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Vila Nova vence nos pênaltis e vai à final do Brasileirão Feminino A3

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O Vila Nova é o primeiro finalista da Série A3 (terceira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Neste sábado (5), as Tigresas venceram o Itabirito nos pênaltis, por 5 a 4, depois de empatarem por 1 a 1 no tempo normal, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia. A partida válida pelas semifinais da competição foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

As equipes vinham de 3 a 3 no jogo de ida do confronto, há duas semanas, no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima (MG). Ambas estão asseguradas no Brasileirão Série A2 (segunda divisão) do ano que vem, por terem alcançado as semifinais. Nas quartas, o Vila Nova passou pelo Operário-MS, enquanto o Itabirito venceu o Pérolas Negras.

Na final, as Tigresas terão pela frente o ganhador de Atlético-PI e Doce Mel, que fazem a segunda partida neste domingo (6), às 18h15 (horário de Brasília), no Albertão, em Teresina. As anfitriãs venceram a ida no Waldomirão, em Jequié (BA), por 3 a 0 e se classificam mesmo se perderem por dois gols de diferença. As baianas têm de vencer por quatro ou mais gols de saldo. O confronto será transmitido ao vivo pela TV Brasil.

O Itabirito saiu na frente aos 13 minutos do primeiro tempo, com Yonara. Também aos 13, mas da segunda etapa, Vânia deixou tudo igual, de pênalti. A igualdade durante os 90 minutos levou a decisão da vaga à final às penalidades. Foram dez cobranças, cinco para cada lado, onde Stefane, do Vila, se destacou ao defender o chute de Siméia, o primeiro das mineiras. A batida de Idalana, camisa 8 das Tigresas, decretou a classificação das anfitriãs.

Fonte: Agência Brasil

Lula diz que Brics é fiador de um futuro promissor

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou neste sábado (5) que o Brics segue como “fiador de um futuro promissor”. A afirmação foi feita durante abertura do Fórum Empresarial do Brics, no Rio de Janeiro.

“Durante do ressurgimento do protecionismo, cabe às nações emergentes defender o regime multilateral de comércio e reformar a arquitetura financeira internacional. Os Brics seguem como fiador de um futuro promissor”, disse Lula.

O Brics funciona como foro de articulação político-diplomática de países do Sul Global e de cooperação nas mais diversas áreas e reúne 11 países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

Segundo Lula, esses países podem liderar um novo modelo de desenvolvimento pautado em agricultura sustentável, indústria verde, infraestrutura resiliente e bioeconomia.

“Nossos países já estão entre os maiores investidores de energia renovável do planeta. Há imenso potencial para ampliar a produção de biocombustíveis, baterias, placas solares e turbinas eólicas. Possuímos minerais estratégicos essenciais para a transição energética”.

Lula disse ainda que fortalecimento do complexo industrial da saúde “amplia o acesso a medicamentos e é fundamental para superar doenças socialmente determinadas que afligem os mais vulneráveis”.

Em seu discurso, o presidente brasileiro também defendeu uma governança multilateral sobre a inteligência artificial (IA).

“A inteligência artificial traz possibilidades que há poucos anos sequer imaginávamos. Na ausência de diretrizes claras coletivamente acordadas, modelos gerados apenas com base na experiência de grandes empresas de tecnologia vão se impor”.

Ele também aproveitou seu discurso para falar sobre os conflitos internacionais. Segundo ele, a cúpula do Brics certamente apontará soluções para essa situação.

“Ao invés de barreiras, promovemos integração. Contra a indiferença, construímos a solidariedade”.

Fórum

O Fórum Empresarial do Brics discute, ao longo deste sábado, o papel do setor produtivo na busca de um desenvolvimento econômico sustentável. Entre os temas debatidos estão comércio e segurança alimentar, transição energética, descarbonização, economia digital e inclusão financeira.

