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Setor aéreo bate recorde com 11,6 milhões de passageiros em julho

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O setor aéreo registrou, no mês de julho, o maior número de passageiros transportados em um mês: um total de 11,6 milhões incluindo os dois mercados (doméstico e internacional). A movimentação de viajantes é a maior desde o início da série histórica, em janeiro de 2000.

As estatísticas do transporte aéreo no Brasil são do relatório mensal de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Os dados são registrados pelas empresas brasileiras e estrangeiras de transporte de passageiros, carga e mala postal, conforme a resolução nº 191/2011 da agencia reguladora.

Transporte doméstico

Os voos domésticos são aqueles que ocorrem dentro das fronteiras de um mesmo país. Em julho deste ano, esse mercado transportou 9 milhões de passageiros dentro do Brasil, o que representa um crescimento de 5,9% em comparação ao registrado no mesmo mês do ano passado.

A demanda doméstica por assentos, medida pela multiplicação de passageiros pagantes por quilômetros percorridos, registrou aumento de 8,2% em comparação a julho de 2024. Enquanto a oferta doméstica, obtida pela multiplicação de assentos disponíveis por quilômetros voados, cresceu 6,2%. 

Transporte internacional

Da mesma forma, o setor internacional também registrou recorde de movimentação, com 2,6 milhões de passageiros, o que representa crescimento de 13,6% comparado a julho de 2024.

Considerando a demanda e oferta de voos internacionais, ambas cresceram 12,2% no mês.

Outro levantamento divulgado nesta semana confirma o fortalecimento do Brasil como destino turístico de destaque. Dados divulgados pela Organização Mundial do Turismo (ONU Turismo) nesta segunda-feira (18) apontam que o Brasil alcançou, em 2024, a quinta posição entre os destinos das Américas que mais recebem visitantes estrangeiros, superando a Argentina, que até então liderava na América do Sul.

No ranking das Américas, o Brasil aparece logo atrás de Estados Unidos, México, Canadá e República Dominicana. No ano passado, o território brasileiro recebeu 6,8 milhões de turistas vindos de fora.

Movimentação de cargas

Sobre a movimentação doméstica de cargas, com decolagem e pouso dentro do país, o setor alcançou 39,1 mil toneladas, o que representa um recuo de 3,8% em relação a julho de 2024.

Enquanto a movimentação internacional de cargas foi de 76 mil toneladas (crescimento de 0,8% em relação a julho do ano anterior).

No total, foram processadas 115,1 mil toneladas (variação de -0,8% comparado a julho de 2024).

Fonte: Agência Brasil

CCJ do Senado aprova novo código eleitoral com 900 artigos

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Após diversos adiamentos ao longo do ano, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (20), o projeto de lei complementar (PLP) que cria novo Código Eleitoral no Brasil com quase 900 artigos.

O PLP 112/2021 unifica sete legislações e foi alterado em diversos pontos na última semana para atender solicitações de parlamentares.

Na reunião da CCJ, três destaques foram aprovados com novas mudanças envolvendo participação feminina na política, uso de recursos próprios do candidato para bancar campanhas e a instituição do voto impresso.

A bancada feminina conseguiu aprovar destaque, por 18 votos contra 5, para manter a obrigatoriedade de 30% de candidatas mulheres por cada partido, da mesma forma como é hoje. O texto proposto acabava com essa obrigatoriedade.

Além disso, o projeto fixa cota de 20% para mulheres na Câmara de Deputados federal, além de assembleias estaduais e municipais.

Agora, o PLP 112/2021 deve seguir ao plenário do Senado. Como houve alterações, a matéria será analisada novamente pela Câmara.

Para valer nas próximas eleições, as novas regras precisam ser sancionadas até um ano antes do pleito de 2026.

Fake news

O PLP 112/2021 foi aprovado após o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), reduzir as penas para quem divulgar fake news que prejudiquem a disputa eleitoral, além de excluir a pena para quem promover mentiras para deslegitimar o sistema eleitoral.

O parecer aprovado na CCJ prevê pena de prisão de dois meses a um ano, ou multa, para quem divulgar fatos “sabidamente inverídicos em relação a partidos ou a candidatos e capazes de exercer influência perante o eleitorado”. No texto anterior, a pena era de um a quatro anos de detenção.

Medidas para combater as notícias fraudulentas foram alvo de críticas de parlamentares da oposição. Castro argumentou que, diante de tanta divergência, resolveu alterar o texto.

“Tiramos tudo que criminalizava a questão de fake news que veio da Câmara e colocamos o que já existe hoje na legislação que nós aprovamos em 2021, inclusive por unanimidade aqui no Senado Federal”, explicou o relator.

Sistema eleitoral

O relator retirou também do texto a punição para quem divulgar notícia sabidamente inverídica para deslegitimar o processo eleitoral.  “Não constitui crime a mera crítica sobre o serviço eleitoral e o processo de votação”, disse o relator.

Em sessão anterior, Marcelo Castro afirmou, em resposta à criticas da oposição, que atacar o sistema eleitoral era diferente da criticar o sistema eleitoral.

“É um movimento de desacreditação do resultado eleitoral para promover uma balbúrdia e desacreditar o eleito. É totalmente diferente da crítica”, disse o senador Marcelo Castro, em junho.

Na última eleição, os partidários e o ex-presidente Jair Bolsonaro denunciavam, sem provas, que o sistema eleitoral não seria seguro.

A prática vem sendo entendida como parte da estratégia para criar um clima para golpe de Estado em caso de derrota, segundo a investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a trama golpista.

Participação feminina

A proposta aprovada na CCJ reserva 20% das vagas nos parlamentos federal, estaduais e municipais para as mulheres. A regra vale por 20 anos.

Segundo a proposta, só poderiam entrar na cota de 20% a candidata que tenha, no mínimo, conquistado 10% do quociente eleitoral definido em cada eleição.

O quociente eleitoral é uma média calculada com base no número de votos válidos e de vagas disputadas e usado para evitar que pessoas com poucos votos assumam uma cadeia no Legislativo.

Por outro lado, o parecer do relator derrubava a cota de 30% para candidaturas femininas por partido, mantendo a exigência atual dos 30% de recursos do Fundo Eleitoral destinados à candidaturas femininas, independentemente do número de candidatas por legenda.

As senadoras Zenaide Maia (PSD-RN), Dorinha Seabra (União-TO) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) criticaram essa mudança. Para Zenaide Maia, a alteração é um retrocesso em relação à participação das mulheres na política.

“Mulheres brasileiras, o que vai ser votado aqui hoje é tirar um direito conquistado da gente com muita luta, dado pelo Poder Judiciário, não foi desta Casa. E sabe o que é que vai acontecer? Não vão ser aprovados os 20%, e a gente vai ficar sem as candidaturas”, afirmou Zenaide.

O relator argumentou que os 30% de vagas destinadas às mulheres não garante a participação feminina, mas sim os recursos, que estavam mantidos.

“Obrigatoriedade de candidaturas femininas não elege mulher, não aumenta a participação feminina da mulher na política. É uma luta em vão. É o dinheiro que é importante nas candidaturas femininas”, disse.

A posição do relator foi vencida por destaque apresentado pela bancada feminina e aprovado por 18 votos contra cinco. Com isso, fica mantida a regra atual que reserva 30% das vagas para candidatas mulheres.

Quarentena

Outra mudança feita pelo relator para atender pedidos de senadores, em especial, da oposição, foi a redução da quarentena para os juízes, procuradores, policiais e militares concorrerem a cargo eletivo de dois para um ano.

Esse prazo de um ano, porém, só valeria para as eleições de 2028. Policiais em funções administrativas não teriam essa quarentena, podendo sair das suas funções apenas a seis meses do pleito, como ocorre com ocupantes de outros cargos públicos.

O argumento era de que essas funções – de militares, procuradores, policiais e juízes, podem ser instrumentalizadas para perseguir adversários e desequilibrar o processo eleitoral.

“Creditamos que o prazo de um ano antes do pleito, embora mais curto que o anteriormente proposto, é o mínimo necessário para afastar a influência que esses agentes públicos podem ter em uma eleição e assegurar a igualdade entre os candidatos, sem ferir o direito eleitoral passivo dessas categorias”, escreveu o relator no parecer.

Voto impresso

A oposição justificou que o voto impresso iria pacificar o Brasil em um contexto de acusações, sem provas, contra o sistema de urna eletrônica feitas pelos partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A gente tem que pacificar o país. Pelo amor de Deus! A questão não é querer ter razão, é ser feliz. Então, para pacificar o país e ser feliz, é o voto impresso”, justificou o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

A CCJ aprovou destaque para incluir a obrigatoriedade do voto impresso no texto, medida já considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O texto foi aprovado por 14 votos contra 12.

Segundo o texto aprovado, “a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado; III – o processo de votação não será concluído até que o eleitor confirme a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna eletrônica”.

A emenda estabelece ainda que o novo modelo deve ser implementado na eleição seguinte a aprovação do projeto.

Recursos próprios em campanha

O terceiro destaque aprovado pela CCJ foi a do senador Jaime Bagattoli que permite que um candidato possa usar recursos próprios até o teto estipulado de gastos para campanha do cargo que disputa.

“É impossível nós aceitarmos que um cidadão pegue R$3 milhões do fundo partidário, e o outro, que queira colocar o dinheiro dele, só possa colocar 10% desse valor, R$300 mil. Nós temos que equalizar, e isso não é abuso de poder econômico do candidato que tem o dinheiro. Ele poderá colocar os 100% até o teto máximo”, justificou o senador.

Para o relator Marcelo Castro, a possibilidade de candidatos ricos bancarem até o teto da própria campanha desequilibra o processo eleitoral.

“Nós aumentamos o autofinanciamento para 20%. Ora, aumentar para 100% é bom para quem é rico, mas e quem é pobre? Perde a igualdade de condições entre os candidatos, fica completamente desigual”, justificou.  

Outros temas

O PLP 112/2021 que cria o novo Código Eleitoral unifica sete legislações em vigor e trata dos mais diversos temas envolvendo eleições no Brasil.

O projeto fixa prazo de inelegibilidade para condenados segundo a Lei da Ficha Limpa; estipula regras para fiscalização das urnas eletrônicas; proíbe disparo em massa de mensagens nas redes sociais; regula o uso da Inteligência Artificial (IA) proibindo manipulação com a tecnologia para simular imagens ou vozes de forma artificial. 

Além disso, cria regras mais rígidas para divulgação de pesquisas de intenção de votos, apesar de liberar a divulgação de pesquisa no dia anterior do pleito, o que hoje é proibido.

O PLP 112 ainda estabelece novas regras para prestação de contas de campanhas: disciplina propaganda eleitoral na internet, entre outros temas.

 

Fonte: Agência Brasil

Polícia age em 6 estados combatendo golpe do falso advogado

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Uma operação policial deflagrada hoje (20) investiga uma organização criminosa envolvida na invasão de sistemas do governo federal e de Tribunais de Justiça de diversos estados para aplicar o golpe do falso advogado.

Até o início desta tarde, 11 pessoas foram presas na operação realizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte. Para a ação, foram expedidos 66 procedimentos judiciais entre mandados de busca e apreensão, de prisão e de bloqueio de conta.

As investigações começaram há cerca de cinco meses na Delegacia de Combate a Estelionatos de Joinville, em Santa Catarina, que descobriu que pessoas físicas e jurídicas estariam utilizando a identidade de advogados catarinenses e também dados de processos judiciais para enganar vítimas visando obter lucro com o suposto serviço prestado.

Facilidade

De acordo com Artur José Dian, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, esses falsos advogados entravam em processos – sejam por meio de fontes abertas ou por meio da invasão de sistemas do judiciário – e conseguiam ter acesso a trechos de processos ou a processos inteiros. Por meio desses processos, eles conseguiam dados das vítimas e se comunicavam com elas se passando por falsos advogados, pedindo que elas depositassem uma determinada quantia para dar andamento no processo.

“Em síntese, essa investigação começou há cerca de quatro ou cinco meses a partir da percepção de boletins de ocorrências na cidade de Joinville de que criminosos estavam simulando serem advogados, entrando em contato com os clientes e cobrando valores a título de custas processuais para liberar supostos alvarás judiciais que essas pessoas teriam e fazem jus na justiça”, explicou Rafaello Ross, delegado regional da Polícia Civil de Joinville.

Esses falsos advogados, explicou Ross, “inicialmente utilizavam fontes abertas para angariar informações e, num segundo momento, entravam no próprio sistema judicial e captavam fontes sensíveis de informações, dados das vítimas e dados do processo”. De posse desses dados, eles entravam em contato com a vítima, se passando por advogados do processo.

Vítima

O advogado Guilherme Aquino Reusing Pereira, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Joinville, foi um dos que teve seus dados utilizados pelos criminosos.

“Há vítimas que são clientes de nossos escritórios. Há pessoas que se passam pela gente como advogados. De forma sintetizada, é um golpe onde o meliante faz contato com o cidadão, que é parte do processo, se passando por um advogado que é parte daquele processo. Ao fazer esse contato, ele vem com o argumento de que há uma custa a ser paga para ser expedido um alvará judicial ou para que o processo tramite. E, nesse argumento, talvez na ingenuidade ou na ansiedade de querer o andamento processual de forma mais célere, o cliente acaba antecipando essas custas, que não são custas, mas um golpe”, explicou Pereira.

Uma de suas clientes, contou Pereira, chegou a depositar R$ 20 mil para os criminosos, acreditando erroneamente estar falando com ele. Os criminosos utilizaram uma foto do advogado e mandaram mensagens para a cliente por meio do WhatsApp se fazendo passar por ele, pedindo que ela depositasse um dinheiro referente a “custas do processo”. “Eu tive esse exemplo no meu escritório. Se passaram tanto por mim quanto por minha sócia”, contou ele.

A operação

A operação de hoje contou com a participação do Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo (Dipol) e de representantes do Poder Judiciário e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Só no território paulista foram cumpridos 12 mandados de busca e cinco de prisão nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba e São Vicente.


