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Última seletiva para Mundial Paralímpico tem melhor salto do ano

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A medalhista paralímpica Jardênia Félix estabeleceu nesta sexta-feira (18), em São Paulo, a melhor marca do salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual) em 2025. A potiguar, de 21 anos, atingiu 5,94 metros (m) durante o Desafio Brasil de Atletismo, que ocorreu no Centro de Treinamento Paralímpico e reuniu 125 atletas paralímpicos e 191 olímpicos.

A competição realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) foi a última oportunidade para os atletas paralímpicos buscarem índices para o Mundial da modalidade entre 26 de setembro e 5 de outubro em Nova Déli, na Índia. Mesmo quem atingiu a marca mínima terá de aguardar a convocação oficial, ainda sem data definida.

O Brasil terá uma delegação de 50 representantes na capital indiana. Os atletas que foram medalhistas de ouro na Paralimpíada de Paris, na França, em 2024, têm vaga assegurada no Mundial.

A marca de Jardênia ainda está abaixo do índice A (principal) estabelecido pelo CPB para a prova, de 6,05 m. A marca é 0,02 m superior ao recorde paralímpico da classe, atingido pela polonesa Karolina Kucharczyk nos Jogos de Tóquio, no Japão, em 2021. Ela foi ouro em Paris saltando 5,82 m – menos, portanto, do que a brasileira fez nesta sexta. Na capital francesa, a potiguar ficou na quinta posição.

“Passei recentemente por momentos difíceis na vida pessoal. É uma explosão de felicidade. Com essa marca, estamos mais próximos de conseguir ir para o Mundial”, disse Jardênia, ao site oficial do CPB.

“Vou lá buscar minha medalha. Sei que temos grandes chances. Temos feito mais de 6 metros nos treinos e sabemos que podemos mais”, completou a potiguar, que, apesar de também ser saltadora, foi medalhista paralímpica em Tóquio, nos 400 m, quando tinha apenas 17 anos.

Em outras provas desta sexta, dois atletas chegaram às marcas mínimas para o Mundial. Nos 100 m da classe T35 (paralisia cerebral), o paulista Henrique Caetano, que foi quarto em Paris, cravou 11s60, abaixo dos 11s63 apontados como critério. Também nos 100m, mas da classe T37 (paralisia cerebral, mas com grau de deficiência menor que a T35), o acreano Edson Cavalcante alcançou o índice ao fazer 11s15 – ele tinha de atingir, pelo menos, 11s20.

No Desafio Brasil anterior, no domingo passado (13), outros dois atletas já haviam atingido o índice A para Nova Déli. O maranhense Bartolomeu Chaves correu os 400 m da classe T37 em 50s16, 23 centésimos abaixo da marca necessária na prova da qual é o atual campeão mundial e medalhista de prata em Paris. Já a potiguar Clara Daniele concluiu os 100 m da classe T12 (baixa visão) em 11s81, batendo o índice que era de 12s05.

O último Mundial de Atletismo Paralímpico foi disputado em Kobe, no Japão, em 2024, meses antes da Paralimpíada de Paris. O Brasil ficou em segundo lugar no quadro de medalhas, com 19 ouros, 12 pratas e 11 bronzes, 42 pódios no total. Foi a campanha mais dourada do país no evento, superando a edição de Lyon, na França, em 2013.

Fonte: Agência Brasil

EUA revogam visto de Moraes, familiares e "aliados na Corte"

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (18) que determinou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.

O anúncio não deixa claro quais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser atingidos.  

A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre 19h e 6h.

Rubio escreveu que Moraes tem perseguido Bolsonaro e promovido censura.

“A política de caça às bruxas de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura que viola os direitos dos brasileiros e também atinge os americanos. Ordenei a revogação dos vistos de Moraes, seus aliados na corte, e seus familiares, de forma imediata”, declarou.

Procurada pela Agência Brasil, o STF ainda não se manifestou sobre a revogação dos vistos.

Medidas cautelares

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, deputado federal, é investigado pela sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença termina no próximo domingo (20).

Fonte: Agência Brasil

Alckmin: decisão de Moraes não deve comprometer negociações com EUA

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de botar tornozeleira no ex-presidente Jair Bolsonaro não deve comprometer as negociações sobre o tarifaço dos Estados Unidos, disse nesta sexta-feira (18) o vice-presidente Geraldo Alckmin. Ele deu as declarações após se reunir com representantes dos setores de mineração e de energia, dois segmentos que serão bastante afetados pelas medidas do governo de Donald Trump.

