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Rafael Matos e Orlando Luz vencem mais um Masters 1000 em Cincinatti

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Pelo segundo Masters 1000 seguido, deu Brasil nas duplas masculinas. Neste domingo (23), a parceria formada por Rafael Matos e Orlando Luz derrotou o o alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase por 2 sets a 1 (6-4, 3-6, 10-7) e conquistou o torneio de Cincinatti, nos Estados Unidos. O título vem na sequência da conquista do Masters de Montreal, no Canadá, há exatos dez dias, que tinha sido o primeiro de uma dupla brasileira na história dos torneios deste tipo. 

O triunfo nesse domingo veio em um duelo duro, que teve 1h21 de duração. Foi a décima vitória consecutiva da dupla, que nesta temporada já conquistou, além dos dois Masters, os títulos do ATP 250 de Buenos Aires e do ATP 250 de Santiago.

Neste momento, os dois formam a parceria número 6 do mundo, o que garantiria a eles a participação no ATP Finals entre duplas. 

No ranking que considera os duplistas individualmente (eles podem jogar torneios com outros parceiros), Orlando começará a semana como o 13º do mundo e Rafael, o 16º.

Fonte: Agência Brasil

A democracia no DF: Capital Federal tem 2,2 milhões de eleitores

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Para a população de Brasília, o direito ao voto não surgiu com a criação da cidade, em 1960. Durante quase 30 anos, os prefeitos e governadores da capital foram nomeados pelo presidente da República. Também não havia deputados ou senadores representando o Distrito Federal: as questões legislativas eram tratadas por comissões do Congresso Nacional.

No contexto de redemocratização do país, a mobilização pelo voto brasiliense deu frutos em 1986, quando aconteceu a primeira eleição para representantes do DF. Naquele ano, os moradores da capital puderam eleger senadores e deputados federais, que tiveram participação decisiva na Assembleia Constituinte. Assim, a autonomia política do DF foi garantida na Constituição Federal de 1988.

Pouco depois, em 1990, houve a primeira eleição para governador e para os 24 deputados distritais que formaram a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Naquele ano, Brasília tinha 1,6 milhão de habitantes e 893 mil eleitores. Hoje, somos quase 3 milhões de habitantes e mais de 2,2 milhões de eleitores. Em relação às últimas eleições, em 2022, o eleitorado brasiliense cresceu 2,3%, totalizando 2.253.132 pessoas aptas para votar em 2026.

Faixa etária e gênero

O eleitorado reflete as mudanças no perfil da população. Neste ano, houve um aumento de 24% no número eleitores com idade igual ou superior a 60 anos, em comparação a 2022. Os idosos passaram de 370 mil para quase 460 mil eleitores. Desse total, 55,7% está na faixa de 60 a 69 anos, ou seja, ainda votam de forma obrigatória. Os dados da composição do eleitorado são do Tribunal Superior Eleitoral.

Por outro lado, diversas faixas etárias mais jovens apresentaram queda. O número de eleitores entre 16 e 17 anos, por exemplo, caiu 38,7%, saindo de 31 mil pessoas em 2022 para 19 mil em 2026.

Ao considerar idade e gênero, o segmento mais numeroso no DF é o das mulheres com idade entre 45 e 49 anos, com mais de 134 mil eleitoras. No total, as mulheres representam 54% dos eleitores e os homens 46%.

Em relação à escolaridade, o nível de instrução mais frequente é o ensino médio completo (30,7%), seguido por ensino superior completo (23,3%). 

Eleitores com deficiência 

Houve um aumento de 55,4% no número de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida no DF, saindo de cerca de 16 mil pessoas em 2022 para 24,8 mil em 2026. Esse eleitorado inclui pessoas com limitações permanentes ou temporárias, que precisam de seções eleitorais adaptadas. 

Já o quesito cor/raça está gradativamente sendo declarado pelos eleitores. Em 2026, essa informação consta no cadastro de 17%. Entre os que declararam a informação, 49,2% são pardos; 38% brancos; 11,7% pretos; 0,9% amarelos; e 0,2% indígenas. 

A declaração de cor/raça começou a ser coletada pela Justiça Eleitoral em novembro de 2022, assim como informações sobre identidade de gênero e pertencimento a comunidades quilombolas ou tradicionais, entre outros dados.

Zonas eleitorais

Há 21 zonas eleitorais no Distrito Federal. Essa é a forma como os eleitores são divididos no território, para facilitar o gerenciamento das eleições. No DF, a zona eleitoral com a maior quantidade de eleitores é a de Águas Claras, com mais de 169 mil eleitores aptos para votar em 2026. No entanto, a abrangência das zonas eleitorais não se restringe aos limites das regiões administrativas. A zona eleitoral de Águas Claras inclui, por exemplo, eleitores de Taguatinga Sul e de Taguatinga Centro.

Em segundo lugar, está a zona eleitoral de Ceilândia Norte e Brazlândia, com quase 154 mil eleitores aptos. Em terceiro, vem a zona eleitoral de Samambaia, com mais de 141 mil eleitores. 

Pílulas históricas
O primeiro governador eleito do DF foi Joaquim Roriz, ao lado da vice-governadora Márcia Kubitschek. Já no Legislativo, o deputado distrital Salviano Guimarães foi o primeiro presidente da CLDF. 

Saiba mais sobre a história do Poder Legislativo do DF: História e Memória — Legislativo do DF 

Fonte: Agência CLDF

Comissões parlamentares: o que são e como funcionam

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Colegiados analisam e elaboram projetos de lei, fiscalizam as ações do Executivo e promovem debates com a população, na forma de audiências públicas

As comissões da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) são órgãos técnicos, constituídos por parlamentares, com funções legislativas e fiscalizadoras. Os colegiados analisam e elaboram projetos de lei, fiscalizam as ações do Poder Executivo e promovem debates com a população, na forma de audiências públicas. 

Existem as comissões permanentes e as temporárias. As permanentes são formadas por cinco deputados e seus suplentes, composição que se renova a cada dois anos por meio de indicações dos líderes de cada bloco ou partido. Com a comissão formada, eles se reúnem para eleger, por voto direto, o presidente e o vice-presidente do colegiado.

Atualmente existem 14 comissões permanentes na CLDF, confira a lista clicando aqui.

As temporárias têm a finalidade de abordar um assunto específico e funcionam por prazo determinado, encerrando suas atividades ao cumprirem seu objetivo, ao fim do prazo estipulado ou ao término da legislatura. Elas podem ser Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), Comissões Especiais ou Comissões de Representação.

O que acontece em uma comissão?
Os projetos de lei são encaminhados para as comissões de acordo com seus temas. O presidente do colegiado então designa um dos membros para ser relator do projeto e emitir um parecer. Durante as reuniões, os demais deputados discutem o parecer do relator e podem propor emendas ou pedir mais tempo de análise. 

Após o debate, o parecer é votado: se aprovado, o projeto segue para uma outra comissão ou para o Plenário. Em alguns casos, as comissões têm poder conclusivo, o que permite aprovar o projeto sem a necessidade de votação no Plenário.

Fonte: Agência CLDF

Entenda o processo de criação das leis distritais

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Plenário é a maior instância da CLDF, onde deputados distritais votam os textos finais de projetos de lei

O processo da criação de uma lei no Distrito Federal envolve etapas como proposição, análise, votação e sanção, divididas entre Poder Legislativo e Poder Executivo.

Tudo começa com a iniciativa (ou proposta) que pode partir de deputados distritais, do governador do Distrito Federal, do Tribunal de Contas (TCDF), do Ministério Público, ou por iniciativa popular (com assinatura de 1% do eleitorado local). As propostas de origem do Executivo têm sua elaboração técnica coordenada pela Casa Civil do Distrito Federal, órgão responsável por garantir a adequação do texto à legislação e articular sua tramitação junto à Câmara Legislativa (CLDF).

Após a elaboração técnica, a proposta passa por comissões temáticas na Câmara Legislativa, nas quais se inicia a fase de discussão e deliberação, recebendo pareceres jurídicos e técnicos. É durante a tramitação — nas comissões ou no Plenário — que a maioria dos projetos recebe emendas e sofre alterações em seu texto original. É apenas no final das tramitações das comissões que a proposta é colocada em votação.

Em seguida, segue para o Plenário, onde os deputados distritais votam o texto, respeitando o quórum exigido para cada tipo de proposta. Se aprovada, segue para análise do governador do Distrito Federal. O governador tem poder de sancionar (aprovar) ou vetar (reprovar) totalmente ou parcialmente. O governador só pode vetar uma lei em duas hipóteses: quando é contrária ao interesse público ou incompatível com o ordenamento jurídico. É a sanção do governador que transforma a proposta em norma.

Havendo sanção, o projeto é encaminhado para publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Somente após a publicação, a lei passa a ter validade. Em caso de veto, no entanto, ele retorna à Câmara Legislativa, onde deputados podem derrubá-lo por maioria absoluta.

Fonte: Agência CLDF

O que faz um deputado distrital?

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Funções de um deputado distrital incluem legislar e fiscalizar o Poder Executivo, além de exercer as atribuições administrativas da Câmara Legislativa

Um dos deveres da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é representar a população da Capital Federal e defender seus interesses por meio de seus 24 deputados, eleitos para mandatos de quatro anos. A CLDF exerce o papel de Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores simultaneamente.

As funções legislativas de um deputado distrital consistem na elaboração de leis sobre todos os assuntos definidos como de sua competência. Assim, os parlamentares apresentam projetos de lei, moções, emendas aos projetos de lei, aprovam ou rejeitam projetos próprios ou de outros Poderes e aprovam ou rejeitam vetos do governador.

Os deputados também exercem funções administrativas para organizar seus serviços internos, como: composição da Mesa Diretora, comissões e bancadas; aprovação do regimento interno; direção da estrutura interna; transformar ou extinguir cargos, fixar remunerações e subsídios.

Os distritais são responsáveis pela fiscalização financeira, orçamentária, contábil, operacional e patrimonial dos atos do Poder Executivo. Podem apresentar requerimentos de informação da administração pública, convocar autoridades, dirigentes e servidores para prestar esclarecimentos, criar Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) e realizar vistorias e inspeções nos órgãos públicos.

Fonte: Agência CLDF

Receita libera consulta ao último lote de restituição do IR 2026

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A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto e último lote de restituição do imposto de Renda 2026. Um total de R$ 1,24 bilhão será pago a 521.935 contribuintes. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Do total de R$ 1,24 bilhão desse lote, R$ 704,12 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

•    338.912 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);

•    86.873 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);

•    43.502 contribuintes não prioritários

•    26.769 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);

•    16.850 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);

•    9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Menos lotes

Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

Os dois primeiros lotes de 2026, de maio e de junho, representaram 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Segundo o Fisco,  a agilidade no processamento das declarações e no avanço das ferramentas de modernização e automação permitiram a concentração dos pagamentos nos dois primeiros lotes.

Pagamento

O pagamento será feito em 31 de agosto, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Fonte: Agência Brasil

Fim da 1ª fase do Brasileirão A1: Fla goleia Galo e passa em 5º lugar

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Em duelo que teve transmissão ao vivo da TV Brasil, o Flamengo goleou o Atlético-MG por 4 a 1 neste sábado (22), no estádio Luso-Brasileiro, e se classificou às quartas de final do Campeonato Brasileiro Feminino A1 na 5ª posição.

As adversárias das Meninas da Gávea na próxima fase serão as Guerreiras Grenás da Ferroviária. A equipe mineira, que já estava eliminada, fechou a competição na 13ª posição.

O destaque da partida foi a meio-campo Djeni, que marcou os dois primeiros gols do Rubro-Negro. Kaylane fez o terceiro ainda no primeiro tempo e Fernanda, no segundo tempo, ampliou para o Flamengo. No fim, um gol contra de Núbia diminuiu o placar para o Galo.

O adversário do Fla na próxima fase, a Ferroviária, já estava classificado, mas teve papel decisivo na última rodada ao eliminar qualquer chance de classificação do Fluminense com um gol de falta de Micaelly, aos 47 minutos do segundo tempo, empatando o duelo em 1 a 1.

A vitória fora de casa – alcançada com um gol de Sochor no primeiro tempo – estava classificando a equipe tricolor, que terminou na 11ª colocação, com 26 pontos .

Quem também não conseguiu a classificação às quartas de final foi o Internacional. A vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians, fora de casa, não foi suficiente, já que o rival Grêmio venceu o Botafogo por 1 a 0 e levou a oitava e última vaga no desempate pelo saldo de gols (sete contra quatro).

Ambas as equipes somaram 27 pontos. A derrota das Brabas as tirou da primeira posição, já que o São Paulo venceu o Mixto por 1 a 0 e somou 41 pontos ao fim da primeira fase, três a mais que o Timão.

O Botafogo terminou na última posição, com apenas cinco pontos somados e foi rebaixado à Série A2 junto com o Vitória, derrotado pelo Santos em casa por 2 a 1. A equipe baiana fez os mesmos sete pontos que o América-MG, que mesmo com a derrota para o Bragantino por 2 a 1, escapou da degola por ter um saldo de gols melhor que o do Vitória. 

Próxima fase

Os duelos da próxima fase, que ainda não têm data definida, estão confirmados: o São Paulo, que fez a melhor campanha da fase inicial, encara o Grêmio, que terminou em oitavo.

O Corinthians (2º) enfrenta o Cruzeiro (7º), o Palmeiras (3º) mede forças com o Bahia (6º) e a Ferroviária (4ª) será a adversária do Flamengo (5º). Daqui em diante, todos os confrontos serão em dois jogos, com a primeira partida na casa do time de pior campanha e o duelo de volta com o mando da equipe que realizou campanha melhor.

Fonte: Agência Brasil

Opção pelo Simples Nacional para 2027 é antecipada para setembro

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As micro e pequenas empresas devem estar atentas. Com as novas regras estabelecidas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), o calendário de adesão ao Simples Nacional foi antecipado em quatro meses.

As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido de 1º a 30 de setembro de 2026. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano. 

A alteração foi regulamentada por resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), editada em abril. As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo.

O que muda

A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027.

Os principais prazos são:

  • 1º a 30 de setembro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027;
  • 1º de janeiro de 2027: início dos efeitos da opção;
  • até 30 de novembro de 2026: prazo para desistir da opção feita em setembro;
  • 1º a 31 de março de 2027: nova oportunidade para escolher o recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos no segundo semestre.

Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário.

IBS e CBS

Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular.

Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deverá ser feita em setembro de 2026 e terá validade de janeiro a junho.

Quem não fizer a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples.

A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.

A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.

Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como:

  • perfil dos clientes;
  • cadeia de fornecedores;
  • possibilidade de geração e aproveitamento de créditos;
  • formação de preços;
  • impacto dos novos tributos no fluxo financeiro.

Empresas já optantes

Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime.

Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa durante setembro de 2026 para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027.

As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção.

Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido.

Abertura no fim do ano

As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica.

Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.

A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027.

Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026.

Prazo para desistir

A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência.

Quem fizer o pedido em setembro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026.

O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027.

A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação.

Regra do MEI

A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao Microempreendedor Individual (MEI).

Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês.

Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais.

NFS-e nacional

Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional.

A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026.

O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais.

Entre as providências recomendadas estão:

  • testar a emissão das notas;
  • verificar a integração com sistemas de gestão;
  • conferir a parametrização dos dados fiscais;
  • preparar os procedimentos internos antes do início da obrigatoriedade.

Informações socioeconômicas

A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas.

A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março.

A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário.

Planejamento para 2027

Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária.

A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes.

Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027.

Fonte: Agência Brasil

Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais

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No próximo dia 4 de outubro, o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, pessoa mais velha da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), fará o caminho até a escola em que vai votar em uma companhia especial. 

Ele estará com a neta, a estudante Thauany Silva, de 16 anos, que terá a primeira experiência na urna. Ambos estão muito ansiosos pela data e com os títulos bem guardados em suas carteiras. “Sempre votei e vou votar de novo”, diz o agricultor.
 


Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família
Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família

Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família

Thauany ficou tão empolgada com o primeiro voto que, assim que completou 16 anos em abril, foi com a mãe, Mayara, até o centro da cidade para fazer valer os direitos de cidadã. 

Dobro de eleitores

Nas eleições de 2026, o número de eleitores que se identificaram como quilombolas praticamente dobrou em relação ao pleito de 2024, segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eram 95.409 pessoas nas eleições municipais e subiu para para 188.371 em 2026. Em Goiás, onde a família deles vota, o número de quilombolas eleitores subiu de 3.625 para 5.394

Mayara Silva, de 36, mãe de Thauany, afirma que ensina aos filhos que é necessário acompanhar as decisões políticas porque interferem diariamente no dia a dia da sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, diz. 

A adolescente ficou muito feliz quando recebeu o título provisório de eleitora em mãos.  “Quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”, argumenta. 

“Até o ar que a gente respira”

O sentimento de querer participar do dia importante da democracia também encanta a universitária de direito Franciele Silva, de 27 anos. Ela, que é nascida e criada na comunidade de Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA), explica que tem o título de eleitor desde os 18 anos.

“Eu tinha muita curiosidade sobre como era votar. Até o ar que a gente respira tem a ver com política. Minha mãe sempre me ensinou a lutar pelos meus direitos e da minha comunidade”, enfatiza. Franciele, desde que começou a estudar direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou a trazer ainda mais informações para a comunidade sobre caminhos para a defesa do seu território. “Votar é fundamental”. 
 


Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: acervo de família
Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: acervo de família

Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: Acervo de família

Inclusive, no Nordeste, há maior quantidade de quilombolas eleitores do país. Em 2024, eram 51.633 pessoas e, em 2026, serão 95.901. Segundo o TSE, a região tem mais da metade do eleitorado quilombola do país.

Mais visibilidade

O crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais tem relação com a ampliação da visibilidade e da conscientização política nos territórios, segundo avalia a professora Bia Nunes. Ela é pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

“Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias.” Ela diz que, o engajamento de eleitores quilombolas ocorre a partir de conscientização e letramento sobre o papel que os quilombolas realizam pela natureza como guardiões da floresta. “Entender, por exemplo, a importância que os territórios têm para a biodiversidade. É o trabalho que os quilombolas sempre fizeram e fazem”, acrescenta. 
 


Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: Arquivo pessoal
Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: Arquivo pessoal

Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: arquivo pessoal

Bia Nunes diz que a reivindicação de políticas públicas leva em conta o papel que as comunidades têm para a coletividade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”.  

A representante da entidade ressalta ainda que a população quilombola tem entendido que deve exigir dos governantes comprometimento com a proteção das pessoas e avanço das titulações de territórios quilombolas pelo país. Para isso, o engajamento dos mais jovens torna-se um caminho essencial.  

Bia Nunes defende mais campanhas por parte do Estado brasileiro para o estímulo de eleitores e candidatos quilombolas. Inclusive, ainda há um contexto de vulnerabilidade, formado por pressões e ameaças de violências. “Eu mesmo sou uma pessoa que estou no programa de proteção porque, no ano de 2020, eu sofri uma ameaça contra a minha vida (quando era candidata)”.

Consciência política

A conscientização política da comunidade quilombola tem diferentes caminhos, como explica o educador de alfabetização financeira Rafael Costa, de 32 anos, da comunidade Mesquita, da Cidade Ocidental (GO). Ele avalia que há um crescimento de interesse por temas temas relacionados à participação e à representatividade política. 

“Quanto mais as pessoas se informam, mais pesquisam, estudam e passam a ter mais noção da necessidade de políticas públicas, por exemplo”, contextualiza. 
 


 Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal
 Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal

Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal

Rafael Costa avalia que as comunidades, que cresceram com espírito de cooperação e altruísmo, precisam estar atentas para evitar golpes financeiros e desinformação. “A partir do momento que se conscientizam sobre seu modo de vida e de produção, começam também a desenvolver maior consciência política”, argumenta.

 Há, segundo o educador financeiro, engajamento e politização dos jovens adultos sobre participação política para se defender da desinformação que ameaça territórios.  “A comunidade está cada vez mais se fortalecendo politicamente”.


Fonte: Agência Brasil

Vasco e Minas Brasília garantem vaga na Série A1 em 2027

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Ao mesmo tempo em que o Brasileirão Feminino A1 fechou sua primeira fase, definindo os classificados ao mata-mata e Vitória e Botafogo como os rebaixados à segunda divisão, a Série A2 está prestes a decidir os quatro times que sobem para 2027 (serão 20 clubes na divisão principal do futebol feminino).

Os dois primeiros times a garantir a ascensão neste sábado (22) foram Vasco e Minas Brasília, que eliminaram Taubaté e Ação-MT, respectivamente.

Em São Januário, o Vasco assegurou o retorno ao Brasileirão A1, que não disputa desde 2016, ao bater o Taubaté pela segunda vez, agora pelo placar de 2 a 1, com dois gols de Lourdes, artilheira da competição com 11 gols. Alessandra descontou para a equipe paulista. O time carioca alcança o segundo acesso consecutivo, já que estava na 3ª divisão em 2024.

Já o Minas Brasília repetiu o placar do jogo de ida e venceu novamente o Ação do Mato Grosso por 1 a 0, com gol de Rafaela, no estádio Valmir Bezerra, no Gama, no Distrito Federal.

Tanto Vasco quanto Minas Brasília seguem na disputa pelo título, mas com o principal objetivo já assegurado.

Neste domingo, as outras duas vagas saírão dos confrontos entre Itabirito e Sport (0 a 0 no jogo de ida), em Sete Lagoas, em Minas Gerais e Atlético-PI contra 3B da Amazônia, em Teresina, depois da vitória do clube piauiense fora de casa por 2 a 0. 


Fonte: Agência Brasil