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Hoje é Dia: Dia do Rock, criação do ECA e 1ª Copa são destaques

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O que não faltam neste dia 13 de julho são eventos marcantes. Há datas que celebram um dos gêneros musicais mais populares do mundo, a proteção das crianças e o esporte.

Hoje é o Dia Mundial do Rock. A data é celebrada desde 1985, quando foi realizado o Live Aid, megafestival simultâneo organizado em 13 de julho de 1985 por Bob Geldof e Midge Ure, com o objetivo de arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia. Esta matéria da Radioagência Nacional de 2023 conta as origens da efeméride. Já a TV Brasil falou sobre a data em 2020 e 2022.

Neste domingo (13), também é o dia da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Foi há 35 anos, em 1990, que a Lei 8.069 se tornou um marco na proteção integral de crianças e adolescentes no Brasil. A legislação, que estabelece direitos, deveres e políticas públicas voltadas ao público infantojuvenil, foi tema de uma edição do Ajudante Digital, podcast da Radioagência Nacional, e, ainda, de conteúdo do Repórter Brasil em 2020.

Também hoje, dia da final da 1ª Copa do Mundo de Clubes da Fifa, a primeira edição da história da Copa do Mundo de seleções completa nada menos do que 95 anos. Foi neste dia, em 1930, que a Copa do Uruguai começou. O torneio contou com 13 seleções e marcou o início da maior competição de futebol do planeta. Em 2018, a Radioagência Nacional relembrou este episódio histórico com um especial que pode ser ouvido abaixo:

Música erudita e popular

Para além do rock’n roll, a semana também tem datas que remetem a outros estilos musicais. Nesta segunda-feira (14), a criação da Academia Brasileira de Música completa 80 anos. Fundada em 1945 pelo maestro e compositor Heitor Villa-Lobos, a Academia Brasileira de Música tem como missão preservar e promover o patrimônio musical brasileiro. Em março, o Antena MEC fez uma edição especial sobre a data. Há 10 anos, foi o Repórter Brasil que falou da instituição:

Ainda no campo da música clássica, o dia 16 de julho é marcado pelos 85 anos de nascimento de Arthur Moreira Lima. Falecido em 2024, ele é conhecido como um dos maiores pianistas da história do Brasil e por levar a música clássica aos mais diversos públicos, inclusive por meio de turnês em caminhões-palco. Matérias da Agência Brasil e do Música e Músicos do Brasil (da Rádio MEC) já falaram sobre ele:

Para o lado “mais popular” da música, temos os 105 anos de nascimento de Elizeth Cardoso. Conhecida como “Elizeth, a Divina”, ela foi uma voz marcante na Era de Ouro do Rádio e também uma das maiores intérpretes da música brasileira. A trajetória dela foi lembrada no De Lá Pra Cá em 2011 e por programas da Rádio MEC em 2020 e 2021.

Nossa Senhora e florestas

A semana ainda tem datas importantes para o reforço da religiosidade e da preservação natural. No dia 16, a proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil completa nada menos do que 95 anos. Foi em 1930 que o papa Pio XI fez o decreto. Em 2018, o História Hoje falou sobre a data:

Já o dia 17 de julho é o Dia de Proteção às Florestas no Brasil. A data, que busca promover a preservação dos ecossistemas florestais, fundamentais para o equilíbrio ambiental e a biodiversidade, foi tema do Viva Maria no ano passado:

*Confira a lista completa de efemérides de Julho de 2025

13 a 19 de julho de 2025

13

Criação do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (35 anos)

Início da primeira Copa do Mundo, no Uruguai (95 anos)

Realização do Festival de rock “Live Aid” (40 anos) – organizado por Bob Geldof e Midge Ure, com o objetivo de arrecadar fundos a fim de combater a fome na Etiópia

Morte do músico gaúcho Luiz Cosme (60 anos) – atuou como violinista na Orquestra da Rádio Nacional, e na década de 1940 assumiu a organização de programas radiofônicos na Rádio do Ministério da Educação e Cultura (atual Rádio MEC)

Dia Mundial do Rock

Fundação da Casa de Portugal em São Paulo (SP) (90 anos) – importante polo da Associação de imigrantes portugueses

14

Criação da Academia Brasileira de Música por Heitor Villa-Lobos (80 anos)

15

Morte do político pernambucano Severino Cavalcanti (5 anos)

A sonda Mariner 4 transmitiu as primeiras fotos de Marte (60 anos)

Golpe de bitcoin no Twitter (5 anos) – crime coordenado, comprometendo contas verificadas e oficiais

Dia Mundial das Habilidades dos Jovens – data reconhecida pela ONU

Primeira transmissão do programa “Sala de Concerto”, na MEC FM (39 anos)

16

Morte do compositor fluminense Sidney Miller (45 anos)

Criação do Programa de Integração Nacional (PIN) (55 anos)

Nascimento do pianista erudito fluminense Artur Moreira Lima (85 anos)

Nascimento da cantora fluminense Elizeth Cardoso (105 anos)

Morte do advogado, escritor, historiador, ensaísta, jornalista e político pernambucano Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho (25 anos)

Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Padroeira do Brasil, pelo Papa Pio XI (95 anos)

17

Registrada precipitação durante quase todo o dia de neve na cidade de Curitiba (PR) (50 anos) – conhecida como a Nevada em Curitiba

Morte do jornalista, radialista e apresentador de TV paulista José Paulo de Andrade (5 anos)

Dia de Proteção às Florestas no Brasil

Inauguração do Elite Clube, depois Gafieira Elite (95 anos)

18

Morte do bispo alagoano Dom Henrique Soares da Costa (5 anos)

Dia Internacional Nelson Mandela – instituído pela Assembleia Geral da ONU em apoio à data comemorativa iniciada em 2009, pela Fundação Nelson Mandela, para incentivar as pessoas a dedicarem 67 minutos de seu tempo na ajuda ao próximo. Nelson Mandela dedicou 67 anos de sua vida a serviço da humanidade

Nascimento do compositor popular capixaba Jair Amorim (110 anos)

Encerramento das atividades da TV Tupi (45 anos)

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br.


Fonte: Agência Brasil

Venezuelanos pedem ao conselho do Brics apoio para integrar bloco

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Os movimentos sociais da Venezuela formalizaram hoje (5) pedido de participação nos Brics e no Conselho Popular do bloco, formado por organizações sociais dos países membros. O pedido foi formalizado por meio de uma carta entregue ao próprio conselho, durante a primeira reunião presencial da organização, no Rio de Janeiro.

A entrada da Venezuela no Brics foi rejeitada em 2024, na reunião de cúpula da Rússia, que também reconheceu o Conselho Popular como parte da instituição. A rejeição da Venezuela, à época, gerou tensão entre Brasília e Caracas.

O pedido de participação foi entregue pela deputada venezuelana Blanca Eekhout que é também presidenta do Instituto Simón Bolívar de Amizade com os Povos.

“Como este conselho é justamente o Conselho Popular dos Brics, é o desejo dos movimentos populares venezuelanos participar” disse Blanca.Ela explicou que a carta entregue ao conselho é a expressão da vontade dos movimentos sociais, como os movimentos de mulheres, conselhos comunitários e dos povos originários. “O Brics é um mundo novo, multipolar, pluricêntrico, que a Venezuela aposta desde o início”, completou, à Agência Brasil.

 

Ao lado dela, o representante do Movimento Indígena Unido de Venezuela (MIUVEN), Cesar Carias, apresentou o pedido de entrada da Venezuela no Brics “Agradecemos o convite para estar aqui [no evento do conselho], mas, ao mesmo tempo, com muito respeito, solicitamos que seja eliminado o veto imposto ao nosso país e que a nossa voz não seja calada”, reivindicou.

“Os povos indígenas e os movimentos sociais da Venezuela querem ser incluídos no Brics. Esta é nossa solicitação a este conselho”, completou o líder, ao pedir apoio.

 

No ano passado, o Brasil justificou o veto à entrada da Venezuela no Brics argumentando pouca transparência nas eleições presidenciais do país vizinho. Por outro lado, a Rússia e a China apoiaram o aliado político na América do Sul e, na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a adesão do país ao bloco é apenas uma questão de tempo.

Apoiando a Venezuela, mas sem citar o país expressamente, o documento final do Conselho Popular, que será apresentado à cúpula do bloco, domingo (6), pedirá a ampliação dos membros plenos do Brics na América Latina. Hoje, só há o Brasil. Cuba e Bolívia são considerados parceiros. A Argentina, convidada em 2024, sob a presidência de Javier Milei, recusou o ingresso.

Sul Global

Na visão de João Pedro Stédile, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e do Alba Movimentos, que articula cerca de 400 organizações em 25 países, o veto do Brasil à Venezuela foi uma surpresa. “Como postura de todo o conselho, a nossa posição é propor à cúpula a ampliação máxima do número de países. Aqui mesmo, na América Latina, o presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] já convidou a Colômbia, convidou México, convidou Uruguai, convidou o Chile. Então, não tem sentido excluir a Venezuela, não há motivo”, declarou.

O economista e coordenador do MST tem defendido que, para ganhar força, o Brics precisa crescer no Sul Global.

“Para nós, não basta só a Venezuela, é preciso incluir o maior número possível de países da América Latina, da África, da Ásia, enfim, do Sul Global, porque quanto mais países nós tivermos dos Brics, mais força o Brics terá para se contrapor na atual crise do imperialismo e dos Estados Unidos”, concluiu.

 

Uma das principais propostas do bloco fundado por Brasil, Rússia, Índia e China é um sistema alternativo que não use o dólar como moeda de referências nas negociações globais

O Conselho Popular dos Brics foi criado e reconhecido na Declaração de Kazan, em 2024. A partir da iniciativa, foram formados conselhos nos países membros, com a intenção de fomentar a participação da sociedade civil nas pautas estratégicas. No Brasil, a construção do conselho popular envolveu movimentos socais, sindicatos, ongs e pesquisadores.

Fonte: Agência Brasil

Empresários do Brics se reúnem no Rio em busca de ampliação de negócio

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Empresários dos países que compõem o Brics se reúnem neste sábado (5), no Rio de Janeiro, um dia antes da cúpula dos chefes de governo do grupo. Entre os objetivos do encontro está ampliar os negócios entre as 11 nações que integram o grupo.

“Atualmente, o comércio intra bloco comporta crescimento significativo, pois hoje, apesar da relevância econômica individual de cada nação, o volume de trocas entre nós representa muito pouco, quando comparado ao que comercializamos com o resto do mundo. É preciso avançar”, destacou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

Para o CEO da Embraer, Francisco Neto, que também coordena o Conselho Empresarial do Brics (Cebrics), é preciso ampliar o comércio e a integração da cadeia de suprimentos desses países.

Entre as recomendações do Cebrics estão a “expansão de rotas aéreas, especialmente para conectar cidades de pequeno e médio porte, a melhoria do acesso ao capital, finanças sustentáveis e facilitação de fluxos de investimento internacional, modernização da logística comercial e do comércio digital, e o fortalecimento da cooperação com o novo banco de desenvolvimento para financiamento de infraestrutura”, disse Neto.

O Brics é composto por 11 países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Juntos, eles somam quase metade da população mundial, 40% da economia global e mais de 20% do comércio mundial. 

Em termos de recursos naturais, os membros do grupo concentram cerca de 70% das reservas de terras raras, mais de 40% da produção de petróleo e quase 80% da produção de carvão mineral.

De acordo com a CNI, o comércio do Brasil com os outros países do Brics totalizou 210 bilhões de dólares, ou 35% do total. O bloco foi destino de 121 bilhões de dólares em exportações brasileiras.

Outras prioridades dos empresários do Brics são promover inovação e a transformação digital, além de transição energética e desenvolvimento sustentável.

“Nossas recomendações [em transição energética e desenvolvimento sustentável] abordaram temas como: segurança alimentar e agricultura sustentável; agricultura regenerativa e restauração de terras; combustíveis e aviação sustentável, o SAF; energias renováveis e economia circular; e a descarbonização das cadeias de valor e tecnologias verdes”, disse Neto.

Segundo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, nos últimos dez anos, os encontros do Brics se transformaram num grande e importante protagonista da geopolítica mundial. “Os Brics são o motor da economia mundial. Eles representam mais de 40% do PIB (Produto Interno Bruto) do mundo e crescem bem acima da média mundial. Portanto, são promotores do desenvolvimento mundial , disse.

Alckin destacou a importância do encontro de empresários, para promover “as oportunidades de investimentos recíprocos entre os nossos países, o fortalecimento do comércio exterior e o incentivo à inovação para podermos avançar ainda mais”.

Mulheres

Outro objetivo do Fórum de Empresários é ampliar a participação das mulheres na economia desses países. Segundo a presidente da Aliança Empresarial das Mulheres do Brics, Monica Monteiro, apenas 15% das empresas que atuam internacionalmente no mundo são lideradas por mulheres. E elas enfrentam obstáculos no acesso ao crédito.

“Para a gente conseguir escalar, a gente vai precisar de recurso. Para ter recurso, a gente precisa realmente de linhas que sejam direcionadas para mulher. Porque quando abre uma linha, as empresas maiores vão lá e elas já são lideradas por homem. A gente tem que ter realmente metas para poder atingir esse número”, afirmou Monica.

Fonte: Agência Brasil

Mesmo sem consenso no Brics, Rússia defende alternativa ao dólar

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O ministro de finanças da Rússia, Anton Siluanov, disse neste sábado (5) que, mesmo sem consenso de todos os membros do Brics, o país vai manter os planos de criar um sistema de pagamento alternativo ao dólar nas transações internacionais.

Siluanov afirmou que os mecanismos podem funcionar mesmo que envolvam formatos bilaterais ou trilaterais.

“Está em discussão é a criação de uma nova plataforma de investimentos. Até o momento, os membros do BRICS não chegaram a um acordo completo sobre isso. Mas é uma discussão em andamento. Vamos seguir esse caminho com os países interessados. Não é necessário que alcancemos um consenso na tomada de certas decisões financeiras”, disse o ministro.

“Existe a possibilidade de que as compras de títulos entre dois ou três países possa ser resolvida sem um consenso. Esses mecanismos seriam lançados e novos membros se juntariam a eles. Então, o trabalho está em andamento. Em algumas questões, mais rápido, em outras, um pouco mais lento”, complementou.

A declaração final do encontro de ministros de finanças e de diretores dos bancos centrais do Brics separou apenas um tópico sobre o tema. No documento, é dito que há progresso “na identificação de possíveis caminhos para apoiar a continuação das discussões sobre o potencial para uma maior interoperabilidade dos sistemas de pagamentos”.

Não há, portanto, nenhuma menção a acordo sobre como seriam esses sistemas alternativos. Apenas é dito que o relatório técnico produzido sobre tema “reflete as preferências reveladas pelos membros e deve desempenhar um papel fundamental em nossos esforços para facilitar pagamentos transfronteiriços rápidos, de baixo custo, mais acessíveis, eficientes, transparentes e seguros entre os países do Brics”.

Resseguro e riscos

Outro tema que foi destacado pelo ministro de finanças russo durante coletiva de imprensa foi a criação de um mecanismo de garantia baseado no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Os países membros pretendem estabelecer uma iniciativa chamada de Garantias Multilaterais do Brics (GMB), para mobilizar investimentos privados em infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Com isso, a expectativa é oferecer instrumentos para reduzir o risco de investimentos estratégicos e melhorar a credibilidade no Brics e no Sul Global. Uma iniciativa piloto está prevista para ser desenvolvida ainda em 2025.

A criação de uma resseguradora do grupo, vinculada ao NDB, é vista como medida estratégica pelo grupo.

“Embora o volume de transporte e o volume de comércio entre nossos países cresçam a cada ano, há a necessidade de criar uma seguradora independente. Já propusemos mecanismos específicos para a criação de uma resseguradora, por analogia com as atividades bancárias de uma organização internacional desse tipo, visto que vemos que a capacidade de seguros para atingir esse objetivo não é suficiente. E as principais seguradoras são empresas de países ocidentais”, disse Siluanov.

“Propomos preencher esse vácuo para ressegurar diferentes riscos, como riscos logísticos, riscos relacionados à construção e riscos relacionados ao clima. Isso foi discutido por muitos participantes hoje e preferimos que esta organização seja constituída como uma organização internacional com capital próprio que será integralizado pelos países interessados, e que esta empresa ressegurará os riscos das empresas que trabalham nos países-membros”, complementou.

Fonte: Agência Brasil

Ninguém quer assumir lugar dos Estados Unidos, diz Dilma Rousseff

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A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, disse neste sábado (5) que o mercado internacional está se diversificando e que mais transações financeiras tem sido feitas nas moedas locais dos países.

Segundo ela, isso não significa uma desdolarização da economia ou a substituição do dólar como moeda base do comércio global.

A declaração da ex-presidente do Brasil ocorreu durante coletiva de imprensa hoje no encerramento da décima Reunião Anual do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), que ocorreu no âmbito das reuniões do Brics, no Rio de Janeiro.

Dilma foi questionada sobre discussões entre os países do Brics para substituir o dólar como moeda principal.

A possível medida chegou a ser criticada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fez ameaças de taxar em 100% as importações dos países do Brics que substituírem o dólar em transações comerciais. 

“Hoje não tem ninguém querendo assumir o lugar dos Estados Unidos”, afirmou a presidente do NDB.

“Claramente, não há nenhum sinal de desdolarização, não vejo. O que eu vejo é outra coisa, muitos países estão usando suas próprias moedas para o comércio”.

Segundo ela, o mercado tem buscado diversificação. Não deixou de ser dolarizado, mas está buscando também outros tipos de transação. Essas decisões, de acordo com Dilma não são tomadas pelo Banco do Brics.

“Quem decide isso não é nenhum investidor externo, é o mercado. Quem está fazendo algumas movimentações é o mercado, é o mercado financeiro internacional. E, até onde eu saiba, o mercado financeiro internacional continua dolarizado”, afirmou. 

Novo membros

Criado em 2015, o NDB também conhecido como Banco do Brics, é um banco multilateral de desenvolvimento criado para mobilizar recursos para financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento.

Os fundadores do Brics são os maiores depositantes de recursos do banco de fomento, mas fazer parte do Brics não garante acesso ao NDB.

Dilma anunciou neste sábado (5), que o Conselho de Governadores, formado pelos ministros de finanças dos países integrantes da instituição, aprovaram a entrada de mais dois países: Uzbequistão e Colômbia.

Com isso, o NDB passa a ter 11 membros, junto com Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Emirados Árabes, Bangladesh, Egito e Argélia.

Prioridades 

Segundo a presidente, desde a criação do banco, em 2014, foram aprovados 122 projetos de investimento, totalizando em torno de US$ 40 bilhões.

Somente para o Brasil, o Conselho de Diretores do Banco aprovou 29 projetos, totalizando US$ 7 bilhões. O desembolso total para o Brasil foi, até o momento, de US$ 4 bilhões, o que representa 18% do total de desembolso do banco.

“Para nós, hoje, é fundamental o financiamento de inovação, ciência e tecnologia”, disse.

De acordo com a presidente, isso é importante para reduzir a diferença de desenvolvimento dos países membros em relação à demanda mundial atual, para que os países possam ser produtores de tecnologias, como inteligência artificial (IA) e não apenas consumidores do que é produzido por outros países, como os Estados Unidos ou países da Europa.

“É impossível não ter uma industrialização de qualidade, que não signifique, necessariamente, a adoção de ciência e tecnologia. Então, nós temos de tornar isso sempre possível acessível aos nossos países membros”, defendeu.

“Tem um gap entre a situação nossa atual e o que nós temos de fazer para, de fato, não sermos só produtores de commodities ou consumidores de plataforma. Mas para sermos sujeitos ativos.”

Estocar vento

Rousseff também destacou a importância de financiar investimentos dos países em energias renováveis como a eólica e a solar. Ela inclusive lembrou um episódio, ocorrido quando era presidente do Brasil, em que afirmou que era preciso estocar ventos e Sol.

“No passado, eu lembro perfeitamente quando eu disse que a gente tinha de armazenar ventos e Sol. Toda a imprensa brasileira aqui presente, eu não sei se todos, mas muitos, acharam que isso era uma ignorância. Pois muito bem, saibam vocês que essa é uma das áreas mais importantes na área de energia para resolver um problema que vocês viram acontecer recentemente na Espanha e Portugal, quando despencou o sistema de transmissão daqueles países”.

O uso e a capacidade de armazenamento de energia renovável, de acordo com a presidente, “vai facilitar a transição energética”. “Então, é uma área para nós muito importante, a área da energia”.

Brics

O Brics é um bloco que reúne representantes de 11 países-membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. 

Também participam os países-parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão. Sob a presidência do Brasil, a 17ª Reunião de Cúpula do Brics ocorre no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.

Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2024, países do Brics receberam 36% de tudo que foi exportado pelo Brasil, enquanto nós compramos desses países 34% do total do que importamos.

 

Fonte: Agência Brasil

Duplas de Bia Haddad e Luísa Stefani avançam às oitavas de Wimbledon

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As mulheres brasileiras seguem vivas no Torneio de Wimbledon, um dos quatro principais eventos do circuito mundial de tênis, os Grand Slams. Neste sábado (5), Beatriz Haddad Maia avançou às oitavas de final das duplas femininas com a alemã Laura Siegmund, enquanto Luísa Stefani foi às oitavas das duplas mistas, ao lado do britânico Joe Salisbury. A competição centenária e mais antiga da modalidade, que é disputada em piso de grama, ocorre em Londres, no Reino Unido.

A parceria entre Bia, número 35 do ranking de duplas da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), e Laura (22ª) não teve dificuldades para bater as britânicas Jodie Burrage (142º) e Sonay Kartal (389ª) por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/1, em uma hora e 21 minutos. Nas oitavas, a dupla enfrentará a russa Veronika Kudermetova (11º) e a belga Elise Mertens (19ª) em compromisso que ainda será agendado.

Já Luísa, 29ª na lista da WTA, e Salisbury, 17º do ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), estrearam na disputa mista superando os neozelandeses Michael Venus (20º da ATP) e Erin Routliffe (3ª da WTA).

A brasileira e o britânico precisaram de uma hora e 15 minutos para fazer 2 sets a 0 nos rivais (6/4 e 6/4). Nas oitavas, eles terão como adversários o argentino Andres Molteni (22º da ATP) e a norte-americana Asia Muhammad (10ª da WTA). A previsão é que o jogo será neste domingo (6), em horário a ser definido.

Luísa ainda disputa o torneio de duplas femininas ao lado da húngara Timea Babos (23ª). A parceria terá pela frente, nas oitavas, a australiana Ellen Perez (18ª) e a ucraniana Lyudmyla Kichenok (14ª). A partida ainda será marcada. Um eventual duelo entre as duas representantes brasileiras no torneio pode ocorrer somente na final.

O Brasil também marca presença nas oitavas de final das duplas masculinas. A parceria 100% verde e amarela entre Marcelo Melo (58º da ATP) e Rafael Matos (44º) decide vaga nas quartas de final contra o austríaco Alexander Erler (42º) e o alemão Constantin Frantzen (52º).

Já Marcelo Demoliner (87º) e o argentino Guido Andrezzi (51º) medem forças com os britânicos Julian Cash (12º) e Llyod Glasspool (10º). Os dois jogos estão previstos para domingo, sem horário definido.

Fonte: Agência Brasil

Real Madrid e PSG passam às semifinais da Copa do Mundo de Clubes

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Os últimos semifinalistas da Copa do Mundo de Clubes da Federação Internacional de Futebol (Fifa), nos Estados Unidos, foram conhecidos neste sábado (5). Em Nova Jersey, no Metlife Stadium, o Real Madrid, da Espanha, derrotou o Borussia Dortmund, da Alemanha, por 3 a 2. Já no Mercedez-Benz Stadium, em Atlanta, o Paris Saint-Germain, da França, superou o Bayern de Munique, da Alemanha, por 2 a 0.

Espanhóis e franceses medirão forças na quarta-feira (9), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey. Um dia antes, no mesmo horário e local, o Fluminense enfrenta o Chelsea, da Inglaterra, na outra semifinal. A decisão está marcada para o domingo que vem, dia 13, às 16h, também no Metlife Stadium.

O primeiro a se classificar neste sábado foi o PSG. Aos 32 minutos do segundo tempo, Désiré Doué recebeu de Achraf Hakimi e finalizou de fora da área, no canto de Manuel Neuer, abrindo o placar. Quatro minutos depois, Willian Pacho foi expulso, deixando o time francês com um a menos.

Os atuais vencedores da Liga dos Campeões da Europa ainda perderam Lucas Hernández, também expulso, nos acréscimos. Mesmo assim, aos 50 minutos, após grande jogada de Hakimi, Ousmane Dembélé concluiu para liquidar o confronto, que teve gosto de revanche para o PSG, superado pelo Bayern na final europeia de 2020.

O Real Madrid não demorou a abrir vantagem sobre o Borussia. Foram dois gols em 19 minutos, marcados por Gonzalo García e Fran García, completando cruzamentos de Arda Güler e Trent Alexandre-Arnold, respectivamente. Mas os alemães conseguiram descontar aos 46 minutos do segundo tempo, com Maximilian Beier.

Pênalti

Os acréscimos foram emocionantes. Aos 48, Kylian Mbappé, após cruzamento de Güler, marcou, de voleio, o terceiro do Real Madrid. Aos 50, Dean Huijsen cometeu pênalti em Serhou Guirassy e foi expulso, deixando o time espanhol com um a menos. O próprio Guirassy cobrou e fez o segundo do Borussia.

Na sequência, Marcel Sabitzer recebeu cruzamento de Yan Couto na área, finalizou e obrigou Thibaut Courtois a uma defesa heroica, garantindo a classificação.

 

Fonte: Agência Brasil

Brics no Brasil busca consolidar bloco em expansão pós-guerra no Irã

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A guerra de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã – um dos membros permanentes do Brics – ampliou os desafios do bloco de países que busca se consolidar institucionalmente na Cúpula do Rio de Janeiro (RJ) neste domingo (6) e segunda-feira (7).

Nos últimos dois anos, o Brics cresceu de cinco para 11 integrantes permanentes, além de incluir dez novos membros parceiros. Administrar essa expansão é um dos desafios da presidência do Brasil para consolidar o mecanismo de cooperação multilateral que pretende modificar a atual arquitetura global de poder.    

O contexto não era dos mais tranquilos, mesmo antes do conflito com o Irã, por causa da guerra tarifária do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), e suas ameaças contra os países que substituam o dólar nas transações comerciais, sendo essa uma das propostas que ganhou força na Cúpula de Kazan, na Rússia, em 2024.  

Em meio ao cerco econômico e financeiro das potências ocidentais contra Moscou, o país em guerra contra a Ucrânia tem mais pressa para criar alternativa à moeda estadunidense.

Além disso, Inteligência Artificial (IA), mudanças climáticas, Irã, Palestina e debates sobre saúde global, paz e segurança mundiais estão entre os temas em destaque.  

Para especialistas em Brics consultadas pela Agência Brasil, a ambiciosa agenda russa do ano passado foi reduzida no Brasil que, semelhante a outros países do fórum, como Índia, Egito e Emirados Árabes Unidos, evita provocar a principal potência do Norte, avessa a mudanças que fragilizem seu poder global.

A professora de relações internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e pesquisadora do Brics Policy Center, Ana Garcia, avalia que o acirramento da polarização internacional reduziu a agenda liderada pela Rússia no ano passado.  

“A Rússia veio muito ambiciosa, ‘com o pé na porta’, com propostas inovadoras. Já o Brasil reduziu a ambição da agenda vinda da Rússia na tentativa de não criar uma situação mais desafiadora com os EUA, com o Trump”, comentou.

Entre as propostas citadas pela especialista, está a criação de uma bolsa de grãos para contribuir com a estabilização do preço internacional dos alimentos. Isso porque hoje esse preço é fixado pela Bolsa de Valores de Chicago, nos EUA. Além disso, a Rússia deu muita ênfase à desdolarização.

Para Ana Garcia, o Brasil focou mais em iniciativas que fortaleçam e facilitem o comércio e os investimentos entre os países membros.

“Isso é positivo porque hoje, tirando a China, que é o maior parceiro comercial de todos os países membros, o comércio intra-Brics ainda é reduzido. Brasil e África do Sul, por exemplo, tem comércio irrisório mesmo após 16 anos da entrada do país africano no grupo”, avalia.

Tensão geopolítica 

A coordenadora do grupo de pesquisa sobre Brics da PUC do Rio de Janeiro, professora Maria Elena Rodríguez, destacou que o momento geopolítico é de tensão e, tirando a Rússia e o Irã, os demais países estão mais cautelosos.

“Em termos de participação e propostas, a Cúpula de Kazan foi muito substancial, mas muitas propostas foram reduzindo de lá pra cá. A Rússia teve um ímpeto bastante grande, mas o mundo mudou. Parte daquela agenda ficou um pouco mais devagar. Isso porque os países estão mais cautelosos, incluindo a China”, analisou.

Rodríguez explicou que países como Índia, Brasil, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e África do Sul buscam se equilibrar diante das tensões internacionais.

“Basicamente, estão buscando uma agenda mais neutra, focada no Sul Global, mas não contra o ocidente, evitando esse confronto direto.”

Desdolarização

Talvez a agenda mais espinhosa do bloco seja a de criação de sistemas de pagamento em moedas locais, o que levaria à substituição do dólar, ao menos parcialmente, no comércio entre os países.

A proposta é duramente criticada por Donald Trump que teme perder os benefícios de ter o dólar como moeda internacional.

A professora da UFRRJ Ana Garcia pondera que essa agenda é de longo prazo e países como Brasil, Índia, e mesmo China, têm muitas reservas em dólar e uma mudança imediata poderia provocar impactos indesejados nas economias desses países.

“Deter a moeda internacional – como os EUA faz com o dólar – traz poderes extravagantes, como possibilidade de isolar países por meio de sanções financeiras, e aumentar o endividamento público sem maiores preocupações, mas traz custos também para equilibrar a economia nacional com a global”, argumentou a especialista.

Ana Garcia explicou que a China não tem interesse imediato de arcar com esses custos para não prejudicar a economia. Por isso, avalia que o tema continuará como uma medida em fase de estudo no Brics.

“A China usa os instrumentos bilaterais que ela tem para circular o yuan, mas sem fazer disso uma agenda política. A China é ainda a principal detentora em reservas internacionais em dólar. E ela não quer abrir a economia. Seu fluxo de capitais é controlado para evitar especulação financeira. Com isso, ela não consegue fazer sua moeda circular livremente para ser descontada por todos, como é o caso do dólar”, explicou.

A professora da PUC do Rio Maria Elena Rodriguez concorda que essa é uma agenda de longo prazo, mas avalia que é possível que a Cúpula do Rio entregue algum avanço em relação ao uso de moedas locais, especialmente na padronização técnica de como o sistema deve funcionar.

“Talvez alguma medida para ajustar as regulamentações de todos os países, alinhar questões tributárias, para permitir um avanço futuro. Mas não vai ser muito mais do que isso”, ponderou.

Institucionalização do Brics

Um possível avanço mais concreto da Cúpula sob a presidência brasileira é em relação a acordos para disciplinar a tomada de decisões em um Brics ampliado. Atualmente, não há regras definidas para o funcionamento do fórum.

A especialista em Brics Maria Elena Rodríguez avalia que é preciso concretizar o que significa o agrupamento, tendo cuidado para amarrar essas regras sem deixar o grupo muito rígido.   

“Minimamente, tem que ter alguns elementos que ajudem a definir como será uma nova ampliação do bloco, ou para melhorar a performance do grupo. O Brasil está apostando bastante nessa agenda para entregar um Brics mais formalizado”, finalizou.

A professora de relações internacionais da Federal Rural do RJ, Ana Garcia, lembrou que o Brics ainda não tem nenhum documento formal estabelecendo os procedimentos de tomada de decisão.

“É preciso decidir se as decisões vão continuar sendo por consenso, ou não. Quais critérios objetivos apara adesão de novos membros? Se essa agenda avançar, vai ser um ganho para o bloco, para o grupo”, concluiu.

Brics

O Brics é um bloco que reúne representantes de 11 países membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.

Também participam os países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.

Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2024, países do Brics receberam 36% de tudo que foi exportado pelo Brasil, enquanto nós compramos desses países 34% do total do que importamos.

Fonte: Agência Brasil

Banco Central suspende mais três instituições financeiras do Pix

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O Banco Central (BC) suspendeu cautelarmente do Pix mais três instituições financeiras suspeitas de ter recebido recursos desviados no ataque cibernético contra a provedora de serviços tecnológicos C&M Software.

A medida preventiva é contra a Voluti Gestão Financeira, a Brasil Cash e a S3 Bank. Já haviam sido desconectadas do sistema a Transfeera, a Soffy e a Nuoro Pay.

O BC vai apurar se as seis empresas têm relação com o ataque que desviou recursos de contas que os bancos mantêm como reserva na autoridade monetária. A TV Brasil confirmou que pelo menos R$ 530 milhões foram desviados.

Com duração de 60 dias, a suspensão é prevista pelo Artigo 95-A da Resolução 30 do Banco Central, de outubro de 2020, que regulamentou o Pix.

Pela resolução, o BC pode “suspender cautelarmente, a qualquer tempo, a participação no Pix do participante cuja conduta esteja colocando em risco o regular funcionamento do arranjo de pagamentos”.

Posicionamento

Sociedade de capital fechado autorizada pelo Banco Central, a Transfeera confirmou que a funcionalidade do Pix foi suspensa. No entanto, a companhia, que atua na gestão financeira de empresas, ressaltou que os demais serviços oferecidos continuam a funcionar normalmente.

“Nossa instituição, tampouco nossos clientes, foram afetados pelo incidente noticiado no início da semana e estamos colaborando com as autoridades para liberação da funcionalidade de pagamento instantâneo”, destacou a companhia em nota.

A Soffy e a Nuoro Pay são fintechs (empresas financeiras digitais) que não são autorizadas pelo BC a fazer parte do Pix, mas participam do sistema instantâneo de transferências em parcerias com outras instituições financeiras.

Nenhuma das duas empresas se manifestou até a publicação desta reportagem. Voluti Gestão Financeira, Brasil Cash e S3 Bank foram contactadas pela TV Brasil, mas também não se manifestaram sobre a suspensão. 

Justificativa

Segundo o Banco Central, a suspensão das instituições do Pix tem como objetivo proteger a integridade do sistema de pagamentos e garantir a segurança do arranjo, até que as investigações sobre o desvio de recursos do sistema financeiro sejam concluídas.

Entenda 

Na noite de terça-feira (1º), um ataque cibernético nos sistemas da empresa C&M Software, que presta serviços tecnológicos a instituições financeiras, resultou no desvio de recursos de contas reservas que os bancos mantêm no BC para cumprirem exigências legais. O dinheiro foi transferido por Pix e convertido em criptomoedas.

Embora não opere transações financeiras, a C&M conecta várias instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), operado pelo Banco Central.

Na quinta-feira (3), o BC autorizou a empresa alvo do ataque a retomar as operações Pix.

A Polícia Federal, a Polícia Civil de São Paulo e o Banco Central investigam o caso. Em comunicado na página da companhia na internet, a C&M informou que nenhum dado de cliente foi vazado.

Nesta sexta-feira (4), a Polícia Civil de São Paulo prendeu um funcionário da C&M que recebeu R$ 15 mil para dar aos criminosos acesso aos sistemas da empresa.

O suspeito confessou ter fornecido a senha de acesso R$ 5 mil e ter recebido mais R$ 10 mil para criar um sistema de acesso aos hackers.

 

Fonte: Agência Brasil

Pugilistas do Brasil garantem cinco finais em etapa da Copa do Mundo

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Cinco pugilistas do Brasil estão classificados às finais da etapa de Astana, no Cazaquistão, da Copa do Mundo de boxe, que serão realizadas neste domingo (6). Neste sábado (5), seis atletas foram para o ringue pelas semifinais das respectivas categorias e somente Caroline Almeida foi superada, caindo para a anfitriã Alua Balkibekova, na categoria até 51 quilos (kg). Como não há disputa de terceiro lugar, ela ficou com a medalha de bronze.

Entre os homens, Luiz Oliveira, o Bolinha, garantiu-se na final da categoria até 60 kg ao derrotar Mahammadali Gasimzada, do Azerbaijão. O pugilista, que é neto de Servílio de Oliveira, medalhista olímpico de bronze da modalidade, decide o ouro com Lundaa Gantumur, da Mongólia.

Na categoria até 65 kg, Yuri Falcão passou pelo inglês Patris Mughalzai. Na final, o indiano Abhinash Jamwal será o adversário. Na categoria até 70 kg, Kaian Reis também terá pela frente um lutador da Índia, Hitesh Gulia. Neste sábado, ele derrotou o mongol Byamba-Erdene Otgonbaatar.

No feminino, Rebeca Santos não deu chances à inglesa Lucy Kings-Wheatley e terá como adversária na final da categoria até 60 kg uma atleta da casa, a cazaque Viktoriya Grafeyeva. Na categoria até 57 kg, Jucielen Romeu derrotou Wu Shih-Yi, de Taipei, pela semifinal. Medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, em 2023, ela encara Jaismine Lamboria, da Índia, na luta pelo título.

A Copa do Mundo integra o calendário da World Boxing, federação internacional criada em abril de 2023 depois de o Comitê Olímpico Internacional (COI) desfiliar a Associação Internacional de Boxe (IBA), antiga responsável pela modalidade, por corrupção e falta de governança. A IBA foi impedida de organizar as disputas do pugilismo nos Jogos de Tóquio, no Japão, e Paris, na França.

Esta é a terceira etapa da Copa do Mundo em 2025. As anteriores ocorreram em Foz do Iguaçu (PR) e Ústí Nad Labem, na República Tcheca. Já a próxima será em Liverpool, na Inglaterra, entre os dias 4 e 14 de setembro. A temporada acaba em Nova Déli, na Índia, de 15 a 22 de novembro.

Fonte: Agência Brasil