Os 11 países que integram o Brics somam quase metade da população mundial, 40% da economia global e mais de 20% do comércio mundial.

Em termos de recursos naturais, os membros do grupo concentram cerca de 70% das reservas de terras raras, mais de 40% da produção de petróleo e quase 80% da produção de carvão mineral.

Fonte: Agência Brasil

Haddad defende reglobalização sustentável e taxação de super-ricos

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu, neste sábado (5), o que chamou de reglobalização sustentável, “uma nova aposta na globalização, dessa vez baseada no desenvolvimento social, econômico e ambiental da humanidade como um todo”, disse no discurso de abertura da Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Banco Centrais do Brics.

O ministro também manifestou apoio ao estabelecimento de uma Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Cooperação Internacional em Matéria Tributária, ou seja, um acordo tributário global mais justo. “Trata-se de um passo decisivo rumo a um sistema tributário global mais inclusivo, justo, eficaz e representativo – uma condição para que os super-ricos do mundo todo finalmente paguem sua justa contribuição em impostos”, afirmou.

Segundo o ministro, o Brics, tem origem no pleito dos países membros por maior peso no sistema financeiro internacional. Países que, juntos, representam quase a metade de toda a humanidade. “Nenhum outro foro possui hoje maior legitimidade para defender uma nova forma de globalização”, disse Haddad.

Haddad também relembrou o papel do Brasil à frente do G20, quando encabeçou o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, e, desde então, manifestou-se “em defesa da tributação progressiva dos super-ricos. Já naquele momento, fizemos da defesa do multilateralismo uma marca da presidência brasileira. De lá para cá, essa defesa se tornou urgente. Não há solução individual para os desafios do mundo contemporâneo”.

De acordo com o ministro, nenhum país isoladamente, por mais poderoso que seja, “pode dar uma resposta efetiva ao aquecimento global, ou atender as legítimas aspirações da maior parte da humanidade por uma vida digna. A perspectiva de criar ilhas excludentes de prosperidade em meio à policrise contemporânea é moralmente inaceitável. Em vez disso, temos que encontrar soluções cooperativas para os nossos desafios comuns”, destacou.

Em relação a crise climática, Haddad ressaltou que os países do Brics estão “desenvolvendo instrumentos inovadores para acelerar a transformação ecológica”. Ele também destacou as discussões sobre a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), com objetivo de movimentar economias de baixo carbono. Países ricos, com histórico poluente muito superior aos demais, teriam de se comprometer a investir mais recursos na manutenção do fundo.

“Nos últimos dias, conversamos muito sobre o Tropical Forest Forever Facility. Estou convencido de que o Brics pode desempenhar um papel decisivo em sua criação, com um anúncio de grande impacto durante a COP 30 [30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima]”, disse. “Em parceria com o Brics, almejamos consolidar-nos como um porto seguro em um mundo cada vez mais instável. Serenidade e ambição, são, portanto, as marcas da nossa presidência”, acrescentou.

Brics

O Brics é um bloco que reúne representantes de 11 países membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam os países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão. Sob a presidência do Brasil, a 17ª Reunião de Cúpula do Brics ocorre no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.

Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2024, países do Brics receberam 36% de tudo que foi exportado pelo Brasil, enquanto nós compramos desses países 34% do total do que importamos.

 

Fonte: Agência Brasil

Reunião anual da SBPC chega ao Recife com debate inédito sobre gênero

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Centenas de cientistas do Brasil e do exterior desembarcam, na próxima semana, em Recife, para a tradicional reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento, com mais de 200 atividades gratuitas para todos os públicos, começa domingo (13) e vai até sábado (19), na Universidade Federal Rural de Pernambuco, no campus Dois Irmãos.

O tema desta 77º edição da SBPC é o “Progresso é ciência em todos os territórios” e terá eventos científicos, artísticos e culturais, incluindo uma reunião inédita da SBPC Mulher, além de atividades para crianças de um a seis anos, pela segunda vez.

A coordenadora-geral do evento, a cientista Cláudia Linhares explica que a intenção da SBPC em 2025 é abordar a diversidade brasileira, sob todos aspectos, olhando atentamente para os desafios de cada território, das grandes metrópoles às áreas rurais, periféricas e marginalizadas, observando as desigualdades. 

“Trataremos das desigualdade que vão desde o financiamento da ciência e da educação até às desigualdades sérias, tais como a fome, a violência, temas que perpassam as ciências da saúde, as exatas e as humanas”, afirmou ela, que é professora de computação da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Uma das novidades desta edição é a SBPC Mulher, evento inédito que promete incentivar o diálogo sobre o papel delas na redução das várias desigualdades, a maternidade, a questão da deficiência, o envelhecimento e a qualidade de vida, por exemplo. 

“Vamos discutir não só a questão da mulher, mas a situação do gênero na sociedade e na ciência”, explicou a coordenadora-geral da SBPC. Na programação, estão debates sobre estratégias para implementação de políticas públicas de equidade.

O primeiro encontro da SBPC Mulher coincide com o ano em que duas mulheres assumem, pela primeira vez, as duas principais associações científicas do Brasil – a SBPC e a Academia Brasileira de Ciências. Tomará posse, na primeira, a cientista e professora da Universidade Federal de Campina Grande, Francilene Garcia, na SBPC.

Colônia de férias

No campus da Federal Rural de Pernambuco também serão desenvolvidas atividades para os pequenos, como contação de história, brincadeiras cantadas e confecção de brinquedos. A intenção é provocar a interação deles com a ciência. 

“Vamos ter esse espaço para que seja o primeiro contato com a ciência, para que seja prazeroso e que a criança descubra, com esse olhar de cientista, os fenômenos”, explicou Linhares,.

Os mais velhos podem conferir a SBPC Jovem, destinada a estudantes. Essa ala vai instalar um planetário, promover oficinas, além de feira de ciências. Entre os tópicos, alimentos ultraprocessados, mudanças climáticas e inteligência artificial.


Brasília - 04/07/2025 - Cartaz da SBPC e mascote da SBPC Jovem. Foto SPBC.
Brasília - 04/07/2025 - Cartaz da SBPC e mascote da SBPC Jovem. Foto SPBC.

A SBPC Jovem conta com uma mascote própria, batizada de Gui. A mascote é um macaco sagui vestindo um traje típico do “Caboclo de Lança”, figura da cultura pernambucana.

Outro macaco, o macaco-prego, que vive na caatinga, será tema de um dos vários minicursos da programação aberta a todas idades. A primatologia da caatinga é pouco estudada e, no curso, serão apresentados tópicos gerais sobre o comportamento, ecologia, e conservação desses primatas, salientando os desafios deles na Caatinga. Também estão na lista cursos sobre poluição do ar, a transição energética e o hidrogênio verde, compostagem doméstica e cosmovisão indígenas.

Cláudia Linhares reforçou o convite para as crianças de férias. “Dá para fazer uma boa colônia de férias”, recomendou.  Haverá barracas para alimentação.

Ao contrário de outros eventos de sociedades científicas, Linhares explicou que a SBPC é um passeio para todos os públicos. 

“Instruímos os nossos palestrantes, tanto em conferências, quanto em mesas redondas, para falarem em linguagem acessível aos leigos. Então, qualquer pessoa que entrar em uma atividade científica, sairá sabendo alguma coisa. Os temas são contemporâneos”, garantiu.

A abertura oficial da SBPC, no domingo, terá a presença da ministra da Ciência e Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, no Teatro do Parque, no centro de Recife. A programação completa de conferências, mesas-redondas, painéis, minicursos, exposições interativas e oficinas está no site da SBPC. A expectativa é reunir 20 mil pessoas.


