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TSE divulga tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (20) o tempo que os candidatos à Presidência da República terão no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que será exibido entre 28 de agosto e 1° de outubro. 

Confira abaixo o tempo de cada candidato:

  • Coligação Brasil Pronto para Mais – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) : 5 minutos e 31 segundos diários.

A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.

  • PL – Flávio Bolsonaro: 4 minutos e 20 segundos diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

  • PSD – Ronaldo Caiado:  2 minutos e 2 segundos diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

  • Avante – Augusto Cury: 35 segundos  diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá forma de rodízio. 

Inserções

O tribunal também divulgou o tempo dos candidatos nas inserções que deverão ser veiculadas na programação diária das emissoras.

A coligação do PT terá 433 inserções, seguida pelo PL (339); PSD (159) e Avante (47).

Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá a forma de rodízio. 

Como é calculado o tempo de propaganda eleitoral 

O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

A campanha Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos. 

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados. 

O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado. O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, que possui 7 parlamentares. 

Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para terem acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não possuem o mínimo de 13 deputados nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.

Eleições 2026

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Fonte: Agência Brasil

Vítimas do acidente na BR-737 são veladas em Imbituva (PR)

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Sete das 23 vítimas da colisão frontal entre um micro-ônibus e uma carreta na BR-373, em Ipiranga, na região dos Campos Gerais, no Paraná (PR), estão sendo veladas desde o início da madrugada desta quarta-feira (20). Uma cerimônia coletiva é realizada no ginásio municipal de Imbituva, na região central do Paraná.

A identificação das vítimas foi concluída na noite de ontem. Outras 16 pessoas são veladas em locais particulares em diversos pontos da cidade. 

O micro-ônibus saiu de Imbituva levando pacientes da cidade para atendimento médico em hospitais da região metropolitana de Curitiba. Entre as vítimas estão duas crianças, de 6 e 10 anos, além de 21 adultos. Ao todo, são 13 mulheres e oito homens. Sobreviveram uma criança de 9 anos, uma mulher de 26 anos e três homens, de 22, 49 e 50 anos. A mulher de 26 anos e o homem de 22 receberam alta ainda na quarta-feira (19). 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão seguia no sentido de Ponta Grossa (PR) para Prudentópolis (PR). O acidente ocorreu por volta das 3h30 da madrugada. A polícia científica segue investigando as causas da batida e análises preliminares indicam que o caminhão teria invadido a pista contrária, colidindo de frente com o ônibus. O motorista do caminhão também morreu. 

A prefeitura de Imbituva decretou luto de três dias e publicou nota de pesar, manifestando “profunda tristeza” pelas mortes. Em suas redes sociais, a administração municipal prestou homenagem, publicando as fotos e os nomes de todas as vítimas. “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com todos os familiares e amigos, prestando nossa homenagem a cada uma das vidas que partiram”.  

Em outra publicação, a prefeitura manifesta preocupação com os sobreviventes, desejando que recebam todo o cuidado necessário, força e esperança neste momento. 

Em vídeo, o secretário municipal de Saúde de Imbituva, José Valdenei Menon, disse que a cidade recebeu a notícia com extrema tristeza, coração em luto e respeito às famílias que sentem essa imensurável dor no coração.

“Fica aqui nossa tristeza com os familiares e todos os munícipes, porque é uma dor compartilhada. Por nossos profissionais da secretaria, nosso motorista, as famílias que buscavam ter sua dor amenizada. Desejamos sinceros pêsames. Estamos aqui para prestar nossa solidariedade e compromisso com a população”.

Segundo ele, os familiares foram acolhidos na Secretaria Municipal de Saúde e receberam auxílio e orientação de assistentes, sociais e psicólogos.

 “Os profissionais conversaram com as famílias respeitando este momento de dor, orientando sobre quais seriam os próximos procedimentos e acompanhando os familiares ao Instituto Médico-Legal de Ponta Grossa”, disse Menon. 

O secretário também agradeceu aos municípios vizinhos que disponibilizaram profissionais para ajudar no acolhimento e orientação dos familiares das vítimas. 

Fonte: Agência Brasil

Justiça derruba norma que permite a dentista fazer harmonização facial

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou nesta quinta-feira (20) que a Justiça Federal no Distrito Federal suspendeu a resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que reconheceu o procedimento de harmonização orofacial como especialidade odontológica.

A suspensão foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) após recurso protocolado pela entidade que representa os médicos.

Conforme a decisão, os conselhos profissionais não podem ampliar, por meio resoluções, as condições para o exercício das profissões.

