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Fim da escala 6×1 deve aumentar produtividade, diz Boulos

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou, nesta quarta-feira (25), que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) no Brasil deve levar ao aumento da produtividade da economia do país. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov, ele defendeu a redução de jornada para os trabalhadores e deu exemplos de empresas que já adotaram novos regimes de trabalho.

Segundo Boulos, um estudo da Fundação Getulio Vargas, em 2024, envolvendo 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho apontou aumento de receita de 72% delas e de cumprimento de prazos em 44%. “Estão reduzindo mesmo sem a legislação”, destacou.

“E por que aumenta a produtividade? Com seis dias de trabalho, um de descanso – e às vezes esse um, principalmente para as mulheres, é para fazer serviço de cuidado em casa – quando essa pessoa chega ao trabalho, ela já está cansada. Quando esse trabalhador ou trabalhadora está mais descansado, o resultado é que ele vai trabalhar melhor. Então, o que a gente sustenta é baseado em dados”, afirmou.

O ministro contou ainda que a empresa Microsoft, no Japão, adotou a escala 4 por 3 e teve aumentou de 40% na produtividade individual do trabalhador. Boulos também deu exemplo de outros países.

“A Islândia em 2023 reduziu para 35 horas [semanais], com jornada 4 por 3. Sabe o que aconteceu? A economia da Islândia cresceu 5% e a produtividade do trabalho aumentou 1,5%. Nos Estados Unidos, houve uma redução média de 35 minutos de trabalho por dia nos últimos três anos. Não foi uma lei, isso aconteceu pela própria dinâmica do mercado e aumentou em média 2% da produtividade”, disse.

Segundo Boulos, a baixa produtividade da economia é um dos argumentos de quem é contra a mudança na escala de trabalho.

“Se a produtividade é baixa e você não quer deixar um tempo para o trabalhador fazer um curso de qualificação, como é que vai aumentar a produtividade?”, questionou.

“Aliás, uma parte importante de uma produtividade menor que a média no Brasil não é responsabilidade do trabalhador, é do setor privado que não investe em inovação e tecnologia. Quase todo o investimento em inovação, tecnologia e pesquisa no Brasil é do setor público. O setor privado brasileiro é um dos que menos investe, proporcionalmente aos países no mesmo patamar”, argumentou.

A proposta defendida pelo governo é a redução das atuais 44 horas semanais de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, em um regime de, no máximo, cinco dias de trabalho por dois de folga (6×1). A medida deve incluir ainda um período de transição e compensações para micro e pequenas empresas.

“Essa é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores”, disse Boulos, destacando que há um avanço na discussão com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.

Em fevereiro do ano passado, foi protocolada na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025 que acaba com a escala 6×1. A PEC estabelece a jornada de trabalho de, no máximo, 36 horas semanais e 4 dias de trabalho por semana, mas há outras propostas no Congresso que tratam da redução de jornada.

Juros

O projeto sofre resistência de setores empresariais que também alegam que a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas com a contratação de mais trabalhadores. Para Boulos, há um super dimensionamento do custo da redução de escala de trabalho, mas que para os pequenos será discutido um modelo de adaptação.

O ministro da Secretaria-Geral criticou os juros altos no Brasil e afirmou que isso pressiona mais o setor produtivo.

“Muitas vezes, esses pequenos negócios estão endividados por essa taxa de juro escorchante [abusiva], de agiotagem, que a gente tem no Brasil”, afirmou.

Uns dos instrumentos para controlar a inflação é a taxa básica de juros (a Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Mesmo com o recuo dos preços, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.

“Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de juros nenhum trabalhador aguenta e nenhum empresário aguenta. Como é que você vai aumentar o investimento? Como é que você vai arrumar capital de giro com esse custo do dinheiro? Não tem o menor cabimento. Então, parte do problema que vai aliviar os pequenos, os médios e, nesse caso, até os grandes empresários do Brasil é a redução da taxa de juros escorchante e injustificável”, argumentou.

A próxima reunião do Copom ocorre em 27 e 28 de janeiro. Em comunicado, na última reunião em dezembro, o colegiado não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. O BC informou que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia da instituição é manter a Selic neste patamar por bastante tempo.

