestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro, 348.732 unidades saíram das linhas de montagem. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), esse foi o melhor desempenho dos últimos 15 anos.

O resultado do bimestre foi positivo, apesar do recuo de fevereiro com relação ao mesmo mês de 2025. No mês passado, foram produzidas 164.104 motocicletas, volume 7,1% menor que no ano passado e 11,1% inferior ao alcançado em janeiro deste ano.

“O setor mantém um ritmo consistente de produção, alinhado ao planejamento das fabricantes e impulsionado pela demanda do mercado. A retração em fevereiro já era prevista, em razão do feriado de Carnaval, que reduziu o número de dias úteis do mês e impactou o ritmo de produção”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Bento.

Segundo o balanço da entidade, houve crescimento de 22% na produção de motocicletas de alta cilindrada. Ao todo foram fabricadas 9.725 unidades no primeiro bimestre, volume que corresponde a 2,8% da produção total.

Em números absolutos, a liderança de produção é dos modelos de baixa cilindrada, que teve 270.919 motocicletas produzidas, com 77,7% do total fabricado. Em segundo lugar, ficaram os modelos de média cilindrada, com 19,5% da produção.

Entre as categorias, a Street foi a mais produzida no primeiro bimestre, com 180.488 unidades, o que corresponde a 51,8% do volume fabricado. Em segundo lugar, ficou a Trail, com 19,4% do total produzido, seguida pela Motoneta, com 13,3%.

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Vendas

O balanço da Abraciclo indica ainda que de janeiro a fevereiro foram emplacadas 350.110 motocicletas, aumento de 13,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em fevereiro, as vendas somaram 171.548 unidades, alta de 10% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já em janeiro houve queda de 3,9% nas vendas. 

Exportações

Com relação às exportações, os dados mostram alta de 43,1%, com o embarque de 8.015 unidades para o mercado externo no primeiro bimestre. Em fevereiro, as associadas da Abraciclo exportaram 4.748 motocicletas, volume 70% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 45,3% maior na comparação com janeiro.

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova uso obrigatório de tornozeleira por agressores de mulher

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei (PL) nº 2942/2024 que permite à Justiça determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica pelo agressor de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, se for verificado o alto risco à vida delas. O objetivo é ampliar a proteção às vítimas.

De autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), o projeto foi aprovado com substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).

A deputada Fernanda Melchionna afirma que, atualmente, apenas 6% das medidas protetivas contam com monitoramento eletrônico. Ela frisa que a ferramenta reduz os feminicídios assim como a taxa de reincidência dos agressores em outros crimes relacionados à violência doméstica.

“Não dá mais para a gente ver várias mulheres sob medidas protetivas sem medidas protetivas efetivas”, disse em sua rede social.

A medida seguirá para apreciação do Senado.

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Vira regra

Pelo projeto de lei, a imposição de uso da tornozeleira passa a ser regra em casos de alto risco de agressões graves às mulheres. O risco a ser avaliado deve ser atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes.

A exigência da terminação de medida protetiva de urgência fortalece a proteção prevista na Lei Maria da Penha nº 11.340/2006, aplicável em conjunto com outras.

Além dos casos em que for verificado o risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima, a imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.

Se um juiz decidir que a tornozeleira não deve ser mais usada, o magistrado deverá justificar expressamente os motivos que o levaram a tomar a decisão.

Cidades pequenas

Em municípios em que não existe uma comarca, portanto, localidades sem um juiz, o uso da tornozeleira poderá ser aplicado pelo delegado de polícia local.

Atualmente, o afastamento imediato do lar é a única medida protetiva que o delegado pode adotar nas localidades sem um representante do poder Judiciário.

O projeto prevê que, caso a autoridade policial determine a instalação da tornozeleira eletrônica, a medida seja comunicada ao Ministério Público e à Justiça em 24 horas.

O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 2024, 50% dos feminicídios ocorreram em cidades com até 100 mil habitantes. Naquele ano, apenas 5% das cidades possuiam delegacias da mulher e somente 3% dos municípios tinham acesso a uma casa abrigo.

Rastreamento pela vítima e pela polícia

O texto do projeto determina que, nas situações de uso da tornozeleira pelo agressor, deve ser entregue à mulher vítima um dispositivo portátil de rastreamento que alerte sobre eventual aproximação do agressor.

O aparelho de segurança vai emitir um alerta automático e simultâneo para vítima e para polícia, logo que o agressor romper a área de trânsito proibido, fixada judicialmente.

A iniciativa tem o objetivo de permitir o monitoramento ativo do cumprimento das restrições impostas.

Aumento da pena

O texto aprovado aumenta – de um terço à metade – a pena de reclusão de 2 a 5 anos por descumprimento de medidas protetivas, caso o agressor se aproxime da vítima ou remover a tornozeleira sem autorização judicial.