Para o presidente do CFM, José Hiran Gallo, a ampliação das competências profissionais, sem respaldo legal, coloca em risco à saúde pública.

“A resolução do CFO ultrapassou os limites legais de atuação da odontologia. A lei não autoriza odontólogos a realizar procedimentos invasivos com finalidade estética fora do campo próprio da profissão”, afirmou.

Outro lado

Em nota, Conselho Federal de Odontologia (CFO) afirmou que vai recorrer da decisão e reafirmou que a harmonização orofacial está dentro das especialidades da odontologia.

“Não cabe, portanto, confundir a existência de atos privativos da medicina com exclusividade sobre toda e qualquer intervenção realizada na região da face”, disse o CFO. 

O conselho recomendou que os dentistas mantenham suas atividades enquanto a entidade contesta a decisão na Justiça.

“Os cirurgiões-dentistas podem manter sua atuação nos procedimentos de harmonização orofacial que integram sua área legal de competência, observados os limites previstos na legislação, na formação profissional e nas normas aplicáveis”, completou.

Fonte: Agência Brasil

STJ restabelece sanções a cursos de medicina com nota baixa no Enamed

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu liminarmente a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e restabeleceu as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC), em março deste ano, a 107 instituições de ensino superior com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

Entre as medidas previstas para essas instituições estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni), assim como de novos processos seletivos e vestibulares, e a redução do número de vagas autorizadas.

De acordo com o MEC, as medidas cautelares e as ações de supervisão impostas pela pasta têm como objetivo promover a melhoria da qualidade dos cursos de medicina e assegurar à população a excelência da formação dos futuros médicos.

“O MEC seguirá defendendo uma abordagem que valorize a formação de qualidade, a responsabilidade das instituições de ensino e o papel do Estado na indução de melhorias, assegurando o direito da população a serviços prestados por profissionais bem formados”, diz o comunicado publicado pelo ministério.

Instituições privadas de educação superior

Em nota à imprensa, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – entidade que representa instituições e mantenedoras da educação superior privada em todo o país – diz ter tomado conhecimento da decisão proferida nesta quarta-feira (19) pelo STJ e que seguirá acompanhando o tema com serenidade e responsabilidade institucional. “A entidade informa que sua assessoria jurídica está analisando o teor da decisão e avaliará as medidas cabíveis.”

Enamed

Criado pelo MEC, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

Em junho deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enamed passa a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.

A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória n° 1370/2026. Com isso, os formados nesse curso somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.

O Enamed também substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-lo em edições seguintes do exame, realizadas a cada seis meses, conforme a nova política integrada para formação médica.

Fonte: Agência Brasil

Após 2 anos, Rebeca Andrade volta a disputar etapa da Copa do Mundo

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Maior medalhista olímpica do Brasil, a ginasta Rebeca Andrade voltará a representar o país na etapa da Copa do Mundo de Szombathely (Hungria), junto com Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira. A atleta retorna à competição após pausa de dois anos para descansar corpo e mente. Na disputa mascullina, foram relacionados Arthur Nory, Caio Souza e Lucas Bittencourt.

As convocações foram anunciadas na noite de quarta-feira (20) pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), que também escalou atletas (homens e mulheres) para os Jogos Sul-Americanos em Santa Fé (Argentina). As duas competições em setembro servem de preparação para o Campeonato Mundial em outubro, em Roterdã (Holanda).  

A competição na Hungria ocorrerá de 14 a 21 de setembro. Rebeca disputará as provas de salto e trave. Na última vez que se se apresentou em uma etapa da Copa do Mundo, em março de 2024, a brasileira faturou prata nas barras assimétricas. Meses depois, na Olimpíada de Paris, ela se tornaria a maior medalhista brasileira de todos os tempos ao subir quatro vezes ao pódio, com ouro no solo, duas pratas (salto e individual geral) e bronze por equipes. Na edição de Tóquio 2020, a ginasta já conquistara ouro no salto e prata no individual geral. Após Paris 2024, em setembro, a ginasta decidiu pelo período de descanso físico e mental.

Campeão mundial no salto (2021 e 2023) e no individual geral (2022), Rebeca iniciou o retorno gradual às competições em junho, pelo Campeonato Pan-Americano de Ginástica no Rio de Janeiro. De cara, ela arrematou o ouro no salto e sua presença foi crucial para a seleção brasileira levar prata por equipes.

Neste mês, a paulista de Guarulhos brilhou em uma apresentação única na prova de salto durante o Campeonato Brasileiro, no Distrito Federal. Rebeca cravou 14.800, a maior nota do mundo neste ano no aparelho, ao executar com perfeição um Yurchenko com dupla pirueta. Apesar do bom desempenho, ela preferiu não disputar a final, que exigiria um segundo salto.

Para a disputa masculina na Hungria a CBG convocou os atletas Arthur Nory, Caio Souza e Lucas Bittencourt. Outros integrantes da seleção brasileira de ginástica foram relacionados para os Jogos Sul-Americanos, em Santa Fé (Argentina) , de 11 a 17 de setembro.  A equipe feminina contará com Carolyne Pedro, Gabriela Barbosa, Gabriela Bouças, Júlia Coutinho, Duda Monteiro e Thaís Fidélis. Na disputa masculina, o Brasil terá cmo representantes Bernardo Miranda, Diogo Soares, Johnny Oshiro, Patrick Corrêa, Vitaliy Guimarães e Yuri Guimarães.



Fonte: Agência Brasil

Fifa sorteia confrontos da repescagem internacional da Copa Feminina

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Além de anunciar o Maracanã, no Rio de Janeiro, como sede da abertura e da grande final da próxima Copa do Mundo Feminina, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) sorteou, nesta quinta-feira (20), os confrontos da fase preliminar da repescagem internacional, torneio que, ao todo, reunirá dez seleções, dos seis continentes, e classificará três delas ao Mundial de 2027.

Esta fase engloba seis seleções, que disputarão três jogos cada, sorteados nesta quinta. As partidas serão disputadas entre os dias 24 de novembro e 5 de dezembro, em datas, locais e horários que ainda serão definidos.

Os participantes são Taipé Chinês, Uzbequistão, África do Sul, Papua Nova Guiné, Gana e Equador. Os confrontos ficaram assim:

1ª rodada

Uzbequistão x Papua Nova Guiné

Taipé Chinês x África do Sul

Gana x Equador

2ª rodada

Uzbequistão x Gana

África do Sul x Equador

Papua Nova Guiné x Taipé Chinês

3ª rodada

África do Sul x Uzbequistão

Papua Nova Guiné x Gana

Taipé Chinês x Equador

Ao final destes confrontos, as duas seleções com mais pontos vão à etapa final da repescagem e se juntam a outras quatro: uma que virá das eliminatórias da Europa, duas da Confederação das Américas do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Venezuela, terceira colocada da Liga das Nações, torneio organizado pela Conmebol – entidade responsável pelo futebol sul-americano – para ser um classificatório à Copa.

Os seis “sobreviventes” serão divididos em três confrontos de jogo único, definidos em novo sorteio, com os jogos previstos para fevereiro do ano que vem. Os vencedores garantem as últimas vagas ao Mundial já saberão, inclusive, quais serão os adversários na primeira fase, pois o sorteio dos grupos será em dezembro deste ano ainda, também na sede da Fifa, em Zurique (Suíça).

Quem já está na Copa

Até o momento, 18 países estão confirmados na Copa. Além do Brasil, país-sede, a América do Sul tem Argentina e Colômbia assegurados. Na Europa, quatro seleções já se garantiram: Alemanha, França, Dinamarca e Espanha, atual campeã. Outras serão definidas em confrontos eliminatórios a serem disputados entre outubro e dezembro.

Na Oceania, a vaga ficou com a Nova Zelândia. A Austrália, apesar de geograficamente ser do mesmo continente que os neozelandeses, joga pela Ásia, mas também se classificou, assim como Filipinas, Japão, China, Coreia do Norte e Coreia do Sul.

A Copa África de Nações, que terminou no último domingo (16), definiu quatro representantes do continente: Camarões (campeão), Malauí (vice), Argélia e Marrocos – pela primeira vez, a Nigéria está fora de um Mundial Feminino. Já as seleções da Américas do Norte, Central e Caribe serão conhecidas após a realização do Campeonato da Concacaf, de novembro a dezembro, nos Estados Unidos.

 

Fonte: Agência Brasil

Homenagem aos sanitaristas é marcada por defesa do SUS e da democracia

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Nesta quinta-feira (20), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu sessão solene em homenagem aos sanitaristas, profissionais dedicados à saúde coletiva, à gestão e à formulação de políticas públicas e à vigilância em saúde, entre outras atribuições. Os participantes da solenidade defenderam o aumento da participação dos sanitaristas no Sistema Único de Saúde (SUS) como forma de aprimorar a rede pública.

“Nós temos condições de qualificar a gestão do SUS”, ressaltou o sanitarista Danylo Vilaça, presidente da Associação de Bacharéis em Saúde Coletiva (Asbac). “E não existe essa dissociação entre a gestão e a assistência. Elas estão juntas para alcançar os princípios da humanização, da equidade e da universalidade”, pontuou.
 

Presidente da Associação de Bacharéis em Saúde Coletiva, Danylo Vilaça (Foto: Felipe Ando/ Agência CLDF)

Para a estudante Jeniffer de Sá, do curso de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), a profissão precisa de mais reconhecimento e oportunidades. “Uma pergunta acompanhou muitos estudantes ao longo da graduação: E depois do diploma? Onde está o nosso espaço? O mercado e os serviços de saúde vão reconhecer quem é o bacharel de saúde coletiva? Essa insegurança fez e ainda faz parte da trajetória de muitos estudantes”, relatou Jeniffer.

Uma das conquistas recentes da categoria foi a regulamentação obtida neste ano pelo Decreto nº 12.921, de abril de 2026, que detalhou as condições previstas na Lei nº 14.725/2023, que regula a profissão de sanitarista.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS), Felipe Proenço, fez alguns esclarecimentos sobre o processo de registro dos sanitaristas no Sistema de Registro Profissional do Ministério da Saúde (Sirp-MS). Ele explicou que o decreto tem prazo de 180 dias para entrar em vigor, por isso os registros ainda não estão sendo emitidos. “Nós já estamos olhando esses pedidos de registro, mas ainda não estamos atualizando esse status no sistema”, informou o secretário.
 

Representantes do Ministério da Saúde, Ilano Barreto e Felipe Proenço, e a deputada Dayse Amarilio ao centro (Foto: David Calaça/ Agência CLDF)

História 

Os discursos destacaram que os sanitaristas trabalharam de forma decisiva pela criação do SUS na Constituição Federal de 1988. “O papel da saúde coletiva foi muito importante para que a gente pudesse ter, no momento de redemocratização do país, o nascimento do Sistema Único de Saúde, que é o maior patrimônio do povo brasileiro”, ressaltou a deputada distrital Dayse Amarilio (PSB), propositora da sessão solene.

O papel histórico da categoria foi reforçado pela sanitarista Blenda Leite, assessora técnica do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). “Estamos aqui hoje fazendo essa homenagem porque tivemos, há algumas décadas, um movimento de reforma sanitária, quando alguns ousados sanitaristas, num momento de ditadura militar, defenderam a saúde, mas não como mercadoria, e sim como um direito”, lembrou a assessora do Conasems.

“Não existe Sistema Único de Saúde se nós não tivermos um cenário em que a democracia seja central”, afirmou o sanitarista Ilano Barreto, secretário-adjunto da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (Saps/MS). “Por isso, é necessário que os estudantes e os profissionais sanitaristas continuem mobilizados e participem ativamente da política. Essa é a chave para o sanitarista ter uma melhor absorção no mercado de trabalho e no Sistema Único de Saúde e assim conseguir, de fato, fazer a diferença na vida das pessoas”, avaliou Barreto.

No final, foram entregues moções de louvor aos profissionais pelos relevantes serviços prestados à saúde pública.

A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital. 

A cobertura fotográfica pode ser acessada no Banco de Imagens da Agência CLDF. 

Fonte: Agência CLDF

Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões após governos Trump e Biden

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A dívida total dos EUA ultrapassou os US$ 40 trilhões pela primeira vez, informou o Departamento do Tesouro nesta quarta-feira (20), gerando novos alertas de que uma crise fiscal está se formando, à medida que os custos crescentes dos programas de proteção social e os pagamentos de juros superam em muito as receitas, prejudicadas pelos cortes de impostos.

O último balanço diário de caixa e dívida do Tesouro mostrou que a dívida pública total em circulação era de US$ 40,047 trilhões na terça-feira, valor que inclui títulos do Tesouro detidos pelo público, no montante de US$ 32,266 trilhões, e dívida intragovernamental, no valor de US$7,782 trilhões.

A dívida do governo federal mais que dobrou em menos de uma década, partindo de US$ 19,95 trilhões quando o presidente Donald Trump tomou posse pela primeira vez, em janeiro de 2017.

Aproximadamente um terço desse aumento ocorreu durante dois anos de endividamento frenético do governo para financiar as respostas à pandemia da Covid-19 empreendidas por Trump e pelo ex-presidente Joe Biden, enquanto as escolhas de política fiscal de ambos os presidentes, combinadas com desequilíbrios de longa data entre receitas e gastos, foram responsáveis pelo restante.

Grupos de fiscalização orçamentária vêm prevendo a ultrapassagem desse limite há semanas e emitiram alertas severos de que uma crise de dívida em grande escala poderia eclodir, a menos que os parlamentares enfrentem um panorama fiscal insustentável e aumentem os impostos, cortem gastos ou ambos.

“A dívida de US$ 40 trilhões não existe apenas nos livros contábeis do governo; ela se faz sentir em toda a economia e, de uma forma ou de outra, chega ao bolso das pessoas”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, uma organização apartidária.

“Quanto mais contraímos dívidas, mais agravamos a inflação, prejudicamos outras prioridades no orçamento e nos tornamos vulneráveis a emergências internas e turbulências no exterior”, disse MacGuineas em um comunicado, logo após a divulgação dos dados do Tesouro.

Ela observou que o valor de US$ 40 trilhões foi atingido menos de cinco meses depois que a dívida chegou a US$39 trilhões e quadruplicou em menos de 20 anos, considerando que levou até 1981 para atingir US$ 1 trilhão pela primeira vez. “É impressionante como o declínio fiscal de uma potência global pode se tornar previsível”, acrescentou MacGuineas.

Os credores globais dos EUA podem já estar ficando cautelosos.

Dias após um leilão de US$ 25 bilhões em títulos do Tesouro de 30 anos ter sido realizado com o maior rendimento desde 2021, os rendimentos dos chamados títulos de longo prazo atingiram na terça-feira seus níveis mais altos em quase duas décadas, à medida que os investidores exigiram maior remuneração diante da forte emissão de títulos do governo dos EUA.

Nesta quarta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tomou uma medida ousada para conter os rendimentos dos títulos de longo prazo, anunciando a duplicação do volume de recompra de títulos do Tesouro de 10 a 30 anos para pelo menos US$4 bilhões por operação.

O prêmio de prazo dos títulos do Tesouro de 10 anos — uma medida de quanto do rendimento total do título é atribuído ao risco percebido de mantê-los por uma década — subiu nesta semana para o maior nível em mais de uma dúzia de anos.

Em meio a tudo isso, a demanda por títulos da dívida dos EUA por parte de investidores estrangeiros — que detêm quase um terço de todos os títulos do Tesouro — vem diminuindo ao longo do último ano, deixando mais títulos à disposição de compradores mais sensíveis aos preços, o que pode agravar a volatilidade do mercado, escreveu na terça-feira John Canavan, analista-chefe de mercados financeiros do grupo de Serviços Macroeconômicos e de Investidores da Oxford Economics.

Gastos​ com pandemia e muito mais 

O Tesouro divulgou na semana passada o quarto maior déficit mensal da história dos EUA — US$ 432 bilhões em julho —, à medida que os reembolsos de tarifas tornaram as receitas alfandegárias negativas pelo terceiro mês consecutivo e os gastos com benefícios da Previdência Social e do Medicare para idosos continuaram a crescer.

O déficit dos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026 já ultrapassou o déficit total de todo o ano fiscal de 2025, faltando ainda dois meses para o fim do ano fiscal atual.

Trump tem ignorado em grande parte o número cada vez menor de defensores da austeridade fiscal em seu Partido Republicano, defendendo gastos elevados ao longo de seus dois mandatos.

A dívida pública aumentou em US$ 7,8 trilhões durante o primeiro mandato de Trump, com mais da metade desse montante acumulada durante a resposta à pandemia nos últimos nove meses de seu mandato.

Desde que Trump assumiu o cargo pela segunda vez, em janeiro de 2025, o endividamento dos EUA aumentou em US$ 3,8 trilhões, totalizando um crescimento de US$ 11,6 trilhões em seus dois mandatos até o momento.

A dívida pública aumentou em US$ 8,4 trilhões durante o mandato de Biden, também marcado por gastos elevados com a recuperação da covid-19, mas impulsionado igualmente por despesas de grande porte com investimentos em infraestrutura, subsídios para energia limpa e outras prioridades defendidas pelo Partido Democrata.

O Comitê para um Orçamento Federal Responsável estima que as escolhas políticas de Trump e Biden tenham elevado a trajetória da dívida federal além do que teria sido acumulado de acordo com as leis de gastos vigentes quando cada um deles assumiu o cargo.

Por exemplo, o pacote legislativo histórico do segundo mandato de Trump — a Lei “One Big Beautiful Bill” — acrescentará mais US$ 4,7 trilhões à dívida, de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso, órgão não partidário responsável pela contabilidade dos parlamentares federais.

Trump caracterizou seu segundo mandato como focado na redução de custos, marcado por cortes iniciais de empregos em órgãos federais ordenados pelo Departamento de Eficiência Governamental. Mas grande parte de suas reduções de gastos teve como alvo os chamados programas “discricionários”, a menor parcela do orçamento federal.

Os EUA gastam cerca de US$ 7 trilhões anualmente, e 60% desse montante é destinado aos chamados programas “obrigatórios”, incluindo pagamentos para a Previdência Social, o Medicare, o Medicaid e os cuidados aos veteranos, que geralmente aumentam para acompanhar o custo de vida.

O valor de US$ 1,1 trilhão é destinado ao pagamento dos juros da dívida dos EUA, cujo custo aumenta à medida que a dívida se acumula e as taxas de juros sobem.

O orçamento do ano fiscal de 2025 marcou a primeira vez que os custos do serviço da dívida ultrapassaram o financiamento do Pentágono. Nos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026, os custos com juros superaram os gastos com assistência médica do Medicare, tornando-se o segundo maior item do orçamento federal, atrás apenas do sistema de aposentadoria da Seguridade Social.

Os EUA estão gastando mais com aposentadorias e assistência médica da geração “baby boom“, pressionando os fundos da Seguridade Social e do Medicare, enquanto as receitas de impostos sobre salários e renda continuam insuficientes para cobrir as despesas federais.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Oxfam Brasil: concentração de riqueza amplia desigualdade política

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A desigualdade de renda no Brasil é ampliada pela presença proporcionalmente maior de ricos na política. Uma vez no poder, aqueles que acumulam riqueza tendem a criar leis e regulações que não favoreçam a distribuição de recursos.

A conclusão é do relatório Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: Poder, Privilégio e a Captura da Democracia, publicado nesta quarta-feira (19) pela Oxfam Brasil.

A concentração econômica sufoca a democracia ao conferir às elites o poder de veto sobre políticas públicas, além de influenciar eleições.

O estudo analisa a situação dos que dispõem de recursos para influenciar e definir as agendas públicas que disputam a destinação dos recursos comuns.

“Ao examinar a concentração no topo da distribuição, busca-se compreender como determinadas frações sociais monopolizam recursos econômicos, jurídicos e simbólicos que lhes permitem preservar posições de comando”, diz o relatório publicado na quarta-feira (19)

No caso brasileiro, a engrenagem conta com uma formação histórica marcada pelo legado da escravidão, pela concentração fundiária e a capacidade secular das classes dominantes de reorganizar seus privilégios em diferentes ciclos de modernização, segundo os pesquisadores.

A investigação das dinâmicas de formação de riqueza e sua relação com o poder político mostra o impacto no sistema eleitoral, que sofre para se manter igualitário, mas falha na tentativa, uma vez que a desigualdade vai além das disparidades monetárias comuns e se consolida como um projeto de poder.

Fenômeno

O fenômeno ocorre em todo o mundo. O estudo Resistindo ao Domínio dos Ricos, por exemplo, publicado pela Oxfam internacional, revelou que a riqueza dos bilionários cresceu US$ 2,5 trilhões no ano passado, chegando ao recorde histórico de US$ 18,3 trilhões.

O acúmulo ameaça as liberdades civis, pois indivíduos super-ricos têm uma probabilidade 4.000 vezes maior de ocupar cargos políticos do que cidadãos comuns, segundo o relatório.

Estudo semelhante – o World Inequality Report 2026 – mostrou que os 10% mais ricos da população mundial ganham mais do que os outros 90% da população, ao passo que a metade mais pobre da população global detém menos de 10% da renda gerada.

O Global Wealth Report 2026, estudo elaborado pelo banco suíço UBS, posiciona o Brasil na quarta posição mundial em desigualdade patrimonial, e informa que o país encerrou o ano de 2025 com cerca de 386 mil milionários (em dólar). O relatório, referência também para a Oxfam, aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira permanece na base da pirâmide, com patrimônio médio de até R$ 51 mil.

O estudo do banco suíço reconhece avanços recentes, com a saída de quase 9 milhões de pessoas da linha da pobreza, mas conclui que o país progrediu pouco no combate à dinâmica de desigualdade. Essa persistência seria mantida principalmente pela estrutura tributária, “que penaliza mais a base do que o topo”, e é mantida por uma dupla blindagem, ideológica e jurídica.

Na visão dos pesquisadores, as corporações de alta tecnologia acentuam o cenário, ampliando alcance, dispersão e profundidade do impacto em campos tradicionais.

Big techs e bets aproveitam a falta de regulamentação para maximizarem ganhos em mercados que estão em constante reorganização. “Longe de operar como meras plataformas de entretenimento ou tecnologia, essas corporações hoje funcionam como potentes engrenagens de extração econômica e controle social”, conclui o estudo. 

Limitação

A Oxfam critica ainda a limitação das políticas de transferência de renda. Embora necessárias no curto prazo, uma sociedade pode, simultaneamente, transferir recursos aos mais vulneráveis e preservar intactos os mecanismos fiscais que protegem e multiplicam os patrimônios dos super-ricos, segundo a organização.

“Sem enfrentar as dimensões patrimoniais, tributárias, raciais, territoriais e de gênero da desigualdade, a melhora dos indicadores médios tende a permanecer limitada e vulnerável.”

Poderes oligarquizados

Quem de fato decide sobre essas políticas é um grupo relativamente restrito de pessoas, a direção das burocracias estatais. A investigação da Oxfam encontrou um perfil para a ocupação dos cargos decisórios no país, na verdade, “velho conhecido de todos: branco, masculino e rico”. E isso não se resume apenas ao espaço eleitoral, onde o dinheiro tem desequilibrado as disputas.

O fato também ocorre em áreas técnicas, como o Judiciário e os postos decisórios do Executivo, que respondem a uma lógica semelhante, embora com mecanismos de origem ligeiramente diferentes.

“A captura institucional da nossa soberania afeta de maneira desproporcional as populações historicamente vulnerabilizadas. Mulheres negras, povos indígenas, comunidades quilombolas e moradores das periferias urbanas são severamente taxados no consumo essencial para financiar o Estado, enquanto assistem à parlamentarização nebulosa dos recursos públicos”, diz o estudo.

Sobre o papel do Congresso Nacional, o relatório aponta “relação de nossa democracia com elites locais, no flagrante monopólio demográfico e econômico.” 

A partir de dados do TSE, os pesquisadores informaram que nas eleições de 2024 apenas 13,2% dos municípios brasileiros elegeram prefeitas. Nas capitais, de 26 pleitos somente dois foram vencidos por mulheres. Considerando as últimas eleições nacionais de 2022, na Câmara dos Deputados, de 513 eleitos, 82,3% eram homens e apenas 17,7% mulheres.

No Senado Federal a disparidade foi ainda mais acentuada: 23 homens eleitos nas últimas eleições e apenas 4 mulheres. Considerando o perfil do Senado como um todo, ele é composto por 16 senadoras em exercício (menos de 20% do total) e 65 senadores homens, totalizando 81 parlamentares (80%).

A disparidade de patrimônio também é bastante importante para se entender o Legislativo. Os dados destacados pela Oxfam mostram que os homens eleitos deputados federais possuíam um patrimônio médio significativamente superior ao das mulheres eleitas, e o mesmo perfil se aplica aos demais grupos. 

No pleito de 2022, quase 45% dos eleitos tinham patrimônio superior a R$ 1 milhão, revelando clara concentração de milionários no grupo de homens.

No grupo de concorrentes ao Senado, dos 207 candidatos e candidatas, 15 (apenas 7% do total) declararam patrimônio de até R$ 100 mil e nenhum deles foi eleito. Já no grupo de 93 pessoas candidatas (45% do total) que declararam bens somando entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão, 12 foram eleitos.

Por fim, entre os declarantes de patrimônio de acima de R$ 1 milhão, 15 foram eleitos, de um conjunto de 79 pessoas. “Embora o total de candidatos e candidatas com patrimônio milionário representasse 38% do total de concorrentes, eles representaram 55% dos eleitos para as 27 vagas disponíveis”, destacaram os pesquisadores.

“Ao acrescentar dados de montantes de financiamento de campanha, fica explícito que o processo eleitoral atual funciona como uma engrenagem de triagem socioeconômica, onde o patrimônio acumulado na esfera privada se converte em condições muito superiores de acesso aos mandatos públicos.”

O critério racial é ainda mais acentuado, apontam os pesquisadores. As dimensões de raça e gênero não se perpetuam apenas por imitação das desigualdades de empresas e outras instituições, mas pelo que os pesquisadores resumem como uma hierarquização velada da política institucional.

Em resumo, quem distribui os recursos de campanha – hoje as lideranças partidárias – mantém nos mesmos grupos os que tinham vantagens de financiamento antes do fundo partidário, e a “cara” dos políticos muda pouco.

Poder político não se limita ao eleitoral

O limite participativo não se resume aos cargos eletivos. Também se reflete no acesso aos cargos dos outros poderes, como já apontado, e ainda mais nas instâncias de colegiados técnicos, como conselhos e cargos de orientação, indicados por associações civis.

A presença de executivos e conselheiros em múltiplas organizações favorece a difusão de concepções comuns, a coordenação de interesses e a formação de redes de confiança, já que essa presença se soma às demais e se torna problemática à medida que a desigualdade econômica se converte em desigualdade extrema de voz, acesso e capacidade de pautar decisões.

“O direito formal de participar não produz igualdade substantiva quando poucos atores conseguem financiar equipes, produzir conhecimento especializado, influenciar partidos, acessar meios de comunicação e sustentar interlocução permanente com agentes públicos”, diz o estudo.

Desigualdade como escolha

Embora não seja uma relação simples ou uma decisão direta, a constituição das desigualdades é um conjunto de escolhas políticas que podem ser reduzidas ou revertidas por outras escolhas, segundo a Oxfam Brasil. 

“O problema democrático fundamental está, portanto, na distância entre igualdade formal e desigualdade efetiva de influência. Todos podem, em princípio, dirigir demandas ao poder público, apoiar candidaturas, participar de audiências, produzir argumentos e disputar o debate público.”

Segundo a organização, poucos conseguem manter organizações permanentes, contratar especialistas, financiar produção técnica, circular entre posições públicas e privadas, controlar meios de comunicação, operar estratégias digitais, acessar parlamentares e condicionar decisões por meio do controle de investimentos e recursos estratégicos.

A democracia é enfraquecida quando o poder econômico não apenas participa das decisões públicas, mas estabelece as condições materiais sob as quais os demais grupos conseguem participar, de acordo com o estudo.

As soluções, segundo os pesquisadores, estão em quatro áreas de atuação: a promoção de igualdade e transparência tributária; a defesa da participação política equilibrada e sem contaminação de interesses corporativos sobre os interesses estatais; a busca por representação efetiva da diversidade social do país no Congresso; e o controle social diverso e efetivo dos gastos, ambientes normativos e conselhos.

Os detalhes destas propostas e dos cenários retratados no estudo podem ser consultados na edição integral do relatório, publicada no site da Oxfam Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta quinta-feira

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A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (20) inclui gravações de conteúdos de campanha, entrevistas à imprensa, reuniões com equipes e apoiadores, além de caminhadas e atos de campanha em diferentes cidades. Também estão previstas participação em sabatina jornalística, lançamento de livro e plenária de mulheres.

Os presidenciáveis ainda devem participar de encontros com representantes de entidades sindicais, empreendedores e lojistas, comícios e atos políticos, além de atividades de campanha em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Natal (RN) e São João del-Rei (MG). 

Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (20):

Augusto Cury (Avante)
Passa o dia em São Paulo (SP), onde realiza reuniões internas com a equipe e grava conteúdos de campanha.  

Clariana Barão (DC)
Concede entrevistas para a TV Cidade Verde Cuiabá – Canal 12 e para a TV Mato Grosso.

Edmilson Costa (PCB)
Participa do lançamento do livro Fidel Agora e Sempre, na Livraria Expressão Popular, em São Paulo. 

Flávio Bolsonaro (PL)
Participa de agendas em São Paulo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Pela manhã, visita o Armazém Solidário, o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e o Clube da Comunidade Waldemar Moreno. À noite, realiza live com transmissão pelo canal oficial. 

Hertz Dias (PSTU)
Passa o dia em São João del-Rei (MG), onde participa de entrevistas na imprensa local, de reunião com representantes de entidades sindicais e de reunião com apoiadores no Sindicato dos Metalúrgicos da cidade e região.  

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Participa de ato de campanha em Natal (RN), às 17h, no estacionamento da Arena das Dunas, bairro Lagoa Nova. 

Pablo Marçal (PRTB)
Concede entrevistas para TV Atalaia, Metrop News, TV Band (GO), Chupim Metropolitana FM e Podcast Irmãos Dias.

Renan Santos (Missão)
Participa de ato no Canal da favela do Mundaú, em Maceió (AL). À noite, concede coletiva de imprensa e participa de comício no Maceió Mar Hotel. 

Ronaldo Caiado (PSD)
Pela manhã, participa de encontro com empreendedores e lojistas da região do Brás, em São Paulo (SP), com visita pelas lojas do shopping. À noite, participa de sabatina para o Jornal do SBT News e para o Jornal SBT Brasil, em Osasco (SP).

Rui Costa Pimenta (PCO)
Participa de programa no canal do Diário Causa Operária (DCO) e se reúne com a coordenação de campanha. À noite, participa da plenária nacional organizada pelo PCO.  

Samara Martins (UP)
Participa de caminhadas no Centro de Duque de Caxias (RJ) e na Saara, centro do Rio. À noite, comparece à plenária de Mulheres na Ocupação Almerinda Gama. 

Wilson Grassi (Democrata)
Participa de reunião com equipe do Partido Democrata.

O candidato Romeu Zema (Novo) não divulgou compromissos públicos oficiais até o momento desta publicação.

Fonte: Agência Brasil