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Petrobras pagou R$ 131,7 bilhões em tributos no primeiro semestre

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A Petrobras pagou R$ 131,7 bilhões em tributos no primeiro semestre de 2025. O montante está no relatório fiscal da companhia, divulgado nesta quinta-feira (14), e representa recuo de 4,5% em relação aos R$ 137,9 bilhões do mesmo período do ano passado.

Os números não levam em conta a inflação do período. Considerada a inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcou 5,35% no acumulado de 12 meses anteriores a junho de 2025.

O valor total inclui tributos (impostos e contribuições), que são destinados à União, estados e municípios, e as chamadas participações governamentais. Essas participações são basicamente royalties pela exploração de petróleo e participação especial (PE) – uma compensação financeira extraordinária cobrada de campos de petróleo com grande volume de produção.

A Petrobras detalha que a União recebeu diretamente R$ 77,1 bilhões, sendo R$ 45,3 bilhões em tributos federais e R$ 31,8 bilhões em participações governamentais. Parte do valor total é redistribuída pelo governo para estados e municípios.

De acordo com a estatal, o montante do primeiro semestre corresponde a 5,4% de toda arrecadação federal e representa redução de 11,9% em relação ao pago no mesmo período de 2024.

A companhia explica que a queda foi sentida no recolhimento de tributos sobre o lucro (IRPJ e CSLL) e sobre o faturamento (PIS e Cofins).

O total pago em participação governamental subiu 3% na comparação anual.

Estados

Em relação ao recolhimento por parte dos estados, a Petrobras contribuiu com R$ 53,6 bilhões, o que representa 12% da arrecadação das unidades federativas. Esse valor é 7,8% superior ao pago no primeiro semestre de 2024, justificado pelo aumento da cobrança de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, que passou a valer em 1º de fevereiro

A companha destaca que, em 20 unidades da federação, representa mais de 10% da arrecadação de ICMS.

Veja os estados que mais receberam tributos da Petrobras em valores absolutos:

  • 1º) São Paulo: R$ 11,3 milhões
  • 2º) Minas Gerais: R$ 7,3 milhões
  • 3º) Rio de Janeiro: R$ 4,3 milhões
  • 4º) Rio Grande do Sul: R$ 4,3 milhões
  • 5º) Paraná: R$ 3,3 milhões

Apesar de Mato Grosso do Sul ser o nono estado em recolhimento da Petrobras, com R$ 2,6 milhões, o estado tem mais da metade da arrecadação vinda dos cofres da estatal do petróleo.

Confira o ranking de participação da Petrobras nas arrecadações estaduais:

  • 1º) Mato Grosso do Sul: 52,8%
  • 2º) Rondônia: 24,8%
  • 3º) Paraíba: 24,5%
  • 4º) Goiás: 20,9%
  • 5º) Ceará: 19,2%

O estado de São Paulo, campeão de arrecadação, tem apenas 10,2% da sua receita proveniente da Petrobras.  

Os municípios brasileiros receberam R$ 1 bilhão no primeiro semestre de 2025, praticamente tudo em Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). No mesmo período de 2024 foi R$ 0,7 bilhão.

Fonte: Agência Brasil

CCJ aprova aumento de pena para aliciamento de crianças na internet

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13), por unanimidade, o Projeto de Lei 2.857, de 2019, que aumenta em um terço a pena para o crime de aliciamento de crianças e adolescentes por meio da internet, via aplicativos ou redes sociais.

“O endurecimento da punição é necessário, pois as tecnologias atualmente usadas para promover a interação entre pessoas amplificam ou facilitam a prática de crimes que antes ocorriam apenas no mundo presencial”, defendeu a relatora do texto, deputado Laura Carneiro (PSD-RJ).  

Atualmente, o artigo 241-D, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 1990) prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos, mais multa, a quem aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso.

O projeto de lei avançou na CCJ após repercussão da denúncia do influenciador Felca Bressanim contra perfis que usam crianças e adolescentes com pouca roupa, dançando músicas sensuais ou falando de sexo em programas divulgados nas plataformas digitais, com o objetivo de monetizar esses conteúdos, gerando dinheiro para os donos dos canais.

Diante da denúncia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou a entrega, em 30 dias, de um projeto de lei contra a adultização infantil, que deve ser construído por grupo de trabalho de parlamentares e especialistas.

Regulação

A possível responsabilização das plataformas digitais por permitir a monetização de conteúdos com exploração de crianças e adolescentes causa divergência entre os deputados.

Os partidos de oposição criticam a possibilidade de regulação das redes argumentando que se trata de censura. Já deputados ligados à base governista justificam que a regulação das redes é necessária para reduzir os abusos contra a infância no Brasil.

Na discussão desta quarta-feira na CCJ, o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmou que a oposição não vai permitir pautas que criem regras para o funcionamento das redes sociais.

“Vamos ficar atentos porque estão querendo colocar jabuti para regular e censurar a rede social. A gente não vai permitir usar um tema tão precioso para a gente, que é defender as nossas crianças, para regular as redes sociais”, disse o deputado. O termo jabuti é usado para se referir a inclusão de temas que não têm relação com o objeto do projeto de lei em análise. 

O deputado Helder Salomão (PT-ES) avalia que aumentar a pena para os criminosos não é suficiente, e defende a responsabilização das plataformas que lucram com conteúdos que exploram crianças e adolescentes.

“Quem não quer regular as redes sociais, as plataformas digitais, as big techs, é conivente com esse tipo de crime de pedofilia, de violência sexual, de exploração sexual e de abuso sexual contra crianças e adolescentes. É uma questão lógica. Se eu acho que o ambiente digital deve ser terra de ninguém, eu estou colaborando para a prática de crimes contra a criança e a infância e os adolescentes do nosso país”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Ação policial contra facção criminosa resulta em seis mortos no Rio

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A Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro realizaram uma operação conjunta para combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) na Gardênia Azul, bairro da zona oeste da cidade, localizado na região de Jacarepaguá.

A ação policial resultou na morte de seis homens que seriam ligados à facção criminosa. O CV vem ampliando seu território sobre áreas do Rio de Janeiro antes dominadas pela milícia. 

Os policiais conseguiram efetuar a prisão de 12 suspeitos, dois deles identificados: um segurança de um dos chefes da facção criminosa na região e um ladrão de cargas, foragido da Justiça. Além deles, quatro menores infratores foram apreendidos.

Os agentes apreenderam também quatro fuzis, quatro pistolas, um revólver, munições, carregadores, granadas, rádios transmissores, grande quantidade de drogas e cadernos de anotações do tráfico.

As ações realizadas nessa quarta-feira tiveram o objetivo de forçar a facção criminosa sair da Gardênia Azul. Para isso, foram reunidas informações de inteligência da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do 18º batalhão da PM, de Jacarepaguá, e dos setores de Inteligência da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). Também participaram policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e da 22ª Delegacia Policial, na Penha.

Morte de policial

No último 19 maio, em uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) contra a venda de água mineral contaminada e furto de energia elétrica, na Cidade Deus, comunidade próxima à Gardênia Azul, o policial civil José Antônio Lourenço, lotado na Core, foi morto por um tiro de fuzil na cabeça.

 

Fonte: Agência Brasil

Saiba o que dizem réus da trama golpista em alegações finais ao STF

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Os oito réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, já entregaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) suas alegações finais na ação penal que tem como alvo o núcleo um da trama golpista. O grupo é composto pelos que foram apontados pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República como os líderes da conspiração que visava reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, governasse. 

O prazo para as últimas manifestações se encerrou nesta quarta-feira (13), quando sete dos oito réus entregaram suas defesas por escrito. Um deles, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, teve que entregar as alegações finais antes, por ser delator da trama. 

A legislação criminal prevê que os réus não delatores têm o direito de sempre se manifestarem por último, para que possam ter pleno conhecimento de tudo que são acusados antes de preparar a própria defesa. 

Pela mesma razão, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, como titular da denúncia formal, foi o primeiro a entregar as alegações finais no caso, ainda em julho. 

O PGR pediu a condenação de todos os acusados por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado da União. 

A exceção é o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Com base no argumento de imunidade parlamentar, ele obteve de seus pares, em votação na Câmara, a suspensão do processo em relação aos crimes supostamente cometidos após a diplomação

Todos os réus negam os crimes e pedem a absolvição de todas as acusações. Em geral, os advogados optaram por não se aprofundar na contestação da existência de uma trama golpista em si, focando em vez disso na afirmação de que, se existiu algum plano antidemocrático, seu cliente não está envolvido. 

O caso agora deve ser julgado pelos cinco ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal:

  • o relator, Alexandre de Moraes;
  • Cristiano Zanin;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia;
  • e Flávio Dino. 

Não há prazo definido para que o processo seja pautado por Zanin, presidente da Primeira Turma. O ato depende da liberação da ação para julgamento pelo relator. É possível que o caso seja julgado a partir de setembro.  

Confira abaixo o que disse a defesa de cada um dos oito réus da ação penal 2668, que têm como alvo o “núcleo crucial” da trama golpista. 

Jair Bolsonaro


Brasília (DF) 25/03/2025 - O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista vão se tornar réus na ação.
O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, colegiado formado por cinco dos 11 ministros que compõem o tribunal. 
Foto: Antonio Augusto/STF
Brasília (DF) 25/03/2025 - O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista vão se tornar réus na ação.
O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, colegiado formado por cinco dos 11 ministros que compõem o tribunal. 
Foto: Antonio Augusto/STF

Em 197 páginas, a equipe de advogados de Bolsonaro, liderada pelos criminalistas Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, chamou a acusação feita por Gonet de “absurda” e “golpe imaginado”. 

Os defensores insistiram na falta de provas que pudessem colocar o ex-presidente inequivocamente no centro da trama golpista. 

A defesa não negou, por exemplo, o depoimento do general Freire Gomes, ex-comandante do Exército que relatou ter alertado Bolsonaro a não assinar nenhum ato que representasse uma ruptura com a ordem democrática. Os advogados afirmaram, contudo, que nada foi além de “cogitação” e “brainstorm”. 

“Ao fim, e conforme será adiante demonstrado, estas conversas – ou “brainstorm”, para usar a descrição da principal testemunha da acusação – não passaram, quando muito, de cogitação. Não existe prova que retire o tema deste espaço distante e dissociado de qualquer ato de execução”, diz a defesa. 

A defesa de Jair Bolsonaro também pediu a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente que deu detalhes sobre a trama. Um dos pontos contestados, por exemplo, diz respeito à existência de um plano para assassinar Moraes. 

“O texto que previa apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes também não existe; nunca foi encontrado”, escreveu a defesa. Bolsonaro, na verdade, determinou a transição de governo, e não um golpe, sustentaram os advogados, concluindo que “não há como condenar Bolsonaro com base na prova produzida nos autos”.

