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Câmara declara perda de mandato a 7 deputados e dá posse a substitutos

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A Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato de sete deputados federais. A medida atende decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou a interpretação da regra sobre a distribuição das chamadas sobras eleitorais nas eleições proporcionais.

A Mesa Diretora da Casa publicou ato na quarta-feira (30) confirmando a perda das vagas. Na mesma publicação, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou os novos deputados, já diplomados, para a posse como titular.

Perderam mandatos deputados federais do Amapá, Distrito Federal, de Rondônia e do Tocantins. São eles: Gilvan Máximo (Republicanos-DF); Augusto Puppio (MDB-AP); Lebrão (União-RO); Lázaro Botelho (PP-TO); Professora Goreth (PDT-AP); Silvia Waiãpi (PL-AP) e Sonize Barbosa (PL-AP).

Foram convocados para tomar posse: Professora Marcivânia (PcdoB-AP); Paulo Lemos (PSOL-AP); André Abdon (Progressistas-AP); Aline Gurgel (Republicanos-AP); Rodrigo Rollemberg (PSB-DF); Rafael Bento (Podemos-RO) e Tiago Dimas (Podemos-TO).

Sobras eleitorais

Pelas regras eleitorais, inicialmente só podem disputar cadeiras na Câmara partidos que alcançarem pelo menos 80% do quociente eleitoral. Além disso, o candidato precisa obter, individualmente, votos que correspondam a, no mínimo, 10%, desse quociente.

As “sobras” das cadeiras são divididas em uma segunda rodada, na qual, além de o partido precisar alcançar os 80% do quociente eleitoral, o candidato deve obter 20% desse quociente. O aumento no percentual fez surgir uma terceira rodada para preencher as vagas restantes.

Pela interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terceira distribuição, as vagas remanescentes caberiam apenas aos partidos que obtiveram 80% do quociente eleitoral, entendimento que foi derrubado pelo STF, que entendeu que todos os partidos que concorreram ao pleito poderiam disputar as cadeiras restantes.

A decisão alterou a distribuição de vagas entre os partidos e, consequentemente, a relação de eleitos. Além disso, a decisão da corte afeta também a composição das assembleias legislativas.

*Com informações da Agência Câmara

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula novamente e prêmio acumulado vai para R$ 85 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.895 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (31). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 85 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 09 – 11 – 44 – 51 – 52 – 56.

  • 47 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 87.028,54 cada
  • 4.081  apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.431,84 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (2), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Caso Mariana: escritório londrino processa mineradoras por conspiração

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O escritório britânico de advocacia Pogust Goodhead entrará com nova ação na Corte de Londres contra as mineradoras BHP, Vale e Samarco. As mineradoras são acusadas de conspiração ilícita e indução à quebra de contrato de clientes do escritório, que representa mais de 620 mil vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

Em nota, o escritório alega que as mineradoras “agiram de maneira coordenada para sabotar os direitos dos atingidos, frustrar representações legais legítimas e enfraquecer os processos internacionais”.

Isso teria ocorrido ao negociarem acordos diretamente com as vítimas, sem a participação do escritório, mesmo com contratos de representação vigentes. A acusação é de que a conduta foi intensificada desde o início do julgamento em Londres, em outubro de 2024.

O escritório pede uma indenização de £1,3 bilhão (aproximadamente R$ 9,8 bilhões). Nesse valor, são considerados honorários que não teriam sido pagos em acordos fechados sem sua participação. Segundo os advogados, tais acordos só teriam ocorrido por causa da pressão feita a partir dos processos internacionais em que o escritório atua.

A notificação destaca que acordos celebrados no Brasil teriam sido condicionados à desistência das ações no exterior. E argumenta que, sem tais interferências, todos os autores provavelmente teriam dado continuidade às ações no Reino Unido e na Holanda, e recebido indenizações maiores.

A fase inicial do julgamento na Corte inglesa, em que é pedida a responsabilização da BHP pelo rompimento da barragem, foi concluída em março de 2025, depois de 13 semanas de audiência. A decisão da Justiça deve sair ainda neste ano.

Há outra ação ajuizada na Holanda contra a Vale S.A. e a Samarco Iron Ore Europe B.V. Nesta, o escritório Pogust Goodhead assessora a fundação Stichting Ações do Rio Doce ao lado do escritório de advocacia holandês LVDK. Eles representam 75.000 vítimas do rompimento da barragem em Mariana.

Programa de indenização

O Ministério Público Federal, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo, a Defensoria Pública da União, a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais e a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo enviaram, nesta semana, ofício à Samarco para que reabra o Programa Indenizatório Definitivo (PID).

O PID foi criado no âmbito do Acordo de Reparação da Bacia do Rio Doce e prevê indenização de R$ 35 mil (parcela única) para indivíduos e empresas que atendem a critérios de elegibilidade.

O prazo de adesão ao PID encerrou-se no dia 4 de julho. Segundo a Samarco, foram mais de 293.440 requerimentos apresentados, dentre os quais foram obtidos 232.927 acordos. Para receber a indenização, é necessário assinar um termo de quitação, que implica renúncia a eventuais ações judiciais nacionais e internacionais.

Segundo os autores do ofício à Samarco, a prorrogação do PID é necessária porque “há atingidos que não lograram sucesso em realizar o cadastro tempestivamente, em virtude da dúvida a respeito das cláusulas contratuais e procurações outorgadas a escritórios que litigam no exterior”.

Notas das empresas

Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a BHP emitiu nota em que afirma que o Brasil é o local mais apropriado, eficaz e eficiente para as ações de compensação e reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, e rejeita as alegações de fato e de direito formuladas na carta enviada pelo escritório inglês Pogust Goodhead.

A potencial demanda (ainda a ser ajuizada) não tem mérito e a BHP apresentará defesa no momento oportuno. As medidas de compensação e reparação têm sido implementadas pela Samarco e pela Fundação Renova no Brasil desde 2015 por meio de diversos programas sob a supervisão das Cortes brasileiras. Esses programas foram concebidos e implementados em conjunto com as autoridades nacionais, sendo o Novo Acordo da Bacia do Rio Doce, de outubro de 2024, o mais recente marco dessa trajetória, diz o texto.

Até o momento, cerca de R$ 59 bilhões foram destinados a ações de reparação e compensação e, aproximadamente, R$ 111 bilhões adicionais começaram a ser pagos pela Samarco, conforme o compromisso de 20 anos firmado com as autoridades brasileiras.

A nota da BHP acrescenta que os que receberam compensação sob os programas de indenização brasileiros fizeram essa solicitação por sua própria iniciativa e que estes foram devidamente representados por advogados brasileiros locais, que receberam os honorários devidos a eles sob esses programas.

As empresas Samarco e Vale, citadas pelo escritório britânico, disseram que não vão comentar o assunto.

Fonte: Agência Brasil

Primeiro dia do Troféu Brasil tem recordes olímpicos e paralímpicos

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O primeiro dia do Troféu Brasil de Atletismo foi marcado pela quebra de marcas entre atletas olímpicos e paralímpicos. Nesta quinta-feira (31), Erik Cardoso e Caio Bonfim estabeleceram, respectivamente, os melhores tempos sul-americanos dos 100 metros rasos e da marcha atlética, enquanto Rayane Soares cravou o recorde mundial dos 100 m para a classe T13 (baixa visão).

A competição é a maior disputa interclubes de atletismo na América Latina. O evento vai até domingo (3), no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal do Time Brasil no YouTube.

Erik foi o único de sua prova a correr abaixo dos dez segundos, o que também significou atingir o índice (que era de 9s99) para o Campeonato Mundial deste ano, em Tóquio, no Japão, em setembro. O velocista de 25 anos completou o percurso em 9s93, três centésimos a menos que o recorde anterior, do também paulista Felipe Bardi, que ficou em segundo lugar nesta quinta, com 10s06 – ele já tinha marca para competir na capital japonesa. O carioca Vitor Hugo dos Santos, com 10s14, completou o pódio.


Caio Bonfim quebra marca sul-americana da marcha atlética no Troféu Brasil - em 31/07/2025
Caio Bonfim quebra marca sul-americana da marcha atlética no Troféu Brasil - em 31/07/2025

O brasiliense Caio Bonfim, medalhista de prata nos Jogos de Paris, fez nesta quinta (31) a melhor marca deste ano na marcha atlética, ao finalizar os 20 quilômetros em 1h18min37s9  – Gustavo Alves/CBAt/Direitos Reservados

No caso de Caio, a marca do Troféu Brasil foi a melhor do mundo na marcha em 2025 e a quarta do ranking histórico. O brasiliense de 34 anos, que tem marca assegurada para o Mundial de Tóquio e foi medalhista de prata na Olimpíada de Paris, na França, em 2024, finalizou os 20 quilômetros em 1h18min37s9.

No ano passado, pelo mesmo torneio, Caio foi o primeiro sul-americano a concluir a distância abaixo de uma hora e 20 minutos. Em 2025, o catarinense Matheus Correa repetiu a dose, alcançando a segunda colocação nesta quinta, com 1h19min54s7. O bronze ficou com o brasiliense Max dos Santos, com 1h20min35s1 de tempo.


31.08.2025 - Troféu Brasil de Atletismo no CT Paralímpico, em São Paulo. Foto: Alessandra Cabral/CPB - Rayane Soares cravou o recorde mundial dos 100 m para a classe T13 (baixa visão) - em 31/07/2025
31.08.2025 - Troféu Brasil de Atletismo no CT Paralímpico, em São Paulo. Foto: Alessandra Cabral/CPB - Rayane Soares cravou o recorde mundial dos 100 m para a classe T13 (baixa visão) - em 31/07/2025

Nesta quinta-feira (31), a velocista maranhense Rayane quebrou o recorde mundial nos 100m da classe T13 (baixa visão), superando em 10 centésimos a marca da atleta Lamiya Valiyeva, do Azerbaijão, estabelecida nos Jogos de Paris 2024 – – Alessandra Cabral/CPB/Direitos Reservados

Entre os paralímpicos, o destaque foi o recorde mundial de Rayane, com 11s66 nos 100 m da classe T13, sendo 10 centésimos mais veloz que a marca de Lamiya Valiyeva, do Azerbaijão, campeã nos Jogos de Paris – a brasileira foi prata nesta prova na capital francesa. A maranhense de 28 anos nasceu com microftalmia bilateral (má formação nos globos oculares). Na Paralimpíada de 2024, ela foi ouro nos 400m.

Fonte: Agência Brasil

Judiciário no Brasil é independente, diz Mauro Vieira a Rubio

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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se reuniu nesta quarta-feira (30) com o secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, em Washington, capital norte-americana. O encontro foi confirmado pelo Palácio Itamaraty e ocorreu no mesmo dia em que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou a ordem executiva que impõe tarifa de 50% a produtos exportados brasileiros, mas com uma lista de quase 700 exceções.

Em pronunciamento na Embaixada do Brasil em Washington, após a reunião com Rubio, o chanceler brasileiro afirmou ser “inaceitável e descabida a ingerência na soberania nacional no que diz respeito a decisões do poder judiciário do Brasil, inclusive a condução do processo judicial no qual é réu o ex-presidente Jair Bolsonaro”. 

“Afirmei que o Poder Judiciário é independente no Brasil tanto quanto aqui e que não se curvará em pressões externas nesse sentido. O governo brasileiro se reserva o direito de responder às medidas adotadas pelos EUA. Ao final do encontro, concordamos sobre a necessidade de manter diálogo para solucionar os problemas bilaterais”, relatou Vieira.

O chanceler disse que volta ainda hoje ao Brasil, onde vai relatar ao presidente Lula o teor das conversas nos EUA. A partir daí, serão definidas respostas do Brasil diante da tarifa imposta ao Brasil por Donald Trump.

Vieira já estava em território norte-americano nos últimos dias, onde cumpriu outras agendas em Nova York, e acabou se deslocando à capital do país para o encontro com seu homólogo.

Segundo o documento assinado por Trump, as taxas entram em vigor em sete dias, ou seja, dia 6 de agosto. Mercadorias que estão em trânsito para os Estados Unidos também ficarão de fora da taxação.  

Mais cedo, o governo dos EUA já havia anunciado uma sanção contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, por meio da chamada Lei Magnitsky. Trata-se de mecanismo previsto na legislação estadunidense usado para punir unilateralmente supostos violadores de direitos humanos no exterior. Entre outros pontos, a medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA.

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No fim da tarde, uma reunião de emergência foi convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, para avaliar o cenário e a repercussão das medidas assinadas pelos EUA. Participam do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, que tem liderado as negociações pelo lado brasileiro, e outros ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Jorge Messias (Advocacia Geral da União). Até o momento, por parte do governo brasileiro, apenas a Advocacia Geral da União (AGU) se manifestou, criticando as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

Matéria ampliada às 19h52

Fonte: Agência Brasil

Minha Casa, Minha Vida lança dois conjuntos habitacionais no Rio

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A comunidade da Mangueira, na zona norte do Rio, vai ganhar mais dois empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida: o Mangueira IBGE, com 176 unidades, e o Residencial Mangueira, com 96 apartamentos, que vão beneficiar mais de mil moradores. O programa do governo federal vai atender a Faixa 1, ou seja, as famílias com renda bruta de até R$ 2.850.

“A gente está fazendo o Minha Casa, Minha Vida em parceria com o governo federal, promovendo infraestrutura que vai dar dignidade às pessoas, tirando elas de uma situação de vulnerabilidade, de áreas de risco. O que estamos fazendo hoje é um conjunto de intervenções para melhorar a vida das pessoas”, disse o prefeito Eduardo Paes.

O Mangueira IBGE terá 11 blocos com quatro pavimentos cada e o Residencial Mangueira contará com seis pavimentos. No total, serão construídos 272 apartamentos, incluindo os adaptáveis para Pessoas com Deficiência (PcD), com barras de segurança nos banheiros. As unidades terão cerca de 44 m², com sala, dois quartos, cozinha, área de serviço, banheiro e varanda.

Os investimentos no Residencial Mangueira e no Mangueira IBGE serão de aproximadamente R$ 46 milhões. O programa prevê a geração de cerca de 100 empregos, com aproveitamento de mão de obra dos moradores da comunidade.

“Com essas unidades residenciais, na Mangueira, a prefeitura do Rio atende a uma demanda da população e contribui para a redução do déficit habitacional na cidade. Moradia digna colabora com o desenvolvimento social e é uma forma de garantir a cidadania plena”, ressaltou o secretário Municipal de Habitação, Diego Zeidan.

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Fonte: Agência Brasil

PGR diz que recebeu com “assombro” sanções contra Alexandre de Moraes

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A Procuradoria-Geral da República (PGR), em nota divulgada na noite dessa quarta-feira (30), declarou que recebeu com “assombro” a aplicação de sanções ao ministro Alexandre de Moraes pelos Estados Unidos.

“A Procuradoria-Geral da República recebe com assombro a notícia da imposição por Estado estrangeiro de sanção ao eminente Ministro Alexandre de Moraes pelo desempenho de suas funções jurisdicionais”.

Na manifestação, o órgão manifestou ainda a sua solidariedade a Alexandre de Moraes. “A PGR manifesta solidariedade ao ministro, ao Supremo Tribunal Federal e ao Judiciário brasileiro. Renova o reconhecimento da exatidão técnica das deliberações do Supremo Tribunal Federal e dos seus integrantes”.

>> Judiciário no Brasil é independente, diz Mauro Vieira a Rubio

Sanções

Mais cedo, o governo de Donald Trump decidiu aplicar sanções contra o ministro, com base na Lei Magnitsky, norma que determina sanções econômicas para quem é considerado violador de direitos humanos.
 


Donald Trump e Alexandre de Moraes. Reuters/Yuri Gripas e Carlos Moura/STF
Alexandre de Moraes
Donald Trump e Alexandre de Moraes. Reuters/Yuri Gripas e Carlos Moura/STF
Alexandre de Moraes

A Lei Magnitsky prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos e a proibição de transações de empresas americanas com as pessoas sancionadas, além do impedimento de entrada no país.

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A aplicação dessa norma é a segunda sanção determinada pelo presidente Trump a Alexandre de Moraes. No dia 18 de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e “aliados na Corte”.

O anúncio foi feito após Moraes abrir inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, pela atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista

Fonte: Agência Brasil

Feminicídios crescem em SP no 1º semestre, revela Segurança Pública

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No primeiro semestre de 2025, o número de feminicídios registrados nas Delegacias de Defesa da Mulher de todo o estado de São Paulo cresceu na comparação com o mesmo período do ano passado. Neste ano, 128 feminicídios foram objeto de investigação em todo o estado, o que significa que 21 mulheres – em média – foram assassinadas por mês em território paulista.

O cenário representou sete crimes a mais do que o anotado no mesmo período em 2024. Os dados foram divulgados hoje (30) pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

As denúncias de estupros também cresceram nessa comparação. Foram 7.254 registros entre janeiro e junho deste ano, alta de 2,1% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, considerando-se apenas o mês de junho, houve queda de 16,2% nas notificações, com o registro de 1.035 boletins de ocorrência.

Latrocínios e homicídios

Na comparação semestral, o estado de São Paulo registrou o menor número de latrocínios [roubo seguido de morte] dos últimos 25 anos, com 69 casos, quantidade 22,4% inferior ao ocorrido no primeiro semestre de 2024 quando houve 89 casos. Desse total, 11 casos foram anotados em junho, um caso a mais que no ano passado.

Quanto aos homicídios dolosos [ou intencionais], o estado de São Paulo registrou aumento, passando de 1.230 crimes em 2024 para 1.241 no primeiro semestre de 2025. Na comparação mensal também houve aumento expressivo: 189 casos em 2024 e 212 em junho deste ano.

Roubos e furtos

No primeiro semestre deste ano, as ocorrências de roubos caíram 15,3% no estado, com 85.530 notificações contra 100.978 verificadas entre janeiro e junho do ano passado. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, esse foi o menor patamar de roubos de um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2001.

Considerando-se apenas junho, houve 12.891 boletins de ocorrência nas 645 cidades paulistas, queda de 17,5% em relação a 2024.

Quanto aos furtos em geral, houve 277.063 casos no primeiro semestre do ano contra 274.348 casos em 2024. Somente em junho foram anotados 43.289 registros, queda de 4,2% em relação ao ano passado.

Fonte: Agência Brasil

Juristas pedem ao STF responsabilização civil de Eduardo Bolsonaro

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A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou, no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para barrar omissões do Estado brasileiro diante do cenário de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos com o tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump.

A ação também tem como foco a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontado como um dos articuladores das medidas contra o país e autoridades brasileiras.

A peça, protocolada na quarta-feira (30), diz que a ação é uma resistência jurídica organizada frente a uma escalada de agressões ao ordenamento constitucional brasileiro por atores estrangeiros, tanto estatais, como o governo dos Estados Unidos, quanto privados, como as corporações de tecnologia sediadas naquele país.

Para os juristas, as medidas aplicadas pelos Estados Unidos buscam deslegitimar e subjugar a legislação nacional sob a justificativa de sanções econômicas, pressões diplomáticas ou ameaças de desestabilização, com atuação política significativa de agentes públicos nacionais, como o deputado federal afastado Eduardo Bolsonaro.

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A ação pede ao STF que: 

  • Reafirme a plena soberania normativa, informacional, regulatória e fiscal do Brasil; 
  • Obrigue big techs a cumprir integralmente as leis brasileiras; 
  • Crie um regime de tributação progressiva sobre essas empresas; 
  • Declare nulos os efeitos de sanções estrangeiras que visem interferir na legislação nacional.
  • Responsabilização civil de Eduardo Bolsonaro pelos danos causados ao país.

Eduardo Bolsonaro 

A peça sustenta que já há provas materiais e indícios robustos de que o parlamentar praticou coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O documento aponta que Eduardo Bolsonaro lidera uma retaliação às investigações que atingem seu pai, Jair Bolsonaro, denunciado por liderar uma organização criminosa empenhada em romper a ordem democrática. A atuação do deputado busca ferir a soberania do Brasil, com o objetivo de interferir no julgamento da tentativa de golpe – processo em que Jair Bolsonaro é réu, inclusive buscando sanções para autoridades brasileiras.

“O deputado tem atuado, desde o início do ano, para convencer o governo dos Estados Unidos a impor sanções contra ministros do STF e autoridades da Polícia Federal e assumiu, pelas redes sociais, ter influenciado a decisão do presidente Donald Trump de impor taxação de 50% sobre os produtos brasileiros, além da suspensão do visto dos Estados Unidos de oito ministros da Suprema Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, seus parentes e ‘aliados’ da Corte”, diz a ação.

O deputado, que se licenciou do mandato na Câmara dos Deputados e está nos Estados Unidos desde março, disse em nota que trabalhou diretamente nas últimas semanas “para que as medidas fossem ainda melhor direcionadas, atingindo o alvo correto e poupando ao máximo possível o povo brasileiro e o setor produtivo”. 

“O objetivo dessas medidas não é comercial, mas sim político e jurídico: punir os responsáveis pela destruição do Estado de Direito no país e preservar valores democráticos fundamentais”, diz Eduardo Bolsonaro sobre as tarifas anunciadas por Trump contra o Brasil

Plataformas digitais 

O documento diz ainda que o pacote de retaliações foi uma resposta à atuação soberana do Brasil na regulação das plataformas digitais. A ABJD também aponta que o lobby das big techs, articulado pela Computer & Communications Industry Association (CCIA), busca deslegitimar leis brasileiras como a LGPD e projetos que regulam inteligência artificial, tributação de plataformas e soberania digital.

Para os juristas o “tarifaço” é uma medida de retaliação econômica travestida de ação comercial, tendo por motivação não a defesa do interesse econômico legítimo dos EUA, mas sim a tentativa de coagir o Brasil a recuar em sua soberana atuação jurisdicional, legislativa e regulatória sobre o espaço digital, em especial das big techs.

“O pano de fundo da decisão é inequivocamente político e transborda os limites do direito internacional econômico, invadindo a seara da soberania nacional e da autonomia dos Poderes da República Federativa do Brasil”, diz a ação.

Para a ABJD, os efeitos do tarifaço vão muito além da economia, atingindo setores estratégicos como agronegócio, siderurgia e indústria de transformação, com impacto bilionário no Produto Interno Bruto (PIB) e na vida de milhares de trabalhadores. Além disso, segundo a entidade, a pressão das big techs enfraquece mecanismos de proteção de dados e combate à desinformação, abrindo espaço para manipulação eleitoral e ataques às instituições democráticas.

“Não aceitaremos que o Brasil seja tratado como colônia digital e econômica. Nossa ação exige que o STF reafirme que nenhuma sanção estrangeira, chantagem comercial ou lobby corporativo pode se sobrepor à Constituição e à vontade soberana do povo brasileiro,” disse Tereza Mansi, jurista e integrante da Executiva Nacional da ABJD.

Fonte: Agência Brasil

3º Arraiá do Detran será nesta sexta com show de Frank Aguiar

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O clima junino vai invadir o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) nesta sexta-feira (1º/08), com a realização do 3º Arraiá do Detran. O evento, que marca a comemoração dos 45 anos da autarquia, contará com uma programação especial, reunindo música, cultura popular, segurança, conforto e muita animação para o público goiano.

A grande atração da noite será o cantor Frank Aguiar, ícone da música nordestina, que promete agitar a plateia com seus maiores sucessos. A festa ainda terá apresentações dos grupos Sem Migué e Banda da Polícia Militar, além da dupla Dilmar e Diogo e da cantora Lara Santos.

Aberta ao público e com entrada gratuita, a festa começa às 19 horas, na sede do Detran-GO, em Goiânia. A estrutura contará com uma praça de alimentação com preços acessíveis, garantindo diversão e conforto para toda a família.

“O Arraiá do Detran já virou tradição e, este ano, ganha um sabor especial por celebrar os 45 anos da nossa história. É um momento de confraternização com os servidores e a população, que é nossa razão de existir”, destaca o presidente da autarquia, Delegado Waldir.

Aberta ao público, festa começa às 19h (Foto: Divulgação)

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Fonte: Portal Goiás