Seis toneladas de café impróprio para consumo foram apreendidas ao longo de dois dias, em 15 mercados e indústrias cafeeiras no estado do Rio de Janeiro. A fiscalização percorreu as regiões Serrana, dos Lagos, Norte, Noroeste e Sul Fluminense, além da capital.
A ação conjunta divulgada nesta quinta-feira (28) envolveu a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), o Procon-RJ, a Polícia Militar, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e procons municipais. Amostras recolhidas serão analisadas pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Batizada de Operação Café Real, a fiscazliação teve início a partir de denúncias da Abic, que constatou a venda de produtos adulterados na capital fluminense, além dos municípios de Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Carmo, Cantagalo e São Fidélis. Em um dos locais vistoriados, no município de Cordeiro, os agentes encontraram pacotes de café com selo da Abic falsificado, o que acende um alerta sobre a sofisticação das fraudes.
De acordo com a Secretaria de Defesa do Consumidor, o chamado “café fraudado” tem obtido espaço após a alta no preço do produto original. Comercializado como café puro, ele, na prática, está em desconformidade com a legislação e pode conter impurezas ou adulterações.
A Portaria 570 do Ministério da Agricultura permite uma tolerância máxima de 1% de impurezas como cascas e paus, mas não admite a adição intencional de outros elementos, como milho ou grãos diversos, prática que representa engano ao consumidor e risco à saúde.
“Encontramos casos de falsificação de selos e adulteração do produto, estratégias utilizadas para enganar o consumidor. Nosso trabalho é impedir que essas práticas sigam acontecendo e assegurar que a população tenha acesso a um café legítimo e de qualidade”, avaliou Gutemberg Fonseca, secretário de Estado de Defesa do Consumidor.
O secretário reforçou ainda a importância de operações que coibam adulterações do produto. “Fiscalizações com foco em itens de grande consumo, como o café, são essenciais para proteger a saúde e o bolso do consumidor. O consumo de um produto adulterado pode causar problemas gastrointestinais e outros riscos à saúde, além de configurar um prejuízo direto para quem paga por um item que não corresponde ao que está no rótulo. Nosso compromisso é garantir transparência, segurança e respeito nas relações de consumo”.
A tenista brasileira Beatriz Haddad cravou a segunda vitória seguida no US Open, em Nova York, e vai disputar a terceira rodada da chave principal do quarto e último Grand Slam deste ano. Desde junho a paulistana de 29 anos não vencia duas partidas seguidas. Nesta quinta-feira (28), Bia dominou o jogo do início ao fim contra a suíça Viktorija Golubic: ganhou com autoridade por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 4/4.
Número 22 do mundo, a brasileira terá pela frente na terceira rodada uma velha conhecida: a grega e Maria Sakkari, ex-topo 5 que ocupa atualmente a 64ª posição no ranking. As tenistas já se enfrentaram quatro vezes, e Bia saiu vitoriosa em todas. O duelo deve ocorrer no sábado (30) – a data e horário ainda serão definidos pelos organizadores.
Certo mesmo é Bia retornar à quadra nesta sexta (29) para a estreia na chave de duplas. Ao lado da alemã Laura Siegemund, a brasileira enfrentará a dupla da norte-americana Caty McNally com a australiana Maya Joint. O horário segue indefinido.
Primeira a estrear na chave de dupla femininas, a parceria da carioca Ingrid Martins com a norte-americana Quinn Gleason começou com pé direito. Elas avançaram à segunda rodada ao derrotarem a dupla da japonesa Mokoto Ninomiya com a britânica Maria Lumsden por 2 sets a 0 (parciais de 6/3 e 7/5). As próximas adversárias serão as vencedoras do duelo entre a dupla das tchecas Markéta Vondrousová e Miriam Kolodziejová contra a parceria da canadense Gabriela Dabrowski com a australiana Erin Routiffe. Data e horário da partida seguem indefinidos.
