Depois de ter diminuído em maio (-0,49%), o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), também conhecido como inflação do aluguel, recuou mais 1,67% em junho. Essa deflação no mês, isto é, queda média dos preços, é a maior desde junho de 2023 (-1,93%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,39%, o menor desde agosto de 2024 (4,26%). Em março de 2025, o patamar chegou a 8,58%, apontando tendência de redução da inflação.
IGP-M acumulado em 12 meses, mostra que em março, o índice ficou em 8,58; em abril, 8,50%; no mês de maio o índice foi 7,02% e em junho, 4,39%.
A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio. Dentro do IPA, o item que mais ajudou a derrubar a inflação de junho foi produtos agropecuários, com recuo de 4,48%.
Individualmente no IPA, as maiores influências negativas foram o minério de ferro (-4,96%), milho em grão (-16,93%) e o café em grão (-11,01%).
Efeito safra
Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M. Dentro dessa análise do consumo das famílias, os alimentos foram protagonistas para pressionar a inflação para baixo. Com deflação de 0,19% no mês, foi o único dos oito grupos apurados a apresentar preços mais baixos na passagem de maio para junho.
Ajudaram a baixar o IPC no mês os preços do tomate (-7,20%), ovos (-7,60%), arroz (-3,78%) e mamão papaya (-11,28%).
Construção
O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,96% no mês.A pressão de alta veio do custo da mão de obra (2,12%). “Em função dos reajustes salariais recentes”, explica Dias. Já o grupo materiais, equipamentos e serviços subiu 0,13%.
Inflação do aluguel
O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.
A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi 21 de maio a 20 de junho.
Na manhã desta quinta-feira (26), a Câmara Legislativa do Distrito Federal sediou a abertura do 8º Prêmio Profissionais da Música (PPM), um evento que celebrou o talento e o trabalho de personalidades de diversas áreas da produção musical, artística e cultural brasileira. Com o tema “Do natural ao artificial com escala no real: viva aos veículos, plataformas e espaços”, o encontro reuniu finalistas e convidados, destacando a relevância da cultura e da música como pilares da identidade nacional.
A cerimônia inaugural na CLDF contou com a entrega do Troféu Viraliza Brasília, uma novidade do PPM que prestigia agentes culturais locais do Distrito Federal, dividida em duas modalidades: plataformas, para iniciativas que divulgam e promovem cultura; e espaços, voltada a ambientes que oferecem estrutura e programação cultural. Entre os vencedores da premiação, na modalidade plataforma, estão: Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (projeto cultural), TV Brasil (veículo cultural) e Cerrado Jazz Festival (festival de música). Na modalidade espaço, foram agraciados o Clube do Choro de Brasília (casa noturna), Centro Cultural Banco do Brasil (espaço cultural) e Luna Moreno (curadora).
O evento também incluiu uma homenagem especial a Clodo Ferreira, ícone da música popular brasileira e integrante do trio Clodo, Climério e Clésio, falecido em julho de 2024. O prêmio foi recebido por seu filho, João Ferreira Filho, em reconhecimento à importante contribuição cultural do pai.
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
Durante o discurso de abertura da solenidade, o deputado Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC) e autor do encontro, destacou a contínua diminuição do orçamento anual destinado à cultura no DF, ressaltando que a redução dos recursos dificulta a atuação da categoria artística e leva ao fechamento de espaços culturais e ao abandono de equipamentos públicos.
“Estrutura pública coletiva também forma público, artistas e uma rede de economia criativa fundamental para expressão da arte que é produzida nessa cidade”, enfatizou o parlamentar. “O orçamento na cultura também precisa chegar em quem produz cultura, do artista no palco aos trabalhadores nos bastidores que estão carregando piano, corda e são responsáveis pela iluminação.”
“Os governos autoritários que não gostam de democracia, liberdade e tem aversão a diversidade, escolhem a cultura sempre como inimigo, porque através da cultura nós temos capacidade enquanto povo, capacidade coletiva de expressar toda a diversidade e opinião crítica sobre as questões impostas no dia a dia. A música é a fundamental expressão da nossa própria identidade, do que nós somos, da essência de um povo muito diverso e resistente” — deputado Gabriel Magno.
Valorização da cadeia musical
Fundado em 2015, pelo músico e produtor Gustavo Vasconcellos, o Prêmio Profissionais da Música nasceu com o objetivo de valorizar toda a cadeia produtiva musical, não apenas artistas, mas também técnicos, educadores e empreendedores culturais. A oitava edição conta com 202 categorias, organizadas em quatro pilares principais: criação, produção, convergência e educação.
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
Durante a cerimônia, Vasconcellos destacou o alcance global da premiação ao longo de dez anos, que estabeleceu conexões internacionais com associações culturais na Argentina, México, Colômbia e outros países latino-americanos, além dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop), como Cabo Verde, Angola e Moçambique. “Em um mundo dividido entre o simbólico e o imaginário, entre o real e imagem, ter pessoas de diversas partes do país e, agora, do mundo, especificamente da Ibero-América, Africa e Europa, é uma coisa que eu particularmente não imaginava em 2015 quando começamos.”
Solange Cesarovna, representante de Cabo Verde e dos povos Palop, salientou a profunda conexão da música africana com a identidade musical global. Ela ressaltou, ainda, que o evento comemora os 50 anos de independência dos Palop, reconhecendo as raízes africanas que moldaram diversos gêneros musicais no mundo. “Estamos celebrando 50 anos de independência dos países africanos que falam a língua portuguesa e, sem dúvida, para nós, a música é uma forma de estar no mundo”, disse. “Cabo Verde não se entende sem música, somos um povo de músicas e músicos em um arquipélago tão pequeno, mas conhecida no mundo todo pela sua música.”
“Uma das coisas fundamentais desse prêmio é esse intercâmbio que vem crescendo. Nós somos vendedores de emoção e isso não tem preço. Não tem ditadura, censura, quem nos tire, quem nos compre, dinheiro que pague e tecnologia que acabe com isso.” — Thomas Roth, compositor e produtor musical
Desafios da música
Felippe Llerena, presidente da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), destacou as transformações da indústria musical ao longo dos anos, um cenário que, segundo ele, poucas outras indústrias enfrentaram com tanta intensidade. Llerana também frisou as dificuldades de artistas independentes no país. “Vivemos em um país continental, com muitas diferenças culturais. Ser independente no Brasil sempre foi um desafio muito importante e difícil”, afirmou.
Em seu discurso, o músico e um dos fundadores da Bossa Nova, Roberto Menescal, abordou o impacto da inteligência artificial (IA) na produção musical e destacou complexidades e contradições do uso tecnológico na área. “São 500 mil músicas feitas por dia no mundo e 15% a 20% delas são feitas por IA. [A tecnologia] é uma coisa que não vamos conseguir impedir, mas vamos lutar para que a nossa música não seja segundo lugar. Esse prêmio é algo que temos que promover cada vez mais para não perdemos nosso espaço na música”, salientou.
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
Jornalismo cultural
Irlam Rocha Lima, nome de destaque no jornalismo cultural do DF e um dos homenageados na categoria convergência do PMM, celebrou os 50 anos de carreira dedicada a promoção de talentos locais para o cenário nacional, como Renato Russo, Cássia Eller, Zélia Duncan e Natiruts. Além de projetar nomes brasilienses, Lima também destacou seu trabalho na divulgação de agenda de grandes artistas brasileiros que se apresentaram em Brasília, incluindo Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Ivete Sangalo. “Ser homenageado no Prêmio Profissionais da Música é uma honra muito grande porque é um reconhecimento desse trabalho de cinco décadas. Eu fico muito feliz e emocionado por isso”, disse o jornalista.
Ao fim da solenidade, os homenageados receberam moções de louvor como forma de reconhecimento pela dedicação cultural e musical no Distrito Federal. A solenidade desta quinta-feira (26) foi transmitida na TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pode ser reassistida no canal da CLDF no YouTube.
Governador Ronaldo Caiado entrega viaduto em Trindade que facilita acesso à cidade, principalmente durante a Romaria do Divino Pai Eterno (Fotos: Cristiano Borges, Rômullo Carvalho e Júnior Guimarães)
O governador Ronaldo Caiado entregou nesta quinta-feira (26/06) o viaduto que facilita o acesso a Trindade e melhora o fluxo do trânsito na GO-060. A estrutura, que leva o nome do filho do governador, Ronaldo Ramos Caiado Filho, está localizada no entroncamento da GO-060 com a GO-469, possui 278 metros de comprimento e recebeu investimento de mais de R$ 20,4 milhões do Tesouro Estadual.
Em parceria com o Estado, o município investiu na jardinagem e iluminação do empreendimento. Durante a agenda, o chefe do Executivo e a presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), primeira-dama Gracinha Caiado, entregaram também o Centro de Apoio ao Romeiro (CAR).
“O viaduto vai dar outra qualidade e rapidez no fluxo para quem deseja acessar Trindade ou seguir adiante”, afirmou o governador ao lado da filha Ana Vitória Caiado, que estavam emocionados com a homenagem a Ronaldo Filho, que morreu em julho de 2022.
“A inauguração da obra coloca fim a uma espera de mais de 30 anos pela população. Desde o momento que chegamos ao governo e recuperamos a economia do Estado, me comprometi em fazer esse viaduto”, acrescentou Caiado.
“O viaduto vai dar outra qualidade e rapidez no fluxo para quem deseja acessar Trindade ou seguir adiante”, afirmou o governador (Fotos: Cristiano Borges, Rômullo Carvalho e Júnior Guimarães)
Construído com o fim de desafogar o tráfego na GO-060, o empreendimento é composto por uma megaestrutura, incluindo rampa e rotatória.
“Aquele engarrafamento aqui era interminável. Era uma luta saber de quem era a vez de passar. O trânsito ficava bloqueado, estrangulando o acesso à cidade. Agora, teremos rapidez e segurança para chegar a Trindade. É uma obra com padrão de excelência, de qualidade, que vai permanecer e oferecer mais mobilidade”, garantiu o governador.
“É uma obra que o governador se determinou, que todo o governo se mobilizou para entregar em plena festa do Divino Pai Eterno e vem para atender a beleza e enaltecer a importância da nossa capital da fé”, frisou o vice-governador Daniel Vilela.
O presidente da Goinfra, Pedro Sales, explicou que o empreendimento garante melhor acesso ao perímetro urbano de Trindade e fluidez para quem está na GO-060.
Em parceria com Prefeitura de Trindade, a Goinfra também entregou pavimentação asfáltica da via de acesso à construção da nova basílica e reconstruiu trecho de mais de três quilômetros da GO-050, que liga Trindade a Campestre de Goiás (Fotos: Cristiano Borges, Rômullo Carvalho e Júnior Guimarães)
“Isso vai dar trafegabilidade, segurança, conforto e melhor fluxo numa das rodovias mais importantes do estado”, acrescentou.
A Goinfra realizou outras intervenções para assegurar trafegabilidade aos romeiros que participam das celebrações em louvor ao Divino Pai Eterno, a partir desta sexta-feira (27/06). Entre as ações está a parceria com a Prefeitura de Trindade na obra de pavimentação asfáltica da via de acesso à construção da nova basílica.
No perímetro urbano, a agência reconstruiu um trecho de mais de três quilômetros da GO-050, que liga Trindade a Campestre de Goiás. Além disso, realizou serviços de manutenção rodoviária, como roçagem e tapa-buraco.
O prefeito de Trindade, Marden Júnior, lembrou o apoio integral do Governo de Goiás para a realização da festa e explicou que a Romaria deixa legados a cada edição ao comentar a entrega do viaduto do Portal da Fé.
“Estamos entregando uma obra hoje que é a maior da história que um governo fez na cidade. Ela, de fato, realiza o sonho de 30 anos de espera. Não é o bem material que está ali, mas é a qualidade de vida que ele traz para essa comunidade, para a sociedade, para o estado de Goiás”, comparou.
Centro de Apoio tem capacidade para atender cerca de 450 mil pessoas (Fotos: Cristiano Borges, Rômullo Carvalho e Júnior Guimarães)
Centro de Apoio ao Romeiro
Ainda no município, o governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha Caiado abriram os atendimentos no Centro de Apoio ao Romeiro (CAR). As tendas montadas no quilômetro 10 da GO-060 funcionarão 24 horas até o dia 6 de julho. Cerca de 600 servidores devem participar das atividades de acolhida aos romeiros, em uma demonstração de respeito à tradição católica.
O Centro de Apoio tem capacidade para atender cerca de 450 mil pessoas. Serão oferecidos lanches, como leite com canela, café, chá, suco, água, pão com manteiga e pão com mortadela. Além disso, o local conta com espaço para descanso, banheiros, ambulância e atendimentos de saúde. Todo o trabalho é coordenado pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).
“O Governo de Goiás, o Goiás Social e a OVG oferecem serviços em tempo integral para quem faz a caminhada da fé. Nosso ponto de apoio é repleto de entrega, amor e acolhimento”, enfatiza a diretora-geral da Organização, Adryanna Caiado.
Tendas do CAR, montadas no quilômetro 10 da GO-060, funcionarão 24h por dia até 6 de julho (Fotos: Cristiano Borges, Rômullo Carvalho e Júnior Guimarães)
Durante a abertura do CAR, o bispo auxiliar da arquidiocese de Goiânia, Dom José Roberto dos Reis, abençoou o local.
“O pai eterno está com o coração feliz e está presente aqui. É um gesto de amor profundo, solidariedade e compaixão. Parabéns pela iniciativa e que o pai eterno nos abençoe”, invocou o religioso.
Desde o 2022, o Centro de Apoio ao Romeiro possui uma grandiosa estrutura, com 4,2 mil metros quadrados. O espaço conta, ainda, com uma base da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que darão suporte com um grupamento de apoio. Além do Estado, entidades e empresas da iniciativa privada contribuem com o CAR por meio da doação de serviços e produtos.
Cerca de 1 milhão de estrangeiros ou brasileiros naturalizados viviam no Brasil em 2022, segundo dados do Censo Demográfico, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Deste total, 793 mil eram estrangeiros e 216,3 mil eram naturais de outros países que se naturalizaram brasileiros.
Os venezuelanos formavam o maior grupo estrangeiro no Brasil, em 2022, com 271,5 mil pessoas, ocupando lugar que antes era dos portugueses. Em 2010, os imigrantes da Venezuela somavam apenas 2,9 mil, ou seja, uma população quase 100 vezes menor do que a atual. Na lista das nacionalidades, os portugueses agora aparecem na segunda posição, com 104,3 mil pessoas.
O número total de estrangeiros no país representa 0,50% do total da população no período e é 70% superior ao registrado no Censo de 2010 (592,6 mil estrangeiros ou brasileiros naturalizados). É também o maior número absoluto desde o Censo de 1980, quando havia 1,11 milhão de estrangeiros ou brasileiros naturalizados vivendo no país.
Grande parte desses estrangeiros ou naturalizados, cerca de 400 mil, se estabeleceram no Brasil de 2018 a 2022. Outros 150 mil vieram para o país no período de 2013 a 2017.
Nacionalidades
Depois dos venezuelanos e dos portugueses, as demais populações de estrangeiros relevantes no país são bolivianos (80,3 mil), paraguaios (58,3 mil), haitianos (57,4 mil) e argentinos (42,6 mil). Os latino-americanos, aliás, representam 646 mil do total de estrangeiros ou brasileiros naturalizados que vivem no Brasil, ou seja, dois terços do total.
De fora da América Latina, destacam-se, além dos portugueses, os japoneses (39 mil), italianos (30,2 mil), chineses (23,8 mil), estadunidenses (23,3 mil) e os espanhóis (23,1 mil).
Estados
Vizinho da Venezuela, Roraima se destaca como o estado com maior proporção de estrangeiros em sua população, em 2022, cerca de 12%. Em 2010, eles representavam menos de 1%.
Todas as demais unidades da federação possuíam menos de 2% de sua população composta por estrangeiros. São Paulo tinha a maior população absoluta de estrangeiros e brasileiros naturalizados, cerca de 350 mil.
Fluxos migratórios
O Censo 2022 do IBGE analisou também os fluxos migratórios dos cinco anos anteriores. Nesse caso, não se avaliou a nacionalidade do imigrante, mas apenas o local onde ele vivia em 2017, portanto os dados de fluxo consideram estrangeiros e brasileiros que retornaram depois de viver no exterior.
Cerca de 457 mil pessoas que moravam no exterior em 2017 passaram a viver no Brasil em 2022. O fluxo é bem maior do que o observado de 2005 a 2010: 268 mil imigrantes.
O principal fluxo migratório, de 2017 a 2022, veio da Venezuela, com a chegada de 199,1 mil pessoas provenientes daquele país. De 2005 a 2010, apenas 1,9 mil pessoas haviam trocado a Venezuela pelo Brasil.
“A questão dos venezuelanos começou por volta de 2015 e o fluxo foi aumentando”, destaca a pesquisadora do IBGE Izabel Marri.
O segundo fluxo migratório mais importante vem dos Estados Unidos (28 mil pessoas). Também são relevantes as chegadas, no Brasil, de pessoas que viviam na Bolívia (23,9 mil), no Haiti (23,5 mil), no Paraguai (18,7 mil), na Argentina (15,7 mil), na Colômbia (15,7 mil) e em Portugal (13,6 mil).
O fluxo migratório proveniente de países da América Latina representou 72% do total em 2022, bem acima dos 27,3% de 2010.
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de dois prefeitos da Bahia suspeitos de desvio de emendas parlamentares na quarta fase da Operação Overclean, deflagrada nesta sexta-feira (27) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Foram afastados cautelarmente de suas funções os prefeitos dos municípios baianos de Ibipitanga, Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira, e de Boquira, Alan Machado.
O deputado federal Félix Mendonça (PDT-BA) é alvo de uma quebra de sigilo telefônico e buscas são realizadas em endereços ligados a um de seus assessores, Marcelo Chaves Gomes. Outro alvo de buscas é o ex-prefeito de Paratinga (BA), Marcel José Carneiro de Carvalho.
A Polícia Federal (PF), a Receita Federal (RFB) e a Controladoria-Geral da União (CGU) participam da quarta fase da operação Overclean, que mira uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.
Ao todo, são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e três ordens de afastamento cautelar de servidores públicos.
Segundo a PF, o “núcleo investigado é suspeito de atuar na liberação de emendas parlamentares destinadas aos municípios baianos de Boquira, Ibipitanga e Paratinga, no período de 2021 a 2024, mediante pagamento de vantagem indevida, além de atuar na manipulação de procedimentos licitatórios”.
Crimes
Os alvos são investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos e lavagem de dinheiro.
A Agência Brasil tenta contato com os citados.
A quarta fase da Operação Overclean foi deflagrada no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza uma audiência pública sobre a constitucionalidade de emendas impositivas ao Orçamento, aquelas de execução obrigatória pelo governo.
A audiência foi convocada pelo ministro Flávio Dino, relator de três ações que questionam as emendas impositivas. Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), estão previstos entre os palestrantes.
Os participantes do programa Pé-de-Meia de 2025 nascidos nos meses de setembro e outubro recebem nesta sexta-feira (27) o pagamento da quarta parcela.
O valor de R$ 200, correspondente ao incentivo-frequência, é destinado aos estudantes da rede pública que estão matriculados no ensino médio regular ou na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Para ter direito ao benefício, os alunos devem ter presença mínima de 80% das aulas.
Pagamento escalonado
Os pagamentos do incentivo-frequência ocorrerão até 30 de junho, conforme o mês de nascimento dos estudantes matriculados em uma das três séries do ensino médio na rede pública. Confira o calendário:
– nascidos em janeiro e fevereiro receberam em 23 de junho;
– nascidos em março e abril recebem em 24 de junho;
– nascidos em maio e junho recebem em 25 de junho;
– nascidos em julho e agosto recebem em 26 de junho;
– nascidos em setembro e outubro recebem em 27 de junho;
– nascidos em novembro e dezembro recebem em 30 de junho.
De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos repassados pelo Ministério da Educação (MEC) – nesta etapa, ao todo, cerca de 3,2 milhões de estudantes de escolas públicas receberão o benefício.
Depósitos
A quarta parcela da “poupança do ensino médio” de 2025 está sendo depositada em uma conta poupança da Caixa, aberta automaticamente em nome dos participantes.
O valor pode ser movimentado ou sacado imediatamente, se o estudante desejar. Basta acessar o aplicativo Caixa Tem, se o aluno tiver 18 anos ou mais.
No caso de estudante menor de idade, será necessário que o responsável legal autorize a movimentação da conta. Esse consentimento poderá ser feito no próprio aplicativo ou em uma agência da Caixa.
O aluno poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante, do MEC, o status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), as próprias informações escolares e regras do programa.
As informações relativas ao pagamento também podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem ou no aplicativo Benefícios Sociais.
Confira os prazos do calendário do Pé-de-Meia 2025 para o ensino regular.
Confira os demais prazos para o EJA relativo ao primeiro semestre.
Incentivos
A chamada Poupança do Ensino Médio tem quatro tipos de incentivos:
– por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200;
– por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas, durante o ano, de R$ 200.
– por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais, no valor total de R$ 3 mil. O saque depende da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;
– incentivo-Enem após a participação nos dois dias do exame, no ano em que conclui essa etapa de ensino. Os R$ 200 são pagos em parcela única.
A soma do incentivo financeiro-educacional pode alcançar R$ 9,2 mil por aluno no fim do ensino médio.
Pé-de-Meia
O Pé-de-Meia é voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio na rede pública. A iniciativa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão da etapa escolar.
Saiba aqui quais são os requisitos para ser inserido no programa
O MEC esclarece que não há necessidade de inscrição no programa de incentivo educacional. Todo aluno que se encaixa nos critérios é incluído automaticamente.
O pretexto usado por Israel e Estados Unidos (EUA) para atacar o Irã – de que o país persa teria urânio enriquecido para fazer uma bomba atômica – foi construído por meio de Inteligência Artificial (IA).
“É a primeira guerra que podemos dizer que foi iniciada pela IA”, alertou o major-general português Agostinho Costa, especialista em assuntos de segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.
“Essa IA vem dizer que estão reunidas as condições para que o Irã possa construir uma arma nuclear. O relatório da AIEA de 31 de maio [de 2025] está nesta linha, não está reportando evidências, mas deduções e tendências que foram tomadas como factuais pelo Conselho de Governadores [da AIEA] e serviu de pretexto para o ataque de Israel”, concluiu Costa, em entrevista exclusiva à Agência Brasil.
O programa Mosaic, contratado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) das Nações Unidas, recolhe uma base massiva de dados e faz previsões futuras. Ele é usado em muitas áreas da segurança, incluindo por polícias em todo o mundo, tendo sido desenvolvido para a guerra de contraterrorismo no Afeganistão, em 2001.
Segundo o general, o Conselho da agência atômica é controlado principalmente pelos países ocidentais, especialmente Alemanha, França e o Reino Unido, além dos EUA, que subscreveram o relatório baseado em IA.
“Isso, obviamente, é um abuso do uso de um programa de inteligência artificial”, disse o general Costa fazer um alerta: “Esses são os riscos do novo mundo, os riscos da IA.”
O uso de IA nos relatórios sobre o Irã foi registrado, entre outros, pelo pesquisador Douglas C. Youvan, no artigo The Jerusalem Protocol: Palantir, IAEA, Mosaic, CIA, Mossad e pelo diplomata britânico referência em assuntos sobre Oriente Médio, Alastair Crooke.
Relatório
No dia 6 de junho, o Conselho de Governadores da AIEA aprovou relatório da agência afirmando, pela primeira vez em 20 anos, que o Irã não estava respeitando as obrigações em relação à inspeção nuclear. Seis dia depois, Israel atacou Teerã.
O Irã acusa a AIEA de “agir politicamente” e, após a trégua no conflito que durou 12 dias, o parlamento do país aprovou a suspensão da cooperação com a agência atômica das Nações Unidas.
A agência, apesar de afirmar que não tem provas de que o Irã estivesse construindo armas nucleares, vinha alertando para os riscos de que o país pudesse estar desenvolvendo esse tipo de armamento.
Para o general português, a acusação de que o Irã estaria prestes a construir uma bomba atômica foi o pretexto usado por EUA e Israel para os ataques.
Palantir e Vence
Em 2015, a agência de energia atômica da ONU fez um contrato de € 41 milhões, para adquirir o programa de IA Mosaic. Esse programa foi desenvolvido pela empresa dos EUA Palantir, do empresário Peter Thiel, militante de movimentos de apoio ao presidente Donald Trump.
Thiel é um dos principais magnatas do Vale do Silício e financiador da bem-sucedida campanha do atual vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao Senado, em 2022, segundo a revista Forbes. O jornal The Washington Post aponta Thiel como “mentor” de Vance.
Segundo a AIEA, o software foi contrato devido ao aumento de demandas de monitoramento de programas nucleares pelo mundo, sem que houvesse um aumento de receita para a organização ligada às Nações Unidas.
“Empregando 150 profissionais internos, o projeto desenvolveu mais de 20 aplicativos de software exclusivos para tornar as salvaguardas mais eficazes, eficientes e seguras”, explicou a AIEA, em seu portal.
Questionada pela Agência Brasil sobre o uso do programa IA Mosaic na análise do programa nuclear iraniano, a AIEA não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Pacífico?
O major-general Agostinho Costa está entre os analistas que afirmam que não há indicativos concretos que possam afirmar que o Irã estivesse construindo armas atômicas. “O programa nuclear que é um programa civil, pacífico”, avaliou.
Costa lembrou que uma das principais preocupações da agência passou a ser o fato de o Irã ter enriquecido cerca de 400 quilos de urânio a 60%, apesar de ser necessário um enriquecimento a 90% para fins de armas atômicas.
“A partir de 2021, Israel introduziu vírus que provocaram o colapso das centrífugas na central Natanz, do Irã. Em retaliação, o país persa subiu o nível de enriquecimento para 60%, o que não é suficiente para armas nucleares”.
Entenda
O Irã nega que busca desenvolver armas nucleares e sustenta que seu programa é pacífico. O país estava na sexta rodada de negociações com os EUA, realizadas em Omã, sobre seu programa nuclear quando foi atacado por Israel.
O relatório da AIEA publicado em 31 de maio de 2025 trouxe sérias preocupações em relação ao programa iraniano.
“Embora as atividades de enriquecimento salvaguardadas não sejam proibidas por si só, o fato de o Irã ser o único Estado sem armas nucleares no mundo que está produzindo e acumulando urânio enriquecido a 60% continua sendo uma questão de séria preocupação”, disse
Em março deste ano, a Diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, afirmou à Comissão de Inteligência do Senado estadunidense que o Irã não estava construindo armas atômicas. A posição de Tulsi foi questionada pelo próprio presidente dos EUA.
Enquanto EUA e as demais potências ocidentais defendem o ataque de Israel contra o Irã, o Estado judeu é o único do Oriente Médio que não assinou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e, apesar de não confirmar, não nega que tenha armas nucleares.
Impulsionadas pelo vencimento recorde de títulos corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), as vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet bateram recorde para meses de maio, divulgou nesta quinta-feira (26), em Brasília, o Tesouro Nacional. No mês passado, o Tesouro Direto vendeu R$ 6,86 bilhões em papéis.
O valor é 3,28% menor que o de abril, quando as vendas do Tesouro Direto somaram R$ 7,09 bilhões. No entanto, ele é 35,03% maior que o de maio de 2024.
Os títulos mais procurados pelos investidores em setembro foram os vinculados aos juros básicos, cuja participação nas vendas somou 53%. Os papéis corrigidos pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) corresponderam a 26,8% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 11,8%.
Destinado ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+ – lançado no início de 2023 – respondeu por 6,6% das vendas. Criado em agosto de 2023, o novo título Tesouro Educa+, que pretende financiar uma poupança para o ensino superior, atraiu apenas 1,8% das vendas.
O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Taxa Selic. A taxa, que estava em 10,5% ao ano até setembro de 2024, foi elevada para 15% ao ano.
Papéis atrativos
Com a expectativa de novas altas, os papéis continuam atrativos. Os títulos vinculados à inflação também têm atraído investidores por causa da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses.
O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 176,112 bilhões no fim de maio, alta de 3,1% em relação ao mês anterior (R$ 170,86 bilhões), mas alta de 26,1% em relação a maio de 2024 (R$ 139,63 bilhões). Essa alta ocorreu por causa da correção pelos juros e porque as vendas superaram os resgates em R$ 3,62 bilhões no último mês.
Investidores
Em relação ao número de investidores, 291.472 participantes passaram a fazer parte do programa no mês passado. O número total de investidores atingiu 32.494.855. Nos últimos 12 meses, o total de investidores acumula alta de 13,4%. A soma dos investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 3.013.961, aumento de 15,1% em 12 meses.
A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 79,3% do total de 823.877 operações de vendas ocorridas em maio. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 56,6%. O valor médio por operação atingiu R$ 8.324,32.
Os investidores estão preferindo papéis de curto prazo. As vendas de títulos de até cinco anos representam 41,3% do total. As operações com prazo entre cinco e dez anos correspondem a 39,7% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 18,9% das vendas.
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional – via internet – sem intermediação de agentes financeiros.
O aplicador só precisa pagar uma taxa para a B3 (Bolsa de Valores), descontada nas movimentações dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.
A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.
Em visita à Favela do Moinho, última comunidade localizada no centro da capital paulista, o ministro reforçou a jornalistas que o governo ainda vai avaliar se vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o aumento das alíquotas. Macêdo disse que o Planalto espera continuar dialogando com o Congresso.
“Eu não vejo isso como uma derrota do governo. Eu vejo como uma derrota do país e da justiça tributária. Eu acho que foi um erro esse processo, porque o IOF, como estava colocado, iria atingir 0,8% da população para fazer justiça tributária. Quem tem mais, pode pagar um pouco mais. No nosso país só paga imposto quem é assalariado. Eu espero que isso seja revisto, rediscutido e que possa encaminhar essa saída de forma politicamente acordada e que possa ter esse debate como tem que ter no Congresso e na sociedade e que se possa restabelecer esse processo de construção de justiça”, disse o ministro.
Para Macêdo, a votação de quarta-feira é parte de um processo democrático, e ele defende que o governo continue dialogando de forma permanente com o Congresso.
“Eu acho que o diálogo tem que ser permanente. Nós somos um presidencialismo de coalizão, onde o Congresso Nacional tem muita força. Num passado recente, houve uma inversão de valores. O governo anterior abriu mão de governar, entregou o orçamento para o Congresso Nacional. É óbvio que o povo brasileiro elegeu Lula para governar, então, as atribuições do poder executivo foram restabelecidas. Então, esse é um processo de diálogo, é natural da democracia. Esse debate tem que ser feito de forma tranquila, de forma respeitosa, respeitando a autonomia dos poderes e continuar dialogando. Não tem nenhum rompimento de diálogo”, disse ele.
Macêdo participa nesta quinta da assinatura de um acordo entre o governo federal e o governo estadual para oferecer uma solução para os moradores da Favela do Moinho. Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na comunidade para conversar com os moradores locais, junto com os ministros Macêdo, Fernando Haddad (Fazenda), Márcio França (Empreendedorismo), Esther Dweck (Gestão) e Jáder Filho (Cidades).
Para isso, argumenta o órgão, seria necessária a remoção das cerca de 800 famílias que vivem na comunidade, “que serão acolhidas em lares dignos”. A área onde está localizada a Favela do Moinho pertence à União, mas o governador Tarcísio de Freitas entrou com um pedido de cessão para transformar a área em um parque.
Em maio, o governo federal anunciou um acordo com o governo estadual para impedir a remoção violenta dos moradores e dar uma solução para o conflito. Por esse acordo, ficou estabelecido que cada família da Favela do Moinho irá receber até R$ 250 mil para comprar uma casa. O governo federal entrará com R$ 180 mil e o governo do estado de São Paulo com R$ 70 mil, sem que os moradores precisem financiar nada.
Com a adesão a essa proposta, as famílias da Favela do Moinho poderão escolher comprar imóveis de uma lista já pronta, que contém indicações, ou submeter à análise um que não esteja nela. Enquanto não se mudam para o endereço definitivo, terão direito a R$ 1,2 mil de aluguel social.
“O orçamento das casas aqui na região era em torno de R$ 250 mil reais. Por isso, o governo federal está entrando com R$ 180 mil, e o governo estadual, com R$ 70 mil. E, nessa fase de transição entre a compra e a realocação das pessoas, até a entrada das pessoas nesse no local, na nova residência, esse aluguel social vai ser bancado pelo governo do Estado. Então, hoje a gente fecha esse ciclo, o ministro Jader assina a portaria concluindo esse processo”, disse Macêdo.
De acordo com o ministro, com essa portaria que será assinada pelo presidente Lula, as pessoas da Favela do Moinho serão realocadas de forma pacífica, e o conflito deverá ser solucionado. A expectativa do governo é que esse processo ocorra até o final do ano, com a cessão do terreno e a realocação da população da Favela do Moinho para residências que fiquem na região central, onde já vivem atualmente.
“A CDHU tem um cadastro dos imóveis aqui da região. Segundo as informações que nós temos do governo do estado e da CDHU, é um cadastro suficiente para atender ao conjunto das famílias, das 900 famílias. A informação que eu tenho aqui é que em torno de 500 famílias já escolheram seus imóveis, e que as demais estão no processo de escolha”, falou o ministro. “É pedagógico e é civilizatório você tirar as pessoas e tentar realocar no ambiente que ela está. Porque existia uma cultura no nosso país que era de afastar as pessoas que precisam, os mais pobres,dos locais centrais, e levar para as periferias ou para as áreas distantes. Então, nós queremos fazer um exercício contrário a esse, e em que as pessoas possam ser alocadas no mesmo território”, disse ele.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (26), em São Paulo, que irá revogar decreto que impede o governo federal de custear traslados de corpos de brasileiros do exterior para o Brasil. Lula anunciou a medida após a morte da jovem Juliana Marins, que caiu da borda da cratera de um vulcão na Indonésia.
Desde 2017, uma norma não autoriza o Ministério das Relações Exteriores a pagar pelo traslado de corpos de brasileiros. Lula disse ainda que irá editar um novo decreto, mas não detalhou como serão as regras.
“Quando chegar em Brasília agora, eu vou revogar esse decreto. Vou fazer um outro decreto para que o governo brasileiro assuma a responsabilidade de custear as despesas da vinda dessa jovem ao Brasil”, afirmou.
“Vamos cuidar de todos os brasileiros, estejam eles onde estiverem”, acrescentou.
Manoel Marins está na Indonésia para tratar dos trâmites de repatriação da filha. A jovem caiu no último sábado (21). O resgate só conseguiu alcançá-la na terça-feira (24), quando já estava morta. A família critica a demora no resgate e que houve negligência da equipe local. O serviço responsável por buscas e resgate da Indonésia afirma que a demora no salvamento foi porque as equipes só foram avisadas depois que um integrante do grupo de Juliana conseguiu descer até um posto distante da queda após horas de caminhada. Eles argumentam que as condições climáticas adversas dificultaram o trabalho.
O corpo de Juliana foi levado para Bali nesta quinta-feira (26), onde vai passar por autópsia. O procedimento deve esclarecer detalhes da morte.