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Defesa conclui exercício militar com participação de mais cinco países

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Cerca de 740 militares do Brasil e de outras cinco nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) encerram hoje (21), em Foz do Iguaçu (PR), a edição 2026 do chamado Exercício Felino – treinamento militar conjunto que ocorre desde 2000.

Coordenada pelo Ministério da Defesa, a atividade voltada às operações de paz simula, em campo, a pronta resposta dos militares das Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) brasileiras e dos países participantes em cenários de instabilidade e de conflito armado.

Segundo o Ministério da Defesa, neste ano o exercício reuniu, além dos quase 700 militares brasileiros, outros 38 de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

“O Felino 2026 pode ser entendido como um instrumento de preparação militar, cooperação internacional e proteção da sociedade”, informou, em nota, o general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, oficial condutor da atividade.

Segundo o general, além de ampliar a capacidade de atuação conjunta, o simulado fortalece os laços diplomáticos e de defesa entre os países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e contribui para preparar os militares brasileiros para participarem de missões de paz internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU).

Atualmente, 71 militares brasileiros integram operações de paz no Chipre, na Colômbia, no Líbano, na República Centro-Africana, República Democrática do Congo, no Saara Ocidental, na Somália, no Sudão do Sul e na região de Abiey, na fronteira entre Sudão e Sudão do Sul.

A programação contempla manobras voltadas à desativação de artefatos explosivos, proteção de civis e ameaças químicas, além de abordagens como as novas tendências dos conflitos armados, assistência humanitária a refugiados, medidas de prevenção à exploração e ao abuso sexual.

Iniciadas no último dia 10, as ações mobilizaram também 119 viaturas (22 da Marinha, 86 do Exército e 11 da Força Aérea), oito embarcações da Marinha e duas aeronaves da Força Aérea.

O próximo treinamento está previsto para ocorrer no Timor-Leste, na Ásia, em 2027.

 


Fonte: Agência Brasil

Desigualdades marcam formalização do trabalho entre jovens brasileiros

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A formalização no mercado de trabalho entre os jovens brasileiros de 16 a 29 anos é marcada por desigualdades, descreve a pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho, realizada pela Fundação Itaú com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva.

Divulgada nesta sexta-feira (21) durante o evento Trampos do Futuro, realizado no Pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, a sondagem ouviu 1.816 jovens de todo o país, entre os dias 11 e 23 de maio deste ano.

A pesquisa detalha que, entre os 70% de jovens que declararam estar trabalhando, 44% têm carteira assinada. Há ainda 15% de assalariados sem registro formal, 13% de autônomos e freelancers, 10% em trabalhos informais e 8% como estagiários e aprendizes remunerados.

O levantamento mostra também que 20% dos jovens de 16 a 29 anos estão em busca de trabalho no Brasil atualmente. Outros 29% buscaram trabalho nos últimos seis meses e 61% tentaram uma nova colocação no último ano. 

Desigualdades sociais, regionais e raciais

Os jovens das classes A/B correspondem a 43% dos que trabalham em empregos formais, enquanto os das classes D/E são 35%.

Por outro lado, 21% dos jovens das classes D/E trabalham sem registro, percentual que é de 13% nas classes A/B.

A formalização é mais frequente entre os jovens do Sul (58%) e do Sudeste (55%) do que no Norte (29%) e no Nordeste (20%). 

Quando é observada a raça, há 49% de jovens brancos com emprego formal. Entre os negros, são 41%.

Já o percentual de jovens negros que dependem de bicos informais é de 12%, enquanto o de brancos é de 5%.

Trabalhar em bicos é a realidade de 34% dos jovens de 16 a 29 anos que estudaram até o ensino fundamental. Entre os que têm nível superior, só 3% têm esse tipo de ocupação.

 


Rio de Janeiro (RJ) 06/03/2024 – Entregadores de aplicativo trabalham na região do Centro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 06/03/2024 – Entregadores de aplicativo trabalham na região do Centro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Dificuldades para conseguir um emprego

Quase metade (49%) dos entrevistados disseram que a falta de experiência é a principal dificuldade para conseguir um emprego, seguida da quantidade de pessoas que disputam uma mesma vaga (39%).

Para 96% dos jovens, conhecer alguém em uma empresa ou ser indicado por familiares ou amigos ajuda a conseguir um emprego atualmente.

Essa percepção é confirmada pelo fato de que 77% afirmaram ter conseguido seu emprego atual por meio de uma indicação. Entre os mais velhos (25 a 29 anos), o índice sobe para 81%. Aqueles que nunca tiveram uma oportunidade por indicação totalizam 23%.

A indicação para o trabalho é considerada decisiva para 32% da classe A/B e para 16% para a D/E. 

Planos para o futuro

A pesquisa revela que 30% dos jovens brasileiros consideram que um emprego com carteira assinada é o que eles querem atualmente. 

Contudo, em uma avaliação para os próximos cinco anos, esse percentual cai para 16%, enquanto a preferência por um trabalho autônomo cresce de 28% para 42%.

A gerente do Observatório da Fundação Itaú, Carla Chiamareli, avalia que a mudança faz parte do processo de amadurecimento. 

“O jovem entende que tem que começar a vida profissional com estabilidade para adquirir experiência e, depois, ele pode escolher estar dentro de uma empresa ou não”, disse à Agência Brasil. “Eu não acho que eles não queiram ter um trabalho estável mas, talvez, desejem ter outras formas de trabalhar”. 

Carla entende que o fato de o jovem preferir o trabalho de carteira assinada no presente e o por conta própria no futuro compõe uma linha de pensamento de que a experiência atual vai fazê-lo ter sucesso adiante. Nesse sentido, o trabalho autônomo não significa um trabalho precário.

“Ele é um trabalho de sucesso, é ter uma empresa, ser dono de um negócio. Eu acho que faz parte do sonhar. O que me deixa feliz é ver que, hoje, a maioria quer esse trabalho estável, bem remunerado, com garantias e, ao mesmo tempo, tem uma visão da saúde mental”.

O interesse pelo trabalho por conta própria nos próximos cinco anos é mais elevado entre jovens com filhos (50%), residentes nas regiões Sul (49%) e Centro-Oeste (48%) e no interior (45%), além dos jovens brancos (45%). 

Já o desejo por um emprego com carteira assinada é relativamente mais frequente entre pessoas das classes D/E (23%), jovens com ensino fundamental (22%) e juventudes negras (18%).

Para 91% dos jovens brasileiros, sua situação financeira estará melhor daqui a cinco anos. Outros 88% confiam que terão uma condição financeira melhor que a dos pais e concordam que hoje é preciso estudar mais para conseguir um bom trabalho. Já 46% acreditam que conseguirão uma boa oportunidade de trabalho no futuro.

Entre as áreas em que os jovens gostariam de trabalhar futuramente, a saúde aparece em primeiro lugar, com 25%. Em seguida, vêm tecnologia, com 22%; comércio e trabalho administrativo (19% cada); educação (16%); beleza e estética (14%) e comunicação e redes sociais (13%).

Prioridades

O salário é apontado por 64% dos jovens como o fator prioritário na escolha de um trabalho, seguido por benefícios, plano de carreira e ambiente de trabalho agradável (31% cada). 

Ao mesmo tempo, 62% dos jovens afirmaram que aceitariam ganhar um pouco menos para trabalhar em um ambiente mais saudável, com menos pressão e estresse.

Entre os jovens que trabalham ou já trabalharam, 69% já saíram de um emprego por vontade própria. Entre os principais motivos para essa decisão, 43% citaram falta de respeito ou tratamento inadequado de líderes ou chefes. 

Outras razões foram jornadas longas ou acúmulo de funções (36%); excesso de cobrança ou pressão por resultados (32%); falta de oportunidade de crescimento ou de plano de carreira (28%); e dificuldade de conciliar trabalho e estudo (16%).

Estudo e trabalho

De acordo com o levantamento, 48% dos jovens ouvidos pelos pesquisadores estudam, 32% conciliam trabalho e estudo, 39% apenas trabalham e 13% não estudam nem trabalham. 

Metade (50%) dos entrevistados afirmaram ser responsáveis por cuidar da casa, além de trabalhar ou estudar.

Essas atribuições domésticas são mais acumuladas pelas mulheres (60%) do que pelos homens (40%). 

O mesmo acontece com relação ao cuidado com idosos, crianças e outras pessoas, desempenhado por 28% das mulheres e 14% dos homens.

 


Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Entre os jovens que estudam, foi constatado que 41% cursam educação superior, 27% estão no ensino médio, 18% fazem cursos livres e 11% cursam o ensino técnico. 

O diploma de curso superior é considerado importante para conquistar trabalho por 85% dos jovens, com destaque entre os da Região Norte (91%). 

Mas, para 91% dos entrevistados, cursos técnicos e profissionalizantes constituem um caminho mais rápido e eficiente para obter emprego.

Para 60%, programas de apoio à inserção no mundo do trabalho devem contemplar cursos práticos e não apenas teóricos. 

Competências socioemocionais

Carla Chiamareli acredita que, em toda a trajetória educacional, falta preparar o jovem para saber como se configura e se organiza o mundo do trabalho.

“Hoje, a educação está muito focada em desenvolver competências de matérias como português e matemática, que são essenciais, são componentes tradicionais, mas acaba investindo pouco nas competências socioemocionais”, comentou.

Ela considera que a escola deve ensinar resiliência, capacidade de se frustrar e adaptabilidade, que “são competências que a gente aprende com a vida mas que têm também de estar dentro do currículo”.

A gerente do Observatório Fundação Itaú acredita que a escola e a universidade têm que modificar seus currículos, para que tragam situações mais reais de aprendizagem.

Medo da inteligência artificial

Nove em cada dez jovens acreditam que a inteligência artificial (IA) vai eliminar muitas vagas de trabalho e 50% têm medo de perder espaço por conta dos avanços tecnológicos.

O temor é mais frequente entre jovens com ensino fundamental (62%), integrantes das classes D/E (63%), pessoas com filhos (57%) e mulheres (55%). Entre jovens da classe A/B, o receio cai para 39%.

Carla Chiamareli concordou que a IA vai substituir funções básicas, o que atemoriza os jovens brasileiros em geral, mas destacou que muitos dos entrevistados declararam ter esperança de que, mesmo que as substituições venham a ser feitas, eles ainda têm espaço para oportunidades de trabalho.

Praticamente todos (97%) declararam que usam a inteligência artificial (IA) e a internet para aprender e crescer profissionalmente. 

Mais oportunidades

Na avaliação de Carla Chiamareli, a pesquisa traz um convite para as empresas começarem a repensar suas estruturas e abraçarem os jovens brasileiros. 

Ela lembrou que o Brasil tem a Lei de Aprendizagem Profissional nº 10.097/2000, que exige que empresas de médio e grande porte contratem jovens de 14 a 24 anos como aprendizes, o que lhes garante inclusão social e o primeiro emprego.

Apesar disso, ela destacou que existe uma margem de 40% de empresas que poderiam ter jovens em seus quadros, especialmente de renda mais baixa.

“Eu vejo que esses dados trazem uma janela de oportunidade muito boa para as empresas pensarem políticas intersetoriais entre educação e trabalho”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Alcolumbre envia PEC do fim da escala 6×1 para CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. 

O relator da matéria na CCJ será o senador Omar Aziz (PSD-AM).

Na semana passada, Alcolumbre havia sinalizado que iria destravar o andamento da proposta na Casa após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A PEC do fim da escala foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio, e reduz a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais. A PEC estabelece ainda dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. 

PEC da Segurança Pública

A PEC da Segurança Pública (18/2025) também foi enviada para a CCJ do Senado. O texto ficará sob a relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Aprovada pelos deputados federais em março, a PEC reorganiza o sistema de segurança pública no país, como a destinação parcial da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

As duas PECs precisam ser aprovadas na comissão. Depois, serão encaminhadas ao Plenário, necessitando do aval de 49 senadores, no mínimo, em dois turnos. Em seguida, é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

* Com informações da Agência Senado

Fonte: Agência Brasil

Ministros do Brasil e EUA vão retomar negociação comercial

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) deverão se reunir na próxima semana com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para retomar as negociações comerciais entre os dois países.

A reunião ainda terá a data acertada pelas equipes dos dois governos. O Mdic confirmou ter recebido contato do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, depois da conversa telefônica desta sexta-feira (21) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente estadunidense, Donald Trump.

A retomada das tratativas abre um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Ligação de Lula

Lula telefonou para Trump na manhã desta sexta-feira. A conversa durou uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.

O presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações comerciais e afirmou que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas são infundadas.

Entre os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para fundamentar as medidas estão questões relacionadas a desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos associados a trabalho forçado.

Lula afirmou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e defendeu o diálogo como caminho para preservar a relação comercial entre os dois países.

Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

Novo canal

A reunião deverá envolver Márcio Elias Rosa, integrantes do MRE e representantes do USTR.  Em nota conjunta, o Mdic e o MRE consideram que a sinalização dos dois presidentes cria uma nova oportunidade para a busca de uma solução negociada para o impasse comercial.

Cooperação contra crime

Além das tarifas, Lula e Trump discutiram segurança e cooperação no combate ao crime organizado.

O presidente brasileiro defendeu uma atuação conjunta dos dois países e afirmou que as organizações criminosas exercem pressão sobre populações vulneráveis, mas não devem ser equiparadas a organizações terroristas.

Lula também apresentou ações adotadas pelo Brasil para combater essas estruturas, incluindo medidas de asfixia financeira, que resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

Entre as iniciativas citadas estão a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

Trump, segundo o Planalto, manifestou disposição para ampliar a cooperação e afirmou que indicará integrantes de alto escalão para dar continuidade às tratativas.

Conflitos internacionais

Os presidentes também trataram das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, os dois defenderam a necessidade de uma solução negociada. Lula também criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos internacionais.

O presidente brasileiro sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para discutir alternativas diplomáticas.

Durante a conversa, Trump também abordou as perspectivas do governo norte-americano para o conflito com o Irã.

Ao defender a busca por soluções diplomáticas, Lula afirmou: “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”.

Fonte: Agência Brasil

Petrobras negocia exploração em Gana para ampliar presença na África

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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (21) o interesse em atuar na exploração de petróleo em Gana, país de cerca de 35 milhões de habitantes na costa Oeste da África.

A decisão faz parte do movimento da companhia de encontrar novas fronteiras para a produção de óleo e gás, tendo o continente africano como uma das áreas escolhidas.

A nova intenção da empresa foi divulgada por meio de um comunicado a investidores. A manifestação de interesse é direcionada a blocos exploratórios, fase anterior à produção, em áreas offshore, ou seja, no mar, da Bacia de Keta.

De acordo com a Petrobras, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana aprovou a habilitação para negociar contratos referentes a quatro blocos.

A estatal explica que a aprovação faz a empresa ingressar “na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração”.

Petrobras no mundo

Atualmente na África, a Petrobras tem atuação na Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.

Em São Tomé e Príncipe, há participação em quatro blocos exploratórios, sendo três operados pela anglo-holandesa Shell.  

Na África do Sul, há participação no bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), operado pela francesa TotalEnergies. 

Na Namíbia, a Petrobras assinou um contrato para adquirir participação no Bloco 2613 e aguarda confirmação de entrada pelas autoridades governamentais do país. Uma vez aprovado o consórcio, a operadora será também a TotalEnergies. 

A empresa brasileira está presente também na Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos. Em junho de 2026, a companhia firmou um entendimento para estabelecer uma cooperação estratégica e técnica com a estatal Pemex, com foco no Golfo do México. 

Margem Equatorial

O movimento da Petrobras ocorre no momento em que a empresa avança na exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral extremo norte do Brasil.

A região é apontada como de grande potencial, assim como foi o pré-sal, no mar do Sudeste, de onde saem mais de 83% da produção própria (descontada a parte de empresas consorciadas) de óleo e gás da Petrobras.

Esta semana, a companhia detalhou os primeiros achados de petróleo no poço Morpho, no bloco BM-FZA-59, a 175 quilômetros (km) do Oiapoque, no Amapá, e a cerca de 500 km de distância da foz do Rio Amazonas. 

A empresa continua o trabalho de perfuração para identificar a capacidade do reservatório e análises laboratoriais para verificar a qualidade do óleo.

A Petrobras tem dito que o pré-sal deve entrar em declínio (atingimento do ponto máximo de produção) perto de 2034, caso não haja expansão das reservas.

Fonte: Agência Brasil

Veja como foi a sexta-feira (21) dos candidatos a presidente

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A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta sexta-feira (21) incluiu debates, atos de campanha, entrevistas à imprensa e encontros com representantes de diferentes setores da sociedade.

>> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

Clariana Barão (DC)
A agenda da candidata Clariana Barão na Praça Marechal Rondon, em Cuiabá, foi cancelada. A candidata publicou um vídeo nas redes sociais tratando do combate à violência de gênero.

Edmilson Costa (PCB)
A agenda do candidato prevê, na noite de hoje, encontro com jovens junto com o deputado federal Glauber Braga (PSOL), no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato Flávio Bolsonaro teve compromissos de campanha nas cidades de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Em Nova Iguaçu, o candidato disse que, se eleito, combaterá facções criminosas, como o PCC, CV, milicianos e outros grupos, que serão tratados como narcoterroristas.

Em seguida, o candidato participou de uma carreata com eleitores em Duque de Caxias.

Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias cumpriu agenda de campanha em Congonhas (MG), onde realizou um ato púbico no sindicato que representa trabalhadores em mineração.

Ele defendeu a valorização de empregados do setor, respeito a normas ambientais e o controle público das riquezas minerais do país. O candidato pediu ainda a reestatização da mineradora Vale, privatizada em 1997.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Belo Horizonte para o lançamento da campanha em Minas Gerais, ao lado do candidato ao governo estadual, Patrus Ananias.

Depois, visitou obras de duplicação da Ponte do São Raimundo/BR-116, em Governador Valadares (MG).

À noite, Lula participou de um ato de campanha na Praça da Estação, no Centro.

Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos passou o dia em Maceió. Ele foi à Favela do Mundaú, onde conversou com um grupo resgata animais abandonados.

Durante a visita, o candidato preparou um vídeo de campanha no qual pede a moradores da capital alagoana que ajudem a encontrar novos lares para os animais abandonados.

Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema conversou com comerciantes da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo.

Ele afirmou ser a favor que o funcionário escolha qual escala de trabalho quer fazer, além de defender austeridade fiscal, privatizações, reforma administrativa e novas regras trabalhistas.

Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato Ronaldo Caiado visitou o Mercado Municipal, na capital paulista.

Ele propôs combate ao endividamento das famílias com a redução da taxa de juros.

O candidato reuniu-se também com representantes do agronegócio.

Rui Costa Pimental (PCO)
O candidato Rui Costa Pimenta teve agenda em Brasília.

Ele concedeu entrevista à imprensa, reuniu-se com o candidato ao governo do Distrito Federal pelo PCO, Expedito Mendonça, e foi recebido pelo embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo.

Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins teve compromissos de campanha em Minas Gerais. Pela manhã, reuniu-se com estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Depois, participou da comemoração do Dia Nacional da Moradia na Praça Sete. No início da noite, conversou com jovens da Ocupação Maria do Amaral.

Samara Martins defendeu que espaços abandonados nas cidades sejam destinados à construção de moradia popular.

Wilson Grassi (Democrata)
O candidato Wilson Grassi teve encontros com membros do partido e equipes de campanha em São Paulo.

Augusto Cury (Avante)
O candidato Augusto Cury participou de debate promovido pela Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), em São Paulo.

Ele defendeu uma nova postura dos professores em sala de aula, menos tempo de tela para crianças e regulamentação das bets. 

 

Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

* Colaboraram Bruno de Freitas Moura e Douglas Corrêa (Rio de Janeiro), Pedro Peduzzi (Brasília), Luciano Nascimento (São Luís), Bruno Bocchini (São Paulo) e TV Brasil. 

Fonte: Agência Brasil

STF marca para setembro retomada do julgamento da Lei da Ficha Limpa

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O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 11 de setembro a retomada do julgamento virtual que vai decidir sobre a validade das alterações feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. A norma impede a candidatura de políticos condenados nas eleições.

O julgamento do caso foi suspenso em junho deste ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que devolveu o processo para julgamento nesta sexta-feira (21).

Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 contra as alterações. Os votos foram proferidos pela ministra Cármen Lúcia e Luiz Fux.

A Corte julgará uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a contagem dos prazos de inelegibilidade. Entre as principais mudanças, a lei unificou em 12 anos o prazo máximo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações por improbidade administrativa.

A lei também mudou o marco de contagem do prazo de inelegibilidade de oito anos para políticos condenados. Pelo texto aprovado pelo Congresso, os oito anos devem contar a partir da condenação, e não após o cumprimento da pena, como ocorre atualmente. 

Se esses dispositivos forem validados pela Corte, a decisão pode liberar as candidaturas de José Roberto Arruda ao governo do Direito Federal, de Eduardo Cunha para o cargo de deputado federal por Minas Gerais e de Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro. 

Fonte: Agência Brasil

Brasileiro Feminino: 6 times lutam no sábado para avançar às quartas

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A primeira fase da elite do Campeonato Brasileiro Feminino (Série A1) chega ao fim neste sábado (22), com todas partidas da 17ª rodada começando às 18h (horário de Brasília). Vai sobrar emoção em campo com luta acirrada dos times que ocupam lados opostos da tabela de classificação. Enquanto seis clubes seguem com chances de avançar às quartas de final, outros quatro vão brigar para não serem rebaixados à segunda divisão (Série A2).

Entre os times que buscam uma das três últimas vagas no mata-mata está o Flamengo – sétimo colocado com 27 pontos – que recebe o Atlético-MG (13º), no Estádio Luso Brasileiro. Se vencer as rubro-negras asseguram vaga no mata-mata, sem combinação de resultados dos demais times. A partida no Rio de Janeiro terá transmissão ao vivo da TV Brasil.

Quem também só depende de si na rodada derradeira é o Cruzeiro (6º), também com 27 pontos. As Cabulosas terão pela frente o já classificado Palmeiras (3º). Já o Fluminense (8º), com 25 pontos, precisa defender sua posição. As Guerreiras do Fluzão visitam a Ferroviária (4ª), equipe já garantida nas quartas.

Além de vencer seus respectivos jogos, Grêmio (9º), Internacional (10º) e Bragantino (11º) vão depender de tropeços entre si, e também dos times mais bem colocados na tabela, para seguirem vivos na competição. As Mosqueteiras (apelido do time feminino do Grêmio) recebem o Botafogo (20º), que soma apenas cinco pontos e luta para não ser rebaixado.

Outro confronto que promete ser eletrizante será Brangantino x  América-MG (16º), em Belo Horizonte. Enquanto o time do interior paulista sonha com a classificação, o clube mineiro, com sete pontos, tenta escapar da segunda divisão.

Já as Gurias Coloradas terão pela frente o Corinthians, líder do Brasileirão Feminino, já com vaga garantida no mata-mata.

Na luta pela sobrevivência na elite do Brasileirão estão ainda outros dois times: Juventude (15º) com 10 pontos e Vitória (17º), com sete. A equipe gaúcha recebe o Bahia (5º), já classificado, enquanto o Vitória recebe o Santos (12º).

Times já classificados às quartas

Cinco equipes já carimbaram a vaga nas quartas de final, que terá jogos de ida e volta: Corinthians (38 pontos), São Paulo (38), Palmeiras (35), Ferroviária (30) e Bahia (28).

Ao todo, 18 times disputaram a primeira fase do Brasileirão Feminino e apenas os oito primeiros colocados avançarão ao mata-mata. Já os dois últimos colocados serão rebaixado para a Série A2 (segunda divisão).  



Fonte: Agência Brasil

Comitê de Dra. Lara é inaugurado com festa e casa cheia em Vitória da Conquista

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A noite deste sábado foi daquelas de botar boneco em Vitória da Conquista. O comitê de campanha da Dra. Lara, candidata a deputada estadual pelo Republicanos, abriu as portas com uma festa bonita, gente a rodo e um clima de pura confiança. O espaço ficou pequeno para tanta gente da terra que fez questão de marcar presença e dar aquele abraço caloroso.

Ao lado do seu marido, o vice-prefeito Dr. Alan, e recebendo a força da Dra. Raíssa — candidata a deputada federal —, Dra. Lara mostrou por que é hoje uma das grandes referências políticas da região. Ambas construíram forte projeção estadual e nacional, com destaque na linha de frente na área da saúde e no enfrentamento aos desafios sanitários dos últimos anos.

Atual vereadora e despontando com força na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, Dra. Lara reforçou em seu discurso a disposição de representar o interior e defender um projeto de renovação política para o estado.

Após a inauguração e os discursos acalorados, a comitiva seguiu no embalo do povo para curtir o clima e a programação do tradicional Festival de Inverno, fechando o sábado em clima de celebração e proximidade com a comunidade conquistense.

Rafael Matos e Orlando Luz vão à semi de duplas do ATP de Cincinnati

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Recém-campeões em Montreal (Canadá), os tenistas brasileiros Rafael Matos e Orlando Luz avançaram nesta sexta-feira (21) às semifinais do Masters 1000 de Cincinnati (Estados Unidos), torneio preparatório para o US Open, último Grand Slam do ano. Os gaúchos se classificaram com vitória sobre os atuais campeões do Masters de Miami e Roma, os italianos Simone Bolelli e Andrea Vavassori, cabeças de chave número 4. Rafael e Orlando cravaram 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (9-7) e 6/3.

A semifinal ocorrerá neste sábado (23), a partir das 13h30 (horário de Brasília). Rafael e Orlando enfrentarão a dupla do monegasco Hugo Nys com o francês Edouard Roger-Vasselin, que ganharam de virada dos compatriotas Sadio Doumbia e Fabien Reboul por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 7/6 (7-5) e 11/9.

O triunfo de hoje foi o terceiro dos gaúchos em Cincinnati. Na estreia, eles superaram por 2 sets a 1 a dupla do britânico Neal Skupski com o norte-americano Christian Harrison. Depois, nas oitavas, derrotam a dupla do compatriota Marcelo Melo com o alemão Alexander Zverev, por 2 sets a 0. 

Rafael e Orlando seguem embalados após a conquista do Masters 1000 de Montreal (Canadá), há pouco mais de uma semana. Eles ocupam atualmente o oitavo lugar na temporada e visam subir ainda mais na classificação com o objetivo de disputar o ATP Finals. O torneio reúne as oito melhores duplas do ano e está programado para ocorrer em novembro, em Turim (Itália).



Fonte: Agência Brasil