Fonte: Agência Brasil

Após alta hospitalar, primo de crianças desaparecidas auxilia na busca

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O menino Anderson Kauan, de 8 anos de idade, auxilia nas buscas dos primos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos há três dias, em Bacabal, no interior do Maranhão. Após ter recebido alta depois de 14 dias internado no hospital geral do município, Kauan mostrou aos policiais o caminho que percorreu com seus primos, até uma cabana abandonada, localizada próxima às margens do Rio Mearim.

Kauan foi acompanhado por uma equipe de atendimento especializada e com apoio psicológico, após autorização da Justiça.

As buscas, que contam com apoio de cães farejadores e mergulhadores, seguem sem qualquer pista sobre o paradeiro das crianças. Atualmente, as buscas estão concentradas na região da cabana, chamada de casa caída, onde cães farejadores indicaram a presença das crianças.

Militares da Marinha estão usando o equipamento de sonar para fazer a varredura em trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.

“Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”, informou o governador do estado, Carlos Brandão, em uma rede social.

Desaparecimento

As três crianças desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. No dia 7 de janeiro, Anderson Kauan foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao que havia desaparecido, e informou ter deixado os dois primos no local da casa caída enquanto buscava ajuda.

A área de buscas, de cerca de 54 km², é marcada por mata de vegetação fechada, terreno irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, o Rio Mearim e lagos. 

A operação de busca reúne profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Marinha e Exército, quilombolas e voluntários.

Fonte: Agência Brasil

Psol aciona STF contra “gratificação faroeste” a policiais que matam

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O Diretório Nacional do Psol acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado pelo governo do estado do Rio de Janeiro para premiar, entre outros critérios, o policial civil que tenha se destacado por matar criminosos.

A relatoria do caso foi designada para o ministro Alexandre de Moraes, por prevenção, devido à relação do tema com a chamada ADPF das Favelas, ação de descumprimento de preceito fundamental que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro.

O partido de oposição ao governo fluminense pede uma liminar (decisão provisória e urgente) para suspender de imediato a gratificação. “O dispositivo é inconstitucional na forma e no conteúdo”, afirma o Psol, que chamou o bônus de “incentivo financeiro à violência policial”.

Para a sigla, a gratificação é inconstitucional desde a partida, uma vez que foi criada por iniciativa do Legislativo, e não do Executivo, que detém a exclusividade para apresentar propostas que criam despesas de pessoal.

Entenda

Aprovada em outubro de 2025, a Lei Estadual nº 11.003/2025 trata da reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil, e em seu artigo 21 prevê uma bonificação entre 10% a 150% do salário em casos como os de vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, ainda, quando ocorrer a chamada “neutralização de criminosos”.

O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado em dezembro pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na ocasião, o próprio líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União), defendeu a derrubada do veto.

Diversos órgãos também já se manifestaram pela ilegalidade e inconstitucionalidade da gratificação faroeste. Ainda antes da aprovação da lei, a Defensoria Pública da União (DPU), por exemplo, divulgou nota técnica que classificou a medida como um estímulo aos confrontos letais entre policias e bandidos.

Segundo a Defensoria, o próprio termo “neutralização”, usado na lei, é impreciso e por si só viola a dignidade da pessoa humana.

Fonte: Agência Brasil

Governo recompõe orçamento para educação e ciência

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O governo federal devolveu integralmente as verbas que haviam sido cortadas do orçamento das instituições federais de ensino para este ano. Em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (20), o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) autoriza a recomposição integral do orçamento, no valor de R$ 977 milhões, para o Ministério da Educação.

A portaria também incluiu a suplementação orçamentária no valor de R$ 186,37 milhões para unidades de pesquisa e projetos tecnológicos vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O dinheiro devolvido havia sido reduzido durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso Nacional no ano passado.

O crédito suplementar para o Ministério da Educação é destinado ao custeio, bolsas de pesquisa e financiamento de obras em universidades e institutos federais. 

Os recursos serão divididos da seguinte forma:

  • R$ 332 milhões: para as universidades federais (para o custeio, como o pagamento de contas como luz, água, segurança, etc.);
  • R$ 156 milhões: para os institutos federais (ensino técnico e profissional);
  • R$ 230 milhões: para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), destinados especificamente a bolsas de apoio às pesquisas na graduação e na pós-graduação.

Pelas redes sociais, o ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou que o governo federal tem feito um esforço anual de repor possíveis cortes no orçamento das instituições federais de ensino. 

