A companhia aérea Azul informou nesta segunda-feira (11) o encerramento das operações em 14 cidades.
Em nota, a companhia disse que está racionalizando, desde julho, rotas operadas atualmente.
“Os ajustes levam em consideração, ainda, uma série de fatores que vão desde o aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, até questões de disponibilidade de frota, bem como o seu atual processo de reestruturação”.
As cidades que não terão mais voos da companhia são: Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE); Campos (RJ); Correia Pinto e Jaguaruna (SC); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); Barreirinha (MA); Três Lagoas (MS); e Ponta Grossa (PR).
A empresa irá concentrar as operações nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife, conhecidos como hubs, reduzindo as rotas com conexões.
A companhia firmou acordos de reorganização financeira com alguns parceiros considerados “chave” pela companhia aérea. A medida visa obter US$ 950 milhões em investimentos. A reestruturação da empresa, que inclui parceria com as companhias aéreas norte-americanas United e American Airlines, está estimada em cerca de US$ 1,6 bilhão.
Os acordos de reorganização incluem também credores, um arrendador de aeronaves, entre outros parceiros considerados estratégicos. A Azul informa que suas operações e vendas seguem normalmente, e que todos bilhetes, benefícios e pontos do Azul Fidelidade serão mantidos.
Cerca de 1,6 milhão de aposentados e pensionistas que tiveram descontos ilegais em seus benefícios já receberam R$ 1,084 bilhão em ressarcimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de acordo com informações divulgadas pelo instituto nesta segunda-feira (11). Os débidos indevidos foram executados por associações entre março de 2020 e março de 2025.
O dinheiro para o reembolso vem da medida provisória assinada em julho que libera R$ 3,31 bilhões para o cumprimento dos acordos judiciais. Por se tratar de crédito extraordinário, os recursos estão fora da meta de resultado primário e do limite de gastos do arcabouço fiscal.
A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu na Justiça o bloqueio de R$ 2,8 bilhões em ativos de associações, pessoas físicas e empresas investigadas no esquema de fraude no INSS. O dinheiro levantado com a venda desses ativos cobrirá os gastos do governo para ressarcir os aposentados e pensionistas.
Pagamentos
Os ressarcimentos começaram em 24 de julho, em parcela única, com correção dos valores pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Cada aposentado ou pensionista recebe diretamente na conta onde o benefício cai mensalmente.
Os pagamentos se dão por ordem de adesão ao acordo com INSS. Quem aderiu primeiro, vai receber primeiro. A contestação pode ser feita até 14 de novembro de 2025, e a adesão continuará disponível mesmo após essa data.
A adesão não exige envio de documentos, e o aposentado ou pensionista confirma o acordo que permite o ressarcimento por via administrativa, sem precisar entrar na Justiça.
Quem pode aderir?
Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis.
A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber. A adesão é feita exclusivamente pelos seguintes canais:
A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.
Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?
Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);
Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;
Clique em “Enviar” e pronto. Depois basta aguardar o pagamento
Ainda dá tempo de fazer a contestação?
Os canais de atendimento para consulta e contestação dos descontos feitos pelas entidades seguem abertos e ficarão disponíveis até 14 de novembro. Esse prazo pode ser prorrogado, se houver necessidade. Os pedidos podem ser feitos pelo:
Aplicativo Meu INSS
Central de atendimento 135
Agências dos Correios, em mais de 5 mil unidades pelo país
Como funciona o processo até a adesão ao acordo?
O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;
Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;
Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.
E quem recebeu resposta da entidade?
Nesses casos, os documentos estão em análise e, por isso, o beneficiário ainda não têm a opção de aderir ao acordo. O aposentado ou pensionista será notificado e poderá, pelo aplicativo Meu INSS ou em uma agência dos Correios, aceitar os documentos, contestar por suspeita de falsidade ideológica/indução ao erro ou dizer que não reconhece a assinatura.
Se houver a contestação pelo beneficiário, a entidade será intimada a devolver os valores em até cinco dias úteis, e o caso vai passar por uma auditoria. Caso não haja a devolução, os aposentados e pensionistas serão orientados sobre medidas judiciais cabíveis, com apoio jurídico em parceria com as Defensorias Públicas dos estados.
Na partida que encerrou a 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Juventude derrotou o Corinthians por 2 a 1, na noite desta segunda-feira (11) no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.
Com esta vitória o Verdão chegou aos 14 pontos (na 19ª posição) e ganha força na luta para deixar a zona do rebaixamento. Já o Timão permanece com 22 pontos após este revés, ocupando a 13ª colocação.
O triunfo do Juventude começou a ser construído aos 26 minutos do primeiro tempo, quando o lateral Marcelo Hermes levantou a bola na área para o atacante Gabriel Taliari marcar de cabeça. O time da casa conseguiu ampliar a sua vantagem já na etapa final. Aos 35 o veterano Nenê cruzou na área para Matheus Babi, que girou em cima da marcação para ficar livre para finalizar.
Já aos 44, o lateral Matheuzinho acertou um chute cheio de efeito em cobrança de falta para descontar, mas a equipe do Rio Grande do Sul conseguiu segurar a vantagem até o apito final para garantir os três pontos.
O Atlético-MG abriu uma importante vantagem diante do Santos na luta por uma vaga na final do Campeonato Brasileiro Feminino A2. No confronto, que contou com a transmissão ao vivo da TV Brasil e que foi disputado na noite desta segunda-feira (11) na Arena MRV, em Belo Horizonte, as Vingadoras triunfaram por 1 a 0.
FIM DE JOGO: ATLÉTICO 1X0 SANTOS! 🐓
⚽ COM GOL DE LUANA ÍNDIA NO INÍCIO DA PARTIDA, #VINGADORAS VENCEM EM CASA E GARANTEM VANTAGEM IMPORTANTE NA BUSCA PELA CLASSIFICAÇÃO PARA A FINAL!
Desta forma, a equipe mineira precisa apenas de um empate, na partida de volta das semifinais, que será disputada na próxima segunda-feira (18) a partir das 21h (horário de Brasília), para avançar para a decisão. Já as Sereias da Vila são obrigadas a vencer para continuarem com chances de se classificarem.
O gol da vitória do Atlético-MG saiu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando Amanda cruzou a bola na área, onde a centroavante Luana Índia cabeceou com perfeição para superar a goleira Stefane.
Quem avançar entre Atlético-MG e Santos terá pela frente o vencedor do confronto entre Fortaleza e Botafogo, que empataram pelo placar de 2 a 2 na partida de ida da outra semifinal na última sexta-feira (8) no estádio Presidente Vargas, na capital cearense.
Pela 11ª semana seguida, o mercado financeiro reduziu as expectativas de inflação para 2025. Atualmente, as projeções apontam que o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – em 5,05%, percentual inferior aos 5,07% projetados há uma semana; e aos 5,17% projetados há quatro semanas.
É o que mostra o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central.
Para 2026, as expectativas de queda da inflação se mantêm há quatro semanas, quando chegou a 4,5%. Atualmente, o IPCA projetado para o ano que vem está em 4,41%; e para 2027, em 4%.
Apesar de uma melhora nas expectativas relacionadas à inflação, a estimativa para 2025 continua acima do teto da meta de inflação a ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite inferior, portanto, é 1,5%; e o superior, 4,5%.
Mesmo com a desaceleração inflacionária dos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.
Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento; as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos; e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.
Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Uma das preocupações manifestadas pelo Copom é a política comercial dos Estados Unidos, algo que pode, inclusive, levar a autoridade monetária a não descartar a possibilidade de retomada de alta da Selic “caso seja necessário”.
Por enquanto, a estimativa dos analistas consultados se mantém estável pela sétima semana consecutiva, em 15% ao final de 2025. O mercado manteve, também, as projeções da Selic para 2026 (12,50%); e 2027 (10,50%).
PIB e dólar
O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de crescimento da economia, projetando, para o final de 2025, um Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) de 2,21%. Há uma semana, a projeção era de que a economia fecharia o ano com um crescimento de 2,23% (mesmo percentual projetado há quatro semanas).
Para os anos subsequentes, as projeções de PIB estão em 1,87%, para 2026, e em 1,93% para 2027.
Já as projeções do mercado para a cotação do dólar em 2026 se mantém estável, em R$ 5,60 desde a semana passada.
Há quatro semanas, as expectativas eram de que a moeda norte-americana terminaria o ano cotada a R$ 5,65. Para 2026 e 2027, as projeções são a mesma: dólar cotado a R$ 5,70.
Nesta segunda-feira (11), a TV Brasil exibe, às 23h, um novo episódio do programa Caminhos da Reportagem que tem como tema a Adolescência conectada ao perigo. A atração analisa a relação que grupos na internet mantêm com o aumento de casos de crianças e adolescentes envolvidos com crimes.
No Brasil, 95% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos estão conectados, cerca de 25 milhões de jovens. Apesar de plataformas digitais como Discord (13+), TikTok (14+), Instagram/Facebook (16+) e X/Twitter (18+) tenham faixas etárias indicadas, o acesso ainda é livre e sem fiscalização.
Para Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, ONG que atua na defesa e promoção dos direitos humanos na internet, os problemas começam desde desafios virtuais até comportamentos de risco.
“Por meio de um celular, eles podem acessar conteúdos de extrema violência, se conectar com criminosos e até serem recrutados para o cometimento de crimes bárbaros”, alerta.
Ao Caminhos da Reportagem, a psiquiatra Gianna Guiotti explica que há um desejo de pertencimento. “o adolescente se submete a atitudes prejudiciais porque quer ser aceito”. Já a médica Evelyn Eisenstein, da Sociedade Brasileira de Pediatria, acrescenta que as redes sociais são como uma espécie de “droga digital”.
O programa traz casos reais que ilustram essa situação. Por exemplo, em 2022, um jovem de 18 anos, ex-aluno de uma escola de Vitória (ES), planejou um ataque articulado em grupos online. “Começou a se vestir de preto, se trancava no quarto conectado à internet e ficou mais irritado”, lembra a mãe.
Timpa, jovem negro de origem humilde, foi cooptado por grupos extremistas. “Me pegaram no discurso de ‘homem beta’. Culpavam as mulheres por tudo. Só depois percebi que havia racismo, neonazismo e ameaças. Quando tentei sair, recebi ameaças graves e tive problemas de saúde”, relata.
Atenção aos sinais
O procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Fábio Costa Pereira, defende que os pais precisam observar os sinais.
“Acham que o filho é quieto, que só joga no quarto, mas não estranham ele passar seis ou sete horas seguidas isolado”, diz.
No Ministério da Justiça, o Ciberlab, um hub de segurança cibernética, monitora crimes virtuais 24 horas por dia. “Já vimos meninos obrigarem meninas a se mutilarem com estiletes e marcarem o nome deles nas partes íntimas. É perverso”, afirma Alessandro Barreto, coordenador do laboratório.
Em São Paulo, a delegada Lisandrea Colabuono ressalta que “o cyberbullying, que muitos minimizam, é o gatilho para automutilações”.
Nos últimos seis meses, o núcleo paulista monitorou 300 alvos e salvou mais de 120 vítimas. Luiza Teixeira, especialista da Unicef, evidencia que existem ferramentas eficazes para detectar e remover conteúdos de abuso, “mas falta uma legislação que obrigue o uso”. Para ela, “as big techs têm responsabilidade nisso.
Capacitação e diálogo
Após ataques a escolas no Rio Grande do Sul, o Ministério Público passou a capacitar educadores para identificar sinais de risco.
“Houve um caso em que a diretora agiu após uma capacitação. O aluno, que sofria bullying e apresentava comportamento estranho, foi atendido a tempo”, relata Fábio Costa.
Isolamento repentino e interesse por violência são sinais que merecem atenção. “Mudanças de comportamento, transtornos do sono, da alimentação, vida sedentária, problemas de saúde mental, irritabilidade e agressividade. Iisso tudo acende uma luz de alerta”, enfatiza a pediatra Evelyn Eisenstein.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um casal acusado de arrecadar dinheiro para manter o funcionamento do acampamento golpista montado em frente ao quartel do Exército, em Brasília, no final de 2022.
Na manifestação enviada no mês passado ao STF, a procuradoria acusa Rubem Abdalla Barroso Junior e Eloisa da Costa Leite dos crimes de associação criminosa e incitação das Forças Armadas contra os poderes constitucionais.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o casal montou uma tenda de alimentação dentro do acompanhamento e solicitou doações em dinheiro, via Pix, para compra de arroz, feijão, carne, salada e suco.
Segundo os investigadores, Eloisa da Costa realizou movimentações bancárias suspeitas de aproximadamente R$ 1 milhão.
“A dinâmica do casal consistia na arrecadação de recursos, por meio de chave Pix, vinculada à conta bancária de Eloisa da Costa Leite, para posterior repasse dos valores a Rubem Abdalla Barroso Junior. Parte da quantia angariada foi destinada para incitar a prática de atos antidemocráticos mediante o fornecimento de alimentos aos frequentadores do QGEx”, afirmou a PGR.
A denúncia foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos da trama golpista no Supremo. Não há prazo para julgamento da denúncia, que vai decidir se os investigados se tornarão réus pelas acusações.
Rubem Abdalla e Eloisa da Costa não indicaram nenhum advogado para realizar a defesa das acusações no STF.
O Estádio Monumental de Lima, no Peru, será o palco da final da edição 2025 da Copa Libertadores da América de futebol masculino. A decisão será disputada no dia 29 de novembro, anunciou a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) na tarde desta segunda-feira (11).
A escolha do Monumental de Lima, o maior estádio do Peru, com capacidade para receber até 80.093 torcedores, foi confirmada pelo Conselho da Conmebol após reunião entre o presidente Alejandro Domínguez, autoridades do governo peruano e a Federação Peruana de Futebol (FPF).
Esta será a segunda oportunidade na qual a capital peruana sediará a decisão da principal competição de clubes da América. Em 2019, o Flamengo comandado pelo técnico português Jorge Jesus derrotou o River Plate (Argentina) por 2 a 1, com dois gols do atacante Gabriel Barbosa, para conquistar a Libertadores pela segunda vez na história (o Rubro-Negro tem no total três títulos da competição).
🔙🇵🇪 O palco da primeira Final Única da história da CONMEBOL #Libertadores!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou nesta segunda-feira (11) o Prêmio MEC da Educação Brasileira a estudantes, municípios e escolas da rede pública do país. A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto.
A premiação foi entregue a 116 projetos, escolhidos por apresentarem melhores práticas de inclusão e diversidade, qualidade da educação pública, desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), acesso e permanência, avanço na alfabetização e educação em tempo integral e desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da análise de dados da educação básica e outros indicadores, segundo informou o Ministério da Educação.
Em discurso, Lula destacou que uma das prioridades do governo é o investimento em educação, citando a criação do programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
A iniciativa funciona como uma poupança com o objetivo de promover a permanência na escola e a conclusão desta etapa de ensino.
“[Evasão escolar] é um problema do governo, do Estado. O Estado não pode transferir a sua responsabilidade para a família ou para Deus. É preciso que a gente assuma a responsabilidade e, por isso, criamos o Pé-de-Meia”, afirmou Lula, ao criticar falta de investimentos de governos passados no setor.
“Não é possível fazer [educação] de graça. Ela custa”, destacou o presidente, que também citou a necessidade de infraestrutura escolar, laboratório e contratação e pagamento de professores.
O presidente disse ainda que o governo federal tem articulado com estados e municípios o cumprimento da meta de alfabetizar 80% das crianças até o 2° ano do ensino fundamental até 2030.
Prêmio MEC da Educação Brasileira
Dos premiados, 54 foram alunos que obtiveram maiores notas na redação do Enem, além de quatro estados, 35 municípios e 20 escolas pelos altos desempenhos em oito categorias: educação infantil, alfabetização, anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental, ensino médio, Enem, educação em tempo integral e educação profissional e tecnológica. Também foram homenageados 49 professores.
Os vencedores receberam troféus, medalhas, certificados e prêmios entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Os valores deverão ser usados para melhoria da infraestrutura escolar e reconhecimento dos profissionais de educação.
“A sensação que eu tive aqui ao entregar esse prêmio para vocês é como se eu estivesse entregando o Oscar da resiliência, da teimosia para pessoas que acreditam que não há nada impossível neste planeta quando a gente tem vontade. Não existe espaço para desanimar”, afirmou Lula ao se referir ao Prêmio MEC.
A entrega da premiação teve a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, de secretários de educação, estudantes, professores, parlamentares e ministros de outras pastas.
Falar do feminicídio e transformar a cultura para prevenir que esses crimes voltem a ocorrer. Com esse norte, a Procuradoria da Mulher da Câmara Legislativa abriu as atividades da Semana de Combate ao Feminicídio, que se estende na Casa até a próxima sexta-feira (15). A exposição Feminicídio na Mídia, da jornalista e cientista Anna Clea Maduro, introduziu esta edição do evento.
Na ocasião, também se inaugurou um memorial dedicado às mulheres vítimas desse crime no DF em 2025. Os nomes de Ana, Marcela, Ana Rosa, Liliane Cristina, Elaine, Dayane, Valdete, Telma, Géssica, Maria José, Vanessa e Cheryla foram registrados na peça, que representa um gesto de respeito às mulheres e de solidariedade para com as famílias delas.
“Cada mulher morta por um homem está deixando crianças órfãos e uma sociedade quebrada, dilacerada. Infelizmente, neste ano temos no DF 12 casos de feminicídio e mais cinco ainda em investigação”, lamentou a deputada Paula Belmonte (Cidadania), atual procuradora da mulher da CLDF.
Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF
À frente da Delegacia de Atendimento à Mulher 1, Adriana Romana descreveu que “a esmagadora maioria” dos casos de feminicídio são praticados com crueldade, a fim de desfigurar a vítima, sua vida e memória. Além disso, lembrou que cerca de 80% dos crimes são praticados pelos próprios parceiros e em casa.
“Quando a gente abre uma notícia jornalística e o título é ‘Mulher é morta após trair o companheiro’, percebe-se o apagamento do agente do crime. Onde fica a responsabilidade do agressor nessa manchete? As fotos sempre são das vítimas. Nesse caso especial, a mulher é tratada como culpada, o que contribui para a sociedade enxergar o feminicídio como algo justificável”, esclareceu Anna Clea Maduro, cuja dissertação defendida na Universidade de Brasília rendeu a mostra em exibição na CLDF.
No estudo, verifica-se que 63% dos dados analisados privilegiam a voz passiva, ou seja, a construção verbal que coloca a vítima no centro da cena, não o assassino. Ademais, a pesquisa constatou que somente 5,71% das matérias jornalísticas estudadas mencionam o Ligue 180, atendimento focado em enfrentar a violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana. A central ainda disponibiliza um canal via chat no Whatsapp, pelo (61) 9610-0180.
Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF
A dissertação inspirou três projetos de lei protocolados em junho deste ano pelo deputado Max Maciel (Psol): os PLs 1.817/25, 1.818/25 e 1.819/25.
O distrital Ricardo Vale (PT) reforçou a importância de não apenas legislar, mas tirar as normas do papel. “Não dá pra essa Casa fazer as leis e elas não serem colocadas em prática. Desde 2017, existe uma lei de minha autoria que obriga as escolas públicas a fazer o debate de combate ao machismo e valorização das mulheres. Foi aprovada pela CLDF e sancionada pelo governo, mas não foi posta em prática. Como vamos mudar a cultura machista no DF se não formarmos uma nova geração que respeite as mulheres?”, interrogou.
Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF
Nessa linha, o secretário-executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, contextualizou que diante do episódio recente de agressão a uma mulher no elevador, algumas pessoas procuraram a Secretaria para questionar porque ela não denunciou o agressor. Segundo o secretário, tal pergunta revela o machismo na cultura e a falta de entendimento sobre a extensão das diversas formas de violência praticadas contra muitas das vítimas.
“Antes do feminicídio há violência psicológica, física, patrimonial. E por isso nós decidimos fazer esta semana dedicada para jovens. Receberemos alunos de todas as regiões administrativas para ensinar sobre as leis, mas também a respeitar a mulher”, informou Paula Belmonte.
Programação
De terça (12) a sexta-feira (15), a CLDF promove rodas de diálogo, com foco em prevenção à violência contra mulher. Participam representantes das forças de segurança do DF, incluindo delegacias especializadas no atendimento à mulher e no combate aos crimes cibernéticos, além da Polícia Militar; lideranças de projetos sociais voltados à proteção feminina; profissionais da psicologia; e pesquisadoras que desenvolvem estudos sobre a violência de gênero. As conversas vão ocorrer na Sala de Comissões, de 8h30 às 11h.
A Semana também contará com uma sessão solene, na quarta-feira (13), às 19h, com entrega de moções de louvor a pessoas que atuam para a causa. No encerramento, na sexta-feira, às 11h, haverá a encenação da peça Os filhos dela, da Cia Elefante Branco, que dá ênfase à vida dos órfãos que perderam as mães devido à violência contra a mulher.