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Entenda a decisão do STF sobre responsabilização das redes sociais

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) que as plataformas que operam as redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários.

A decisão da Corte é inédita e vai provocar alterações na forma atuação das big techs no Brasil, um dos principais mercados para empresas como o Google, que também opera o YouTube, além do TikTok e da Meta, empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp.

Por 8 votos 3, a maioria dos ministros entendeu que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) é parcialmente constitucional.

Criada há mais de dez anos, a lei exige que haja uma ordem judicial específica para a responsabilização civil das plataformas digitais por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros.

O texto original do dispositivo definia que as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo ilegal. A justificativa para a norma era assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura.

Contudo, a Corte entendeu que, diante das postagens massivas de desinformação, com conteúdo antidemocrático e discursos de ódio, o artigo do MCI não protege os direitos fundamentais e a democracia.

Dessa forma, as redes devem ser responsabilizadas pelas postagens ilegais se não retirarem do ar o conteúdo ilegal após receberem uma notificação extrajudicial dos envolvidos, sem necessidade de decisão judicial prévia, como foi definido pelo Marco da Internet.

O principal ponto da decisão envolve a retirada imediata de postagens com conteúdo de crimes graves. Em caso de descumprimento, as plataformas deverão ser responsabilizadas pelos danos morais e materiais causados pelos usuários a terceiros.

Para prever a punição, os ministros definiram um rol com as seguintes postagens irregulares, que também poderão ser enquadradas no Código Penal:

  • Atos antidemocráticos;
  • Crimes de terrorismo;
  • Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou automutilação;
  • Incitação à discriminação em razão de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexualidade ou identidade de gênero (condutas homofóbicas e transfóbicas);
  • Crimes praticados contra a mulher em razão da condição do sexo feminino, inclusive conteúdos que propagam ódio ou aversão às mulheres;
  • Crimes sexuais contra pessoas vulneráveis, pornografia infantil e crimes graves contra crianças e adolescentes

 


Brasília (DF - Artistas e jornalistas defendem remuneração de conteúdo por big techs. Pagamento é um dos pontos mais polêmicos do PL das Fake News. Foto: Pixabay/Wikimedia
Brasília (DF - Artistas e jornalistas defendem remuneração de conteúdo por big techs. Pagamento é um dos pontos mais polêmicos do PL das Fake News. Foto: Pixabay/Wikimedia

Replicações

O STF também definiu que as replicações de postagens que foram declaradas ilegais pela Justiça devem ser retiradas por todos os provedores, independentemente de novas decisões.

Impulsionamento

O Supremo definiu os casos em que as redes deverão responder na Justiça independentemente de notificação. A situação vale para anúncios e impulsionamentos pagos e uso de rede artificial de distribuição (chatbot ou robôs) para a propagação das ilegalidades. 

Crimes contra a honra

Nos casos envolvendo crimes de calúnia, difamação e injúria cometidos por uma pessoa contra a outra, continua valendo a necessidade de decisão judicial para retirada da postagens.

E-mail e WhatsApp

Por se tratar de mensagens privadas e do direito à inviolabilidade do sigilo das comunicações, a maioria dos ministros decidiu que os provedores de serviços de e-mail e de mensageria instantânea (WhatsApp e Telegram) não respondem diretamente por conteúdos ilegais. Nesse caso, continua valendo o Artigo 19. 

Autorregulação

A decisão do STF também determina que as plataformas deverão editar regras de autorregulação para dar transparência ao processo de recebimento de notificações extrajudiciais, além de apresentarem relatórios anuais sobre o tema. 

Representante no Brasil

Embora a maioria das plataformas já tenha representantes no Brasil, o STF também confirma que as plataformas devem constituir pessoa jurídica no país e atender às determinações da Justiça, fornecer informações sobre moderação de conteúdo e outras determinadas pela Justiça.