“Quero mostrar o compromisso deste governo com as nossas instituições [federais], com as universidades e os institutos federais, e todas as ações de quem tem feito uma construção de diálogo e parceria com as nossas Universidade do Instituto”, escreveu.

Confira reportagem da TV Brasil sobre o assunto

Repercussão

A dirigente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Elaine Cassiano, disse  que o momento de recomposição orçamentária das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica foi adequado após os cortes realizados durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso Nacional. 

“O momento é adequado porque é no início do ano e para que a gente consiga executar todo esse orçamento. A recomposição é muito importante”, afirmou.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), José Geraldo Ticianeli, comemorou a medida. “Essa recomposição orçamentária no valor integral é muito importante para a manutenção das nossas universidades e mostra um gesto muito importante desse governo que é o investimento na educação pública”, disse.



Fonte: Agência Brasil

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Will Bank

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O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master. O banco, também liquidado pelo BC, vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde sua liquidação, decretada em novembro de 2025.

A liquidação do Will Bank foi anunciada nesta quarta-feira (21). Segundo o BC, entre as medidas previstas está a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição, que integrava o conglomerado Master.

Liderado pelo Banco Master, o conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira”, justificou o BC.

Liquidação inevitável

O BC, no entanto, avaliou que essa solução não se mostrou viável, após ser constatado, no dia 19 de janeiro, “o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo.”

Diante dessa situação, a autoridade monetária considerou inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, “em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master”.

Entenda o caso

Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master cresceu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima da média do mercado.

Para sustentar o modelo, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.

As investigações da Polícia Federal e os relatórios do BC apontam que o colapso do Master não foi apenas financeiro, mas também institucional.

A conexão com a gestora Reag Investimentos, a tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB) e a pressão sobre órgãos de controle transformaram o caso em um xadrez complexo, com impacto direto sobre investidores e sobre a credibilidade das instituições.

Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações. O banco emprestava recursos a empresas supostamente laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da gestora Reag Investimentos.

Esses fundos compravam ativos de baixo ou nenhum valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina (Besc), por preços inflados. O Banco Central, então, identificou seis fundos da Reag suspeitos, com patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões – dinheiro que circulava entre fundos ligados aos mesmos intermediários, até chegar aos beneficiários finais.

 

Fonte: Agência Brasil

País com maioria das regiões em alerta de chuvas intensas nesta quarta

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Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste estão sob alerta nesta quarta-feira (21). Com exceção do Sul do país, as demais áreas devem registrar chuvas intensas ao longo do dia devido ao deslocamento de uma zona de convergência do Atlântico Sul.

Os estados de Minas Gerais, do Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro, centro-oeste da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e parte do Amazonas estão sob o alerta de perigo mais intenso no mapa do Inmet. Nesta faixa, há possibilidade de o volume de chuvas chegar pelo menos aos 50mm por dia até domingo.

Para esta quarta, o norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Minas Gerais e a região de Rio Verde (Goiás), o volume de chuvas pode chegar aos 100 milímetros (mm). Esta quantidade de chuvas pode causar deslizamentos, alagamentos e transbordamento de rios.

O Inmet também prevê chuvas que devem superar os 50mm na faixa que vai do Rio Grande do Norte a São Luís e também no Amapá. Apenas a Região Sul está de fora de algum alerta do Instituto.

Temperaturas nas capitais

As máximas desta quarta-feira:

  • Aracaju: 31º
  • Belém: 33º
  • Belo Horizonte: 22º
  • Boa Vista: 35º
  • Brasília: 25º
  • Campo Grande: 32º
  • Cuiabá: 31º
  • Curitiba: 24º
  • Florianópolis: 28º
  • Fortaleza: 30º
  • Goiânia: 27º
  • João Pessoa: 31º
  • Macapá: 31º
  • Maceió: 32º
  • Manaus: 32º
  • Natal: 31º
  • Palmas: 30º
  • Porto Alegra: 29º
  • Porto Velho: 30º
  • Recife: 31º
  • Rio Branco: 29º
  • Rio de Janeiro: 25º
  • Salvador: 31º
  • São Luís: 30º
  • São Paulo: 22º
  • Teresina: 33º
  • Vitória: 23º

Fonte: Agência Brasil

Governo e MP recomendam que X impeça conteúdos sexualizados pelo Grok

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANDP), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) e o Ministério Público Federal (MPF) fizeram uma série de recomendações à empresa controladora da plataforma digital X para que a ferramenta de inteligência artificial da plataforma, o Grok, não seja usada indevidamente para a geração e circulação de conteúdos sexualizados indevidos. 

Segundo o documento divulgado nessa terça-feira (20), entre as recomendações está a criação, no prazo máximo de 30 dias, de procedimentos técnicos e operacionais para identificar, revisar e remover conteúdos desse tipo que ainda estejam disponíveis no X, quando gerados pelo Grok a partir de comandos feitos por usuários.

As instituições pedem também a suspensão imediata das contas envolvidas na produção de imagens sexuais ou erotizadas,tanto de crianças e adolescentes quanto de maiores de idade, sem sua autorização, feitas com o Grok.

Também foi recomendada a implementação de mecanismo “transparente, acessível e eficaz para que titulares de dados possam exercer seus direitos”, incluindo o envio de denúncias sobre uso irregular, abusivo ou ilegal de dados pessoais, especialmente nos casos de criação de conteúdos sintéticos sexualizados ou erotizados sem consentimento, assegurando resposta adequada e em prazo razoável.

As recomendações foram elaboradas diante de denúncias de usuários que apontaram a geração de conteúdos sintéticos de caráter sexualizado a partir de imagens de pessoas reais. 

Também foram tomados como base reportagens veiculadas na imprensa nacional e internacional e por testes realizados pelas instituições, que apontam o uso da ferramenta ilegalmente por usuários para a produção de deepfakes, técnica de inteligência artificial que cria imagens falsas a partir de pessoas reais. Esses conteúdos têm caráter sexualizado, erótico e com conotação pornográfica, envolvendo mulheres, crianças e adolescentes reais.

As instituições alertam que esse tipo de conteúdo pode impactar tanto a proteção de dados pessoais, quanto as relações de consumo, a dignidade da pessoa humana e outros direitos difusos, coletivos e individuais indisponíveis, em especial de mulheres, crianças e adolescentes.

“Entre as recomendações conjuntas, está a de que sejam implementadas, de forma imediata, medidas destinadas a impedir que o Grok gere novas imagens, novos vídeos ou novos arquivos de áudio que representem crianças e adolescentes em contextos sexualizados ou erotizados”, argumentam as instituições.

As recomendações também buscam impedir a geração de conteúdos que representem pessoas naturais maiores de idade identificadas ou identificáveis, em contextos sexualizados ou erotizados, sem sua autorização. 

De acordo com o documento, apesar de o artigo 19 do Marco Civil da Internet prever que provedores de aplicação da internet não seriam responsáveis pelo conteúdo danoso publicado por terceiros, salvo após decisão judicial, a retirada deve ser executada.

Isso porque as deepfakes sexualizadas não são produzidas exclusivamente por terceiros, mas sim por meio de uma interação entre usuários e a ferramenta de inteligência artificial criada e disponibilizada amplamente pelo X, “o que o torna, portanto, coautor de tais conteúdos, e não seu mero intermediador”, diz o texto.

O documento destaca ainda que, recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a parcial inconstitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, precisamente por entender que ele “não oferece proteção suficiente a direitos constitucionais relevantes”.

No julgamento, a Corte fixou que os provedores de aplicação da internet teriam especial dever de cuidado, de adotar todas as providências necessárias para evitar a circulação massiva de crimes especialmente graves, como os praticados contra as mulheres em razão da condição do sexo feminino, inclusive conteúdos que propagam ódio contra elas.

As instituições lembram ainda que a própria política de autorregulação do X relacionada à nudez não consensual proíbe a publicação e o compartilhamento de imagens ou vídeos explícitos que tenham sido produzidos ou compartilhados sem o consentimento das pessoas envolvidas.

A plataforma também veda a produção, manipulação e disseminação de imagens de terceiros com conteúdo sexual ou erotizado, em contextos envolvendo o Grok, o que torna “insustentável, também sob esse prisma, a disponibilização de uma ferramenta de inteligência artificial, sem filtros rigorosos, que favoreça condutas como essas”.

Caso as recomendações não sejam acatadas ou sejam implementadas de modo insuficiente para amenizar os riscos identificados, outras medidas poderão ser consideradas e adotadas pelas três instituições. Essas medidas poderão ser adotadas em sede administrativa e em sede judicial, para garantir a proteção adequada dos cidadãos e cidadãs do país, especialmente de mulheres, crianças e adolescentes.