Fonte: Agência Brasil

O tema do ataque dos EUA ao Irã para tentar destruir sua capacidade nuclear é extremamente complexo e envolve uma combinação de:

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Por Fabiano Andrade – Economista, Mestre em Psicanálise, Especialista em Neurociência e Especialista em Politica, Estratégia, Defesa e Segurança Pública

fatores geopolíticos modernos,

conflitos históricos e religiosos,

e alianças estratégicas globais.

Vamos destrinchar isso por partes para entender o panorama:

1. O Conflito Entre Irã e Israel: Antigo e Atual

Histórico e bíblico:
Irã é a antiga Pérsia. Embora os persas não tenham sido tradicionalmente inimigos dos judeus (Ciro, o Grande, foi até protetor dos judeus na antiguidade), nos tempos modernos, especialmente após a Revolução Islâmica de 1979, o Irã passou a adotar uma postura radicalmente anti-Israel.

Teocracia xiita vs Estado judeu:
O regime iraniano vê Israel como um inimigo existencial, chamando-o de “entidade sionista” e negando sua legitimidade. Israel, por sua vez, enxerga o programa nuclear iraniano como ameaça direta à sua sobrevivência.

🇺🇸 2. Interesses dos EUA e Israel

Israel busca impedir a qualquer custo que o Irã adquira armas nucleares.

EUA, aliado histórico de Israel, compartilha dessa preocupação, mas também busca manter o controle geopolítico do Oriente Médio, especialmente:

petróleo e gás

rotas estratégicas

prevenção da influência da Rússia e da China na região

Daí vem os ataques direcionados, sabotagens e sanções econômicas contra o Irã.

3. E onde estão China e Rússia nessa equação?

🇷🇺 Rússia:

A Rússia tem aliança estratégica com o Irã, especialmente por causa de:

oposição comum aos EUA e OTAN

cooperação na guerra da Síria

trocas econômicas e venda de armamento

Mas, ao mesmo tempo, Moscou mantém uma relação pragmática com Israel, principalmente por causa dos interesses russos em manter alguma estabilidade regional e influência.

China:

A China também tem interesse no Irã, sobretudo por causa do petróleo e por vê-lo como peça importante na Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative).

Evita se envolver diretamente em conflitos militares, mas se opõe a sanções unilaterais dos EUA e apoia diálogo e diplomacia.

Nem China nem Rússia querem uma guerra aberta. Elas preferem operar nos bastidores, com alianças econômicas, fornecimento de tecnologia e apoio político, enquanto criticam os EUA em fóruns como a ONU.

4. Por que tudo isso importa agora?

Qualquer ataque americano (ou israelense) a instalações nucleares iranianas pode levar a:

guerra regional no Oriente Médio

fechamento do Estreito de Ormuz (por onde passa 20% do petróleo mundial)

envolvimento indireto de China e Rússia

repercussões globais nos preços do petróleo, na segurança e na diplomacia internacional

Conclusão

O ataque ao Irã não é apenas um ato militar. Ele carrega camadas de:

conflitos religiosos antigos (xiitas vs judeus)

medo nuclear

política de contenção dos EUA

rivalidades globais (Ocidente vs Rússia/China)

Se houver escalada, China e Rússia entrarão em cena, mas nos bastidores, usando diplomacia, veto na ONU, influência econômica e apoio indireto. Mas o jogo é muito maior que só Israel e Irã ele é mundial.

Plano Safra como Despesa Obrigatória: pela constitucionalização da segurança alimentar.

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O Brasil é uma potência agrícola, responsável por alimentar mais de 1 bilhão de pessoas no planeta!

O agronegócio brasileiro garante tanto ao mercado consumidor interno quanto ao internacional o abastecimento regular de alimentos. Mas, paradoxalmente, a engrenagem que sustenta esse sistema — o crédito rural — ainda se torna refém, ano após ano, de uma definição política precária, negociada a portas fechadas, cujo desfecho – não raro! – só chega no apagar das luzes do semestre fiscal: o Plano Safra.

A cada novo ciclo, produtores rurais esperam com ansiedade (e muitas vezes com angústia) a divulgação do volume de recursos e das condições de financiamento que garantirão o custeio da próxima safra. Em 2025, mais uma vez, pairam incertezas quanto ao valor que será anunciado — e essa instabilidade não é técnica nem conjuntural: ela é estrutural e a raiz do problema está no próprio desenho orçamentário do plano safra.

Diferentemente da saúde e da educação, que possuem percentuais mínimos vinculados ao orçamento público, o crédito rural não é tratado como despesa obrigatória, tampouco como vinculação constitucional. Trata-se de uma decisão discricionária do Poder Executivo, sujeita às circunstâncias fiscais e, sobretudo, às diretrizes ideológicas do governo de ocasião.

Entrementes, não deveria ser assim!

Não quando se trata de segurança alimentar, reconhecida como direito social fundamental no art. 6º da Constituição Federal, incluída pela Emenda Constitucional 64/2010. Não quando a soberania nacional depende diretamente da nossa capacidade de produzir e distribuir alimentos em escala suficiente para atender à demanda nacional.

Segurança alimentar é segurança nacional — e exige tratamento orçamentário à altura desta envergadura constitucional.

A Constituição já assegura à saúde (art. 198, § 2º) e à educação (art. 212) percentuais mínimos da receita da União e dos entes federados. Esses percentuais não apenas garantem previsibilidade de recursos, como também funcionam como blindagem contra governos que eventualmente relativizem a importância dessas áreas.

Nada justifica que a produção de alimentos, em um país cujo protagonismo internacional depende da agropecuária, continue sendo tratada como item acessório. A segurança alimentar está para o campo como a dignidade da pessoa está para a saúde e a educação. São todos pilares de uma ordem constitucional voltada ao desenvolvimento, à justiça social e à soberania.

A toda evidência, não há como se reconhecer o atendimento ao requisito da soberania nacional quando o próprio país não tem condições de prover a segurança alimentar básica à sua sociedade.

É hora de constitucionalizar o Plano Safra como despesa obrigatória!

A proposta, ora advogada, é simples e poderosa: instituir, via Emenda Constitucional, um percentual mínimo da receita corrente líquida da União — ou do PIB nacional — destinado à política de fomento agropecuário, especialmente ao crédito rural subsidiado, à política de garantia de preços mínimos e ao seguro agrícola. Esse percentual poderia ser revisto periodicamente, via lei complementar, mas os recursos orçamentários mínimos estariam assegurados, independente da política de governo, dado que segurança alimentar é política de Estado.

Esse novo regime jurídico-orçamentário faria do Plano Safra um instrumento de Estado — e não apenas de governo. A previsibilidade resultante traria mais segurança jurídica ao setor, atrairia investimentos, ampliaria a competitividade e reafirmaria o papel do Brasil como celeiro do mundo.

O campo não pode mais ser tratado como linha residual do orçamento. É chegada a hora de o Congresso Nacional, movido pela Frente Parlamentar da Agropecuária, reconhecer que o alimento na mesa começa com o crédito no solo. Saúde e educação já possuem assento cativo no orçamento da República. Está na hora de a segurança alimentar — por meio do Plano Safra — ocupar a mesma dignidade orçamentária constitucional.

André Campello / Advogado Especialista Direito Agronegócio.

Rio terá ponto facultativo na segunda-feira devido à Cúpula do Brics

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) estabeleceu ponto facultativo nesta segunda-feira (7) para os órgãos públicos federais localizados no município do Rio de Janeiro (RJ).

A decisão considera a agenda internacional da Cúpula do Brics, realizada neste domingo (6) e na própria segunda-feira, na capital fluminense, com chefes de Estado e de governo dos países membros.

No entanto, o ponto facultativo não se aplica aos serviços públicos considerados essenciais, que devem manter o funcionamento normal.

A medida foi estabelecida na Portaria nº 5.405/2025, publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (4).

BRICS

O Brics é  formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, bem como por outros membros recém-admitidos – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. O grupo representa um dos principais foros de articulação político diplomática dos países do Sul Global, com foco na cooperação em diversas áreas. 

Desde 1º de janeiro, o Brics está sob a presidência rotativa do Brasil, guiada pelo lema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”.

A duração do mandato brasileiro é um ano e se encerrará em 31 de dezembro de 2025.

Fonte: Agência Brasil

Brics terá declarações de IA, doenças socialmente determinadas e clima

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Negociadores dos 11 países que compõem o Brics concluíram, nesta sexta-feira (4) conversas sobre alguns dos temas-chave da reunião de cúpula do grupo, que será realizada no domingo (6) e segunda-feira (7). As negociações avançaram em pelo menos três áreas importantes para os países: cooperação em saúde para eliminação de doenças socialmente determinadas, inteligência artificial (IA) e combate à mudança do clima.

As resoluções dos sherpas (negociadores dos países) serão encaminhadas para as lideranças políticas e devem resultar em declarações específicas sobre essas pautas. 

O Brasil busca, com essa cúpula, que acontece no Rio de Janeiro, “reequilibrar a agenda internacional, frequentemente centrada em disputas geopolíticas, para incluir prioridades como erradicação da pobreza, segurança alimentar e fortalecimento de sistemas de saúde”, segundo nota divulgada pela organização da cúpula.

“O esforço brasileiro é trazer estes temas para o centro da agenda desses grandes grupos. Na presidência a gente tem a possibilidade de fazer isso. Como fizemos no G20, com o lançamento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, e agora fazemos com o lançamento da parceria para a eliminação das doenças que a gente chama as doenças da pobreza – tuberculose, hanseníase, malária, dengue, febre amarela”, afirmou o sherpa brasileiro, embaixador Mauricio Lyrio, que coordena os trabalhos de negociação.

Os negociadores também avançaram em outros temas, como institucionalidade e formalização de processos do grupo; a nova escala de presidência rotativa; e a forma de participação dos países parceiros, que com a recente entrada do Vietnã somam dez nações neste status.

COP30

As discussões em torno do clima focaram no financiamento climático. Na visão dos países do Sul Global, as nações mais ricas, que mais emitiram gases de efeito estufa, “precisam cooperar no financiamento da transição dos países que ainda não se desenvolveram plenamente”, disse Lyrio.

O Brasil espera ações concretas e ambiciosas em no combate à mudança do clima, uma vez que, em novembro deste ano, sediará, em Belém, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). 

A reunião desta semana dos sherpas foi a última para alinhavar negociações para a cúpula. Nas duas reuniões anteriores, realizadas em fevereiro e abril deste ano, já tinham avançado em outros temas, entre eles a Parceria Estratégica na Área Econômica e a incorporação de demandas sociais como o consenso de que o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) deve ser principal agente de financiamento da industrialização do Sul Global.

Integrantres dos 11 países que compõem o Brics concluíram, nesta sexta-feira (4) conversas sobre alguns dos temas chave da reunião de cúpula do grupo, que será realizada no domingo (6) e segunda-feira (7). As negociações avançaram em pelo menos três áreas importantes para os países: cooperação em saúde para eliminação de doenças socialmente determinadas, inteligência artificial (IA) e combate à mudança do clima.

As resoluções dos sherpas (negociadores dos países) serão encaminhadas para as lideranças políticas e devem resultar em declarações específicas sobre essas pautas. 

O Brasil busca, com essa cúpula, que acontece no Rio de Janeiro, “reequilibrar a agenda internacional, frequentemente centrada em disputas geopolíticas, para incluir prioridades como erradicação da pobreza, segurança alimentar e fortalecimento de sistemas de saúde”, segundo nota divulgada pela organização da cúpula.

“O esforço brasileiro é trazer estes temas para o centro da agenda desses grandes grupos. Na presidência a gente tem a possibilidade de fazer isso. Como fizemos no G20, com o lançamento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, e agora fazemos com o lançamento da parceria para a eliminação das doenças que a gente chama as doenças da pobreza – tuberculose, hanseníase, malária, dengue, febre amarela”, afirmou o sherpa brasileiro, embaixador Mauricio Lyrio, que coordena os trabalhos de negociação.

Os negociadores também avançaram em outros temas, como institucionalidade e formalização de processos do grupo; a nova escala de presidência rotativa; e a forma de participação dos países parceiros, que com a recente entrada do Vietnã somam dez nações neste status.

COP30

As discussões em torno do clima focaram no financiamento climático. Na visão dos países do Sul Global, as nações mais ricas, que mais emitiram gases de efeito estufa, “precisam cooperar no financiamento da transição dos países que ainda não se desenvolveram plenamente”, disse Lyrio.

O Brasil espera ações concretas e ambiciosas em no combate à mudança do clima, uma vez que, em novembro deste ano, sediará, em Belém, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). 

A reunião desta semana dos sherpas foi a última para alinhavar negociações para a cúpula. Nas duas reuniões anteriores, realizadas em fevereiro e abril deste ano, já tinham avançado em outros temas, entre eles a Parceria Estratégica na Área Econômica e a incorporação de demandas sociais como o consenso de que o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) deve ser principal agente de financiamento da industrialização do Sul Global.

 

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio acumulado em R$ 6,5 milhões

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As seis dezenas do concurso 2.884 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 6,5 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

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O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

Fonte: Agência Brasil

Investimentos da Petrobras reforçam segurança energética, diz Silveira

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta sexta-feira (4) que os investimentos de mais de R$ 33 bilhões anunciados pela Petrobras, nas áreas de refino e petroquímica no estado do Rio de Janeiro, vão reforçar a segurança energética do país, reduzir a dependência de importações e garantir o abastecimento com menor impacto para a população.

Silveira participou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da cerimônia promovida pela Petrobras para anunciar os recursos, na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. 

“Podemos, queremos e estamos ampliando o refino do nosso petróleo aqui no Brasil. Isso é segurança de suprimento e soberania energética. Nossas refinarias diminuem o preço do combustível e economizam o dinheiro de todos, têm impacto na inflação, no preço do alimento que chega à mesa do trabalhador e em toda a economia”, afirmou Silveira.

O ministro destacou também o potencial do Brasil na produção de combustíveis sustentáveis para a aviação. “Nos próximos meses, a Reduc começará a produzir 50 mil metros cúbicos por mês de SAF [combustível sustentável de aviação] com conteúdo renovável. O Brasil está saindo na frente, sendo um dos principais fornecedores de SAF do mundo. Isso é fruto da Lei do Combustível do Futuro, que aprovamos no ano passado”, destacou.

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A Petrobras já concluiu os testes de produção de SAF com até 1,2% de óleo técnico de milho e recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar a produção comercial.

Também foram anunciadas a ampliação da capacidade produtiva de Diesel S10 da Reduc em 76 mil barris por dia, a construção de uma nova central termoelétrica voltada à eficiência energética e a implantação de uma planta dedicada ao SAF 100% renovável no Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, no Rio. Somente essas três iniciativas somam mais de R$ 27 bilhões em investimentos.

 A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que, nos últimos 12 meses, os tributos pagos pela companhia para União, estados e municípios somaram R$ 270 bilhões. Ela também destacou que a companhia garante a segurança energética do país ao entregar 31% de toda a energia primária do Brasil.

 “Ao longo do último ano, produzimos 900 milhões de barris de petróleo e conseguimos repor todas essas reservas. Ao longo dos próximos anos, vamos produzir mais ainda. O desafio é repor essas reservas. A Petrobras fez do Brasil um dos dez maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo”, disse Magda.

Fonte: Agência Brasil