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Espanha repete feito do Brasil de 1958 em classificação sobre Áustria

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A Espanha segue na busca pelo segundo título de Copa do Mundo do país. Nesta quinta-feira (2), a Fúria (apelido da equipe ibérica) derrotou a Áustria por 3 a 0 em Los Angeles, e avançou às oitavas de final.

A classificação teve um marco histórico. Pela primeira vez em 68 anos, uma seleção iniciou um duelo eliminatório de Copa com dois atletas sub-20: o zagueiro Pau Cubarsi, de 19 anos, e o atacante Lamine Yamal, de 18. Eles repetiram o feito do Brasil campeão mundial em 1958, na Suécia, quando Pelé, aos 17 anos, e Mazolla, aos 19, foram titulares no jogo contra País de Gales pelas quartas de final.

Campeões em 2010, na África do Sul, os espanhóis voltam a jogar na segunda-feira (6), às 16h (horário de Brasília), em Dallas, também nos Estados Unidos. Eles enfrentam quem passar de Portugal e Croácia, que medem forças ainda nesta quinta, às 20h, em Toronto (Canadá).

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Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their third goal REUTERS/Lisi Niesner     TPX IMAGES OF THE DAY
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their third goal REUTERS/Lisi Niesner     TPX IMAGES OF THE DAY

 Oyarzabal balançou a rede duas vezes na vitória por 3 a 0 da Espanha sobre a Áustria  – Reuters/Lisi Niesner/Proibida reprodução

Domínio furioso

As seleções vieram alteradas em relação aos respectivos últimos compromissos. Do lado austríaco, foram três trocas na equipe que empatou por 3 a 3 com a Argélia. Na zaga, Stefan Posch (que também atua como lateral) Kevin Danso substituíram os “xarás” Philipp Lienhart e Phillipp Mwene – este último por uma lesão muscular. Na frente, o veterano Marko Arnautović, maior artilheiro da seleção alpina, deu lugar ao também atacante Michael Gregoritsch.

Na Espanha, o técnico Luis de la Fuente fez duas mudanças no time que venceu o Uruguai por 1 a 0 pela fase de grupos. Na lateral direita, Pedro Porro entrou no lugar de Marcos Llorente. No meio, Dani Olmo foi escalado na vaga de Mikel Merino.

O primeiro tempo foi de amplo domínio espanhol. Foram 11 chutes – sete dentro da área – contra apenas dois da Áustria. Yamal infernizou o lado esquerdo da defesa, colocou a bola duas vezes entre as pernas do meia Konrad Laimer, e quase ajudou a tirar o primeiro zero do placar, batendo escanteio. “Quase” porque o gol do lateral Marc Cucurella, aos 28 minutos, foi anulado por falta de Cubarsi no goleiro Alexander Schlager.

O arqueiro austríaco ainda salvaria duas finalizações, uma de Yamal e outra de Mikel Oyarzabal, até este último, aos 35, conseguir superar Schlager. Após cruzamento rasteiro de Cucurella pela esquerda, Oyarzabal completou de primeira, sem que o goleiro tivesse reação, abrindo o marcador em Los Angeles.

 

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Espanha liquida

A pressão não arrefeceu mesmo com a vantagem parcial. Aos 46, o atacante Álex Baena acertou o travessão em cobrança de falta. Na sobra, Yamal chutou forte e, mais uma vez, parou em Schlager.

O cenário se manteve na volta do intervalo, com a Espanha ocupando o campo da Áustria e pressionando em busca do gol. A insistência deu resultado aos 20 minutos. Na sobra de um chute travado de Olmo, Baena recebeu de Cucurella na esquerda e cruzou na medida para o lateral Pedro Porro aparecer na área livre e cabecear para as redes.

A Espanha ditava o ritmo da partida e acumulava oportunidades para aumentar a fatura. Aos 43, a parceira Cucurella-Oyarzabal funcionou novamente. O lateral avançou pela esquerda e lançou o atacante, que apareceu na área livre para, outra vez de primeira, definir o placar.