Fonte: Agência Brasil

Goiás dá início ao pagamento da dívida com União pelas regras do Propag

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Goiás inicia pagamento da dívida com União pelas regras do Propag - Fachada externa da Secretaria de Economia
Goiás pagou primeira parcela da dívida com União em 15 de janeiro, em condições mais vantajosas para o Estado (Foto: Economia-GO)

O Estado de Goiás quitou, no dia 15 de janeiro, a primeira parcela da dívida refinanciada com a União após a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O pagamento inicial somou R$ 12,01 milhões e marca o início da nova fase de gestão do passivo estadual, com condições mais vantajosas em relação ao antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Além da primeira parcela do Propag, o Estado também retomou, na mesma data, o pagamento dos contratos de dívidas garantidas pela União, cinco ao todo, sendo dois com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e três com a Caixa Econômica Federal, que totalizaram R$ 86 milhões.

Esses valores, até então, vinham sendo honrados pela União no âmbito do RRF e ressarcidos parcialmente pelo Estado, conforme percentual previsto na regra de progressão do RRF.

Cálculos da Secretaria da Economia, por meio da Subsecretaria do Tesouro Estadual, indicam que, em 2026, Goiás deverá desembolsar aproximadamente R$ 1,46 bilhão para pagamento do serviço total da dívida pública.

O montante representa uma redução de cerca de R$ 590 milhões em relação ao que seria pago caso o Estado tivesse permanecido no RRF, cujo custo anual estimado alcançaria R$ 2,05 bilhões, uma economia de aproximadamente 30%.

A adesão ao Propag foi formalizada em 24 de dezembro de 2025, com a celebração de termo aditivo por meio do qual o Estado refinanciou R$ 20,87 bilhões em contratos de dívidas administradas pela União, previstos nas Leis nº 8.727/1993, nº 9.496/1998 e na Lei Complementar nº 159/2017.

Com o novo acordo, a dívida pública com a União foi renegociada por um prazo de 30 anos, com indexador mais favorável, IPCA acrescido de juro zero, o que reduz o custo financeiro, dá maior previsibilidade fiscal e abre espaço para ampliar investimentos.

Saiba mais

Governo anuncia saída do Regime de Recuperação Fiscal e adesão ao Propag

Secretaria da Economia – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Polícia faz operação contra venda de ingressos ilegais no Morumbis

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A Polícia Civil faz na manhã desta quarta-feira (21) uma operação para combater a venda ilegal de camarotes no Morumbis, estádio do São Paulo.

Por meio da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Contra a Administração (DPPC), as autoridades cumprem quatro mandados de busca e apreensão.

O São Paulo teve seu presidente, Julio Casares, afastado na semana passada acusado de irregularidades na condução do clube. O clube também faz uma investigação interna para determinar as possíveis irregularidades.

 


Fonte: Agência Brasil

Inauguração do Colégio Estadual José Bonifácio da Silva abre ano letivo de 2026

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Inauguração de escola em Aparecida abre ano letivo de 2026
Inauguração do novo prédio do Colégio José Bonifácio da Silva, em Aparecida de Goiânia, marca início do ano letivo de 2026 na rede estadual de ensino em Goiás (Fotos: Júnior Guimarães)

A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, e o vice-governador Daniel Vilela deram as boas-vindas, nesta terça-feira (20/01), aos estudantes da rede estadual de ensino, durante cerimônia de inauguração de escola que marcou o início do ano letivo de 2026.

A solenidade foi realizada em Aparecida de Goiânia, durante a inauguração do novo prédio do Colégio Estadual José Bonifácio da Silva, no Setor Campos Elíseos.

Gracinha Caiado destacou a importância de garantir condições e infraestrutura adequadas aos estudantes e professores.

“São mais de mil escolas reformadas e reconstruídas para dar oportunidade para que os alunos possam estudar em salas refrigeradas e com uma merenda de qualidade”.

Não é por acaso que, hoje, a educação em Goiás é a primeira colocada no Brasil, fruto de sete anos de muito trabalho e dedicação, pois sabemos que apenas a educação transforma e dá oportunidade para que esses jovens, muitos em situação de vulnerabilidade, possam ter um futuro melhor”, enfatizou.

Ao dar início ao semestre letivo, a primeira-dama ressaltou que o Governo de Goiás garante oportunidade aos alunos da rede pública.

“A única preocupação dos pais é matricular os filhos, porque todos os materiais necessários para o bom desempenho dos estudantes são garantidos pelo governo”, enfatizou.

Inauguração de escola em Aparecida abre ano letivo de 2026 Inauguração de escola em Aparecida abre ano letivo de 2026
“São mais de mil escolas reformadas e reconstruídas para dar oportunidade para que os alunos possam estudar em salas refrigeradas e com merenda de qualidade”, afirmou a primeira-dama, Gracinha Caiado durante inauguração da escola (Fotos: Júnior Guimarães)

Atualmente, as 940 escolas estaduais atendem mais de 444 mil alunos nos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. Todas as turmas retornam às aulas com:

  • materiais didáticos;
  • kits de material escolar;
  • uniformes;
  • tênis.

Além disso, muitos deles são contemplados com o Bolsa Estudo, auxílio financeiro mensal que visa combater a evasão escolar.

“A cada ano, a gente fica mais feliz no início do ano letivo, porque temos o que comemorar, vendo as escolas reformadas, novos programas e iniciativas que estão estimulando os nossos alunos e profissionais da educação, garantindo a manutenção de Goiás como a melhor rede estadual de ensino do Brasil”, comentou o vice-governador Daniel Vilela.

“Vamos seguir em frente, buscando sempre agregar mais tecnologia e iniciativas à aprendizagem”, completou.

Inauguração de escola em Aparecida abre ano letivo de 2026 Inauguração de escola em Aparecida abre ano letivo de 2026
Com capacidade para atender aproximadamente 700 estudantes nos turnos matutino e vespertino, nova sede recebeu R$ 5,6 milhões em investimentos estaduais e foi construída em alvenaria, garantindo espaços seguros e confortáveis a toda comunidade escolar (Fotos: Júnior Guimarães)

Estrutura

Para 2026, está prevista a inauguração de 10 unidades escolares no estado, sendo a primeira delas o Colégio Estadual José Bonifácio da Silva.

Com capacidade para atender aproximadamente 700 estudantes nos turnos matutino e vespertino, a nova sede recebeu R$ 5,6 milhões em investimentos estaduais e foi construída em alvenaria, substituindo a antiga estrutura de placas de concreto, garantindo espaços seguros e confortáveis a toda a comunidade escolar.

De acordo com a secretária da Educação, Fátima Gavioli, a obra é resultado de um compromisso do Governo de Goiás com o fim das escolas pré-moldadas.

Inauguração de escola em Aparecida abre ano letivo de 2026 Inauguração de escola em Aparecida abre ano letivo de 2026
Novo colégio conta com estrutura física completa, distribuída em seis blocos, adequada ao funcionamento de atividades pedagógicas, administrativas e de convivência escolar (Fotos: Júnior Guimarães)

“O governador Caiado me chamou e pediu para reconstruir as escolas de placa, trazendo dignidade e respeito à comunidade escolar. E hoje estamos entregando a quinta escola de Aparecida e, até o final desta gestão, não teremos mais nenhuma escola de placa no Estado de Goiás. Isso faz parte do passado”, afirmou.

O novo colégio conta com estrutura física completa, distribuída em seis blocos, adequada ao funcionamento de atividades pedagógicas, administrativas e de convivência escolar.

A unidade possui:

  • oito salas de aula;
  • laboratório;
  • sala de informática;
  • biblioteca;
  • auditório e espaços destinados ao incentivo à leitura, à pesquisa e à realização de eventos pedagógicos e culturais);
  • refeitório;
  • quadra coberta;

A escola ainda possui sala de grêmio estudantil e ambientes voltados ao protagonismo juvenil, às atividades práticas e ao uso de tecnologias educacionais.

“Essa escola trouxe dignidade para nós. Estamos há 26 anos esperando esse colégio, e a comunidade inteira sonhou com isso. Temos certeza de que tanto alunos quanto pais e professores vão levar daqui tudo de bom que essa nova estrutura representa”, agradeceu a diretora do colégio, professora Cristiane Alves.

Já o prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, elogiou a nova estrutura.

“É uma escola nova, moderna, com a mais alta tecnologia, para que os nossos alunos aparecidenses possam ter aqui o melhor resultado”, comentou.

Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás