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Rio de Janeiro tem previsão de ventos fortes e ressaca até domingo

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O Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro (COR-Rio) informa que o deslocamento de um sistema de baixa pressão próximo à costa da Região Sudeste e a passagem de uma frente fria vão intensificar os ventos na capital fluminense entre esta sexta-feira (7) e o domingo (9). Nesta sexta, a previsão é de ventos moderados a pontualmente fortes a partir da noite. Já no sábado (8), há previsão de rajadas de vento moderadas a fortes, principalmente durante a tarde. Na madrugada de domingo, ainda poderão ocorrer rajadas de vento moderadas a ocasionalmente fortes.

Nesse período, as rajadas de vento poderão atingir intensidade entre 50 quilômetros por hora (km/h) e 100 km/h. O aviso meteorológico tem validade até as 6h de domingo.

A Marinha do Brasil informou que a chegada de um ciclone extratropical que ser aproxima do litoral do Rio vai impactar as condições do mar e emitiu um aviso de ressaca para a orla da cidade. O fenômeno terá início na tarde deste sábado e tem previsão de término na noite de domingo. As ondas podem atingir 3,5 metros de altura. Os banhistas e as embarcações de pequeno porte devem evitar o mar, devido à altura das ondas.

Sobreaviso

Diante das condições meteorológicas previstas, a Secretaria de Estado de Defesa Civil está de sobreaviso, a partir desta noite, com o Gabinete Integrado de Gestão de Risco mobilizado. A medida foi adotada por meio do Centro Estadual de Gerenciamento de Desastres, com o objetivo de reforçar o monitoramento e a pronta resposta a possíveis ocorrências em diferentes regiões do estado.

O Gabinete de Gestão de Risco atua de forma integrada, reunindo setores estaduais de emergência e permitindo uma atuação coordenada em situações de risco. Durante o período de ativação, as equipes permanecem em estado de atenção e prontidão, garantindo suporte às ações municipais de Defesa Civil e fortalecendo a capacidade de resposta em casos de desastres naturais.

A iniciativa também fortalece o trabalho do Grupo de Emergência de Apoio a Desastres (Gead), responsável por apoiar as operações em campo e pela articulação entre os órgãos envolvidos. O objetivo é ampliar a eficiência do sistema estadual de gestão de risco e assegurar que as medidas preventivas sejam implementadas de forma antecipada.

O monitoramento das condições meteorológicas e hidrológicas é realizado em parceria com o Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ). As equipes seguem em acompanhamento contínuo, a fim de garantir a proteção da população e minimizar os impactos de possíveis eventos adversos.

Recomendações

Em casa:

  • Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa;
  • Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar;
  • Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore;
  • Evite deixar objetos que possam cair em locais altos;
  • Mantenha as árvores do jardim ou do quintal sempre podadas e bem cuidadas;
  • Fique atento: se houver falta de luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios.

Na rua:

  • Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas;
  • Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar;
  • Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;
  • Evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas;
  • Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata;
  • Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida. Nessa situação, há risco de acidentes causados por raios.

Fonte: Agência Brasil

Entenda próximos passos do processo contra Bolsonaro no STF

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Por unanimidade, a Primeira Turma decidiu nesta sexta-feira (7) manter a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão e de mais seis réus na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

Por 4 votos a 0, os ministros do colegiado rejeitaram os chamados embargos de declaração, recursos protocolados pelas defesas para tentar reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.

O placar desfavorável não levará o ex-presidente e seus aliados para a prisão imediatamente.

A princípio, Bolsonaro e outros réus não têm direito a um novo recurso para levar o caso para o plenário, composto por 11 ministros, incluindo André Mendonça e Nunes Marques, que foram indicados pelo ex-presidente, e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro. Contudo, as defesas devem insistir na tentativa de apresentá-lo.

Para conseguir que o caso fosse julgado novamente pelo pleno, os acusados precisavam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2 no julgamento realizado no dia 11 de setembro e que condenou os acusados. Nesse caso, os embargos infringentes poderiam ser protocolados contra a decisão. No entanto, o placar pela condenação foi de 4 votos a 1.

A prisão dos acusados só será decretada após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, declarar o trânsito em julgado da ação penal, ou seja, o fim do processo e da possibilidade de recorrer. Não há prazo para a decisão.

Prisão

Atualmente, o ex-presidente está em prisão cautelar em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se prisão for decretada por Moraes, o ex-presidente iniciará o cumprimento da pena definitiva pela ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor.

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde.

Condenados

Além de Bolsonaro, também tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto;  Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e retirou a tornozeleira eletrônica.

>> Confira a pena de cada condenado

Fonte: Agência Brasil

Calderano e Bruna Takahashi de despedem de WTT Champion Frankfurt

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Os mesatenistas brasileiros Hugo Calderano e Bruna Takahashi se despediram nesta sexta-feira (7) do WTT Champions Frankfurt nas oitavas de final da chave de simples. Número 3 do mundo, o carioca foi superado pelo francês Simon Gauzy (17º no ranking), a quem chama de “irmão”. Os dois jogaram por anos no clube Liebherr Ochsenhausen (Alemanha) e conquistaram títulos juntos. Mas hoje, foi o francês que levou a melhor sobre o carioca, ao ganhar por 3 sets a 1, com parciais de 11/4, 11/8, 6/11 e 11/9.

A vitória de Gauzy  quebra a sequência de cinco triunfos seguidos de Calderano – a última vitória do francês ocorreu em 2021 (WTT Contender Doha). No histórico de 11 partidas entre os dois, o brasileiro segue à frente com seis vitórias contra cinco do francês.

Calderano encerra o circuito mundial no WTT Finals, torneio que reúne os 16 melhores mesatenistas da temporada. A competição ocorrerá de 10 de dezembro.

Já a paulista Takahashi (17ª no ranking), que tentava se classificar pela primeira vez às quartas de um torneio WTT Champion, foi eliminada pela egípcia Hana Goda (26ª), de apenas de 17 anos, única representante do continente africano no top 30 do ranking feminino. Em confronto inédito entre as duas, a brasileira acabou superada por 3 sets a 2, com parciais de 11/8, 10/12, 11/8, 6/11 e 11/8.

Fonte: Agência Brasil

Final da Copa do Brasil Feminina será disputada no dia 20 de novembro

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A decisão da Copa do Brasil Feminina, entre Ferroviária e Palmeiras, será disputada no dia 20 de novembro, a partir das 15h30 (horário de Brasília), na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). A informação foi dada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) nesta sexta-feira (7).

O mando de campo da decisão foi definido por sorteio, em evento realizado pela CBF na última quinta-feira (6).

As Guerreiras Grenás garantiram a vaga na final após derrotarem o Bahia, pelo placar de 2 a 0, na última terça-feira (4) na Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). A Ferroviária busca o bicampeonato da competição, após ficar com o título de 2014.

Já as Palestrinas avançaram para a decisão depois de golearem o São Paulo por 4 a 0. O triunfo do Verdão foi alcançado com gols de Ingryd, Brena, Andressinha e Pati Maldaner. As Palestrinas tentam levantar o troféu da competição pela primeira vez.

Fonte: Agência Brasil

Enem 2025: saiba como consultar o local de prova

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A aplicação da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 ocorrerá neste domingo (9) nas 27 unidades da Federação para mais de 4,81 milhões de inscritos confirmados.

Saber o local de prova e se planejar logisticamente são tão importantes quanto o estudo para o exame. Isso porque se o candidato perder o horário de fechamento dos portões, às 13h (horário de Brasília), todo o esforço de um ano se perde.

A tolerância é zero para atrasos. O edital do Enem 2025 é taxativo ao proibir a entrada do participante no local de prova, após o fechamento dos portões. Com isso, perder o horário resulta na eliminação automática do candidato.

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Cartão de Confirmação de Inscrição

A informação sobre o local de prova do Enem 2025 está disponível no Cartão de Confirmação de Inscrição.

O documento individualizado deve ser acessado exclusivamente na Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Adicionalmente, o documento informa o número de inscrição, as datas e os horários das provas, além de indicar se o inscrito tem direito a atendimento especializado ou tratamento por nome social, quando previamente solicitado e aprovado.

Há ainda dados sobre a opção de língua estrangeira selecionada, se houve a opção de pedido de certificação do ensino médio e dá orientações gerais aos inscritos.

Embora não seja obrigatório, o Inep recomenda levá-lo impresso nos dois dias do exame (9 e 16 de novembro), para evitar imprevistos.

Confira o passo a passo para acessar e imprimir o Cartão de Confirmação de Inscrição:

1 – acesse a Página do Participante e selecione o botão “Página do Participante – Entrar com gov.br”.

2 – em seguida, use o login único do Gov.Br e clique em “Continuar”.

3 – Já na Página do Participante, à esquerda da tela, clique em “Local de Prova”.

4 – na sequência, clique no ícone em azul, apresentado pelo assistente virtual (Local de Prova).

5 – O sistema abrirá o Cartão de Confirmação de Inscrição.

Para imprimir, basta descer a tela até o final da página e clicar no botão “Imprimir”.

Dicas de planejamento

Chegar ao local com calma e antecedência é fundamental para evitar a ansiedade de última hora, o que pode prejudicar a concentração do candidato antes mesmo de a prova começar.

Muitos candidatos se atrasam por fatores externos, como trânsito intenso em locais próximos aos centros de prova e outras situações mais comuns aos domingos como o transporte público (ônibus, metrôs ou trens) com horários de circulação reduzidos. Outros candidatos também desconhecem o local ou o trajeto até ele.


Brasília (DF) 05/11/2025 – Cintia Etsuko Yamashita, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Pueri Domus da Aclimação, em São Paulo.
Foto: Cintia Etsuko Yamashita/Arquivo pessoal
Brasília (DF) 05/11/2025 – Cintia Etsuko Yamashita, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Pueri Domus da Aclimação, em São Paulo.
Foto: Cintia Etsuko Yamashita/Arquivo pessoal

Especialistas recomendam que o horário ideal para sair da residência rumo ao local de prova seria o intervalo de duas a três horas, dependendo da distância. A coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Pueri Domus da Aclimação, em São Paulo, Cintia Etsuko Yamashita, defende a preparação do candidato com o planejamento de rota, por exemplo.

“Programar que horas você vai chegar ao local, no dia da prova, é muito importante”, avalia.

Por isso, nestes dois dias que antecedem as provas, é preciso conhecer o local de aplicação do Enem e vale consultar o tempo do deslocamento, trajetos alternativos e diferentes modais para chegar à unidade destacada no cartão de inscrição do candidato. 

A demanda por carros de aplicativo é alta nos horários de pico (entre as 11h e as 13h) nos domingos do Enem, o que pode ocasionar a demora até encontrar um motorista que aceite a corrida. Além disso, os preços podem subir.

A estudante Ana Carolina da Silva Gribbler, do terceiro ano do ensino médio do Colégio St. Georges (STG), no Rio de Janeiro, fará o Enem pela primeira vez. Aos 18 anos, a jovem diz ter familiaridade com o local de prova, depois que a coordenação geral do exame o alterou para um novo endereço, mais próximo da residência dela.


Brasília (DF) 05/11/2025 – Ana Carolina da Silva Gribbler, 18 anos – aluna do terceiro ano, deseja cursar medicina, 1º Enem
Foto: Ana Carolina da Silva Gribbler/Arquivo pessoal
Brasília (DF) 05/11/2025 – Ana Carolina da Silva Gribbler, 18 anos – aluna do terceiro ano, deseja cursar medicina, 1º Enem
Foto: Ana Carolina da Silva Gribbler/Arquivo pessoal

“Eu tinha caído em um lugar um pouquinho longe de onde eu moro. Depois, me realocaram. Com a mudança, agora, estou em frente à minha escola.”

Apesar de nunca ter entrado na unidade designada para fazer o Enem, Ana Carolina se sente aliviada para focar em seu objetivo principal, ser aprovada no curso superior de medicina. “Por estar mais perto, estou mais segura quanto ao meu local de prova e mais tranquila quanto ao horário também.”

Transporte público

Como opção, algumas cidades brasileiras anunciaram algum tipo de gratuidade ou reforço no transporte para o Enem 2025. Este é o caso do metrô de Salvador e Lauro de Freitas (BA). Em Fortaleza, foi anunciado o aumento da frota de ônibus para estudantes cearenses; viagens de graça nos ônibus intermunicipais de sete cidades do ABC Paulista e no transporte municipal de Osasco; passe Livre (ida e volta) para estudantes de Campo Grande, entre outras localidades.

Mas, a dica é confirmar os detalhes específicos das medidas anunciadas na região, diretamente na prefeitura ou órgão de transporte da cidade, pois as regras de acesso podem variar.

Fonte: Agência Brasil

Eficiência gerou bons resultados da Petrobras, avalia diretoria

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O aumento da eficiência das plataformas da Petrobras possibilitou que a companhia apresentasse lucro no terceiro trimestre deste ano, segundo  avaliação do colegiado de diretores executivos.

De acordo com dados da empresa, o conjunto de plataformas apresentou no período um ganho de eficiência 4% acima do verificado no terceiro trimestre de 2024. O percentual equivale a entrada em funcionamento de uma nova plataforma. 

Segundo a  diretora executiva de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, esse ganho de eficiência equivale “mais ou menos a uma plataforma [com capacidade de produção] de 160 mil a 180 mil barris por dia”.

A capacidade de produção das unidades, mensurada pelo fator de utilização das refinarias (FUT), foi de 94% no terceiro trimestre. “Esse resultado foi extraordinário”, comemorou William França, diretor de Processos Industrias e Produtos.

Ele relaciona o êxito à logística produtiva da companhia e a venda de produtos finalizados para consumo. “Produzimos menos produtos de fundo com um potencial de valor agregado menor e [produzimos] mais produtos de topo: diesel, gasolina e querosene [de aviação], principalmente”.

O balanço da Petrobras, divulgado na quinta-feira (6), contabilizou produção de 3,14 milhões de barris de óleo por dia e que a estatal teve lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre, 23% acima do resultado do mesmo período do ano passado.

Brent 

O diretor executivo de Finanças e de Relações com Investidores, Fernando Melgarejo, salientou que os ganhos foram obtidos apesar da queda do preço do petróleo entre o terceiro trimestre de 2024 e o de 2025. O barril do brent (petróleo cru utilizado como referência) caiu de US$ 80,18 por barril para US$ 69,07, uma redução de 13,85%.

“Mesmo com o cenário desafiador que todo o setor vem enfrentando, tanto no ambiente doméstico quanto externo, com especial atenção para a queda do preço do brent, aumentamos nossa eficiência em diversas frentes de trabalho para obter os resultados consistentes que apresentamos nos neste último trimestre, gerando valor para os nossos acionistas e para a sociedade”, disse.

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de dividendos no valor de R$ 12,16 bilhões.

Apesar de apresentar resultados positivos, Fernando Melgarejo descartou a possibilidade de haver pagamento de dividendos extras a acionistas. 

“O princípio para a gente poder distribuir dividendo extraordinário é ter caixa suficiente e resultado. A gente não tem, na nossa avaliação, caixa excedente capaz de fazer distribuição de dividendos extraordinário”, explicou.

Sem congelamento 

O diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, disse que a Petrobras está evitando repasses intempestivos da variação do valor dos combustíveis aos preços nas refinarias. 

“Lá no passado, a Petrobras praticava reajustes diários. Repassava toda essa volatilidade, uma volatilidade extrema, para os preços internos”, criticou.

Segundo ele, a decisão é estratégia comercial contra a volatilidade de preços. Ele garante que “não há qualquer tipo de congelamento” e que “os preços vigentes também indicam nenhuma perda de rentabilidade”.

Fonte: Agência Brasil

Igualar facções a terrorismo prejudica inquéritos, diz relator de CPI

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Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) argumenta que “simplesmente” equiparar as facções ao terrorismo pode prejudicar as investigações em curso, uma vez que o combate ao terrorismo é responsabilidade federal.  

Em conversa com a Agência Brasil nesta sexta-feira (7), o senador falou sobre a expectativa com a CPI, sobre o papel das Forças Armadas no combate ao crime e avaliou que talvez seja necessário abrir exceções no teto de gastos para financiar a segurança pública.

“A mera transformação de facção criminosa violenta em terrorismo vai fazer com que os processos criminais dessas ações migrem da Justiça estadual para federal e isso significa matar as investigações, jogar fora um conhecimento acumulado por profissionais qualificados por anos no combate ao crime grave”, destacou Vieira, que é delegado da Polícia Civil há 20 anos e está licenciado para exercer o mandato.

Vieira acrescentou, por outro lado, que é possível equiparar facções com terrorismo em relação ao tamanho e cumprimento das penas, mas “com os cuidados técnicos” para “não jogar fora todo um trabalho feito”.

O senador defendeu que as Forças Armadas devem ter papel no controle das fronteiras e questionou a eficiência de operações de garantia da lei e da ordem feitas por militares.  

“É mais um exemplo de providências que não funcionam, não geram resultados e só servem para efeitos midiáticos. Nós tivemos várias oportunidades de intervenção das Forças Armadas em território urbano e os resultados foram mínimos e absolutamente temporários”, destacou o senador Alessandro.

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O parlamentar sergipano disse ainda não concordar com a convocação de líderes de facções pela CPI, como pedem alguns requerimentos. Segundo ele, isso poderia ajudar o próprio crime.  

Ainda segundo o relator da CPI instalada nesta semana, as operações Carbono Oculto – que teve como alvo a lavagem de dinheiro do crime via postos de combustíveis – e a Contenção – que resultou no assassinato de 121 pessoas no Rio de Janeiro  – são complementares, tendo cada uma um papel no combate ao crime.


Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

Confira a entrevista completa:

Agência Brasil: Qual é o principal – ou os principais – erros da política de segurança pública no Brasil para combater o crime organizado e como a CPI pode ajudar?

Senador Alessandro: A CPI vai viabilizar um diagnóstico completo. Com esse diagnóstico, daremos o encaminhamento de quais são as soluções que funcionam e aquelas que nunca funcionaram, embora sejam repetidas de tempos em tempos.

Mas o que a gente pode apontar com muita clareza é a questão da insuficiência do financiamento, a ausência de planejamento e a ausência de continuidade na política de segurança.

Porque a política de segurança, ela leva um tempo para poder gerar resultado consistente. Ela custa muito dinheiro, ela exige uma vontade política firme no sentido de combater o crime. Esses são os pontos principais.

A questão da falta de integração entre as forças também é um ponto relevante, mas esses que eu citei antes me parecem mais importantes. Ouvindo os profissionais e ouvindo os especialistas, a gente, muito provavelmente, vai chegar a essas conclusões.

Agência Brasil: Como encontrar dinheiro para segurança pública com as atuais regras fiscais que limitam os gastos da União e dos estados?

Senador Alessandro: Da mesma forma como a gente acha espaço para todo gasto que a política considera importante. Um país que gasta R$ 5 bilhões para financiar a sua eleição, ele tem dinheiro, seguramente tem dinheiro para financiar a defesa da vida, do patrimônio, da segurança do cidadão. É uma questão de definição política.

Com a CPI, esperamos conseguir juntar um volume de dados e de força política que viabilize, finalmente, a construção de um plano nacional de segurança pactuado entre estados, municípios e União, suficientemente financiado e estável para que ele tenha uma continuidade e gere os resultados que o Brasil precisa.

Agência Brasil: O recurso poderia ficar por fora da meta fiscal do teto de gastos?

Senador Alessandro: O formato vai ser definido. A primeira resposta não é essa. A primeira pergunta é qual é o volume necessário. O que a gente precisa fazer para gerar uma mudança significativa? A partir daí, viabilizar os espaços fiscais, seja com redirecionamento de recursos, que é sempre o ideal, seja com afastamento de algum limite específico de regra fiscal, desde que seja de forma pontual e técnica. Já fizemos isso dezenas de vezes.

Agência Brasil: Qual sua avaliação sobre o debate de se rotular, ou não, essas facções e milícias como terroristas?

Senador Alessandro: Tecnicamente falando, e não há divergência nisso, não são organizações terroristas, porque o terrorismo pressupõe um componente religioso, ideológico ou político. Essas facções têm como objetivo o lucro, o dinheiro.

Mas é possível sim você avançar em alguma proposta de equiparação para fins de pena, cumprimento de pena, mas com os cuidados técnicos necessários para não jogar fora todo um trabalho feito.

Porque a mera transformação de facção criminosa violenta em terrorismo vai fazer com que os processos criminais dessas ações migrem na Justiça estadual para federal e isso significa matar as investigações, jogar fora um conhecimento acumulado por profissionais qualificados por anos no combate ao crime grave.

Nada feito na correria é solução. Existem bons caminhos e bons projetos que já estão no Senado e na Câmara. A gente vai tentar ajudar os colegas a fazerem essa peneira. Criar uma lógica processual, não dá para ser uma colcha de retalhos, e dentro de uma lógica que tem consenso.

Podemos agravar muito as penas desse tipo de criminoso, mais ainda das suas lideranças, endurecer o cumprimento de pena.

Agência Brasil: No plano de trabalho, o senhor cita a contribuição das Forças Armadas para atuarem nas fronteiras e rotas utilizadas pelo tráfico. Qual o papel dos militares no combate ao crime?  

Senador Alessandro:  Precisamos, primeiro, ouvir os profissionais das Forças Armadas. O Ministro da Defesa já foi convidado, mas o desenho constitucional brasileiro e aquilo que efetivamente funciona aponta para a necessidade da atuação das Forças Armadas na região de fronteira.

As Forças Armadas, só muito excepcionalmente, e com duração muito delimitada, podem ter papel numa atuação de GLO [Garantia da Lei e da Ordem] numa cidade, metrópole ou comunidade.

Esse é mais um exemplo de providências que não funcionam, não geram resultados e só servem para efeitos midiáticos. Nós tivemos várias oportunidades de intervenção das Forças Armadas em território urbano e os resultados foram mínimos e absolutamente temporários.

Se em contrapartida eu consigo, em parceria das forças de segurança, com as Forças Armadas, restringir o acesso de armas e drogas pelas nossas fronteiras, eu impacto diretamente o crime organizado, eu aumento o custo deles, reduzo a atratividade daquilo e reduzo, por consequência, a criminalidade. Então, cada um no seu quadrado, com liderança política da União e integração.

Agência Brasil: Quando foi apresentado o plano de trabalho, o senhor destacou a necessidade de dar atenção especial para a penetração do crime organizado nos mercados legais. Por que isso é importante? 

Senador Alessandro: Porque há um avanço muito acelerado do crime organizado em segmentos da economia formal. O que chamou mais atenção recentemente foi o segmento dos combustíveis e seus derivados. Mas isso acontece em outras áreas da economia formal.

A gente precisa criar, primeiro, a mesma dinâmica de levantamento dos dados, a oitiva dos profissionais que trabalham no segmento e o encaminhamento de soluções. Em alguns casos, vão ser soluções legislativas, criando mais travas para esse acesso do crime organizado ou diminuindo o interesse potencial do crime organizado por esse segmento.

Tenho projetos apresentados, há um ano talvez, na área de combustíveis para tentar fechar a porta da lavagem de dinheiro com o uso de postos de gasolina. A gente vai conseguir avançar em medidas desse tipo, protegendo a economia formal, a economia lícita, e inviabilizando os diversos mecanismos de lavagem de dinheiro que hoje são utilizados.

Agência Brasil: Qual seria a melhor forma de reduzir o poder econômico e militar dessas organizações criminosas no Brasil?

Senador Alessandro: Uma série de ações, não tem uma bala de prata, uma série de ações que se complementam. Muita gente comparou a Operação Carbono Zero e a Operação Contenção.

São operações totalmente diversas, incomparáveis, mas que se conectam. Porque eu tenho que descapitalizar o crime, combater a lavagem de dinheiro, identificar e prender esses operadores e fechar essas portas de passagem de dinheiro sujo.

Mas, ao mesmo tempo, tenho que retomar o território que hoje é ocupado pelo crime. Essa retomada do território exige o uso da violência pelo Estado. Não dá para comparar uma coisa com a outra, elas se complementam.

A atividade de segurança pública é complexa, embora não seja segredo para ninguém, a gente sabe o que funciona e o que não funciona, mas ela tem todas essas camadas. Quando o traficante é descapitalizado com a apreensão de drogas, ele incide no roubo. Ele é bandido, ele quer dinheiro fácil, ele não para. Ele só para preso.

Você tinha 2,5 mil homens da polícia do Rio de Janeiro no morro, num confronto violento que teve 120 mortos, e dentro do presídio, no mesmo Rio de Janeiro, a mesma facção determinava ações de retaliação ou de diversionismo pelo Estado, pela cidade do Rio de Janeiro. Isso mostra uma falência na gestão de um ponto fundamental e que está no nosso plano de trabalho, que é o sistema prisional.

Agência Brasil: O senhor apoia convocar chefes de organizações criminosas presos, conforme pedem requerimentos do senador Marcos do Val? Por quê?

Senador Alessandro: Não tem meu apoio, mas a CPI é um colegiado. A gente vai ouvir os colegas de forma respeitosa e pedir que eles expliquem qual é o objetivo de uma oitiva dessa natureza.

Não há por que dar espaço, palco, microfone para bandido quando se tem já prévia consciência de que esse bandido não vai trazer nenhuma informação relevante que favoreça o combate ao crime. Ele vai usar esse espaço para tentar fortalecer o crime.

Então a gente tem que ter essa clareza, a gente vai respeitosamente ouvir o autor do requerimento, mas vai encaminhar a votação contrária porque é improdutivo e prejudicial para os interesses do Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Abin diz que projeto das UPPs resultou na expansão nacional do CV

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A forma como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) foram implementadas no Rio de Janeiro foram a “fagulha” que resultou na expansão da facção criminosa Comando Vermelho (CV) para outros estados.

Essa constatação foi apresentada pelo coordenador Geral de Análise de Conjuntura Nacional da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Pedro de Souza Mesquita, à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, nessa quinta-feira (6).

Segundo o agente da Abin, a chegada das UPPs nessas localidades forçou os líderes do CV a fugirem do Rio de Janeiro, resultando em uma ampliação geográfica da facção criminosa pelo país.

“A fagulha desse processo é uma externalidade negativa do próprio projeto de UPP”, disse Mesquita durante audiência da comissão.

Novas áreas de atuação

“E, a partir do momento em que esses líderes são levados a deixar o Rio de Janeiro, eles inevitavelmente buscam, nas fronteiras norte, outros lugares para atuar, se organizar e poder retornar ao Rio. Esse processo vem desde 2013 e teve seu ápice no ano passado”, acrescentou.

De acordo com o coordenador do órgão central da atividade de inteligência do país, o mapeamento desse processo, conduzido com o objetivo de entender de forma mais precisa a situação da segurança no estado, e suas possíveis implicações para outras unidades da Federação.

“Isso vem desde 2013, e teve seu ápice certamente no ano passado”, disse Mesquita ao informar que, naquele ano, o CV atuava no Tocantins, Pará, em Rondônia e Santa Catarina, além do Rio de Janeiro.

Ao longo de uma década, a expansão foi significativa. “Hoje, do Norte, a gente só não tem o Comando Vermelho como principal grupo em Roraima e no Amapá”, disse ele ao informar que a facção tem “presença relevante” nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, o Paraná e Rio Grande do Sul, mas que atuam também nas demais nos demais estados.

Ele explicou que a ampliação foi potencializada a partir do alinhamento com grupos criminosos que, na época, estavam enfrentando o avanço de outra facção criminosa em seus estados, o Primeiro Comando da Capital (PCC), com origem em São Paulo.

“O CV, então, começou a oferecer para esses grupos uma rede de acesso logístico a armas e drogas, por meio de uma cadeia de comando muito mais descentralizado do que a da facção paulista. A partir disso, a organização criminosa foi se proliferando”, completou.

PCC

Durante a audiência no Senado, Mesquita explicou que, se por um lado, o CV está ampliando nacionalmente seu campo de atuação, por outro o PCC tem ampliado sua atuação para outros países.

“Quando a gente fala hoje em transnacionalidade, a gente precisa olhar para esse ator conhecido como o Primeiro Comando da Capital. Esse é o maior case que a gente tem no país, e é sem sombra de dúvidas hoje o grupo que mais afeta a nossa estabilidade enquanto o país, perante a comunidade Internacional”, disse.

Segundo o coordenador da Abin, as investigações sobre a atuação do PCC mostram que esse avanço internacional vem sendo implementado desde 2016.

“Em 2018 a gente teve acesso a um comunicado deles convocando membros que falassem espanhol, para poder se proliferar pelos outros países”, disse. Naquele ano, a facção estava em 11 países, com cerca de mil membros.

“Hoje, 28 países têm a presença dessa organização criminosa, contando com mais de 2 mil membros. Isso é um processo que vem ocorrendo ao longo desses últimos 15 anos”, completou.

Governo do RJ

Contatado pela Agência Brasil, o governo do Rio de Janeiro informou que a nacionalização do Comando Vermelho “não pode ser atribuída exclusivamente” às UPPS.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública confirmou que, de fato, o projeto, à época, concentrou-se na ocupação territorial, sem o devido acompanhamento de políticas públicas integradas, o que teria inviabilizado sua sustentabilidade no longo prazo.

“Naquele momento, a ampla divulgação das ações e a pressão sobre os territórios controlados pelo tráfico levaram muitos criminosos a se deslocarem para outros municípios e estados, o que contribuiu para o processo de expansão do Comando Vermelho”, acrescentou.

A Secretaria reforçou que “esse movimento teve vários fatores” e, na sequência, reafirmou a necessidade de união dos governos federal, estadual e municipal no combate ao narcotráfico.

Fonte: Agência Brasil

Por unanimidade, STF mantém condenação de Bolsonaro e aliados

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Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram manter a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro e mais seis réus na ação penal da trama golpista.

Com placar de 4 votos a 0, o colegiado rejeitou os chamados embargos de declaração, recursos que foram protocolados pelas defesas dos condenados para evitar a execução das penas em regime fechado. 

Os votos foram proferidos pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. 

Luiz Fux não votou. No mês passado, o ministro mudou para a Segunda Turma da Corte após votar pela absolvição de Bolsonaro. 

Com os quatro votos proferidos, o julgamento virtual está encerrado. 

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Prisão 

A partir de agora, caberá a Alexandre de Moraes decidir quando Bolsonaro e os demais réus serão presos. 

A medida deverá ocorrer após o ministro declarar o trânsito em julgado da ação penal, ou seja, o fim do processo e da possibilidade de recorrer. Não há prazo para a decisão. 

A princípio, Bolsonaro e outros réus não têm direito a um novo recurso para levar o caso para o plenário. Contudo, as defesas podem insistir na tentativa de apresentá-lo. 

Para conseguir que o caso fosse julgado novamente pelo pleno, os acusados precisavam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2. Nesse caso, os embargos infringentes poderiam ser protocolados contra a decisão.  No dia 11 de setembro, o placar pela condenação foi de 4 votos a 1. 

Atualmente, o ex-presidente está em prisão domiciliar em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se a prisão for decretada por Moraes, o ex-presidente iniciará o cumprimento da pena definitiva pela ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. 

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor. 

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde. 

Condenados 

Além de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, também tiveram os recursos negados:

Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; 

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; 

Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); 

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e 

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.  

Fonte: Agência Brasil

Brasil goleia Indonésia e avança à fase mata-mata do Mundial Sub-17

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A seleção brasileira masculina cravou a segunda goleada seguida no Mundial Sub-17 em Doha (Catar) e avançou para a próxima fase (eliminatória). Nesta sexta-feira (7), a Amarelinha fez 4 a 0 contra a Indonésia no segundo jogo da fase de grupos, no complexo esportivo Aspire Zone. Luís Eduardo abriu o placar logo aos 2 minutos, e ainda no primeiro tempo teve gol contra (Panji) e o terceiro foi de Felipe Morais. Na etapa final, Ruan Pablo selou a vitória com um belo chute da intermediária.

Com o triunfo de hoje, o Brasil totalizou seis pontos e lidera o grupo H ao lado de Zâmbia – adversário no último duelo da fase de grupos. Ambas as equipes já estão asseguradas no mata-mata (fase eliminatória), pois somam duas vitórias. O Brasil tem maior saldo de gols (7 contra Honduras + 4 contra Indonésia). Já a Zâmbia ganhou por 3 a 1 da Indonésia, e por 5 a 2 contra Honduras.

Brasil e Zâmbia se enfrentam na próxima segunda (10), às 11h45 (horário de Brasília). Com maior saldo de gols (11), a seleção pode confirmar a liderança do Grupo H com um empate.

A Amarelinha sonha como pentacampeonato mundial, após os títulos de 1997, 1999, 2003 e 2019.

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O Mundial Sub-17 vai até 27 de novembro. Ao todo 48 seleções – divididas em 12 grupos –  iniciaram a competição. Somente as duas melhores equipe de cada chave seguem para o mata-mata.



Fonte: Agência Brasil