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Petrovic define 13 jogadores que disputarão a Copa Latina de basquete

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Foram definidos nesta quinta-feira (14) os 13 jogadores da seleção brasileira masculina de basquete que disputarão a Copa Latina 2025, nos próximos dias 17, 18 e 19 de agosto, na Cidade do Panamá (Panamá). O torneio quadrangular – com a participação do país anfitrião, Argentina e Uruguai – será o último teste preparatório da amarelinha antes da AmeriCup (Copa América de basquete), que começa logo em seguida, em 22 de agosto, na Nicarágua.

A seleção competirá no Panamá com Yago, Alexey, Caio Pacheco, Vitor Benite, Gui Deodato, Georginho, Reynan, Léo Meindl, Lucas Dias, Mãozinha, Nathan Mariano, Bruno Caboclo e Ruan e Nathan Mariano. Com exceção do ala/pivô Nathan Mariano – que disputa o Globl Jam, no Canadá, com a seleção sub 23 – todos os demais embarcarão no próximo sábado (16) para a Cidade do Panamá.

Entre os desfalques da seleção brasileira no quadrangular no Panamá estão o ala/pivô Gabriel Jaú, que sofreu um estiramento na coxa esquerda durante os treinos e permanecerá em recuperação no Brasil.  Já o caçula da amarelinha, Mathias Alessanco, de 17 anos, que em breve jogará na liga de desenvolvimento nos Estados Unidos, não viajará com o elenco brasileiro pois teve um contratempo com a retirada do visto de trabalho para entrar nos país. Já o armador Kevin Crescenzi deixou a equipe.

Ao todo, 16 atletas foram convocados pelo técnico Aleksandar Petrovic em 21 de julho. Ele passaram as duas última semanas em treinamento em Guarapari (ES) visando a participação na AmeriCup.  Apenas 12 jogadores serão relacionados para competir na Nicarágua.

Ao todo 12 seleções disputarão a AmeriCup, divididas em três grupos de quatro equipes. O Brasil está no Grupo A, com Estados Unidos, Uruguai e Bahamas.

No Grupo B, estão Canadá, Porto Rico, Panamá e Por fim, no Grupo C, figuram Nicarágua, Argentina, República Dominicana e Colômbia.

A estreia brasileira na AmeriCup será no dia 23 de agosto, às 16h10 (horário de Brasília), contra o Uruguai. No dia seguinte, às 18h40, o confronto será com Bahamas. A participação na fase de grupos termina no dia 26, às 22h10, diante dos EUA.



Fonte: Agência Brasil

Brasil e EUA fazem final inédita na Copa América de basquete em CR

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A seleção brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas está a apenas uma vitória de conquistar o título da Copa América. Pela primeira vez, a amarelinha disputará o título com os Estados Unidos. A partida às 19h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (14), no no ginásio Coliseo Cayetano Cañizares, em Bogotá (Colômbia), terá transmissão ao vivo online (on streaming) no canal da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF, na sigla em inglês). Por terem avançado à final, ambas as equipes garantiram presença no Mundial da modalidade em 2026, em Ottawa (Canadá).

As brasileiras buscam o segundo titulo continental – o primeiro foi obtido em 2013, quando nem EUA nem Canadá competiam. Nos últimos anos, canadenses e norte-americanas monopolizaram as finais (2005, 2015, 2019 e 2022). O torneio feminino não foi realizado em 2009. 

Invicta na competição, a amarelinha se classificou à decisão na noite de quarta (13), ao derrotar a Argentina por 50 a 39, na semifinal. Antes, a campanha brasileira na Copa América somou vitórias na fase de grupos – Canadá (70 a 62), (67 a 29) e El Salvador (91 a 4) – e nas quartas de final, sobre o Peru (95 a 28). Além do título de 2013, a seleção feminina conquistou o bronze em 2017 e 2022 – em ambas as vezes com vitória sobre a Argentina.

A equipe norte-americana também chega à final com 100% de aproveitamento. Os EUA avançaram à decisão após passeio na semifinal contra o Canadá (75 a 45). As demais vitórias foram na primeira fase (grupos) – Argentina (72 a 32), México (82 a 13) e Peru (90 a 16) – e nas quartas contra El Salvador (92 a 13).


Seleção brasileira derrota Argentina por 50 a 39 e avança à final da Copa América de basquete feminino em cadeira de rodas - em 13/08/2025
Seleção brasileira derrota Argentina por 50 a 39 e avança à final da Copa América de basquete feminino em cadeira de rodas - em 13/08/2025

A seleção brasileira avançou à final ao derrotar a Argentina por 50 a 39 na noite de quarta-feira (13). A amarelinha volta à quadra às 19h30 desta quinta (14) em busca do segundo título no torneio continental – Divulgação/CBBC

A partir desta sexta (15) tem início a competição masculina da Copa América, que se estenderá até a próxima quarta (20). A seleção brasileira masculina está no grupo B, ao lado de Estados Unidos, México e Colômbia. Na chave A estão Canadá, Argentina, Porto Rico e Venezuela.



Fonte: Agência Brasil

Entenda a participação de cubanos no programa Mais Médicos

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Atacado pelos Estados Unidos (EUA) nessa quarta-feira (13), o programa Mais Médicos registra alta avaliação popular ao disponibilizar profissionais de saúde básica para mais de 4 mil municípios brasileiros e ter beneficiado, desde a criação em 2013, mais de 66,6 milhões de pessoas. Os dados são do Ministério da Saúde (MS).

Os cubanos representaram, até 2018, a maior parte dos médicos do programa. Atualmente, eles são 10% dos mais de 26 mil profissionais que atuam no Mais Médicos. Ao todo, Cuba, país reconhecido pelos elevados índices de saúde pública, mantém hoje 24 mil médicos em 56 países.

O presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Rômulo Paes, disse à Agência Brasil que o programa é um sucesso e a colaboração dos cubanos foi fundamental, em especial, nos primeiros anos.

“Houve uma redução do déficit de acesso à atenção primária de cerca de 56% em vários municípios brasileiros. Houve melhoria da relação médico-paciente; na continuidade de tratamentos, porque havia muito abandono, sobretudo de doenças negligenciadas. Houve também redução da hospitalização por causas evitáveis nas áreas em que esses médicos atuavam.”

Apenas no primeiro ano do Mais Médicos, a cobertura de atenção básica de saúde aumentou de 10,8% para 24,6% da população. A atenção básica é onde se concentra cerca de 80% dos problemas de saúde.

Ontem, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e seus familiares. O motivo é que os servidores teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do programa Mais Médicos do Brasil, segundo postagem do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. 

O presidente da Abrasco, Rômulo Paes, avaliou que a ação dos EUA não tem relação com a saúde, mas é uma forma de alcançar outros objetivos da política externa de Washington.

“Em 2013, quando o Mais Médicos começa, Cuba já tinha cooperação desse tipo com 103 países. Inclusive, Ucrânia, Rússia, Portugal, Espanha e um monte de países africanos e asiáticos. Não é verdade que o Brasil tinha algum tipo de excepcionalidade. Eles vão o quê? Punir os 103 países? Vão punir a Espanha, Portugal e Ucrânia? Não vão”, completou.

O especialista lembrou que a ilha tem, em muitos indicadores, uma situação de saúde melhor que a dos EUA, apesar de ser um país pobre. Para ele, a Casa Branca tenta ressuscitar uma polêmica antiga após repercussão negativa aqui no Brasil do tarifaço contra parte das importações brasileiras.

Cerco a Cuba

O ponto de controvérsia com o governo dos Estados Unidos (EUA), que serviu de justificativa para retirar o visto de funcionários do Ministério da Saúde (MS), é a participação de médicos cubanos no programa via cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A cooperação durou de 2013 a 2018.

Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico à ilha caribenha com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959.

Como a exportação de médicos é uma das principais formas de Cuba conseguir recursos frente ao bloqueio, o governo de Donald Trump tenta, desde o início de seu segundo mandato, constranger os países que recebem profissionais cubanos.  

Funcionários de países caribenhos como São Vicente y Granadinas, Barbados e Trinidad e Tobago saíram em defesa dos acordos firmados por Cuba após críticas dos EUA contra as parcerias na área médica.

Cuba tem esse programa de cooperação desde a década de 1960. Ao longo da história, 605 mil médicos de Cuba atuaram em 165 nações.

Países como Portugal, Ucrânia, Rússia e Espanha, Argélia e Chile receberam médicos cubanos ao longo de mais de 60 anos. Os dados são do Ministério da Saúde de Cuba.

Cubanos no Mais Médicos 

Os médicos brasileiros sempre foram prioridade no programa e os profissionais estrangeiros, incluindo os cubanos, eram convocados quando os profissionais do Brasil não ocupavam as vagas.

Geralmente, ficavam vagos os postos médicos em municípios e localidades com menor assistência à saúde.

Ainda no início do programa, em junho de 2014, 11,3 mil cubanos atuavam no programa do total de 17,5 mil médicos, o que representava 64% do total dos profissionais. No final da cooperação, em junho de 2018, os cubanos eram 8,5 mil do total de 16,8 mil profissionais contratados, o que representava 50%.

Atualmente, existem ainda 2,6 mil cubanos que atuam pelo Mais Médicos, o que representa cerca de 10% do total. Porém, a participação não se dá mais via OPAS, mas sim por meio de editais abertos a todos os estrangeiros que queiram ocupar as vagas não preenchidas pelos brasileiros. Atualmente, 26 mil médicos atuam no mais médicos, sendo 22,7 mil brasileiros.

Avaliação positiva 

Criado para fornecer assistência médica em locais de difícil acesso ou com poucos profissionais, como o interior da Amazônia e periferias urbanas, o programa teve ampla aceitação do público beneficiado.

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) – com aproximadamente 14 mil entrevistas – verificou que 81% dos pacientes atendidos eram de baixa renda. Do total, 95% afirmaram estar satisfeitos com o programa. De 0 a 10, deram nota 8,4. Entre os indígenas, a média foi de 8,7.

Estudo científico publicado pela Opas mostra que a atuação dos médicos cubanos foi bem avaliada, com ênfase na relação médico-usuário humanizada, caracterizada pela escuta, atenção e diálogo.

“Os usuários destacaram a presença constante de médicos nas UBS, situação que se diferenciava da anterior ao programa, indicando que, mesmo em equipes ‘completas’, não havia cumprimento da carga horária desses profissionais.

Resultado importante foi a diminuição do tempo de espera para consultas. Os usuários referiram o idioma como uma barreira, amenizada pelo uso de estratégias comunicacionais nas equipes”, informou a organização internacional.

Fonte: Agência Brasil

Brasil Soberano recebe elogios e sugestões de entidades industriais

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O Plano Brasil Soberano, conjunto de medidas anunciado na quarta-feira (13) em apoio às empresas brasileiras prejudicadas pelo tarifaço norte-americano, teve repercussão entre as entidades representativas dos setores afetados, com elogios e sugestões de aperfeiçoamentos. As entidades têm manifestado interesse em colaborar para os próximos passos, no desafio de ajudar o governo brasileiro a tentar reverter as tarifas de até 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como positivas as medidas anunciadas pelo governo brasileiro, em especial a criação de linha de crédito especial com taxas de juros mais acessíveis, que pode chegar a R$ 30 bilhões; o adiamento por dois meses do pagamento de tributos federais; e a reativação do Reintegra.

“Recebemos positivamente pelo fato de contemplar muitas das demandas feitas pelas indústrias, federações e associações setoriais, e também porque englobou dois conceitos básicos: continuar negociando como prioridade e, o segundo, se novas medidas forem necessárias elas serão tomadas”, disse, em nota, o presidente da entidade, Ricardo Alban.

>> Fiesp manifesta apoio a socorro do governo a exportadores

Segundo ele, as medidas darão “um respiro” à indústria nacional. “Não queremos só respirar, mas caminhar e, neste primeiro momento, o Plano Brasil Soberano representa abertura de mercado e reflete o esforço contínuo de manter o diálogo e buscar soluções”, destacou

Alban propõe ao governo atuação no sentido de buscar novos mercados, em especial com a União Europeia, e acordos bilaterais. 

“A CNI seguirá trabalhando próxima ao governo para negociar e mitigar os impactos das tarifas, preservando a competitividade da indústria nacional”, informou a entidade ao avaliar que as medidas apresentadas “trarão alívio financeiro em momento crítico para o fluxo de caixa das empresas afetadas, permitindo que elas possam suportar esse momento”.

Ricardo Alban também discursou durante o anúncio das medidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, ele informou que a CNI já contratou escritórios de advocacia para ajudar na defesa de interesses em território norte-americano. Além disso, o presidente da CNI disse ter convicção de que o Congresso Nacional tratará “com a devida prioridade e presteza” a medida provisória durante sua tramitação na Casa.

Indústria Química

Na avaliação da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o governo deu “um passo importante” com o Plano Brasil Soberano. O setor exporta diretamente para os EUA cerca de US$ 2,5 bilhões por ano.

“A Abiquim considera o pacote positivo na preservação da competitividade e do emprego e reforça urgência de negociações com os EUA por mais exclusões setoriais do tarifaço”, informou, em nota, a associação.

Segundo a associação, o plano anunciado representa um passo importante para mitigar os impactos do tarifaço imposto pelos EUA. A entidade, no entanto, manifestou preocupação com os impactos indiretos em setores demandantes de química — como plásticos, calçados, alimentos e vestuário.

Na avaliação da Abiquim, o plano “dialoga com demandas históricas” do setor e de seus principais clientes. No caso, indústrias que transformam insumos químicos em produtos de maior valor agregado destinados ao mercado norte-americano, como plásticos, calçados, alimentos, vestuário, cosméticos e higiene pessoal.

A associação ressaltou que a relação econômica entre Brasil e EUA é “historicamente complementar”, com cadeias produtivas integradas, e que há mais de 20 empresas químicas de capital norte-americano operando no Brasil.

Por esse motivo, o presidente da associação, André Passos Cordeiro, considera ser fundamental que as negociações bilaterais avancem “com base em critérios técnicos e econômicos, longe de motivações geopolíticas, preservando a integração produtiva e a resiliência das cadeias de suprimento”.

“A Abiquim seguirá colaborando ativamente para que os recursos e instrumentos previstos no Plano Brasil Soberano alcancem, de forma ágil e eficaz, as empresas mais impactadas”, complementou.

Têxtil e confecção

Outra entidade que manifestou apoio público às medidas do governo foi a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

“As ações apresentadas representam passos relevantes para preservar a competitividade das empresas, proteger empregos e fortalecer o setor produtivo”, disse a Abit, referindo-se às linhas de crédito com juros acessíveis; à prorrogação de prazos do regime de drawback [suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados para utilização em produto exportado]; ao adiamento de tributos federais; ao reforço dos fundos garantidores; às compras governamentais, à modernização do sistema de exportação; e aos ajustes no Reintegra [Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários].

A Abit acrescentou que seguirá contribuindo com novas proposições e aperfeiçoamentos que ampliem a efetividade das medidas, por meio dos canais de diálogo que tem com as autoridades públicas.

A associação pede celeridade na tramitação das propostas em tramitação no Congresso Nacional e pede que a implementação das medidas pelo Executivo seja ágil e eficaz, garantindo que os benefícios cheguem rapidamente às empresas e aos trabalhadores diretamente impactados.

 


Indústria Têxtil ,SENAI CETIQT - Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil. Planta piloto de tecelagem.
Indústria Textil
Indústria Têxtil ,SENAI CETIQT - Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil. Planta piloto de tecelagem.
Indústria Textil

Conaje

Também em tom elogioso, a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) reconheceu a importância do pacote em termos de linhas de crédito com prioridade para pequenos e médios exportadores, compras governamentais e ampliação do Reintegra.

“São instrumentos relevantes para preservar empregos, dar fôlego ao setor produtivo e manter a competitividade internacional”, avaliou.

A Conaje ressalta, no entanto, que a efetividade das ações depende de agilidade na implementação e de condições reais para que micro, pequenas e médias empresas tenham acesso aos recursos e benefícios anunciados.

“As medidas anunciadas são importantes, mas é fundamental garantir clareza nos critérios, agilidade na implementação e condições que realmente atendam às micro e pequenas empresas. Ainda há dúvidas sobre os parâmetros de acesso, definição de setores prioritários e as condições de crédito, como juros e prazos”, disse à Agência Brasil o presidente da Conaje, Fabio Saraiva.

Ele manifestou preocupação também com eventual demora entre o anúncio e a liberação efetiva dos recursos. “Isso pode ser decisivo para muitos empreendedores. O foco agora deve ser em dar previsibilidade, segurança e capilaridade à execução do pacote”, acrescentou.

Crítica da Fiep

Já a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) adotou um tom mais crítico à forma como o governo federal vem conduzindo a situação.

Na opinião do presidente da Fiep, Edson Vasconcelos, o governo federal tem colocado questões ideológicas e políticas acima dos interesses da economia e do setor produtivo brasileiro.

Com relação às medidas emergenciais, a Fiep as classifica como “paliativas”, e cobra “negociação efetiva” com os EUA.

“Apesar das medidas emergenciais anunciadas em socorro a empresas exportadoras, o governo federal brasileiro precisa cumprir seu papel como principal negociador para a busca de uma solução definitiva em relação à taxação imposta pelos EUA”, informou por meio de nota a Fiep.

* Colaborou Eduardo Luiz Correia, da Agência Brasil em São Paulo

 

Fonte: Agência Brasil

Lula defende Mais Médicos e relação com Cuba após sanção dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (14), o bloqueio dos Estados Unidos (EUA) contra Cuba e defendeu o Programa Mais Médicos, implementado no Brasil em 2013, inicialmente em cooperação com país caribenho. Lula afirmou que a relação do Brasil com Cuba é de respeito.

Nesta quarta-feira (13), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e seus familiares, que atuaram com o programa de cooperação em saúde de Cuba.

Foram revogados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do ministério e atual coordenador-geral para 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).

“O fato deles caçarem o Mozart foi por causa de Cuba. Então, é importante eles saberem que a nossa relação com Cuba é uma relação de respeito a um povo que está sendo vítima de um bloqueio há 70 anos. Hoje, estão passando necessidade, em um bloqueio que não há nenhuma razão. Os Estados Unidos fez uma guerra, perdeu. Aceite que perdeu e deixa os cubanos viverem em paz, deixa os cubanos viverem a sua vida. Não fiquem querendo mandar no mundo”, disse Lula em evento em Goiana, em Pernambuco.

Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico à ilha caribenha com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. Como a exportação de médicos é uma das principais formas de Cuba conseguir recursos frente ao bloqueio, o governo de Donald Trump tenta, desde o início de seu segundo mandato, constranger os países que recebem profissionais cubanos. 

Funcionários de países caribenhos como São Vicente y Granadinas, Barbados e Trinidad e Tobago saíram em defesa dos acordos firmados por Cuba após críticas dos EUA contra as parcerias na área médica.

Cuba tem esse programa de cooperação desde a década de 1960. Ao longo da história, 605 mil médicos de Cuba atuaram em 165 nações. De acordo com dados do Ministério da Saúde de Cuba, países como Portugal, Ucrânia, Rússia e Espanha, Argélia e Chile receberam médicos cubanos ao longo de mais de 60 anos.

A participação de médicos cubanos no Mais Médicos, via cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), durou de 2013 a 2018 .

Lula afirmou que a criação do Mais Médicos foi necessária para cobrir os vazios assistenciais que existem no país. Durante o governo de Jair Bolsonaro, o Mais Médicos mudou de nome e foi reformulado e ampliado neste terceiro governo Lula.

“Quando nós criamos o Mais Médicos, qual era a bronca dos médicos [que criticaram a participação dos cubanos]? É que tem uma parte elitista da saúde nesse país que acha que não falta médico. Agora, os prefeitos sabem que falta médico. Mesmo para levar para a periferia mais violenta, é difícil você ter médico que quer ir. Tem prefeito que não pode nem pagar o salário de médico porque ninguém quer ficar confinado numa cidadezinha do interior, se o cara pode estar na capital”, disse Lula.

“É preciso que a gente tenha a noção da parte do Brasil que não precisa [de médicos] e da parte que precisa. E é o governo que tem que tomar a decisão”, acrescentou Lula.

Soberania na saúde

Lula participou da cerimônia de inauguração de mais dois blocos de produção de medicamentos hemoderivados da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Goiana (PE). As novas unidades permitirão que o Brasil alcance autonomia no fracionamento de plasma humano, que é extraído do sangue doado por brasileiros em hemocentros espalhados pelo país.


14.08.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita e inauguração da nova planta de produção de medicamentos hemoderivados da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás).
Parque fabril Hemobrás, Goiana-PE

Foto: Ricardo Stuckert / PR
14.08.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita e inauguração da nova planta de produção de medicamentos hemoderivados da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás).
Parque fabril Hemobrás, Goiana-PE

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Resultado de investimento de R$ 1,9 bilhão, a planta industrial vai produzir medicamentos de alto custo, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação VIII e IX. Os produtos são usados no tratamento de queimados graves, pacientes de UTIs, hemofilias, doenças raras e em grandes cirurgias.

O presidente destacou que a nova unidade também é um marco para a soberania nacional na produção de medicamentos essenciais ao Sistema Único de Saúde (SUS) e um passo a mais para a autossuficiência do país no setor.

“A Hemobrás veio pra ficar e para mostrar que o Brasil é soberano e não tem medo de ameaça”, disse Lula, ao também criticar as recentes sanções do Estados Unidos contra o Brasil.

Hemoderivados

Atualmente, a Hemobrás abastece o sistema público com produtos obtidos por meio de acordos de transferência de tecnologia. Em 2024, entregou um recorde de 552 mil frascos de hemoderivados e 870 milhões de Unidades Internacionais de medicamentos recombinantes. A nova fábrica permite que o Brasil produza, em quatro anos, até 500 mil litros de plasma fracionado por ano e seis tipos de medicamentos.

Com a inauguração dos blocos B02 (fracionamento do plasma) e B03 (envase e liofilização) e a entrega dos equipamentos, a nova fábrica inicia a qualificação de processos, uma condição obrigatória no setor farmacêutico. A expectativa é que no próximo ano a empresa comece a fracionar o plasma, processo onde são obtidas as proteínas que servem de matéria-prima e que, após refinadas, se transformam nos medicamentos.

Vinculada ao Ministério da Saúde, atualmente, a Hemobrás recolhe plasma excedente de 72 hemocentros públicos e serviços de hemoterapia em todo o país. Esse insumo, que hoje é enviado para processamento no exterior, agora passa a ter maior parcela de produção no território nacional.

No ano passado, Lula inaugurou a fábrica de medicamentos produzidos por biotecnologia, no bloco B07 do complexo industrial da Hemobrás. A unidade já embala o Hemo-8r, fundamental para o tratamento da hemofilia A.

Após passar por todas as fases de qualificação de equipamentos e processos, a planta recebeu inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho e certificado de boas práticas de fabricação. Assim, está apta a realizar a primeira das três etapas de produção nacional e vai entregar aos SUS 300 mil frascos do Hemo-8r até o final do ano.

O próximo passo, ainda no segundo semestre, será o início da segunda etapa, envasando o primeiro lote de medicamentos. E até o final de 2026, fecha a última etapa, com a fabricação do insumo farmacêutico ativo (IFA).

Ainda hoje, Lula cumpre agenda no Recife onde anuncia ações do programa Agora Tem Especialistas e entrega títulos de regularização fundiária à comunidade de Brasília Teimosa, na capital pernambucana.

 

Fonte: Agência Brasil

Prefeito de São Bernardo do Campo (SP) é afastado após operação da PF

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O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), foi afastado do cargo por um ano após operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (14). Ela investiga suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na prefeitura da cidade.

Dois empresários e um servidor foram presos. Policiais apreenderam cerca de R$ 1,9 milhão em dinheiro vivo. O trabalho de contagem ainda está em andamento.

As investigações que culminaram na Operação Estafeta começaram em julho depois que a polícia encontrou R$ 14 milhões com um servidor apontado como o operador financeiro do prefeito. Para a PF, há indícios de corrupção e pagamento de propina em contratos com empresas nas áreas de obras, saúde e manutenção.

Os mandados de busca e apreensão e medidas de afastamento e sigilos bancário e fiscal são cumpridos nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema.

Empresário são presos

Na operação, foram presos em flagrante os empresários Edmilson Carvalho, sócio da Terraplanagem Alzira Franco Ltda., e Caio Fabbri, sócio da Quality Medical, que tem contrato com a prefeitura. Também foi preso Antonio Renê da Silva,  servidor da prefeitura de São Bernardo. Ele atua como diretor de Departamento na Secretaria de Coordenação Governamental.

Por meio de nota, a prefeitura de São Bernardo do  Campo informou que colaborará com todas as informações necessárias. “A gestão municipal é a principal interessada para que tudo seja devidamente apurado. Reforçamos que o episódio não afeta os serviços na cidade”, diz a mesma nota.

Com o afastamento de Marcelo Lima do cargo de prefeito, quem assume é a vice-prefeita Jéssica Cormick, de 38 anos. Antes de ser convidada para ser vice de Lima, Jéssica atuava como sargento da Polícia Militar.

Fonte: Agência Brasil

Justiça libera contratação de PMs para escolas cívico-militares em SP

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A Justiça de São Paulo revogou a liminar que havia suspendido provisoriamente a implantação das escolas cívico-militares no estado de São Paulo.

De acordo com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), o cronograma do programa e o processo seletivo para a contratação de monitores e monitores-chefes serão retomados. Os monitores irão trabalhar em 100 escolas estaduais participantes do programa.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) havia ingressado com uma ação judicial contrária à contratação de policiais militares para atuarem como monitores na rede pública de ensino. Segundo o governo estadual, a Justiça entendeu como inconstitucional a ação.

O governo estadual informa que o processo seletivo é voltado a policiais da reserva. As etapas incluem análise de títulos, avaliação da vida pregressa, com apoio da Secretaria da Segurança Pública, e entrevistas conduzidas por bancas formadas por representantes das diretorias de ensino.

Os resultados serão divulgados em 26 de agosto, com chamadas previstas entre 26 de agosto de 4 de setembro. No dia 8 de setembro, os monitores iniciam as atividades nas unidades escolares.

Os selecionados terão jornada de até 40 horas semanais e passarão por capacitação obrigatória com foco em segurança escolar, mediação de conflitos e cultura de paz. Todos os monitores serão avaliados semestralmente quanto ao desempenho e adaptação ao modelo.

No primeiro semestre de 2025, a Seduc-SP concluiu o processo de seleção das 100 primeiras escolas estaduais que optaram pelo modelo cívico-militar. Segundo o governo paulista, a escolha ocorreu por meio de consulta a comunidade escolar, realizada entre março e abril, envolvendo 300 unidades previamente interessadas.

“A adesão ao programa exigiu votação favorável de ao menos 50% dos participantes mais um. Como o número de escolas aprovadas superou o limite estabelecido de 100 unidades, a Secretaria da Educação aplicou critérios técnicos de desempate, como número de votos, oferta de mais de um nível de ensino e localização geográfica”, ressalta o governo.

Críticas

A presidente da Apeoesp e deputada estadual, professora Bebel, afirmou que outras ações devem ser movidas para questionar o programa. Bebel acredita ainda não haverá tempo hábil para a implantação do modelo de ensino até o final do ano, com grande possibilidade de ficar para 2026.

“Se agora nós entramos com várias ações coletivas, nós vamos fazer 100 ações individuais e derrubar todas escolas cívico-militares que tem aqui no estado de São Paulo. Nós temos estratégia ainda para segurar e não vamos admitir escola cívico-militar no estado de São Paulo”, afirmou.

Segundo Bebel, o entendimento da Apeoesp é o de que o modelo é inconstitucional por não estar previsto na Constituição nem na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A vice-presidente do Sindicato Especialistas Ensino Público São Paulo (Sinesp), Letícia Grisólio Dias, argumenta que a presença de policiais nas unidades escolares pode resultar em uma repressão maior aos estudantes e gerar outros problemas.

“Temos enorme preocupação com esse modelo, porque ele fere a autonomia pedagógica e a gestão democrática das escolas, que são um princípio constitucional e muito caros à sociedade. Além disso, nos preocupamos com a possibilidade de que haja abuso de autoridade, uma situação que já observamos em outros estados”, disse.

Outras preocupações do sindicato são com o financiamento, mesmo previsto em lei, e aumento da terceirização ou a privatização das escolas, com a entrega da gestão para organizações sociais, iniciativa privada. 

A vice-presidente do Sinesp reforça que as questões disciplinares podem ser trabalhadas e solucionadas com outros projetos pedagógicos, que visem a educação humanizada e humanizadora, com investimento nas comissões de mediação de conflito, por exemplo. “E que garantam aos estudantes, às crianças e à comunidade educativa espaços menos violentos, menos vulneráveis, com a resolução de problemas sem a presença de militares em um ambiente que tem outra natureza de tratamento”.

Fonte: Agência Brasil

BRT Leste-Oeste tem novos ônibus e estações reformadas

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Estado entrega estações revitalizadas e novos ônibus do BRT Leste-Oeste
Governador conheceu os novos ônibus que passam a integrar o sistema do BRT Leste-Oeste nesta quinta-feira (14/8) (Foto: André Saddi e Alex Malheiros)

O governador Ronaldo Caiado concluiu, nesta quinta-feira (14/8), em Goiânia, a entrega das 19 estações revitalizadas do BRT Leste-Oeste, em Goiânia. Ele também anunciou a entrada em circulação de 28 novos ônibus, sendo seis elétricos articulados no sistema principal e 22 veículos padrão Euro VI nas linhas alimentadoras.

As melhorias fazem parte do Projeto Nova Anhanguera, que está modernizando a estrutura por onde passam diariamente mais de 86 mil passageiros. “Estamos fazendo uma verdadeira transformação, algo nunca visto no transporte coletivo metropolitano. Isso traz qualidade de vida e dignidade para as pessoas”, disse Caiado.

O governador lembrou que o antigo Eixo Anhanguera ficou abandonado por décadas, com ônibus sucateados, pontos quebrados, vias sem condições de tráfego e terminais insalubres.

“Ao invés de jogar a responsabilidade no outro, unimos as forças e trouxemos um sentimento de resgate. Sentamos com prefeitos, empresários e hoje temos um resultado ímpar. Nunca se viu tamanha revolução como estamos assistindo”, pontuou o chefe do Executivo goiano. Ele citou ainda que as mudanças têm sido realizadas com a tarifa congelada, desde 2019, a R$ 4,30.

Presidente do Conselho Diretor da Associação Nacional de Empresas de Transporte Urbano (NTU), Edmundo Pinheiro enalteceu a recente transformação do sistema coletivo da Região Metropolitana e informou que isso tem “despertado o interesse” de outros estados. “Goiânia está de parabéns e é um exemplo para todo Brasil. É isso que a gente quer transmitir e reconhecer”, comentou o dirigente.

Modernização

Iniciado em janeiro de 2024, o projeto de revitalização e modernização das 19 estações do BRT Leste-Oeste foi concluído agora com a entrega das últimas três plataformas — Capuava, Cascavel e Rua 8. Quatro terminais do BRT Leste-Oeste seguem em obras.

Praça da Bíblia, Praça A, Dergo e Senador Canedo estão em processo de modernização e devem ser entregues ainda este ano.

O BRT Leste-Oeste tem recebido novos ônibus de forma gradual. A previsão é que o sistema chegue a 130 veículos movidos a energia limpa e renovável, sendo 50 elétricos, 32 movidos a biometano e 48 com a tecnologia Euro VI, que obedece às normas regulatórias europeias para emissão de poluentes.

Novidades exclusivas

Durante a entrevista coletiva, Caiado confirmou que Goiânia entrará para a história da mobilidade urbana mundial ao se tornar a primeira cidade a operar regularmente uma frota de ônibus biarticulados 100% elétricos.

Estado entrega estações revitalizadas e novos ônibus do BRT Leste-OesteEstado entrega estações revitalizadas e novos ônibus do BRT Leste-Oeste
Previsão é que o sistema chegue a 130 veículos movidos a energia limpa e renovável

Os novos veículos, com 28 metros de comprimento, estão sendo fabricados pela Volvo. Cinco exemplares devem integrar a frota goiana até o fim do ano. “Estamos investindo na descarbonização da nossa atmosfera. Ou os ônibus são elétricos, ou Euro 6, ou movidos a biometano”, enfatizou o governador.

Outra característica que garantirá mais eficiência ao transporte coletivo em Goiânia é o processo de metronização desenvolvido pela Prefeitura de Goiânia. Com uso de inteligência artificial, o sistema ajusta os semáforos em tempo real para dar mais fluidez aos ônibus.

O prefeito da capital, Sandro Mabel, disse que o transporte coletivo vai “comandar o trânsito” da cidade com essa tecnologia. “Faz com que o ônibus ganhe 30%, 40% a mais de velocidade”, informou o gestor municipal. A ferramenta já funciona entre os terminais Novo Mundo-Praça da Bíblia e Isidória-Praça Cívica. A meta, segundo o prefeito, é implantar a novidade numa extensão de 240 quilômetros.

Secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima afirmou que todas essas melhorias têm despertado o interesse dos usuários do transporte coletivo que, nos últimos anos, foram abandonando o serviço devido às más condições. “A cada mês que passa, tem aumentado cerca de 10% o número de passageiros. Acreditamos que em dois anos o volume iguale de novo os números de 2010, quando o sistema começou praticamente. Havia mais passageiros, mas o número foi caindo justamente por conta da degradação”, explicou.

Reforma da Metrobus

O evento que reuniu o governador Ronaldo Caiado e gestores municipais e estaduais foi realizado na sede da Metrobus, na Vila Regina, em Goiânia. Caiado embarcou em um dos ônibus elétricos entregues e, em seguida, percorreu as instalações da empresa, que passou por uma recente reforma. Houve intervenções na recepção e no auditório. As melhorias fazem parte de um plano mais amplo de reestruturação que teve início em 2021.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Servidores são homenageados pelo combate ao feminicídio

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A Câmara Legislativa concedeu moções de louvor a servidores e servidoras do Distrito Federal pelos relevantes serviços prestados no combate ao feminicídio. Os profissionais foram indicados por órgãos públicos de Brasília que atuam na proteção à mulher, como as secretarias de Desenvolvimento Social; de Justiça e Cidadania; de Segurança Pública; Corpo de Bombeiros, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, Ministério Público, entre outros. A sessão solene foi realizada nessa quarta-feira (13), por iniciativa da Procuradora Especial da Mulher, deputada Paula Belmonte. O evento fez parte da Semana de Combate ao Feminicídio, com atividades até o dia 15 de agosto. 

A deputada ressaltou que a homenagem teve o objetivo de “principalmente reconhecer mulheres da nossa sociedade do Distrito Federal que fazem um trabalho para que menos mulheres sejam mortas”. Uma das homenageadas foi a promotora de Justiça Adalgiza Maria Hortêncio, que destacou a integração de diversos órgãos para o enfretamento ao feminicídio. Ela classificou o combate a esse tipo de crime como um “árduo trabalho”, um “compromisso de vida”, que exige cuidado desde os primeiros sinais de alerta. 
 

A promotora de Justiça Adalgiza Maria Hortêncio foi uma das homenageadas (Foto Luís Tajes/Gab. Paula Belmonte)

“O feminicídio não é um ato isolado. Normalmente é o fim de um ciclo de violência, é etapa final de uma violência que começa com uma palavra. E depois vai crescendo para uma ameaça, um tapa, uma violência psicológica, uma perseguição, até chegar em uma situação fatal. Então, nós profissionais que atuamos na linha de frente precisamos estar atentos desde o momento em que é dada a primeira palavra”, disse a promotora.
 

Solidariedade aos órfãos
 

Paula Belmonte também utilizou o evento para se solidarizar com as crianças órfãs devido ao crime. Neste ano no DF, mais de 30 crianças já perderam a mãe devido a 12 feminicídios confirmados até o momento. Em 2024, foram 23 vítimas do crime, que deixaram 39 órfãos (32 menores de idade e 7 maiores). Os dados são da Secretaria de Segurança Pública. A deputada enfatizou a importância da educação para mudar a cultura de violência. Um dos principais públicos da Semana de Combate ao Feminicídio foram estudantes de escolas públicas, convidados para assistir à programação e a se conscientizarem sobre o tema.

A solenidade completa pode ser assistida no canal do Youtube da TV Câmara Distrital
 

 

Fonte: Agência CLDF

Saiba mais sobre a participação de cubanos no programa Mais Médicos

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Atacado pelos Estados Unidos (EUA) nessa quarta-feira (13), o programa Mais Médicos registra alta avaliação popular ao disponibilizar profissionais de saúde básica para mais de 4 mil municípios brasileiros e ter beneficiado, desde a criação em 2013, mais de 66,6 milhões de pessoas. Os dados são do Ministério da Saúde (MS).

Os cubanos representaram, até 2018, a maior parte dos médicos do programa. Atualmente, eles são 10% dos mais de 26 mil profissionais que atuam no Mais Médicos. Ao todo, Cuba, país reconhecido pelos elevados índices de saúde pública, mantém hoje 24 mil médicos em 56 países.

O presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Rômulo Paes, disse à Agência Brasil que o programa é um sucesso e a colaboração dos cubanos foi fundamental, em especial, nos primeiros anos.

“Houve uma redução do déficit de acesso à atenção primária de cerca de 56% em vários municípios brasileiros. Houve melhoria da relação médico-paciente; na continuidade de tratamentos, porque havia muito abandono, sobretudo de doenças negligenciadas. Houve também redução da hospitalização por causas evitadas nas áreas em que esses médicos atuavam.”

Apenas no primeiro ano do Mais Médicos, a cobertura de atenção básica de saúde aumentou de 10,8% para 24,6% da população. A atenção básica é onde se concentra cerca de 80% dos problemas de saúde.

Ontem, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e seus familiares. O motivo seria cumplicidade com o trabalho forçado do governo cubano por meio do programa Mais Médicos do Brasil.

O presidente da Abrasco Rômulo Paes avaliou que a ação dos EUA não tem relação com a saúde, mas é uma forma de alcançar outros objetivos da política externa de Washington.

“Em 2013, quando o Mais Médicos começa, Cuba já tinha cooperação desse tipo com 103 países. Inclusive, Ucrânia, Rússia, Portugal, Espanha e um monte de países africanos e asiáticos. É mentira que o Brasil tinha algum tipo de excepcionalidade. Eles vão o quê? Punir os 103 países? Vão punir a Espanha, Portugal e Ucrânia? Não vão”, completou.

O especialista lembrou que a ilha tem, em muitos indicadores, uma situação de saúde melhor que a dos EUA, apesar de ser um país pobre. Para ele, a Casa Branca tenta ressuscitar uma polêmica antiga após repercussão negativa aqui no Brasil do tarifaço contra parte das importações brasileiras.

Cerco a Cuba

O ponto de controvérsia com o governo dos Estados Unidos (EUA), que serviu de justificativa para retirar o visto de funcionários do Ministério da Saúde (MS), é a participação de médicos cubanos no programa via cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A cooperação durou de 2013 a 2018.

Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico à ilha caribenha com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959.

Como a exportação de médicos é uma das principais formas de Cuba conseguir recursos frente ao bloqueio, o governo de Donald Trump tenta, desde o início de seu segundo mandato, constranger os países que recebem profissionais cubanos.  

Funcionários de países caribenhos como São Vicente y Granadinas, Barbados e Trinidad e Tobago saíram em defesa dos acordos firmados por Cuba após críticas dos EUA contra as parcerias na área médica.

Cuba tem esse programa de cooperação desde a década de 1960. Ao longo da história, 605 mil médicos de Cuba atuaram em 165 nações.

Países como Portugal, Ucrânia, Rússia e Espanha, Argélia e Chile receberam médicos cubanos ao longo de mais de 60 anos. Os dados são do Ministério da Saúde de Cuba.

Cubanos no Mais Médicos 

Os médicos brasileiros sempre foram prioridade no programa e os profissionais estrangeiros, incluindo os cubanos, eram convocados quando os profissionais do Brasil não ocupavam as vagas.

Geralmente, ficavam vagos os postos médicos em municípios e localidades com menor assistência à saúde.

Ainda no início do programa, em junho de 2014, 11,3 mil cubanos atuavam no programa do total de 17,5 mil médicos, o que representava 64% do total dos profissionais. No final da cooperação, em junho de 2018, os cubanos eram 8,5 mil do total de 16,8 mil profissionais contratados, o que representava 50%.

Atualmente, existem ainda 2,6 mil cubanos que atuam pelo Mais Médicos, o que representa cerca de 10% do total. Porém, a participação não se dá mais via OPAS, mas sim por meio de editais abertos a todos os estrangeiros que queiram ocupar as vagas não preenchidas pelos brasileiros. Atualmente, 26 mil médicos atuam no mais médicos, sendo 22,7 mil brasileiros.

Avaliação positiva 

Criado para fornecer assistência médica em locais de difícil acesso ou com poucos profissionais, como o interior da Amazônia e periferias urbanas, o programa teve ampla aceitação do público beneficiado.

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) – com aproximadamente 14 mil entrevistas – verificou que 81% dos pacientes atendidos eram de baixa renda. Do total, 95% afirmaram estar satisfeitos com o programa. De 0 a 10, deram nota 8,4. Entre os indígenas, a média foi de 8,7.

Estudo científico publicado pela Opas mostra que a atuação dos médicos cubanos foi bem avaliada, com ênfase na relação médico-usuário humanizada, caracterizada pela escuta, atenção e diálogo.

“Os usuários destacaram a presença constante de médicos nas UBS, situação que se diferenciava da anterior ao programa, indicando que, mesmo em equipes ‘completas’, não havia cumprimento da carga horária desses profissionais.

Resultado importante foi a diminuição do tempo de espera para consultas. Os usuários referiram o idioma como uma barreira, amenizada pelo uso de estratégias comunicacionais nas equipes”, informou a organização internacional.

Fonte: Agência Brasil