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CLDF homenageia executivas de seguros e destaca protagonismo feminino no setor

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite dessa quinta-feira (9), sessão solene em homenagem às mulheres que atuam em corretoras, seguradoras e outras empresas do setor no DF. A solenidade, proposta pela deputada Paula Belmonte (PSDB), teve como intuito reconhecer e valorizar as coautoras do livro “Executivas de Seguros – Série Brasília”, lançado em março passado. A obra constitui um retrato coletivo da força feminina no mercado de seguros da capital. 

Durante o evento, a parlamentar ressaltou que, embora o setor de seguridade seja historicamente masculino, esse cenário tem sido transformado pela competência e visão de futuro das mulheres. “É importante estarmos nos lugares que merecemos estar e ter a oportunidade de estar nesses lugares”, afirmou Belmonte, lembrando que a representatividade feminina na política e nos espaços de decisão ainda é um desafio e apontando o exemplo da própria CLDF, onde há apenas quatro deputadas entre 24 parlamentares. 

 

Foto: Luís Tajes / Comunicação Paula Belmonte

 

Resiliência e união 

Coordenadora do livro, a presidente do Clube das Executivas de Seguros do Brasil (Cesb), Regina Lacerda, lembrou o início do movimento que deu origem à publicação. Segundo contou, o Cesb nasceu de uma “inquietação” no começo da pandemia de Covid-19, em 2020: a partir de um grupo de apoio mútuo, em aplicativo de mensagens, para enfrentar incertezas profissionais e pessoais, foi criada uma rede nacional. 

“O livro é uma extensão desse movimento. Ele registra histórias, mas, mais do que isso, abre caminhos para exemplos de mulheres”, afirmou Lacerda. E emendou: “É por isso que esta homenagem da CLDF tem um significado tão especial para nós, porque esse reconhecimento afirma, publicamente, o valor da contribuição feminina para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal”. 

Sobre o livro, a executiva destacou: “Cada coautora da obra traz mais do que a sua história profissional, traz sua essência, seus desafios, suas conquistas e, acima de tudo, o seu legado. São mulheres que lideram equipes, inovam, protegem vidas, famílias e patrimônios; inspiram outras mulheres e acreditam que é possível ir mais longe”. 

A deputada Paula Belmonte reforçou o argumento da coordenadora da publicação: “Esses exemplos marcam, tornam-se referências, e a nossa sociedade está precisando de boas referências, de mulheres que sejam referências para as outras”. 

Memória e futuro 

Representando a prefaciadora da obra, a professora italiana Sara Landini, o advogado e professor Marcelo Barreto Leal leu mensagem enviada pela docente. Para Landini, o livro transforma a “experiência vivida em memória compartilhada e, portanto, em conhecimento transmissível”. 

A estudiosa avaliou, também, que Brasília funciona como um “laboratório privilegiado para observar como a liderança feminina se configura em ambientes altamente estratégicos”. A italiana concluiu, por fim, que a liderança feminina é construída por meio de experiências, relacionamentos e decisões, e não como uma categoria estática. 

Por sua vez, a presidente do Grupo Nacional de Novas Tecnologias e Inovação da Associação Internacional de Direito do Seguro (Aida Brasil), Niris Cristina Fredo Cunha, insistiu no impacto social da liderança feminina: “Valorizar as lideranças femininas é investir em um futuro mais justo, inovador e sustentável. Que esse livro inspire outras mulheres a ocuparem seus espaços”. 

 

Foto: Luís Tajes / Comunicação Paula Belmonte

Homenagens 

A sessão solene foi encerrada com a entrega de moções de louvor às 28 coautoras do livro “Executivas de Seguros – Série Brasília”, bem como às empresas que apoiaram o projeto.  

Confira abaixo as homenageadas:

  •  Adriana Ferraz: corretora e empreendedora à frente da Top Seg Corretora de Seguros; 
  •  Alessandra Gaiato: atuou em grandes seguradoras nacionais e internacionais e fundou a West Assessoria; 
  •  Alessandra Sautier: sócia e fundadora da Sautier Soluções Financeiras, especialista em consórcio e soluções financeiras; 
  •  Ana Carolina Berbet: atua na liderança de produtos e inteligência de negócios na BRB Seguros, com foco em estratégia, dados e desenvolvimento de portfólio no mercado de seguros; 
  •  Analice Cury da Silveira Costa: fundadora da Terra Fértil Seguros, referência em soluções para o agronegócio; 
  •  Andreia Severino: tem mais de 20 anos de experiência no mercado de seguros, tendo atuado em grandes seguradoras; 
  •  Camila Utsch: sócia e CEO da Alianza Consultoria Empresarial e sócia da Bluefive Corretora de Seguros; embaixadora do Programa de Empoderamento Feminino da Organização das Nações Unidas (WEPS/ONU); 
  •  Carolina Trein: diretora do Conglomerado da Proseg Seguros; 
  •  Cristina Alarcão: sócia e diretora comercial da Seguros do Brasil; 
  •  Dayse Boaventura: gestora comercial no mercado de seguros e saúde suplementar, sendo especialista na construção e aceleração de canais de vendas pela Qualicorp; 
  •  Denise Mesquita: atua há duas décadas no mercado, em especial no ramo de automóveis; conduz a Vogal Corretora; 
  •  Doris Maciel: executiva da Coris Seguro Viagem desde 2005; 
  •  Enir Junker: fundadora da Junker Assessoria; está entre as 50 mulheres mais influentes do mercado de seguros do Brasil; 
  •  Fernanda Souza: sócia da Opportunity Corretora de Seguros; 
  •  Juliana Nunes Morais: CEO da Inti Benefícios, instrutora e palestrante;  
  •  Kelly Christina: sócia da Innovaseg Corretora de Seguros desde 2013; 
  •  Liliana Couto: tem 27 anos de atuação no mercado; é gerente de Relacionamento com Clientes da SulAmérica no Centro-Oeste; 
  •  Linda Leite: corretora de seguros e CEO da Mundiseg Corretora de Seguros há dez anos; 
  •  Luciana Ximenes: analista de seguro de crédito à exportação; além de ser presidente da Comissão de Direito de Seguros da OAB-DF; 
  •  Oraida Maria Ferreira: fundou em 2009 a Laço Forte; representa multinacionais, com foco em ramos corporativos; 
  •  Regina Lacerda: fundou e dirige a Rainha Seguros em Brasília; em 2025, foi eleita uma das 50 mulheres mais influentes do mercado de seguros do Brasil; 
  •  Rosane Mota: fundadora da RM7 Corretora de Seguros, integra a Academia Nacional de Seguros Privados (ANSP); 
  •  Roseli Argolo: fundadora e CEO da Argolo Consultoria e Corretora de Seguros; 
  •  Rossana Rios: sócia da Cristo Redentor Seguros há 30 anos; 
  •  Silvânia Vieira: especialista em saúde suplementar e seguros, com 30 anos de experiência; fundadora da Fácil Corretora; 
  •  Silvia Albuquerque: sócia-proprietária da Star Corretora de Seguros; 
  •  Suely Ribeiro: diretora comercial da Allcare; 
  •  Suzana Ribeiro: gerente executiva da sucursal da Tokio Marine Seguradora em Brasília.

Fonte: Agência CLDF

Segurança Pública com Inteligência: O Brasil precisa de estratégia, não improviso

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A questão da segurança pública no Brasil se tornou um tema central porque o aumento da violência nas cidades e no campo é percebido por toda a sociedade. Os brasileiros estão vivendo com medo e algo precisa ser feito urgentemente para devolver ao pagador de impostos a sensação de segurança e respeito às leis.

Isso não pode ser feito sem planejamento, integração estratégica das forças de segurança e inteligência. Ou a segurança pública no nosso país começa a ser tratada de forma coordenada e madura, ou o crime organizado continuará avançando nas ameaças à sociedade e ao Estado.

Uma iniciativa promissora no campo da segurança pública integrada com a tecnologia, visando a prevenção dos crimes em vez da mera contenção de danos depois que o mal já foi feito, é o projeto PRO-SEG, idealizado pelo senador capixaba Marcos Do Val e em fase de implementação inicial da região da Grande Vitória.

O projeto prevê o reforço e a integração das guardas municipais dos 78 municípios do Espírito Santo, com pessoal capacitado, equipamentos, armamentos e viaturas integradas com tecnologia de inteligência artificial. O PRO-SEG aposta no videomonitoramento como ferramenta para prevenir delitos e violência.

A primeira base do PRO-SEG foi inaugurada na Enseada do Suá, em Vitória (ES), no mês passado. O senador Marcos Do Val está trabalhando junto com os prefeitos dos municípios que compõem zona metropolitana da capital para que sejam instaladas outras bases nessas localidades, todas integradas entre si.

Israel e EUA atacaram 125 mil unidades civis e 32 universidades no Irã

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Os 40 dias de bombardeios de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã danificaram 125 mil unidades civis, sendo 100 mil residências, em todo o país persa. Foram atingidas ainda 32 universidades e 339 unidades de saúde.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (10) pela organização não governamental (ONG) Crescente Vermelho, que atua com resgates humanitários em diversos países árabes.  

“Algumas delas foram completamente destruídas, enquanto outras estão danificadas. Esses são documentos que enviaremos posteriormente às organizações internacionais”, informou Pir-Hossein Kolivand, presidente do Crescente Vermelho no país, em entrevista à mídia iraniana TV SNN.

Kolivand explicou que, do total, são 23 mil unidades comerciais. Entre os centros médicos, estão incluídos hospitais, farmácias, laboratórios, centros de saúde e de emergência. “Algumas foram desativadas, enquanto outras foram reativadas. Por exemplo, o Hospital Khatam foi reativado em menos de 24 horas”, completou.

A organização, que atua no Irã com mais de 28 mil trabalhadores, acrescentou que 857 escolas e 20 centros da Crescente Vermelha foram alvejados pelos bombardeios. 

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Um dos ataques foi contra a Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, principal instituição do país da área de tecnologia e engenharia. Em resposta, 36 universidades do país emitiram nota condenando esses ataques.  

“Exortamos todas as instituições religiosas, científicas, universitárias e culturais do mundo a se levantarem com uma só voz contra essas violências e a não permitirem que os direitos fundamentais da humanidade sejam sacrificados pelas ambições desmedidas das potências agressoras”, diz comunicado das universidades iranianas.

Crime de guerra

O ataque contra infraestrutura civil é condenado pelo direito internacional. Ainda assim, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a ameaçar destruir o Irã, o que configuraria crime de genocídio. 

Por outro lado, o secretário de Estado, Marco Rubio, ponderou, em algumas situações, que ataques à infraestrutura civil podem ser “efeitos colaterais” dos combates.

O jornalista e especialista em geopolítica Anwar Assi avalia que o alto número de unidades civis atacadas no Irã, em Gaza e no Líbano indicam que não se trata de efeito colateral da guerra, mas de uma estratégia deliberada. 

“É um crime de guerra e pretendem, com isso, pressionar e aterrorizar a população civil, mostrando que eles vão atacar e não vai ter ninguém para ajudar. Isso é uma estratégia que Israel usa desde a década de 1990”, afirmou. 

Israel ainda não se manifestou sobre os ataques à infraestrutura civil no Irã, mas costuma justificar ataques a escolas, hospitais e outras estruturas civis, alegando que elas estariam sendo usadas para fins militares, como é recorrente na Faixa de Gaza e no Líbano.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa mostra que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

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Apesar do barulho das redes sociais, o emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.

De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho.

“Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, diz Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI. 

Principais números da pesquisa

36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);

18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;

12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;

10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;

9,3% preferem abrir o próprio negócio;

6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);

20% não encontraram oportunidades atrativas.

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Preferência entre jovens

Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira.

41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT;

38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo.

Segundo Claudia Perdigão, o emprego formal traz mais segurança para os jovens, que procuram maior estabilidade no início da carreira profissional.

Renda complementar

O trabalho por meio de plataformas digitais, como motorista ou entregador de empresas de aplicativo, é visto majoritariamente como complemento de renda.

Segundo o levantamento, apenas 30% consideram essa atividade como principal fonte de sustento.

Alta satisfação

A pesquisa também aponta elevado nível de satisfação no mercado de trabalho, o que ajuda a explicar a baixa busca por novas oportunidades.

95% estão satisfeitos com o emprego atual;

70% se dizem muito satisfeitos;

4,6% estão insatisfeitos;

1,6% muito insatisfeitos.

A mobilidade no mercado é limitada:

20% buscaram outro emprego recentemente;

35% dos jovens (16 a 24 anos) procuraram nova vaga;

6% dos trabalhadores com mais de 60 anos fizeram o mesmo.

O tempo no emprego também influencia:

36,7% com menos de um ano no trabalho buscaram nova vaga;

9% com mais de cinco anos na mesma função fizeram o mesmo.

Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora.


Fonte: Agência Brasil

Aeroporto de Congonhas opera sem atrasos nesta sexta-feira

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Após a pane técnica que atingiu o centro de controle do Aeroporto de Congonhas ontem, nesta sexta-feira (10) os pousos e decolagens acontecem normalmente, segundo informações da assessoria de imprensa.

A situação também está normalizada nesta manhã nos Aeroportos de Guarulhos e Viracopos, ambos também em São Paulo.

Em entrevista nesta manhã ao Programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena, o presidente da Agência Nacional de Aviação (Anac), Tiago Chagas, detalhou o problema que atingiu o aeroporto nessa quinta (9).

“O que aconteceu ontem foi um caso pontual. Não houve pane elétrica, não houve pane do sistema. O que aconteceu foi um princípio de fumaça que se iniciou fora do prédio onde ficam os controladores de voo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA)”.

Segundo Chagas, o surgimento da fumaça fez com que o prédio tivesse de ser evacuado:

“Como houve essa fumaça lá fora e o prédio do DCEA é refrigerado, houve o risco de essa fumaça entrar no prédio e prejudicar os servidores que estão naquele ambiente fechado. O DCEA recomendou a evacuação do prédio até que se averiguasse a origem da fumaça”.

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Chagas conta ainda que o edifício foi evacuado durante 30 minutos e “se verificou que não havia nenhum problema. Depois disso, os controladores voltaram às suas estações de trabalho e as operações voltaram a funcionar normalmente”.

A paralisação dos serviços em Congonhas geraram um efeito cascata que fez com que tivessem de ser também paralisados voos no Aeroporto Internacional de Guarulhos e Viracopos (Campinas), o que provocou um “caos aéreo”, como disse o presidente da Anac.

“Temos certeza que hoje, ao longo do dia, os voos vão voltar à sua normalidade”, afirmou Chagas.

O presidente da Anac contou ainda que devido ao problema em Congonhas, houve 48% dos voos com atrasos superiores a 30 minutos, além de cancelamentos, no aeroporto paulistano. Nacionalmente, os atrasos “foram em torno de 30%”.

Com a paralisação de Congonhas, o funcionamento do aeroporto nessa quinta foi estendido em 1 hora como tentativa de diminuir os efeitos dos atrasos.

 

Fonte: Agência Brasil

Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou recurso da União e manteve a decisão liminar, ou seja, de caráter provisório, que proíbe a alíquota de 12% de imposto de exportação de petróleo.

A decisão é da desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada, em despacho assinado pouco antes das 22h da quinta-feira (9).

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão jurídico vinculado ao Ministério da Fazenda, havia interposto o recurso, chamado de agravo de instrumento, contra uma decisão de primeira instância, tomada na terça-feira (7).

A decisão liminar atendia o pleito de cinco empresas multinacionais de petróleo: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega). 

Ao analisar o agravo de instrumento, a desembargadora Carmen Lima de Arruda entendeu que a Fazenda Nacional “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual emergente da manutenção da decisão agravada, não se vislumbrando prejuízo em aguardar o julgamento final”.

O TRF2 ainda não marcou a data do julgamento definitivo da questão.

Entenda o caso

A cobrança de 12% de Imposto de Exportação consta na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março. 

A MP foi editada pelo governo como uma tentativa de conter à escalada no preço de derivados de petróleo no país, notadamente o óleo diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou distúrbios à cadeia produtiva do petróleo, diminuindo a oferta do óleo.

O imposto de exportação compensaria a queda de arrecadação provocada pela zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais que incidem sobre o óleo diesel. Com alíquota zero, os preços poderiam chegar mais baratos ao consumidor final. Outro efeito seria o desestímulo para que as exportadoras vendessem petróleo para fora do país.

O governo promoveu também subvenção (espécie de reembolso) para incentivar importadores e produtores de diesel que não vendessem aqui no país o diesel a preços maiores que os determinados.

As companhias exportadoras de petróleo que se sentiram prejudicadas alegam que o imposto tinha finalidade “meramente arrecadatória”, ferindo o princípio da anterioridade, que proíbe a cobrança de tributos sem um tempo mínimo determinado. 

Em primeira instância, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, atendeu o pedido das cinco multinacionais.

Recurso

Ao recorrer da decisão, a Fazenda Nacional argumentou, entre outros pontos, que a cobrança questionada não incorreu em qualquer desvio de finalidade, estando justificada no cenário internacional da guerra deflagrada no Oriente Médio, “diante do aumento drástico do preço do barril de petróleo e da escassez deste produto, com potenciais efeitos deletérios sobre a economia nacional”.

“Tem como função primordial a regulação do comércio exterior e a proteção do mercado interno”, sustenta a Fazenda Nacional.

Inflação de combustíveis

A alta no preço dos combustíveis, pano de fundo da discussão na Justiça Federal, teve uma face revelada nesta sexta-feira pelo termômetro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial do país.

A inflação de março foi de 0,88%, puxada principalmente pelo grupo transportes. O item combustíveis subiu 4,47%. A gasolina, que em fevereiro tinha 0,61%, subiu 4,59% em março. O diesel passou de aumento de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março. 

Na última segunda-feira (6) o governo lançou um pacote de medidas para conter a alta no preço dos combustíveis. As medidas tratam de subsídios para diesel e gás de cozinha, além da redução de impostos e apoio ao setor aéreo. 

 

Fonte: Agência Brasil

Operação Tiradentes e novos equipamentos reforçam segurança em Goiás

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Tolerância zero: Daniel Vilela reforça compromisso de continuar avançando nas políticas de segurança pública (Fotos: Wesley Costa)

Em um movimento estratégico para ampliar a segurança em Goiás, o governador Daniel Vilela lançou, nesta sexta-feira (10/04), a Operação Tiradentes. Desta vez mais prolongada, de 10 a 30 de abril, a iniciativa terá aumento de efetivo para reforçar as ações preventivas e ostensivas.

O objetivo é manter a redução dos índices goianos de criminalidade, que já estão em declínio contínuo há sete anos. O chefe do Executivo também entregou R$ 44,8 milhões em equipamentos e viaturas que vão garantir mais eficiência às corporações.

“Não se trata de sensação de segurança, não é isso que fazemos aqui em Goiás. Nós garantimos a segurança para os goianos. Nosso propósito, determinação e compromisso é continuar avançando, inovando, trazendo tecnologia e equipando cada vez mais os nossos policiais”, assegurou Daniel.

“Goiás nunca viveu um momento de integração institucional como vive hoje”, celebrou o governador ao reafirmar o compromisso com a área, bem como com a criação de políticas de valorização profissional do efetivo.

Operação Tiradentes foi lançada na Academia da Polícia Militar, em Goiânia (Foto: Wesley Costa)

O evento reuniu representantes de todas as forças de segurança do Estado. Na ocasião, Daniel reconheceu o trabalho construído pelo ex-governador Ronaldo Caiado, a quem chamou de líder e responsável por “devolver Goiás aos goianos”. E disse que, agora, firma o compromisso de “seguir avançando nas políticas empreendidas”, com tolerância zero ao crime.

“Os índices criminais estão num patamar de excelência, o que exige comprometimento diário. Também teremos outras iniciativas para continuar a fazer de Goiás o Estado mais seguro do Brasil”, informou.

Realizado na Academia da Polícia Militar, em Goiânia, o lançamento da Operação Tiradentes anunciou incremento diário de mil servidores nas ruas, por meio do pagamento de horas extras.

“Não vamos recuar um milímetro para a criminalidade e a bandidagem. Essa tropa é honrada, leal e estaremos trabalhando de forma firme”, garantiu o secretário de Segurança Pública, Renato Brum.

Participarão da ação membros da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Polícia Científica, além de outros órgãos parceiros.

A operação tem como foco a intensificação da presença institucional, repressão qualificada e prevenção criminal em todo território goiano. Entre as principais atividades previstas estão o reforço do policiamento ostensivo, o cumprimento de mandados judiciais, ações de inteligência, fiscalização em áreas urbanas e rodovias e operações integradas em pontos considerados críticos.

Novos equipamentos

Operação de Segurança - Tiradentes terá incremento de mil policiais nas ruas; forças receberam investimento de R$ 44,8 milhõesOperação de Segurança - Tiradentes terá incremento de mil policiais nas ruas; forças receberam investimento de R$ 44,8 milhões
Investimento em equipamentos e operação soma R$ 28,5 milhões (Foto: Wesley Costa)

Todos os braços da operação foram contemplados com investimentos anunciados pelo governador, que somam R$ 28,5 milhões.

A Polícia Militar recebeu 336 carabinas calibre 5,56, 700 mil munições, 26 dispositivos elétricos incapacitantes (taser), três óculos de realidade virtual para capacitação e sete jet skis destinados ao policiamento ambiental. Para o Corpo de Bombeiros, foi destinado um auto bomba tanque e salvamento, além de um equipamento desencarcerador para resgate em ocorrências de trânsito.

A Polícia Civil soma a seu arsenal 174 novos fuzis e 103 tasers, enquanto a Polícia Penal recebeu 2,4 mil pistolas. A Polícia Científica foi equipada com três equipamentos para extração de dados em dispositivos móveis. O Procon recebeu duas vans para atendimento itinerante ao público — uma adquirida com recursos do fundo estadual do consumidor e outra doada pela Equatorial.

Os outros R$ 16,3 milhões anunciados se referem aos 15 veículos que vão reforçar a frota operacional do Comando de Policiamento Rodoviário (CPR). Disponibilizados pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), os carros foram locados por um período de 60 meses.

Com a nova frota, haverá ampliação da capacidade de fiscalização das rodovias estaduais, além da promoção da segurança viária.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Governo de Goiás divulga municípios que vão receber o Cine Leitura do Bem

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Governo de Goiás divulga municípios que vão receber o Cine Leitura do Bem
Iniciativa leva exibições gratuitas de filmes e gibiteca itinerante a localidades que ainda não contam com esse tipo de equipamento cultural (Foto: Secult-GO)

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) divulgou nesta sexta-feira (10/04) a lista dos municípios que irão receber o programa Cine Leitura do Bem.

O objetivo é que 120 cidades goianas sejam atendidas até o final do ano.

A iniciativa tem apoio do Goiás Social e vai levar exibições gratuitas de filmes e uma gibiteca itinerante a localidades que ainda não contam com esse tipo de equipamento cultural.

Filmes, rodas de conversa e oficinas diversas

O Cine Leitura do Bem será montado nas regiões com uma estrutura de projeção de grande porte e vai levar a experiência de uma sala de cinema para os participantes, inclusive com direito à distribuição de pipoca.

Serão apresentados, gratuitamente, filmes que estão em cartaz ou foram exibidos recentemente no país, tornando o projeto ainda mais atrativo para as crianças.

Junto ao cinema também será instalada uma biblioteca itinerante, com cadeiras, mesas e pufes.

As atividades pedagógicas serão conduzidas por monitores capacitados, que promoverão oficinas, rodas de leitura, debates e ações formativas voltadas ao público infantil.

O acervo do Cine Leitura do Bem conta com livros clássicos da literatura goiana e brasileira, clássicos infantojuvenis, historiografia e poesia goianas, além de histórias em quadrinhos.

Ao final do projeto o acervo será destinado à Biblioteca Estadual Pio Vargas e à Gibiteca Jorge Braga.

A biblioteca itinerante terá ainda um momento para contação de histórias, que será conduzido por profissionais especializados, proporcionando aos participantes um contato lúdico com a atividade literária.

O objetivo do projeto é atuar na formação de novos leitores e na iniciação literária das crianças.

Como parte da experiência, serão distribuídos livros de colorir produzidos especialmente para o projeto, com ilustrações de edifícios tombados como patrimônio histórico de Goiás.

Turminha do Bem

As publicações serão acompanhadas por caixas de lápis de cor e apresentam a Turminha do Bem, personagens que reforçam o caráter educativo e lúdico da iniciativa.

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, destaca o impacto da iniciativa.

“O acesso ao cinema e aos livros colabora diretamente na democratização da cultura”.

“Isso porque o Cine Leitura do Bem aprofunda as políticas públicas de difusão do audiovisual e da literatura no Estado de Goiás, em comunidades que não possuem esse acesso no cotidiano”, afirma.

O lançamento do Cine Leitura do Bem foi realizado na cidade de Niquelândia, no dia 18 de março, onde 300 crianças da rede de ensino puderam curtir o filme Lilo e Stitch – Live Action, e conhecer a gibiteca itinerante durante a manhã.

À noite, uma sessão aberta aos moradores também proporcionou a experiência de uma sala de cinema para adultos e crianças.

Cine Leitura do Bem edição 2026

Fazem parte da primeira trilha da edição 2026 do Cine Leitura do Bem e recebem a estrutura itinerante do projeto dos dias 14 e 17 de abril, os municípios de:

  • Uruaçu;
  • Barro Alto;
  • Vila Propício;
  • Padre Bernardo

Cidade contempladas:

  • Abadiânia;
  • Acreúna;
  • Alexânia;
  • Alto Paraíso de Goiás;
  • Amaralina;
  • Amorinópolis;
  • Anápolis;
  • Anhanguera;
  • Aporé;
  • Araguapaz;
  • Arenópolis;
  • Aurilândia;
  • Baliza;
  • Barro Alto;
  • Brazabrantes;
  • Britânia;
  • Cachoeira Alta;
  • Caçu;
  • Caldas Novas;
  • Caldazinha;
  • Campinorte;
  • Campo Alegre de Goiás;
  • Campos Verdes;
  • Catalão;
  • Cavalcante;
  • Chapadão do Céu;
  • Cocalzinho de Goiás;
  • Colinas do Sul;
  • Corumbá de Goiás;
  • Corumbaíba;
  • Cristianópolis;
  • Cristalina;
  • Crixás;
  • Cromínia;
  • Cumari;
  • Diorama;
  • Edeia;
  • Edealina;
  • Estrela do Norte;
  • Faina;
  • Flores de Goiás;
  • Formosa;
  • Formoso de Goiás;
  • Gameleira de Goiás;
  • Goianira;
  • Goiatuba;
  • Gouvelândia;
  • Guapó;
  • Hidrolândia;
  • Indiara;
  • Ipameri;
  • Ipiranga de Goiás;
  • Itaberaí;
  • Itaguaru;
  • Itapaci;
  • Itumbiara;
  • Ivolândia;
  • Jaraguá;
  • Lagoa Santa;
  • Mara Rosa;
  • Matrinchã;
  • Minaçu;
  • Morrinhos;
  • Mossâmedes;
  • Mundo Novo;
  • Nazário;
  • Nerópolis;
  • Niquelândia;
  • Nova Crixás;
  • Nova Roma;
  • Novo Gama;
  • Padre Bernardo;
  • Palmeiras de Goiás;
  • Palmelo;
  • Paranaiguara;
  • Perolândia;
  • Petrolina de Goiás;
  • Pilar de Goiás;
  • Piranhas;
  • Pires do Rio;
  • Planaltina de Goiás;
  • Pontalina;
  • Porangatu;
  • Quirinópolis;
  • Rialma;
  • Rianápolis;
  • Rio Quente;
  • Rio Verde;
  • Santa Cruz de Goiás;
  • Santa Fé de Goiás;
  • Santa Helena de Goiás;
  • Santa Isabel;
  • Santa Tereza de Goiás;
  • Santa Terezinha de Goiás;
  • Santo Antônio da Barra;
  • Santo Antônio de Goiás;
  • Santo Antônio do Descoberto;
  • São Francisco de Goiás;
  • São Luís de Montes Belos;
  • São Miguel do Passa Quatro;
  • Senador Canedo;
  • Serranópolis;
  • Três Ranchos;
  • Trindade;
  • Trombas;
  • Uruaçu;
  • Uruana;
  • Valparaíso de Goiás;
  • Vicentinópolis;
  • Vila Propício.

Secretaria de Estado da Cultura (Secult) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Grupos Sinfônicos se apresentam em Goiânia com entrada gratuita

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Concertos da EFG em Artes Basileu França reúnem obras e compositores consagrados do repertório orquestral, de câmara e de coro (Fotos: Cinthia Oliveira)

Os grupos sinfônicos da Escola do Futuro de Goiás (EFG) em Artes Basileu França realizam a partir deste domingo (12/04) uma sequência de apresentações abertas ao público no Teatro Escola, no setor Leste Universitário, em Goiânia.

Os concertos integram o calendário anual de encontros dos estudantes e profissionais em música da instituição com o público goiano, reunindo obras e compositores consagrados do repertório orquestral, de câmara e de coro. As apresentações são gratuitas e não é necessário retirar os ingressos antecipadamente.

O programa de concertos deste mês será aberto no domingo, às 11 horas, com os cantores do Coro Sinfônico Jovem de Goiás, que interpretarão obras de grandes compositores como Ravel, Carlos Guastavino, Dorival Caymmi e Tom Jobim.

O concerto Natural, sob o comando do maestro Wéber Assis, é um convite para o público deixar o centro urbano e o ritmo acelerado para se conectar novamente à natureza, através do lirismo musical que nasce das paisagens e fenômenos naturais, da fauna e flora, e os elementos que constituem a vida.

Apresentações marcam encontros dos estudantes e profissionais em música da instituição com o público goiano (Foto: Cinthia Oliveira)

Na terça-feira (14/04), às 20 horas, será a vez das crianças e jovens das Orquestras Mozart e Pedro Ludovico Teixeira encantar os goianos. O repertório da noite trará uma seleção de clássicos mundiais escritos originalmente para formações sinfônicas completas e que foram adaptados para os grupos do Basileu França.

O programa contará com obras de Verdi, Vivaldi, Strauss, Tchaikovsky e muitos outros. O concerto Uma noite sinfônica, sob o comando dos maestros Tiago Biscaro e Erick Félix, ultrapassa os limites de uma apresentação tradicional e se torna uma ferramenta importante para a valorização da educação musical e da formação artística em Goiás.

Para encerrar a maratona musical de abril, na quinta-feira (16/04), às 20 horas, a Banda Sinfônica Jovem de Goiás sobe ao palco do teatro para apresentar sete peças com arranjos exclusivos para a formação do grupo.

Neste concerto de câmara, sob a regência do maestro Gustavo Aprígio, o repertório vai conduzir o público a vivenciar a elegância e intensidade sonora de grandes composições operísticas, como “Concerto para cinco flautas”, de Boismortier; “Ave Maria”, de Bruckner para metais; e a obra de Handel “Largo da Ópera Xerxes”.

Projeto Musical

Mais de 250 músicos e cantores em processo de formação participam das apresentações (Foto: Cinthia Oliveira)

O público terá a oportunidade de acompanhar, ao vivo, diferentes estilos musicais que incluem peças dos períodos barroco, clássico, romântico, moderno e contemporâneo. À frente da interpretação de cada obra escolhida estão mais de 250 músicos e cantores em processo de formação e qualificação profissional na unidade de ensino estadual.

De acordo com o coordenador dos grupos sinfônicos da EFG Basileu França, Eliel Ferreira, cada apresentação simboliza o encontro cultural entre os estudantes e o público goiano, por meio das notas e melodias executadas.

“Mais do que uma simples apresentação musical, cada concerto realizado é uma ferramenta muito importante para fortalecer a cultura em nosso estado, principalmente porque estamos contribuindo para democratizar o acesso das pessoas a um espaço que, por muito tempo, foi exclusivo para poucos. Além disso, nesse contato com o público, presentificamos o momento mais alto para nossos estudantes, onde eles podem estar no palco e mostrar ao público o trabalho desenvolvido por eles”, argumenta o coordenador.

Serviço

Assunto: Concertos com os Grupos Sinfônicos Basileu França
Quando: Coro Sinfônico (12/04, às 11h), Orquestras Mozart e Pedro Ludovico (14/04, às 20h) e Banda Sinfônica (16/04, às 20h)
Onde: Teatro Escola Basileu França – Av. Universitária, nº 1750, Setor Universitário, Goiânia (GO)
Entrada gratuita

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Hezbollah volta a atacar Israel após violação do cessar-fogo no Líbano

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O grupo político-militar libanês Hezbollah voltou, nesta quinta-feira (9), a promover ações militares contra Israel após a violação do cessar-fogo costurado entre o Irã e os Estados Unidos (EUA). O governo de Benjamin Netanyahu lançou a maior ofensiva contra o Líbano um dia após a trégua, causando pelo menos 250 mortos.

“Em defesa do Líbano e de seu povo, e em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo, e após a Resistência ter aderido ao cessar-fogo enquanto o inimigo não o fez, os mujahidin [combatentes] da Resistência Islâmica atacaram o assentamento de Manara com uma saraivada de foguetes às 2h30 da manhã de quinta-feira”, diz um dos comunicados.

O grupo xiita anunciou uma série de ataques de foguetes contra o Norte de Israel, como os assentamentos de Avivim, Shomera, Shlomi, e outros. O Hezbollah acrescentou que a resposta “continuará até que a agressão israelense-americana contra o nosso país e o nosso povo cesse”. 

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Israel

Pelo outro lado, Israel rejeita incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo e diz que vai continuar as operações para “eliminar qualquer ameaça ao Estado de Israel”.  

A Força de Defesa de Israel (FDI) informou que assassinaram, em uma batalha, oito membros do Hezbollah nesta quinta-feira, incluindo a liderança Maher Qassem Hamdan, comandante do grupo na região de Chebaa, sul do Líbano.

“Tropas da 162ª Divisão continuam operações terrestres direcionadas no sul do Líbano”, informou a FDI.

Tel Aviv disse ainda que assassinou o secretário do Secretário-Geral do Hezbollah, Naim Qassem. Ali Yusuf Harshi teria sido morto na noite de ontem, em Beirute.

Cessar-fogo em risco

O Irã já ameaçou romper com o cessar-fogo devido aos bombardeios no Líbano, enfatizando que o acordo previa a trégua em todas frentes de batalha no Oriente Médio.

O presidente Donald Trump tem afirmado que o Líbano não estava no acordo, mas o mediador do cessar fogo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que o fim dos combates no Líbano fazia parte das negociações.

Países como França, Reino Unido, Espanha e representantes da União Europeia têm pressionado para que o Líbano faça parte do acordo para um cessar-fogo.

Nesta quinta-feira, o presidente do Líbano, Masoud Pezershkian, disse que a manutenção das agressões no Líbano fazem as negociações para o fim da guerra “sem sentido”.

Representantes do Irã e EUA têm uma reunião marcada para esta sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão, para discutir os pontos de um possível acordo para o frágil cessar-fogo de duas semanas.  

Entenda

Os bombardeios de Israel contra o Líbano foram intensificados com o início da guerra no Irã, depois que o Hezbollah voltou a promover ataques contra Israel, no dia 2 de março. 

O Hezbollah alegou agir em retaliação aos ataques de Israel contra o Líbano nos últimos meses e em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.

A atual fase do conflito entre Israel e o Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a defesa israelense. https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-09/entenda-por-que-gaza-motivou-os-bombardeios-de-israel-contra-o-libano

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, depois que Israel conseguiu matar lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, alegando atingir infraestrutura do Hezbollah, que evitava reagir até o início da guerra no Irã.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

Fonte: Agência Brasil