Walter Braga Netto


Brasília (DF), 02/04/2020 - Ministro da Casa Civil Braga Netto durante coletiva de Imprensa no Palácio do Planalto sobre as ações de enfrentamento no combate ao Covid-19. Foto: Isac Nóbrega/PR
Brasília (DF), 02/04/2020 - Ministro da Casa Civil Braga Netto durante coletiva de Imprensa no Palácio do Planalto sobre as ações de enfrentamento no combate ao Covid-19. Foto: Isac Nóbrega/PR

A defesa do general da reserva do Exército Walter Braga Netto negou a participação dele em qualquer plano golpista e também atacou a delação de Cid, afirmando que o ex-ajudante de ordens foi “obrigado a mentir”. Além de ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Braga Netto foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro derrotada nas eleições de 2022.

Em diversos trechos, a defesa chama Cid de mentiroso, rebatendo afirmações do tenente-coronel e afirmando que o general Braga Netto não tinha conhecimento sobre nenhum plano chamado “Punhal Verde e Amarelo” nem entregou dinheiro para a condução de qualquer planejamento golpista. 

“Não há, para além da palavra de um delator reconhecidamente mentiroso, qualquer elemento de prova que demonstre que o Gen. Braga Netto tenha tomado ciência, elaborado ou financiado qualquer operação clandestina com intuito golpista”, diz a peça. 

Anderson Torres


Brasília (DF) 10/08/2023 - A CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) se reúne, para ouvir o ex-secretário de Segurança do DF e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF) 10/08/2023 - A CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) se reúne, para ouvir o ex-secretário de Segurança do DF e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Os advogados do ex-ministro da Justiça Anderson Torres pediram a absolvição, afirmando que ele não cometeu nenhum crime. Torres ocupou o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro e era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal durante os atentados do 8 de janeiro.

A defesa rebateu, por exemplo, que uma “minuta de golpe” encontrada na casa de Torres durante operação da Polícia Federal, uma das principais provas da acusação, possa ser considerada como prova. Segundo os advogados de Torres, a suposta minuta é um texto “apócrifo” e que só não foi descartado por descuido. 

“O texto afrontava os pressupostos constitucionais do Estado de Defesa, não fazia sentido jurídico e jamais poderia ser levado a sério por qualquer jurista. Sua presença isolada, sem atos subsequentes de circulação, deliberação ou articulação, não autoriza qualquer presunção de dolo”, dizem as alegações finais da defesa. 

Os advogados também buscaram afastar a omissão de Torres durante os atos de 8 de janeiro de 2023, quando ele era responsável pela segurança pública no DF e apoiadores de Bolsonaro invadiram e deprederam as sedes dos Três Poderes, em Brasília. 

Augusto Heleno


Brasília (DF) 26/09/2023 General, Augusto Heleno durante depoimento a CPMI do golpe. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Brasília (DF) 26/09/2023 General, Augusto Heleno durante depoimento a CPMI do golpe. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Para a defesa, as provas colhidas durante a instrução do processo “afastam qualquer hipótese de protagonismo” na trama golpista do general da reserva do Exército Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). 

“Uma análise detida dos fatos narrados na denúncia revela que a conduta do general Heleno, então Ministro do GSI, foi meramente acessória e periférica em relação ao núcleo organizacional, não havendo elementos que indiquem relevância causal de sua atuação para o êxito da empreitada criminosa”, afirmou a defesa. 

Os advogados defenderam que há falta de provas sobre o envolvimento de seu cliente e pediram a absolvição por todos os crimes imputados, afirmando ainda ser “leviana” qualquer associação de Heleno com a organização dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.  

Alexandre Ramagem


Brasília (DF), 05/06/2025 - Alexandre Ramagem particiapa de interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 no STF. Foto: Fellipe Sampaio/STF
Brasília (DF), 05/06/2025 - Alexandre Ramagem particiapa de interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 no STF. Foto: Fellipe Sampaio/STF

A defesa do deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem negou que ele tenha ordenado o monitoramento ilegal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de desafetos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Os advogados pediram a absolvição de Ramagem, afirmando não haver provas de que ele tenha ordenado o uso da infraestrutura da Abin em prol dos objetivos de um plano golpista. Para a defesa, se houve ato ilegal por parte de algum funcionário da agência, a responsabilidade não pode ser atribuída ao então diretor. 

“Alexandre Ramagem não pode ser responsabilizado por cada ato praticado no âmbito da Abin durante sua gestão, com base no simples fato de que era o diretor-geral do órgão, salvo se se admitisse eventual responsabilização por culpa”, dizem as alegações finais. 

Almir Garnier


O comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, fala com a imprensa. Em comemoração ao Bicentenário da Independência, a Marinha do Brasil promove uma Revista Naval, com a presença do presidente da República, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
O comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, fala com a imprensa. Em comemoração ao Bicentenário da Independência, a Marinha do Brasil promove uma Revista Naval, com a presença do presidente da República, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Nas alegações finais, a defesa do almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, negou que ele tenha colocado tropas à disposição de Bolsonaro e pediu a absolvição do ex-comandante da Marinha. 

Os advogados apontaram para o que seriam contradições entre os depoimentos do general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, e do brigadeiro Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica. Os comandantes das outras duas forças militares à época apontaram Garnier como entusiasta de uma ruptura institucional. 

“Perceba-se que apenas Baptista Júnior afirma que Garnier teria colocado tropas à disposição. Freire Gomes, que estava presente nas reuniões, afirmou apenas que ele teria se colocado ‘com o presidente’, porém no sentido de respeito hierárquico”, indicou a defesa. Tal contradição deve “ser resolvida a favor do réu”. 

Mauro Cid


RETROSPECTIVA_2023 - Tenente-coronel Mauro Cid depõe na CPI dos atos golpistas - Foto: Lula Marques/Agência Brasil
RETROSPECTIVA_2023 - Tenente-coronel Mauro Cid depõe na CPI dos atos golpistas - Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Ainda em 29 de julho, quando apresentou suas alegações finais, a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, pediu a absolvição do delator da trama golpista. Na peça, os advogados de Cid o colocam como um observador, testemunha dos fatos delatados, mas não partícipe de crimes.

Caso seja negada a absolvição, a defesa pediu o reconhecimento sobre a efetividade da delação premiada de Cid para o esclarecimento da trama golpista. Em troca, os advogados pedem que ele seja condenado a uma pena mínima de dois anos. 

“Pondere-se que dentro de um quadro de dezenas de acusados, ninguém teve a coragem de Mauro Cid. Isolou-se, perdeu aqueles que considerava seus amigos, a convivência em sociedade, o exercício de sua profissão, foi e continua sendo taxado de traidor”, diz a defesa. 

Paulo Sergio Nogueira


O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, durante a abertura da 7ª Mostra BID Brasil, evento do segmento de defesa e segurança, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, durante a abertura da 7ª Mostra BID Brasil, evento do segmento de defesa e segurança, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

A defesa do general Paulo Sergio Nogueira, que também foi ministro da Defesa de Bolsonaro, pediu a absolvição dele e afirmou que o militar, na verdade, atuou “ativamente” contra o golpe de Estado. 

Os advogados de Nogueira afirmaram que ele aconselhava Bolsonaro e afirmava ao ex-presidente que nada poderia ser feito diante do resultado das eleições e que era contrário a adoção de qualquer medida de exceção.

“Consoante extrai-se da prova dos autos, o general Paulo Sérgio é manifestamente inocente tendo atuado ativamente para evitar a realização de um golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, disse a defesa.

Fonte: Agência Brasil

Plano Safra: BNDES atinge R$ 10 bilhões de recursos aprovados

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O Plano Safra 2025/2026 atingiu a marca de R$ 10 bilhões em aprovações de recursos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os financiamentos começaram a ser liberados em 17 de julho deste ano, dentro dos Programas Agropecuários do governo federal (PAGF) e do BNDES Crédito Rural (R$ 812 milhões).

Os recursos foram para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Também foram atendidos o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

De acordo com o BNDES, só nas linhas de custeio foram consumidos R$ 2,68 bilhões; e nas de investimentos em instalações e máquinas a aprovação alcançou R$ 7,37 bilhões. Os agricultores familiares; micro, pequenas e médios produtores rurais e cooperativas as liberações chegaram a R$ 9,1 bilhões.

>>Edital seleciona 36 projetos para fortalecer agricultura familiar

O banco também ressaltou que a operação foi realizada por meio de instituições parceiras, permitindo uma distribuição descentralizada de recursos, alcançando 93% dos municípios.

“Esse desempenho mostra a alta demanda por recursos e a capacidade do BNDES em atender, com agilidade e eficiência, este setor que é um dos principais motores do desenvolvimento econômico”, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante.


Rio de Janeiro (RJ), 22/05/2025 –O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante durante celebração do Dia Internacional da Biodiversidade, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 22/05/2025 –O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante durante celebração do Dia Internacional da Biodiversidade, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 22/05/2025 –O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou orçamento de R$ 70 bilhões é o maior já disponibilizado. Foto-arquivo: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

Ele acrescentou que, este ano, com a orientação do presidente Lula, o orçamento disponibilizado, um total de R$ 70 bilhões, foi o maior já concedido pelo banco ao setor agropecuário, 5% acima do valor do Plano Safra do período anterior e 180 % superior dos recursos aprovados no Plano Safra 2022/2023.

Segundo Mercadante, esses créditos aprovados “atendem grandes e pequenos agricultores e mostram o nosso compromisso com o setor agropecuário sustentável e inovador. Dos R$ 10 bilhões aprovados até agora, cerca de R$ 3,3 bilhões foram para a agricultura familiar”, destacou..

Fonte: Agência Brasil

Mais de um terço dos projetos apresentados em 2024 se sobrepõem

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Em 2024, mais de um terço dos projetos de lei apresentados entraram em conflito ou duplicaram normas já existentes, o que demonstra que foram feitos sem atentar à necessidade de inovação legislativa e à articulação com políticas públicas vigentes, inclusive com decretos e outras regulamentações do Executivo. De 585 projetos de lei que têm relação com políticas públicas de saúde, 26% foram classificados como situações de contraposição e 11% como de sobreposição, conforme o estudo Radar Político da Saúde, apresentado pelo Instituto de Estudos para Políticas da Saúde (IEPS). 

O levantamento percebeu a sobreposição e a atribuiu a um conjunto de fatores: o esvaziamento do papel das comissões que avaliam as propostas; a falta de especialização dos gabinetes, que trabalham em diversos temas; e a ausência ou dificuldade de estabelecer diálogo com órgãos técnicos, como as assessorias de ministérios. Com esse conjunto de dificuldades, tende a crescer o número de proposições sem sentido, que se sobrepõem ou contrariam políticas públicas já implementadas, o que é considerado desperdício de tempo e de recursos públicos, sem integração com políticas consolidadas ou com a lógica de funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo.

O estudo mostra ainda que 40% das propostas legislativas na área complementam políticas públicas existentes, mas não geram fortalecimento estrutural do SUS. Menos de 10% dos projetos em cada casa legislativa se dedicam a aprimoramentos estruturantes do sistema de saúde.

Esse tipo de conflito se dá não apenas com matérias que tramitam na casa, mas muitas vezes com regras e normas infralegais, de órgãos do Poder Executivo, como regras para autorização de medicamentos de alto custo ou programas que estão há anos ativos, regulados por decretos ou outras ferramentas diretas. “É louvável que queira se transformar em lei um programa que tem dado certo, que a gente viu que tem dado certo. Mas, às vezes, esse processo engessa medidas que não precisariam estar em leis. Quando você transforma uma medida em lei, você engessa o processo, faz com que essas normas fiquem mais morosas para se adaptar a novas evidências que surgem”, explica Júlia Pereira, gerente de relações institucionais do IEPS.

O estudo defende ainda a visão de que o Congresso Nacional tem papel central nas políticas públicas, porém deve desempenhar papel de protagonista no aprimoramento da saúde pública, e o excesso de proposta dificulta essa atuação. “Além de os parlamentares atuarem como porta-vozes das demandas locais, em momentos cruciais, como durante a pandemia, é imprescindível que o Congresso seja ágil na aprovação de medidas essenciais para o enfrentamento de desafios, como, por exemplo, a criação de planos de emergência, que visam a uma abordagem mais estruturada”, pondera Pereira, lembrando da importância da Casa ao aprovar a Lei 8.080, que criou o SUS, e medidas importantes em momentos cruciais, como a pandemia de covid 19. 

Condições específicas 

O levantamento também avaliou a quem se destinavam as propostas e identificou que apenas 19% dos projetos têm foco em populações específicas, com baixa atenção a grupos historicamente negligenciados, como negros, indígenas e mulheres. Apenas 249 das 1.314 proposições analisadas foram classificadas como voltadas a públicos específicos. Delas, 38 tratam da saúde das mulheres (15%). Grupos como povos indígenas, população em situação de rua e comunidades tradicionais seguem com presença residual, representando menos de 3% do total. A publicação concluiu que “a baixa prioridade legislativa para essas populações contrasta com as desigualdades estruturais que impactam diretamente suas condições de saúde”.

Fonte: Agência Brasil

Encontro de Jongueiros transforma Praça Tiradentes em quilombo no Rio

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A Praça Tiradentes, no centro do Rio, vai se transformar em quilombo nesta quinta-feira (14), a partir das 10h, até sábado (16), durante o Encontro de Jongueiros. Na Semana do Patrimônio Histórico Nacional, cerca de 400 praticantes da dança, originários de 18 comunidades de jongo de São Paulo e do Rio de Janeiro vão se reunir em rodas, shows de samba, oficinas com mestres, exposição fotográfica na praça e seminário no Teatro Carlos Gomes.

O evento comemora os 20 anos de reconhecimento da dança como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, em 2005, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), dentro do calendário de festas, eventos e projetos comemorativos criado por lideranças de comunidades jongueiras.


Brasília (DF), 26/07/2025 - Reconhecimento do Jongo. Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação
Brasília (DF), 26/07/2025 - Reconhecimento do Jongo. Foto: Karen Eppinghaus/Divulgação

A intenção é analisar os resultados do plano de salvaguarda do gênero musical coreográfico afro-brasileiro, que reúne ritmo com a percussão de tambores, dança de roda e versos dos cantos também conhecidos como pontos.

“Vai ser a grande comemoração dos 20 anos do tombamento do jongo. A Praça Tiradentes vai virar quilombo”, disse o pesquisador, músico e coordenador do encontro, Marcos André Carvalho, em entrevista à Agência Brasil.

Oralidade

A manutenção da expressão cultural afro-brasileira característica da Região Sudeste do Brasil, se deve muito à transmissão dos saberes de geração em geração, por meio da comunicação oral ou oralidade, do gestual e da materialidade dos instrumentos musicais.

Dependendo da localidade, o jongo também é chamado de congo ou caxambu. No Espírito Santo, pode ser congo. No Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro, é caxambu, nome dado também em Minas Gerais e no Morro da Serrinha, em Madureira, e ainda na zona norte da capital.

A dança tem matrizes que vieram da África com pessoas escravizadas, de origem Bantu, especialmente do Congo, Angola e Moçambique, levadas para trabalhar em lavouras de café e de cana-de-açúcar, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

Com a abolição, parte dos libertos migrou para a capital do Rio de Janeiro, se instalando em favelas e fundando escolas de samba. Outros permaneceram na região fortalecendo a cultura no Vale do Café, onde o jongo é preservado na essência original. Lá existem cinco comunidades centenárias dos municípios de Barra do Piraí, Piraí, Valença, Pinheiral e Vassouras, no sul do estado.

“O jongo nasceu nas senzalas das cidades do Vale do Café e, com a abolição, desceu para a capital, onde foram fundadas as primeiras favelas do Rio, que são Salgueiro, Mangueira, São Carlos, Providência e Serrinha”, completou Marcos André.

Segundo Marcos André, eles criaram o Circuito Afro do Vale do Café, unindo as cinco comunidades centenárias para trazer o turismo étnico mundial e melhorar a vida dessas populações, historicamente exploradas e excluídas.

Debates

Pesquisas, inventários e registros sobre o jongo e o Vale do Café é o tema de abertura do seminário, hoje, às 10h, no Teatro Carlos Gomes. Participam a pesquisadora e integrante da Velha Guarda do Império Serrano, Raquel Valença; as professoras do Laboratório de História Oral da Universidade Federal Fluminense (UFF), Hebe Mattos e Martha Abreu; o Procurador da República, Júlio José Araújo Júnior; o fundador do Instituto Cachuera de São Paulo Paulo Dias; a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Eleonora Gabriel e da UFF Elaine Monteiro; e o jongueiro do Morro da Serrinha e produtor cultural Rodrigo Nunes, e outros.

No mesmo dia serão realizados dois debates. O tema do primeiro, que começa às 11h30, é Mestras e Mestres – Avaliação dos 20 anos de registro do Jongo e prospecções sobre o futuro das comunidades. Estarão presentes mestres dos grupos de Pinheiral, Pádua, Campos, Quilombo São José dos municípios de Valença, Barra do Piraí, Natividade, Quissamã, Magé e Piraí e do babalorixá e produtor Pai Dário do Morro da Serrinha.

Às 14h30, começa a contribuição bantu para a formação da cultura do Rio e do Vale do Café, que vai contar com a participação da primeira doutora negra do Brasil, a professora Helena Theodoro, do babalawo Ivanir dos Santos, do professor e escritor Luiz Rufino e do pesquisador Marcos André.

Lançamento

A programação da tarde tem ainda o lançamento do Museu do Jongo, com participação de uma das lideranças do jongo de Pinheiral, Mestra Fatinha, matriarca com mais de 40 anos de militância pela divulgação e preservação desta cultura.

“O jongo do Pinheiral nunca parou ou ficou adormecido. Ele vem passando de geração em geração, e há 40 anos fazemos a coordenação do trabalho de preservação da dança, da autoestima do nosso povo preto, principalmente das nossas crianças. É a nossa bandeira de luta, porque, em uma roda de jongo, a gente trabalha várias coisas sempre em busca da liberdade, e continuamos mantendo a tradição genuína”, afirmou Mestra Fatinha, em entrevista à Agência Brasil.

O espaço vai reunir em um portal cerca de 5 mil fotos, áudios e vídeos inéditos e artigos sobre comunidades de jongo, resultado de uma pesquisa de 30 anos de Marcos André e das lideranças jongueiras do local.

“Ali vão estar todos os acervos das famílias jongueiras que estavam se deteriorando e dispersos. Tudo isso foi reunido em um trabalho de décadas e vai estar tudo digitalizado e disponibilizado gratuitamente na internet no Museu do Jongo”, disse o pesquisador.

O museu vai funcionar dentro de um parque temático, que está em andamento com o projeto executivo selecionado, segundo o pesquisador, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. O local é no Parque das Ruínas de Pinheiral, origem desta manifestação afro-brasileira.

“Tantos anos depois da abolição essas comunidades ainda não têm seus museus, centros de visitação ou suas escolas de jongo. É sobre isso que a gente está falando e Pinheiral já deu o primeiro passo com a aprovação do projeto executivo pelo PAC na Fazenda São José dos Pinheiros”, observou.

Além do Museu, o espaço terá a Escola do Jongo, um restaurante de comidas étnicas e um centro turístico de visitação. Conforme o pesquisador, a inauguração está prevista para 2027.

A programação do primeiro dia tem ainda a exibição curta-metragem Jongo do Vale do Café, que conta as raízes do jongo e do local onde ele nasceu durante a escravidão. A direção é de Marcos André Carvalho. O dia se encerra às 17h,com uma roda de jongo.

Oficinas

Na sexta-feira (15), serão realizadas oficinas entre 10h e 18h, no Museu da República, no Catete, e na sede do Iphan RJ, no centro da cidade. A primeira, às 10h, vai ensinar a fazer um tambú, que é a arte de confecção do tambor de jongo.

Depois, às 11h30, é a vez de mostrar as igualdades e diferenças da dança do jongo e do caxambu. Na parte da tarde a terceira oficina, às 14h, vai tratar dos cantos e pontos, a forma musical como se comunicam os jongueiros e às 16h a oficina 4 trará Toques do tambú e candongueiro.

No último dia, sábado (16), vai ter mais um seminário no Teatro Carlos Gomes. O tema da primeira mesa, que começa às 10h30, é Políticas de Salvaguarda para o Jongo – Poder Público e parceiros. Ao meio dia, haverá uma homenagem às mestras e mestres de jongo e caxambu. Às 12h30, o lançamento e a estreia do curta-metragem Mestres do Patrimônio Imaterial do Estado do Rio, dirigido por Marcos André Carvalho.

“Tem mestres da ciranda caiçara da Costa Verde, do candomblé, do afoxé, do jongo e da umbanda. São mestres dessas tradições com seus depoimentos.”

Após a exibição, começa o cortejo, às 13h e às 14h, com a abertura da exposição fotográfica na Praça Tiradentes, no mesmo local das rodas de jongo das comunidades, a partir das 15h. O  público vai se divertir com o grupo Samba de Caboclo e participações especiais. O encerramento está previsto para às 22h.

“É um momento histórico, realmente. Nunca 400 quilombolas de 18 quilombos ocuparam uma praça no centro do Rio. Vai ter fogueira, vão construir um altar com pretos velhos, as árvores da praça vão ser iluminadas”, revelou.

Fonte: Agência Brasil

CLDF celebra Dia do Capoeirista e homenageia Mestre Ralil

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Nesta quinta-feira (14), às 19h, a Câmara Legislativa do Distrito Federal comemora o Dia do Capoeirista e concede o Título de Cidadão Benemérito de Brasília ao Mestre Ralil, fundador do grupo Raízes do Brasil. Iniciativa da deputada Jaqueline Silva (MDB), o evento celebra a expressão cultural afro-brasileira reconhecida como patrimônio cultural imaterial da humanidade e prestigia o capoeirista pela contribuição para a cultura e o esporte na capital.

Nascido em 1960, em Brasília, Ralil Nassif Salomão iniciou a trajetória na capoeira aos 13 anos, com o Mestre Hélio Tabosa, outra referência histórica da prática esportiva na cidade. Em 1980, aos 20 anos, Salomão fundou a associação Raízes do Brasil, um dos maiores grupos de capoeira do mundo, com mais de 11 mil integrantes em 16 estados brasileiros e em 23 cidades de seis países da América do Norte, Europa e África.

Ao longo de mais de 45 anos de dedicação à capoeira no DF, Mestre Ralil se tornou conhecido por seu trabalho em comunidades, levando a arte-luta para crianças e adolescentes de diferentes classes sociais. Segundo Jaqueline Silva, a honraria evidencia o empenho de Salomão na difusão de valores de cidadania e conscientização, combatendo o uso de drogas e a evasão escolar de jovens na cidade.
 

Deputada Jaqueline Silva (Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

“Esse Título constitui uma justa e digna forma de reconhecer e celebrar as relevantes contribuições do Mestre Ralil na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária, honrando o espírito de Brasília e difundindo a capoeira como ferramenta de formação de cidadãos e de desenvolvimento humano”, frisa a deputada.
 

Patrimônio Imaterial

A capoeira surgiu no período colonial brasileiro, criada por escravizados africanos como forma de autodefesa, utilizando os movimentos ágeis do corpo como uma arma de luta. A arte-luta foi proibida no país até 1940, quando foi descriminalizada. Desde 2014, a prática é considerada Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). 

No Distrito Federal, o Dia do Capoeirista foi instituído pela Lei 6.694/20, a ser celebrado anualmente em 3 de agosto. Em nível nacional, no entanto, ainda não há uma lei que oficialize a data em todo país. Além do DF, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Amazonas comemoram a data.
 

 

Para a deputada Jaqueline Silva (MDB), a cerimônia reforça a importância cultural e social da expressão no Brasil. “Mais que uma arte marcial, a capoeira é resistência, ancestralidade e educação. Mestres e praticantes, por meio de rodas, aulas e projetos, promovem não apenas o desenvolvimento físico e cultural, mas também a cidadania e o respeito à diversidade”, enfatiza a parlamentar.

A solenidade desta quinta-feira (14) pode ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pelo canal da CLDF no Youtube.

Fonte: Agência CLDF

MP pede prisão preventiva de jovens que doparam turistas ingleses

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nessa quarta-feira (13), Amanda Couto Deloca, Mayara Ketelyn Américo da Silva e Raiane Campos de Oliveira por roubo com violência, furto qualificado por fraude eletrônica e associação criminosa, após doparem dois turistas ingleses com o golpe conhecido como “Boa noite Cinderela”. Raiane tem mais de 20 anotações criminais na polícia, já foi condenada a seis meses de prisão pelo mesmo tipo de crime.

A denúncia também requereu a prisão preventiva das três, diante do histórico de crimes semelhantes e do risco de novos delitos. O caso ocorreu na madrugada de 8 de agosto, na Lapa, bairro boêmio da região central da cidade. De acordo com a Polícia Civil, as três estariam escondidas no Complexo do Chapadão, na zona norte, e continuam foragidas.

O “Boa noite, Cinderela” é um tipo de golpe em que a vítima ingere, involuntariamente, substâncias psicoativas capazes de causar efeitos adversos para que um crime seja mais facilmente realizado. A substância é colocada no copo de bebida das vítimas, que após a ingestão perdem totalmente o controle e desmaiam em poucos minutos.

De acordo com a denúncia, após participarem de um evento na Fundição Progresso, na Lapa, os turistas ingleses Mihailo Petrovic e Diego Bravo conheceram as três jovens. As mulheres convidaram os visitantes a continuar a noite na orla de Ipanema, oferecendo caipirinhas adulteradas com substância capaz de causar sonolência e desorientação.

No mesmo dia, o trio acessou indevidamente a conta bancária de Mihailo e tentou realizar uma transação não autorizada no valor de £16.000 (dezesseis mil libras esterlinas). A operação não foi concluída devido à exigência de reconhecimento facial, mas as denunciadas conseguiram subtrair £2.100 (duas mil e cem libras esterlinas), sendo £300 utilizadas para compra de criptomoeda e £1.800 transferidas em quatro operações. Segundo o MPRJ, as acusadas repetiram a mesma forma de agir em crimes anteriores.

O caso ganhou repercussão internacional e foi divulgado pelos jornais ingleses, gravado em vídeo por uma testemunha, mostrando as mulheres embarcando em um táxi logo após o crime. Os turistas foram deixados cambaleando na Avenida Vieira Souto, na orla da praia de Ipanema, totalmente desnorteados, em estado alterado de consciência. Um deles caiu na areia da praia e ficou desacordado. O motorista do táxi confirmou o trajeto, e as vítimas reconheceram formalmente as autoras na Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, reforçando as provas.

Na denúncia, o MPRJ solicita ainda que as acusadas indenizem cada vítima em R$ 30 mil por danos materiais e morais.

Fonte: Agência Brasil

Rede estadual de Educação em Goiás recebe quatro prêmios e é reconhecida como a melhor do país

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Rede estadual de Educação em Goiás recebe quatro prêmios e é reconhecida como a melhor do país
Rede estadual de Educação em Goiás é reconhecida como a melhor do país no Ensino Médio durante a primeira edição do Prêmio MEC da Educação Brasileira (Fotos: Seduc-GO)

A rede estadual de Educação em Goiás recebeu quatro prêmios e foi reconhecida como a melhor do país no ensino médio, durante a primeira edição do Prêmio MEC da Educação Brasileira, realizada nesta terça-feira (12/08), no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília.

O Colégio Estadual Professora Aurelice Gomes da Fonseca (Formosa) ficou entre as escolas de melhores resultados do ensino médio da região Centro-Oeste, e dois estudantes goianos — Lui Vinícius Alves de Abreu e Tawany Costa Santos — foram premiados pelas melhores redações do Enem na região.

O governador Ronaldo Caiado ressalta que não poupa esforços para garantir que Goiás continue a ofertar o melhor ensino público do país.

“Com engajamento em modo contínuo, a rede estadual de educação trabalhou o tempo todo, com pique de chegar ao pódio. Goiás tem a melhor educação do Brasil”.

Criado pelo Ministério da Educação em 2025, o Prêmio MEC da Educação Brasileira tem como objetivo reconhecer ações exitosas de redes e escolas públicas em todo o país, estimulando a melhoria da qualidade do ensino, a permanência dos alunos e a promoção da equidade e inclusão. O prêmio é composto por troféu e R$ 500 mil em recursos. 

A secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, participou da cerimônia representando o governador Ronaldo Caiado. Ela destacou que os resultados são fruto de investimentos consistentes e de políticas públicas voltadas para o fortalecimento da aprendizagem.

“Durante a gestão atual, criamos projetos para recuperar a aprendizagem e inserir Goiás no lugar que merece nacionalmente. Um governo que antecipa ações e previne prejuízos à educação colhe frutos hoje com esse reconhecimento”, afirmou.

O ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou que a premiação não busca promover competição, mas incentivar a troca de boas práticas.

“O papel do MEC é de coordenador, de indutor financeiro e técnico das políticas nacionais, mas elas precisam ser construídas com os entes federados — estados, municípios, com o chão da escola, ouvindo professores, gestores e estudantes”, afirmou.

Municípios goianos comemoram

Sete municípios goianos também conquistaram importantes premiações:

  • Damolândia (Educação Infantil – Maior Taxa de Cobertura em Creche – Municípios);
  • Goianésia (Alfabetização – Melhor Resultado por Escolas e Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Escolas);
  • Santa Bárbara de Goiás (Alfabetização – Melhor Resultado por Municípios);
  • Santa Rita do Novo Destino (Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Municípios);
  • Rio Verde (Anos Finais do Ensino Fundamental – Melhores Resultados Escolas Municipais e Municípios);
  • Goiandira (Educação em Tempo Integral – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Municípios);
  • Itumbiara (Educação em Tempo Integral – Educação Infantil – Municípios).

Prefeito de Itumbiara, Dione Araújo afirmou que o prêmio é um reconhecimento do esforço do município em ofertar educação em tempo integral de qualidade para todas as crianças.

“Implantamos uma política pública robusta, que já é respeitada pela sociedade e que agora começa a dar seus primeiros frutos nacionalmente”, declarou.

Já o prefeito de Santa Rita do Novo Destino, Roberto João de Oliveira (Gaguinho), ressaltou o apoio do governo estadual, que destinou recursos financeiros para a melhoria da infraestrutura das unidades escolares municipais.

“Essa é uma conquista muito importante para nós, pois mostra que estamos no caminho certo”.

O secretário municipal de Educação e Cultura de Goianésia, Noé Raimundo de Araújo, reconheceu que o regime de cooperação entre o município e o Estado, por meio do programa AlfaMais Goiás, foi fundamental para a conquista do prêmio.

“Impõe uma responsabilidade ainda maior sobre o poder público, que agora precisa trabalhar para avançar ainda mais na qualidade do ensino ofertado”.

Para a professora Luciene Moreira, do C. E. Professora Aurelice Gomes da Fonseca, de Formosa, o reconhecimento do MEC é um incentivo para toda a comunidade escolar.

“No nosso colégio, o amor e o carinho são os dois ingredientes principais que nos movem”.

Segunda premiação em 2025

Essa é a segunda vez neste ano que a rede estadual de ensino é premiada pelo MEC. Em fevereiro, o Governo de Goiás e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc-GO) foram agraciados com o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização pelas ações implementadas a partir do programa AlfaMais Goiás, executado desde 2021 por meio do regime de cooperação entre o Estado e os 246 municípios goianos.

Saiba mais

Goiás garante selo ouro de Compromisso com a Alfabetização

Secretaria de Estado da Educação (Seduc) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás