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Wimbledon: João Fonseca cai na 3ª rodada; Brasil segue nas duplas

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O jovem tenista carioca João Fonseca (54º no ranking mundial) se despediu da chave de simples do Torneio de Wimbledon após revés na terceira rodada para o chileno Nicolas Jarry (143º) por 3 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/4, 3/6 e 7/6(4).  Após perder os primeiros dois sets para Jarry nesta sexta-feira (4), o brasileiro passou por atendimento médico em quadra por conta de dores no tornozelo.

De volta ao jogo, Fonseca logo quebrou o serviço de Jarry e deslanchou até ganhar com vantagem o terceiro set. Na quarta parcial o brasileiro acumulou chances de quebra, mas o chileno acertou vários aces. O set foi definido em um emocionante tie-break, que foi parelho até 4 a 4, mas a partir daí o chileno foi dominante até fechar em 7/4 e selar a classificação às oitavas de final.

Com a queda do carioca e da paulista Beatriz Haddad Maia na última quinta (3) , o Brasil não tem mais representantes na principal chave do Grand Slam londrino, mas segue firme na disputa de duplas.

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Duplas brasileiras avançam em Wimbledon

Diferentemente da chave de simples, o Brasil vem enfileirando vitórias na competição de duplas. Na disputa feminina, a parceria da paulista Luisa Stefani com a húngara Timea Babos assegurou a classificação às oitavas de final, após arrancarem vitória suada sobre a dupla da russa Alexandra Panova com a chinesa Guo Kanyu. Com direito a dois tie-breaks. Stefani e Babos cravaram 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (7-3), 6/7 (3-7) e 6/3). As adversárias nas oitavas serão as vencedoras da partida deste sábado (5), a partir das 9h50, entre a dupla da australiana Ellen Perez com a ucraniana Lyudmyla Kichenok (cabeças de chave 7) contra a parceria da norte-americana Bernarda Pera com a polonesa Magda Linette.


Luisa Stefani e Timea Babos avançam às oitavas de final de duplas do Torneio de Wimbledon, em 04/07/2025
Luisa Stefani e Timea Babos avançam às oitavas de final de duplas do Torneio de Wimbledon, em 04/07/2025

Luisa Stefani e Timea Babos derrotaram nesta sexta (4) a dupla da russa Alexandra Panova com a chinesa Guo Kanyu e asseguraram presença nas oitavas de final do Grand Slam londrino – Wimbledon / Divulgação

Stefani tem estreia neste sábado (5) nas duplas mistas, ao lado do britânico Joe Slisbury. A partir das 10h50, eles enfrentarão os australianos Erin Routlife e Michael Venus.

Nas duplas masculinas, o mineiro Marcelo Melo e gaúcho Rafael Matos também travaram uma batalha para avançar às oitavas de final. Nesta sexta (4), eles derrotaram a parceria do croata Nikola Mektic com o neozelandês Michael Venus por 2 sets a 1 – parciais de 7/6 (3), 5/7 e 7/6 (10-6). Nas oitavas, Melo e Matos terão pela frente a dupla do austríaco Alexander Erler com o o alemão Constantin Frantzen.

No único embate entre brasileiros, a dupla do gaúcho Marcelo Demoliner com o argentino Guido Andreozzi também avançou às oitavas após superar a parceria do carioca Fernando Romboli com o australiano John-Patrick Smith por 2 sets a 0 (6/3 e 6/4).  Nas oitavas, eles medirão forças com os vencedores do duelo entre os britânicos Julian Cash e Llyod Glasspool contra a dupla do alemão Hendrik Jebens e o francês Albano Olivetti. A partida está programada para às 9h50. 

Hoje (4) também foi dia de estreia vitoriosa da dupla de Beatriz Haddad Maia com a alemã Laura Siegemund. Ambas top 20 no ranking de simples, Bia e Laura derrotaram as norte-americanas Hailey Baptiste e Caty McNally por 2 sets a 1 (6/1, 2/6 e 6/3).

Campeãs no piso de grama do WTA 250 de Nottighan (Inglaterra) no último dia 22, a parceria Brasil-Alemanha volta à quadra neste sábado (5), a partir das 8h30 (horário de Brasília) contra as britânicas Jodie Burrage e Sonay Kartal.

Fonte: Agência Brasil

Ministério Público pede suspensão do CNU 2025 por falhas nas cotas

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O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta quinta-feira (3) à Justiça Federal do Distrito Federal a suspensão imediata da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado. O CNU de 2025 oferece 3.652 vagas distribuídas em nove blocos temáticos, abrangendo 32 órgãos do poder Executivo federal.

O MPF alega que o certame foi lançado na última segunda-feira (30) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) “sem a correção das falhas estruturais apontadas em ação civil pública ajuizada há uma semana e sem adoção de medidas capazes de garantir o cumprimento efetivo das cotas raciais no certame.”

O Ministério Público relata que, em 25 de junho, apresentou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) ação civil pública que aponta problemas estruturais do edital do processo seletivo e solicitou a comprovação da adoção de medidas que corrijam as falhas.

“A suspensão imediata do concurso pode evitar prejuízos à efetividade da política de ações afirmativas e aos candidatos cotistas”, diz a nota do MPF.

Nesta sexta-feira (4), a Advocacia-Geral da União (AGU) disse à Agência Brasil, que “a União não foi intimada de decisão judicial, nem instada a se manifestar nos autos do processo”. Em resposta aos questionamentos da reportagem, o Ministério da Gestão declarou em nota que “ainda não foi notificado pela justiça federal sobre qualquer decisão nesse processo”.

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O edital do CNU 2025 foi publicado na segunda-feira, alguns dias depois do MPF ter ajuizado a ação civil pública. Com base no texto do edital, os procuradores entendem que as regras do certame mantém os mesmos problemas já registrados na primeira edição do concurso, em 2024, quando vários candidatos questionaram judicialmente os critérios do certamente para o enquadramento (ou negativa) como cotista. Confira os apontamentos do MPF:

1 – Comissões de heteroidentificação

A Procuradoria da República assinalou que o edital do certame mantém a orientação de que as decisões das comissões de heteroidentificação permanecem definitivas. “Isso contraria os princípios do contraditório, da ampla defesa e da motivação dos atos administrativos”, aponta o MPF.

Em concursos públicos, a comissão de heteroidentificação é responsável por verificar a autodeclaração de candidatos que concorrem a vagas reservadas a pessoas negras (pretos e pardos). Em janeiro deste ano, o MPF chegou a recomendar a suspensão da divulgação dos resultados finais do primeiro concurso unificado de 2024, até que as falhas no cumprimento de regras relativas às cotas raciais fossem sanadas.

Na época, o Ministério Público Federal relatou que recebeu reclamações de candidatos sobre a aplicação dos critérios de avaliação dessas comissões. Os relatos tratam de falhas no processo de heteroidentificação de candidatos cotistas, falta de transparência, dificuldades para apresentação de recursos e violação ao direito ao contraditório, entre outras situações.

Mesmo assim, o cronograma de divulgação dos resultados do CNU 2024 foi mantido.

2 – Sorteio para cotas

O Ministério Público Federal aponta que o sorteio de vagas do CNU 2025 para aplicação proporcional das cotas raciais, nos casos de cargos com número de vagas inferior ao mínimo legal, adotou critérios sem transparência e que carecem de mecanismos de controle externo. De acordo com o MPF, isso compromete a ação afirmativa e a segurança jurídica dos candidatos de cotas étnico-raciais.

O Ministério da Gestão realizou o sorteio em 26 de junho, com transmissão ao vivo pelo canal da pasta no YouTube.

3- Reserva proporcional por cota

Para o Ministério Público Federal, o edital também não cita, de forma expressa, o cadastro de reserva proporcional por modalidade de cota, o que impediria o monitoramento da convocação de candidatos até o fim do prazo de validade do concurso e fragilizaria o cumprimento da reserva legal.

A lei federal nº 15.142/2025 – nova legislação que trata das cotas étnico-raciais – e o decreto nº 9.508/2018, que trata de cotas para pessoas com deficiência, estabelecem que a reserva de vagas somente se aplica automaticamente quando o edital oferece:

  • aplicação da reserva legal de 30% para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas.
  • aplicação da reserva legal de 5% para PCDs.

4 – Listas classificatórias

Por fim, o MPF declara falta de clareza sobre a publicidade das listas classificatórias específicas e sobre o ranqueamento contínuo.

Fonte: Agência Brasil

Sociedade civil discute prioridades nesta sexta e sábado no Rio

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Instituições da sociedade civil dos países que integram o Conselho Popular do Brics se reúnem nesta sexta-feira (4) e sábado (5), no Rio de Janeiro. O conselho é um fórum civil criado na reunião do grupo de nações, realizada no ano passado em Kazan, na Rússia, e faz, nesses próximos dias, sua primeira reunião oficial.

Na abertura da sessão oficial, na manhã de hoje, no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, afirmou que o Brics precisa promover a interação não apenas dos governos, mas também dos povos desses países.

“O Brics talvez seja uma das grandes inovações da história recente da geopolítica internacional, porque estabelece um diálogo de colocar prioridades do Sul Global e das populações desses países no debate internacional”, disse o ministro. “São as pessoas que sabem das suas necessidades, das suas vontades, dos seus desejos, das suas dores e isso tem que ser transformado em políticas públicas”.

O Conselho Popular é uma plataforma que busca, por meio do fortalecimento da participação dos movimentos populares e da sociedade civil, promover o diálogo e a cooperação com os governos. A ideia é propor soluções conjuntas para desafios globais e regionais e auxiliar na formulação de políticas e na promoção do desenvolvimento sustentável para os países do Brics.

A reunião do Conselho Popular antecede o encontro dos chefes de governo do bloco, formado por 11 países que funciona como um foro de articulação político-diplomática e de cooperação de países do Sul Global. O encontro será realizado no domingo (6) e na segunda-feira (7).

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Brics

O Brics, cuja primeira reunião ministerial ocorreu em 2006, incluía inicialmente Brasil, Rússia, Índia e China, com base na ideia de um economista do banco de investimentos Goldman Sachs, que reconhecia o dinamismo de crescimento econômico desses quatro países (o acrônimo inicial era Bric).

Em 2011, o grupo recebeu a adesão da África do Sul, tornando-se Brics. Mais recentemente, em 2023, outras seis nações se tornaram membros efetivos: Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes, Indonésia, Egito e Etiópia. Mais dez países são membros parceiros: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.

Conselho Popular

Em sua primeira sessão oficial, o Conselho Popular discutirá as recomendações elaboradas em encontros prévios de sete grupos de trabalho nas áreas de saúde, educação, ecologia, cultura, finanças, segurança cibernética (e inteligência artificial) e respeito à soberania para a paz mundial.

“Esse encontro do Rio de Janeiro, coroa um processo de debate que começou em março deste ano, reunindo mais de 120 participantes, de 57 organizações brasileiras e 63 organizações dos demais países do Brics, em torno dos debates de sete grupos de trabalho, que produziram recomendações aos governos desses países”, explica a integrante do Conselho Popular Rita Coitinho.

Segundo ela, o conjunto de recomendações dos grupos de trabalho “traz temáticas ligadas ao fortalecimento da cooperação Sul-Sul, a construção de pontes entre os países, a partir da aproximação dessas áreas sensíveis que são a educação, a cultura, os esportes e mesmo a cooperação na área de saúde. Essa cooperação, que é tão importante para o Sul Global, pensando, por exemplo, nas doenças socialmente determinadas, nesses males que são típicos dos países em desenvolvimento, dos países pobres que não recebem a atenção das grandes farmacêuticas”

Ao fim da sessão oficial, um documento será consolidado para ser entregue aos chefes de governo do Brics, em sua reunião de cúpula, neste domingo. Rita explica que uma versão preliminar das recomendações dos grupos de trabalho já foi entregue aos diplomatas do Brics, no fim de junho.

“Tem uma série de recomendações que nós fazemos na área de esporte, de cultura, de saúde, que não vemos razão para não serem acolhidas, porque elas estão muito sintonizadas com o espírito dessa reunião do Brics. É claro que o nosso documento é extenso, as recomendações são muitas, então a gente também não pode esperar que tudo neste momento vá se transmutar em parágrafos do documento final [dos líderes], mas temos boas expectativas”, disse Rita, que integra o Centro Brasileiro de Solidariedade Aos Povos e Luta Pela Paz (Cebrapaz).

Entre as entidades que participaram das discussões está o Movimento Nacional de População em Situação de Rua.

“Existem mais de 6 milhões de pessoas em situação de rua no bloco do Brics. O grupo não pode ficar falando apenas de economia, tem que falar de desenvolvimento e não de desenvolvimento só de instituições, mas desenvolvimento humano. De que adianta a gente exigir uma nova reforma da governança global sem incluir a população”, afirma o secretário executivo do Movimento, Flávio Lino.

Fonte: Agência Brasil

Haddad: decisão de Moraes sobre IOF é ótima para o país

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (4) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) busca delimitar constitucionalmente o papel de cada Poder – Executivo e Legislativo. “Isso é ótimo para o país”, disse, após participar de evento no Rio de Janeiro.

“Eu acredito que a decisão é no sentido de delimitar as competências com mais clareza. Quanto mais clareza nós tivermos sobre as competências constitucionais de cada Poder, mais tranquilamente um presidente vai poder governar, obviamente que subordinado às leis do país”, afirmou.

Por meio de medida cautelar, o ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu os efeitos de decretos da Presidência da República e do Congresso Nacional que tratam do IOF. Na decisão, ele determina ainda a realização de uma audiência de conciliação entre o governo federal e o Congresso Nacional sobre o tema, agendada para o dia 15 de julho, em Brasília.

“Após a realização da audiência de conciliação, será analisada a necessidade de manutenção da medida liminar concedida”, destacou o ministro na decisão.

Haddad explicou que o governo vai demonstrar que não houve um aumento linear do IOF. “Nós corrigimos o que nos parecia equivocado do ponto de vista de sonegação. Então, as pessoas que estavam usando as operações financeiras de maneira indevida foram bloqueadas pelo decreto. Isso tem finalidade regulatória com repercussão arrecadatória, como todo o combate à sonegação”, afirmou.

“Toda vez que você combater sonegação você vai ter uma consequência arrecadatória, mas você vai deixar de combater a sua negação por causa disso? São pessoas que deveriam estar pagando e não estão”, argumentou.

O imbróglio do IOF

No fim de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto que aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio. O documento fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal. A maioria dos parlamentares, entretanto, não concordou com a elevação das alíquotas e tem cobrado o corte de despesas primárias.

No início de junho, em acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, o governo reverteu parte das elevações do IOF, mas editou uma medida provisória (MP) que aumenta outros tributos. Também em junho, a derrubada do decreto foi pautada por Motta e aprovada na Câmara e, posteriormente, no Senado Federal.

Na última terça-feira (1º), a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) no intuito de reverter a derrubada do decreto. Segundo o ministro da AGU, Jorge Messias, a ação declaratória de constitucionalidade (ADC) foi apresentada após solicitação feita por Lula e com base em estudo técnico e jurídico solicitado ao órgão na semana anterior.

O ministro Alexandre de Moraes foi escolhido relator da ADC protocolada pela AGU para reconhecer a validade do decreto editado pelo presidente. Moraes vai comandar o caso porque já atua como relator de dois processos que tratam do assunto. As ações foram protocoladas pelo PL e pelo PSOL. Não há data para decisão do ministro.

 

Fonte: Agência Brasil

Governo defende justiça tributária e não alta de imposto, diz ministro

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, disse, nesta sexta-feira (4), que o governo não quer aumentar impostos para a população, mas promover justiça tributária.

A afirmação foi feita em entrevista coletiva, durante abertura da reunião do Conselho Popular do Brics, no centro do Rio de Janeiro, ao comentar sobre os debates em torno das mudanças nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da taxação dos super ricos. O Brics é um bloco de países emergentes do qual o Brasil faz parte.

“É inaceitável que menos de 1% da população queira impor as suas vontades, os seus privilégios, a 90% da população brasileira. Nós estamos falando de 50 bilionários que não querem pagar o imposto devidamente.”

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Segundo Macêdo, o governo quer que pessoas detentoras de grandes fortunas paguem o mesmo que o restante da população paga.

“Queremos que eles paguem igual ao que nós pagamos, ao que paga um professor, um policial, uma enfermeira, uma médica, uma engenheira, ao que paga qualquer cidadão trabalhador deste país. Então, é importante que esse debate seja feito na sociedade, para que não haja uma inversão da narrativa. Não está se falando em aumentar impostos para a população, está se falando em justiça tributária”, disse.

O ministro Márcio Macêdo afirmou que, como esses bilionários têm mais recursos e mais forças, “exercem pressão sobre o Parlamento”.

Fonte: Agência Brasil

Corpo de Juliana Marins será sepultado para preservação de provas

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A família da brasileira Juliana Marins, que morreu após cair em uma trilha do vulcão Rinjani, na Indonésia, informou nesta sexta-feira (4) vai optar pelo sepultamento do corpo, em vez da cremação. Ontem (3), a Defensoria Pública do Rio de Janeiro conseguiu autorização da Justiça para que fosse feita a cremação, que era um desejo da publicitária brasileira. No entanto, a família decidiu pelo sepultamento para preservar evidências em caso de necessidade de exumação.  

O velório ocorreu no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, e foi aberto ao público na parte da manhã. Em seguida, a cerimônia foi reservada a amigos e familiares para que o sepultamento fosse realizado na sequência. 

Ao chegar para o velório, o pai de Juliana, Manoel Marins, conversou com a imprensa e agradeceu a mobilização de todo o país para que o caso ganhasse relevância. Ele também agradeceu o trabalho das equipes da Embaixada do Brasil na Indonésia, dos voluntários que trabalharam no resgate, e disse que a família ainda busca respostas sobre a demora no socorro, que pode ter levado à morte da jovem. Juliana sofreu o acidente no sábado (21), mas o resgate só conseguiu chegar na terça-feira (24), quando ela já tinha morrido.  

“Trata-se de despreparo, de descaso com a vida humana, trata-se de negligência e de precariedade dos serviços daquele país. É um destino turístico mundialmente conhecido, [de um país] que depende do turismo pata sobreviver  e que deveria ter mais estrutura para resgatar as pessoas que passassem por um infortúnio desses, mas, infelizmente, não tem”, disse Manoel. Ele defendeu que o país reveja seus protocolos para que casos como o de sua filha não se repitam. 

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Nova autópsia 

Logo que o corpo da brasileira retornou ao país, foi realizada nova autópsia no Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio. O exame foi solicitado pela família de Juliana, que questiona as conclusões do laudo feito por legistas indonésios. Segundo a equipe que necropsiou Juliana na Indonésia, a brasileira morreu de hemorragia decorrente de lesões em órgãos internos que, por sua vez, foram provocadas por trauma contundente. O novo laudo preliminar será divulgado em até sete dias. 

Manoel recordou que Juliana era uma menina doce, alegre e que já sente a falta de sua presença.

“Será que algum dia essa saudade vai diminuir? Não sei. Ela não está presente fisicamente, mas está espiritualmente e no coração da gente”, afirmou.  

Fonte: Agência Brasil

AGU diz que vai demonstrar ao STF que decreto do IOF é legal

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse nesta sexta-feira (4) que o governo federal vai demonstrar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aumentar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) está de acordo com a Constituição.

A manifestação de Messias ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes decidir levar o caso para conciliação e suspender o decreto de Lula e a deliberação da Câmara dos Deputados e do Senado que derrubou o ato do presidente.

O advogado-geral declarou que reconhece a proposta de diálogo institucional promovida pelo ministro do Supremo. 

“A AGU valoriza a proposta de diálogo interinstitucional sugerida pelo STF, reconhecendo-a como um espaço importante para a resolução de conflitos. Durante essa oportunidade, a Advocacia-Geral da União demonstrará a total conformidade dos decretos presidenciais com a Constituição, enfatizando seu adequado uso na condução da política econômica, cambial e securitária do poder executivo federal”, disse.

Na avaliação de Jorge Messias, Moraes considerou “razoável e plausível” a argumentação da União sobre a separação de poderes entre o Executivo e o Legislativo.

“O voto do ministro-relator entende como razoável e plausível a argumentação da União sobre a violação do princípio da separação de poderes, conforme sustentado pela AGU. Além disso, destaca a necessidade de esclarecer a dúvida levantada pelo Congresso Nacional sobre possível desvio de finalidade dos decretos presidenciais, especialmente em razão do caráter fiscal das medidas”, completou.

Decisão

A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada na ação na qual o PSOL pretende anular as votações da Câmara dos Deputados e do Senado que derrubaram o decreto editado pelo presidente Lula e no processo no qual a AGU pediu que o decreto seja considerado constitucional.

A audiência de conciliação está marcada para o dia 15 de julho.

Fonte: Agência Brasil

Encceja PPL 2025: prazo de adesão ao exame termina hoje

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Termina nesta sexta-feira (4) o prazo para que os órgãos de administração prisional e socioeducativa dos estados indiquem as unidades que irão aplicar o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Encceja PPL) em 2025. Os órgãos também devem indicar o responsável pedagógico de cada unidade.

O Encceja é uma oportunidade para jovens e adultos que não concluíram seus estudos na idade apropriada para cada nível de ensino obterem a certificação do ensino fundamental e médio.

As idades mínimas são de 15 anos para o ensino fundamental e, no mínimo, 18 anos completos para o ensino médio na data de realização do exame nacional.

Adesão

De acordo com o edital público, as indicações das unidades onde será aplicado exame e dos responsáveis pedagógicos deverão ser formalizadas por ofício enviado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela logística do Encceja PPL.

O responsável pedagógico cadastrado pelo governo do estado, necessariamente, deverá ser um funcionário do órgão de administração prisional/socioeducativa ou da respectiva unidade prisional/socioeducativa.

O documento que firma a adesão da instituição ao exame deverá ser enviado para o e-mail aplicacao.ppl@inep.gov.br com o assunto da mensagem “Adesão Encceja Nacional PPL 2025”.

O Inep analisará os dados das novas unidades cadastradas e informará se houve a aprovação das indicações no Sistema PPL.

Inscrições dos participantes

O responsável pedagógico da unidade é a pessoa que deve inscrever os participantes voluntários no Encceja Nacional PPL 2025 até 23h59 do dia 11 de julho.

A inscrição deverá ser realizada no endereço eletrônico, que também deve manter, sob sua guarda e sigilo, a senha de acesso ao sistema e os números de inscrição e de Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos participantes, dados necessários para o acompanhamento do processo de inscrição e para a obtenção dos resultados individuais.

Provas

O Inep aplicará as provas nos dias 23 e 24 de setembro, em dois turnos, no horário de Brasília.

O exame é composto por quatro provas objetivas, por nível de ensino, cada uma contendo 30 questões de múltipla escolha e uma redação.

 

Fonte: Agência Brasil

Transporte coletivo tem número de viagens ampliado para atender romeiros de Trindade

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Governo amplia número de viagens do transporte coletivo para atender romeiros de Trindade - ônibus do transporte coletivo na cor verde
Transporte público é opção para fiéis: linha 112, percorre Terminal Trindade/Terminal Praça da Bíblia e opera durante 24h até o encerramento da romaria, no domingo (06/07) (Foto: Letícia Oliveira/Metrobus)

Durante a Festa do Divino Pai Eterno de 2025, em Trindade, o Governo de Goiás reforçou o número de viagens do transporte coletivo para atender aos romeiros. A oferta extra segue até domingo (06/07), dia de encerramento da festa.

Segundo a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), o transporte em esquema especial está disponível desde o dia 27 de junho, quando as festividades religiosas tivera início.

O subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte, Miguel Ângelo Pricinote, afirma que o reforço no número de viagens busca viabilizar a maior participação dos fiéis na tradicional festa religiosa.

“Com a ampliação da oferta, o Governo de Goiás garante mais acesso e segurança para os romeiros que se deslocam para Trindade”, diz.

Até o dia 1º de julho, segundo números fornecidos pela Metrobus, mais de 1,6 milhão de pessoas já haviam passado pela cidade.

Número de viagens ampliado e linha exclusiva

O presidente da Metrobus, Francisco Caldas, afirma que a oferta de ônibus foi ampliada em 25%, com readequação da escala dos motoristas, para suprir a demanda extra de passageiros e garantir que eles pudessem, assim, participar da festa religiosa.