Campeãs este ano nas duplas dos torneios WTA 500 de Linz e Estrasburgo, a paulista Luisa Stefani e a húngara Timea Babos avançaram nesta quinta (28) à segunda rodada do Grand Slam nova-iorquino – Jimmie 48 Photography/WTA/Direitos Reservados
No final da tarde, quem também comemorou foi a dupla da paulista Luisa Stefani com a húngara Timea Babos, que venceram de virada a estreia contra a parceria da letã Jelena Ostapenko com a tcheca Barbora Krejciková, por 2 sets a 1 (6/4, 6/2 e 6/3). Com dois títulos WTA 500 nesta temporada – em Linz (Áustria) e Estrasburgo (França), a parceria Brasil-Hungria enfrentará na segunda rodada as vencedoras do embate entre a dupla da egípcia Mayar Sherif com a belga Magali Kempen contra as norte-americanas Clervie Ngounoue e Iva Jovic.
Brasileiros estreiam nesta sexta
Quatros duplas com representantes brasileiros disputam a primeira rodada nesta sexta (29), todas com previsão de início ao meio-dia (horário de Brasília). O único confronto com brasileiros de lado opostos da quadra será o da parceria do gaúcho Marcelo Demoliner com o cazaque Alexander Bublik contra a dupla do carioca Fernando Romboli com o australiano John-Patrick Smith.
A parceria 100% nacional, formada pelo mineiro Marcelo Melo com o gaúcho Rafael Matos, entrará em quadra contra a dupla do britânico Jamie Murray com o croata Ivan Dodig.
Já o gaúcho Orlando Luz jogará ao lado do francês Albano Olivetti contra a dupla do finlandês Emil Ruusuvuori com o francês Adrian Mannarino.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o recurso da Defensoria Pública da União (DPU) para suspender o andamento da denúncia da trama golpista contra o empresário e blogueiro Paulo Figueiredo Filho.
Neto do ex-general João Batista Figueiredo, último presidente na ditadura militar, o empresário foi um dos denunciados pela PGR ao Supremo, não ofereceu resposta à acusação nem indicou advogado particular. Diante da situação, Moraes determinou que a DPU assuma a defesa.
Ele mora nos Estados Unidos e foi notificado da denúncia por edital. A medida ocorre quando a Justiça não consegue entrar em contato com a parte de um processo.
Em junho, Alexandre de Moraes declarou o blogueiro notificado sobre a denúncia ao entender que, apesar de não apresentar defesa, Paulo Figueiredo publicou diversos vídeos na internet com comentários sobre o ministro e disse que é perseguido por ele.
No entendimento da DPU, o processo deve ser suspenso, de acordo com as regras do Código de Processo Penal (CPP). Se a suspensão for rejeitada, o órgão defende que uma carta rogatória seja enviada pela diplomacia brasileira aos Estados Unidos para citar Figueiredo.
“Tendo em vista que o investigado foi citado por edital, não compareceu ao processo nem constituiu advogado para lhe defender, pugna-se pela reconsideração da decisão monocrática pelo colegiado para que o presente processo e o curso do prazo prescricional sejam suspensos”, defendeu a DPU.
Além das acusações de colaborar com a trama golpista na difusão de fake news sobre sistema eleitoral, Figueiredo é acusado de auxiliar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras e o cancelamento de vistos de ministros do STF.
Desde o início de sua história, a Câmara Legislativa do Distrito Federal é um dos principais incentivadores do cinema brasiliense. Em 34 anos de existência, a Casa realizou 27 edições do Troféu Câmara Legislativa. A premiação integra o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e dedica-se a filmes de profissionais nascidos ou residentes no DF há pelo menos dois anos, sendo obrigatoriamente o diretor ou o produtor. Para celebrar essa trajetória de apoio ao cinema local, a CLDF promove a exposição “27 anos do Troféu Câmara Legislativa — um prêmio para o cinema brasiliense”.
Os curadores Denise Caputo e Marco Túlio Alencar, jornalistas da Casa, se debruçaram sobre quase três décadas de registros fotográficos da entrega do troféu, realizados por fotógrafos da Agência CLDF. As fotos são de autoria de Carlos Gandra, Fábio Rivas, Renan Lisboa, Rinaldo Morelli e Silvio Abdon. A abertura da exposição ocorrerá na próxima segunda-feira (1°), às 15h30, no Espaço Cultural Athos Bulcão, no foyer do plenário da Câmara Legislativa. A mostra seguirá durante todo o mês de setembro no local.
