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Lula vai ao Paraguai participar da 68ª Cúpula do Mercosul

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (30) da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em Assunção, no Paraguai.

O encontro vai reunir líderes de países-membros e associados do bloco com o objetivo de discutir medidas para aprofundar a integração regional e fortalecer o comércio, a agenda social e o desenvolvimento.

Em nota, o Palácio do Planalto destacou que o Mercosul reúne 73% do território sul-americano, cerca de 65% da população da região e responde por aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul.

Dados da presidência mostram que, em 2025, as exportações brasileiras para países do bloco alcançaram quase US$ 26 bilhões, o equivalente a 7,5% do total.

“O comércio do Mercosul com o restante do mundo somou US$ 757 bilhões. No primeiro quadrimestre de 2026, a corrente extrazona chegou a US$ 247,3 bilhões, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025”, destacou a nota.

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Entre os avanços previstos pelo governo brasileiro para a cúpula está a assinatura do acordo que vai permitir o reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para ingresso nos países do Mercosul e Estados associados.

Também será firmado um protocolo de reconhecimento mútuo de meios de identificação e autenticação eletrônica, aproximando sistemas digitais como o Gov.br de mecanismos adotados pelos demais países do bloco.

São Estados-membros do Mercosul a Argentina, a Bolívia (em processo de adesão), o Brasil, Paraguai, Uruguai e a Venezuela (suspensa). São Estados associados o Chile, a Colômbia, o Equador, a Guiana, o Panamá, Peru e Suriname.

Na área de segurança, o Brasil vai apresentar proposta de pacto regional de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

“A iniciativa se soma aos esforços já em andamento para implementação da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada prioritária para os países da região”, informou o palácio.

Outro destaque da reunião será o anúncio do aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), instrumento criado para reduzir desigualdades entre países do bloco por meio do financiamento de obras de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais.

Fonte: Agência Brasil

Boulos critica lobbies contra o fim da escala 6 por 1 e o Move Brasil

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou a atuação de grandes grupos econômicos em duas frentes: no Senado, onde dificultam a tramitação da proposta que acaba com a jornada 6 por 1, e no sistema financeiro, com bancos criando obstáculos à implementação do programa Move Brasil.

O Move Brasil Aplicativos é um programa do governo federal voltado a facilitar a compra de veículos por taxistas e motoristas de aplicativos. Segundo o ministro, grupos empresariais têm travado medidas voltadas aos trabalhadores e à ampliação de oportunidades para a população de baixa renda.

As declarações foram feitas durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Boulos afirmou que os bancos estão rejeitando a maior parte dos pedidos de financiamento de veículos, tanto de taxistas como de motoristas de aplicativos, sem a apresentação de justificativas razoáveis.

“Estamos tendo três tipos de problemas principais na implementação do Move Brasil. O primeiro problema é que a maioria dos que entram com pedido de crédito têm tido o seu cadastro rejeitado, mesmo tendo o nome limpo”, disse o ministro.

Segundo ele, os bancos têm usado termos como “score, rating e taxa de risco” para não conceder crédito, o que, na avaliação do ministro, não faz sentido, uma vez que esses empréstimos têm, no governo, um fundo garantidor.

“Isso é inadmissível, porque a diferença do Move Brasil para uma linha de crédito normal de um banco é que o governo está entrando com o fundo garantidor. Se a pessoa tem nome limpo, o governo está entrando com o fundo garantidor, e esse crédito tem que ser aprovado”, acrescentou.

Taxas

O segundo problema apontado por Guilherme Boulos é a cobrança de taxas pelos bancos para dar acesso às linhas especiais de crédito. 

“Novamente os bancos desrespeitam. Começaram a cobrar entrada quando, na verdade, ninguém é obrigado a pagar a entrada. Se uma instituição bancária cobrar isso, motorista, não aceite. Procure outra instituição”, alertou.

O terceiro problema citado pelo ministro está relacionado a um link automático que deveria ligar os bancos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição que operacionaliza a linha de crédito de R$ 30 bilhões para o Move Brasil.

Mesmo assim, quem teve o crédito aprovado não está conseguindo concluir a contratação, pela falta de conexão entre as instituições, denuncia o ministro.

Boulos anunciou que o governo já está trabalhando para corrigir esses problemas. 

“Vamos chamar os bancos para botar a coisa no devido lugar. Especialmente os bancos privados, que é onde têm se concentrado boa parte dos problemas”, afirmou.

Escala 6 por 1

O outro grande grupo econômico citado por Boulos atua no Senado, ajudado por seu presidente, Davi Alcolumbre, em uma movimentação contrária à aprovação da proposta que acaba com a jornada 6 por 1.

“Não tem justificativa para um mês uma pauta que interessa o povo brasileiro, uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira, está parada numa gaveta. Ao que parece, por interesses menores”, avalia.

“Nós estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas. Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família. Não foi por acaso que essa pauta ganhou força. Ela significa um grito de liberdade para o trabalhador brasileiro”, acrescentou.

Segundo Boulos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, “está errando feio”. 

“Mais do que isso, ele está brincando com fogo. Você vê que tem uma atuação dos setores empresariais, das grandes associações empresariais, de maneira descarada para atacar o fim da escala 6 por 1”, afirmou.

De acordo com o ministro, essas entidades estariam praticando “terrorismo patronal”, ao dizer que, reduzindo a jornada, haveria aumento de preços ou que a economia não aguentaria o impacto.

“Gente, isso não cola mais. Isso não cola para ninguém. Temos estudos demonstrando que o fim da escala 6 por 1 tem efeitos [positivos] no varejo, comércio, serviços, como foi com os aumentos reais do salário mínimo”, argumentou.

Fonte: Agência Brasil

Redes sociais causam polarização e isolamento político em jovens

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Um estudo entre jovens brasileiros com idade de 21 a 34 anos mostrou que a intermediação das redes sociais na forma como a juventude se relaciona com a política tem causado profundas transformações. Isolamento, personificação e polarização são alguns dos efeitos colaterais dessa interferência.

A pesquisa qualitativa ouviu 24 jovens, em 2022, que vivem em metrópoles brasileiras de várias regiões, tanto de capitais quanto do interior sobre temas relacionados à política, polarização e redes sociais. O grupo representa uma amostra da faixa etária onde estão 29% dos eleitores no país.

Segundo a pesquisadora Catharina Vale, da Universidade Católica Portuguesa, o estudo constatou que essa faixa etária demonstra desconhecer a vivência política sem intermediação das redes sociais. Por essa razão, estão mais suscetíveis às mudanças provocadas por esse tipo de mídia.

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Curadoria

Um dos principais efeitos colaterais é uma seleção deliberada do conteúdo político de forma individualizada e personalizada. “Foi nessa observação que eu proponho o conceito que eu chamo de curadoria do eu. Que é essa prática desses usuários justamente para promover uma proteção”.

De acordo com a pesquisadora, a “curadoria do eu” é uma consequência da ansiedade e do cansaço gerado por um tipo de meio de comunicação pensado para relações comerciais, embora seja ofertado como uma mídia social.

“Nos depoimentos ouvi falas muito marcantes que demonstram esse cansaço, como ‘brigar cansa’ ou ‘eu não queria enlouquecer’”, diz Catharina.

O mecanismo de proteção também apareceu frequentemente nas declarações dadas pelos jovens. “São falas que reconhecem essa prática de cancelar, ou de ter consciência de que vive em uma bolha e é feliz assim. Como por exemplo: ‘esse tipo de conteúdo não chega pra mim’, ‘eu faço curadoria e sei que meu algoritmo também faz’”, destaca.

Na avaliação de Catharina, a “curadoria do eu” empobrece o debate entre esse público e afeta a coletividade e a democracia. 

“Isso nos isola enquanto indivíduo e individualmente a gente vai encontrando essa massa mais homogênea. Menos espaço para debate, com menos espaço para discussão e para ser diferente. E é nesse cenário que a política vai sendo construída”, afirmou a pesquisadora.

Essa homogeneização acaba tendendo aos extremos e gerando polarização. Nesses grandes grupos, cada jovem age individualmente, personalizando suas relações políticas.

“Eu não me importo de qual partido vem o meu candidato a vereador, o meu candidato à presidência, não importa quem é essa pessoa, qual é a trajetória dela. O que acaba sendo valorizado são as práticas das redes sociais, aquelas que privilegiam o contato aparentemente direto de pessoa para pessoa”, explica Catharina.

Mudança

De acordo com Catharina Valle, toda essa transformação pode ser observada a partir das Jornadas de Junho, uma série de mobilizações em massa ocorridas simultaneamente em centenas de cidades brasileiras, em 2013.

As manifestações coincidem com o surgimento das redes sociais e o início do acesso do público jovem a esse tipo de mídia. “Quando a gente chega na web 2.0, que começa a possibilitar rede social, dados, microdados, essa troca, atuação de algoritmo, é quando essa relação da mídia com a política começa a ganhar outro corpo, começa a ter outra forma. E a partir de 2013 é quando a gente percebe isso no Brasil de forma mais evidente”, afirma a pesquisadora.

