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STF decide que redes devem ser responsabilizadas por conteúdos ilegais

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Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) que as plataformas que operam as redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários.

Após seis sessões seguidas para julgar o caso, a Corte decidiu pela inconstitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

O dispositivo estabelecia que, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só poderiam ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo ilegal.

Dessa forma, antes da decisão do STF, as big techs não respondiam civilmente pelos conteúdos ilegais, como postagens antidemocráticas, mensagens com discurso de ódio e ofensas pessoais, entre outras.

Com o final do julgamento, a Corte aprovou uma tese jurídica, que contém as regras que as plataformas deverão seguir para retirar as postagens. 

O texto final definiu que o Artigo 19 não protege os direitos fundamentais e a democracia. Além disso, enquanto não for aprovada nova lei sobre a questão, os provedores estarão sujeitos à responsabilização civil pelas postagens de usuários.

Pela decisão, as plataformas devem retirar os seguintes tipos de conteúdo ilegais após notificação extrajudicial:

  • Atos antidemocráticos;
  • Terrorismo;
  • Induzimento ao suicídio e automutilação;
  • Incitação à discriminação por raça, religião, identidade de gênero, condutas homofóbicas e transfóbicas;
  • Crimes contra a mulher e conteúdos que propagam ódio contra a mulher;
  • Pornografia infantil;
  • Tráfico de pessoas. 

Votos

O último voto sobre a questão foi proferido na sessão desta quinta pelo ministro Nunes Marques, que votou contra a responsabilização direta das redes. O ministro defendeu que a responsabilização direta deve ser criada pelo Congresso.

Segundo Nunes, a liberdade de expressão é clausula pétrea da Constituição e deve ser protegida. Dessa forma, a responsabilidade pela publicação de conteúdos é de quem causou o dano, ou seja, o usuário.

“A liberdade de expressão é pedra fundamental para necessária troca de ideias, que geram o desenvolvimento da sociedade, isto é, apenas por meio do debate livre de ideias, o indivíduo e a sociedade poderão se desenvolver em todos os campos do conhecimento humano”, afirmou.

Nas sessões anteriores, os ministros Flávio Dino,  Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia se manifestaram pela responsabilização. Os ministros André Mendonça e Edson Fachin votaram pela manutenção das atuais regras que impedem a responsabilização direta das redes.

Carmen Lúcia avaliou que houve uma transformação tecnológica desde 2014, quando a lei foi sancionada, e as plataformas viraram “donas das informações”. Segundo a ministra, as plataformas têm algoritmos que “não são transparentes”. 

Para Moraes, as big techs impõem seu modelo de negócio “agressivo”, sem respeitar as leis do Brasil, e não podem ser uma “terra sem lei”.

No entendimento de Dino, o provedor de aplicações de internet poderá ser responsabilizado civilmente pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros.

Gilmar Mendes considerou que o Artigo 19 é “ultrapassado” e que a regulamentação das redes sociais não representa ameaça à liberdade de expressão.

Cristiano Zanin votou pela inconstitucionalidade do artigo e afirmou que o dispositivo não é adequado para proteger os direitos fundamentais e impõe aos usuários o ônus de acionar o Judiciário em caso de postagens ofensivas e ilegais.

Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli votaram para permitir a exclusão de postagens ilegais por meio de notificações extrajudiciais, ou seja, pelos próprios atingidos, sem decisão judicial prévia.

Luís Roberto Barroso diz que a ordem judicial é necessária para a remoção somente de postagens de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria”). Nos demais casos, como publicações antidemocráticas e terrorismo, por exemplo, a notificação extrajudicial é suficiente para a remoção de conteúdo, mas cabe às redes o dever de cuidado para avaliar as mensagens em desacordo com as políticas de publicação.

Casos julgados

O STF julgou dois casos concretos que envolvem o Marco Civil da Internet e que chegaram à Corte por meio de recursos.

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.

No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Fonte: Agência Brasil

Distritais discutem riscos de instalação de termelétrica no DF

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Na 8ª reunião da CPI do Rio Melchior, nesta quinta-feira (26), a Câmara Legislativa recebeu técnicos da Ambientare, empresa que elaborou o relatório de impacto ambiental da Usina Termelétrica Brasília (UTE Brasília), que será construída pela Termonorte. O projeto do empreendimento passou a fazer parte do escopo de investigação da comissão, uma vez que está prevista a captação da água do rio para o resfriamento das caldeiras da usina. Por quatro horas, os representantes da companhia responderam questionamentos sobre os poluentes que poderão ser lançados no corpo hídrico, no solo e na atmosfera, além dos impactos sociais previstos.