“A exposição tem o objetivo de fazer um resgate histórico do troféu, desde a sua origem até os dias de hoje, pela importância que ele tem para a produção de audiovisual no Distrito Federal”, explica o coordenador do Comitê Gestor do Troféu Câmara Legislativa, Claudinei Pirelli. Ele avalia que a premiação é uma forma de “estimular, incentivar e promover a arte cinematográfica na cidade” e uma contribuição decisiva na carreira dos profissionais da área.
“Nessa exposição, há vários realizadores, artistas, técnicos, que a partir da premiação do troféu, ganharam outros espaços, outros prêmios e seguiram carreiras nacionalmente”, aponta Pirelli. Alguns dos ganhadores da premiação foram os cineastas Adirley Queirós, Betse de Paula, José Eduardo Belmonte, René Sampaio e Vladimir Carvalho, entre muitos outros nomes que contribuíram e contribuem para o cinema brasileiro.
O filme Se Nada Mais der Certo, de José Eduardo Belmonte (à direita), ganhou o Troféu CLDF em 2008 (Carlos Gandra/Agência CLDF)
“A ideia da exposição é fazer um resumo das 26 edições já realizadas do Troféu Câmara Legislativa, como uma forma de homenagear os nossos realizadores e, ainda, anunciar a edição 27, prestando contas à população do Distrito Federal dessa iniciativa que se tornou parte, por assim dizer, intrínseca do cinema que é feito em Brasília”, detalha o curador Marco Túlio Alencar. Ele considera que o prêmio está cada vez mais relevante. “Prova disso é o número sempre crescente de filmes que se inscrevem para concorrer à premiação”, ressalta.
Mostra Brasília 2025
Na edição deste ano, concorrem cinco longas-metragens e onze curtas. Eles serão exibidos entre os dias 15 e 19 de setembro na Mostra Brasília, parte do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro dedicada aos filmes concorrentes ao Troféu Câmara Legislativa (confira aqui a programação). As produções vão concorrer ao valor de R$ 298 mil, distribuído entre onze categorias do júri técnico e duas do júri popular.
Serviço
Abertura da exposição “27 anos do Troféu Câmara Legislativa – um prêmio para o cinema brasiliense” Data: 1° de setembro, segunda-feira Horário: 15h30 Local: Espaço Cultural Athos Bulcão, no foyer do plenário da Câmara Legislativa do DF
Durante a 10ª Reunião Ordinária da CPI do Rio Melchior, realizada nesta quinta-feira (28) na Câmara Legislativa, três especialistas apresentaram estudos que reforçam a gravidade da situação ambiental do rio e a necessidade urgente de medidas de gestão e revitalização. O encontro contou com a participação da presidente da CPI, deputada Paula Belmonte (Cidadania), do relator, deputado Iolando (MDB) e do membro titular deputado Gabriel Magno (PT).
Na última visita técnica, a comissão averiguou as condições do abatedouro de aves da empresa Seara, em Samambaia Norte. A presidente da comissão destacou que muitos questionamentos ainda ficaram em aberto e serão feitos à empresa. Em sua avaliação, de acordo com o que viram, há indícios de que as práticas estejam contribuindo para a contaminação. “Nós identificamos um vazamento no maquinário inteiro. Há um crime ambiental ali. Além disso, não recebemos as outorgas com relação aos nove poços artesianos que existem ali”, denunciou a parlamentar.
Belmonte destacou ainda que os trabalhos a CPI buscam a apuração da responsabilidade de todos os poluidores, sejam empresas, entes públicos ou a população vizinha ao rio. “Eu acho que tem que ter uma educação ambiental para essas pessoas, mas o grande volume de lançamento de efluentes no rio vem da estação de tratamento, do aterro sanitário e das empresas, essa é aminha percepção”, avaliou.
Foto: Rinaldo Morelli
O deputado Gabriel Magno reforçou o compromisso da comissão com a dignidade das pessoas afetadas. Para ele o planejamento urbano de ocupação deve levar em consideração a proteção ambiental e as necessidades das populações mais vulneráveis.
“Com as visitas e as oitivas, nós estamos demonstrando para a sociedade que falar sobre o rio é falar sobre a própria dinâmica na cidade, do direito das pessoas à água, aos recursos hídricos e ao planejamento urbano e rural da cidade”, afirmou.
Para Iolando, a ocupação desordenada tem sido um dos principais fatores que contribuem para a poluição do rio, o que requer, além de políticas públicas que regulem o uso do solo, a conscientização da população com relação ao descarte correto de lixo e entulhos. “A população precisa ter essa consciência”, pontuou.
O colegiado aprovou três requerimentos, que incluem uma visita técnica ao Centro de Tratamento de Resíduos do Rio de Janeiro (CTR-Rio) e a solicitação de informações do abatedouro Seara Alimentos.
Monitoramento de efluentes
O professor Sérgio Koide, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília – UnB, explicou que o Rio Melchior foi, durante anos, receptor direto de esgoto bruto de Taguatinga e Ceilândia, o que comprometeu drasticamente sua qualidade. Apesar da construção de estações de tratamento, ele reforçou que ainda existem fontes significativas de poluição difusa, como resíduos urbanos, produtos químicos e esgoto lançado irregularmente.
Koide defendeu um projeto de médio a longo prazo que possibilite a revisão do enquadramento do rio, hoje classificado como classe 4, e o fortalecimento das redes de monitoramento, com coletas mais frequentes e em pontos estratégicos. Segundo ele, “o DF não deve aceitar rios de classe 4”, uma vez que essa categoria, destinada apenas à diluição de efluentes e navegação, abre margem para usos altamente poluentes.
O pesquisador destacou também que os resíduos produzidos por obras são um dos agravantes na poluição do Melchior. Isso porque entulhos, tanto da população quanto de obras públicas, vêm sendo descartados deliberadamente no rio. O pesquisador enfatizou ainda que os resíduos produzidos por obras são um dos grandes vilões do Melchior, uma vez que entulhos gerados tanto pela população quanto por obras públicas são despejados no rio.
Ele defendeu, como parte da solução, a ampliação da rede de tratamento de esgoto na região de Ceilândia, para que seja eliminado o volume de efluentes não tratados despejados no curso hídrico. “Enquanto não entrar com tratamento de esgoto em toda a região de Ceilândia, esse esgoto vai para onde? Ele cai no rio”, avaliou.
Outro ponto que merece atenção, na avaliação de Koide, é a análise da qualidade do efluente lançado no rio pela Aterro Sanitário de Brasília (ASB), em Samambaia. Atualmente, uma empresa privada contratada pelo próprio aterro é quem faz o estudo laboratorial da qualidade do efluente despejado no rio. Para o pesquisador, para que se garanta uma averiguação isenta, essa prática tem que ser revista.“Quem provoca a poluição pode até custear as análises, mas não pode ser ele quem contrata. O poluidor não pode ser responsável pelo controle”, defendeu.
Foto: Rinaldo Morelli
Revisão de enquadramento
Já a bióloga Alba Evangelista Ramos, presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba-DF (CBH Paranaíba), apresentou um panorama da Unidade Hidrográfica do Rio Melchior (UH 36), que concentra 1,3 milhão de habitantes e concentra 72% dos pontos de contaminação da Bacia do Descoberto. Ramos demonstrou que a região abriga 53 indústrias, quatro cemitérios, duas ETEs (Samambaia e Melchior) e o Aterro de Samambaia, fatores que intensificam a pressão sobre o rio.
Com base em estudos sobre o que vem ocorrendo na unidade hidrográfica, o comitê propôs uma série de encaminhamentos para conter o avanço da degradação. Entre as principais medidas estão o reforço da fiscalização de lançamentos clandestinos, a publicização de relatórios de qualidade da água e a instalação de sinalização informativa nos trechos mais críticos. Também foi sugerido o monitoramento da balneabilidade em áreas de uso recreativo, a definição de uma zona de mistura integrada para os efluentes lançados no rio, e a exigência de projetos e prazos do GDF para resolver os problemas de esgotamento sanitário e drenagem na região.