Para Catharina, essas transformações foram intensificadas a cada ano e produziram efeitos nas eleições seguintes, podendo, inclusive, resultar em uma grande transformação na forma de fazer política no Brasil.

“Tem um potencial de transformar, mas principalmente de transformar a política pelas próximas décadas, porque é esse novo fazer político que vai acompanhar o Brasil pelas próximas 20, 30, 40, 50 décadas à frente da gente”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

Trabalhadores denunciam riscos em obras de hospital municipal de SP

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Trabalhadores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), na capital paulista, denunciam falta de segurança e riscos à saúde de pacientes e empregados por obrar feitas “sem as proteções necessárias”.

Entre as situações denunciadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) está o isolamento de áreas críticas apenas por plástico preto e fita crepe.

Segundo o sindicato, a segurança e o gerenciamento de riscos ocupacionais não estão sendo considerados em nove intervenções feitas nas instalações do hospital.

“Há meses, o hospital é um canteiro de obras, sem que se tenha estabelecido um diálogo com os trabalhadores, uma pactuação de cronograma ou mesmo ajustes nos fluxos assistenciais à revelia das normas internas do próprio hospital”, divulgou o sindicato, em nota.

Planejamento

A entidade ressalta que qualquer intervenção na infraestrutura em serviços de saúde exige planejamento rigoroso para não interferir no processo de trabalho nem prejudicar o atendimento. “A obra iniciada no meio do centro cirúrgico está delimitada apenas por plásticos pretos presos com fita crepe, dois meses após a primeira denúncia”, relatou o Sindsep.

A secretária de Trabalhadores da Saúde do Sindsep, Flávia Anunciação, destacou que a representação dos trabalhadores não é contrária à reforma do hospital, mas sim à maneira como ela está sendo feita.

“Qualquer outro empreendimento que tocasse as obras do jeito que o Hospital do Servidor está fazendo, qualquer hospital do setor privado, estaria fechado”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

“Em hospital privado, quando você olha o plano de contingência para obras, você vê o deslocamento de um setor para um determinado espaço, então você reforma e só depois retorna [para o espaço original]”, disse. “A gente também questiona fazer isso tudo de uma vez só, sem um plano de contingência muito bem estruturado.”

Contaminação

Um dos riscos apontados éo  de contaminação pelo resíduo gerado na obra, um pó fino que pode causar problemas respiratórios e maior risco de infecção. “O próprio instrumental do hospital prevê o uso de drywall dependendo do setor. Se precisar fazer corte de peças de cerâmica pode ser usada uma makita [serra elétrica] que solte água, para reduzir o pó produzido no local. Mas o  que tem é plástico, madeirite e fita crepe”, relatou Flávia.

O sindicato avalia que a situação é extremamente grave, já que – sem as barreiras adequadas e sem organização conforme a agenda de procedimentos – a obra pode contaminar o ambiente hospitalar, as superfícies e os materiais estéreis.

Poeira e fungo

A denúncia do Sindsep detalha que a poeira no ambiente hospitalar pode carregar o Aspergillus, um gênero de fungo muito comum no ambiente, cujos esporos podem causar infecções respiratórias graves, conhecidas como aspergilose. Segundo informações do Ministério da Saúde, o ambiente hospitalar está relacionado com a transmissão da aspergilose nos indivíduos imunocomprometidos, podendo causar inclusive o óbito.

“A transmissão ocorre pela inalação de esporos do fungo presentes no sistema de ventilação contaminado, uso de chuveiros, contato direto com roupas ou objetos contaminados e ar contaminado por obras ou reformas no ambiente hospitalar”, diz material informativo no site da pasta.

As reclamações incluem ainda ruído excessivo. “Não tem nenhuma contenção para ruído. [Tem] ruído em áreas onde os pacientes estão internados, em enfermaria. Tem fotos em que a obra está acontecendo e no fundo está a pediatria e a UTI pediátrica. E os trabalhadores reclamando: tem pó, tem ruído, o pó chega aqui. Você imagina alguém dentro de uma UTI e a poeira, o risco é de contaminação”, disse Flávia.

Situações reincidentes

Em abril, o Sindsep já havia divulgado imagens denunciando tais situações na obra do Hospital do Servidor. Na ocasião, foi registrado um grande vazamento de água descendo pelo teto de um dos andares e pelos elevadores.

“O terceiro andar alagado, trabalhadores da reforma sem saber o que fazer, pacientes tentando desviar, servidores do andar puxando água com rodos, tirando mobiliário e buscando reduzir danos aos pacientes. Macas sendo transportadas com pacientes no meio da água. Quatro dos sete elevadores paralisados”, denunciou o sindicato na época.

Segundo o sindicato, uma denúncia sobre a situação foi feita ao Centro de Vigilância Sanitária (CVS), ainda em abril. “A RDC 50/2002 orienta como tem que ser feito as reformas dentro das unidades de saúde. Muito me entristece que a gestão que está sendo feita abdique da principal coisa: o cuidado com a segurança de quem não tem alternativa a não ser recorrer ao hospital do servidor”, lamentou Flávia.

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 50/2002 é uma norma técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelece os requisitos obrigatórios para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) do país. Em salas de cirurgia, por exemplo, seria necessária uma barreira hermética, de acordo com a Norma Brasileira Regulamentadora (NBR- 7256, da ABNT), citada na resolução da Anvisa.

O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo informou, em nota, que a inspeção feita no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) identificou que as obras em andamento na unidade ocorrem em áreas de circulação interna.

“Durante a vistoria, foram observadas medidas de controle para mitigação de riscos já adotadas pela instituição. Também foram feitas novas recomendações para o reforço das ações de controle de poeira, isolamento das áreas em obras, sinalização de segurança, limpeza e gerenciamento de riscos, com o objetivo de garantir a segurança de pacientes, profissionais e demais usuários”, diz a nota.

Além disso, a vigilância sanitária recomenda o acompanhamento das intervenções pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), para monitoramento dos riscos ocupacionais durante a execução das obras.

A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou, em nota, que “o Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) passa atualmente por um amplo conjunto de obras para a modernização de suas antigas instalações, previstas para serem concluídas até o final deste ano”.

“Os serviços são constantemente acompanhados pelas equipes de Engenharia, Segurança do Trabalho e Controle de Infecção Hospitalar do HSPM”, finaliza a nota.

Fonte: Agência Brasil

Eleições 2026: termina prazo para apresentadores deixarem programas

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Apresentadores de televisão e de rádio que pretendem se candidatar às eleições gerais de outubro devem deixar seus programas nesta terça-feira (30). 

O fim do prazo está previsto nas Lei das Eleições e nas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização dos pleitos.

Conforme as normas, é vedado às emissoras de rádio e televisão transmitirem programa apresentado ou comentado por pré-candidato aos cargos que estarão em disputa. 

A proibição pretende impedir que artistas e jornalistas obtenham vantagem na campanha eleitoral. 

O descumprimento pode levar ao indeferimento do registro de candidatura na Justiça Eleitoral e ao pagamento de multa pelas emissoras, além da determinação para retirada do conteúdo do ar. 

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Inaugurações 

No próximo sábado (4 de julho), o calendário eleitoral também estabelece que pré-candidatos estão proibidos de participar de inaugurações de obras públicas. 

A partir da mesma data, fica proibida a contratação de shows artísticos custeados com recursos públicos. 

Eleições

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25, caso seja necessário. 

Fonte: Agência Brasil

CLDF concede Títulos de Cidadão Honorário de Brasília a Celestino Chupel e Jussara de Almeida

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite da última sexta-feira (26), sessão solene para outorga dos Títulos de Cidadão Honorário de Brasília ao defensor público Celestino Chupel e à médica hematologista Jussara de Almeida. A solenidade ocorreu no Plenário da Casa, por iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos).

Nascida em Uberaba (MG), Jussara de Almeida atuou em unidades de saúde do Distrito Federal, como a Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital de Base, o Hospital de Apoio de Brasília e o Hospital Regional da Asa Norte. Atualmente, coordena o Centro Internacional de Treinamento em Hemofilia do Brasil, vinculado à Federação Mundial de Hemofilia, além de integrar órgãos técnicos da área de hematologia e hemoterapia.

Natural de Vacaria (RS), Celestino Chupel ingressou na Defensoria Pública do DF em 2004, onde atuou na coordenação de diferentes núcleos de assistência jurídica, incluindo Defesa da Saúde, Defesa do Consumidor e Infância e Juventude. Desde 2022, exerce o cargo de defensor público-geral do Distrito Federal e, no ano passado, foi nomeado secretário-geral do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege).

Durante a solenidade, o deputado Martins Machado destacou a contribuição dos homenageados para Brasília. O parlamentar afirmou que Jussara se tornou referência na hematologia pelo cuidado dedicado aos pacientes ao longo de décadas e ressaltou que Celestino contribuiu para ampliar o acesso à Justiça por meio do fortalecimento da Defensoria Pública. “Estes títulos são uma forma de que a cidade encontrou de dizer muito obrigado a duas pessoas que escolheram servir, cuidar e fazer a diferença na vida de tantos brasilienses”, declarou.

 

Hematologista Jussara de Almeira (David Calaça/Agência CLDF)

O presidente da Associação dos Voluntários, Pesquisadores e Portadores de Coagulopatias (Ajude-C), Rômulo Marques, destacou a atuação de Celestino na defesa de direitos e afirmou que o defensor “é a personificação do acesso à justiça”. Sobre Jussara, ressaltou a contribuição da médica para a área de hematologia e lembrou que ela foi responsável pelo credenciamento do primeiro centro internacional de treinamento em hemofilia do Brasil, além de iniciativas que ampliaram as possibilidades de tratamento e qualidade de vida dos pacientes.

Trajetórias de sucesso

A deputada federal Érika Kokay (PT/DF) também participou da cerimônia e afirmou que os títulos representam trajetórias construídas pelo compromisso com a sociedade. Segundo ela, Jussara representa o cuidado e o humanismo na medicina, enquanto Celestino simboliza a defesa de direitos e a escuta da população.

Ao receber a homenagem, Jussara de Almeida agradeceu o reconhecimento e dedicou o título aos pacientes que acompanharam sua trajetória profissional. “São eles que me ensinam as lições de vida, eles que são professores”, afirmou. A médica também destacou a parceria com Celestino Chupel no atendimento às demandas dos pacientes.

 

Defensor público-geral do DF, Celestino Chupel (David Calaça/Agência CLDF)

 

Ao final da sessão, Celestino Chupel afirmou que a honraria representa o trabalho coletivo dos defensores públicos do Distrito Federal. O defensor ressaltou que sua atuação sempre contou com o apoio de colegas e colaboradores e afirmou receber o título como uma nova forma de pertencimento à capital. “Hoje eu tenho a honra de poder dizer que eu tenho uma nova cidadania. Além de gaúcho, eu sou candango e tenho muito orgulho”, declarou.

Fonte: Agência CLDF

Marrocos frustra Holanda de Gakpo, o "quase herói" de coração ferido

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A eliminação para o Marrocos, nos 16 avos de final da Copa do Mundo, impediu que a Holanda tivesse como herói um protagonista ferido. Não fisicamente, mas no coração.

Foi de Cody Gakpo o gol que abriu o placar em Monterrey (México). O atacante passa por um dos piores momentos da vida: a recente perda de um filho, que ainda estava em gestação. A emoção tomou conta quando o camisa 11 desabou no gramado ao balançar as redes.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Netherlands v Morocco - Estadio Monterrey, Monterrey, Mexico - June 29, 2026
Netherlands' Cody Gakpo celebrates scoring their first goal REUTERS/Eloisa Sanchez     TPX IMAGES OF THE DAY
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Netherlands v Morocco - Estadio Monterrey, Monterrey, Mexico - June 29, 2026
Netherlands' Cody Gakpo celebrates scoring their first goal REUTERS/Eloisa Sanchez     TPX IMAGES OF THE DAY

Acabou não sendo suficiente. Os Leões do Atlas (apelido da seleção marroquina) empataram na reta final da partida, que terminou em 1 a 1, e sacramentaram a classificação nos pênaltis ao vencer por 3 a 2, nas primeiras horas desta terça-feira (30).

Nas oitavas, Marrocos terá pela frente o Canadá, que eliminou a África do Sul no último domingo (28), ao vencer por 1 a 0 em Los Angeles. O duelo por um lugar nas quartas de final será neste sábado (4), em Houston, também nos Estados Unidos, às 14h (horário de Brasília).

Tragédia, gol e lágrimas

No último sábado (27), Gakpo e a namorada, Noa van der Bij, anunciaram a perda do bebê que o casal esperava. O menino se chamaria Elijah Raphael e seria o segundo filho deles. Em abril de 2024, Noa deu a luz a Samuël Seth.

O técnico da Laranja Mecânica (apelido da seleção holandesa), Ronald Koeman, liberou o jogador da concentração para ele ficar com a mulher. O camisa 11 foi, mas se colocou à disposição para enfrentar Marrocos.

Titular, ele balançou as redes aos 26 minutos da etapa final, aproveitando um contra-ataque puxado pelo também atacante Crysencio Summerville. Emocionado, o jogador do Liverpool (Inglaterra) se ajoelhou, colocou as mãos no rosto e chorou, sendo abraçado por todos os companheiros, inclusive os que estavam no banco. Em seguida, mandou um beijo para os céus, dedicando-o ao filho que morreu.

Empate e brilho de Bono

Aquele teria sido o gol da classificação, não fosse o merecido empate marroquino aos 45 do segundo tempo, em cabeçada de Issa. Diop, às costas do também zagueiro Virgil Van Dijk, após cruzamento pela esquerda de Chemsdine Talbi. O jogo foi para o tempo extra e Gakpo permaneceu em campo até os sete minutos da etapa final da prorrogação. Exausto, ele deu lugar ao também atacante Justin Kluivert.

Nos pênaltis, o meia Neil El Aynaoui acertou o travessão na primeira cobrança de Marrocos, mas justamente Kluivert, no segundo chute holandês, também parou na trave. O zagueiro Jurriën Timber, na quarta tentativa da Laranja Mecânica, bateu para fora. Na sequência, o lateral Achraf Hakimi mandou a bola no poste direito.

Na quinta e última cobrança holandesa, brilhou Yassine Bono. O goleiro dos Leões do Atlas defendeu o chute de Summerville. Coube ao atacante Ismael Saibari converter o pênalti derradeiro e decretar a classificação da seleção africana e a eliminação dos europeus.

Fonte: Agência Brasil

Confira os jogos da Copa do Mundo nesta terça (30); França pega Suécia

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A Copa do Mundo Fifa de 2026 terá nesta terça-feira (30) mais três confrontos válidos pela segunda fase da competição, mais conhecida como mata-mata. 

O dia terá duelos envolvendo a campeã mundial França, que encara a Suécia, às 18h (horário de Brasília), em Nova Jersey; e o anfitrião México, que joga, às 22h, contra o Equador, na Cidade do México. A primeira partida do dia será às 14h, entre Costa do Marfim e Noruega, em Dallas. 

Os vencedores avançam às oitavas de final, enquanto os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

Jogos desta terça-feira, 30 de junho

  • 14h – Costa do Marfim x Noruega (em Dallas)
  • 18h – França x Suécia (em Nova Jersey)
  • 22h – México x Equador (na Cidade do México)

Costa do Marfim x Noruega

A Costa do Marfim é uma das grandes surpresas desta Copa. Fez uma campanha histórica na primeira fase da competição, a ponto de terminá-la com o mesmo número de pontos da líder Alemanha. 

Os 6 pontos da Costa do Marfim foram obtidos nas vitórias contra o Equador e Curaçao, por 1 a 0 e 2 a 0, respectivamente. 

Na partida contra a Alemanha, e equipe africana surpreendeu novamente, abrindo o placar ainda no primeiro tempo. Os alemães ficaram atrás no placar até por volta dos 25 minutos do segundo tempo, e só conseguiram virar o placar já nos descontos. 

A partida terminou com o placar de 2 a 1, favorável aos alemães. 

Os noruegueses venceram, na fase de grupos, o Iraque (4 a 1) e Senegal (3 a 2). Para a partida contra a França, montaram um time misto, deixando alguns de seus principais jogadores no banco de reservas. O resultado foi uma derrota de goleada pelo placar de 4 a 1. 

Com um ataque produtivo na fase de grupos, a Noruega costuma apresentar uma movimentação constante, exercendo pressão na saída de bola de seus adversários. 

A expectativa é de que busque impor o ritmo de jogo desde o início contra a Costa do Martim. A estratégia, no entanto, pode se alterar diante do futebol eficiente que vem sendo apresentado por Costa do Marfim. 

Com isso, espera-se um jogo equilibrado, com as duas equipes fazendo pressão contra a defesa adversária, de forma a forçar erros nas saídas de bola. 

França x Suécia

Um dos principais jogos do dia envolve a atual vice-campeã do mundo França, que terminou a fase de grupos com 100% de aproveitamento. Foram 9 pontos, obtidos nas três vitórias, contra Senegal (3 a 1), Iraque (3 a 0) e Noruega (4 a 1). 

Dessa forma, a equipe francesa confirmou o futebol consistente que era esperado, marcando dez gols em três partidas.

Seu ataque tem demonstrado grande poder de definição a partir tanto de jogadas individuais como coletivas. Os franceses têm mostrado controle de jogo e eficiência na hora de transformar superioridade em resultado. 

A Suécia, por sua vez, apresentou irregularidade durante a fase de grupos. Começou a todo vapor, com uma vitória por 5 a 1 sobre a Tunísia. Na segunda rodada, sofreu derrota pelo mesmo placar, para a Holanda. Terminou a primeira fase com um empate diante do Japão, em 1 a 1.

Essas oscilações fazem com que a Suécia inicie a fase mata-mata com preocupações relacionadas à instabilidade de seu futebol, que apresentou momentos de grande produção ofensiva e dificuldades na defesa. 

O duelo tende a apresentar uma França com maior iniciativa ofensiva contra um adversário que deve priorizar seu sistema defensivo, buscando surpreender com transições rápidas para o ataque.

México x Equador

No encerramento da rodada, o anfitrião México entra em campo diante do Equador, time que vem embalado após derrotar a forte seleção alemã, por 2 a 1, na terceira rodada da fase de grupos. 

Com uma campanha sólida que resultou em três vitórias, diante da África do Sul (2 a 0), Coréia do Sul (1 a 0) e República Tcheca (3 a 0), o México apresentou, além de eficiência ofensiva, organização defensiva: marcou gols em todas partidas e não sofreu nenhum gol até o momento. 

A equipe tem conseguido controlar os jogos, cedendo poucos espaços aos adversários. Nesta Copa, tem demonstrado maturidade e administrado bem as vantagens conquistadas. 

O Equador conquistou a classificação em um grupo equilibrado, que contou com Alemanha e a surpreendente Costa do Marfim. 

A campanha da equipe sul-americana foi difícil na primeira fase. Começou perdendo por 1 a 0 para a Costa do Marfim e, na sequência, empatou em 0 a 0 com Curaçao. 

Desacreditada, apesar da boa campanha durante as eliminatórias da Copa do Mundo, parece ter encontrado seu futebol durante a terceira rodada, quando venceu os alemães – o que rendeu à equipe classificação para a segunda fase. 

Em termos gerais, o Equador teve, no início, dificuldades para transformar volume de jogo em gols.  No entanto, mostrou capacidade reativa e, principalmente no decisivo jogo diante da Alemanha, conseguiu demonstrar o equilíbrio defensivo que se esperava da equipe. 

Fonte: Agência Brasil

Nova lei redefine área do Polo de Cinema e viabiliza regularização fundiária no DF

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Revisão do tamanho da área do Polo de Cinema em Sobradinho permitirá regularização da comunidade rural e, ao mesmo tempo, uso para fins audiovisuais

Já está em vigor lei que trata da destinação de área para o Polo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal. A norma (LC nº 1.069/2026) foi aprovada pelo plenário da Câmara Legislativa do em abril deste ano e passou a integrar o ordenamento jurídico, alterando a organização territorial da iniciativa e abrindo caminho para a regularização de ocupações na região de Sobradinho.

De autoria conjunta do deputado Wellington Luiz (MDB) e do Poder Executivo, a norma destina uma área de 16 hectares da Fazenda Sobradinho Mogi, pertencente à Terracap, para a implantação do Polo de Cinema e Vídeo do DF. A lei também revoga integralmente a Lei Complementar nº 633/2002, que previa a destinação de uma área de cerca de 400 hectares para o mesmo fim.

A área originalmente destinada ao polo em 2002 foi ocupada por famílias vinculadas ao Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (PRAT) e nunca chegou a ser utilizada efetivamente como polo de cinema. A gleba compõe atualmente o chamado Assentamento José Wilker.

A redefinição da área, agora em menor extensão (16 hectares), vai permitir a continuidade do processo de regularização da comunidade rural e, ao mesmo tempo, a efetivação de seu uso para fins audiovisuais.

 

Presidente da CLDF, Wellington Luiz, autor do Projeto de lei (Carlos Gandra / Agência CLDF)

 

Em seu projeto, Wellington Luiz justificou a modificação da área destinada ao polo de cinema. “Não se sustenta mais o comando legal de se destinar um total de 400 hectares para a instalação desse complexo de cinema na referida área, impedindo o avanço da política de regularização fundiária no local, a efetiva segurança jurídica e o uso ambientalmente sustentável da terra”, destacou.

No mesmo sentido, o Executivo argumenta que a medida contribui para a garantia dos direitos dos ocupantes. “A nova lei vai viabilizar a continuidade do processo de regularização fundiária em curso”, destaca o projeto do Buriti.

Com a revisão da destinação territorial, a maior parte da área deixa de estar vinculada ao projeto audiovisual, permitindo o avanço de políticas públicas de regularização fundiária para a comunidade instalada no local.

Fonte: Agência CLDF

Homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+ ressalta avanços na representatividade e novos desafios

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Em homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+, a Câmara Legislativa promoveu sessão solene nesta sexta-feira (26) sob o tema “Orgulho LGBTI+ transformando a História no Distrito Federal”. Durante a cerimônia, que reuniu lideranças políticas, artistas e ativistas, foram entregues moções de louvor a pessoas que se destacaram na defesa e na promoção dos direitos LGBTI+ em Brasília.

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Autor da iniciativa, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF, deputado Fábio Felix (Psol), ressaltou a importância da representatividade na defesa das pautas da causa LGBTI+. Ele lembrou que, foi o primeiro parlamentar  assumidamente gay na CLDF, sendo o deputado distrital mais bem votado da história do DF. “Quando ocupamos esses espaços a gente dá um recado de que queremos estar em todos os lugares e que para o armário a gente não vai voltar mais”, afirmou.

Como exemplo dos avanços conquistados, Fábio Felix lembrou a aprovação na CLDF da lei de sua autoria que proíbe a prática de terapias de conversão, popularmente conhecidas como “cura gay”. “Quando a gente convence os inimigos políticos, a gente mostra que conseguiu um feito, a gente conseguiu fazer a diferença”, reforçou.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) a representatividade LGBTI+ é fundamental para a democracia, a liberdade e a cidadania. “É em nome do amor, do afeto, da liberdade e dos direitos que estamos nesta Casa, mais uma vez, comemorando o Dia do Orgulho [LGBTI+] e homenageando quem constrói, em vários espaços, os direitos a serem assegurados a todas as pessoas”, afirmou.

A produtora cultural e artista da cena ballroom Gabrielle Paju defendeu que, quanto mais direitos forem assegurados às pessoas historicamente excluídas, mais forte se torna a democracia brasileira. “Uma democracia verdadeiramente forte é aquela em que a população mais vulnerabilizada não é apenas objeto de políticas públicas, mas protagonista dessa construção”, ressaltou.

Ela também defendeu o fortalecimento da representatividade: “Que possamos seguir construindo um DF e um Brasil onde travestis, pessoas trans, lésbicas, gays e bissexuais não apenas sobrevivam, mas ocupem, plenamente, todos os espaços de poder, cidadania e futuro”.

Segundo a coordenadora da Comissão dos Direitos Humanos da CLDF, Keka Bagno, a comunidade LGBTI+ está cada vez mais disposta a fazer denúncias, o que se deve, também, ao fortalecimento da representatividade: “Tanto no Legislativo, quanto no Executivo e no Judiciário, o que a gente tem de avanço foi por causa da nossa luta, foi porque a gente conquistou. Ninguém deu nada para a gente. Então, é fundamental que a gente ocupe os espaços de denúncias e de visibilidade”, reforçou.

A drag queen e comunicadora Pikineia salientou a preocupação com o futuro das pessoas LGBTI+. “Como vai ser a nossa velhice? Eu não estou falando só da saúde mental, da saúde física, estou falando do dia a dia mesmo. Já é difícil para uma pessoa heterossexual, imagina para nós, LGBTs, para pessoas transgênero. Não é fácil. Então, a gente precisa colocar sim a mão na consciência e pensar no amanhã, mas o amanhã a gente precisa fazer hoje”, afirmou.

O presidente do Grupo Estruturação LGBT+ de Brasília, Michel Platini, destacou o simbolismo da própria sessão solene: “Estar aqui nessa tribuna, na Câmara Legislativa da capital do Brasil, falando em nome da comunidade LGBT+, já é,  por si só, uma vitória”.

Apesar de reconhecer as conquistas históricas, ele enfatizou que ainda é necessário unir forças por garantias básicas. “Lutar pelo direito de existir, pelo direito de amar, de formar as nossas famílias, pelo direito de andar de mãos dadas, de envelhecer com dignidade como a Pikineia falou, pelo direito de estudar sem violência, de trabalhar sem esconder quem somos, pelo direito de que nenhuma pessoa cresça acreditando que nasceu errada”.

Para o artista visual, cantor e compositor Paulo Amaro a cultura “periférica” e “preta” é, ainda hoje, desprezada. “Ser um artista, bicha, que vem de uma quebrada, é um grande afrontamento ao sistema da arte”, afirmou.

O Mês do Orgulho LGBTI+ é comemorado mundialmente em junho, em alusão ao dia 28 de junho de 1969, quando ocorreu a Revolta de Stonewall. Esse episódio, marcado por uma série de manifestações em Nova York, tornou-se um símbolo histórico da luta pelos direitos da população LGBTI+.

Fonte: Agência CLDF