Fonte: Agência Brasil

Debaixo de muito calor, Brasil segue preparação para encarar Noruega

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Após pouco mais de um dia de folga, a preparação do Brasil para enfrentar a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo prosseguiu na manhã desta quinta-feira (2) no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, debaixo de muito calor.

A temperatura em Nova Jersey (Estados Unidos) estava em 34ºC no início da atividade, por volta das 12h (horário de Brasília – 11h local), com a umidade a 53% e sensação térmica de quase 40ºC. A previsão é que, no dia da partida, que também será realizada na cidade, às 17h (de Brasília – 16h local) os termômetros indiquem um cenário semelhante.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - July 2, 2026 Brazil coach Carlo Ancelotti during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - July 2, 2026 Brazil coach Carlo Ancelotti during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto

Ao longo dos 15 minutos de treino que a imprensa pôde acompanhar, o técnico Carlo Ancelotti conversou com os 23 convocados que foram a campo. Os jogadores se aqueceram e foram divididos em grupos para rodas de bobinho. A atividade foi fechada aos jornalistas ao término do exercício.

As ausências foram do meia Lucas Paquetá e dos atacantes Raphinha e Rayan. Este último, segundo a assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), foi apenas preservado para controle de carga e não preocupa. Também de acordo com a entidade, Raphinha ainda iria a campo, sem especificar se para treinar separado ou com o grupo.

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O camisa 11, vale lembrar, trata uma lesão no músculo posterior da coxa direita e está em processo de transição para o gramado desde segunda-feira (29). Ele se contundiu durante o triunfo por 3 a 0 para cima do Haiti, no último dia 19 de junho, na Filadélfia (Estados Unidos). O substituto no time titular foi justamente Rayan.

O caso de Lucas Paquetá é mais preocupante. O meia teve diagnosticada uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, sofrida na vitória de segunda sobre o Japão, por 2 a 1, em Houston (Estados Unidos) e tem prazo indefinido para volta, podendo, inclusive, perder a sequência da Copa.

Até sábado (4), Ancelotti terá que definir o substituto de Lucas Paquetá na formação titular. Os principais nomes são o volante Danilo Santos e o atacante Endrick, opção utilizada pelo treinador no segundo tempo da partida contra o Japão.

Fonte: Agência Brasil

Brasil rebate EUA e diz que tarifaço prejudicaria empresas americanas

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Em documento enviado aos Estados Unidos (EUA), o governo brasileiro contestou a proposta de tarifaço de 25% contra produtos do Brasil sugerida pelo Representante Comercial dos EUA (USTR). O Itamaraty destacou que a medida prejudicaria as próprias empresas norte-americanas.

“Amplas tarifas sobre produtos brasileiros imporiam custos reais à economia dos EUA”, conclui documento de 29 páginas assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O ministro Vieira lembrou que 43 empresas e associações comerciais americanas solicitaram a exclusão de produtos de quaisquer tarifas, “enfatizando a ausência de substitutos nacionais e o risco de os custos serem repassados aos consumidores e indústrias dos EUA”.

“Os participantes do mercado esperam que uma ampla implementação de tarifas prejudique, em vez de promover, os interesses econômicos dos EUA”, diz o documento.

O Brasil ainda contestou a afirmação do USTR de que o Pix discrimina empresas dos EUA; defendeu decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) usadas para sustentar suposto prejuízo às empresas estadunidenses; além de argumentar que o tarifaço, caso adotado, não vai funcionar para reverter políticas brasileiras.

Publicado em junho, o relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump sobre supostas práticas “desleais” do Brasil no comércio, baseado na Seção 301 da legislação dos EUA.

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A resposta oficial do Brasil ao USTR, enviada nessa quarta-feira (1º), afirma que a tarifa proposta corre o risco de minar, em vez de incentivar, o diálogo entre os países.

“Isso oneraria uma relação bilateral de comércio e investimento que é claramente importante para ambos os lados, ao mesmo tempo que reduziria o espaço para o diálogo mais capaz de produzir resultados práticos”, afirmou.

Para o governo brasileiro, a ameaça do tarifaço foi politizada por autoridades dos EUA mirando as eleições de outubro no Brasil, usando esse processo como forma de interferir na escolha dos eleitores brasileiros.
 


U.S. President Donald Trump delivers remarks in the Memorial Amphitheater during a Memorial Day event at Arlington National Cemetery, Arlington, Virginia, U.S., May 25, 2026. REUTERS/Nathan Howard
U.S. President Donald Trump delivers remarks in the Memorial Amphitheater during a Memorial Day event at Arlington National Cemetery, Arlington, Virginia, U.S., May 25, 2026. REUTERS/Nathan Howard

Supostas práticas “desleais” do Brasil no comércio motivaram investigação do governo de Donald Trump – Foto: Reuters/Nathan Howard/ Proibido reprodução

Defesa do Pix

O documento enviado pelo Itamaraty defende o Pix, rebatendo os argumentos do USTR de que o mecanismo discrimina empresas dos EUA. O texto lembra que o Google Pay Brasil e a Visa, empresas dos EUA, atuam dentro do Pix.

“Esses fatos contradizem diretamente a sugestão de que o Pix opera como um campeão nacional fechado do qual as empresas americanas são excluídas ou ao qual são submetidas em termos discriminatórios”, escreveu o governo.

A resposta do Brasil lembrou ainda que os EUA também desenvolveram uma infraestrutura pública de pagamentos, o FedNow, criado pelo Banco Central do país norte-americano, o Federal Reserve.

O ataque ao Pix por parte das autoridades estadunidenses é visto como uma reação ao mecanismo gratuito de pagamentos que prejudicaram empresas dos EUA como MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay, que cobram pelo mesmo serviço que o Pix oferece gratuitamente.

Decisões do STF

O relatório do USTR também usou decisões pontuais do Supremo Tribunal Federal (STF) contra plataformas digitais sediadas nos EUA para sustentar a afirmação de que o Brasil estaria “discriminando” empresas norte-americanas.

“Qualquer alegação de irrazoabilidade a esse respeito é totalmente infundada, visto que o USTR sequer identifica, muito menos analisa, os fundamentos e o raciocínio articulados pelos juízes brasileiros ao ordenarem a restrição de conteúdo digital”, diz o documento enviado pelo Itamaraty.

O ministro Mauro Vieira rebateu a afirmação de que as decisões do STF seriam “secretas”, como diz o USTR, destacando que a confidencialidade de processos judiciais é uma necessidade para manter a integridade das investigações.

Ainda segundo Vieira, o USTR não identificou qualquer norma na legislação brasileira que imponha um restrições a plataformas estrangeiras ou de propriedade dos EUA.

“Empresas que atuam em qualquer grande mercado estrangeiro podem ser obrigadas a cumprir as determinações legais internas e sofrer penalidades caso não o façam. Isso é uma consequência comum de operar sob a jurisdição de outro país soberano”, afirma.

México, Índia e corrupção

O governo brasileiro ainda refutou os argumentos usados para justificar o tarifaço contra o Brasil envolvendo combate a corrupção, desmatamento ilegal, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol brasileiro e os acordos entre Brasil e o México e a Índia.

O Brasil sustentou que os acordos comerciais com México e Índia foram negociados em conformidade com as regras do comércio global.

“A Seção 301 não autoriza os Estados Unidos a tratar acordos legais preferenciais como “irrazoáveis” simplesmente porque os Estados Unidos prefeririam não enfrentar a concorrência dos beneficiários desses acordos no mercado brasileiro”, diz o documento.

Mauro Vieira ainda citou observações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne países desenvolvidos, para defender que o Brasil tem um robusto sistema de combate à corrupção.

“As avaliações das organizações internacionais relevantes corroboram o histórico de aplicação da lei no Brasil e contradizem diretamente a caracterização de falha sistêmica feita pelo USTR”, diz o relatório.

Mercado de etanol

O USTR aponta que o declínio das exportações de etanol dos EUA para o Brasil e o acesso do etanol brasileiro ao mercado dos EUA seriam “evidências” de que as políticas e práticas do Brasil oneram ou restringem o comércio dos EUA.

“A tarifa [sobre o etanol] se aplica igualmente a todos os países que não se beneficiam de um acordo preferencial e, portanto, não discrimina os EUA”, justificou o governo brasileiro.

Desmatamento ilegal

Sobre o desmatamento ilegal, o Itamaraty lembrou que o atual governo vem aumentando os gastos com monitoramento e combate aos crimes ambientais, destacando o país é reconhecimento internacionalmente por uma legislação ambiental rígida.

“O USTR reconhece expressamente que o Brasil possui um arcabouço legal para o combate ao desmatamento ilegal e reconhece que o Brasil adotou recentemente medidas para aprimorar a fiscalização, incluindo investimentos em tecnologia e outras medidas relacionadas à aplicação da lei”, diz.

Fonte: Agência Brasil

Brasil confirma nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas

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O governo brasileiro confirmou nesta quinta-feira (2) uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Após reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana.

Segundo nota divulgada pelo Mdic, o diálogo foi considerado “construtivo”, mas ainda será necessário mais tempo para detalhar propostas e reduzir divergências. A expectativa é promover um novo encontro ministerial antes de 15 de julho, prazo estabelecido pelo governo norte-americano para definir eventuais medidas comerciais.

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Diálogo mantido

Esta foi a quarta reunião de alto nível entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer. Os encontros anteriores ocorreram em 19 e 28 de maio e 13 de junho, além de sucessivas reuniões técnicas entre as equipes dos dois países.

De acordo com o ministério, as negociações cumprem a orientação definida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro ocorrido em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.

Temas em debate

As conversas abordaram os seis eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os temas discutidos estão:

  • comércio digital;
  • tarifas preferenciais;
  • combate à corrupção;
  • proteção à propriedade intelectual;
  • etanol;
  • desmatamento ilegal.

O governo brasileiro também apresentou argumentos para contestar críticas feitas por Washington em relação às políticas nacionais de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico e decisões judiciais brasileiras.

Corrida contra o prazo

Márcio Elias Rosa afirmou que o governo trabalha para alcançar um consenso antes do prazo final.

“Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho”, declarou o ministro, em evento no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, fatores externos têm dificultado o avanço das negociações.

“Toda vez que caminhamos positivamente surge um novo atropelo que precisamos superar.”

Críticas à politização

Sem citar nomes, Márcio Elias Rosa criticou brasileiros que, segundo ele, levam disputas políticas para uma negociação comercial. “Essas pessoas poluem o debate político, ou colocam num debate econômico comercial um debate político que não deveria estar”

O ministro também defendeu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e reiterou o compromisso do governo com o multilateralismo.

“Se o Brasil sair da mesa técnica, vai cair no equívoco daqueles que patrocinam o unilateralismo.”

Próximos passos

Ao fim do encontro, Brasil e Estados Unidos determinaram que as equipes técnicas voltem a se reunir no início da próxima semana para aprofundar as discussões e preparar um novo encontro de alto nível antes de 15 de julho.

No comunicado, o Mdic informou que ambos os governos reconheceram o caráter construtivo das negociações e a necessidade de ampliar o diálogo para aproximar posições sobre os temas em disputa.

Fonte: Agência Brasil

“Brasil não vai abandonar a mesa”, diz ministro sobre taxação dos EUA

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (2) que o Brasil corre contra o tempo e vai insistir na negociação com o governo dos Estados Unidos para evitar sofrer taxação extra de produtos brasileiros vendidos para os americanos.

Segundo Márcio Elias, o governo tem que trabalhar com muita firmeza, seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nunca abandone a mesa de negociação”, reproduziu a fala de Lula. “Quem defende o multilateralismo, como o Brasil, tem que saber lutar contra as barreiras que são impostas”, completou.

Márcio Elias, que assumiu a pasta em abril, após renúncia do vice-presidente e então ministro Geraldo Alckmin, passou a ser um dos nomes do governo na mesa de negociação com os americanos.

Nesta quinta-feira (2), ao lado de representantes do Ministério das Relações Exteriores e da assessoria especial da Presidência da República, ele participou de uma reunião virtual com a Representação Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

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Questões eleitoreiras

Após o encontro, ele conversou com jornalistas e manifestou preocupação com o prazo para se chegar a um acordo.

“O tempo corre contra porque o prazo é 15 de julho”, ressaltou, sobre o prazo para se iniciar a cobrança, acrescentando que algumas questões “poluem o debate”.

Perguntado sobre quais questões, ele respondeu, sem citar nomes, a articulação de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, aqui no Brasil e nos Estados Unidos.

“O exemplo pode ser também a publicação por quem estava nos Estados Unidos, um ex-deputado federal, se dizendo autor, patrocinador do tarifaço. Ao mesmo tempo, alguém aqui no Brasil celebrando nas redes sociais o fato de ter sido imposto”, citou.

A referência é aos filhos do ex-presidente, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Para o ministro, eles não são “capazes de causar algum alvoroço, mas poluem o debate político ou colocam no debate, que é econômico e comercial, um componente político que não deveria estar”.

“Não cabe na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”, afirmou.

As declarações de Márcio Elias foram após participar do 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Reunião de alto nível

O ministro chegou a atrasar o discurso dele no evento por causa da reunião com os americanos. Segundo ele, esta foi a quarta reunião de alto nível para tratar do tema com o governo estrangeiro. Houve outras oito de nível técnico.

Sobre a reunião virtual desta quinta-feira, o ministro Márcio Elias informou que foram tratados temas como a aproximação das polícias brasileiras e a americana “para combate ao crime organizado transnacional, lavagem de dinheiro e a questão de imigração”.

Também houve conversa sobre a atração de data centers (servidores digitais que processam e armazenam dados) e proteção de patentes. “O Brasil já atua no padrão internacional”, sustentou.

Entenda a ameaça de tarifas

A orientação da USTR para taxar o Brasil, divulgada no início de junho, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

O governo de Donald Trump acusa o Brasil de concorrência desleal no comércio internacional e cita o Pix como uma das práticas que prejudicariam empresas dos EUA. O Brasil rebatou a acusação.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, participou do encontro no BNDES e refutou outros motivos alegados para taxação, o desmatamento e o comércio ilegal de madeira.

Segundo ele, o desmatamento está controlado, e o país tem rede de rastreamento que impede exportação de madeira ilegal.

“O Ibama libera a exportação verificando toda essa cadeia de custódia, todo o processo regulamentado, registrado”, certificou Capobianco.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comentou sobre a carta pública enviada pelo secretário de Estado (equivale aos nossos ministros) americano, Marco Rubio, ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, no qual agradece o convite para colaborar com a equipe de transição de governo, em uma eventual vitória eleitoral em outubro.

“São informações do Estado brasileiro, de estratégia, de desenvolvimento, da defesa, de tecnologia, da área de energia”, listou.

“É uma afronta à soberania e aos interesses nacionais”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Operação da PF tem prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor

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A lista de alvos da quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal, inclui lideranças políticas, religiosas e da contravenção que atuam no estado do Rio de Janeiro.

Os alvos dos três mandatos de prisão são o contraventor do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar e o empresário e pastor Márcio Poncio. Além deles, o ex-deputado federal e filho do ex-governador Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral, teve contra si um mandado de busca e apreensão.

Em nota, a PF informou que a intenção desta fase da operação é aprofundar “a apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo chefe da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro”.

“As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema”, informou a corporação.

A defesa do contraventor rechaçou a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. “A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal”, concluiu a nota, assinada pelo advogado Ricardo Braga.

Conforme a Polícia Federal, as apurações começaram depois da apreensão de listas em poder do contraventor indicarem “a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.

A PF acrescentou que “as listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro”.

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Preso desde fevereiro

Adilsinho está preso desde fevereiro, quando foi encontrado em sua casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (Ficco/RJ) e da Polícia Civil do estado (PCERJ). A ação também contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF). Naquele momento, ele estava foragido da Justiça Federal e era procurado pela Justiça estadual.

 


26/02/2026 - Bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Foto: Polícia Civil RJ/Divulgação
26/02/2026 - Bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Foto: Polícia Civil RJ/Divulgação

Além de ser apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro e mandante de homicídios, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.

O contraventor teve outro pedido de prisão preventiva decretado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.

Com ele, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, o “Sem Alma”, e Jefferson Rodrigues da Silva, o “Jefe”.

O advogado Ricardo Braga disse à Agência Brasil que ainda não tem como responder sobre o desdobramento na Justiça do acúmulo de decretações de prisões contra o cliente. “Eu só consigo responder após ter acesso aos autos, que ainda não tenho”, pontuou.

Ex-presidente da Alerj

Preso no Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, na zona oeste da capital, Rodrigo Bacellar foi levado na manhã desta quinta-feira para a Superintendência da Polícia Federal, na região portuária do Rio.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense deve ser transferido para uma unidade do sistema penitenciário federal.

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/12/2025 - Presidente da Alerj, deputado estadual Rodrigo Bacellar. Foto: Thiago Lontra/ALERJ
Rio de Janeiro (RJ), 03/12/2025 - Presidente da Alerj, deputado estadual Rodrigo Bacellar. Foto: Thiago Lontra/ALERJ

A Agência Brasil enviou mensagem para a defesa de Bacellar, mas não teve resposta até o fechamento desta matéria.

O terceiro mandado de prisão foi para o pastor e empresário Márcio Poncio, preso também na manhã desta quinta-feira, em um flat na Praia da Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. A Agência Brasil também não conseguiu contato com a defesa do pastor.

Busca e apreensão

A defesa do ex-deputado Marco Antonio Cabral, alvo de mandato de busca e apreensão, negou envolvimento com organizações criminosas. Em nota, a advogada Patrícia Proetti afirmou que ele permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários

“Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita”.
 

Fonte: Agência Brasil

Polícia Civil do DF não indicia Bolsonaro no caso de arma apreendida

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A Polícia Civil do Distrito Federal encerrou nesta terça-feira (1°) o inquérito aberto para investigar o caso da arma de fogo apreendida com um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

No mês passado, a corporação começou a apurar o caso após o militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho ter sido parado em uma blitz, em Brasília, com uma arma do ex-presidente. Segundo o militar, o armamento seria levado para conserto.

O delegado Thiago Boeing, responsável pelo caso, decidiu não indiciar Bolsonaro. No entendimento do delegado, a arma pertence ao ex-presidente e está legalizada.

Boeing também ressaltou que o ex-presidente não estava proibido de ter o armamento em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar pela condenação no processo da trama golpista. 

“Analisando os elementos probatório produzidos nos autos, constata-se que Jair Messias Bolsonaro possuía o registro válido da arma de fogo, não havendo restrições conhecidas para que tivesse a arma regularmente registrada em sua residência. É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e a arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro. Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito”, escreveu o delegado. 

Contudo, Boeing entendeu que Estácio Leite deve responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. 

“Estácio Leite da Silva Filho possui o porte de arma de fogo para portar armas de fogo da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial, porém portava arma registrada em nome de terceiro, sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais do Estatuto do Desarmamento”, completou.

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PGR 

Após receber o relatório da Polícia Civil, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Bolsonaro se manifestem sobre as conclusões da investigação. 

Fonte: Agência Brasil

CLDF aprova reconhecimento do Esporte de Surdos como de relevante interesse desportivo e social

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De acordo com a Pnad 2018, cerca de 97 mil moradores do Distrito Federal possuíam algum grau de perda auditiva

Na última sessão deliberativa antes do recesso parlamentar, realizada na última terça-feira (30), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou o Projeto de Lei nº 666/2023, que reconhece o Esporte de Surdos (Surdodesporto) como de relevante interesse desportivo e social no Distrito Federal.

De autoria do deputado Rogério Morro da Cruz (PSD), a proposição foi aprovada por votação simbólica, em dois turnos e redação final, e segue para sanção ou veto do Poder Executivo. A proposta reconhece oficialmente a relevância do Surdodesporto no DF, com o objetivo de fortalecer a modalidade e incentivar a prática esportiva entre pessoas surdas e com deficiência auditiva.

A justificativa da matéria também utiliza dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pnad), segundo os quais cerca de 97 mil moradores do Distrito Federal possuíam algum grau de perda auditiva em 2018. Levantamento mais recente do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), referente a 2024, indica que esse número já supera 111 mil pessoas.

Segundo o projeto, o esporte desempenha papel importante na promoção da inclusão social e da cidadania, ao favorecer a socialização, o desenvolvimento físico e motor e a construção da autonomia das pessoas surdas. O texto também destaca que a prática esportiva contribui para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar desse público.

A proposição ressalta ainda que o reconhecimento busca valorizar os surdoatletas que representam o Distrito Federal e o Brasil em competições nacionais e internacionais, além de estimular a ampliação da prática esportiva entre pessoas com deficiência auditiva.

Fonte: Agência CLDF

Inscrições para Prova Nacional Docente terminam nesta sexta-feira

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Os interessados em se inscrever na Prova Nacional Docente (PND) de 2026 devem ficar atentos ao prazo final: às 23h59, desta sexta-feira (3).

O processo de inscrição deve ser feito exclusivamente pelo Sistema PND no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova.

Desde a última semana, o Ministério da Educação (MEC) tem enviado mensagens por WhatsApp e pela conta Gov.br aos professores de todo o Brasil para orientar sobre a inscrição. 

Quem pode se inscrever

Podem participar do certame os estudantes que concluíram cursos de licenciaturas em 21 áreas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas pelo coordenador do respectivo curso.

Também podem se inscrever professores já formados que querem ingressar no magistério público por meio de concurso público ou processo seletivo simplificado promovido por estados, Distrito Federal e municípios que aderiram voluntariamente à prova.

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Redes de ensino

Neste ano, 2.031 entes aderiram voluntariamente à PND. O número representa uma participação das redes de ensino de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros, contabilizou o MEC.

Em comparação com 2025 – quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram à prova –, a adesão ao exame teve crescimento superior a 30%.

Dentre os entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados em seus processos seletivos no ano de 2026. 

Acessibilidade e inclusão

No momento da inscrição, o candidato que quer ser tratado pelo nome social deve assinalar a opção formulário online. O benefício é destinado à pessoa que se identifica e quer ser reconhecida socialmente em consonância com sua identidade de gênero. É pré-requisito que o participante tenha o nome social cadastrado na Receita Federal.

Conforme o edital, aquele participante que precisar de atendimento especializado deverá, também no ato da inscrição, informar as condições que motivam o pedido e indicar os recursos de acessibilidade que necessita.

O atendimento especializado é destinado a pessoas com deficiência (PCD), com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA); gestantes, lactantes, diabéticos, idosos ou com outras condições específicas. 

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição na PND 2026 é de R$ 85 para candidatos não isentos. Mesmo valor cobrado no ano passado.

Os participantes que solicitaram a isenção da taxa de inscrição podem consultar a resposta do Inep no Sistema PND.

Os participantes que tiverem o pedido negado após a análise dos recursos poderão efetuar a inscrição mediante pagamento da taxa correspondente.

 

Provas

A PND será aplicada no dia 20 de setembro em todos os estados e no Distrito Federal, nos municípios listados no Portal do Inep.

A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas que, desde 2024, foca nos cursos de formação docente.

A prova, com duração total de cinco horas e meia, será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e uma de componente específico, próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.

Em relação a 2025, a ampliação de áreas da PND em 2026 incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras – espanhol.

Nesta edição serão avaliadas 21 áreas da licenciatura:

  1. artes visuais;
  2. ciências biológicas (biologia);
  3. ciências naturais (ciências da natureza);
  4. ciências sociais;
  5. computação;
  6. dança;
  7. educação física;
  8. filosofia;
  9. física;
  10. geografia;
  11. história;
  12. letras espanhol;
  13. letras inglês;
  14. letras português;
  15. letras português e espanhol;
  16. letras português e inglês;
  17. matemática;
  18. música;
  19. pedagogia;
  20. química; e
  21. teatro.

A divulgação do resultado final ocorrerá em 15 de dezembro.

PND

A Prova Nacional Docente tem entre os objetivos: melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, estimular a realização de concursos públicos e, também, induzir o aumento de professores qualificados nas redes públicas de ensino. 

A PND será aplicada anualmente. A iniciativa voltada a licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

>> Clique aqui e saiba mais sobre o assunto, na Agência Brasil

 

 

Fonte: Agência Brasil

CLDF aprova programa de proteção integral para profissionais de saúde do Distrito Federal

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Em situações de ameaça ou violência, a instituição vinculada terá o dever de acionar imediatamente as autoridades policiais e o Ministério Público

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, em sessão realizada na terça (30), o Projeto de Lei nº 2.200/2026, que institui o Programa de Proteção e Segurança Integral aos Profissionais de Saúde do DF. De autoria da deputada Dayse Amarilio (PSB), a proposta estabelece procedimentos e medidas rigorosas para assegurar a integridade física, psicológica e institucional de trabalhadores que atuam em unidades de saúde públicas e privadas. O programa visa enfrentar o cenário crescente de violência contra médicos, enfermeiros e técnicos que atuam na linha de frente do atendimento. O projeto segue agora para análise da governadora Celina Leão. 

O texto aprovado determina a implementação de tecnologias de resposta rápida, como o uso de “botões de pânico” integrados aos sistemas de segurança pública e privada, além de monitoramento por vídeo com reconhecimento facial nas unidades de saúde. Além da tecnologia, o projeto exige adequações estruturais nos prédios, incluindo a instalação de barreiras físicas, acessos independentes para profissionais e pacientes, estacionamentos iluminados e áreas de repouso com controle de acesso rigoroso. Tais medidas visam mitigar riscos de agressões e danos patrimoniais praticados por pacientes ou terceiros durante o ato do atendimento.

A nova legislação também cria um sistema de suporte para o trabalhador vitimado, abrangendo profissionais diretos, temporários ou terceirizados. Em situações de ameaça ou violência, a instituição vinculada terá o dever de acionar imediatamente as autoridades policiais e o Ministério Público, além de fornecer suporte jurídico e psicológico gratuito. O projeto assegura ainda o afastamento remunerado do profissional caso a situação de risco persista, garantindo que não haja prejuízo em sua remuneração.

Para garantir a efetividade da norma, foram estabelecidas sanções administrativas que incluem advertências e multas que variam entre R$ 1 mil e R$ 10 mil para os infratores. Os recursos arrecadados com essas penalidades deverão ser aplicados, preferencialmente, em políticas de prevenção à violência nas próprias unidades públicas de saúde do Distrito Federal. As instituições serão obrigadas a afixar placas informativas em locais visíveis para alertar sobre a proteção assegurada por lei aos seus colaboradores.

A deputada Dayse Amarilio justificou a urgência da medida baseando-se em dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPE-DF) que indicam um alto índice de subnotificação, em que 30% das vítimas deixam de denunciar agressões por medo de represálias. Segundo a parlamentar, a segurança institucional é uma condição indispensável para a dignidade do trabalho e para a manutenção da qualidade da assistência prestada à população brasiliense. 

Fonte: Agência CLDF