Sergipe - Polícia Civil deflagra Operação Cristinápolis Segura na manhã desta quarta-feira, 29, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em homicídios, tráfico de drogas e assaltos. Foto: Polícia Civil/SE
Sergipe - Polícia Civil deflagra Operação Cristinápolis Segura na manhã desta quarta-feira, 29, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em homicídios, tráfico de drogas e assaltos. Foto: Polícia Civil/SE

Polícia Civil trabalha para desarticular quadrilhas que usam telefone para aplicar golpes – foto – Polícia Civil

Em entrevista coletiva concedida na manhã de hoje (20) na capital paulista, os delegados que participaram da operação informaram que ainda não é possível mensurar a quantidade de vítimas ou quanto foi movimentado pelos criminosos.

Segundo o delegado Vinicius Ferreira, da Delegacia de Combate a Estelionatos de Joinville, e que presidiu as investigações, os valores depositados pelas vítimas variavam. Mas houve clientes que chegaram a depositar até R$ 100 mil para os criminosos.

“Tivemos outros casos, que ainda estamos avaliando, mas que podem ter chegado a R$ 500 mil e teve um caso específico um pouco mais alto. Mas, em geral, os valores variavam entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, mas depende muito do valor da causa”, explicou.

“Realmente estava compensando para essa rede criminosa manter esse tipo de atividade. Por isso, acreditamos que, por todo o país, nós vamos identificar  vítimas dessa rede criminosa específica desarticulada hoje”, acrescentou Ross.

Dicas para não cair em golpes

Para não cair em golpes como esse, alertaram os delegados, é preciso que a população tenha cautela. “Tem que ter um certo cuidado porque quando ela [a vítima] recebe essa ligação, com uma série de informações verídicas, ela tem que estar atenta ao processo do qual participa. Ela precisa fazer contato com advogado, que é o [legítimo] advogado da causa e sempre desconfiar de grandes benefícios”, disse o delegado-geral da Polícia de São Paulo.

“É preciso ter a cautela necessária para poder contestar qualquer benefício desses que chegam até você de forma passiva”, argumentou.

E finalizou: “o importante é verificar os contatos oficiais de cada escritório. Nem todo mundo troca de telefone o tempo todo. É preciso sempre ter dúvidas quando aparece um novo contato e com DDD diferente. Se tiver dúvidas, procure os números do Cadastro Nacional dos Advogados, que é o CNA. Todo advogado tem seus números geralmente publicados no CNA. E esse é um número de confiança”.

Por meio de nota, a Ordem dos Advogados do Brasil -seção São Paulo (OAB SP) – informa que – desde 2024 – tem atuado no combate ao golpe do falso advogado. “Desde 2024, a entidade recebeu mais de 3 mil denúncias de casos em que criminosos se passaram por advogados para solicitar pagamentos indevidos, como depósitos judiciais e custas processuais, principalmente via PIX”, informou o órgão.

Como evitar prejuízos

Para enfrentar esse golpe, a OAB SP criou uma cartilha, que pode ser consultada pela população com dicas sobre como proceder para evitar cair no golpe ou o que fazer se for vítima de um.

A OAB SP também informou ter criado uma força-tarefa para reunir provas, atender a advocacia e orientar a população e clientes sobre esse crime.

“A OAB SP também reforça a orientação para que advogados e vítimas registrem boletins de ocorrência imediatamente, informando todos os detalhes do golpe, como números de telefone envolvidos (vítima e golpista) e tentativas de pagamento. Com o avanço das investigações e a intensificação das medidas preventivas, a OAB paulista reafirma seu compromisso na proteção da advocacia e da sociedade contra esse tipo de crime”, finalizou, em nota.

Fonte: Agência Brasil

Justiça manda Meta tirar vídeo que associa petista a usuário de drogas

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A Justiça do Distrito Federal determinou que a Meta retire um vídeo no qual o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, relacionou militantes do PT a usuários de drogas nas redes sociais.

A decisão foi publicada na quarta-feira (13), e o vídeo não está mais disponível no Instagram. A retirada deveria ocorrer no prazo de três dias.

Em julho deste ano, o PT protocolou uma ação para solicitar a retirada do vídeo, que foi produzido por meio de inteligência artificial. Na gravação, o PL retrata apoiadores e filiados do partido como “viciados em PT”, e “usuários do PT”. 

De acordo com o PT, a postagem extrapola os limites da liberdade de expressão e configura desinformação e discurso difamatório contra a imagem do Partido dos Trabalhadores.

Ao analisar o caso, o juiz Carlos Eduardo Batista dos Santos, da 2ª Vara Cível de Brasília, entendeu que houve abuso da liberdade de expressão.

“Peço vênia para externar o meu lamento como cidadão, ao constatar que um partido político de alta expressão nacional, aclamado por parcela significativa da população brasileira e que possui em suas fileiras um ex-presidente da República, tenha sido capaz de, em 40 segundos de vídeo, produzir algo tão grotesco e despido de qualquer propósito construtivo de cidadania”, disse o juiz.

A ação vai continuar em tramitação para decidir se o PL será condenado por danos morais. 

Fonte: Agência Brasil

Troféu Câmara Legislativa para filmes brasilienses será disputado por cinco longas e onze curtas

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Um total de 16 filmes brasilienses – cinco longas e 11 curtas-metragens (confira abaixo) – disputarão os R$ 298 mil em prêmios da 27ª edição do Troféu Câmara Legislativa, entre os dias 15 a 19 de setembro. Os títulos serão apresentados no Cine Brasília e as sessões iniciam às 18 horas, com entrada gratuita, dentro do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Os selecionados para compor a Mostra Brasília, que apresenta os concorrentes ao Troféu e este ano ganhou mais um dia de exibição, foi feito na manhã desta quarta-feira (20), durante entrevista coletiva na qual foi anunciada a programação oficial do Festival, que será aberto no dia 12 e prossegue até o dia 20 do próximo mês.

O prêmio total do 27º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal representa um aumento de mais de 24% em relação à edição do ano passado e será dividido entre os melhores filmes escolhidos pelos júris oficial e popular, além de categorias técnicas.

Exposição

“Este valor representa a contribuição do Legislativo do Distrito Federal para o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual e, também, é um reconhecimento aos trabalhadores e trabalhadoras do cinema local”, afirmou Claudinei Pirelli, em nome do Comitê Gestor do Troféu Câmara Legislativa.

Ao lado do secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes; da diretora-geral do Festival de Brasília, Sara Rocha; além de Eduardo Valente, diretor artístico do evento, Pirelli lembrou a origem do Troféu há 29 anos: “A reivindicação do setor sensibilizou os parlamentares à época e essa é uma história que continua”.

Também divulgou a abertura de uma exposição, a ser inaugurada no dia 1º de setembro no Espaço Cultural Athos Bulcão da CLDF, contando a trajetória da premiação para o cinema local. “O Troféu é parte intrínseca do desenvolvimento do audiovisual do DF”, observou, destacando que um novo longa-metragem dirigido por José Eduardo Belmonte – Assalto à Brasileira – estará na mostra competitiva do 58º Festival de Brasília.
 

Foto:Rinaldo Morelli/Agência CLDF

 

Maior vencedor do prêmio da Câmara Legislativa para produções cinematográficas do Distrito Federal, Belmonte, que tem uma carreira consolidade no cinema nacional, recebeu o primeiro Troféu em 1997, com o curta 5 Filmes Estrangeiros.

27º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal
 

Filmes longas-metragens

Vozes e Vão, de Edileuza Penha de Souza e Edymara Diniz, 79min, documentário, 2025. Livre

Mil Luas, de Carina Bini, 73min, ficção, 2025. Livre

Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert, 101min, documentário, 2025. Livre

A Última Noite da Rádio, de Augusto Borges, 73min, ficção, 2025. 16 anos

Menino Quem Foi Seu Mestre?, de Rafael Ribeiro Gontijo e Sandra Bernardes, 86min, documentário, 2025. Livre
 

Filmes curtas-metragens

Terra, de Leo Bello, 14min, ficção, 2025. Livre

Notas Sobre a Identidade, de Marisa Arraes, 20min, ficção, 2024. 14 anos

O Bicho Que Eu Tinha Medo, Jhonatan Luiz, 9min, animação/ficção, 2025. Livre

A Brasiliense, de Gabmeta, 1min49s, ficção, 2024. Livre

O Fazedor de Mirantes, de Betânia Victor e Lucas Franzoni, 19min, documentário. Livre

Rainha, de Raul de Lima, 12min, documentário, 2025. Livre

Dizer Algo Sobre Estar Aqui, de Vaga-Mundo Poéticas Nômades (coletivo), 12min, híbrido, 2025. Livre

Dois Turnos, de Pedro Leitão, 21min, ficção, 2024. 16 anos

Três, de Lila Foster, 21min, ficção, 2024. 14 anos

O Cheiro do Seu Cabelo, de Clara Maria Matos, 16min, ficção, 2025. Livre

Rocha: Substantivo Feminino, de Larissa Corino e Patricia Meschick, 25min, documentário, 2025. Livre

Fonte: Agência CLDF

Comissão aprova criação da Região Administrativa do Noroeste

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (20), o Projeto de Lei nº 603/2023, de autoria do deputado Martins Machado (Republicanos), que cria a Região Administrativa do Noroeste — RA XXXVI. Na proposta, o parlamentar argumenta que o pleito visa atender à crescente demanda da população local por maior representatividade e eficiência na prestação de serviços públicos.

O texto da matéria, aprovada por três votos, estabelece que diversos órgãos do Governo do Distrito Federal deverão atuar para viabilizar a implantação da nova administração regional. Isso inclui o remanejamento de servidores efetivos, estrutura patrimonial, cargos comissionados e a criação de uma unidade orçamentária específica para a RA do Noroeste.

A justificativa do projeto destaca que a medida está alinhada com os princípios da descentralização administrativa e da racionalização dos recursos públicos, conforme previsto na Lei Orgânica do Distrito Federal. Martins Machado argumenta que a criação da RA Noroeste contribuirá para o desenvolvimento socioeconômico da região e para a melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.
 

O deputado Martins Machado (Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

 

“Pretendemos não apenas atender um clamor – que já se faz sentir – da população que reside e constitui força de trabalho naquelas áreas, mas também propiciar uma maior representação governamental, com a adoção de um novo modelo organizacional, o qual, certamente, será um elo de ligação entre a população local e a equipe do Governo do DF”, argumenta o autor da proposta.

A medida contou com os votos dos distritais Dayse Amarilio (PSB), Rogério Morro da Cruz (PRD) e Max Maciel (Psol) e segue para discussões nas demais comissões temáticas antes de ser levada a Plenário. A reunião desta quarta-feira (20) aprovou no total 24 propostas e 18 indicações. A íntegra pode ser assistida no YouTube da CLDF.

Fonte: Agência CLDF

Com reforma, Hospital Estadual de Anápolis soma mais de R$ 5 milhões em investimentos

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Com reforma, Hospital Estadual de Anápolis soma mais de R$ 5,7 milhões em investimentos
Secretário Rasível Santos visitou espaços do Heana que passarão por reforma. Apenas na modernização do parque tecnológico, unidade conta com investimentos de quase R$ 2,8 milhões (Fotos: Iron Braz)

A Secretaria da Saúde (SES) tem realizado uma série de melhorias e investimentos no Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana). A unidade já soma mais de R$ 5,7 milhões em investimentos em 2025, que incluem a reforma e ampliação da enfermaria, próxima de iniciar. Além disso, foram adquiridos três novos equipamentos: um tomógrafo e dois aparelhos de raio-X digitais.

O titular da SES, Rasível Santos, lembrou que o Heana tem garantido assistência de qualidade não apenas para a população de Anápolis, mas para todos os 60 municípios do Centro-Norte goiano, sendo uma unidade importante para a política de regionalização da saúde.

“Todos esses investimentos e melhorias são para que esse hospital continue tendo a relevância que sempre teve, inclusive ampliando sua importância, porque faz um trabalho humanizado e eficiente, que coloca as pessoas no centro do cuidado”, reforçou.

Com a reforma, a unidade terá 28 novos leitos de enfermaria, que receberão pacientes clínicos e cirúrgicos, saltando dos 81 atuais para 109 leitos de enfermaria. O projeto já foi aprovado pelos órgãos competentes, como a Vigilância Sanitária, e está em fase de liberação de recursos pela SES.

Após iniciada, a previsão é de que a ampliação seja finalizada em seis meses. A obra, que custará R$ 3 milhões, será realizada em parte com recursos de emenda parlamentar do deputado estadual Amilton Filho (R$ 600 mil) e com complemento do governo (R$ 2,4 milhões).

Além da ampliação, o hospital acaba de adquirir um novo tomógrafo computadorizado de última geração, Canon, modelo Aquilion Prime SP, com 160 canais, ampliando significativamente a capacidade diagnóstica.

O equipamento, reconhecido por sua alta tecnologia, realiza exames com maior precisão e em tempo reduzido, garantindo imagens mais detalhadas e contribuindo para diagnósticos mais ágeis e seguros. O equipamento contou com investimento da ordem de R$ 2,1 milhões.

A modernização do parque tecnológico do Heana conta ainda com a implementação de dois novos aparelhos de raio-X digitais, marca Philips, modelo DR Pendulum.

A tecnologia digital representa um salto de qualidade nas imagens produzidas, permitindo maior nitidez e precisão nos exames, além de agilizar o diagnóstico e otimizar o fluxo de atendimento. Cada aparelho custou R$ 310 mil.

“Com esses novos equipamentos, o hospital deixa para trás o processo analógico, eliminando etapas como a revelação de filmes e reduzindo o uso de insumos químicos, tornando o serviço mais sustentável e eficiente”, assinalou o diretor executivo da Fundação Universitária Evangélica (Funev), responsável pela gestão da unidade, João Pedro dos Santos Pereira.

Saiba mais

Heana celebra 20 anos

Secretaria de Estado da Saúde (SES) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Seminário Internacional vai debater sistema sobre trilhos e eletrificação do transporte no DF

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Brasília se prepara para discutir o futuro da mobilidade urbana de forma ampla e estratégica. Nos dias 21 e 22 de agosto, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediará o II Seminário Internacional sobre Mobilidade Urbana, que trará como tema central “Sistemas sob Trilhos, Eletrificação e Descarbonização: Pensando a Mobilidade do Futuro”. O evento é promovido pela Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU), em parceria com a Finatec/UnB e a Unale.

O evento reunirá especialistas renomados do Brasil, Portugal e Chile, além de gestores públicos, pesquisadores e representantes do setor privado. A proposta é discutir alternativas sustentáveis para reduzir a dependência do transporte individual motorizado, que hoje impacta diretamente na qualidade do ar, no trânsito e nas mudanças climáticas.

Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) Augusto César de Mendonça Brasil, ex-presidente da Finatec e um dos coordenadores do seminário, o momento exige um debate urgente e qualificado sobre o modelo de transporte público praticado no Distrito Federal e na região metropolitana. “O debate deve ser ampliado para que possamos encontrar um novo sistema de transporte, que atenda não só toda a população, mas que seja também eficiente”, afirma.

Painéis

A programação do seminário será composta por painéis temáticos que abordarão soluções estruturais e inovadoras. Um dos destaques será o Painel Sistema sobre Trilhos — Trens, mediado pelo deputado distrital Max Maciel (PSOL), presidente da CTMU. Entre os palestrantes confirmados estão o ex-prefeito de Valparaíso de Goiás e atual Secretário de Estado do Entorno de Goiás, Pábio Correia Lopes; o Secretário do Entorno do DF, Cristian Viana; e o Secretário Nacional de Mobilidade, Denis Eduardo Andia, do Ministério das Cidades.

Outro painel de destaque será o Sistema sobre Trilhos – Metrô, com mediação do diretor do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (Ceftru/UnB), Fábio Zanchetta. Participam do debate o professor Eduardo Barata, do Conselho de Administração do Metrô Mondego, de Portugal; Handerson Cabral Ribeiro, diretor-presidente do Metrô-DF; Ana Patrizia Lira, diretora da ANPTrilhos; e Rodoldolfo Carlos Nicolazzi Philippi, da UFSC.

A eletrificação da frota também será debatida em um painel mediado por Eliana Alves, gerente do Grupo Caio. O tema contará com a participação de Milena Braga Romano, presidente da Eletra; Gláucio Rocha, Secretário de Mobilidade Urbana de São José dos Campos; e Alejandra Provoste, do governo do Chile. O painel será encerrado com a participação de Talyta Viana, da Abiogás.

Encerrando o seminário, o Painel Descarbonização discutirá políticas e tecnologias para reduzir a emissão de gases poluentes no transporte público, com mediação do professor Tiago Farias. Participam do debate Margarete Gandini, do MDIC; João Francisco Paiva Avelino, especialista em finanças verdes; e Gutemberg Gomes, da Secretaria de Meio Ambiente do DF. A senadora Leila Barros, relatora do PL do mercado de créditos de carbono, e Olmo Xavier, da Secretaria da COP30, também devem marcar presença.
 

O deputado Max Maciel no plenário da CLDF (Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF)

Para o deputado Max Maciel (PSOL), o seminário é uma oportunidade para a construção de soluções que priorizem o transporte coletivo, eficiente e ambientalmente responsável. “O Distrito Federal já sente os efeitos das mudanças climáticas com ondas de calor e alterações nas chuvas. Precisamos repensar nossa lógica de deslocamento e investir em soluções que priorizem o transporte coletivo sustentável. É uma questão de justiça ambiental e social. A população não pode continuar sendo penalizada com sistemas ineficientes, poluentes e excludentes”, destaca.

Inscrições abertas e gratuitas

A participação no seminário é gratuita e aberta ao público. As inscrições podem ser feitas pelo site Sympla. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da CLDF no YouTube.

Serviço:
    •    Evento: II Seminário Internacional sobre Mobilidade Urbana
    •    Tema: Sistemas sob Trilhos, Eletrificação e Descarbonização: Pensando a Mobilidade do Futuro
    •    Data: 21 e 22 de agosto
    •    Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal
    •    Inscrições gratuitas: Clique aqui para se inscrever
    •    Transmissão ao vivo: YouTube da CLDF

Fonte: Agência CLDF

CNI mantém previsão de alta do PIB em 2,3% mesmo com tarifaço dos EUA

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 mesmo com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (19), estão no Informe Conjuntural do 2º trimestre, publicado pela entidade.

A CNI reduziu de 2% para 1,7% a previsão de crescimento da indústria em 2025, mas alterou a projeção da agropecuária para cima, passando de 5,5% para 7,9%.

“O setor [da agropecuária], somado a um mercado de trabalho aquecido, deve sustentar o crescimento de 2,3% do PIB mesmo em meio ao aumento das tarifas americanas sobre as exportações brasileiras”, disse a entidade em nota.

Indústria de transformação, construção e extrativista

De acordo com o informe, os juros altos, o ritmo aquecido das importações e a provável queda das exportações – por causa da nova política comercial dos EUA – vão restringir a atividade industrial. A projeção da entidade para o crescimento da indústria de transformação em 2025 foi alterada de 1,9% para 1,5%.

Já a indústria da construção, de acordo com a confederação, seguirá aquecida graças à continuidade dos projetos iniciados em 2024 e ao bom desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, cujos lançamentos cresceram 31,7% no 1º trimestre. A CNI manteve em 2,2% a estimativa de crescimento do PIB do setor. 

A indústria extrativa também deverá ser um dos destaques positivos este ano. “Não à toa, a CNI dobrou de 1% para 2% a expectativa de alta do setor, principalmente pelo aumento da produção de petróleo”, afirmou.

Massa de rendimento dos trabalhadores 

Conforme as previsões da CNI, o número de pessoas ocupadas deve aumentar 1,5% em 2025, 0,6 ponto percentual acima da projeção anterior da entidade, no primeiro trimestre.

A massa de rendimento real deve crescer 5,5%, 0,7 ponto percentual a mais em comparação com a previsão passada. “Com isso, a taxa de desocupação média deverá registrar o menor patamar da história pelo segundo ano consecutivo, ficando em 6%”.

Fonte: Agência Brasil

Câmara pauta projeto que regula redes sociais para crianças

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Apoiado por centenas de entidades que atuam na proteção de crianças e adolescentes, o Projeto de Lei (PL) 2.628 de 2022 terá a urgência pautada nesta quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados.

Deputados favoráveis ao texto defendem que o mérito da matéria seja votado ainda nesta semana. A oposição é contrária e promete obstruir a tramitação do texto por considerar que ele “viola a liberdade de expressão” e institui a “censura” ao criar regras para as big techs com previsão de multas em caso de descumprimento.  

Apelidado de ECA Digital em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias.

>> Conheça projeto que regula redes sociais para crianças e adolescentes

Além disso, o PL prevê regras para supervisão dos pais e responsáveis e exige mecanismos mais confiáveis para verificação da idade dos usuários de redes sociais, o que atualmente é feito basicamente por autodeclaração.

Em tramitação na Comissão de Comunicação da Câmara, o projeto pode ser levado direto ao plenário caso tenha a urgência aprovada. Como o texto já foi analisado pelo Senado, ele pode ir à sanção presidencial com mais agilidade.

Na semana passada, o relator Jadyel Alencar (Republicanos-PI) apresentou o parecer na comissão dias após a repercussão do vídeo do influenciador Felca Bressanim Pereira denunciando a ‘adultização’ de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Divergência

Criticado pela oposição, que costuma associar a criação de regras para o funcionamento do ambiente digital com censura, o texto vem sendo defendido pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

“É direito deles [oposição] obstruir. Eu pense que essa é uma pauta urgente da sociedade brasileira. Essa é uma pauta que eu penso que a Câmara dos Deputados tem que enfrentar, assim como o Senado Federal já enfrentou”, afirmou o deputado nesta terça-feira.

A líder do PL, deputada Caroline de Toni (PL-SC), por sua vez, classificou o PL 2628 como tentativa de censurar as redes sociais e informou aos jornalistas que foi procurada por representantes de plataformas digitais que alegaram “excesso de regulamentação”.  

“As leis já existem para punir. O que a gente precisa é melhorar o ordenamento jurídico e melhorar essa integração [das policias com as plataformas]. São medidas pontuais para facilitar e dar segurança jurídica, sem querer usar isso como pretexto para censurar a liberdade de expressão das redes sociais”, afirmou.

Regulação

A líder do PSOL, Talíria Petrone (PSOL-RJ), argumentou que todos os setores no Brasil são regulamentados e não poderia ser diferente com as redes sociais.

“Essa é uma demanda da sociedade que hoje veem nossas crianças serem desprotegidas de forma inadmissível. A extrema-direita quer proteger as big techs, que não desejam ser responsabilizadas. Tudo é regulamentado no Brasil. Por que as plataformas não vão ser?”, questionou.

Centenas de organizações da sociedade civil que atuam na área assinaram um manifesto em defesa do projeto 2628, incluindo o Instituto Alana, a Coalização Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, Fundação Abrinq, diversas Pastorais da Criança, a Fundação Roberto Marinho, entre outras.

“A responsabilidade pela proteção integral de crianças e adolescentes é de todos: famílias, Estado e sociedade, incluindo as empresas. Famílias e Estado necessitam do compromisso inequívoco do setor empresarial com o Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma carta assinada por 270 entidades da sociedade

Big techs 

Procurada pela Agência Brasil, a Meta (dona da Facebook, Instagram e Whatsapp) não se manifestou sobre o PL 2628 até o fechamento desta reportagem. Já o Conselho Digital, organização que reúne as gigantes da tecnologia Meta, Google, Tiktok, Amazon, entre outras, tem se manifestado pedindo alterações no texto. 

Quando o tema estava em tramitação no Senado, o Conselho Digital criticou o que chamou de obrigações excessivas. 

“O equilíbrio entre a remoção de conteúdos nocivos e a preservação da liberdade de expressão torna-se um ponto delicado. A imposição de obrigações excessivamente rigorosas às plataformas pode incentivar a remoção indiscriminada de conteúdos legítimos”, disse a organização que representa, no Brasil, a maior parte das principais big techs em atividade.  

Fonte: Agência Brasil