Em sua rede social, o coautor do Projeto de Lei 2942/2024, o deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), comemorou a aprovação pela Câmara.

“Quem agride precisa ser vigiado. E quem sofre violência precisa ser protegido.”

Mais dinheiro e campanhas

O projeto também aumenta de 5% para 6% a cota de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que deve ser destinada a ações de enfrentamento da violência contra a mulher, incluindo explicitamente o custeio da compra e manutenção desses equipamentos.

O texto coloca como prioridade a compra e manutenção das tornozeleiras e de dispositivos de acompanhamento para as vítimas.

Segundo o projeto, as campanhas de enfrentamento da violência contra a mulher deverão contemplar informações sobre procedimentos e abordagens policiais, prevenção à revitimização, funcionamento das medidas protetivas de urgência e mecanismos de monitoração eletrônica.

Próximos passos

Com a aprovação pela Câmara, o projeto de lei será enviado ao Senado para ser analisado, discutido e votado pelos senadores.

Se for aprovada sem alterações, a proposta segue para a sanção do presidente da República.

Se os senadores fizerem mudanças (emendas), o projeto precisará voltar à Câmara dos Deputados para que as alterações sejam validadas.

Mas, se for rejeitado, o projeto será arquivado.

Violência em números

O projeto frisa que o Brasil enfrenta, nos últimos anos, um crescimento alarmante no número de feminicídios, muitos deles cometidos por ex-companheiros ou cônjuges que já eram alvo de medidas protetivas previstas

Em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Em relação a 2021, aumento é de 14,5%.

Os dados são do Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O relatório mostra que, em 2024, 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil foram assassinadas mesmo tendo uma medida protetiva de urgência em vigor.

Desde que a Lei do Feminicídio (nº 13.104/2015) tipificou o assassinato de mulheres por razões de gênero como crime hediondo, 13.703 mulheres foram vítimas do feminicídio, entre 2015 e 2025.

Como denunciar

É possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser usado por mulheres em situação de violência ou qualquer pessoa que queira denunciar uma situação de violência contra a mulher..

O serviço está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

Denúncias de violência contra a mulher também podem ser apresentadas em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), em delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira. Saiba onde encontrar

Ainda é possível pedir ajuda por meio do Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e pelo 190, número da Polícia Militar. 

Fonte: Agência Brasil

Operação contra o Comando Vermelho prende cinco pessoas em SP

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Cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira (11) em uma operação que mira a estrutura do Comando Vermelho no interior paulista. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e pela Delegacia de Investigações Gerais da Polícia Civil em Rio Claro, com apoio da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

O objetivo da ação foi desarticular a estrutura logística, financeira e operacional do Comando Vermelho no interior paulista, onde o grupo é acusado de praticar crimes relacionados ao tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e homicídios.

Ao todo, foram expedidos 19 mandados de prisão preventiva. Além dos cinco que foram cumpridos nesta quarta, seis pessoas já se encontravam presas. Os demais alvos da operação estão foragidos.

A Justiça também expediu 26 mandados de busca e apreensão em diversas cidades de São Paulo e em Minas Gerais. Foi decretado o bloqueio de R$ 33,6 milhões em contas bancárias, além do sequestro de 12 imóveis e 103 veículos.

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Disputa territorial

A operação foi deflagrada em um momento de recrudescimento da criminalidade violenta na região de Rio Claro, segundo a promotoria. O MP-SP relata o acirramento de disputas territoriais entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma organização rival depois que uma nova liderança se aliou ao Comando Vermelho.

As investigações indicaram que o grupo utiliza veículos com fundo falso para o transporte de ilícitos, além de empresas de fachada e laranjas para a lavagem de dinheiro.

Os investigadores acreditam que a movimentação financeira dessa organização criminosa é vultosa, com registros de circulação superiores a R$ 1,19 milhão em menos de um mês.

Para lavar capitais, eram utilizadas contas de pessoas físicas e jurídicas, como construtoras e consultorias, além de contas de passagem, abertas em nome de terceiros. As transações eram feitas via Pix, TED e depósitos em dinheiro, o que dificulta o rastreamento.

A operação recebeu o nome de Linea Rubra (Linha Vermelha). Segundo o Ministério Público, o nome “representa a imposição de um limite ao avanço do Comando Vermelho no estado de São Paulo”.

Fonte: Agência Brasil

Justiça determina medidas para garantir trabalho digno no Rock in Rio

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Após flagrante de trabalho análogo ao escravo, a Justiça do Trabalho determinou que a Rock World SA, organizadora do Rock in Rio, cumpra imediatamente uma série de obrigações trabalhistas para a edição do festival em 2026.

A decisão, em caráter de urgência, decorre de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) por conta de irregularidades constatadas em fiscalização feita na edição de 2024 do festival Rock in Rio.

Conforme divulgado nesta quarta-feira (11) pelo MPT, a decisão determina que a Rock World SA tome as seguintes medidas em todas as próximas edições do evento:

  • Exigir a comprovação do registro em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) de todos os terceirizados antes do credenciamento para o evento.
  • Implementar controle de jornada e impedir jornadas que ultrapassem os limites legais.
  • providenciar vestiários separados por sexo, refeitórios e alojamentos adequados, além de alimentação em condições adequadas e água potável.
  • Elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos.
  • Fornecer gratuitamente equipamentos de proteção individual adequados, e fiscalizar o uso.

Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 50 mil por obrigação descumprida, além de multa por trabalhador prejudicado.

O MPT enfatiza que as mesmas determinações judiciais valem para a FBC Backstage Eventos Ltda, empresa que contratou os trabalhadores submetidos a trabalho em condições análogas às de escravo no Rock in Rio 2024 e que o MPT considera solidariamente responsável pelas obrigações e demais pedidos formulados.

Trabalho análogo ao escravo

Em 2024, uma força-tarefa do MPT-RJ resgatou 14 trabalhadores em condições análogas às de escravo no Rock in Rio 2024. De acordo com a inspeção, trabalhadores eram submetidos a jornadas exaustivas de até 21 horas e condições degradantes.

O relatório, que inclui fotos da situação constatada pela fiscalização, demonstra que os trabalhadores pernoitavam sobre papelões e sacos plásticos no posto de trabalho, faziam refeições no chão próximas a lixeiras e consumiam alimentação de péssima qualidade, muitas vezes azeda.

Verificou-se, ainda, a precariedade das instalações sanitárias e a inexistência de vestiários adequados, com utilização indistinta por homens e mulheres.

Além de impedir que o mesmo crime ocorra em 2026, o MPT também pediu que as empresas sejam condenadas ao pagamento de indenização por danos morais para as vítimas, além de indenização por danos morais coletivos. Esses pleitos ainda deverão ser apreciados pela Justiça.

Rock World

Na época da força tarefa, a empresa disse que as acusações repudiava qualquer forma de trabalho que não sigam as regras de respeito ao trabalhador e destacou o compromisso em instruir todas as empresas terceirizadas e fornecedores a seguirem os processos legais de contratação.

A nota também dizia que ao longo de 24 edições, 300 mil empregos diretos e indiretos foram criados e milhares de pessoas fora da Cidade do Rock foram beneficiadas por meio dos projetos sociais que o festival apoia.

Fonte: Agência Brasil

Calderano derrota anfitrião em estreia no WTT Champions, na China

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Uma estreia com gosto de revanche. Doze dias após ter sido eliminado pelo chinês Chen Yuanyu nas oitavas de final do Smash de Singapura, o mesatenista brasileiro Hugo Calderano voltou a ficar frente a frente com o asiático. Mas o resultado nesta quarta-feira (11), foi outro. Número quatro do mundo, avançou às oitavas de final do WTT Champions Chongqing, na China, ao despachar Yuanyu (21º no ranking) por 3 sets a 2, com parciais de 11/8, 7/11, 9/11, 11/8 e 11/6.

Cabeça de chave número 3, o brasileiro volta a competir na sexta (13), às 9h15 (horário de Brasília).  O adversário será o vencedor do duelo entre Shunsuke Togami (20º) e o Tomislav Pucar (30º) desta quinta, ao meio-dia. O torneio tem transmissão ao vivo online no canal da Federação Internacional de Tênis (World Tennis) no YouTube.

Outra representante brasileira na chave de simples em Chongqing é a paulista Bruna Takahashi, que estreou com vitória de virada contra Zeng Jian (Singapura) por 3 sets a 1, na última terça (10). A brasileira (22ª no ranking) terá pela frente nas oitavas a chinesa Kuai Man, atual número cinco do mundo. O embate será nesta quinta (12), a partir das 20h10.

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Fonte: Agência Brasil

PSOL e Rede protocolam pedido de impeachment contra Ibaneis Rocha na CLDF

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Os partidos Psol e Rede protocolaram, nesta quarta-feira (11), na Câmara Legislativa, novo pedido de impeachment contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O pedido é fundamentado em desdobramentos do caso Banco Master, como a acusação de que o escritório do governador teria firmado contrato com a empresa Reag, a qual estaria envolvida em desvio de recursos que ocasionaram prejuízos ao Banco de Brasília (BRB).

No pedido, são apontadas suspeitas de três crimes: contra as leis orçamentárias; contra a guarda e o legal emprego de dinheiro público; e de improbidade administrativa. Participaram da apresentação do pedido de impeachment os deputados distritais Fábio Felix e Max Maciel, ambos do Psol, a presidente do partido Giulia Tadini, e a porta-voz da Rede Sustentabilidade Bruna Paola.

Os pedidos de impeachment são analisados pela Procuradoria Legislativa da Casa e submetidos à Presidência para análise de admissibilidade.

Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

João Fonseca deixa Indian Wells mais confiante, após embate com Sinner

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O tenista brasileiro João Fonseca travou uma batalha equilibrada contra o número 2 do mundo, o italiano Jannik Sinner e, embora tenha sido eliminado nas oitavas de final de Indian Wells, saiu de quadra maior do que entrou. Na noite de quarta-feira (10), carioca de 19 anos, atual 35º do ranking, levou a definição de dois sets para o tie-break, exigindo esforço máximo de Sinner. No primeiro deles, chegou a liderar por 6/3, mas cometeu um erro no forehand (golpe de direita) e acabou superado por 7/6.

Atrás no placar, João manteve o ritmo forte no segundo set. A parcial seguia empatada quando Sinner quebrou o saque do brasileiro e abriu 4 a 2 de vantagem. No game seguinte, o italiano confirmou seu saque e ampliou para 5 a 2.  Quando a partida parecia encaminhada para a vitória de Sinner, o brasileiro esbanjou técnica e frieza: diminuiu a desvantagem para 5/4 e depois quebrou o saque de Sinner, igualando novamente o set (5 a 5) para delírio do público que lotou as arquibancadas da quadra principal de Indian Wells. O set terminou empatado em 6 a 6 e na conclusão no tie-break, Sinner fez valer seu favoritismo e ganhou por 7/6 (4).  

“Estou muito feliz por ter vencido essa partida”, disse o italiano em entrevista ainda na quadra. “João é um talento incrível. Ele estava sacando muito bem. Eu estava tentando ser o mais agressivo possível e essa foi a chave para superar o incrível talento dele”.

Na tarde desta quarta (11), João publicou nas redes sociais que se sente mais confiante após o duelo contra o italiano

“Semana bem positiva aqui em Indian Wells, voltando a competir bem e jogando um tênis que me deixa confiante para a temporada. Obrigado pela torcida e seguimos trabalhando, melhorando e acreditando no processo”, disse o carioca.

Antes de encarar Sinner, João Fonseca somou três vitórias em Indian Wells, duas delas contra adversários mais experientes que ele e com melhor colocação no ranking, como o russo Karen Kashanov (16º) e o norte-americano Tommy Paul (24º).

O promisso compromisso do carioca é o Masters 1000 de Miami, que começa no próximo domingo (15).

Luisa Stefani segue nas duplas mistas

A paulista Luisa Stefani estreia ao lado do argentino Marcelo Arévalo às 20h10 (horário de Brasília) nas oitavas de final das duplas mistas. Eles enfrentarão a parceria da australiana Ellen Perez  com o alemão Kevin Krawietz. 

Na noite de quarta (10), a parceria de Stefani com a canadense Gabriela Dabrowski foi eliminada nas quartas de final das duplas femininas. Elas perderam para a norte-americana Nicole Melichar-Martinez e a espanhola Cristina Bucsa, por 2 sets a 1, com parciais de 7/6(3), 3/6, e 10/8.



Fonte: Agência Brasil

Gigante do setor agroenergético, Raízen pede recuperação extrajudicial

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Maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana-de-açúcar e uma das gigantes do setor de agroenergia, a Raízen apresentou pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). Segundo a companhia, a proposta de renegociação de suas dívidas, que superam os R$ 65,1 bilhões, foi acordada com seus principais credores.

Em um comunicado divulgado esta manhã, a companhia afirma que o objetivo do pedido é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”.

Dívidas quirografárias são os créditos a receber não cobertos por uma chamada garantia real, como uma hipoteca, e que não gozam de preferência na ordem de pagamento. Assim, em caso de falência ou recuperação via judicial, os credores quirografários são os últimos a receber os valores que lhes são devidos.

De acordo com a Raízen, o Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado junto ao pedido distribuído à Comarca da Capital de São Paulo conta com a adesão de seus principais credores, titulares de mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias – percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados e suficiente para o ajuizamento do pedido de Recuperação Extrajudicial.

“O Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano”, explica a companhia em seu comunicado.

Ainda segundo a companhia, a iniciativa tem escopo limitado, não abrangendo as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem vigentes, sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.

O plano de Recuperação Extrajudicial poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen por seus acionistas; a conversão de parte dos Créditos Sujeitos em participação acionária na Companhia; a substituição de parte dos Créditos Sujeitos por novas dívidas; reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen e a venda de ativos do grupo.

Confira as informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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Com mais de 45 mil colaboradores e 15 mil parceiros de negócios espalhados por todo o Brasil, o Grupo Raízen controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia, tendo anunciado uma receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.

“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema”, destacou a companhia, procurando tranquilizar seus acionistas e parceiros comerciais.

Fonte: Agência Brasil