Mesmo detectando 24 impactos ambientais negativos e quatro positivos, a conclusão do estudo atesta que a implantação da UTE Brasília é viável sob o ponto de vista ambiental, técnico e socioeconômico, desde que sejam rigorosamente cumpridas as condicionantes e programas ambientais estabelecidos.

A presidente da Comissão, deputada Paula Belmonte (Cidadania), mais uma vez demonstrou preocupação com as possíveis consequências da construção da usina. A remoção da Escola Classe Guariroba, que hoje ocupa o local onde será implantada a UTE, a possibilidade de captação de água do lençol freático por meio de poços artesianos e a elevação da temperatura da água no rio foram os principais pontos questionados pela parlamentar, que afirmou que a CPI vai esmiuçar o projeto e propor soluções para todos os problemas identificados.

“Aqui temos seriedade e o compromisso de fazer um trabalho propositivo e técnico, mas, principalmente, um trabalho que tenha um reflexo a longo prazo para o DF”, pontuou.

Conforme explicou o diretor-presidente da Ambientare, Felipe Stahlhoefer Lavorato, a escolha do local para a instalação do empreendimento levou em conta três aspectos principais: a proximidade com a subestação elétrica de Samambaia; a proximidade com o ponto de chegada do gasoduto que será instalado no DF (Gasoduto Brasil Central); e a disponibilidade hídrica do rio, que, em sua avaliação, é suficiente para o processo de resfriamento exigido pela termelétrica.

Alvo de diversas críticas por parte de parlamentares, a escolha da matriz energética foi defendida por Lavaroto. “O gás natural, dentro das fontes fósseis, é a fonte de energia mais limpa que há no planeta. Na COP 29, por exemplo, o gás natural foi considerado o combustível da transição energética”, declarou.

Ele explicou que a utilização da termelétrica como fonte de abastecimento de energia se dará de forma complementar à rede já existente, garantindo a estabilidade do sistema.

“Para se promover uma transição energética para fontes limpas em médio e longo prazo, é necessário a utilização do gás, porque as outras fontes – como a hídrica, a fotovoltaica ou a eólica – são instáveis e não garantem a estabilidade. A termelétrica exerce um papel de backup de estabilização da rede”, pontuou.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Temperatura da água

A termelétrica a gás natural gera energia elétrica por meio da queima do gás, que movimenta turbinas acopladas a geradores. Os gases quentes da combustão são reaproveitados para aquecer água, produzindo vapor que aciona uma segunda turbina. Após isso, o vapor é resfriado, volta à forma líquida e retorna à caldeira, reiniciando o ciclo.

Divergindo do que havia sido dito pelo representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Breno Bispo da Silva à CPI, os técnicos da Ambiantare informaram que o processo deverá aquecer a água do rio em apenas um grau Celsius, podendo chegar a, no máximo, três graus. Na oitiva de 12 de junho, o Ibama havia dito que, no local de despejo, a água poderia ser elevada a sete graus.

A gerente técnica da Ambientare, Marília Lopes da Rocha, explicou que a usina adotará um processo que utiliza uma bacia de contenção para armazenar a água após seu uso nas caldeiras, o que faz com que seja reduzida sua temperatura antes de ser lançada no Melchior, que tem temperatura média de 22 graus. Os representantes da empresa atestaram ainda que, após o processo, a água retorna ao rio em qualidade superior à que foi captada. 

Belmonte questionou a contradição das informações apresentadas pela empresa e pelo órgão ambiental, mas os técnicos atestaram que um dos critérios para a concessão da licença à Termonorte é justamente o cumprimento das normativas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelecem o limite de até três graus na elevação da temperatura do corpo hídrico nos locais onde são lançados os efluentes.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Lençol freático e poluição do ar

Outro ponto duramente criticado pela deputada Paula Belmonte é a possibilidade de degradação do lençol freático do Melchior. Consta no estudo técnico que a Termonorte poderá solicitar aos órgãos ambientais autorização para extrair água de camadas inferiores ao leito do rio por meio de quatro poços artesianos, o que, na avaliação da parlamentar, pode comprometer ainda mais a saúde do corpo hídrico.

Os técnicos da Ambientare minimizaram os riscos e afirmaram que a perfuração dos poços dificilmente será necessária, uma vez que, de acordo com os dados extraídos, o volume do Melchior seria suficiente para a operacionalização da usina. “A perfuração dos quatro poços estão citados no estudo como uma possibilidade de captação de água. Uma alternativa de standby”, defendeu o diretor da empresa.

A presidente da comissão afirmou que as alegações dos técnicos não são convincentes o suficiente para afirmar que o lençol freático está protegido. “Para que a previsão de perfurar quatro poços? Essa previsão está muito além do normal, já que vocês alegam que só a água do rio seria suficiente”, protestou Belmonte.

Preocupado com a possibilidade de emissão de gases tóxicos no ar, o relator da comissão, deputado Iolando (MDB), fez questão de saber como se dará a medição dos gases lançados e se eles poderiam ser prejudiciais à população vizinha. 
Marília Rocha destacou que foram feitas medições no local em que o projeto será implantado e foi identificado que a qualidade atmosférica do local é boa. Essas análises vão servir para que sejam feitos comparativos futuramente quando a UTE estiver operando, mas a técnica adiantou que a liberação de partículas no ar terá de atender a rigorosos critérios estabelecidos e fiscalizados pelos órgãos ambientais.

Os técnicos frisaram que não será emitido gás metano no processo da queima do gás, e que a concentração de CO² liberada após a dispersão será de três a seis vezes menor que o limite permitido pela legislação. “A possibilidade é mínima ou nula de gerar impacto na saúde das pessoas”, respondeu Rocha ao deputado Iolando.

O deputado Gabriel Magno (PT) rebateu as alegações da Ambientare sobre os baixos índices de poluentes liberados na atmosfera. Para efeito de comparação, o parlamentar mencionou um estudo que aponta que, em 2023, todo o sistema de transporte do Distrito Federal – o que inclui a totalidade de veículos a combustão que circulam nas vias da Capital – lançou ao ar 3,1 milhões de toneladas de CO², enquanto a previsão de emissão pela termelétrica é de 4,7 milhões. “Imaginem o impacto na poluição do ar se a gente mais do que dobrar nossa frota de veículos”, questionou o distrital.

 

Foto: Assessoria Gabriel Magno

Gasoduto

Para que a usina termelétrica a gás possa operar, é preciso que ela esteja conectada a um sistema de gasoduto, o que ainda não existe no DF. Os representantes da empresa explicaram que está em fase de licenciamento a construção do Gasoduto Brasil Central, que parte da cidade de São Carlos (SP) e vai se conectar a Goiás e ao DF. A conexão da UTE com este gasoduto será realizada por um ramal com extensão de 200 metros.

Para Magno, é estranho que já esteja em curso o processo de discussões para a concessão de licenças ambientais à termelétrica uma vez que a tubulação sequer foi liberada e construída. Para ele, há um forte interesse econômico envolvido e o componente ambiental está sendo deixado em segundo plano.

“Nós sabemos que há um interesse econômico enorme por trás desse empreendimento. É um empreendimento bilionário, que envolve a construção de um gasoduto e a construção e manutenção de uma usina termoelétrica. Há muitos interesses financeiros agindo por trás disso. Temos que ter noção dos reais perigos desse empreendimento”, declarou.

A CPI deu sequência às oitivas desta quinta-feira recebendo representantes da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA). A próxima visita técnica será nas instalações do frigorífico da Seara e está marcada para 8 de agosto. A reunião de hoje pode ser assistida pelo YouTube da Câmara.

Fonte: Agência CLDF

Aprendiz do Futuro abre inscrições nos 246 municípios para cadastro de reserva

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Aprendiz do Futuro
Jovens de 14 e 15 anos e 10 meses podem se inscrever para oportunidade de primeiro emprego (Foto: Carol Costa)

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) anuncia a abertura de inscrições para cadastro de reserva no Aprendiz do Futuro, programa que integra o Goiás Social. O edital completo, com todas as informações, está disponível no site da Seds, e as inscrições podem ser realizadas pelo aprendizdofuturo.org.br até o dia 16 de julho próximo.

Estão aptos a se inscrever no Programa do Goiás Social adolescentes com 14 anos a 15 anos e 10 meses, que estejam em situação de vulnerabilidade econômica e social, com família inscrita no Cadastro Único; que sejam estudantes de rede pública ou bolsistas de 100% da rede particular; com renda familiar de até dois salários mínimos, ou meio salário por pessoa.

Aprendiz do Futuro

Aprendiz do FuturoAprendiz do Futuro
Estão aptos a se inscrever adolescentes com 14 anos a 15 anos e 10 meses (Foto: Carol Costa)

Atualmente, 7,4 mil jovens estão empregados pelo Governo de Goiás, com funções desempenhadas em algum órgão público de todos os 246 municípios. Em maio, o governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha Caiado anunciaram a ampliação do programa para 10 mil pessoas ainda em 2025.

Executado em parceria com a Demà Aprendiz, o programa também tem como público-alvo adolescentes de etnias tradicionais, como indígena, quilombola, cigano ou afrodescendente. E ainda, integrantes de família com mulher vítima de violência doméstica, além de cota para pessoas com deficiência, sem limite de idade.

O Aprendiz do Futuro oferece salário de R$ 712,99, proporcional à carga horária; vale-transporte; auxílio-alimentação de R$ 150; férias; 13º salário; uniforme; seguro de vida; e contrato de aprendizagem em órgãos públicos. Além disso, também garante prioridade para adolescentes em condições agravadas de vulnerabilidade, como órfãos da pandemia e vítimas de violência.

Fonte: Portal Goiás

Embaixador do Irã diz que Brics pode melhorar ordem mundial

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O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, disse nesta quinta-feira (26) que os países do Brics, bloco do qual o próprio Irã faz parte, devem atuar de forma a “melhorar a ordem internacional”.

Ao atender a imprensa na sede da embaixada, em Brasília, ele agradeceu ao governo brasileiro e ao Brics pelas declarações que condenaram ataques por parte de Israel e dos Estados Unidos a instalações do programa nuclear iraniano.

“O Brics não existe somente para publicar declarações, mas para criar esse novo caminho”, disse. “O papel do bloco, nesse âmbito, é colocar em ordem o que está faltando na ordem internacional”, completou o diplomata.

“A gente não pode ficar somente em declarações. O Brics, em si, tem países que, juntos, gostariam de atuar junto às incapacidades mundiais que existem. Isso demostra que o Brics está num bom caminho e que precisamos dessas mudanças.”

Visita ao Brasil

Questionado se o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, vai participar da cúpula de líderes do Brics, no início julho, no Rio de Janeiro, o embaixador disse que o assunto permanece “dentro da programação”. “E estamos seguindo nossas programações”.

Vistorias suspensas

Abdollah Nekounam confirmou que o país vai suspender temporariamente as vistorias, por parte da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), às instalações nucleares iranianas.

“Sabemos que há informações sobre nossos programas e também existem informações sobre os cientistas nucleares. Faz parte da soberania de um país de proteger suas informações e seus cientistas.”

Fonte: Agência Brasil

Relatório do BC prevê alta de 2,1% do PIB e queda da inflação em 2025

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O Banco Central revisou para cima as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 1,9% para 2,1% em 2025; e para baixo as projeções de inflação do mesmo ano, passando de 5,1% para 4,9%.

Soma de todas riquezas produzidas no país, o PIB, apesar da previsão de crescimento, permanece, segundo a autoridade monetária, com uma “perspectiva de desaceleração da atividade ao longo do ano”.

O Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado hoje (26) pelo BC contém as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom), além de apresentar uma avaliação da evolução recente e das perspectivas da economia.

Inflação

Na comparação com o relatório anterior, as projeções de inflação tiveram leve queda para 2025 e 2026. A projeção para 2025 caiu 0,2 p.p. [de 5,1%, estimado no relatório de março, para 4,9%]. Para 2026, a estimativa inflacionária é de redução de 0,1 p.p. “Neste último horizonte, houve queda das projeções da inflação tanto de preços livres como de administrados”, diz o relatório.

O documento avalia que essas projeções têm, por base, pressões inflacionárias derivadas de uma atividade econômica “mais forte que o esperado”, jogando o índice para cima. Por outro lado, fatores como apreciação cambial e queda do preço do petróleo estariam a jogar o índice inflacionário para baixo.

Meta

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, podendo variar 1,5% para mais ou para menos – o que resulta em um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Desta forma, resume o documento, a economia aquecida favorece a alta da inflação, dificultando a convergência para a meta.

“A inflação se mantém acima da meta e as expectativas de inflação permanecem desancoradas. A inflação acumulada em doze meses, medida pelo IPCA, aumentou de 5,06% em fevereiro para 5,32% em maio. A alta foi ligeiramente menor do que a antecipada: em relação ao cenário de referência apresentado no relatório anterior, a surpresa foi de -0,06 p.p.”, complementa o BC.

Preocupação a longo prazo

A autoridade monetária avalia que, considerando a série trimestral dessazonalizada, tanto a inflação cheia como a média dos núcleos foram “ligeiramente menores que no trimestre anterior, mas continuam acima da meta”, mas que, diante das expectativas de uma economia desancorada, “não houve melhora nas expectativas de inflação para horizontes mais longos”.

De acordo com a ata do Copom divulgada na terça-feira (24), para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, é exigida uma política monetária em “patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”.

Projeções

O relatório divulgado hoje considera que, tendo por base as projeções do cenário de referência, a inflação se mantém “acima do limite do intervalo de tolerância nos próximos meses, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta”.

“Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,4%-5,5% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 4,9% no final do ano, 3,6% em 2026 e 3,2% no último período considerado, referente ao quarto trimestre de 2027. Portanto, no horizonte relevante de política monetária, considerado como sendo o quarto trimestre de 2026, a inflação projetada é 3,6%”, detalhou.

Cenário doméstico

No cenário doméstico, os dados de atividade e de mercado de trabalho se apresentaram, segundo o relatório, um pouco mais fortes que o esperado, com uma taxa de desocupação voltando a recuar, com aumentos do nível de ocupação e da taxa de participação.

O PIB cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, “destacando-se o desempenho de setores menos sensíveis ao ciclo econômico, em especial a agropecuária”.

Ambiente externo

Com relação ao ambiente externo, o relatório o considera ainda adverso, motivo pelo qual faz-se necessária cautela por parte de países emergentes.

Na avaliação do BC, o acirramento da tensão geopolítica “adiciona ainda mais incerteza” a esse cenário, em função da conjuntura e da política econômica nos EUA, “principalmente acerca de suas políticas comercial e fiscal e de seus respectivos efeitos”.

“O comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos também têm sido afetados, com reflexos nas condições financeiras globais”, complementa.

Fonte: Agência Brasil

Defesa Civil alerta para risco de chuvas fortes no Rio Grande do Sul

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O avanço de uma nova frente fria, aliada a um sistema de baixa pressão, deve favorecer novas pancadas de chuva em parte do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (26). Segundo a Defesa Civil estadual, autoridades e moradores das regiões norte, nordeste e da Serra, além de partes das regiões noroeste, dos vales e litoral norte devem estar atentos às eventuais consequências das chuvas, que devem variar entre moderadas e fortes.

“Nessas regiões, os acumulados variam [hoje] entre 20 e 60 milímetros/dia, com pontuais passando dos 70 mm/dia em áreas próximas à divisa com Santa Catarina”, informou a Defesa Civil estadual, em um alerta divulgado na quarta-feira.

Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, o órgão já emitiu alertas para diferentes localidades, com especial atenção para a região metropolitana de Porto Alegre e dos vales.

Ao menos cinco pessoas já perderam a vida devido às consequência das chuvas das últimas semanas. Os óbitos foram registrados nas cidades de Aratiba, Candelária, Nova Petrópolis, Sapucaia do Sul e Nova Petrópolis. Um homem está desaparecido desde o dia 17. O carro em que ele e a esposa estavam foi levado pelas forças da água quando o casal passava por uma ponte. A mulher é uma das cinco vítimas já confirmadas.

Até quarta-feira (25), 154 das 497 cidades gaúchas já tinham informado à Defesa Civil estadual que o município sofreu algum dano, prejuízo ou intercorrência em função das chuvas. Mais de 9 mil pessoas foram desalojadas em todo o estado, tendo que deixar suas residências e se alojar temporariamente nas casas de parentes, amigos, hotéis ou pousadas, o caso dos desalojados, ou em abrigos públicos ou de entidades assistenciais, o caso dos desabrigados.

Fonte: Agência Brasil

Governo ainda avalia se vai ao Supremo por IOF, diz AGU

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A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou nota nesta quinta-feira (26) em que nega haver uma determinação do governo de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o aumento em alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O decreto presidencial sobre a medida foi derrubado nessa quarta-feira (25) pelo Congresso. 

A nota da AGU foi divulgada após ter repercutido na imprensa a fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que na manhã de ontem disse que as alternativas para manter o equilíbrio fiscal, após a derrota no Congresso, seriam recorrer ao Supremo ou fazer cortes no orçamento.

Segundo a AGU, não há qualquer decisão tomada” sobre a eventual judicialização do tema.

“Todas as questões jurídicas serão abordadas tecnicamente pela AGU, após oitiva da equipe econômica. A comunicação sobre os eventuais desdobramentos jurídicos do caso será feita exclusivamente pelo próprio advogado-geral [Jorge Messias], no momento apropriado”, conclui o texto. 

Mais cedo, Haddad afirmou que “na opinião dos juristas do governo, que tiveram muitas vitórias nos tribunais, é flagrantemente inconstitucional” a derrubada do decreto presidencial. Acrescentou que uma decisão final sobre a judicialização cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Haddad defendeu ainda que recorrer ao Supremo é um direito do governo. “Nem nós devemos nos ofender quando um veto é derrubado e nem o Congresso pode se ofender quando uma medida é considerada pelo Executivo incoerente com o texto constitucional”, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. 

O decreto sobre o IOF foi o primeiro decreto presidencial a ser derrubado pelo Congresso em 30 anos. O próprio Haddad reconheceu que o governo foi pego de surpresa com a votação, que fora anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) pelas redes sociais na noite do dia anterior. 

Após a derrota do governo na Câmara, com placar de 383 votos a 98, o decreto foi também derrubado no Senado momentos depois, após uma votação relâmpago pautada pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), numa demonstração de articulação próxima entre as lideranças do Congresso. 

Quem paga a conta

Desde a publicação do decreto, o governo vinha negociando medidas compensatórias para evitar a derrubada do aumento do IOF, afirmando que a medida seria fundamental para manter o equilíbrio fiscal.

A maioria do Congresso não concorda com elevação de alíquotas do IOF como saída para cumprir o arcabouço fiscal e tem cobrado o corte de despesas primárias. 

Os parlamentares também estão insatisfeitos com o ritmo de liberação de emendas parlamentares e acusam o governo de fazer dobradinha com o Supremo para impedir os repasses. Desagrada também a narrativa de governistas de que o Congresso trabalha em prol dos mais ricos.

Já o governo alega que o aumento do IOF atinge sobretudo o andar de cima, sendo necessário para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública. 

Nesta quinta, Hadad afirmou que se a derrubada do decreto for mantida, o governo terá que buscar receitas na taxação de dividendos [lucros pagos a acionistas de empresas] ou “na questão do petróleo”. 

Caso contrário, a única opção seriam os cortes no orçamento. “Vai pesar para todo mundo. Vai faltar recurso para a saúde, para a educação, para o Minha Casa, Minha Vida. Não sei se o Congresso quer isso”, disse Haddad.

Especialistas consultadas pela Agência Brasil destacaram que a disputa em torno do IOF define de onde sairá o dinheiro – em outras palavras, quem pagará a conta – para cobrir os R$ 20,5 bilhões necessários para cumprir a meta fiscal do orçamento de 2025. Isso porque o governo já bloqueou ou contingenciou R$ 31,3 bilhões em despesas deste ano. 

Mudanças

Entre as medidas propostas no decreto, estavam o aumento na taxação das apostas eletrônicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; das fintechs, de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), igualando-se aos bancos tradicionais; a taxação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos que atualmente são isentos de Imposto de Renda.  

O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda, juntamente com uma medida provisória para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal.

Fonte: Agência Brasil

Valor pago por consultas médicas no Ipasgo Saúde terá aumento

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Valor pago por consultas médicas no Ipasgo Saúde terão aumento
Em reunião plenária no Cremego, Ipasgo Saúde anuncia reajustes de até 146,2% no valor pago por consultas médicas (Foto: Ipasgo Saúde)

O Ipasgo Saúde anunciou, na noite desta quarta-feira (25/06), durante plenária na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), em Goiânia, um novo reajuste nos valores pagos pelas consultas médicas e o início do processo de recontratualização da rede credenciada.

As novas condições, estabelecidas em conformidade com a Resolução Normativa (RN) nº 503 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), passam a valer a partir de 1º de julho de 2025.

Os reajustes abrangem especialidades historicamente defasadas e fazem parte de um conjunto de ações para modernizar a relação do Ipasgo Saúde com os prestadores, incluindo a reorganização do agendamento eletrônico. Os novos valores das consultas só serão aplicados aos prestadores que assinarem o contrato.

Novo modelo

O novo modelo prevê aumento nos valores pagos por consultas, com reajustes que variam de 17% a 100%, dependendo da especialidade. A consulta geral, por exemplo, terá um reajuste de 30,8% no atendimento sem agendamento e de 17,6% no modelo com agendamento.

Além disso, o Ipasgo remunera consultas diferenciadas por especialidades, dependendo da necessidade de ofertas. Os reajustes, que variam entre 9,1% e 146,2%, contemplam áreas com maior carência de profissionais. Entre os maiores percentuais de aumento estão Psiquiatria, Geriatria, Alergia e Imunologia, e Nefrologia.

A medida também abrange outras especialidades, como Pediatria, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Hematologia e Hemoterapia, Infectologia, Pneumologia, Reumatologia e Endocrinologia, entre outras. As subespecialidades pediátricas, por exemplo, terão novos valores que vão de R$ 170 a R$ 250 por consulta.

Durante o encontro, o presidente do Ipasgo, Bruno D’Abadia, afirmou que o reajuste e o processo de recontratualização são parte de um esforço para valorizar os médicos e garantir a sustentabilidade do instituto.

“Estamos resolvendo pendências antigas, inclusive do ano passado, e atuando com boa fé para alcançar soluções sustentáveis. Já resolvemos questões dos meses 6, 8 e 9 de 2024 e vamos seguir buscando os prestadores que ainda não enviaram os arquivos”, destacou.

D’Abadia reforçou que a equipe técnica segue à disposição dos médicos para sanar dúvidas e avançar no esclarecimento das questões operacionais e pontuais.

“Nada ficará sem resposta. Claro que queremos melhorar ainda mais e vamos chegar lá. O reconhecimento da existência da defasagem já é um avanço. Estamos no caminho certo e caminhando para um modelo mais justo e próximo do ideal”, declarou.

O presidente ressalta que o reajuste também vai propiciar a abertura de editais de credenciamento para especialidades com escassez de profissionais atendendo necessidades regionais.

“Podemos abrir por exemplo um credenciamento de cardiologia no nordeste goiano e cirurgia de cabeça e pescoço em Goiânia. Não será aberto para todos, mas de acordo com a necessidade”, esclareceu.

O último reajuste na tabela foi aplicado em setembro de 2022. Quanto aos demais profissionais de saúde, a exemplo das áreas de odontologia, psicologia, fonoaudiologia, nutrição, terapia ocupacional e fisioterapia, estudos estão sendo finalizados para o reajuste das tabelas destes serviços.

Mesas redondas abriram diálogo

O encontro desta quarta-feira foi um desdobramento das mesas-redondas realizadas este mês com representantes da rede credenciada. Durante quatro dias de reuniões presenciais, 132 representantes de 13 entidades, incluindo hospitais, clínicas, sindicatos e conselhos, debateram a nova minuta contratual do Ipasgo.

O ciclo de mais de 15 horas de discussões resultou em sugestões e ajustes que foram incorporados ao processo de recontratualização.

A plenária no Cremego foi marcada por manifestações da classe médica. O presidente do Cremego, Rafael Cardoso Martinez, destacou o simbolismo do encontro e elogiou o diálogo estabelecido.

“Foi muito simbólico ter o presidente do Ipasgo e sua equipe aqui, mostrando disposição para ouvir e fazer ajustes necessários. Essa relação de respeito é o que queremos manter. Claro que vamos continuar cobrando, porque temos que avançar sempre. Essa noite gerará frutos importantes para todos”, disse.

Agendamento eletrônico e próximos passos do Ipasgo Saúde

O Ipasgo reforçou ainda a importância da reorganização do agendamento eletrônico, que hoje já abrange 67% das consultas eletivas e permite maior previsibilidade de agenda, além de valores mais altos por consulta.

O instituto orienta que os prestadores verifiquem os e-mails cadastrados no Portal do Prestador e realizem a assinatura digital dos novos contratos a partir de 1º de julho. O suporte está disponível pelo telefone 0800 333 1212 e pelo canal Fale Conosco no portal da instituição.

O cronograma prevê a confecção dos contratos até o dia 27 de junho, com envio eletrônico para assinatura na sequência. Entre os benefícios esperados com o novo modelo estão maior remuneração e previsibilidade para os médicos, ampliação do acesso e redução de filas para os usuários, além de retenção da rede credenciada e melhoria na gestão da demanda por parte do instituto.

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Ipasgo Saúde – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Projeto Crer com Romeiros leva atendimento à Festa de Trindade

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Crer leva atendimento aos romeiros na Festa de Trindade

O Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, inicia, nesta sexta-feira (27/06), a 6ª edição do projeto Crer com Romeiros. A ação oferecerá orientações e serviços de saúde, garantindo mais segurança aos fiéis que participam da Romaria do Divino Pai Eterno, rumo à Trindade.

No local, os romeiros vão receber serviços como aferição de pressão arterial e glicemia, orientações sobre prevenção de lesões, sessões de alongamento e realização de curativos. Segundo o gerente de Reabilitação Física e Visual do Crer, Eduardo Carneiro, o projeto reforça o compromisso da unidade com a promoção da saúde.

“O Crer com Romeiros é uma forma de ampliarmos nossa atuação com uma abordagem humanizada, levando orientações e suporte direto aos fiéis durante esse momento de fé e esforço físico”, afirma.

Orientações

Eduardo alerta para os cuidados antes de iniciar a caminhada rumo à Trindade.

“É importante se preparar bem no dia anterior, fazer refeições leves, ter uma boa noite de sono. No dia da caminhada o certo é optar por calçados adequados e confortáveis. Quem escolher o trajeto à noite é preciso ficar atento para levar agasalhos, e durante o dia fazer uso de chapéu/boné e protetor solar”.

O fisioterapeuta também reforça para que, ao longo do trajeto, o romeiro faça pequenas paradas para se alongar e hidratar. Outra orientação é consumir alimentos leves.

“Em caso de exaustão física, interrompa a caminhada e peça ajuda”, alerta.

Crer com Romeiros: local, data e horários dos atendimentos

Estande do Projeto Crer com Romeiros estará no Espaço Saúde do Centro de Apoio ao Romeiro, na GO-060

  • Dias: 27, 28 e 29 de junho, e 4 e 5 de julho
  • Horários:
    • sexta-feira, das 18h às 22h;
    • sábado, das 7h às 12h e das 18h às 22h;
    • no domingo, das 7h às 12h

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Secretaria de Estado da Saúde (SES) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Ajuda a setor de eventos consumiu R$ 15,7 bi até março deste ano

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Criado em 2021 para ajudar empresas afetadas pela pandemia de covid-19, o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) consumiu R$ 15,7 bilhões até março deste ano, divulgou nessa quarta-feira (25) a Receita Federal. Como o programa superou o limite de R$ 15 bilhões fixado em 2024, o benefício está legalmente extinto desde abril.

Os números constam da Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi), documento eletrônico que informa os benefícios fiscais recebidos por empresas. O levantamento contemplou as declarações entregues até 2 de junho deste ano.

Como a Dirbi é enviada a cada dois meses, até o 20º dia do segundo mês seguinte ao período de apuração, os números referentes a março e abril só aparecem nas declarações entregues até o fim de junho. Criada no ano passado, a Dirbi lista os benefícios fiscais recebidos por médias e grandes empresas. As empresas inscritas no Simples Nacional e os microempreendedores individuais (MEI) estão fora da declaração.

Como até 2023, o Perse vinha consumindo cerca de R$ 15 bilhões por ano, três vezes mais que o gasto previsto de R$ 5 bilhões, o governo conseguiu aprovar uma medida que limitava o incentivo fiscal a R$ 15 bilhões. O programa seria extinto assim que o teto de renúncias fiscais fosse alcançado.

Criado para socorrer o setor de eventos durante a pandemia de covid-19 e estendido por quatro anos, o Perse zerava a alíquota dos seguintes tributos:

•     Imposto de Renda;

•     Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL);

•     Programa de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor (Pasep); Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O programa tinha como objetivo compensar o período em que as atividades do setor de eventos permaneceram paradas por restrições impostas para evitar aglomerações.

Cenário conservador

Ao considerar apenas as pessoas jurídicas habilitadas a receber ajuda do Perse, o valor total da renúncia tributária do programa ficou em R$ 15,685 bilhões de abril de 2024 a março de 2025. O valor corresponde a 105% do limite de R$ 15 bilhões estabelecido pela de 2024.

A Receita, no entanto, ressaltou que existe impacto futuro, ainda não estimado, de empresas com decisões judiciais para continuarem a usufruir da renúncia tributária pelos meses seguintes.

“O cenário apresentado de R$ 15,7 bilhões é o mais conservador possível, podendo ultrapassar facilmente os R$ 17,55 bilhões e se prolongar no tempo. E mesmo nesse cenário mais conservador, os R$ 15 bilhões autorizados por lei já foram de fato superados em março de 2025”, informou o relatório da Receita.

Fonte: Agência Brasil