Em entrevista nesta noite, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que o governo continuará a apostar no diálogo e na negociação. Alckmin lembrou que os Poderes são separados e que o Executivo não pode interferir em decisões do Judiciário.

“[A decisão de Moraes] não pode e não deve [afetar as negociações comerciais], porque a separação dos Poderes é a base do Estado, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Os poderes são independentes. Não há relação entre uma questão política ou jurídica e a tarifária”, disse Alckmin.

O ministro não fez mais comentários sobre a decisão de Moraes nem sobre as perspectivas para o ex-presidente Bolsonaro. Segundo Alckmin, a questão cabe exclusivamente ao Poder Judiciário.

Nesta sexta-feira (18), Moraes ordenou que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e proibiu o ex-presidente de acessar as redes sociais, de aproximar-se de embaixadas e de falar com embaixadores.

O magistrado também determinou que o ex-presidente fique em casa das 19h às 6h em dias de semana e integralmente nos finais de semana e feriados. O descumprimento de qualquer uma das determinações acarretará a prisão de Bolsonaro.

OMC

Sobre uma eventual entrada de recurso do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), citada no pronunciamento de quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin declarou que o governo brasileiro dará prioridade às negociações e que essa seria uma medida de último caso. “Reforçamos a disposição do Brasil para a negociação”, reiterou.

Alckmin esclareceu que o governo só pode agir após a imposição das tarifas ser concretizada. Desde a semana passada, Trump tem ameaçado elevar para 50% as tarifas das exportações brasileiras para os Estados Unidos em 1º de agosto.

“Você só pode entrar na OMC com um fato concreto. A OMC tem dois caminhos. O primeiro são as consultas e isso é só depois de um fato concreto. Depois você tem o painel, que é uma segunda etapa. E ainda tem uma questão recursal”, explicou o vice-presidente e ministro. Ele ressaltou que, até agora, o governo estadunidense não respondeu à carta enviada nesta semana em que o Brasil pede a suspensão do tarifaço.

Reuniões

Coordenador do comitê interministerial que discute a tarifa imposta por Trump, Alckmin reuniu-se nesta semana com empresários de diversos setores da economia. Segundo o vice-presidente e ministro, os encontros ajudaram a reforçar e a melhorar os argumentos do governo brasileiro nas negociações com os Estados Unidos.

“O caminho é da negociação e foi qualificado o trabalho, mostrando que nós podemos sair de um perde-perde para um ganha-ganha, com ampliação de comércio e investimentos. Estados Unidos e Brasil são os dois maiores mercados das Américas”, declarou. Alckmin ressaltou que os Estados Unidos têm um grande superávit comercial com o setor de mineração brasileiro (com o Brasil importando mais do que exportando), que não justifica nenhuma razão para o tarifaço.

Por fim, o vice-presidente voltou a afirmar que a soberania brasileira é inegociável e disse que o setor privado está unido em torno do tema. “Colhemos [nos últimos encontros] uma união nacional em torno da soberania do Brasil, que é inegociável. Depois, a necessidade de um empenho para suspender esse aumento de alíquotas, que é um perde-perde, para o Brasil e para os Estados Unidos”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Flávio Bolsonaro desembarca na Europa durante operação na casa do pai

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O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil nesta quinta-feira (17), um dia antes de a Polícia Federal (PF) cumprir dois mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ele foi visto por passageiros em voo (TP58) que saiu de Brasília às 17h10 com destino a Lisboa, Portugal, onde desembarcou nessa sexta (18).

A assessoria de imprensa do senador confirmou que ele está em deslocamento, mas não deu detalhes sobre a viagem e nem sobre o destino final.

O senador está em recesso parlamentar, que começou nesta sexta-feira.

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Na manhã de hoje, o ex-presidente foi levado à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária para colocar tornozeleira eletrônica. A PF Também apreendeu dólares e documentos na casa de Jair Bolsonaro em Brasília.

Pela decisão, Bolsonaro, além de precisar usar tornozeleira, está proibido de utilizar as redes sociais.

Ele precisará ficar em casa entre as 19h e as 6h, além de estar proibido de se comunicar com outros réus ou com embaixadores e diplomatas de outros países. Além disso, não poderá se ausentar da comarca do DF.

No X, já após a operação da PF, Flávio Bolsonaro publicou uma mensagem de apoio ao pai e crítica à decisão judicial. “Fica firme, pai, não vão nos calar!”

Fonte: Agência Brasil

Polícia do Rio inicia segunda fase de devolução de celulares roubados

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início à segunda etapa de devolução de celulares recuperados a seus legítimos proprietários.

As vítimas de roubos e furtos de aparelhos estão sendo contatadas para comparecer aos pontos de entrega nas datas informadas.

O contato é feito por ligação ou mensagem de WhatsApp de telefones funcionais das delegacias. A restituição ocorrerá ainda neste mês.

Essa é mais uma etapa da Operação Rastreio, iniciativa para combater a cadeia criminosa que atua na subtração e receptação de celulares.

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Desde maio, os agentes já apreenderam mais de 4,7 mil celulares roubados ou furtados. Destes, cerca de 1,4 mil aparelhos serão restituídos nesta etapa.

Os demais estão sendo periciados e as investigações seguem para identificar e localizar os verdadeiros donos.

Investigação

No final de junho, a Polícia Civil fez uma grande ação de devolução de aparelhos produtos de crime em posse de terceiros.

Na ocasião, cerca de 3 mil usuários foram informados que deveriam devolver seus dispositivos em um prazo de até 72 horas.

Aproximadamente mil pessoas procuraram as delegacias para fazer a entrega voluntária.

Após esse período, quem não devolveu o celular passou a ser alvo de investigação por receptação. Inquéritos estão sendo instaurados para apurar a responsabilidade criminal.

Quem não compareceu à delegacia ainda pode fazer a entrega voluntária.

No Dia D da ação, policiais civis foram às ruas de todo o estado recuperar aparelhos e prender receptadores. Ao todo, já são mais de 260 presos.

Na mesma data, em 1º de julho, foi lançado o aplicativo Celular Seguro RJ, uma ferramenta de investigação que permite o cadastro de IMEIs e a consulta de possíveis restrições dos aparelhos.

A Polícia Civil recomenda que consumidores interessados em adquirir aparelho celular procurem sempre lojas confiáveis, desconfiem de preços abaixo dos praticados no mercado e exijam sempre a nota fiscal.

“O celular em suas mãos pode ter custado uma vida”, diz nota da instituição.

Há vários pontos de entrega de aparelhos celulares no estado. Na capital, as entregas podem ser feitas na Cidade da Polícia, na zona norte da capital.

Nos demais pontos da região metropolitana, os proprietários deverão procurar as seguintes delegacias de polícia:

  • 52ª DP em Nova Iguaçu;
  • 55ª DP em Queimados;
  • 59ª DP em Duque de Caxias; 
  • 65ª DP em Magé;
  • 74ª DP em Alcântara; e
  • 76ª DP em Niterói.

Já no interior, a devolução pode ser feita nas delegacias policiais de cada município.



Fonte: Agência Brasil

STF tem placar de 4 votos a 0 para manter cautelares contra Bolsonaro

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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu nesta sexta-feira (18) o quarto voto para validar a decisão do ministro Alexandre de Moraes determinando medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal (PF) fez uma operação de busca e apreensão contra Bolsonaro por determinação do ministro. Após o cumprimento das medidas, a decisão do ministro foi levada para referendo em votação virtual da Primeira Turma da Corte.

Até o momento, o placar está 4 votos a 0 para manter as cautelares. Além de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia foram favoráveis em manter as medidas cautelares. 

Para a ministra, os indícios apontados contra Bolsonaro justificam as medidas.

“A necessidade da manutenção das medidas cautelares decretadas na decisão que se propõe referendar está evidenciada pelas numerosas postagens juntadas no processo, nas quais constam indícios de esforços desenvolvidos por Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro para interferir no regular trâmite da Ação Penal 2.688 [trama golpista], na qual Jair Bolsonaro é réu”, argumenta a ministra. 

A votação ficará aberta até a próxima segunda-feira (21). Falta o voto do ministro Luiz Fux.

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente Eduardo Bolsonaro é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença termina neste domingo (20).

Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro:

  • Uso de Tornozeleira Eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar noturno entre as 19h e as 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;
  • Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros;
  • Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
  • Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.

Fonte: Agência Brasil

Com gol "brasileiro", Uruguai vence Peru pela Copa América Feminina

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O Uruguai venceu pela primeira vez nesta edição da Copa América Feminina, disputada no Equador. Nesta sexta-feira (18), a Celeste superou o Peru por 1 a 0 no Estádio Banco Guayaquil, em Quito. A partida, válida pelo Grupo A, abriu a terceira rodada da competição.

As uruguaias somam quatro pontos em três jogos e assumiram, de forma provisória, a segunda posição da chave. Elas podem ser ultrapassadas por Chile ou Argentina, que ainda jogam nesta sexta. As peruanas, ainda sem pontos ganhos – também após três partidas – estão na lanterna do grupo e fora da briga por lugar nas semifinais. Os dois primeiros se classificam.

Três jogadoras que estiveram em campo – todas do Uruguai – atuam no Campeonato Brasileiro Feminino, transmitido ao vivo pela TV Brasil. Fefa Lacoste e Belén Aquino defendem o Internacional e Ángela Gómez é atleta do Bahia. A Celeste ainda tem Wendy Carballo, também da equipe baiana, mas que estava suspensa pela expulsão na derrota por 1 a 0 para a Argentina. A Bicolor (apelido da seleção peruana), por sua vez, é dirigida pela técnica brasileira Emily Lima, que, inclusive, comandou o Brasil por dez meses, entre novembro de 2016 e setembro de 2017.

E foi justamente uma das “brasileiras” envolvidas que decidiu o confronto em Quito. Aos 18 minutos, Aquino recebeu de Esperanza Pizarro na meia-lua, escapou da marcação e finalizou por cobertura, sem possibilidade de defesa para Savannah Madden. Quatro minutos depois, a jogadora do Inter teve a oportunidade de balançar as redes pela segunda vez, em pênalti cometido por Tifani Molina em cima de Pizarro. A atacante colorada, porém, acertou o travessão na cobrança.

As uruguaias folgam na quarta rodada e voltam a campo somente na próxima quinta-feira (24), às 21h (horário de Brasília), contra o Chile, no Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, também em Quito. As peruanas encerram a participação na Copa América na segunda-feira (21), às 18h, diante da Argentina, novamente no Banco Guayaquil.

Fonte: Agência Brasil

Estudantes se articulam contra o modelo cívico-militar em Minas Gerais

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Estudantes da Escola Estadual Presidente Dutra, no bairro Horto Florestal, em Belo Horizonte, se mobilizaram contra a adesão da instituição de ensino ao sistema cívico-militar. Em um vídeo que circula pelas redes sociais, um grupo de estudantes, com idades variadas, questiona a formação oferecida pelo modelo, enfatizando o modo como as figuras de autoridades poderiam facilmente ultrapassar limites ao exercer seu poder sobre eles.

Na peça audiovisual, alunos da Presidente Dutra, enfileirados em uma quadra poliesportiva, entoam a canção popular “Marcha soldado, cabeça de papel. Quem não marchar direito vai preso pro quartel” e mostram cartazes em que indagam se, afinal, na visão do governo estadual, são estudantes ou criminosos, para que se justifique a implantação da linha cívico-militar.

“Quem educa são professores ou generais?”, questionam os estudantes em um cartaz. Em outros, escritos com letras garrafais, reafirmam que “Não se faz pedagogia com medo” e que são a favor da “autonomia de ensino” e de uma “educação libertadora”. 

Em um dos perfis que mantém em redes sociais, a escola dá diversas mostras de preocupação com componentes importantes para o entrosamento das pessoas vinculadas a ela, como encontros que abordam letramento racial, respeito à comunidade LGBTQIA+, saúde mental e artes.

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O governo de Minas Gerais decidiu realizar assembleias na rede de ensino como meio de consulta à comunidade escolar, que envolve alunos, pais e funcionários, de 728 instituições de ensino pré-selecionadas, sobre a implementação do novo modelo. 

Na segunda-feira (14), o governador Romeu Zema suspendeu o processo de escuta, argumentando que não haveria tanta participação dos pais, por conta das férias. 

A interrupção foi ordenada quando a consulta completou cerca de duas semanas, já que se iniciou em 30 de junho. O prazo para finalizá-la terminaria nesta sexta-feira (18).

O governador propõe a inserção do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG) e da Polícia Militar no ambiente escolar, sob o pretexto de que consiste “em uma proposta inovadora de gestão colaborativa para o fortalecimento da educação pública estadual” e de que é capaz de fortalecer a convivência e promover a cultura de paz. 

A Secretaria de Educação destaca também que, tendo militares à frente, as escolas teriam um ambiente “mais seguro, organizado e acolhedor” e avanços “em dimensões da formação estudantil, abordando aspectos comportamentais, morais e democráticos”.

Como tentativa de demonstrar a evolução observada em escolas que se filiaram à vertente cívico-militar, a secretaria repercute alguns índices, inclusive extraídos do Censo Escolar. Como exemplo, cita que “as escolas que adotaram o modelo apresentaram queda expressiva na taxa média de abandono escolar, que passou de 4,92%, em 2022, para 2,96%, em 2023”. 

Diversos especialistas da educação já se pronunciaram contra o modelo, sendo um dos grupos o Fórum Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais (FEPEMG) que, no ano passado, divulgou um relatório embasado em uma análise documental, entrevistas com inspetores escolares, questionários enviados a escolas e ampla escuta. 

O documento aponta, entre outros aspectos, que a militarização não dá conta da complexidade de inúmeros desafios, como a falta de políticas sociais, emprego, segurança e estrutura familiar. 

O relatório sublinha alerta para a adesão de escolas feita sob pressão e sem a devida transparência ou orientação técnica. Outros pontos do documento dizem respeito à falta de formação pedagógica dos militares que passam a atuar nessas instituições, que acabam ganhando salários maiores do que professores e até mesmo diretores, e à falta de evidências científicas que comprovem o impacto positivo do modelo na redução de violência ou na aprendizagem dos alunos. 

O relatório do FEPEMG também denuncia relatos de agressões de militares contra estudantes com transtornos mentais. 

Especialista entrevistada pela Agência Brasil compartilhou depoimentos e percepção semelhantes em relação ao aumento da violência contra as estudantes de escolas de São Paulo, estado que adiou o processo para 2026.

Implementação

Em Minas Gerais, a implementação do molde cívico-militar começou em 2020. Até o momento, nove escolas passaram a funcionar de acordo com seus princípios: E.E. Assis Chateaubriand e E.E. Princesa Isabel, em Belo Horizonte; E.E. Padre José Maria de Man e E.E. Professora Lígia Maria Magalhães, em Contagem; E.E. dos Palmares, em Ibirité; E.E. Wenceslau Braz, em Itajubá; E.E. Cônego Osvaldo Lustosa, em São João del-Rei; E.E. Olímpia de Brito, em Três Corações; e E.E. Governador Bias Fortes, em Santos Dumont.

Em seu site, a Secretaria de Educação de Minas Gerais ressalta que a consulta pública será registrada em ata e oficializada com o envio online do Termo de Manifestação de Interesse e que, “mesmo havendo posicionamento favorável, a adesão ainda dependerá de análise técnica da secretaria e não ocorre de forma automática”. 

A secretaria afirma ainda que o total de instituições participantes do modelo e a verba destinada à sua adequação serão definidos somente depois de encerrada a fase consultiva. 

A Agência Brasil procurou a Secretaria de Educação para esclarecer como o órgão pode atribuir a evolução do ensino à mudança no sistema, unicamente excluindo outros fatores que poderiam ter provocado as melhoras, e aguarda manifestação.

Fonte: Agência Brasil

Conmebol libera aquecimento em campo na Copa América Feminina

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As reclamações do técnico Arthur Elias e de atletas da seleção brasileira deram resultado. Nesta sexta-feira (18), a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) liberou as jogadoras para aquecer dentro de campo antes dos jogos da Copa América Feminina, que ocorre no Equador.

A decisão foi informada à Agência Brasil pela assessoria de comunicação da Conmebol. Segundo a entidade, as condições dos gramados da competição foram reavaliadas. Com isso, o aquecimento dentro de campo foi liberado para todas as atletas por 15 minutos, mesmo tempo que já era permitido às goleiras.

Nos dois primeiros jogos pela Copa América, contra Venezuela e Bolívia, ambos no Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, em Quito, as jogadoras de linha puderam se aquecer somente em um local pequeno, nos vestiários.


Equador - 18/07/2025 - Conmebol libera aquecimento em campo na Copa América Feminina. Foto: Lívia Villas Boas/CBF
Equador - 18/07/2025 - Conmebol libera aquecimento em campo na Copa América Feminina. Foto: Lívia Villas Boas/CBF

Antes da partida diante das bolivianas, na última quarta-feira (16), as seleções tiveram que dividir o espaço para o aquecimento. A Conmebol alegava a necessidade de preservar os gramados, que estão recebendo dois confrontos em sequência.

Após o jogo, Arthur Elias admitiu preocupação com a limitação para aquecimento, pois o preparo acabava não sendo o adequado para a prática do futebol e comprometia a qualidade das partidas. Na rede social X (antigo Twitter), a atacante Kerolin comparou a estrutura da Copa América com a da Eurocopa Feminina, que ocorre simultaneamente, na Suíça.

“Enquanto a Euro bate recordes de tecnologia, a gente aquece em uma sala de [no] máximo 20 metros [quadrados] com cheiro de tinta. Bizarro”, escreveu a camisa sete.

O Brasil volta a campo na terça-feira (22), às 21h (horário de Brasília), contra o Paraguai, novamente no Gonzalo Pozo Ripalda. A partida, assim como as demais da seleção na competição, será transmitida ao vivo pela TV Brasil. As brasileiras lideram o Grupo B, com seis pontos em dois jogos.

Fonte: Agência Brasil

Quase 600 mil aderiram a acordo com INSS por descontos indevidos

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Quase 600 mil aposentados e pensionistas aderiram ao acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para serem reembolsados pelos descontos ilegais executados entre março de 2020 e março de 2025. Segundo o balanço mais recente do órgão, pouco mais de 582 mil segurados assinaram a adesão, o equivalente a 30,4% do total de 1,9 milhão de pessoas que informaram ter sido descontadas indevidamente por associações e entidades de aposentados.

O INSS forneceu a tabela completa de adesões por unidade da Federação. Os destaques foram São Paulo (114.599 adesões), Minas Gerais (57.318), Bahia (55.786) e Rio de Janeiro (55.080). Em relação ao percentual de adesão, lideram Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Rio Grande do Sul, com índices superiores a 31%.

O prazo de adesão vai até 14 de novembro. Quem aderir ao acordo até segunda-feira (21) receberá os valores na mesma semana. A adesão não exige envio de documentos. O aposentado e pensionista confirmará o acordo que permite o ressarcimento sem precisar entrar na Justiça, por via administrativa.

Pagamentos

Os pagamentos começam na próxima quinta-feira (24). O dinheiro será reembolsado em parcela única, com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, diretamente na conta em que o aposentado ou pensionista recebe o benefício.

O pagamento ocorrerá por ordem de adesão ─ quem aderiu primeiro, vai receber primeiro. O crédito extraordinário de R$ 3,3 bilhões, fora das metas fiscais do governo, foi liberado ontem (17) por meio de medida provisória.

Quem pode aderir?

Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. Atualmente, mais de 3,2 milhões de pedidos de 1,9 milhão de pessoas já superaram o prazo para receber resposta das associações e entidades que representam aposentados, por isso, podem aderir ao acordo.

A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber. A adesão pode ser feita exclusivamente pelos seguintes canais:

A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.

Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?

  1. Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
  2. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);
  3. Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;
  4. Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento

Ainda dá tempo de fazer a contestação?

Os canais de atendimento para consulta e contestação dos descontos feitos pelas entidades seguem abertos e ficarão disponíveis até 14 de novembro. Esse prazo pode ser prorrogado, se houver necessidade. Os pedidos podem ser feitos pelo:

  • Aplicativo Meu INSS
  • Central de atendimento 135
  • Agências dos Correios, em mais de 5 mil unidades pelo país

Como funciona o processo até a adesão ao acordo?

  1. O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;
  2. Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;
  3. Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.

E quem recebeu resposta da entidade?

Nesses casos, os documentos estão em análise e, por isso, o beneficiário ainda não têm a opção de aderir ao acordo.

Ele será notificado e poderá, pelo aplicativo Meu INSS ou em uma agência dos Correios, aceitar os documentos, contestar por suspeita de falsidade ideológica/indução ao erro ou dizer que não reconhece a assinatura.

Se houver a contestação pelo beneficiário, a entidade será intimada a devolver os valores em até cinco dias úteis, e o caso vai passar por uma auditoria.

Caso não haja a devolução, os aposentados e pensionistas serão orientados sobre medidas judiciais cabíveis, com apoio jurídico em parceria com as Defensorias Públicas dos estados.

 

Fonte: Agência Brasil