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Empresários atacam PEC 6×1 no Senado; sindicatos e governo defendem

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Governo, oposição, empresários e sindicatos dos trabalhadores discutem no Senado, nesta quarta-feira (1º), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de 6×1, em audiência pública no plenário da Casa. A PEC completou mais de um mês travada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Empresários dos setores do comércio, dos transportes e da indústria e senadores da oposição criticaram a PEC, alegando que a proposta eleva custos do trabalho e prejudica a economia. 

Os líderes patronais defendem que a jornada seja definida por negociação direta entre empregados e empregadores, e não por mudança legislativa.

Os representantes de centrais sindicais e do governo federal ponderam que os custos da PEC para economia são pequenos, semelhantes a um aumento de salário mínimo. 

Para os defensores da proposta, os trabalhadores estão exaustos da escala 6×1 e precisam de mais tempo para família, estudos e lazer.


Brasília – DF – 01/07/2026 - Sessão semipresencial para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6x1 no Brasil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Brasília – DF – 01/07/2026 - Sessão semipresencial para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6x1 no Brasil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Além de instituir dois dias de descanso por semana, a PEC reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.  

O presidente da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), Ivo Dall’Acqua, destacou que o desafio não é escolher entre trabalhar “mais ou menos”, mas como o Brasil pode “produzir mais”.

“O problema não é o trabalhador. O problema é a produtividade da economia. Primeiro, precisamos produzir mais riqueza, depois, distribuí-la. Foi esse o caminho percorrido pelas economias que hoje servem de referência internacional”, argumenta o empresário.

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Exaustão

O ministro da Secretária-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, avalia que os custos econômicos da PEC podem ser absorvidos pelas empresas, assim como a economia absorve aumentos reais do salário mínimo.

“[Estudo do Ipea calculou um impacto] de 7,8%, que é algo proporcional ao aumento real de salário mínimo. Aumentou-se o salário e nenhuma empresa faliu. Nenhuma empresa deixou de operar, não houve desemprego. Ao contrário, nós estamos na menor taxa de desemprego da série histórica no Brasil”, defendeu Boulos.

Estudos sobre o tema têm divergido em relação aos impactos da PEC do fim da 6×1 em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), inflação e nível de emprego.

Segundo o ministro, para além da discussão econômica, a PEC do fim da 6×1 traz benefícios humanos para milhões de trabalhadores.

“No ano passado, o Brasil bateu o recorde de afastamentos de trabalhadores por burnout, depressão e ansiedade. Isso é resultado da exaustão de trabalhadores”, destacou.

Em 2025, 4,1 milhões de trabalhadores foram afastados temporariamente por motivos de saúde, aumento de 15% em relação a 2024. Os principais motivos foram dor nas costas e lesões dos discos intervertebrais, como hérnias de disco, além de problemas mentais e depressivos.

Boulos lembrou que as experiências de redução de jornada de trabalho levaram ao aumento da produtividade do trabalho, “por razões que deveriam nos parecer óbvias”. 

“Um trabalhador mais descansado é um trabalhador mais produtivo”, disse.

Votação

O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu a PEC apresentada pela oposição. A proposta mantém a escala 6×1, não reduz a jornada de trabalho e introduz um contrato por hora trabalhada.

“Nós vamos criar situações que vão levar à informalidade? Nós vamos tirar a liberdade das pessoas de fazerem o que querem fazer? Nós vamos tirar a liberdade de as pessoas se entenderem? E como fica a pequena, a micro, a média empresa e os microempreendedores individuais?”, questionou. 


Brasília – DF – 01/07/2026 - Sessão semipresencial para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6x1 no Brasil. ( Presidente da Fiesp, Paulo Skaf ) Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Brasília – DF – 01/07/2026 - Sessão semipresencial para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6x1 no Brasil. ( Presidente da Fiesp, Paulo Skaf ) Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Skaf apelou para que a PEC 6×1 seja votada apenas depois da eleição de outubro.  

“Podemos debater, mas não em vésperas de eleição, não com motivação eleitoral, não tirando a liberdade dos senadores ou dos deputados de votarem dentro das suas consciências, dentro daquilo que veem como o melhor para o Brasil”, argumentou.

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, afirmou que a PEC aumenta os custos dos transportes e pediu uma transição mais longa para redução das jornadas.  

“Outra alternativa para absorvermos isso é fazer uma transição com mais tempo, com mais prazo para poder se fazer. Se colocarmos 1 hora por ano, é muito provável que os empresários conseguirão absorver com mais facilidade o aumento de custos”, defendeu.

A PEC aprovada na Câmara prevê 60 dias para acabar com a escala  6×1 e 14 meses para se chegar às 40 horas semanais.

Tempo para viver

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, lembrou que uma das primeiras greves do Brasil, em 1917, já pedia a jornada de trabalho de 40 horas.

“Todos nós temos o direito de viver. Nós gostamos de trabalhar, sou apaixonado pelo trabalho, mas acho que nós merecemos também viver, estar com a família”, disse Patah.


Brasília – DF – 01/07/2026 - Sessão semipresencial para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6x1 no Brasil. ( Presidente da Fiesp, Paulo Skaf ) Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Brasília – DF – 01/07/2026 - Sessão semipresencial para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6x1 no Brasil. ( Presidente da Fiesp, Paulo Skaf ) Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A liderança sindical chamou a atenção para o tempo que o trabalhador passa dentro do transporte para ir e voltar do serviço. 

“Nós não podemos ter um país onde poucas pessoas têm privilégios extraordinários e milhões de pessoas estão exauridas”, alertou.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, defendeu que os ganhos dos últimos 40 anos na economia brasileira sejam repartidos com os trabalhadores.

“Muito dinheiro na mão de poucos é miséria e desigualdade. Pouco dinheiro na mão de muitos é desenvolvimento, é consumo, é uma economia mais dinâmica, são trabalhadores gerando negócios e oportunidades para que inclusive o capital possa se fortalecer”, argumentou.

O ministro citou o projeto de lei enviado pelo Executivo à Câmara, com aumento do limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs) e a autorização para contratar dois trabalhadores, considerando como  uma medida para aliviar os pequenos negócios em meio a redução da jornada de trabalho. 

Fonte: Agência Brasil

Enchentes de 2024 no RS atingiram mais de 2,3 milhões de domicílios

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Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS), divulgada nesta quarta-feira (1º), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que as chuvas atingiram 6.333.727 moradores no estado. Nas áreas que sofreram mais impactos, o número estimado de domicílios com estragos chegou a 2.328.093. 

Os números foram calculados com base na avaliação das condições da estrutura física dos domicílios depois das inundações.

A pesquisa mostra também que 55,5% dos moradores relataram que seus domicílios sofreram algum tipo de dano na estrutura após as enchentes. Entre as ocorrências causadas pela tragédia ambiental, dos 2.047.938 domicílios (88%)  o fornecimento de água (66,3%), de luz (66,3%) e de internet (61,5%) foram os mais afetados.

Também em consequência dos efeitos das inundações, 67,5% dos entrevistados revelaram que tiveram a saúde abalada.

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A pesquisa foi feita em 133 municípios. 

Conforme os indicadores, que apontaram a gravidade das consequências do evento climático, 81.272 domicílios (3,5%) foram avaliados como destruídos e 190.253 (8,2%) como muito danificados. 

“Essas condições de máxima precariedade foram atribuídas a 11,7% dos domicílios”, informa o IBGE.

Quando as perguntas se referiam aos reflexos do evento ambiental nos bairros e arredores, o tipo de impacto mais apontado (62,3%) foi a existência de ruas ou rodovias danificadas, alagadas ou interditadas, tendo na sequência o acúmulo de lixo e outros resíduos (56,3%); domicílios danificados, destruídos, inundados ou ilhados (54,1%) e interrupção de iluminação pública (53,9%).

Ainda entre os domicílios que relataram impacto nas redondezas, os percentuais dos avaliados com algum dano na estrutura física atingiram índices acima de 67% para todas as ocorrências.

Mudança

Depois do desastre climático, 14,6% das pessoas (922.233) mudaram de endereço. O motivo, em 37,9% (349.366) dos que trocaram de moradia, foi as enchentes. 

Entre os que trocaram de moradia após as enchentes, 71,6% viviam em domicílios nos quais foram notados danos na estrutura em consequência das enxurradas. No grupo, segundo a pesquisa, 28,3% da renda dos domicílios era de até R$ 2 mil.

“Esses dados indicam uma concentração de moradores que mudaram de endereço após as fortes chuvas nesses baixos rendimentos, uma vez que na distribuição de renda do total da população, correspondiam a 24,0%”, aponta a pesquisa.

De acordo com o IBGE, no total estimado de moradores na área da pesquisa, 24,9% moravam em domicílios nas quais as condições gerais de vida quando foi feita a coleta de dados eram inferiores às que tinham antes das enchentes. 

O percentual é maior que o daqueles que moravam em domicílios em que foram verificadas melhorias (17,3%). A maioria dos moradores (56,5%), no entanto, teve a percepção de que a qualidade de vida permaneceu a mesma.

“Considerando que a atratividade para a resposta neutra é uma característica observada em pesquisas que têm por objetivo captar pontos de vista subjetivos, possui valor analítico importante a prevalência da sensação de piora reportada”, explica o IBGE.

Precaução

Os moradores que declararam conhecimento sobre ações preventivas adotadas para reduzir os efeitos de futuras enchentes somaram 2.438.297 (38,5%). 

Em resposta à satisfação com os trabalhos de recuperação feitos nas áreas atingidas pelas enchentes, 41% dos moradores (2.594.761) se mostraram favoráveis a essas providências. 

“Esses resultados sugerem a necessidade de uma comunicação mais efetiva com a população, tanto para informar as medidas quanto para aproximá-las dos anseios das pessoas afetadas pelo evento climático”, observou o IBGE.

A análise da renda domiciliar mensal dos moradores durante as inundações indicou que 66,8% do total (4.231 602) estavam concentrados na faixa de até R$ 5 mil. 

Nas respostas relacionadas ao sexo de nascimento, 51,9% das pessoas declararam-se do sexo feminino e 48,1% do masculino. Na variável cor ou raça, a maior parte (78,5%) é branca, seguida da parda (14,3%). Os moradores que se declararam pretos chegaram a 6,7%.

Na classificação etária das áreas da pesquisa, o percentual de moradores com até 15 anos de idade (19,5%) ficou próximo ao daqueles que tinham mais de 60 anos (20%). 

Do total de moradores pesquisados, 1.822.001 (28,8%) relataram ter concluído o ensino médio ou tinham superior incompleto.

Reflexos sociais

Pelo menos um morador dos domicílios afetados pelas enchentes sofreu efeitos na sua vida pessoal. Os maiores percentuais são relacionados à saúde mental abalada (67,5%); interrupções na vida social ou no convívio com família ou amigos (58,4%) e a dificuldade no deslocamento para trabalho, escola ou creche (57,3%).

Ao responderem se algum integrante de famílias desabrigadas em função das enxurradas recebeu, entre abril e maio de 2024, a transferência do auxílio financeiro pago por ente público, 484.221 domicílios reportaram ter acessado a ajuda por ao menos um morador, o que corresponde 20,8% do total. 

Conforme o rendimento das moradias beneficiárias, 52,9% estavam na classe de até R$ 3 mil. 

“Cabe ressaltar que nos domicílios em que houve o pagamento do auxílio financeiro público e que foi avaliado com algum dano na estrutura, a proporção atingiu 88,7%”, mostra a pesquisa.

Pelo menos um morador de 196.293 domicílios (8,4%) precisou de atendimento médico por causa das chuvas fortes e 56,1% tinham rendimentos de até R$ 3 mil. “Evidenciando concentração nas classes menos favorecidas”, diz o IBGE.

Acesso

Os domicílios que ficaram sem condição de serem acessados, atingiram 652.107. Nesse total, os que tinham rendimento de até R$ 3 mil eram 55,2%. 

Nos resgates, os principais meios de transportes utilizados foram o aquático (70%) e o terrestre (34,6%). 

Os voluntários foram a maioria absoluta dos agentes que atenderam os domicílios (74,9%), seguidos dos órgãos oficiais como Bombeiros, Forças Armadas, Defesa Civil entre outros, com 35,4%.

Fonte: Agência Brasil

Corte da Itália manda refazer julgamento sobre extradição de Zambelli

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A Corte de Cassação da Itália decidiu, nesta quarta-feira (1º), que o julgamento que mandou extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil deve ser refeito. Com isso, fica anulada a decisão que mandou extraditar Zambelli, que segue como foragida da Justiça brasileira.

O advogado de Zambelli no Brasil, Fábio Pagnozzi, informou à Agência Brasil que a Corte de Cassação, a mais alta instância do Judiciário italiano, entendeu que houve “vícios” no julgamento que mandou extraditar a ex-deputada, realizado no Tribunal de Roma.

“A Corte de Cassação então entendeu que haveria vícios no julgamento e pediu então que se julgasse novamente em uma outra turma. Uma vitória para a defesa”, disse Pagnozzi.

Zambelli foi condenada à extradição ao Brasil pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Roma, tendo recorrido à Corte de Cassação. A Corte superior italiana já havia negado um primeiro pedido de extradição relacionado à condenação de Zambelli pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

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A decisão favorável a Zambelli levou à soltura da ex-deputada por São Paulo, até então presa na Itália.

Nesta quarta-feira, a Corte de Cassação analisou o pedido de extradição ligado a outro crime da ex-parlamentar, que levou à condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

Zambelli foi condenada por perseguir, com arma de fogo, o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após ex-deputada e Luan trocarem provocações.

“Agora, vai para uma outra Turma [do Tribunal de Roma] para que se julgue novamente o processo da arma [de fogo]. Tenho certeza que, no final, a extradição vai ser negada”, completou o advogado Fábio Pagnozzi.

Entenda

Por ter dupla cidadania, Carla Zambelli fugiu do Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ para emissão de mandado de prisão falso contra o ministro da Corte Alexandre de Moraes.
Em julho do ano passado, a então deputada foi presa em Roma, capital da Itália. Na semana passada, a Advocacia-Geral da União (AGU) voltou a pedir a extradição da ex-parlamentar.

“A posição do Estado brasileiro observa os parâmetros estabelecidos pelo Tratado de Extradição celebrado entre a República Federativa do Brasil e a República Italiana, bem como pelas normas internacionais aplicáveis à cooperação jurídica em matéria penal”, declarou a AGU.

Fonte: Agência Brasil

Nascidos em maio e junho recebem parcela do Pé-de-Meia, nesta quarta

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Os estudantes beneficiários do Programa Pé-de-Meia nascidos em maio e junho recebem nesta quarta-feira (1º) a quarta parcela do incentivo frequência.

Desde segunda-feira (29), o valor de R$ 200 tem sido depositado, conforme o mês de nascimento, para estudantes que tiveram pelo menos 80% de frequência escolar no mês de abril.

Confira o calendário de pagamentos: 

  • nascidos em janeiro e fevereiro: receberam na segunda-feira (29 de junho);
  • nascidos em março e abril: receberam na terça-feira (30 de junho);
  • nascidos em maio e junho: recebem hoje;
  • nascidos em julho e agosto: receberão amanhã (2);
  • nascidos em setembro e outubro: receberão na sexta-feira (3);
  • nascidos em novembro e dezembro: receberão na segunda-feira (6).

O Ministério da Educação (MEC) também poderá pagar as parcelas do incentivo matrícula de 2026 e do incentivo conclusão de 2025 aos estudantes que tiveram as informações sobre suas trajetórias escolares enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino público onde estão matriculados.

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O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.

Desde a sua criação, há dois anos, o programa reduziu o abandono escolar em 43% nesta etapa de ensino. Em 2024, a taxa de evasão era de 6,4% e caiu para 3,6%, no ano passado.

Os beneficiados pela iniciativa podem consultar os dados sobre os depósitos na página eletrônica do estudante no site do programa. É necessário fazer com login na conta da plataforma Gov.br

Quem tem direito

A participação no programa também chamado de Poupança do Ensino Médio ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos.

Dentre eles estão estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do cadastro do governo tem validade de 24 meses. 

Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.

Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA).

O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em pelo menos 80% nas aulas.   

Cabe ao Ministério da Educação (MEC) verificar se o jovem pode participar do programa federal, a partir dos dados do CadÚnico.

Como consultar

A Caixa Econômica Federal é responsável pela abertura das contas bancárias em nome dos estudantes e pelos pagamentos do valor repassado pelo MEC.

O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia.

Pé-de-Meia

O Ministério da Educação contabiliza que, desde 2024, o programa alcançou 7,2 milhões de estudantes em todo o Brasil. Segundo a pasta, a iniciativa federal tem contribuído para melhorar a frequência às aulas, reduzir a evasão escolar e ampliar as taxas de aprovação no ensino médio.

Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem alcançar R$ 9,2 mil por aluno.

As redes públicas que ofertam o ensino médio (federais, estaduais, distrital ou municipais) são responsáveis por captar e informar os dados dos estudantes ao Ministério da Educação (MEC), por meio de sistema informatizado.

Dúvidas

 Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa.

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

 

Fonte: Agência Brasil

Brasil inicia preparação para oitavas da Copa contra Noruega

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O grupo da seleção brasileira se reapresenta na tarde desta quarta-feira (1º). Estão programados três dias de treinamento até o duelo decisivo de oitavas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, marcado para domingo (5) às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Na primeira fase do torneio, os europeus passaram em segundo no chave I. Foram duas vitórias (4 a 1 sobre o Iraque e 3 a 2 sobre Senegal) e a derrota por 4 a 1 para a França. No primeiro mata-mata, a Noruega eliminou a Costa do Marfim por 2 a 1. Até agora, a Noruega fez dez gols, metade pelo atacante Haaland, autor de cinco, e sofreu oito.

O Brasil voltou de Houston, local da vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na segunda-feira (29), logo após o jogo para Nova Jersey. O grupo já trabalhou nessa terça-feira (30) no hotel e no centro de treinamento utilizados desde o início das atividades nos Estados Unidos.

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Lucas Paquetá sem previsão de volta

Lucas Paquetá, jogador do Flamengo, que havia sido titular em todos jogos da seleção brasileira nesta Copa do Mundo, publicou, nas últimas horas, no perfil oficial das redes sociais alguns versículos bíblicos lamentando a lesão sofrida no final do primeiro tempo do jogo contra o Japão. Ele saiu de campo sentindo dores e com ajuda dos colegas. Na volta do intervalo, foi substituído por Endrick.

“Vamos juntos até o fim. Bora Brasil”, escreveu o atleta depois de ter a lesão na coxa esquerda constatada em exame nessa terça. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não informou o tempo de recuperação, mas dificilmente Lucas Paquetá estará à disposição para o confronto de domingo contra a Noruega.

“O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível”, disse a confederação em comunicado oficial.

Raphinha deve ficar à disposição para domingo

Na terça, o atacante Raphinha avançou no processo de recuperação da lesão sofrida na vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0 na segunda rodada da Copa do Mundo.

O atleta do Barcelona começou a transição para o campo participando de exercícios leves de tênis. Existe a expectativa de que o avante esteja à disposição do técnico Carlo Ancelotti para o duelo das oitavas de final contra a Noruega, mas ele deve começar a partida como opção no banco de reservas.

Fonte: Agência Brasil

Inglaterra e Congo; Bélgica e Senegal; EUA e Bósnia jogam nesta quarta

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Três confrontos definirão as três seleções que garantirão, nesta quarta-feira (1º), vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Fifa 2026. A primeira partida será entre Inglaterra e RD do Congo. As equipes se enfrentam em Atlanta, às 13h.

Mais tarde, às 17h, é a vez de Bélgica e Senegal entrarem em campo, em Seattle, para ver quem avançará à etapa seguinte.

A última partida do dia será entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, em São Francisco, às 21h.

Os vencedores avançam às oitavas de final, enquanto os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Jogos desta quarta-feira, 1º de julho

– 13h – Inglaterra x RD do Congo (Atlanta)

– 17h – Bélgica x Senegal (Seattle)

– 21h – EUA x Bósnia e Herzegovina (São Francisco)

Inglaterra x RD do Congo

A Inglaterra busca, na partida de hoje diante da RD do Congo, confirmar seu favoritismo após ter conquistado a primeira colocação em sua chave na fase de grupos.

A campeã da Copa de 1966 terá, à sua frente, a RD do Congo, uma das seleções classificadas entre os melhores terceiros colocados do torneio. Quem avançar, na partida de hoje, enfrentará nas oitavas de final o vencedor do confronto entre México e Equador.

Para a partida de hoje, a expectativa é que a Inglaterra tente controlar o jogo por meio do posse de bola. Com um meio de campo bem postado, bons passes e atacantes eficientes, o time inglês costuma pressionar os adversários para recuperar rapidamente a bola.

A RD do Congo chega ao mata-mata com algumas características que podem dificultar esse modelo de jogo inglês. A equipe africana tende a atuar em bloco mais compacto, reduzindo espaços entre as linhas e apostando na velocidade dos contra-ataques.

A intensidade física de seus jogadores e a capacidade de aceleração nos corredores podem representar risco à Inglaterra, caso a equipe inglesa exagere na pressão no campo adversário.

Com isso, o confronto tende a ficar centrado na capacidade tática da Inglaterra para desmontar uma defesa fechada, sem se expor excessivamente aos contra-ataques.

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Bélgica x Senegal

Com dois empates e uma vitória na fase de grupos, a Bélgica, líder de sua chave na fase de grupos, tem a seu favor a experiência de jogadores que fizeram boas campanhas nas últimas Copas do Mundo.

Na partida de hoje, ela encara o Senegal, uma das equipes que se classificaram entre os melhores terceiros colocados na fase de grupos. Quem sair vitorioso avança às oitavas de final – e terá, como adversário o vencedor do confronto entre EUA ou Bósnia e Herzegovina.

Do ponto de vista tático, a Bélgica combina qualidade técnica, boa ocupação dos espaços e capacidade de criação entre as linhas. Tende a buscar o controle do jogo com maior posse de bola e movimentação no ataque.

Senegal costuma apresentar forte organização defensiva e intensidade nos duelos individuais. Utiliza também velocidade para ocupar espaços deixados pelos adversários.

Enquanto a Bélgica tende a buscar construir e atacar de forma paciente, o Senegal deve buscar reduzir espaços e transformar os erros do adversário em ataques rápidos.

Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina

Com a vantagem de jogar em casa, os EUA buscam, no apoio de sua torcida, forças para superar a Bósnia e Herzegovina, que avançou para a segunda fase graças à campanha que a colocou entre as melhores terceiras colocadas da competição.

Quem vencer o confronto enfrentará o vencedor da partida entre Bélgica e Senegal.

Com uma equipe de forte intensidade física, os EUA costumam pressionar os adversários para, na sequência, buscar transições ofensivas com velocidade. Já a Bósnia e Herzegovina costuma jogar com organização tática, valorizando a posse de bola.

O meio de campo da equipe balcânica tende a evitar jogadas verticais muito longas. A qualidade no passe de seus jogadores faz com que a equipe busque trabalhar jogadas de triangulação e os lançamentos costumam ser de média distância.

 

Fonte: Agência Brasil

Espanha atribui mais de mil mortes em junho ao excesso de calor

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 A Espanha registrou 1.029 mortes no mês passado atribuídas ao calor, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (1º). Uma onda de calor de cinco dias, com temperaturas ultrapassando os 40º Celsius, fez com que junho fosse o segundo mês mais quente já registrado.

Dados do sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, o MoMo, mostraram que o mês de junho registrou o maior número de mortes atribuídas ao calor desde o mesmo mês de 2015.

As temperaturas médias no mês passado ficaram 3,2 graus acima do normal, informou a agência meteorológica Aemet, tornando-o o segundo junho mais quente já registrado, atrás apenas do mesmo mês de 2025.

No auge da onda de calor, em 23 de junho, 35,7 milhões de pessoas — cerca de 73% da população do país — ficaram expostas a riscos à saúde devido ao calor; 38% delas enfrentaram risco elevado.

Desde 1975, ocorreram 12 ondas de calor em junho, sendo que metade delas aconteceu na última década.

Os 13 meses de junho mais quentes desde o início dos registros, em 1961, ocorreram todos no século 21.

Isso é uma evidência de que as ondas de calor surgem no início do verão com maior frequência do que antes, afirmou o porta-voz da Aemet, Ruben del Campo.

Entre 1º e 30 de junho, 165 recordes de temperatura máxima — 145 deles mensais e 20 históricos — e 225 recordes de temperatura mínima mais alta — 180 mensais e 45 históricos — foram quebrados em estações de medição locais, informou a agência.

A primeira onda de calor do verão foi excepcional no norte do país, “não apenas por causa de sua intensidade, mas também por sua duração e persistência”, acrescentou.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Com alívio da guerra, Petrobras reduz preço do querosene de aviação

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A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.  

A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro

A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.  

No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro. 

Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.  

O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu. 

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional. 

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Últimos meses 

Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho a empresa reduziu o QAV em 14,2%.  

A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios (espécie de reembolso) às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.  

Cadeia de comércio

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores. 

A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras. 

 

Fonte: Agência Brasil

PF investiga anúncios digitais falsos que simulavam serviços públicos

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Ad Phishing, para aprofundar investigação sobre a veiculação de anúncios digitais fraudulentos, que utilizavam a imagem do governo federal e de instituições públicas “para conferir aparência de legitimidade a páginas falsas na internet”.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos, ao todo, nove mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.

Ainda segundo a PF, durante as investigações, foram identificados 1.770 anúncios fraudulentos vinculados a dezenas de páginas e domínios distintos, “muitos deles utilizando elementos visuais associados ao governo federal e a instituições públicas, além de conteúdos manipulados com uso de inteligência artificial”.

Os investigados podem responder pelo crime de uso indevido de selo ou sinal público verdadeiro, sem prejuízo da apuração de outros crimes eventualmente identificados no curso das investigações, como estelionato, associação criminosa, falsidades e lavagem de dinheiro.

Fonte: Agência Brasil

Revolta da Chibata: MPF recorre do valor da indenização da União

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O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região a fim de aumentar para R$ 5 milhões indenização por dano moral coletivo imposta à União por manifestações institucionais depreciativas da Marinha do Brasil contra João Cândido Felisberto (foto) e os demais integrantes da Revolta da Chibata, ocorrida em novembro de 1910.

Na ação civil pública, a Justiça Federal condenou a União ao pagamento de R$ 200 mil e à obrigação de não utilizar termos degradantes contra os revoltosos.

No recurso, O MPF argumenta que o valor fixado é “incompatível com a extrema gravidade da conduta e com o histórico de perseguição estatal” que se refletiu na mensagem emitida pelo então comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, em ofício enviado à Comissão de Cultura em audiência pública da Câmara dos Deputados em 2024.

O MPF indica também que o “montante de R$ 5 milhões seja revertido de forma exclusiva para o financiamento de projetos e ações, promovidos por entidades públicas ou privadas devidamente reconhecidas, voltados à valorização, à preservação e à difusão da memória de João Cândido e dos fatos históricos associados à Revolta da Chibata”.

O comandante da Força, quando se debatia projeto de lei que propõe a inscrição do líder do movimento no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, qualificou o episódio histórico como uma “deplorável página da história nacional”, classificou os marinheiros como “abjetos” e tratou a conduta de João Cândido como um “reprovável exemplo”.

Antes de recorrer à via judicial para fazer cessar os ataques, o MPF chegou a expedir uma recomendação, que acabou rejeitada pela instituição militar.

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Perseguição

De acordo com o MPF, “o recurso assinado pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, contextualiza que o ataque proferido em 2024 não foi um ato isolado, mas o reflexo de um calvário de perseguição institucional e de permanente silenciamento que perdura há mais de um século, estendendo-se mesmo após a morte do líder da revolta em 1969”.

João Cândido, conhecido historicamente como o “Almirante negro”, ‘liderou a sublevação de marujos de baixa patente, em sua maioria homens pretos e pardos, contra a aplicação de violentos castigos físicos e o uso da chibata, que continuavam a ser praticados pela Marinha mesmo após a abolição da escravatura no Brasil.

Na manifestação apresentada ao tribunal, o MPF ressalta o descumprimento histórico dos compromissos estatais, lembrando que, apesar de anistiados pelo Decreto nº 2.280/1910, os marinheiros viram o benefício ser esvaziado apenas três dias depois com a edição do Decreto nº 8.400/1910, o que desencadeou novas prisões, mortes e deportações.

Fonte: Agência Brasil