Validade

A decisão da Corte vai valer até que o Congresso elabore uma lei para tratar da responsabilização.

“Enquanto não sobrevier nova legislação, o art. 19 do MCI deve ser interpretado de forma que os provedores de aplicação de internet estão sujeitos à responsabilização civil, ressalvada a aplicação das disposições específicas da legislação eleitoral e os atos normativos expedidos pelo TSE”, definiu o STF. 

A decisão da Corte deverá cumprida pelas plataformas a partir de agora e não será aplicada em casos retroativos. 

Fonte: Agência Brasil

CNU2: governo divulga divisão de cargos dos nove dos blocos temáticos

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos divulgou nesta quinta-feira (26) a divisão dos cargos e especialidades em cada um dos nove blocos temáticos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2).

De acordo com a pasta, o objetivo da divulgação da divisão por áreas de atuação é facilitar a escolha dos candidatos, no momento da inscrição no processo seletivo.

A pasta também anunciou que o edital oficial com as regras e prazos do certame será divulgado na próxima semana. A previsão do MGI é que as inscrições sejam abertas somente na segunda quinzena de julho.

Confira como ficou a tabela de divisão dos cargos e especialidades por bloco temático no site do Ministério da Gestão.

Blocos temáticos

O chamado Enem dos Concursos oferecerá 3.652 vagas para 36 órgãos federais.

O modelo de agrupamento por blocos já foi adotado na primeira edição do concurso, que teve, em 2024, oito blocos.

Os blocos temáticos organizam os cargos e órgãos do poder Executivo federal por áreas de atuação semelhantes, o que facilita o direcionamento dos candidatos conforme sua formação acadêmica, experiência e interesses profissionais.

A ideia é que as pessoas possam escolher o bloco mais alinhado a seu perfil, concorrendo apenas aos cargos e especialidades incluídos em um único bloco.

“Isso amplia as chances de aprovação e melhora o alinhamento entre o perfil dos aprovados e as políticas públicas a serem executadas, diminuindo os índices de evasão”, disse em nota o Ministério da Gestão.

Dentro do mesmo bloco, o candidato pode se inscrever para mais de um cargo e definir a ordem de preferência, em caso de aprovação.

Os nove blocos temáticos do CNU 2 são:

  • 1.   Seguridade Social: Saúde, Assistência Social e Previdência;
  • 2.   Cultura e Educação;
  • 3.   Ciências, Dados e Tecnologia;
  • 4.   Engenharias e Arquitetura;
  • 5.   Administração;
  • 6.   Desenvolvimento Socioeconômico;
  • 7.   Justiça e Defesa;
  • 8.   Intermediário – Saúde;
  • 9.   Intermediário – Regulação.

CNU 2

Das 3.652 vagas ofertadas na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado, 3.144 são para cargos de nível superior e 508 para os de nível intermediário.

Do total de vagas, 2.480 vagas serão de provimento imediato, e 1.172 destinadas ao provimento no curto prazo, após a homologação dos resultados.

A banca será a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com apenas uma inscrição, será possível disputar diversos cargos dentro do mesmo bloco temático, bastando indicar a ordem de preferência.

Provas

As provas serão aplicadas em duas etapas, em 228 municípios de todas as regiões do país, a no máximo 100 quilômetros (km) de distância da residência do candidato.

As provas objetivas de todos os cargos estão agendadas para 5 de outubro. Somente os aprovados na primeira fase serão convocados a fazer a discursiva da segunda fase do CNU 2025, em 7 de dezembro.

Para alguns cargos, também haverá avaliação de títulos.

O resultado final com os nomes dos aprovados será conhecido em fevereiro de 2026.

O Ministério da Gestão criou um site que reúne todas as informações oficiais sobre o CNU 2025 e deve ser considerado a principal fonte de consulta pelos candidatos.

Fonte: Agência Brasil

Seleção brasileira assume liderança da Liga das Nações de Vôlei

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A seleção brasileira masculina assumiu a liderança da classificação geral da Liga das Nações de Vôlei (VNL, na sigla em inglês) após derrotar a China por 3 sets a 0 (parciais de 25/22, 25/26 e 25/23), nesta quinta-feira (26) em Chicago (Estados Unidos).

Esta foi a quinta vitória da equipe brasileira em seis partidas no torneio até o momento. Os oito países mais bem colocados ao fim das três primeiras fases se classificam para a fase final da VNL, que terá como sede a China.

O oposto Alan voltou a ser o maior pontuador da partida, com 17 pontos, 12 deles de ataque. Honorato contribuiu com 14 pontos e Judson com 10.

Na sexta-feira o Brasil descansa e volta a entrar em quadra no próximo sábado (28), a partir das 18h (horário de Brasília), quando enfrenta a seleção da Itália, atual campeã do mundo. Um dia depois, também às 18h, a seleção brasileira terá a atual vice-campeã mundial Polônia pela frente.



Fonte: Agência Brasil

“Pedi água e me deram com creolina”, conta gari em comissão geral na Câmara Legislativa 

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Jornadas longas e exaustivas; sob o sol ou sob a chuva; sem banheiro e sem água, e sem valorização financeira ou social. Essa é a realidade vivida pelos trabalhadores da limpeza urbana no Distrito Federal. O assunto foi tema de comissão geral, no plenário da Câmara Legislativa, nesta quinta-feira (26/6).  

Conduzido pelo deputado Chico Vigilante (PT), o debate reforçou a importância da aprovação do projeto de lei federal nº 4.146/2020, que “regulamenta a profissão de trabalhador essencial de limpeza urbana”.  

O parlamentar destacou que a proposta estabelece um piso nacional para os garis no valor de dois salários mínimos mensais e avaliou: “É pouco, mas hoje um gari ganha R$ 1.675, então vai ajudar bastante”. Dirigindo-se aos trabalhadores presentes no plenário da Casa, disse: “Sem vocês, a cidade estaria muito mais feia e doente”.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

 

O trabalho desempenhado pelos garis para a limpeza urbana e, também, para a saúde pública foi enaltecido em vários discursos. “A origem dessa profissão foi, exatamente, para combater doenças. Eles trabalham todos os dias em prol da saúde dos outros e correndo risco”, apontou Luiz Saraiva, da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs). “Esses trabalhadores merecem respeito não só em discursos, mas nos seus direitos”, cobrou.

“O ambiente de vocês é a rua, é insalubre; estão expostos a riscos biológicos, físicos e químicos, falta banheiro e há preconceito”, relatou a pesquisadora da Fiocruz Cláudia Jannotti, após reforçar a importância da limpeza urbana para o meio ambiente a saúde.  

Por sua vez, Rodrigo Rodrigues, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), pregou valorização financeira e social para a categoria. “Só é lembrada quando começa a acumular lixo”, criticou. Ele defendeu equipamentos de proteção individual (como luvas, sapatos etc.) adequados e “dinheiro no bolso”. 

Representando o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Mariel Angeli Lopes disse que a maior parte dos trabalhadores da limpeza urbana no Brasil são mulheres. No DF, são mais de 7 mil mulheres e 4,5 mil homens.  

Com relação aos problemas de saúde vivenciados, a estudiosa abordou a grande incidência de casos de infecção urinária, de dores nas costas e problemas de coluna. “Recolhem diversos tipos de resíduos que trazem riscos à saúde”, acrescentou.

Mariel Lopes destacou, também, que as jornadas de trabalho são “longas e exaustivas” e que faltam espaços de descanso.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

Preconceito e violências 

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana do Distrito Federal (Sindlurb-DF), José Cláudio de Oliveira, elencou uma série de casos de discriminação vividos pelos garis: água de mangueira para matar a sede; cuspe em água servida no copo; impedimento de uso de banheiro ou de consumo de comida em restaurante com outros clientes, além de episódios de agressões físicas.

“Esses trabalhadores merecem mais do que respeito, merecem salário digno, insalubridade, aposentadoria especial e jornada de 36 horas”, defendeu o sindicalista. Ele ainda arrematou: “Este nosso serviço de limpeza urbana adoece o trabalhador: com dez anos de trabalho, está praticamente inválido”.

A varredora Antonia Balbina da Silva reforçou a fala do representante do Sindlurb-DF: “Os garis estão doentes, estressados; trabalham com medo e fatigados”. 

A trabalhadora Maria Ester da Silva dos Santos relatou situações vividas pessoalmente: “Pedi água na casa de uma senhora, e ela colocou creolina na minha água; uma outra vez, numa distribuidora, disseram só ter água do banheiro”. Ela finalizou dizendo: “Tenho até medo de pedir água”.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

Regulamentação da profissão

Os garis apostam na aprovação do PL nº 4.146/2020 em busca de valorização e dignidade. Além de estabelecer um piso salarial, o texto prevê pagamento por insalubridade, jornada de 40h e aposentadoria especial.

O diretor-adjunto do SLU, Cleilson Gadelha Queiroz, lamentou que o projeto esteja há tanto tempo em tramitação; e o representante do Sindicato de Limpeza Urbana do DF, Raimundo Nonato, reclamou que a proposta “não tem fonte de custeio”.

A expectativa da deputada federal Erika Kokay (PT/DF) é que a matéria passe pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados na próxima semana. “Esperamos aprovar ainda este ano”, disse. “É preciso dar dignidade a quem dá dignidade à cidade”, concluiu.

Fonte: Agência CLDF

Procuradoria Especial da CLDF reafirma parcerias em prol dos direitos da mulher

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A Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Câmara Legislativa reuniu, na tarde desta quinta-feira (26), representantes de diversas instituições que formam a rede de proteção às mulheres no Distrito Federal. Na ocasião, foram reafirmadas parcerias entre a CLDF, órgãos governamentais, do sistema da justiça e da sociedade civil que atuam no combate à violência, em todas as formas, e na defesa da igualdade de direitos. “Uma das nossas principais missões é trazer legislação para a prática”, resumiu a deputada Paula Belmonte (Cidadania), titular da PEM.

Na abertura do evento – intitulado “Parcerias que transformam” – foi feito um balanço das ações realizadas no primeiro semestre deste ano pela Procuradoria da Mulher. Foram destacadas, entre outras, o atendimento a vítimas de violência doméstica e institucional; a atualização do Painel de Monitoramento Legislativo, onde constam todas as leis distritais voltadas ao público feminino; as atividades em escolas e universidades públicas; a Semana da Mulher; além da distribuição de material educativo.

Também foi elaborado um plano de ação e organizado o fluxo de atendimento interno da PEM para garantir que nenhum caso seja negligenciado. Para o próximo semestre, entre as atividades previstas pela Procuradoria Especial da Mulher, está um programa focado no empreendedorismo feminino. “O importante é unirmos nossas forças”, incentivou Paula Belmonte.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

A reunião contou com a presença de administradores regionais; gestores de órgãos do GDF, como a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Segurança; da OAB-DF; operadores de direito; empresárias e profissionais de várias áreas. De modo geral, todos se manifestaram a favor do reforço nas parcerias. “Nenhuma instituição sozinha protege uma mulher em situação de violência”, conclamou a delegada Simone Ferreira de Alencar, que está à frente da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II, localizada na Ceilândia.

Fonte: Agência CLDF

Bia Haddad e João Fonseca caem em preparatórios e rumam para Wimbledon

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Únicos tenistas brasileiros confirmados na chave principal do Torneio de Wimbledon, cujos jogos começam na próxima segunda-feira (30), Beatriz Haddad Maia e João Fonseca se despediram dos torneios preparatórios em piso de grama. Atual 21ª no ranking, Bia foi superada por um duplo 7/5 pela italiana Jasmine Paolini, número 4 do mundo, em duelo das quartas de final do WTA 500 de Bad Homburg (Alemanha). Apesar da eliminação, a paulista subirá uma posição e entrará no top 20 na próxima atualização do ranking da Women’s Tennis Association (WTA), a Associação de Tênis Feminino. A paulista encadeou uma sequência ininterrupta de jogos em piso de grama: no último domingo (22), ela foi campeã de duplas do WTA 250 de Nottingham (Inglaterra), ao lado da alemã Laura Siegemund. 

Quem também ascenderá no ranking é o carioca revelação do tênis mundial:  João Fonseca, de 18 anos, subirá da 57ª para 54ª colocação no ranking da Association of Tennis Professionals (ATP). Embora eliminado nesta manhã nas oitavas de final do ATP 250 de Eastbourne (Inglaterra), o brasileiro galgou posições por ter vencido o jogo de estreia – superou o belga Zizou Bergs (50º) –, seu primeiro triunfo como profissional em piso de grama.

O embate de João contra o norte-americano Taylor Fritz – número 5 do mundo e tricampeão do torneio (2019, 2022 e 2024) – foi retomado hoje (26), após ter sido interrompido às 20h35 (horário local) de quarta (25), em razão da falta de luz natural. João acabara de empatar a partida –  parciais de 6/6 e 7/6 (7-5) – quando o supervisor do torneio Jerry Armstrong suspendeu o jogo.

Não faltou emoção no terceiro e decisivo set disputado nesta quinta (26). Fonseca teve o serviço quebrado no quarto game, com o norte-americano abrindo vantagem de 4/1. A vitória parecia bem encaminhada para Fritz, quando ele foi sacar liderando o placar por 5/3. Só que Fonseca reagiu de forma surpreendente, conseguindo o empate em 5/5. No entanto, após cometer erros não forçados, o norte-americano aproveitou para levar a parcial por 7/5, selando a vitória por 2 sets a 1.

Nesta sexta (26) está programado o sorteio dos adversários da primeira rodada da chave de simples de Wimbledon, terceiro Grand Slam do ano – o último será o US Open (de 18 de agosto a 7 de setembro). Os Grand Slams as competições mais importantes da temporada, por distribuírem a maior pontuação (1500 pontos). Neste ano, já ocorreram o Aberto da Austrália (janeiro) e Roland Garros (maio/junho).

Stefani disputa semi de duplas no sábado (28)

Recém-campeãs do WTA 500 de Estrasburgo (França), a parceria da paulista Luisa Stefani com a húngara Timea Babos entra em quadra no próximo sábado (28), a partir das 6h30 (horário de Brasília), em busca da classificação à final de duplas do WTA 500 de Bad Homburg (Alemanha). Elas enfrentarão a ucraniana Lyudmyla Kichenok e australiana Ellen Perez. Após o torneio, Stefani e partem para Wimbledon, onde também competirão na chave de duplas.



Fonte: Agência Brasil

Iranianos saem abalados e israelenses mais agressivos, diz professor

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Enquanto a sociedade israelense sai mais convencida de que a agressividade militar é a resposta para lidar com as questões do Oriente Médio, a sociedade iraniana sai desse conflito em choque e traumatizada. 

Essa é a avaliação do antropólogo Paulo Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“A sociedade iraniana claramente está em choque. Tanto as pessoas que apoiam o regime, quanto as pessoas que são contrárias ao regime, estão em choque. Ataques diretos ao Irã com mortes, destruição na capital e por todo o país. Para a sociedade iraniana, foi um evento muito traumático”, comentou.


Brasília (DF) 26/06/2025 - O antropólogo Paulo Hilo, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF). Foto: Paulo Hilo/Arquivo Pessoal
Brasília (DF) 26/06/2025 - O antropólogo Paulo Hilo, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF). Foto: Paulo Hilo/Arquivo Pessoal

O professor da UFF destacou que mesmo a oposição ao regime dos aiatolás rejeitou a mudança de regime pela via da guerra.

“A oposição ao regime deixou claro que esse não é o caminho. Eles não querem esse tipo de saída, não querem o caos absoluto, o colapso da ordem. Eles querem que as mudanças sejam feitas de acordo com o processo político interno”, acrescentou Hilu.

O especialista, por outro lado, acredita que o governo sai enfraquecido e a tendência é que se torne ainda mais autoritário.

“A República islâmica é impopular, existe uma enorme oposição e enorme pressão para mudanças e reformas. Ao mesmo tempo, a República Islâmica tem sua base. Não é uma situação de recusa total. Existem vários setores da sociedade iraniana que apoiam o regime político”, ponderou.

Paulo Hilu explicou que o regime político do Irã é resultado de acordos costurados por todos os grupos que participaram da Revolução Islâmica de 1979. Ele lembra que o poder, no Irã, está dividido entre várias instâncias, com o presidente eleito por voto direto governando a máquina pública, mas o líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, controlando as Forças Armadas.

“É uma sociedade com efervescência e mobilização política muito grande, tanto pelo lado da oposição, quanto aqueles que apoiam o regime. E é uma sociedade muito sofisticada, complexa e moderna”, avalia.

Israel

Por outro lado, o especialista em Oriente Médio afirma que a sociedade israelense deu uma resposta oposta à guerra contra o Irã, saindo do conflito ainda mais convencida de que o expansionismo militar é a saída para os problemas regionais.

“No caso de Israel, o impacto é ao contrário. A sociedade israelense sai fortalecida nas suas convicções mais agressivas. Saem na certeza de que o expansionismo e a agressividade militar são as melhores maneiras de lidar com as questões da região. É uma sociedade que está numa espiral de radicalização e de violência”, avalia.

O professor Paulo Hilu lembra que a maioria da sociedade israelense, segundo pesquisas de opinião divulgadas pela mídia local, apoia a limpeza étnica de Gaza. “É uma sociedade que está apoiando o genocídio”, informou.

Superioridade militar

O especialista da UFF comentou ainda que ficou evidente a superioridade militar de Israel no conflito contra o Irã, que registrou perdas e baixas enormes.

“A fragilidade do Irã diante da agressividade militar de Israel foi exposta de maneira brutal. Os Estados Unidos também saem dessa maneira como um perdedor, porque ficavam cada vez mais. Claro que os Estados Unidos não conseguem ter uma política no Oriente Médio que seja imune às pressões de Israel”, comentou Hilu.

Para Paulo Hilu, o mais impressionante foi Israel ter conseguido tirar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do seu isolacionismo, envolvendo-o na guerra.

“Releva a um enfraquecimento que faz parte da própria forma de governo do Trump, do enfraquecimento das instituições americanas diante de grupos de pressão pró-Israel”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Aerolíneas Argentinas não poderá ter novas bases no Brasil

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou, no Diário Oficial da União desta quarta-feira (25) uma portaria que proíbe a Aerolíneas Argentinas de implantar novas bases de operação no Brasil. A empresa também não poderá aumentar a frequências de voos em cinco aeroportos onde opera atualmente: 

  • Brasília (DF), 
  • Galeão (RJ), 
  • Salvador (BA), 
  • Curitiba (PR) e 
  • Florianópolis (SC)

A empresa manterá as bases operacionais já autorizadas e as frequências vigentes. 

“A ação, de caráter provisório, foi adotada em razão de não conformidades apontadas em fiscalizações feitas pela Agência, que não foram corrigidas pela operadora aérea”, explica a Anac.

A medida será mantida até que a situação levantada pela fiscalização da Anac seja regularizada pela empresa.

Fonte: Agência Brasil

Deputados aprovam 18 de junho como Dia Nacional do Orgulho Autista

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A Câmara dos Deputados, aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 3.391/2020 nesta quinta-feira (26), que determina que o Dia Nacional do Orgulho Autista seja celebrado em 18 de junho.

De autoria do senador Romário (Podemos/RJ), o PL institui a data com o objetivo de discutir a neurodiversidade e promover a conscientização sobre o autismo, além de destacar a importância da inclusão e do respeito às diferenças. 

Em sessão plenária extraordinária semipresencial, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) entende que a data contribuirá para consolidar políticas públicas de valorização de processos de acessibilidade e de inclusão no país.

“Para que nós possamos construir uma sociedade onde todas as pessoas se sintam incluídas, é muito bom que tenhamos esse dia. E também para discutirmos os direitos das pessoas com Transtornos de Espectro Autista (TEA)”, disse a deputada.

Outro parlamentar, o deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ), defendeu a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 “O projeto [de lei] promove a conscientização sobre o autismo, facilita a organização de ações por entidades da sociedade civil, escolas, órgãos públicos e empresas voltadas à causa autista e estimula o debate sobre os direitos das pessoas autistas”, listou.

O texto aprovado nesta quinta-feira seguirá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa para ajuste da redação final e voltará ao Senado Federal para votação.

Mês de combate às desigualdades

Na mesma sessão plenária, a Câmara dos Deputados rejeitou os destaques ao Projeto de Lei (PL) nº 4.035/2023 do deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP) que institui agosto como mês de combate a desigualdades.

O texto aprovado determina que o Congresso Nacional, sempre no mês de agosto, fiscalize as políticas públicas sociais do governo federal.

Sem as mudanças propostas, o projeto de lei segue para análise do Senado Federal.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Na Favela do Moinho, Lula assina acordo habitacional para moradores

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou nesta quinta-feira (26) os moradores da Favela do Moinho, última comunidade da região central de São Paulo, onde conheceu algumas moradias e uma espécie de escola instalada. No local, Lula assinou a portaria para implementação do acordo, estabelecido em maio, com o governo de São Paulo que prevê a realocação dos moradores do Moinho para outra região.

Por esse acordo, ficou estabelecido que cada família da Favela do Moinho irá receber até R$ 250 mil para comprar uma casa. O governo federal subsidiará R$ 180 mil e o governo paulista, R$ 70 mil, sem que os moradores precisem financiar. Enquanto não se mudam para o endereço definitivo, as famílias terão direito a aluguel social de R$ 1,2 mil.

“Todos querem ter o desejo de ser felizes, morar bem, ter casa razoável para morar e viver com a cabeça erguida nesse país. Tínhamos que encontrar uma solução rápida [para o Moinho]. Essa portaria não vai fazer ainda a cessão do terreno para o governo do estado. A cessão só será feita após se provar que vocês foram tratados com decência e dignidade. Quando estiver tudo pronto, estiver certa a casa que vocês vão comprar, aí faremos a cessão definitiva para o governo do estado. Por mais bonito que seja um parque, ele não pode ser feito às custas do ser humano”, disse Lula.

Fim da Favela do Moinho

Em abril, o governo estadual iniciou um processo de remoção dos moradores da Favela do Moinho para criação de um parque e da estação Bom Retiro.

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) alegou que a remoção era necessária, porque a região da Favela do Moinho está sendo “requalificada” e, no local, será implantado o Parque do Moinho. Para isso, será necessária a remoção das cerca de 800 famílias que vivem na comunidade, “que serão acolhidas em lares dignos”.

A retirada das famílias foi marcada pelo uso da força policial e denúncias de violência. Com o acordo, o governo federal espera que não seja usada violência para a saída dos moradores.

 


São Paulo (SP), 26/06/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita na favela do Moinho. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 26/06/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita na favela do Moinho. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

 

Aos moradores presentes no evento no Moinho, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, acrescentou que as famílias só poderão ser retiradas da comunidade por “livre e espontânea vontade”, com garantia de seus direitos.

“Esse terreno é da União e os moradores não podem ser retirados a força. Se quiserem tirar as pessoas daqui, será garantido o direito dessas pessoas”, reforçou.

Uma das pessoas que decidiu sair da comunidade com medo da repressão e das ameaças de perder tudo foi Aline Santos de Souza, 22 anos. Ela vivia no Moinho desde 2010. 

Presente ao ato de hoje, Aline contou à Agência Brasil que vive, atualmente, pagando aluguel na região do Bom Retiro, também no centro da capital paulista. No entanto, o aluguel social pago pelo governo estadual não é suficiente.

“Eu estou tendo que tirar um pouco do meu bolso, porque o aluguel aqui [Bom Retiro] é muito caro. Eu consegui alugar por R$ 1.700, mas o auxílio que eles [do governo estadual] estão dando é de R$ 1.200. E eu estou tendo que botar R$ 500 aí do meu bolso”, conta a jovem, que é mãe de duas filhas. Segundo ela, somente o esposo trabalha e a família recebe benefício do Bolsa Família.

“Eu tinha uma vida aqui [Moinho]. O meu esposo trabalhava aqui com obras e eu sempre trabalhei. Eu vendia marmita durante o dia e, à noite, eu atendia as minhas clientes, porque eu faço unha. Mas agora eu estou sem nada, sem nada para fazer. Mudou toda a minha vida”, relata.

Aline espera ser contemplada com o acordo. Porém, acredita que o valor ofertado não será suficiente para recuperar o trabalho que tinha no Moinho, onde fazia marmitas na própria casa.

Em visita à comunidade, nessa quarta-feira (25), o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que irá negociar com os governos municipal e estadual sobre realocação e indenização aos comerciantes.

Já a moradora Deusirene da Silva Brasil, de 36 anos, que vive no Moinho desde 2003 com três filhos e uma neta, disse que ainda não sabe onde irá morar, mas está com boas expectativas.

“Não tenho [outro lugar ainda]. Ainda não. Eu estou esperando ainda. Eu espero uma moradia decente. Quero um conforto para as minhas filhas. Estou tentando ver se eu arrumo uma casa”, disse à reportagem.

Novas casas

O ministro das Cidades, Jader Filho, explicou que o modelo de realocação das famílias do Moinho é o mesmo utilizado pelo governo federal durante a tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul, onde 4 mil famílias terão assinado contrato das casas até o fim deste mês. 

Segundo o ministro, o primeiro passo será a publicação dos nomes das famílias contempladas no acordo.

“A partir da hora que o nome dessa família tiver sido publicado, essa família vai pegar o agente Caixa, que virá aqui no Moinho. E ela terá um crédito de R$ 250 mil”, explicou o ministro.

Caberá a cada família escolher onde quer viver. “O cheque é de vocês. Vocês é que vão escolher onde vocês vão morar. E nós não fizemos nem a limitação de morar aqui na cidade de São Paulo. Vocês podem morar em qualquer cidade”, acrescentou.

O morador que decidir comprar um imóvel na planta irá receber um aluguel de R$ 1,2 mil enquanto a obra do imóvel estiver em andamento. No entanto, há uma condição: o imóvel terá que ficar pronto no prazo máximo de 24 meses.

Ausência do governador

Apesar do acordo firmado entre os governos federal e estadual, o governador Tarcísio de Freitas não participou da cerimônia. Questionado ontem (25) pela reportagem da Agência Brasil, a comunicação do estado informou que o governador cumpriria agenda hoje nas cidades de São Bernardo do Campo e Lagoinha para entrega de apartamentos e de obras.

Ontem (25), o ministro Macêdo confirmou que o governador havia sido convidado a participar do evento.

Fonte: Agência Brasil