“Para nossa grata surpresa, essa oferta adicional acabou acomodando também um aumento da ordem de 20% da demanda e, assim, mais pessoas estão usufruindo da festa de Trindade, sendo transportadas com regularidade e pontualidade”, pontua.

A linha 112 – Terminal Trindade/Terminal Praça da Bíblia, entre Goiânia e Trindade, funciona 24 horas e oferta mais de 1.445 viagens no período.

Outra linha disponível é a 363, com itinerário entre Terminal Goianira e Terminal Trindade, fazendo a ligação entre as cidades de Goianira e Trindade pela rodovia GO-469, que vai operar exclusivamente no sábado (05/07) e no domingo (06/07), último dia da romaria.

linha vai disponibilizar aos romeiros um total de 21 (vinte e uma) viagens, proporcionando acesso direto dos moradores de Goianira à Festa do Divino Pai Eterno.

A Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) também disponibiliza mais de 200 profissionais, em pontos estratégicos nos terminais Padre Pelágio, Vera Cruz e Trindade, que executam segurança, limpeza, organizam filas e controlam operações e acessos, com foco no apoio e suporte aos romeiros.

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Metrobus – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Dilma: desenvolvimento deve ser sustentável, inclusivo e justo

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Ao participar da cerimônia de 10 anos do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), a presidente da instituição, Dilma Rousseff, avaliou que o desenvolvimento deve ser sustentável, inclusivo, justo, resiliente e soberano. “Comemoramos, portanto, a primeira década do banco não só com orgulho, mas com senso renovado de propósito”.

“O mundo de hoje não é o mesmo de 2015. Está mais fragmentado, mais desigual e mais exposto a crises sobrepostas – crises climáticas, econômicas, geopolíticas. O multilateralismo está sob pressão. Testemunhamos um recuo na cooperação e o ressurgimento do unilateralismo.”

Segundo Dilma, tarifas, sanções e restrições financeiras estão sendo utilizadas como “ferramenta de subordinação política”. “Cadeias produtivas globais estão sendo reestruturadas, não apenas pela busca de mais eficiência, mas sim por interesses geopolíticos”.

“E o sistema financeiro internacional continua profundamente assimétrico, colocando os fardos mais pesados sobre aqueles com menos recursos. O cenário exige mais e não menos cooperação. E exige instituições que reflitam as realidades e as aspirações do mundo de hoje, não somente do mundo de oito décadas atrás, explicou”.

Para Dilma, a missão proposta pelo NDB segue “não apenas relevante, mas essencial”. “Demonstramos, nos últimos 10 anos, que é possível construir uma instituição confiável, eficiente e adaptável, que produz resultados reais e, ao mesmo tempo, defende os valores da solidariedade, equidade e soberania”.

“Não temos o objetivo de substituir quem quer que seja. Porém, buscamos provar que há mais de uma maneira de promover o desenvolvimento. E os países emergentes e em desenvolvimento merecem instituições que compreendam seus desafios, respeitem suas escolhas e apoiem suas ambições”, concluiu.

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Entenda

Criado em 2015, o New Development Bank ou Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como Banco do Brics, é um banco multilateral de desenvolvimento criado para mobilizar recursos para financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento.

De acordo com o site da instituição, o NDB já aprovou um total de 120 projetos e US$ 39 bilhões (o equivalente a mais de R$ 210 bilhões) em financiamentos.

Países fora do Brics, como o Uruguai, a Argélia e Bangladesh, também podem fazer parte da instituição. Os fundadores do Brics, entretanto, são os maiores depositantes de recursos do banco de fomento. A Colômbia também manifestou interesse em se tornar integrante. A entrada no Brics, por outro lado, não garante acesso direto ao NDB.

Em 2023, a ex-presidente Dilma Rousseff foi escolhida presidente do NDB, sendo reeleita em 2025.

Brics

O bloco se define como um foro de articulação político-diplomática de países que formam o chamado sul global, buscando cooperação internacional e tratamento multilateral de temas globais.

Além de buscar mais influência e equidade de seus integrantes em instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brics tem em seu radar a criação de instituições voltadas para seus participantes, como o NDB.

Por não constituir uma organização internacional, o Brics não tem orçamento próprio ou secretariado permanente.

 


Fonte: Agência Brasil