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Comissão de Segurança aprova seis medidas para reforçar a prevenção de crimes no DF

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A Comissão de Segurança (CS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira (8), seis projetos de lei que visam ampliar a segurança em espaços públicos e estabelecimentos comerciais. A reunião contou com a presença dos deputados Iolando (MDB), João Cardoso (PL) e Doutora Jane (Republicanos).

As propostas aprovadas abrangem desde o monitoramento em transportes por aplicativo até a regulação da comercialização de uniformes das forças de segurança.

Entre os destaques está o PL 1591/2025, de autoria do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), que torna obrigatória a instalação de câmeras de videomonitoramento em veículos de transporte por aplicativo. A medida exige que os equipamentos capturem imagens e áudio, com armazenamento de pelo menos 30 dias, visando proteger motoristas e passageiros contra crimes como roubos e abusos.

 

Foto: Carlos Gandra / Agência CLDF

Para melhorar a segurança nos postos de combustíveis, foi aprovado o PL 541/2023, do deputado Rogério Morro da Cruz (PSD). O projeto estabelece a instalação do “botão do pânico”, um dispositivo eletrônico conectado diretamente à Polícia Militar para resposta rápida em situações de perigo. O autor justifica a medida pela vulnerabilidade de frentistas e clientes, especialmente no período noturno.

 

Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

A comissão também deu parecer favorável ao PL 1864/2025, de autoria do Poder Executivo, que restringe a confecção e venda de uniformes e insígnias das forças de segurança, como Polícia Militar e Polícia Civil, apenas a empresas cadastradas na Secretaria de Segurança Pública. O objetivo é evitar que itens oficiais sejam usados por criminosos para simular autoridade.

Já o PL 1657/2025, de autoria do deputado Rogério Morro da Cruz, regula o funcionamento de lojas de compra, venda e reparo de celulares. Os estabelecimentos deverão exigir nota fiscal e conferir o código IMEI dos aparelhos para coibir o comércio de dispositivos de origem ilícita, como roubos e furtos.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A comissão aprovou também o PL 1893/2021, do deputado Chico Vigilante (PT), que obriga a manutenção de vigilantes e filmagem ininterrupta em áreas de caixas eletrônicos no Distrito Federal.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Por fim, o colegiado aprovou o PL 743/2023, do deputado Hermeto (MDB), que trata do funcionamento de entidades de tiro desportivo. O projeto foi aprovado com uma emenda do deputado João Cardoso, que garante a manutenção do distanciamento mínimo entre esses estabelecimentos e escolas, além de exigir barreiras acústicas para preservar o sossego das áreas vizinhas.

Os projetos seguem agora para análise em outras comissões temáticas da Câmara Legislativa.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Fonte: Agência CLDF

Comissão de Segurança aprova projetos de proteção a mulheres e grupos vulneráveis

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Em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira (8), a Comissão de Segurança (CS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou oito projetos de lei voltados à segurança de mulheres, crianças e pessoas com deficiência.

Na reunião, que contou com a presença dos deputados Iolando (MDB), João Cardoso (PL) e Doutora Jane (Republicanos), foram aprovadas propostas que buscam desde a humanização do atendimento policial até o combate ao recrutamento de jovens pelo crime organizado.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

No campo da proteção à mulher, um dos destaques aprovados foi o PL 1182/2024, de autoria do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), que institui as Delegacias Móveis de Atendimento à Mulher. A iniciativa visa levar o suporte especializado da Polícia Civil diretamente às comunidades com maiores índices de violência, eliminando barreiras de deslocamento para o registro de ocorrências e solicitações de medidas protetivas.

Somando-se a essa medida, a comissão acatou o PL 1628/2025, do deputado Fábio Félix (PSOL), que obriga a implementação de um “botão de socorro” em aplicativos de transporte. O dispositivo enviará a localização em tempo real e os dados da viagem diretamente à Polícia Militar, oferecendo uma resposta rápida contra o assédio e a violência em trajetos urbanos.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A ressocialização e a dignidade das mulheres também foram pautadas pelo PL 1210/2024, proposto pelo deputado Wellington Luiz (MDB), que cria a Política Distrital de Apoio às Mulheres Encarceradas e Egressas. O projeto estabelece diretrizes para a humanização das penas e garante uma cota mínima de 5% para egressas em contratos de prestação de serviços da administração pública, combatendo a feminização da pobreza e o preconceito no mercado de trabalho.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

No mesmo sentido de proteção à integridade, o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) teve aprovado seu PL 1602/2025, que institui o protocolo do “Coração Azul” como símbolo silencioso de denúncia contra o tráfico de pessoas, permitindo que vítimas peçam socorro grafando o desenho na palma da mão.

 

Crianças e adolescentes

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A segurança de crianças e adolescentes recebeu atenção especial com a aprovação de três projetos de lei que tratam de medidas preventivas e de acolhimento. O PL 1564/2025, de autoria do deputado Hermeto (MDB), determina a criação de salas lúdicas e reservadas no Instituto Médico-Legal (IML) para o atendimento de menores, evitando que vítimas de violência sofram nova fragilização.

Já o PL 1230/2024, do deputado Wellington Luiz (MDB), foca na prevenção de abusos sexuais por meio de palestras educativas nas escolas, capacitando jovens a identificar e romper ciclos de violência.

Por fim, o PL 2016/2025, do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), estabelece uma política integrada para evitar o aliciamento de menores por organizações criminosas, priorizando a inclusão social e o fortalecimento de vínculos em áreas de vulnerabilidade.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A comissão aprovou ainda o PL 1311/2024, do deputado Wellington Luiz (MDB), que desobriga a realização de reconhecimento facial para pessoas com deficiência, autismo, TDAH e síndrome de Down em estabelecimentos do DF.

A medida reconhece que aparatos tecnológicos e abordagens invasivas podem atuar como gatilhos para crises sensoriais, garantindo a esses cidadãos um acesso livre de barreiras e mais respeitoso aos espaços públicos e privados.

Após o aval da Comissão de Segurança, os projetos seguem para tramitação nas demais comissões temáticas da Casa.

Fonte: Agência CLDF

Cessar-fogo frágil sugere que EUA preparam novo ataque contra Irã

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A fragilidade do acordo de cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos (EUA) e Irã, em meio a manutenção de grande mobilização de tropas estadunidenses no Oriente Médio, sugere que a trégua temporária serve para o Pentágono se preparar para um novo ataque massivo contra o Irã.

A avaliação é de especialistas em geopolítica e questões militares consultados pela Agência Brasil

O diretor do Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC), Rodolfo Queiroz Laterza, disse que o cessar-fogo, na forma como foi desenhado, sugere que a trégua é uma forma de Trump ganhar tempo.

“Estamos vendo é uma pausa operacional para finalidades de possível reabastecimento de munições e das unidades da Força Aérea norte-americana para um bombardeio massivo e/ou também um desembarque terrestre. Esse cessar-fogo é bastante precário”, disse o historiador de conflitos armados.

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O especialista em geopolítica destaca que a movimentação de aeronaves na região é “colossal”, com cerca de 500 aviões dos EUA em operação, cerca de um quarto da frota aérea militar do país. 

Rodolfo ainda vê uma logística “crescente” e a brigada da artilharia de Washington mobilizada.

“Isso não indica paralisia ou acordo. Os EUA têm um padrão para se retirar dos conflitos. Eles promovem uma operação de bombardeio massivo, para gerar uma verdadeira terra arrasada, declaram vitória e se retiram. Isso aconteceu antes, no Vietnã do Norte, em 1972”, explica Laterza.

A centésima onda de ataques do Irã, informada nesta quarta-feira (8), contra 25 alvos em Israel e outros países do Oriente Médio, incluindo a Arábia Saudita, reforça a fragilidade desse cessar-fogo, avaliou o diretor do GSEC.

O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que os EUA têm uma capacidade de produzir, por ano, cerca de 90 mísseis Tomahawk e cerca de 500 a 600 mísseis Patriot, o que indica um esgotamento desses armamentos.

“Só na primeira semana foram gastos 800 mísseis Patriot. Eles estão com estoques baixos. Esses mísseis também são fornecidos ao Reino Unido, Japão, Austrália, Canadá e outros países. Existe um problema de estoque muito grande e, por isso, os ataques iranianos estavam, cada vez mais, passando pelas defesas aéreas”, destacou.

Estudioso de Ásia, Teoria Militar e Defesa, Ramos também avalia que o cessar-fogo é uma pausa operacional para novo ataque massivo. 

Ele destacou que aviões C-130 estão levando mais munição para o Oriente Médio. Porém, para o especialista, os EUA não teriam condições de manter uma longa guerra.

“Eles estão muito desgastados. Só que podem fazer um mega ataque, proclamar vitória e tentar fazer com que o Irã ceda mais. Tentaram isso no Vietnã também”, recordou.

Ali Ramos avalia ainda que o Irã vem sendo pressionado por China e outros países para aceitar o cessar-fogo.

“A China fez pressão para o Irã aceitar. Os países do Golfo provavelmente também. Nesse cenário, o Irã está mirando uma nova realidade estratégica na região para se posicionar como um ator moderado. Acredito que por isso que o Irã aceitou”, disse.

Israel

O ataque massivo de Israel contra o Irã nesta quarta-feira busca implodir o ainda frágil e temporário acordo de cessar fogo entre EUA e Irã, avaliou Ali Ramos.

“Israel torpedeou todos os cessar-fogo até o momento na região, foi contra todos eles. Existe uma questão de sobrevivência na política doméstica israelense para [Benjamin] Netanyahu, que depende, por conta das acusações de corrupção contra ele, permanecer em guerra. Acredito que Israel vai fazer tudo para que essa guerra retorne”, completou.

O Irã ameaça romper o cessar-fogo devido aos ataques de Israel contra o Líbano. Teerã exige que o cessar-fogo seja em todas as frentes de batalha. 

Em entrevista à PBS News, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Líbano não faz parte do acordo “por causa do Hezbollah”.

Fonte: Agência Brasil

Galípolo pede aprovação de PEC que prevê mais autonomia para o BC

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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, pediu aos senadores que aprovem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que confere mais autonomia técnica, orçamentária e financeira à instituição.

“Desde a minha sabatina [em outubro de 2024], eu já pedi apoio, ajuda e, agora, estou pedindo socorro”, disse Galípolo ao depor, nesta quarta-feira (8), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, do Senado, criada para apurar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil.

Segundo Galípolo, o BC está funcionando quase no limite de sua capacidade operacional, dependendo “do senso de responsabilidade dos servidores públicos” e com dificuldades para contratar pessoal e investir em novas tecnologias.

“Precisamos de recursos”, reivindicou, vinculando a adequada execução das tarefas a cargo do BC (entre elas, o controle da inflação e a fiscalização do sistema financeiro) a redefinição da autonomia da instituição.

“Às vezes, a palavra autonomia é mal compreendida. De maneira nenhuma o BC quer se eximir da responsabilidade de prestar contas sobre qualquer centavo que gastar. Quanto mais instituições houver para o BC prestar contas, melhor […] mas precisamos ter os recursos adequados para desempenhar nossas funções e avançarmos com inovações jurídicas que, olhando para a jurisdição internacional, já estão atrasadas”, argumentou Galípolo.

De acordo com o executivo, atualmente cerca de 3,4 mil dos 6.470 cargos do BC previstos em lei estão ocupados. “O BC dos Estados Unidos, o Federal Reserve, tem 23 mil servidores. O da Índia tem 13 mil”, comparou a fim de evidenciar o subdimensionamento da instituição brasileira.

Para Galípolo, nas atuais circunstâncias, é quase impossível o BC supervisionar adequadamente o ecossistema financeiro e, ainda, contribuir com iniciativas de combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado, que, segundo ele, “encontra dinheiro para adquirir novas tecnologias e maneiras de burlar o sistema”.

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PEC

A PEC nº 65 visa a alterar a Constituição Federal, estabelecendo um novo regime jurídico para o Banco Central, conferindo-lhe autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira. 

A proposta também define que o Banco Central será organizado como uma empresa pública com poder de polícia, incluindo regulação, supervisão e resolução, e estabelece a supervisão do Congresso Nacional sobre suas atividades.

O texto que tramita no Senado prevê que, se aprovada, a proposta eximirá o BC da subordinação a ministérios ou outros órgãos da administração pública, de forma a torná-lo mais eficiente e independente.

Fonte: Agência Brasil

Governo envia esta semana PL sobre fim da escala 6×1

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O governo federal enviará ao Congresso Nacional, ainda nesta semana, um projeto de lei (PL) que trata da redução de jornada semanal de trabalho sem redução de salários para o trabalhador. A informação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao canal ICL Notícias, nesta quarta-feira (8).

Ontem (7), entretanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que o debate ocorrera por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, atualmente, está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Embora tenha reconhecido a existência de outras propostas no Legislativo, o presidente Lula defendeu um texto próprio do governo para nortear a discussão.

Para o presidente, a melhoria das condições de trabalho, como o fim da escala de seis dias de trabalho e um de descanso (6×1), deveria ser consequência do aumento de produtividade do trabalhador diante dos avanços tecnológicos.

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Durante a entrevista, Lula resgatou sua experiência como metalúrgico para ilustrar como a automação aumentou os lucros das empresas sem necessariamente beneficiar quem está no chão de fábrica. Segundo ele, na empresa Villares, a introdução de máquinas permitiu que ele passasse de uma produção de 4 peças para 80 peças por dia.

“Aquele ganho nunca foi para mim, foi para a empresa. Nem a redução da jornada é possível?”, questionou, reafirmando que o aumento da produtividade, proporcionado pela tecnologia, já cobre os custos dessa transição.

Para o presidente, a mudança na escala de trabalho não é apenas uma questão econômica, mas de reeducação social e saúde mental. A proposta visa garantir que o trabalhador tenha mais tempo para lazer, educação e para as responsabilidades domésticas e familiares.

“As pessoas precisam de mais descanso, mais lazer. A gente tem que reeducar o cara que trabalha, para que ele volte para casa e compartilhe com a companheira dele os afazeres de casa”, disse Lula.

Apesar da defesa pela redução da jornada, o presidente disse que a lei deve ter brechas para permitir adaptações para diferentes setores da economia através de negociações coletivas. “Se tiver uma ou outra categoria que seja prejudicada, faz acordo. Nós não vamos proibir o sindicato de fazer acordo”, disse.

PECs

Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho é de até oito horas diárias e até 44 horas semanais. Lula não informou os termos do PL que o governo enviará sobre o assunto.

Hoje, a CCJ analisa os textos das PECs apresentadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A expectativa é que o colegiado analise a admissibilidade da matéria na próxima semana.

O primeiro texto estabelece a escala 4×3, de quatro dias de trabalho e três de descanso e limita a duração do trabalho normal a oito horas diárias e 36 horas semanais. Ele ainda faculta a compensação de horas e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

A segunda proposta também reduz a jornada de trabalho para oito horas diárias e 36 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, nos mesmos termos da proposta anterior. A matéria, entretanto, não trata da escala de dias de trabalho e prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.

Fonte: Agência Brasil

Incêndio não atinge pista do Velódromo Olímpico no Rio

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A avaliação preliminar da equipe técnica da prefeitura do Rio e da direção da Confederação Brasileira de Ciclismo indica que não houve qualquer impacto à pista do Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, zona sudoeste, atingido por um incêndio na madrugada desta quarta-feira (8).

O Rio Museu Olímpico, que fica no local, está praticamente preservado. Instalado em uma área de aproximadamente 1,7 mil metros quadrados, o espaço homenageia os Jogos de 2016 e reúne acervo de cerca de 1 mil peças, distribuídas em 13 áreas temáticas, com cerca de 80 experiências interativas e atividades.

O prefeito Eduardo Cavaliere explicou que uma pequena área do Rio Museu Olímpico foi atingida e será reformada. “O acervo não foi atingido, está completamente preservado. Além disso, todos os itens e equipamentos do museu têm seguro. Os engenheiros da prefeitura já estão avaliando os eventuais danos, mas a estrutura do Velódromo está preservada, e a pista está intacta.”

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio segue controlado. Ainda há alguns focos, e as equipes continuam trabalhando.

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Além do museu, o Velódromo Olímpico é um equipamento ativo, com funcionamento contínuo e oferta regular de atividades esportivas e culturais gratuitas para a população.

Segundo a prefeitura, mensalmente, cerca de 2 mil pessoas participam das atividades no local. Ao todo, o espaço atende aproximadamente 4.280 pessoas, a partir dos seis anos de idade, distribuídas em 33 modalidades esportivas e de lazer, como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu, judô, beach tennis e handebol.

O Velódromo também mantém convênios com entidades esportivas de alto rendimento, como as confederações brasileiras de ciclismo, esgrima e levantamento de peso, além da federação de ginástica do Estado do Rio de Janeiro, permitindo que atletas das seleções utilizem o espaço para treinamentos.

Confira mais informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

STF inicia julgamento sobre eleições para mandato-tampão no Rio

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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou há pouco o julgamento que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas. A sessão é transmitida pela TV Justiça.

A Corte julga ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições populares para o comando interino do estado, e não votação indireta, por meio dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.

Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. O ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril. 

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A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada. 

O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde então, o estado não tem vice-governador. 

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo.

Antes da decisão, Bacellar também foi afastado da presidência da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado no caso que envolve o ex-deputado TH Joias. 

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado. 

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Profissionais da educação pública do Rio fazem paralisação na quinta

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Professores e funcionários administrativos das redes municipal e estadual de educação do Rio de Janeiro marcaram para esta quinta-feira (9) uma paralisação de 24 horas. Os profissionais reclamam das perdas salariais dos últimos anos e cobram reajuste.

Profissionais da rede municipal da capital marcaram assembleia para as 14h na Cinelândia, seguida de ato público.

A categoria diz que seria necessário recompor em 24,07% as perdas salariais desde 2019. O cálculo leva em conta o estudo do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Além do reajuste, as principais reivindicações são:

  • Fim da minutagem (mais horas-aula trabalhadas sem a devida remuneração)
  • Pagamento para todos do Acordo de Resultados 2024 (14º salário)
  • Pagamento, em cumprimento da lei, do piso nacional no vencimento inicial da carreira das Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs)
  • Descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia
  • Reajuste do Vale Refeição
  • Fim da prioridade aos profissionais terceirizados nas remoções na rede municipal

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Estado

Profissionais da rede estadual farão uma assembleia às 10h no Clube de Engenharia – Edifício Edison Passos, Avenida Rio Branco, nº 124, no Centro do Rio de Janeiro. Na sequência, está previsto um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No caso da categoria, o cálculo do Sepe-Dieese é de que o reajuste necessário sobre os salários de janeiro de 2026 teria de ser cerca de 56%.

Além disso, os profissionais cobram:

  • Cumprimento do acordo de recomposição feito entre a Alerj e o governo Castro, no final de 2021 — 26,5% como reposição das perdas de 2017 a 2021, divididas em três parcelas. Apenas a primeira parcela foi paga
  • Implementação do Piso Nacional do Magistério

Fonte: Agência Brasil

Comissão de Segurança aprova projetos de lei para prevenir violência nas escolas

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A Comissão de Segurança (CS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na tarde desta quarta-feira (8), cinco projetos de lei que estabelecem novos marcos regulatórios para a segurança e a convivência no ambiente escolar. A reunião extraordinária da comissão contou com a presença e votos favoráveis, relacionados aos projetos, dos deputados Iolando (MDB), João Cardoso (PL) e Doutora Jane (Republicanos). As propostas aprovadas detalham desde a organização administrativa de unidades de ensino até protocolos rígidos de intervenção em casos de violência. 

 

Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

O PL 1739/2025, de autoria do deputado Roosevelt (PL), estabelece as diretrizes para o modelo de escolas cívico-militares em gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação e a Secretaria de Segurança Pública. O texto define que a Secretaria de Educação cuidará da parte pedagógica, enquanto militares da reserva atuarão na gestão disciplinar e em atividades extracurriculares de formação ética e cívica. A proposta também oficializa o “Hino dos Colégios Cívico-Militares” e institui o dia 5 de setembro como data comemorativa do modelo. 

 

Andressa Anholete/ Agência CLDF

Dois projetos apresentados pelo deputado Iolando (MDB) focam na infraestrutura de proteção às escolas do DF. O PL 1828/2025 institui normas gerais de segurança, prevendo a criação de planos locais de segurança escolar, mediação de conflitos e maior presença preventiva da Polícia Militar nas unidades escolares. Já o PL 297/2023 foca no combate direto a ataques às escolas. A medida obriga a implantação de um aplicativo de “Botão de Alerta” nos celulares de professores e gestores. Quando acionado, o sistema desloca imediatamente equipes da PM e do SAMU para a unidade escolar. O projeto também proíbe o uso de armas de fogo por vigilantes dentro das escolas e exige a contratação de psicólogos para suporte emocional e prevenção de burnout.

 

Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

Para enfrentar a escalada de agressões contra profissionais da educação, a comissão aprovou o PL 1176/2024, de autoria do deputado Pastor Daniel de Castro (PP). O texto obriga a chefia imediata a acionar a Polícia Militar, em até três horas, após qualquer agressão física contra servidores da Secretaria de Educação. Além do registro da ocorrência e acompanhamento ao IML, o projeto assegura ao professor ameaçado o direito de solicitar troca de turno ou de unidade escolar para garantir sua integridade física.

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

De autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), o PL 602/2023 proíbe a execução de músicas que façam apologia ao crime, ao uso de drogas ou que contenham conteúdo sexual e linguajar obsceno em eventos escolares. O descumprimento pode gerar punições administrativas para gestores públicos e multas de R$ 1 mil a R$ 5 mil para instituições privadas, com os valores revertidos para programas de proteção à infância.

Todos os projetos aprovados pela Comissão de Segurança seguem tramitando nas comissões temáticas da Casa antes de serem levados para votação em plenário. 

Fonte: Agência CLDF

Concurso Público: CAS aprova isenção do pagamento de inscrição para mulheres em situação de vulnerabilidade

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa aprovou projeto de lei, nesta terça-feira (8), que garante isenção do pagamento da taxa de inscrição em concursos públicos para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O PL 1920/2025, de autoria do deputado João Cardoso (PL), assegura o benefício em concursos promovidos pela administração pública direta e indireta, incluindo autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista sob controle do GDF.

 

Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

O objetivo, segundo o parlamentar, é ampliar o acesso de mulheres em condições socioeconômicas desfavoráveis aos cargos e empregos públicos, reduzindo barreiras financeiras que dificultam a participação em certames. O texto aprovado, considera “em situação de vulnerabilidade” as mulheres chefes de família monoparental com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, chefes de família monoparental desempregadas ou inseridas no mercado informal, além das egressas do sistema prisional.

Para ter direito à isenção, a candidata deverá declarar sua condição no ato da inscrição e apresentar documentação comprobatória, conforme critérios a serem definidos nos editais. O projeto determina ainda que os editais dos concursos públicos promovidos no DF deverão conter cláusula expressa informando sobre o direito à isenção e as orientações para sua solicitação. A medida poderá ser acumulada com outras formas de isenção já previstas na legislação, como critérios socioeconômicos e políticas afirmativas específicas.

Para os integrantes da CAS, a proposta contribui para a promoção da igualdade material, ao enfrentar desigualdades estruturais que impactam de forma desproporcional as mulheres em situação de vulnerabilidade. “A taxa pode representar obstáculos concretos de mobilidade social. A isenção proposta amplia o acesso e a oportunidade de trabalho e renda para as mulheres, favorece acesso delas ao serviço público”, afirmou o relator Max Maciel (PSOL), ao comentar o merito da matéria.

O autor da lei, por sua vez, justifica que o PL 1920/2025 respeita a competência legislativa do Distrito Federal e reafirma seu compromisso com a justiça social, a inclusão e a igualdade de gênero.

Espécies invasoras

A CAS aprovou ainda o Projeto de Lei nº 1148/2024, de autoria do deputado Rogério Morro da Cruz (PSD), que estabelece regras para o controle, manejo e erradicação de espécies exóticas invasoras no Distrito Federal. A proposta cria um marco legal para prevenir impactos ambientais, econômicos e à saúde pública decorrentes da introdução e proliferação dessas espécies.

O texto define conceitos como espécies nativas, exóticas, introduzidas e invasoras, além de disciplinar ações de prevenção, controle e monitoramento. O projeto também incentiva parcerias com universidades, centros de pesquisa e organizações ambientais para aprimorar o monitoramento e as ações de manejo. Segundo Rogério Morro da Cruz, a iniciativa fortalece “a proteção da biodiversidade no DF e cria instrumentos concretos para enfrentar um dos principais fatores de degradação ambiental”. 
 
Conhecimento

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Também foi aprovado nesta terça o PL 995/2024, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), que “institui o Programa Distrital de instalação da Praça do Escritor em cada região administrativa no Distrito Federal”. 

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

PL 1508/2025, de autoria do Deputado Pepa (PP), igualmente aprovado, cria o “Programa Jovem Cientista do Distrito Federal, com o objetivo de incentivar a formação e o desenvolvimento de jovens talentos na área de ciência, tecnologia e inovação”.

Fonte: Agência CLDF