Outras ações incluem o tratamento das águas pluviais com foco na primeira chuva e tempo seco, campanhas educativas voltadas à comunidade, e a implementação de unidades de conservação e parques urbanos. O grupo também propõe a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), além da universalização dos serviços de coleta de resíduos sólidos, drenagem e esgotamento sanitário. Pede ainda o compromisso do GDF com a reclassificação de qualidade para Classe 2 até 2030.
“Eu acho que o Distrito Federal não tem que comportar um rio de classe 4. A gente precisa estabelecer metas e pactuar com CAESB, SLU, as indústrias e discutir com a sociedade a redução da classe do rio”, alertou Alba Evangelista.
Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF
Prognóstico alarmante
No começo da tarde, a CPI deu voz ao terceiro especialista convidado: o professor Henrique Llacer Roig, do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB). Geólogo com especialização em geoprocessamento, o docente apresentou prognóstico sobre a região do Melchior para os próximos 20 anos.
Segundo informou, o Plano de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos do Distrito Federal revela que, hoje, a quantidade de efluentes lançados no rio é quase igual à vazão natural do corpo hídrico. E esse cenário tende a piorar até 2044, quando o prognóstico infere uma tendência de aumento no lançamento de resíduos, acompanhando projeções de crescimento populacional.
Além disso, Roig alertou: “Considerando só as mudanças climáticas, o prognóstico indica uma redução projetada de 20% a 40% na água disponível”. “Mesmo que a Caesb melhore o tratamento, se o rio não mantiver o mínimo de vazão, vai ter que melhorar e muito para poder diluir”, completou.
Planejamento
O geólogo reforçou a necessidade de planejamento do uso e ocupação do solo. “Temos de olhar a cidade como um ser vivo, que tem um comportamento metabólico: consome água e devolve esgoto”, ilustrou.
Ele defendeu observar a “morfologia urbana” no planejamento, considerando os tipos de materiais de cobertura, tipos de uso e outras características físicas: como árvores, água, solo exposto, edificações e gramínea. “Isso serve para o PDOT, para não cometer os mesmos erros”, observou.
Henrique Roig chamou a atenção, também, para o fato de nem toda área verde ser permeável. Como exemplo, ele citou o caso do Noroeste, o qual, apesar de ter sido concebido como um bairro ecológico, enfrenta inundações todos os anos. O professor apontou que a vegetação nativa foi substituída por palmeiras, árvores exóticas e grama, e que o solo, de alta permeabilidade em seu estado natural, foi compactado e acabou ficando “selado”.
Pesquisa in loco
Questionado pela deputada Paula Belmonte sobre a contaminação do solo da região do Melchior, Henrique Roig não negou a possibilidade, mas deixou claro ser preciso investigar e “olhar com cuidado”.
Por sua vez, o deputado Iolando (MDB) quis entender a gravidade da erosão às margens do rio. “Qual é a consequência para o processo de assoreamento?”, perguntou.
O geólogo frisou não conhecer, pessoalmente, a área. Mas arriscou: “Pelas fotos que eu vi e pelas características do rio, ele está naturalmente erodindo sua superfície, não está satisfeito onde está, está querendo mais. De certo modo, isso é bom para a questão da depuração, porque, como ele tem muita movimentação, facilita a oxigenação”.
Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF
Banco de dados
Henrique Roig aproveitou a ocasião para sugerir ao governo: “É preciso cuidar dos bancos de dados, muitos não informam as fontes e estão desorganizados”. O deputado Gabriel Magno (PT) relatou dificuldade de acesso e acrescentou: “Vamos apresentar uma recomendação sobre isso”.
Na próxima reunião, em 6 de setembro, a CPI vai visitar a Comunidade Cerâmica, população localizada às margens do rio e que têm sido profundamente impactadas pela degradação ambiental. A reunião de hoje (28) pode ser assistida na íntegra pelo YouTube da CLDF.
O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira (28) uma resolução que altera as regras do Pix para melhorar o chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED). A mudança, anunciada em abril, permite a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção.
A partir de 1º de outubro, o MED passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com o atendimento da instituição financeira. Todos os bancos participantes vão disponibilizar a funcionalidade no próprio ambiente Pix de seus aplicativos. Dessa forma, a transação poderá ser facilmente contestada, sem a necessidade de entrar em contato com a instituição financeira por meio das centrais de atendimento.
De acordo com o BC, o autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.
Contas
Outra mudança no MED, a partir da resolução publicada hoje, é que será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude. Até o momento, a devolução dos recursos pode ser feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e os transferem para outras. Dessa forma, quando o cliente faz a reclamação e pede a devolução, o mais comum é que a conta já esteja esvaziada.
Com os aprimoramentos, o MED vai identificar possíveis caminhos dos recursos. Essas informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação, de acordo com o BC. Essa mudança estará disponível a partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem.
“O BC espera que, com essa medida, aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes”, esclarece o banco, em nota.
Sobre o MED
Existente desde 2021, o Mecanismo Especial de Devolução só pode ser usado em caso comprovado de fraudes ou de erros operacionais da instituição financeira. A ferramenta não pode ser usada para desacordos comerciais, casos entre terceiros de boa-fé e envio de Pix para a pessoa errada por erro do próprio usuário pagador (como erro de digitação de uma chave).
Encenação da batalha entre mouros e cristãos será no Estádio Municipal Dr. Hélio de Loyola, a partir das 18h, com entrada gratuita (Foto: Secult)
A cidade de Goiás será palco de mais uma edição do Circuito das Cavalhadas neste fim de semana (29 e 30/8), mantendo viva uma tradição iniciada há 205 anos. A encenação da batalha entre mouros e cristãos será no Estádio Municipal Dr. Hélio de Loyola, a partir das 18h, com entrada gratuita.
Realizadas pela primeira vez em 1820, durante as festividades do Divino Espírito Santo, as Cavalhadas da cidade de Goiás foram promovidas ininterruptamente por cem anos, até uma pausa no final da década de 1920 e uma breve retomada nos anos 1940. Depois, voltaram a ocorrer entre 1980 e 1990. O retorno definitivo se deu em 2022, com a ampliação do Circuito das Cavalhadas, promovido pelo Governo de Goiás.
Circuito das Cavalhadas
A participação da cidade de Goiás tem papel fundamental no Circuito, que hoje reúne 15 municípios. Patrimônio Mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a antiga capital goiana preserva arquitetura singular, tradições seculares e uma natureza exuberante. A realização das Cavalhadas fortalece o turismo local, uma das principais atividades econômicas do município.
“Retomar as Cavalhadas na cidade de Goiás e caminhar lado a lado com o povo vilaboense na realização desse festejo histórico é reafirmar que o Governo de Goiás tem como missão fortalecer nossas raízes e valorizar nossas tradições”, destaca a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes.
As Cavalhadas no município também marcam a reta final do Circuito 2025: o município é o 12º a realizar a festa neste ano. As próximas edições acontecem em Pilar de Goiás (6 e 7 de setembro), Corumbá de Goiás (5, 6 e 7 de setembro) e Silvânia (20 e 21 de setembro).
Para viabilizar a realização das Cavalhadas nos 15 municípios participantes, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), destinou R$ 4 milhões em 2025. O investimento garante a infraestrutura necessária ao evento, como arquibancadas, tendas, banheiros e demais estruturas para receber o público com segurança e conforto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta quinta-feira (28) a deflagração de uma série de operações policiais que investigam a atuação de grupos criminosos na cadeia produtiva de combustíveis para lavagem de dinheiro oriundo de facções do narcotráfico.
“A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui. Em atuações coordenadas que envolveram Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais, foram deflagradas três operações simultâneas nos setores financeiro e de combustíveis, envolvendo 10 estados”, enumerou o presidente, em uma postagem nas redes sociais.
Lula enalteceu o trabalho integrado, iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado. “Permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, observou o presidente.
“Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal. Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, prosseguiu o presidente.
Operações em andamento
De acordo com a PF, as ações policiais em ao menos duas operações, embora distintas, objetivam desarticular “esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro”. As investigações apuraram um sofisticado esquema que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.
Estão sendo cumpridos, no âmbito da Operação Quasar, 12 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo: na capital paulista e nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto.
A Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos de investimento dos investigados, além do bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas. Também foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Policiais federais também cumprem desde cedo mandados judiciais contra integrantes de uma das “maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná”. Segundo a PF, a organização criminosa investigada na Operação Tank atuava desde 2019 e pode ter lavado pelo menos R$ 600 milhões. “Movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.”
Os criminosos utilizavam diversos artifícios para ocultar a origem dos recursos. De acordo com as investigações, eles faziam uso de depósitos fracionados, que ultrapassaram R$ 594 milhões. Isso era feito por meio de “laranjas, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços”.
O trabalho investigativo constatou também fraudes na comercialização de combustíveis, entre elas “adulteração de gasolina e a chamada ‘bomba baixa’, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba estavam envolvidos nessas práticas”.
Os agentes cumprem 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro. “Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando uma constrição patrimonial superior a R$ 1 bilhão.”
O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, foram transferidos na manhã desta quinta-feira (28) do sistema prisional de São Paulo para a Paraíba. Eles deixaram o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, e foram encaminhados para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde embarcariam esta tarde com destino a João Pessoa.
Durante a viagem, cada preso será acompanhado por dois policiais civis da Paraíba. Eles serão transportados na parte de trás da aeronave, em assentos específicos, de acordo com as normas das autoridades aeroportuárias, informou a Polícia Civil.
Em coletiva na quarta-feira (27), em João Pessoa, a polícia informou que o casal será levado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, na capital do estado, conhecida como Presídio do Roger, em referência ao bairro onde está localizada.
A chegada dos dois à capital paraibana é prevista para as 17h. As despesas com as passagens foram custeadas pelo governo do estado.
Hytalo é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais.
Para a transferência dos presos foi necessária a ida à São Paulo de uma equipe da Polícia Civil da Paraíba. O voo saiu de João Pessoa às 3h05 da manhã e chegou em São Paulo por volta das 6h30. Os agentes permaneceram no aeroporto à espera dos presos, que foram encaminhados para lá por agentes da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo.
Ao chegar em João Pessoa, eles passarão por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC) e, em seguida, serão encaminhados ao presídio.
A TV Brasil leva ao ar neste sábado (30), a partir das 14h40, as emoções da partida de volta da final do Campeonato Brasileiro Feminino – Série A2 entre Santos e Botafogo. O duelo decisivo será na Vila Belmiro, em Santos (SP), e vai consagrar o campeão da competição.
No jogo de ida, realizado na última terça-feira (26) no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, o Santos saiu na frente ao vencer as Gloriosas por 1 a 0. O gol da vitória foi marcado nos minutos finais por Carol Baiana. Com o resultado, as Sereias da Vila chegam para a finalíssima com a vantagem do empate para garantir o título.
Já o Botafogo precisa vencer por pelo menos um gol de diferença para levar a decisão para os pênaltis. Uma vitória por dois ou mais gols dá a taça diretamente ao clube carioca.
Além de disputar o troféu da Série A2, as duas equipes já garantiram presença na elite do futebol feminino nacional em 2026.
A transmissão da final integra a estratégia da TV Brasil de ampliar a visibilidade das competições femininas. A emissora pública também exibe jogos das Séries A1 e A3 do Brasileirão Feminino e transmitiu as partidas da Liga de Basquete Feminino (LBF Caixa).
Por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), todo o Brasil poderá acompanhar a decisão em sinal aberto e gratuito, com qualidade de imagem e som.
Videocast Copa Delas
Para quem deseja aprofundar a experiência, o videocast Copa Delas, disponível no YouTube da TV Brasil, traz entrevistas, análises, comentários técnicos e bastidores dos clubes participantes.