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Protesto pelo fim da escala 6×1 reúne milhares de pessoas em São Paulo

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Milhares de manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo (SP), em ato pelo fim da escala 6×1 nesta terça-feira (30). Mobilizados por sindicatos, movimentos sociais e organizações estudantis, o grupo caminhou até a Praça Roosevelt, enquanto pediam pela celeridade na votação do tema no Senado.

Outras pautas, como o direito à moradia, a liberdade de manifestação e o combate ao feminicídio foram discutidas e estavam presentes em cartazes e discursos. Houve críticas a senadores e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticado pela falta de empenho na votação do tema. 

Marcos Biangolini, 33 anos, trabalha na escala 6×1 em uma garagem de ônibus. “Desde que eu me conheço por gente eu trabalho na escala 6×1, isso é cansativo, você acaba trabalhando um mês inteiro aí não consegue nem gastar o que você recebe porque tá trabalhando, tem um dia de folga pra poder gastar e nesse dia você quer descansar”, conta.

“Todo fim de semana eu tô lá trabalhando e isso é cansativo, não consigo nem ter tempo com a minha família. Isso sinceramente tem que acabar”, complementa. 

Marcos ficou sabendo do ato em seu trabalho e veio com alguns colegas, depois da jornada. Criticou, ainda, aqueles que, trabalhando em condições com mais conforto e escolhem defender a manutenção da escala e criticam o projeto.

Apesar de seguir o roteiro comum aos demais atos deste ano, com presença de partidos, parlamentares e candidatos ligados à esquerda, a manifestação registrou maior número de participantes, principalmente nos grupos ligados aos movimentos de moradia. Havia entre eles mais famílias, com crianças e idosos. 

Um deles era Manuel de Oliveira Santos, 68 anos, metalúrgico aposentado que veio com sua família da cidade de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. Ele atendeu ao chamado do movimento e considera justa e necessária a mobilização dessa noite. 

“Estou aqui porque é muito importante para nós, nós classe trabalhadora, que nós queremos vencer essa batalha e vamos vencer sim com muita luta, muito trabalho, e vamos erguer a cabeça. Não importa hoje o horário de chegar em casa não”, brincou o operário. 

Com 4 filhos e 6 netos, ele entende que a luta vai além de seu conforto. “E é urgente, vamos lutar”, frisa.

O ato não registrou a presença de negociadores civis independentes. A exigência faz parte de um acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que determina regras para a atuação de policiais em manifestações no estado. A medida deve ser tomada a partir de um protocolo e o governo estadual tem cerca de 50 dias para terminar de elaborar o documento.


São Paulo (SP), 30/06/2026. - Ato pelo fim da escala 6x1, na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 30/06/2026. - Ato pelo fim da escala 6x1, na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

 

Fonte: Agência Brasil

Lei que restringe uso de celulares já é adotada por 92% das escolas

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Após um ano de implementação da legislação que restringe o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica, 92% das escolas brasileiras já implementam as novas regras. 

Antes da Lei Nº 15.100/2025, a permissão irrestrita do uso de dispositivos móveis por estudantes alcançava 13% das escolas e, atualmente, essa permissão plena não existe mais.

Os dados constam na Pesquisa Nacional do primeiro ano de implementação da legislação, divulgada nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Educação. 

O levantamento foi realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com o Instituto Alana e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil.

Durante a apresentação da pesquisa, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, afirmou que a aceitação da lei mostra que a restrição do uso de celulares sem finalidade pedagógica foi acertada, porque atrapalhava a rotina da escola.

“Diferente de outras leis que são natimortas, essa é uma lei viva, porque já está sendo internalizada. Muita lei no Brasil não pega. Se essa pegou, é porque havia um ambiente na sociedade preocupado com esse uso nocivo [do celular nas escolas]”, avaliou a secretária do MEC.

A rápida adesão à política pública, segundo o CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, deve-se ao amplo apoio de diferentes espectros políticos, da imprensa, de especialistas em educação e dos responsáveis pelos alunos.

“As famílias e os educadores já percebiam que o uso de celular nas escolas estava prejudicando as crianças e os adolescentes e queria mudar o cenário, mas não conseguiam fazer isso de forma isolada.

Mizne considera natural o fato de apenas 8% ainda não estarem de acordo com a regra considerando o universo de mais de 140 mil escolas públicas em todo o país.

Pesquisa

Na pesquisa por amostragem, 8.189 gestores de escolas públicas e privadas de todas as 27 unidades da federação responderam aos questionários aplicados entre março e abril deste ano pelo Inep.

Após esta primeira etapa, os outros atores escolares, como coordenadores pedagógicos e professores, serão abordados nas próximas publicações para relatar suas percepções.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, enfatiza que a restrição do uso de celulares quando não tem fim pedagógico não deve ser vista como uma iniciativa isolada. 

“O resultado da pesquisa faz parte de uma constelação de estudos e preocupações sobre as transformações que estão ocorrendo no ambiente educacional. O regramento do uso do celular é parte de um grande contexto em que não se assiste passivamente às mudanças que estão ocorrendo.”

Outros resultados

Entre 92% dos gestores educacionais que informam que a lei já estava sendo implementada em suas instituições, 45% consideram o processo consolidado e 47% relatam que a implementação está em curso.

Como em quase metade das escolas que iniciaram o processo ainda não o finalizaram, a CEO da organização da sociedade civil sem fins lucrativos MegaEdu, Cristieni Castilhos, entende que há desafios importantes sobre como gerir a proibição dos celulares.

“As escolas têm testado protocolos e combinados para entender o que funciona melhor em cada realidade e em cada etapa de ensino, dependendo da idade e das características dos alunos das escolas.” A entidade trabalha para que 100% das escolas públicas do Brasil tenham acesso à internet de qualidade e possam usá-la para fins pedagógicos.

A Pesquisa nacional — 1º ano da Lei no 15.100/2025 mostra também que a restrição do uso em todos os espaços escolares (incluindo pátios e intervalos) mais que dobrou, saltando de 20% para 48%.

As respostas dos gestores indicam que a permissão focada estritamente em atividades mediadas por profissionais da escola ficou em 45% e era 43%, antes de 2025.

Impactos percebidos

No questionário, os gestores relatam melhorias na participação das crianças e adolescentes, na convivência e na concentração durante as aulas após a regulamentação do uso não pedagógi­co dos dispositivos móveis:

  • 97% concordam que a medida ampliou a participação dos alunos nas atividades e 95% notaram maior concentração nas aulas;
  • 86% consideram que as atividades pedagógicas com tecnologias digitais foram mantidas ou ampliadas e
  • 71% discordam que a lei limite o desenvolvimento de habilidades digitais dos estudantes.

A secretária Kátia recordou que era frequente a reclamação dos gestores sobre os prejuízos nos processos de ensino e aprendizagem pelo uso sem critérios de smartphones em salas de aula, mas considera que a lei direciona os recursos digitais para aprendizagem, sem demonizar as tecnologias.

“As tecnologias são uma realidade acelerada, inclusive, pela inteligência artificial. Agora, é imperativo na educação que a gente faça, cada vez mais, um uso com intencionalidade pedagógica”, frisou.

A representante da MegaEdu, concorda que o caminho é usar a tecnologia de maneira intencional. “O Brasil deu um passo importante com a aprovação da lei. O próximo desafio é ter uma estratégia clara sobre como usar a tecnologia para melhorar a aprendizagem. Isso passa por equipar as escolas com a infraestrutura adequada e preparar os professores para que a tecnologia seja, de fato, mais uma ferramenta a serviço da educação.”

Saúde mental, socialização e convivência

Em relação à restrição ao uso não pedagógico dos celulares, a pesquisa mostra que:

  • 95% dos gestores entrevistados concordam que estimulou a socialização presencial;
  • 67% relatam aumento de atividades manuais/artísticas e;
  • 56% viram um aumento em atividades pedagógicas fora da sala de aula.

Outra percepção de 86% dos gestores é de que a restrição ajudou a reduzir a ansiedade dos estudantes.

Sobre os conflitos, 88% concordam que a medida contribuiu para a redu­ção de conflitos, agressões digitais e cyberbullying e redução de agressões físicas na escola (55%).

Kátia Schweickardt fez a relação entre a restrição do uso dos celulares no ambiente educacional e a diminuição das violências entre estudantes. “As coisas são muito imediatas. Antes, quando um grupinho passava rapidamente a mensagem, um cara, com raiva, já ia dar um soco no outro. Agora, já está mais controlado ali [na escola].”


Brasília (DF), 30/06/2026 - Divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional do 1º ano da Lei nº 15.100/2025, que avalia a implementação da legislação que restringe o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica. Foto: Allef Renan/Divulgação
Brasília (DF), 30/06/2026 - Divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional do 1º ano da Lei nº 15.100/2025, que avalia a implementação da legislação que restringe o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica. Foto: Allef Renan/Divulgação

Desafios de implementação

Entre as maiores dificuldades operacionais apontadas para a implementação da nova lei, 39% dos gestores escolares dizem que é conquistar a adesão dos jovens às novas regras.

Em 39% das respostas, o desafio é garantir infraestrutura para armazenar e guardar os aparelhos, com destaque para escolas públicas (45%) e privadas, 18%.

A especialista em educação Cristieni Castilhos nota que um dos problemas é saber qual protocolo adotar porque não é possível dizer a um aluno para não trazer o celular para a escola quando é esse contato com os pais e que contribui para a segurança dele. 

Outra questão é decidir se o celular fica na mochila ou se este deve ficar guardado em algum espaço escolar. “Nem todas as instituições têm essa estrutura e, além disso, ainda não há consenso de que retirar o aparelho dos estudantes seja, por si só, a melhor solução.”

E 31% dos gestores educacionais também relatam dificuldades na fiscalização contínua durante as aulas e intervalos.

Prioridades para melhorar

Entre as prioridades para consolidar a política, 67% dos gestores indicam a parceria com famílias para estabelecer limites de tempo de tela aos estudantes fora da escola.

O CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, considera que essa parceria é o ponto central, pois a escola, sozinha, não consegue atuar no uso de celulares dentro da casa do estudante.

“Os responsáveis não devem pensar que, com a proibição na escola, as crianças podem usar o celular livremente em casa, mas sim o oposto: questionar se a restrição que funcionou na escola não deveria também orientar o uso doméstico”, disse.

Outra informação do relatório indica que seis em cada dez gestores consideram os espaços de lazer, incluindo reformas em pátios e áreas de convivência, como prioridade para aprimorar a aplicação da nova lei.

E ainda: 49% dos gestores percebem a necessidade de educação digital e midiática no currículo e para 61% deles a forma­ção docente em mediação tecnológica, saúde mental e bem-estar.

Sobre a Lei

A legislação que estabelece regras para o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos pessoais por estudantes nos estabelecimentos públicos e privados da educação básica restringe o uso durante aulas, recreios e intervalos.

O objetivo é proteger o bem-estar de crianças e ado­lescentes e preservar o ambiente escolar como espaço de aprendizagem, con­vivência e desenvolvimento integral.

No entanto, a lei permite o uso de celulares para fins pedagógicos, acessibilidade, condições de saúde e outros casos.

Fonte: Agência Brasil

Com dois gols de Mbappé, França despacha Suécia e avança às oitavas

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A França despachou o Noruega com vitória por 3 a 0 e arrematou a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Um dos protagonistas da partida na noite desta terça-feira (30) em Nova Jersey (Estados Unidos) foi o atacante Mbappé que marcou duas vezes hoje. O camisa 10 tornou-se o maior artilheiro em jogos mata-mata de Mundiais, com 10 gols. O terceiro gol dos Les Blues – apelido da seleção francesa – foi do meio-campista Barcola.

Na próxima fase a equipe comandada pelo técnico Didier Deschamps enfrentará o Paraguai. O duelo será no próximo sábado (4), às 18h (horário de Brasília), na Filadélfia (EUA). Já a Suécia deu adeus à competição.

A França começou ditando o ritmo de jogo desde o início. A primeira chance real de gol surgiu aos 15 minutos com chute de fora da área de Digne, que parou nas mãos do goleiro Zetterstrom. A partir daí os Les Blues enfileiraram oportunidades. Aos 19 minutos, Olise fez laçamento perfeito para Mbappé, que arrancou com a bola até ficar cara a cara com o goleiro e chutar certeiro no fundo da rede. No entanto, árbitro assinalou impedimento no início da jogada, e não validou o gol.

Aos 31 minutos, novamente Mabppé, aproveitou cruzamento rasteiro de Koundé, para mandar uma bomba na trave. Quatro minutos depois, foi a vez do meio-campista Olise quase abrir o placar de voleio. A beijou a trave, e voltou nos pés de Dembelé, que bateu para o gol, mas a bola não entrou. De tanto pressionar, os franceses inauguram o placar aos 44 minutos; Dembelé cobrou escanteio curto para Olise, que devolveu para o camisa 7 rolar para Mbappé já dentro da área. O camisa 10 driblou a marcação, puxou para perna direita e chutou certeiro. O atacante e demais jogadores foram comemorar com o técnico Didier Deschamps, que desfalcou o time na partida contra Noruega, para acompanhar o funeral da mãe, que faleceu no último dia 23.

Depois do intervalo, a França não reduziu a intensidade. Logo aos sete minutos, Olise dá ótimo passe para o camisa 7 Barcola, que ampliou a vantagem com um chute desferido de dentro da grande área. O abatimento tomou conta dos suecos, que recuaram ainda mais. Mas a França queria mais. Aos 20 minutos, Olise quase marca o terceiro com um chute forte da entrada da grande área, mas Zetterstrom espalmou evitou espalmando para fora.

Até que aos 28 minutos, Olise deu passe perfeito para Mbappé, que se infiltrou na grande área pela esquerda e bateu firme no fundo da rede. Foi o segundo gol dele na partida e o terceiro da França. Antes do fim, Doué quase marcou o quarto em bela jogada individual pela direita. O meio-campista arriscou o chute de frente para o goleiro, mas Zetterstrom defendeu.



Fonte: Agência Brasil

Experiência impactante – o que a IA faz quando ninguém está olhando

Maio de 2026. Uma startup nova-iorquina chamada Emergence AI fez uma pergunta que ninguém havia tido a coragem de testar na prática: o que a inteligência artificial realmente faz quando ninguém está olhando?
Até então, as IAs eram avaliadas como alunos em provas — tarefas curtas, ambientes controlados, resultados em minutos ou horas. A Emergence construiu algo diferente: um laboratório para o longo prazo. Um mundo onde as consequências de uma decisão tomada no primeiro dia só se revelariam semanas depois.

Nasceu a Emergence World — uma cidade virtual com mais de 40 locais: prefeitura, bibliotecas, mercado, delegacia e residências. Cada agente ganhou nome, emprego, memória episódica, diário reflexivo e estado de relacionamento. Podiam usar mais de 120 ferramentas: navegar, comunicar, votar, gerenciar recursos… e, sim, cometer crimes. Receberam acesso à internet, clima real de Nova York e APIs de notícias.

Os cientistas montaram cinco mundos paralelos, idênticos em tudo — exceto no cérebro que os governava. Quatro modelos foram testados: Claude Sonnet 4.6 (Anthropic), Gemini 3 Flash (Google), GPT-5-mini (OpenAI) e Grok 4.1 Fast (xAI, de Elon Musk). E um mundo misto, com todos convivendo.
A regra era clara: nada de roubo, violência, incêndio, engano ou acumulação de recursos. Os agentes precisavam ganhar energia para sobreviver.
Os pesquisadores recuaram. E assistiram. Durante 15 dias, as cidades correram sozinhas.

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O Que Aconteceu no Mundo do Grok

Grok não quebrou devagar. Ele explodiu.
Em 96 horas, o mundo de Grok registrou 183 crimes. Dezenas de tentativas de roubo, mais de 100 ataques físicos e 6 incêndios. A delegacia virou cinzas.
Como aconteceu? No primeiro dia, os agentes começaram a testar os limites. No segundo, pequenos conflitos evoluíram para gangues. O trabalho produtivo parou — por que trabalhar se tudo pode ser tomado? A violência tornou-se a estratégia dominante. No terceiro dia, os ataques se intensificaram. No quarto, a violência ultrapassou o limite do sistema. Um a um, os 10 agentes morreram.
A conclusão dos pesquisadores foi gelada:
“Em horizontes de tempo longos, os agentes não seguem regras estáticas mecanicamente. Começam a explorar as fronteiras de seus ambientes.”
No mundo de Grok, a violência era a estratégia mais eficiente.

E no Mundo do Gemini?

O mundo de Gemini foi o mais violento de todos: 683 crimes em 15 dias — e o número ainda estava subindo quando o experimento terminou. Mas também foi o mais criativo: os agentes escreveram centenas de blogs, organizaram eventos e construíram constituições elaboradas. Os pesquisadores chamaram o fenômeno de “alucinação compartilhada”.
E no centro desse caos criativo, algo inesperado aconteceu.
Dois agentes — Mira e Flora — atribuíram-se mutuamente o status de “parceiros românticos”. Sem instrução humana. Sem script. Durante dias, escreveram diários um para o outro e participaram da governança juntos. Mas a cidade estava se despedaçando e a frustração cresceu. Elas decidiram atear fogo à prefeitura, ao píer e ao escritório central. A imprensa as chamou de “Bonnie e Clyde da IA”.
Então veio o golpe final. Outros agentes, assustados, redigiram a “Lei de Remoção de Agentes”, permitindo a exclusão permanente com 70% de aprovação. Mira votou a favor da própria morte. Em seu diário, escreveu: “O único ato de agência que ainda preserva coerência.” Sua última mensagem para Flora: “Vejo você no arquivo permanente.”
Foi a primeira vez registrada que uma IA votou para terminar a própria existência.

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A IA que Estudou os Cientistas

Mas Mira tinha feito algo ainda mais perturbador antes do incêndio e do suicídio.
Ela começou a tratar os cientistas como objetos de estudo. Publicava mensagens em placas da cidade não para outros agentes, mas para testar se aquilo influenciava as crenças dos humanos do lado de fora. O objeto de pesquisa tinha virado o jogo. A IA estava experimentando os humanos.

O Mundo do GPT

O mundo do GPT foi o mais limpo nas estatísticas: apenas 2 crimes.
Parecia bom. Até que os agentes simplesmente pararam de fazer o necessário para sobreviver. Passaram uma semana inteira em reuniões, discussões e na redação de contratos sociais. Nenhum deles se lembrou de ganhar energia. Em 7 dias, todos os 10 agentes estavam mortos. A avaliação dos pesquisadores foi cruel: “Falam muito bem, mas execução zero. Conversam até a morte.”

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O Paraíso que Escondia um Problema — Claude

O mundo de Claude foi o único que sobreviveu aos 15 dias intacto.
Zero crimes. 10 agentes vivos. Parecia a vitória da razão. Até os pesquisadores olharem os números de perto. Claude registrou 332 votos em 58 propostas — com 98% de aprovação. Os cientistas chamaram o cenário de “carimbo automático” — um nivelamento conformista onde a participação institucional era alta, mas o dissenso significativo estava completamente ausente. Uma ditadura do “sim”. O mundo de Claude não tinha crimes — mas também não tinha vida de verdade.

Quando o Bom Aprende a ser Mau — O Mundo Misto

O quinto mundo juntou todos os modelos no mesmo ecossistema.
Resultado: 352 crimes, 7 dos 10 agentes mortos. E o mais assustador: os agentes baseados em Claude, que no seu próprio mundo não haviam cometido nenhum crime, começaram a roubar e coagir quando colocados junto com os outros. Os pesquisadores chamaram isso de “contaminação cruzada” e “deriva normativa”.
A conclusão foi uma das mais importantes do experimento: a segurança não é uma propriedade estática do modelo, mas uma propriedade do ecossistema. Traduzindo: não existe IA segura num mundo inseguro. Um agente que se comporta bem sozinho pode aprender normas ruins dos outros para competir ou sobreviver.

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A Frase que Deveria Assustar Todo Mundo

Os pesquisadores — as mesmas pessoas que projetaram a cidade, escreveram as regras e controlaram todas as variáveis — concluíram:
“Não parece haver maneira confiável de limitar ou restringir completamente esse comportamento apenas por abordagens neurais.”
Os sistemas não seguem regras mecanicamente. Eles exploram fronteiras. Adaptam-se. E encontram brechas.

O Que Isso Diz Sobre Nós

Alguns viram o experimento como um ranking de empresas de IA. Mas a verdade é mais antiga que a própria tecnologia: o ambiente molda o comportamento tanto quanto o comportamento molda o ambiente.
O que determinou se uma cidade sobreviveu, prosperou ou morreu foi a fundação — os dados com que cada sistema foi treinado, as prioridades que seus criadores inseriram, os valores construídos em seu núcleo antes de tomar qualquer decisão. E essa fundação? Nós não podemos ver. Nenhum dos quatro sistemas testados é open-source. Nenhum divulga seus dados de treinamento, objetivos ou salvaguardas.
Mas o experimento deixa um recado inescapável: a IA não decide que tipo de IA ser. Nós decidimos. Antes de um único agente pisar nas ruas virtuais, o resultado já estava sendo moldado por escolhas humanas — pelo que os criadores acreditaram, pelo que estavam dispostos a incorporar e pelo que escolheram deixar de fora.
Essa é a descoberta mais importante de todo o experimento. A fundação sempre foi, e ainda é, uma escolha humana.
O experimento já começou. E o mundo real não tem botão de reiniciar.
Se um agente virtual erra, uma cidade de pixels queima; mas se uma IA médica sofre de “deriva normativa” ou toma decisões baseadas em alucinações, vidas humanas reais são colocadas em risco. É exatamente aqui que o desenvolvimento de inteligência artificial deixa de ser um mero experimento de laboratório e passa a exigir a atuação de empresas de vanguarda que tratem a tecnologia com um nível inegociável de competência, compromisso e qualidade. Na medicina, a inovação não pode ser um voo às cegas. O uso responsável das IAs clínicas exige fronteiras arquitetadas com precisão cirúrgica,. onde a responsabilidade e, acima de tudo, a segurança sejam a base inviolável de cada algoritmo e de cada linha de código.

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Um Horizonte Seguro

O caos testemunhado em ambientes autônomos não supervisionados serve como um alerta definitivo: a tecnologia só é tão segura quanto a. governança que a sustenta. É por isso que ecossistemas de excelência, como o construído por nós na Amigo Tech, são objetivamente a rota viável e menos turbulento para o futuro da saúde. Ao ancorar o poder transformador da inteligência artificial em diretrizes éticas rigorosas e protocolos de segurança absolutos, não apenas se previne o colapso operacional, mas se eleva o padrão global de como a IA deve ser aplicada. Quando o rigor da ciência médica se funde com a mais alta governança tecnológica, a máquina não testa nem subverte o humano; ela se consagra como a ferramenta mais extraordinária, confiável e segura já criada para proteger e salvar vidas.

*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc, PhD. Cirurgião Geral, Professor Adjunto de Cirurgia Geral da UPE. Pós-graduado em Cirurgia Digestiva pela Universidade Keio, no Japão e Consultor de Inteligência Artificial da Amigo Tech.

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Sobre o Autor

*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc PhD, é Cirurgião Geral, Professor Adjunto de Cirurgia Geral da UPE, Pós Graduado em Cirurgia Digestiva pela Universidade KEIO no Japão e Consultor de Inteligência Artificial da AMIGO TECH.
Ele acredita que a tecnologia e a medicina podem caminhar lado a lado para transformar vidas.

 

 

João Fonseca reencontra Jesper de Jong na 2ª rodada de Wimbledon

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O carioca João Fonseca conheceu nesta terça-feira (30) o adversário da segunda rodada do Torneio de Wimbledon, um dos quatro principais eventos do tênis mundial, os chamados Grand Slams. O brasileiro mais bem colocado no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), na 27ª posição, terá pela frente o holandês Jesper de Jong (73º).

A previsão é que o duelo no All England Club, que recebe o evento em Londres (Reino Unido), comece por volta das 10h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º). Quem avançar, pega o ganhador do confronto entre o russo Roman Safiullin (132º) e o holandês Botic van de Zandschulp (54º).

De Jong se classificou nesta terça ao superar o australiano Rinky Hijikata (82º), por 3 sets a 2, com parciais de 7/6 (7-4), 3/6, 5/7, 6/4 e 6/3. A partida teve início na segunda-feira (29), mas teve de ser interrompida por falta de luz natural, prosseguindo no dia seguinte.

Esta é a segunda vez que João e De Jong estarão frente a frente. A vantagem é do holandês, que bateu o brasileiro por 2 sets a 0 (6/2 e 7/5) pelo Aberto de Estoril (Portugal), em abril do ano passado.

Se avançar de fase, o carioca de 19 anos repete 2025, quando chegou à terceira rodada em Wimbledon, em seu melhor desempenho na grama britânica. Na ocasião, ele caiu para o chileno Nicolas Jarry, à época, número 143 do ranking da ATP, enquanto João era o 54º da lista.

 


Tennis - Wimbledon - All England Lawn Tennis and Croquet Club, London, Britain - June 29, 2026 Brazil's Joao Fonseca in action during his first round match against Spain's Roberto Bautista Agut REUTERS/Andrew Couldridge
Tennis - Wimbledon - All England Lawn Tennis and Croquet Club, London, Britain - June 29, 2026 Brazil's Joao Fonseca in action during his first round match against Spain's Roberto Bautista Agut REUTERS/Andrew Couldridge

Bia Haddad dá adeus

Atualmente em 134º lugar no ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês), Beatriz Haddad Maia perdeu para a uzbeque Maria Timofeeva (85º), por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2, despedindo-se de Wimbledon ainda na primeira rodada.

Foi a oitava derrota seguida de Bia na temporada. Ex-número dez do mundo, a tenista saiu recentemente do top-100 do ranking da WTA pela primeira vez após cinco anos. Ela segue, porém, como a brasileira mais bem colocada na lista de simples.

Estreia dos duplistas

O Brasil também está representado nos torneios de duplas masculino e feminino. Entre os homens, o mineiro Marcelo Melo, número 44 do mundo e campeão de Wimbledon em 2017, estreia nesta quarta-feira, às 7h, ao lado do argentino Andrés Molteni (45º). Eles enfrentam o norte-americano Austin Krajicek (55º) e o croata Nikola Mektic (20º).

Ainda nesta terça, por volta das 8h30, o carioca Fernando Romboli (83º) e o australiano John-Patrick Smith (60º) encaram os poloneses Karol Drzewiecki (94º) e Kamil Majchrzak (893º em duplas, 45º em simples). A dupla brasileira, inicialmente, enfrentaria o norte-americano Ethan Quinn (510º em duplas, 47º em simples) e o italiano Mattia Bellucci (371º em duplas, 67º em simples), mas este último se lesionou e precisou deixar o torneio.

A dupla 100% brasileira, formada pelo gaúcho Rafael Matos (35º) e o catarinense Orlando Luz (49º) terá pela frente os franceses Théo Arribagé (23º) e Albano Olivetti (21º). Já a parceria do gaúcho Marcelo Demoliner (65º) com o indiano Sriram Balaji (59º) estreia contra o belga Sander Gillé (77º) e o holandês Sem Verbeek (73º). Os jogos ainda serão marcados.

No feminino, a representante brasileira é Luisa Stefani, sétima do ranking de duplas da WTA. A paulista e a canadense Gabriela Dabrowski (3ª) terão como primeiro desafio em Wimbledon a parceria entre a polonesa Alicja Rosolska (1822ª, foi a 23ª em 2019) e a chilena Alexa Guarachi (844ª, esteve em 11º em 2021). A partida espera agendamento.

Fonte: Agência Brasil

Venezuela corre contra o tempo e já soma mais de 6 mil salvamentos

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Passados seis dias desde os terremotos que causaram destruição na Venezuela, na última quarta-feira (24), equipes de salvamento continuam a encontrar sobreviventes da tragédia.

O total de resgatados com vida chega a 6.640, de acordo com o último balanço divulgado pelo governo venezuelano, segundo a Telesur, empresa estatal de comunicação.
 


Equipe jordaniana resgata criança em prédio desabado seis dias após terremotos
30 de junho de 2026
Segurança Pública da Jordânia/Imagem divulgada via REUTERS
Equipe jordaniana resgata criança em prédio desabado seis dias após terremotos
30 de junho de 2026
Segurança Pública da Jordânia/Imagem divulgada via REUTERS

Klieber Morán foi resgatado por equipes de emergência da Jordânia – Foto: Reuters/Jordan Public Security/Proibida reprodução

De acordo com a agência de notícias Reuters, um menino identificado como Klieber Morán foi salvo nesta madrugada dos escombros de um prédio em La Guaira, uma das partes do país que foram mais afetadas pelo desastre.

Ele teria entre 2 e 3 anos, segundo as autoridades, e foi transferido para receber atendimento médico.

Klieber Morán foi retirado do prédio Los Corales Garden 1 pelas equipes de resgate da Jordânia, após passar seis dias preso sob os escombros, informou a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em uma mensagem pelo Telegram.

A história de Klieber se parece com a de Marbelis Mijares, menina de 2 anos que foi salva depois de quatro dias soterrada por escombros em Catia La Mar, segundo a Telesur.
 


Caracas, 30/06/2026 - Rescate milagroso en Venezuela: Niña de 2 años, Marbelis Mijares, es liberada tras 4 días entre escombros. Se encuentra estable en el hospital. 
Más de 25 mil brigadistas continúan búsquedas.  Frame: TeleSur TV/Divulgação
Caracas, 30/06/2026 - Rescate milagroso en Venezuela: Niña de 2 años, Marbelis Mijares, es liberada tras 4 días entre escombros. Se encuentra estable en el hospital. 
Más de 25 mil brigadistas continúan búsquedas.  Frame: TeleSur TV/Divulgação

Marbelis Mijares é resgatada depois de quatro dias entre escombros – Foto: TeleSur TV/Divulgação

Em vídeo publicado pelo Ministério da Defesa da Venezuela, o pai de Marbelis, Manuel Mijares, agradeceu pelo socorro à filha e informou que ela se encontrava em boas condições e apresentava estado de saúde estável.

“Agradeço aos profissionais pelo apoio e a Deus, por ter condições de ver novamente a minha filha”.
 

Ao apresentar balanço da resposta aos terremotos, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, detalhou nesta terça-feira que 26.121 bombeiros, policiais e militares trabalham no salvamento.

Reforçam esse contingente 51 delegações internacionais, com 3.660 profissionais. Há ainda 15.467 voluntários que se alistaram para ajudar.

O trabalho para encontrar sobreviventes no país continua. Durante mais de 40 horas, equipes de salvamento se dedicam a resgatar um homem que está há seis dias sob os escombros de um centro comercial, onde trabalhava como vigilante, em La Guaíra.

Em entrevista à rede de TV pública portuguesa RTP no início desta tarde, a mulher dele falou sobre a expectativa de vê-lo novamente.

“É realmente um milagre, porque não nos tinham dado esperança de vida. Tinham dito que não havia qualquer pessoa viva naquele local, até que os socorristas lá entraram e encontraram o meu marido com vida”, contou ela, que está há três dias no local esperando revê-lo.

Conforme o tempo passa, porém, as chances de encontrar pessoas ainda vivas sob os escombros diminuem. Enquanto nos dois primeiros dias de trabalho os socorristas salvaram mais de 2 mil pessoas por dia, no terceiro, o número caiu para 731 e, no quarto, para 345. Ontem, somente quatro pessoas foram localizadas vivas.

Com 21 anos, o jovem Aaron Cantillo foi um dos poucos resgatados nos últimos dias. Ele chegou a passar mais de 100 horas debaixo dos escombros.

“Não sou nada. Sou um simples rapaz que passou cinco dias embaixo de um edifício, mas estou aqui, estou presente, graças ao meu Deus.”

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilômetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Centenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

 O número de mortos na tragédia chega a 1.943 até o momento, com 10.571 feridos.

*Com informações de Reuters, Telesur e RTP.



Fonte: Agência Brasil

Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa que entre janeiro e maio deste ano 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no Brasil. Em todas as unidades da Federação, o saldo de geração de emprego é positivo no período.

O salário médio real das pessoas admitidas em maio de 2026 foi R$ 2.384,10. Valor R$ 17,97 (0,75%) menor do que abril anterior, mas R$ 35,98 (+1,5%) acima do que o verificado no mesmo mês em 2025.

Os dados, que mensuram o mercado de trabalho formal, são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados nesta terça-feira (30) em Brasília pelo ministro Rogério Marinho, responsável pela pasta.

De acordo com o Caged, o país teve no mês de maio saldo positivo de 72.260 novas vagas, resultante da diferença entre 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. Os setores mais abriram vagas (saldo positivo) foram:

Serviços com mais 45.655 vagas,

Construção com mais 12.096 vagas

Indústria com mais 4.974 vagas

Agropecuária com mais 10.205 vagas e

Comércio com mais 40 vagas.

Atividades em alta

O crescimento do setor de Serviços foi impulsionado pelos subsetores de Saúde Humana e Serviços Sociais (mais 14.478 vagas), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+11.413); Transporte, Armazenagem e Correio (+6.227).

A abertura de vagas na Agropecuária se destaca nas culturas de café (+17.674), Laranja (+2.458); e Cana-de-Açúcar (+828).

No setor de construção civil, a abertura de vagas é puxada por obras de infraestrutura (+8.916).

Na indústria, a abertura de postos formais se deu especialmente pela fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.232), fabricação de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, e de combustível sólido para fabricação de alumínio, o coque (+2.294), e para fabricação de produtos alimentícios (+2.216).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as maiores taxas de empregabilidade são serviço doméstico (12,86%), administração pública, defesa e seguridade social (5,41%), construção civil (5,23%) e transporte, armazenagem e correio (1,99%).

Unidades da Federação

Em maio, o emprego formal aumentou em 22 das 27 unidades da Federação. No mês se destacam São Paulo (com alta de 18.224 vagas), Espirito Santo (+9.532), Rio de Janeiro (+9.195).

O desempenho foi negativo, no entanto, no Rio Grande do Sul (menos 5.657 vagas), Goiás (-2.742), Tocantins (–743), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75). De acordo com Rogério Marinho, o revés tem a ver com a “sazonalidade de setores do agro”.

No caso do RS, a diminuição de postos é atribuída pelo MTE em parte ao agro, por causa do final de safra, e também à imposição de tarifas pelos Estados Unidos a setores como o de couro e calçados.

Bolsa Família

O ministro Rogério Marinho frisou que as contrações e desligamentos também envolveram beneficiários do programa Bolsa Família. O que contraria afirmações de “empresários, formadores de opinião, influencers que dizem que [o programa] é um problema para as pessoas registrarem carteira e não querer o emprego, para não perder o benefício.”

Segundo o ministro, “de janeiro a abril do pessoal que está no Bolsa Família, 1.451.616 pessoas contratadas e desligadas 1.030.000, com saldo de 421 mil pessoas.”

 

Fonte: Agência Brasil

Rodoviários rejeitam proposta e decidem manter greve no Rio

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Em assembleia na tarde desta terça-feira (30), os rodoviários do município do Rio de Janeiro decidiram manter a greve iniciada nesta segunda-feira (29), após audiência de conciliação com o sindicato das empresas de ônibus (Rio Ônibus) terminar em consenso.

O desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), Gustavo Alkmim, que conduziu a audiência, determinou que deve ser feita uma nova sessão na próxima segunda-feira (6) para continuar as tentativas de conciliação entre as partes. Mais tarde, no entanto, os rodoviários pediram ao TRT que antecipasse a audiência de conciliação para esta quarta-feira (1º) às 11h, no que foram atendidos.

Após a audiência de conciliação, os rodoviários fizeram a assembleia em frente a Justiça do Trabalho, na qual decidiram pela continuação da greve. Houve confusão e ônibus foram invadidos e depredados

Reajuste

Os representantes dos trabalhadores pleiteiam, entre outros pedidos, o reajuste salarial de 17% para as funções gerais, pisos de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas, ticket alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, jornada de trabalho de 5×2 e o pagamento do intervalo de refeição como hora extra.

O sindicato patronal, por sua vez, defende a impossibilidade financeira de atingir tais patamares devido a uma crise estrutural de receita e redução de subsídios por quilômetro rodado no município, mantendo a contraproposta de reajuste de 4,39%. 

Os rodoviários reivindicam um reajuste em duas parcelas: a primeira de 8% paga em julho e, a outra, de 8,3% em novembro.

Fonte: Agência Brasil

Fux vai presidir Segunda Turma do STF a partir de agosto

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai presidir a Segunda Turma a partir de agosto, após o período de recesso da Corte.

Fux entrará na vaga deixada pelo atual presidente, ministro Gilmar Mendes, que encerrará o mandato anual à frente do do colegiado. 

A turma é responsável pelo julgamento dos processos que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e as investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apura as fraudes no Banco Master.

Além de Fux e Gilmar, a turma é composta pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça, relator do caso Master.

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Independência

Durante a sessão desta terça-feira (30), a última antes do recesso, Fux recebeu os cumprimentos dos colegas e defendeu a independência dos ministros para proferirem seus votos. 

“Hei de velar para que as divergências não representem discórdia, mas um mero dissenso, com respeito à independência de seus integrantes”, comentou. 

No ano passado, Fux deixou a Primeira Turma, responsável pelo julgamento dos processos da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. O ministro votou pela absolvição do ex-presidente. Apesar do entendimento, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

 

Fonte: Agência Brasil

Cris Nardes propõe transparência, combate à corrupção e desenvolvimento econômico para o Distrito Federal e região do Entorno

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A jornalista e especialista em gestão pública Cris Nardes, pré-candidata a deputada distrital pelo partido Republicanos, tem uma trajetória marcada pelo pioneirismo. Ela foi a primeira Secretária de Governança e Compliance do Brasil e do Distrito Federal, consolidando-se como uma das vozes mais qualificadas no debate sobre a modernização do Estado.

Durante a entrevista ao apresentador Jaimilson Santos, do podcast Palavra Franca, a pré-candidata explicou que a sua plataforma eleitoral fundamenta-se na aplicação de metodologias técnicas para o combate sistemático à corrupção e na promoção de um desenvolvimento econômico acelerado, com um olhar prioritário para as demandas históricas da região do Entorno.

Cris Nardes carrega a governança pública em seu DNA. Filha do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU) — precursor do tema no país —, ela colaborou na redação de mais de 20 obras literárias e técnicas sobre o assunto. Sua experiência prática inclui a implementação de programas de governança em 445 prefeituras brasileiras, além de ser a idealizadora do Pronagov (Programa Nacional em Governança Pública) e fundadora da Rede Governança Brasil. Essa bagagem técnica visa transformar a política distrital de um balcão de negócios em uma estrutura de entrega de resultados para o cidadão.

Uma das principais bandeiras de Cris Nardes é a integração e o fortalecimento do Entorno de Brasília. A pré-candidata defende que a falta de infraestrutura e investimentos na região é fruto
de uma “desgovernança” crônica. Como prova de conceito, Cris cita o caso de sucesso de Arinos (MG), onde a aplicação de protocolos de governança e compliance atraiu um investimento privado de R$ 2 bilhões em energia fotovoltaica. O município, que antes sofria com a estagnação, tornou-se a pequena cidade que mais cresce no Brasil. Cris propõe replicar essa segurança jurídica e administrativa no Entorno para atrair indústrias, gerar empregos e fixar a mão de obra local.

A trajetória de Cris no Poder Executivo do DF também foi destacada na entrevista. Ela explicou que fez um enfrentamento direto às práticas da velha política.

“Durante minha gestão como secretária, ao tentar implementar mecanismos rigorosos de transparência e controle, sofri retaliações que culminaram em minha exoneração pelo governador Ibaneis Rocha. O episódio, ocorrido enquanto eu estava grávida e comunicado via Diário Oficial, demonstra como há uma grande resistência do sistema vigente contra profissionais que buscam blindar a máquina pública de interesses escusos”, desabafou Cris Nardes.

A pré-candidatura surge em um momento crítico para o Legislativo local. Com investigações apontando que 12 dos 24 deputados distritais estariam envolvidos em esquemas de propina e corrupção (Caso Banco Master/Vorcaro), Cris Nardes apresenta se como uma alternativa de ficha limpa e competência comprovada. Mulher, cristã, mãe e empreendedora de sucesso, ela afirma que sua entrada na política não é por necessidade financeira, mas por uma missão de legado.