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Pé-de-Meia: nascidos em julho e agosto recebem 6ª parcela

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O Ministério da Educação (MEC) paga nesta quinta-feira (28) a sexta parcela do programa Pé-de-Meia de 2025 aos beneficiários aos nascidos nos meses de maio e junho.

Os beneficiados pelo programa são os estudantes do ensino médio matriculados na rede pública regular e na modalidade educação de jovens e adultos (EJA), inscritos no Cadastro Nacional de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Nesta nova etapa, a Caixa Econômica Federal – responsável pela gestão dos recursos repassados pelo MEC – aponta que, ao todo, cerca de 3,4 milhões de estudantes de escolas públicas receberão o benefício de R$ 200 até a próxima segunda-feira (1º).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), para ter direito ao benefício, eles devem ter presença mínima de 80% nas aulas.

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Pagamento escalonado

Os pagamentos do incentivo-frequência do Pé-de-Meia ocorrem até a próxima segunda-feira (1º), conforme o mês de nascimento dos alunos que estão matriculados em uma das três séries do ensino médio na rede pública de ensino.

Confira o calendário:

Nascidos em janeiro e fevereiro recebem em 25 de agosto;

Nascidos em março e abril, em 26 de agosto;

Nascidos em maio e junho, em 27 de agosto;

Nascidos em julho e agosto, em 28 de agosto;

Nascidos em setembro e outubro recebem 29 de agosto;

Nascidos em novembro e dezembro, em 1º de setembro.

EJA

A parcela única dos concluintes aprovados no primeiro semestre da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) do ensino médio, em 2025, também será paga no período de 25 de agosto a 1° de setembro, no valor de R$ 1 mil.

Depósitos

A sexta parcela da chamada Poupança do ensino médio de 2025 está sendo depositada em uma conta poupança da Caixa Econômica, aberta automaticamente em nome dos estudantes. O valor pode ser movimentado ou sacado imediatamente, se o participante desejar. Basta acessar o aplicativo Caixa Tem, se o aluno tiver 18 anos ou mais. As informações relativas aos pagamentos também podem ser consultadas no mesmo aplicativo.

No caso de menor de idade, será necessário que o responsável legal autorize a movimentação da conta. O consentimento poderá ser feito no próprio aplicativo ou em uma agência da Caixa.

O participante poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante, do MEC, o status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), as informações escolares e regras do programa.

Incentivos

A poupança do ensino médio tem quatro tipos de incentivo financeiro-educacional:

Incentivo-matrícula: por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200;

Incentivo-frequência: por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas durante o ano de R$ 200.

Incentivo-conclusão: por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais, no valor total de R$ 3 mil. O saque depende da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;

Incentivo-Enem: paga após a participação nos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano que o estudante conclui o 3º ano do ensino médio. Os R$ 200 são pagos em parcela única.

Dessa forma, a soma do incentivo financeiro-educacional pode alcançar R$ 9,2 mil por aluno, no fim do ensino médio.

Pé-de-Meia

Lançado em janeiro de 2024, o programa do governo federal é voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública.  A iniciativa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar nessa etapa de ensino.

Saiba aqui quais são os requisitos para ser inserido no programa.

O MEC esclarece que não há necessidade de inscrição no programa. Todo aluno que se encaixa nos critérios do Pé-de-Meia é incluído automaticamente.

 

Fonte: Agência Brasil

Mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira participa de discussões sobre primeira infância na CLDF

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promove a terceira Semana Legislativa pela Primeira Infância, iniciativa da deputada Paula Belmonte em parceria com a Escola do Legislativo (Elegis). Na programação do evento, na manhã desta sexta-feira (29), uma mesa de debate sobre a “importância da rede de proteção na primeira infância”, que contará com a presença da vereadora Ana Carolina Oliveira (Podemos-SP), mãe da Isabella Nardoni, criança que ficou conhecida em todo o País após uma tragédia.

Ana Carolina transformou a tragédia pessoal em propósito, entrou para a política e, hoje, é vereadora da capital paulista pelo Podemos. Ana Carolina hoje é referência nacional nas discussões sobre primeira infância. O objetivo do evento é fortalecer o debate sobre políticas públicas voltadas às crianças de 0 a 6 anos.

Além da vereadora e da deputada, participam da discussão o juiz da Vara da Infância e da Adolescência do Tribunal de Justiça do DF, Evandro Neiva de Amorim; promotor de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público do DF, Renato Bianchini; delegada de Proteção à Criança e Adolescente da Polícia Civil do DF, Ana Carolina Litran Andrade; e Daniela Santos, pesquisadora e doutoranda em Estudos da Criança da Fundação Rio Branco.

Infância como prioridade
 

Deputada Paula Belmonte (Foto: Carolina Curi/Agência CLDF)

A deputada Paula Belmonte tem a defesa da infância como um dos pilares da sua vida pública. Quando atuava como deputada federal, ela foi autora da Lei 14.617/23, que instituiu, nacionalmente, agosto como o Mês da Primeira Infância com o objetivo de conscientizar sobre a importância da atenção integral a gestantes e crianças de até seis anos. “Investir em educação, saúde, alimentação, desenvolvimento cognitivo e socialização não é apenas cuidar das crianças: é garantir o futuro de toda a sociedade. Durante a Semana da Primeira Infância, vamos reforçar a importância dessas políticas e ações para que cada criança tenha a oportunidade de se desenvolver plenamente”, destacou Paula.

A proteção às crianças também é bandeira conhecida da vereadora Ana Carolina, que preside a Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude da Câmara Municipal de São Paulo.

– Serviço:
*Mesa de debate “Importância da rede de proteção na primeira infância”*
*Data*: 29/08/2025 (sexta-feira, das 9h às 12h)
*Local*: Sala das Comissões da Câmara Legislativa do Distrito Federal

*Com informações da assessoria de imprensa da deputada Paula Belmonte
 

Fonte: Agência CLDF

Brasil e China terão nova rota marítima comercial

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Brasil e China terão, a partir deste sábado (28) uma nova rota de comércio. Ela ligará o porto de Santana, no Amapá, ao de Zhuhai, na China. Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota diminuirá custos e tempo de viagem dos produtos brasileiros até o país asiático.

“Tenho uma boa notícia: no sábado, agora, chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana, no Amapá. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, anunciou Góes nesta quinta-feira (28) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A nova rota ligará o Porto Santana das Docas à chamada Grande Baía (Guangdong‑Hong Kong‑Macau), onde fica, entre outros portos, o de Gaolan, em Zhuhai – um dos principais terminais da região e ponto estratégico para o fortalecimento do coméricio entre os dois países.

De acordo com o ministro, essa rota foi vista pelos governos dos dois países, com potencial para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro Oeste brasileiro.

“As vantagens são gigantes. Na comparação com o porto de Santos, a saída de produtos do Centro-Oeste por Santana ou pelo Arco Norte para a Europa diminui, por exemplo, o custo da soja em US$ 14 por tonelada. Se for para a China, a economia é de US$ 7,8 por tonelada. Isso, sem falar do além do tempo de viagem, que diminui”, acrescentou.

A vantagem, segundo Góes, agregará muito no trabalho, no lucro e na recompensa do produtor. Seja ele da Amazônia ou do centro-oeste brasileiro, além de organizar melhor a logística no país.

“Daí para frente, vai da nossa capacidade. Da capacidade da Região Amazônica de articular produtos de interesse da China”, completou.

O ministro ressaltou que as cooperações entre Brasil e China têm crescido muito, potencializando ainda mais essa rota, em especial para os produtos da bioeconomia da Amazônia, região que, segundo ele, tem muito por crescer economicamente.


Brasília (DF), 28/08/2025 - O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, dá entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 28/08/2025 - O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, dá entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Vai demorar, mas a melhor estratégia para Amazônia é se industrializar. É agregava valor, beneficiar os produtos da Amazônia para agregar valor, gerar emprego e renda. Isso para o açaí, o cacau, o café, a castanha, a madeira, o pescado, a piscicultura e demais atividades, como os fármacos. Temos um potencial grande nos fármacos porque a Amazônia só faz fornecer matéria-prima”, argumentou.

Com um mercado de 1,4 bilhão de pessoas, a China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

“Para você ter uma ideia, o café, que já entra muito forte na China, tem um consumo per capita de um café por mês. Imagina se dobrarmos isso, e passar a ser de dois cafés por mês. Isso vale para o café, para a soja e para o agro de modo geral. Eles têm muito interesse por mel, açaí, chocolate, Cacau”, detalhou ao ressaltar que produtos da biodiversidade têm uma abertura muito grande na China.

Fonte: Agência Brasil

Auxílio Gás será ampliado para botijão ser acessível em todo o país

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O governo federal lançará, na semana que vem, um programa para reformular o Auxílio Gás. A ideia é garantir, às famílias de baixa renda, o acesso ao botijão de gás de cozinha (GLP), em vez de apenas transferir um valor baseado no preço médio nacional.

A proposta foi adiantada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, nesta quarta-feira (27), durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“O programa está pronto e será lançado na semana que vem. Ele vai crescer gradualmente. Em março, chegará a 15,5 milhões de famílias [mais de 46 milhões de pessoas]”, disse o ministro. 

O benefício é destinado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. Atualmente, são contempladas cerca de 5,6 milhões de famílias, número que, segundo o governo, deverá chegar a mais de 20 milhões. Para o ano que vem, estão previstos R$ 13,6 bilhões em recursos.

Cada família beneficiada recebe, no modelo atual, R$ 108 a cada dois meses. O valor corresponde a 100% do preço médio do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13kg. Com a mudança, as famílias ganharão um vale crédito, explica o ministro

“Elas [as famílias] receberão uma espécie de vale crédito [a ser usado em distribuidoras cadastradas de revenda] para comprar o gás, bastando apresentar o CPF”, destacou o ministro:

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Preço varia de acordo com a região

No modelo atual, o benefício é apenas um subsídio financeiro. O problema, segundo o ministro, é que esse valor fixo, que supostamente equivaleria à média do preço nacional, não é suficiente para comprar o botijão de gás em muitos casos.

Segundo Rui Costa, há localidades onde o preço cobrado pelo botijão de gás está R$ 60 acima do valor médio.

“Estamos falando de um valor médio, no Brasil, entre R$ 105 e R$ 109 o botijão, sendo que ele é vendido em algumas localidades a R$ 160 ou R$ 170. Há uma disparidade muito grande de preço, a depender da distância; da localização da cidade; da região”, argumentou.

“O que o governo vai fazer, portanto, é entregar o botijão às pessoas. Com isso, além dos efeitos econômicos de possibilitar que a pessoa tenha dignidade para cozinhar seus alimentos, vamos reduzir muito o índice de queimaduras de crianças e mulheres em acidentes domésticos que, na busca por alternativas ao botijão de gás, usam líquidos como álcool para cozinhar”, complementou.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Goiás oferece 475 vagas em cursos de qualificação profissional para mulheres situação de violência e vulnerabilidade social

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Goiás oferece 475 vagas para cursos de qualificação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade
Governo capacita mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social: objetivo é promover autonomia financeira (Fotos: Secti-GO)

Estão abertas as inscrições para cursos de qualificação profissional voltados a mulheres a partir de 16 anos que estejam em situação de vulnerabilidade e risco social, ou sejam vítimas de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, e que residam em locais com infraestrutura deficitária.

São 475 vagas para cursos como de costura de máquina reta e overloque, padeiro, manicure e pedicure, cuidador de idoso, assistente administrativo, operador de computador, inglês intermediário, libras básico e confeiteiro de bijuterias.

A iniciativa é do Programa Mulheres Mil, integrante do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que é oferecido em Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

As inscrições podem ser feitas até o dia 7 de setembro, presencialmente nos locais definidos em cada município ou pelo site goias.gov.br/inovacao/pronatec. No site, também é possível encontrar a lista de lugares onde é possível se inscrever em cada cidade.

Os cursos são presenciais e têm cargas horárias que variam de 160h a 200h, com início previsto para o dia 29 de setembro. São:

  • 125 vagas em Anápolis,
  • 80 em Catalão,
  • 105 em Senador Canedo,
  • 80 em Porangatu,
  • 50 em Aparecida de Goiânia
  • 35 em Goiânia.

A candidata deve preencher um formulário situacional no ato da inscrição.

“O objetivo é capacitar mulheres goianas em situação de vulnerabilidade para garantir que elas tenham autonomia, oportunidade e dignidade”, destaca o titular da Secti, José Frederico Lyra Netto.

O Mulheres Mil está baseado em quatro pilares da educação: aprender a ser, aprender a conviver, aprender a conhecer e aprender a fazer, ampliando oportunidades de inclusão, geração de renda e autonomia para mulheres em situação de maior vulnerabilidade social.

Saiba mais

Programa Start certifica socioeducandos em cursos de robótica e tecnologias

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Grupo criminoso no setor de combustíveis é alvo de operações da PF

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A Polícia Federal (PF), com apoio da Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (28) duas operações simultâneas, Quasar e Tank, em vários estados, para combater a atuação de grupos criminosos na cadeia produtiva de combustíveis.

De acordo com a PF, as ações policiais, embora distintas, objetivam desarticular “esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro”. As investigações apuraram um sofisticado esquema que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

“Entre as estratégias utilizadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real”, diz a PF.

“Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos”, acrescenta.

Estão sendo cumpridos, no âmbito da Operação Quasar, 12 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo: na capital paulista e nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto.

A Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos de investimento dos investigados, além do bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas. Também foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Operação Tank

Também deflagrada nesta quinta, os policiais federais cumprem desde cedo mandados judiciais contra integrantes de uma das “maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná”. Segundo a PF, a organização criminosa investigada na Operação Tank atuava desde 2019 e pode ter lavado pelo menos R$ 600 milhões,

“Movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central”.

Os criminosos utilizavam diversos artifícios para ocultar a origem dos recursos. De acordo com as investigações, eles faziam uso de depósitos fracionados, que ultrapassaram R$ 594 milhões. Isso era feito por meio de “laranjas, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços”.

O trabalho investigativo constatou também fraudes na comercialização de combustíveis, entre elas “adulteração de gasolina e a chamada ‘bomba baixa’, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba estavam envolvidos nessas práticas”.

Os agentes cumprem 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro. “Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando uma constrição patrimonial superior a R$ 1 bilhão”.


Fonte: Agência Brasil

STJ libera retomada das obras de resort em região oceânica de Maricá

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A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) liberou, por maioria de votos, a retomada das obras do complexo turístico e residencial Maraey, localizado em Maricá, região oceânica entre a praia e a lagoa, a 60 km da capital fluminense. O empreendimento engloba área de 840 hectares. No local, serão instalados hotéis, clubes, shoppings, campo de golfe, centro hípico, prédios e casas residenciais, restaurante, escola e até um heliporto.

Atendendo ao pedido do município, o colegiado reformou a decisão monocrática que suspendeu licenças expedidas e paralisou a construção do empreendimento.

O caso se arrasta há mais de dez anos. Em 2015, o Instituto Estadual do Ambiente, (Inea) aprovou o licenciamento prévio, embora o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) considerasse que o empreendimento não era compatível com o ecossistema local. Desde então, instaurou-se uma guerra judicial em torno do projeto. Decisões contraditórias já anularam e validaram o licenciamento em diferentes ocasiões.

Em maio de 2023, o ministro Herman Benjamin, à época integrante da Segunda Turma, concedeu tutela de urgência requerida pelo MPRJ, no âmbito do agravo em recurso especial interposto pelo Inea, órgão do governo estadual, e a prefeitura de Maricá.

Na decisão atual, o autor do voto que prevaleceu no julgamento do colegiado, o ministro Afrânio Vilela, destacou que o caso deve ser analisado em primeira instância, e não em um recurso especial que discute apenas a suposta existência de litispendência (quando duas ou mais ações judiciais idênticas estão em curso simultaneamente) entre a ação civil pública que originou o processo e outra ajuizada anteriormente.

O ministro citou precedentes do STJ no sentido de que a medida cautelar ou o pedido de tutela provisória, ajuizados para antecipar os efeitos da tutela recursal, não podem ter conteúdo maior ou diferente daquilo que resultaria do julgamento do recurso especial interposto. Com isso, não se poderia adiantar, ainda que de forma provisória, mais do que seria possível conceder definitivamente.

“Assim, o pedido de tutela provisória formulado pelo MPRJ, de suspensão das licenças expedidas à interessada, extrapola a matéria discutida nos recursos especiais de modo que, na linha dos precedentes mencionados, não poderia ser acolhido, e muito menos processualmente, deferido”, escreveu o ministro Afrânio Vilela, na decisão.

Ele listou semelhanças e diferenças entre o caso em análise e outros processos julgados pelo STJ que envolviam o entorno da Área de Proteção Ambiental (APA) de Maricá.

“Esse cenário revela a existência de ampla controvérsia fática sobre o tema, o que reforça a convicção de que a questão sobre a necessidade de paralisação ou não das obras do empreendimento deveria ser apreciada, inicialmente, em primeira instância, e não no bojo de agravo em recurso especial interposto pelos réus da ação, em reforma prejudicial a quem recorreu, o que não coaduna com o sentido da processualidade”, concluiu Afrânio Vilela.

Fonte: Agência Brasil

ALID expõe engrenagem do autoritarismo judicial no Brasil

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Organização reúne especialistas voluntários, inteligência artificial de última geração e já conta com apoio internacional para denunciar abusos de poder e buscar punições contra responsáveis.

Um novo movimento organizado por juristas, jornalistas, economistas, diplomatas e profissionais de diferentes áreas ganhou força no cenário internacional: a ALID – Aliança Internacional pela Liberdade e Democracia.

A iniciativa nasceu da necessidade urgente de documentar e denunciar o avanço de práticas autoritárias que ameaçam a democracia brasileira. Segundo os fundadores, o país vive hoje uma situação em que decisões arbitrárias, perseguições políticas e censuras seletivas consolidam um modelo que já vem sendo chamado de “regime judicial autoritário”.

Para alcançar esse objetivo, a ALID combina a expertise humana com a tecnologia mais avançada. Vários sistemas de inteligência artificial, trabalhando em conjunto com plataformas de última geração, criam um verdadeiro dossiê individualizado sobre cada agente do autoritarismo, conectando desde um simples post em grupos de WhatsApp ou Instagram até discursos políticos, matérias jornalísticas e decisões judiciais que ferem princípios universais do direito.

“O Brasil está diante de um processo sem precedentes, onde aqueles que deveriam garantir a Constituição se tornaram protagonistas de violações. A ALID surge para dar visibilidade global a esses abusos”, afirmou um dos coordenadores da organização.

O impacto do projeto já ultrapassou fronteiras. A iniciativa foi apresentada oficialmente ao governo americano, que se posicionou de forma favorável e até começou a colaborar ativamente com a iniciativa. Outros países também estão sendo integrados na rede de cooperação, ampliando o alcance internacional do movimento.

Segundo o idealizador da Aliança, o propósito é claro:
“O respeito à liberdade de opinião tem que prevalecer. Não queremos fomentar a punição de quem pensa diferente. A punição tem que acontecer para quem pune ou fomenta a perseguição de quem expressa sua opinião. A atual situação do Brasil é o maior exemplo: pessoas são punidas apenas por opinarem, e parlamentares são processados simplesmente por falarem no plenário.”

A entidade mantém uma base detalhada de informações que já começou a ser compartilhada com organismos internacionais de direitos humanos e governos estrangeiros. O objetivo é responsabilizar os autores de práticas autoritárias por meio de sanções, restrições e medidas legais internacionais.

Organizações da sociedade civil em outros países já declararam apoio ao movimento, fortalecendo a percepção de que o Brasil precisa de vigilância externa para impedir que se consolide um regime ditatorial disfarçado de legalidade.

“Não se trata de política partidária, mas da defesa universal da liberdade e da democracia. A história mostrará quem esteve ao lado da Constituição e quem a rasgou em benefício próprio”, concluiu a nota oficial da instituição.

 

Estudantes do ensino integral têm notas maiores no Enem, diz estudo

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Uma pesquisa do Instituto Sonho Grande aponta que estudantes de escolas estaduais com oferta de ensino médio integral (EMI) tiveram desempenho geral no Exame Nacional do ensino Médio (Enem) de 2024 mais alto do que o de alunos de unidades de turno parcial. Para ser considerada como escola com EMI, a carga horária deve ser igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais. 

A partir da análise dos microdados da edição de 2024 do exame, que é aplicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o levantamento revelou que a maior diferença está entre as notas da prova de redação do Enem. Em média, estudantes de escolas que oferecem tempo integral tiveram 12 pontos a mais na prova discursiva, que vai de 0 a 1.000 pontos. A diferença sobe para 27 pontos, quando consideradas as escolas em que 100% das matrículas são na modalidade integral. O desempenho também foi superior na área de matemática e suas tecnologias: cinco pontos a mais em relação a escolas regulares.


Brasília (DF) 27/08/2025 - Diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira. Foto: Ana Paula Pereira/Arquivo Pessoal
Brasília (DF) 27/08/2025 - Diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira. Foto: Ana Paula Pereira/Arquivo Pessoal

Diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira. Foto: Arquivo Pessoal

A diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira, defendeu que a maior oferta de educação integral implica em melhores resultados e gera mais oportunidades. “Esses dados vão ao encontro ao que já vínhamos observando em outras pesquisas: estudantes do ensino médio integral aprendem mais, quando comparados aos de tempo parcial”, afirmou em entrevista à Agência Brasil. A entidade atua, em parceria com estados, para melhorar a qualidade de aprendizagem de jovens do ensino médio público brasileiro. 

Força no Nordeste

O Censo Escolar 2024 indica que as cinco maiores proporções de alunos em tempo integral matriculados na rede pública de ensino médio estão no Nordeste: Pernambuco (69,6%); Ceará (54,6%); Paraíba (54,5%); Piauí (54,1%) e Sergipe (35,2%). Na outra ponta, o Distrito Federal (6,4%) e Roraima (8,1%) têm as menores proporções.

Na região Nordeste, as escolas que ofertam o integral têm médias mais altas na prova de redação e nas quatro áreas do conhecimento avaliadas no Enem: linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. 

A média da nota geral dos estudantes de ensino integral no Enem na região supera a de estudantes de turno parcial em 18 pontos. Na prova de redação, essa diferença é de 48 pontos.

Em Pernambuco, o estudo indica que a performance dos estudantes na prova de redação, no caso das escolas com oferta 100% integral, é 68 pontos mais alta do que os demais. Ana Paula Pereira acredita que o bom rendimento dos estudantes pernambucanos é resultado do pioneirismo da rede estadual na implantação do modelo integral em suas escolas. Atualmente, a política já está consolidada na rede, com grande parte das escolas funcionando em horário ampliado.

Já no Ceará, a diferença aumenta para 134 pontos. Entre as 100 escolas cearenses de ensino médio com maiores notas no Enem 2024, 98 delas contam com oferta de ensino médio integral. Padrão semelhante ao que ocorreu em Pernambuco (89 escolas com EMI) e na Paraíba (84 com EMI).

Em relação ao Ceará, Ana Paula Pereira lembra que o estado também investe há anos na ampliação das jornadas escolares. Para ela, nas duas redes, foi dada prioridade política ao modelo ao longo dos anos. “Os governadores colocaram o integral como agenda central, garantindo planejamento consistente, formação de professores e acompanhamento pedagógico contínuo. Com isso, o modelo deixou de ser uma experiência pontual e se consolidou em larga escala, o que gera impacto coletivo”, avaliou.

Maior participação no Enem

Já o estudo intitulado “Efeitos do Ensino Médio em Tempo Integral sobre os Indicadores Educacionais dos Alunos”, dos economistas Naercio Menezes Filho e Luciano Salomão, realizado em parceria com o Instituto Natura, mostrou que alunos de escolas de ensino médio em tempo integral têm 16,5% mais participação no Enem do que os demais Neste levantamento, que leva em conta dados de 2017 a 2019, as notas dos alunos de escolas de ensino médio em tempo integral também são mais altas do que os estudantes de meio período,  principalmente em redação, com 29 pontos a mais.

A superintendente de Políticas Educacionais para o Brasil do Instituto Natura, Maria Slemenson, defende que o ensino médio integral é a política pública em andamento no Brasil que tem mostrado maior potencial de transformação. Ela afirma que o modelo é um caminho promissor para o país avançar na construção de uma sociedade mais próspera e justa.

A diretora do Instituto Sonho Grande destaca que, para além da aprendizagem, estudos indicam que a educação em tempo integral melhora o futuro profissional, uma vez que os alunos destas unidades têm maior chance de entrar no ensino superior e no mercado de trabalho, além de alcançarem salários mais altos e empregos mais qualificados. Há, também, a redução da violência, dos casos de desnutrição, anemia, transtornos de comportamento, gravidez na adolescência e abuso de substâncias, indicam as pesquisas. 

“Quando olhamos para esse conjunto de evidências, fica claro que o Ensino Médio Integral não é apenas uma política educacional, mas uma estratégia de desenvolvimento social e econômico para o Brasil”, disse. 

Desafios

Segundo dados do Censo Escolar, entre 2022 e 2024, considerando todas as etapas da educação básica (educação infantil, ensinos fundamental e médio), houve um aumento no percentual de matrículas em tempo integral de 18,2% para 22,9%.

Mesmo com o crescimento, o resultado ficou abaixo da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabeleceu para 2024 um patamar de 25% das matrículas da educação básica em tempo integral.

Se considerada apenas a evolução da proporção de alunos em tempo integral matriculados no ensino médio, entre 2020 e 2024, o Brasil saltou de 14,1% para 24,2%.

A diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira, apontou os três principais desafios para a consolidação da política de ampliação do ensino integral. O primeiro deles é o financiamento público contínuo – seja por meio de programas federais, como o ‘Escola em Tempo Integral’, seja por mecanismos como o do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que prevê repasses diferenciados para matrículas em tempo integral.

Outro fator importante apontado pela especialista é a necessidade de apoio direto aos estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica, com benefícios financeiros que estimulem a atração e a permanência dos alunos nas escolas. Ela mencionou o Programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC), e outras iniciativas estaduais que permitem aos jovens maior dedicação aos estudos.

Por fim, ela explica que as redes estaduais de educação devem planejar e reorganizar suas estruturas para ampliar a oferta de escolas e vagas de forma consistente. Para Ana Paula, a continuidade da expansão depende de governadores e secretários de educação manterem uma agenda estratégica, garantindo consistência ao longo do tempo. “É um processo gradual e cada estado parte de um ponto diferente, com contextos e capacidades distintas.”

Escola em tempo integral

O Programa Escola em Tempo Integral, lançado pelo MEC em 2023, tem a meta de registrar, até o fim de 2026, cerca de 3,2 milhões de nova matrículas nesta modalidade de ensino em todas as etapas da educação básica. O objetivo da política pública é promover o desenvolvimento dos estudantes  e melhorar os indicadores nacionais de aprendizagem.

Para alcançar o objetivo, o governo federal oferece apoio técnico e financeiro a estados e municípios para a ampliação do tempo integral em todas as etapas da educação básica, com jornada educacional igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais.

A representante do instituto entende que o programa federal é responsável por espalhar a referência de ensino integral pelo país, antes restrita a algumas redes.

“Essas políticas públicas são fundamentais porque dão estabilidade à educação integral, ajudando a transformar o modelo em política de Estado, menos sujeita à descontinuidade. Ao mesmo tempo, posiciona o integral como prioridade nacional e viabiliza a adoção de políticas públicas robustas por redes com diferentes perfis e disponibilidade de recursos”, afirmou.

Porém, ela defende que a meta brasileira estabelecida para o ensino em tempo integral para 2035 seja mais ambiciosa. “No mínimo 50% das matrículas na educação em tempo integral e 70% das escolas em tempo integral. E que essa expansão venha acompanhada de duas premissas: alcançar estudantes historicamente mais vulnerabilizados e assegurar diretrizes pedagógicas que garantam o desenvolvimento integral.”

A especialista destaca ainda que o modelo deve ir além da simples ampliação da jornada. “A carga horária estendida sem revisão de modelo pedagógico não produz resultados melhores. O foco deve estar em como esse modelo pedagógico cria um ambiente mais acolhedor, no qual o jovem se reconhece e encontra sentido para aprender.”

 

 

 

Fonte: Agência Brasil

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Ronaldo e Gracinha Caiado recepcionam cinco mil novos beneficiários do ProBem
Caiado e Gracinha recepcionam novos beneficiários do Programa Universitário do Bem, em evento no Centro de Convenções de Goiânia (Fotos: Adalberto Ruchelle e Júnior Guimarães)

O governador Ronaldo Caiado e a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, recepcionaram nesta quarta-feira (27/08) os cinco mil novos beneficiários do Programa Universitário do Bem (ProBem), da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). A inclusão foi oficializada em cerimônia no Centro de Convenções de Goiânia, espaço que também sediou a Feira de Oportunidades, iniciativa inédita que oferece oportunidades de aprimorar a formação.

Com os novos beneficiários, o ProBem já atendeu quase 50 mil universitários desde 2019, com um investimento superior a R$ 675 milhões.

“Das famílias de baixa renda, que estavam incluídas na pobreza ou na extrema pobreza e que não tinham chance alguma na vida, 20% já estão dentro das faculdades. Isso é algo que não há em lugar nenhum do Brasil e mostra nosso grau de inclusão social, de dar às pessoas a condicionante de saírem do assistencialismo e terem sua própria atividade”, pontuou o chefe do Executivo goiano.

“Com isso, Goiás passa a respirar um novo momento, de independência, de formação, de cultura. Cidadania é a palavra que exprime tudo isso”, completou.

Caiado e Gracinha celebram inclusão de cinco mil estudantes no ProBemCaiado e Gracinha celebram inclusão de cinco mil estudantes no ProBem
“Das famílias de baixa renda, que estavam incluídas na pobreza ou na extrema pobreza e que não tinham chance alguma na vida, 20% já estão dentro das faculdades”, afirmou o governador (Fotos: Adalberto Ruchelle e Júnior Guimarães)

O ProBem é a oportunidade de acesso a milhares de pessoas, principalmente jovens em situação de vulnerabilidade social, a bolsas de estudos integrais e parciais para a primeira graduação. Para participar, o universitário deve estar inscrito no Cadastro Único do governo federal, o CadÚnico, residir em território goiano e ter vínculo com a Instituição de Ensino Superior (IES).

“Esse programa não é apenas um pagamento de uma bolsa de estudos. Vai muito além disso. Transforma vidas com o Banco de Oportunidades, com palestras, com capacitação, dando oportunidade de estágio e de emprego”, afirmou a primeira-dama.

“As pessoas não querem favor, mas que o governo possa dar oportunidade e ferramentas para que possam mudar a vida da sua família e as suas próprias vidas também. E é isso que estamos fazendo hoje. Quando vejo esses jovens transformando seus sonhos em realidade, meu coração se aquece”, expressou Gracinha Caiado.

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“Esse programa transforma vidas dando oportunidade de estágio e de emprego”, afirmou a primeira-dama (Fotos: Adalberto Ruchelle e Júnior Guimarães)

Bolsas de estudo

Das bolsas oferecidas no processo seletivo para o segundo semestre de 2025, 3.750 são parciais e 1.250 integrais. Destas, 200 foram destinadas a estudantes de Medicina e 200 para Odontologia. O incentivo parcial corresponde a 50% do valor da mensalidade, limitado a R$ 650.

Já as integrais a 100%, tem o limite de R$ 1.500. Por ter custo superior a outros cursos, as bolsas concedidas aos estudantes que cursam Medicina ou Odontologia têm limites maiores: R$ 2.900 parcial e R$ 5.800 integral. Os contemplados vão receber o benefício a partir da matrícula, ou seja, julho de 2025.

A diretora-geral da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Adryanna Caiado, enfatizou que o programa tem sido efetivo ao citar o percentual de estudantes que conseguem concluir suas graduações mediante o apoio.

“Em 2018, essa taxa era de 30%. Em 2024, chegou a 71%. Esse dado revela que o programa realmente está cumprindo o seu papel e transformando a realidade da nossa educação”, afirmou. “As bolsas representam mais do que um benefício, representam uma ponte que conecta sonhos com a realidade”, acrescentou.

Caiado e Gracinha celebram inclusão de cinco mil estudantes no ProBemCaiado e Gracinha celebram inclusão de cinco mil estudantes no ProBem
Feira de Oportunidades no Centro de Cultura e Convenções contou com colaboração de diversos órgãos governamentais e instituições de ensino e pesquisa (Fotos: Adalberto Ruchelle e Júnior Guimarães)

Parceria

Liderança do relacionamento com o Setor Público Brasil do Google, Marília Sturm ressaltou que a parceria com o Governo de Goiás permite que o contato com tecnologia seja mais democratizado.

“O programa Cresça com o Google foi criado para oferecer treinamento em habilidades digitais. Juntos, estamos construindo um futuro mais inclusivo e próspero para todos os goianos”, afirmou, em menção à oferta gratuita de cursos profissionalizantes de renome internacional aos beneficiários.

“Essa parceria é um exemplo de como o setor privado e público podem gerar um impacto real e duradouro”, disse.

Para o CEO do Ciee, Humberto Casagrande, a iniciativa goiana atua diretamente para reduzir os impactos da evasão escolar.

“Este programa combate a evasão escolar, dá oportunidade aos jovens, transforma as vidas. Eu acho isso de fundamental importância”, avaliou. Ele incentivou os graduandos a seguirem seus sonhos e enalteceu o momento favorável constituído pelas políticas públicas estaduais. “Goiás é um local onde não só há uma retórica, mas existem ações efetivas em prol da educação”.

O ProBem está presente em 239 municípios e contempla estudantes matriculados em 117 Instituições de Ensino Superior (IES) de Goiás, em 110 cursos diferentes. É o caso da estudante de Enfermagem Ângela Soares.

“Eu quero concluir a faculdade, é um sonho antigo. Comecei há 22 anos e não consegui concluir, por condições financeiras mesmo. Essa bolsa, além de me ajudar, dá um novo rumo”, enalteceu. Ela está no segundo período da formação e o valor da mensalidade é R$ 1,2 mil por mês.

A bolsista Jennifer Vitoria da Silva Peixoto, moradora de Claudinápolis, falou em nome dos demais beneficiários. Contemplada com bolsa integral, a estudante compartilhou que passou a se dedicar integralmente ao curso após o apoio financeiro.

“É um upgrade na minha vida. O ProBem tem me garantido acesso ao conhecimento e apoio durante a faculdade. Revela o real significado da equidade”, afirmou a graduanda em Ciências da Computação.

Feira de Oportunidades

Antes da cerimônia de inclusão dos bolsistas, Caiado e Gracinha caminharam pela Feira de Oportunidades, uma ação inédita voltada para universitários contemplados pelo ProBem. O evento oferece oportunidades para complementar formação, preparar para o mercado de trabalho e fortalecer o protagonismo juvenil.

Dividida em setores, os estandes institucionais do Espaço Cerrado levaram oportunidades de estágio, dinâmicas, sorteios e atividades. Já na Arena ProBem, os visitantes integraram bate-papos com convidados. Também houve oficinas na Sala de Capacitação direcionadas a desenvolver habilidades comportamentais, tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Em paralelo, o Teatro Rio Vermelho recebeu palestrantes como o escritor Pedrinho Salomão; o especialista em carreira Rodrigo Dib; e o psicólogo Rossandro Klinjey. Os bolsistas tiveram, ainda, a opção de aderir ao Programa Embaixadores da Cidadania, que promove a educação cívica e estimula a sociedade civil a participar ativamente nas políticas do Estado. A iniciativa tem parceria com a Universidade Federal de Goiás.

O evento conta ainda com a colaboração de diversos órgãos governamentais e de instituições de ensino e pesquisa, como Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Estácio Goiás, FacMais, Instituto de Pós-Graduação e Graduação (Ipog), Unialfa e o Centro Universitário Goyazes. Também a presença de instituições vinculadas ao mercado de trabalho, a exemplo do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), entidades do Sistema S e ainda do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob).

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Fonte: Portal Goiás