O Brasil derrotou a República Dominicana pelo placar de 94 a 82, na noite desta quinta-feira (28) em Manágua (Nicarágua), e garantiu a classificação para as semifinais da edição 2025 da AmeriCup.
𝘽𝙍𝘼𝙎𝙄𝙇 𝙉𝘼 𝙎𝙀𝙈𝙄𝙁𝙄𝙉𝘼𝙇! 🇧🇷 A vaga é nossa. Vitória contra a Dominicana por 94 a 82 e classificação GARANTIDA! 🔥
🏀 Georginho • 28 pontos 🏀 Yago Mateus • 25 pontos 🏀 Bruno Caboclo • 19 pontos
O destaque da seleção brasileira neste confronto foi o ala/armador Georginho de Paula, que somou, diante dos dominicanos, 28 pontos, 7 assistências e 5 rebotes.
Agora a equipe comandada pelo técnico Aleksandar Petrovic volta a entrar em ação no próximo sábado (3). Porém, ainda falta ser definido o seu adversário, que sairá do confronto entre Estados Unidos e Uruguai.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, avaliou como positiva a visita oficial ao México, encerrada nesta quinta-feira (28), na Cidade do México, a capital do país. O último compromisso e ponto alto da viagem foi uma audiência com a presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional.
“Convidei a presidenta Claudia para a COP30, em Belém, no mês de novembro. Falamos de multilateralismo, fortalecimento da democracia, inclusão e combate à fome. Então, foi uma conversa muito proveitosa”, destacou Alckmin em uma entrevista coletiva pouco antes de embarcar de volta a Brasília.
Acompanhado por empresários, pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, o vice-presidente anunciou a assinatura acordos para abertura de novos mercados entre os países.
“São três produtos que o Brasil abrirá o comércio: aspargos, pêssego e derivados de atum. E eles abrem o mercado para a farinha de ração animal para bovinos e suínos”, destacou.
Pacote contra a inflação
O governo brasileiro também solicitou ao México a continuidade dos incentivos do Pacote contra a Inflação e a Escassez, conhecido como Pacic, na sigla em espanhol, que facilita a compra alimentos pelo Brasil.
“O México é o segundo destino da carne bovina brasileira. Solicitamos a continuidade do Pacic, e ele complementa a agropecuária mexicana. Eles têm uma exigência de que haja uma rastreabilidade individual [da carne]. Vamos cumprir, mas queremos que não se interrompa essa venda enquanto o Brasil caminha na rastreabilidade. O Brasil cumprirá na rastreabilidade, temos um cronograma”, observou.
O vice-presidente comentou o avanço em conversas para a atualização do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE 53) assinado com o México em 2002 e que trata da eliminação ou redução de tarifas de importação para um universo de aproximadamente 800 posições tarifárias.
Outro destaque da agenda, segundo o vice-presidente, foi o avanço dos negócios da Embraer no México. A empresa brasileira fechou a venda de 20 aeronaves das famílias de jatos E190 e E195 para a companhia estatal Mexicana de Aviación, a maior do país.
Segundo o vice-presidente, o governo também ofereceu a possibilidade de abrir negócios no setor militar, com a venda do cargueiro KC-390, também fabricado pela Embraer, uma aeronave multimissão com capacidade para transportar até 26 toneladas, realizar reabastecimento aéreo e atuar em missões como busca e salvamento e ajuda humanitária.
“A Embraer está presente no México, tem aqui fábrica de componentes com mais de mil colaboradores”, destacou Alckmin. “Colocamos a pretensão de oferecer o cargueiro KC-390. Não foi resolvido, mas ficou o pleito brasileiro com todos os argumentos favoráveis”, finalizou.
A Justiça da Itália manteve nesta quinta-feira (28) a prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). De acordo com informações da Advocacia-Geral da União (AGU), que representa o governo brasileiro no caso, a Corte de Apelação de Roma considerou que há risco de fuga e decidiu manter a prisão preventiva da parlamentar enquanto o pedido de extradição feito pelo Brasil continua em tramitação.
A Corte de Apelação também considerou que a defesa de Zambelli não conseguiu comprovar as alegações de perseguição política.
“Segundo os juízes italianos, Zambelli parece nunca ter cultivado reais interesses na Itália, como demonstra seu desconhecimento da língua italiana, o que exigiu, inclusive, a nomeação de um intérprete para as audiências”, informou a AGU.
Os juízes italianos também disseram que os problemas de saúde apontados pela defesa da deputada não impedem a manutenção da prisão.
“Em especial, com referência ao transtorno depressivo, de acordo com a decisão, não foram encontradas evidências que sugerissem desejo de automutilação ou comportamento anticonservador na deputada, sendo que outras condições como tendência a mau humor e distúrbios do sono podem ser tratadas e revisadas em terapias e consultas”, completou o órgão.
Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil, em maio deste ano, após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. A deputada também terá que pegar R$ 2 milhões em danos coletivos.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ, para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou novamente a deputada, pelo episódio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.
Por 9 votos a 2, o Supremo definiu a pena de cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
O Bahia derrotou o Fluminense por 1 a 0, na noite desta quinta-feira (28) na Arena Fonte Nova, em Salvador, e conseguiu uma pequena vantagem na busca por uma vaga para as semifinais da Copa do Brasil. Com este resultado o Esquadrão de Aço pode até mesmo empatar na partida de volta, que será disputado no 10 de setembro no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, que avança na competição.
🙌🏽 GANHAMOOOOOSSSS! Esquadrão vence 1º jogo das quartas de final da Copa do Brasil contra o Fluminense: 1 a 0. Golaço de Juba com assistência absurda de Jean Lucas já no final. Decisão da vaga será 10 de setembro no Maracanã. Domingo tem Mirassol, em SP, pelo Brasileirão. #BBMPpic.twitter.com/oHWlFln7OJ
As equipes comandadas por Renato Gaúcho e Rogério Ceni ofereceram ao público presente na Fonte Nova uma partida muito movimentada no primeiro tempo. Quem chegou primeiro com perigo foi o Bahia, aos 16 minutos, que colocou acertou a trave com Jean Lucas, de cabeça após Luciano Juba levantar a bola em cobrança de falta.
Aos 23 quem ficou perto de marcar foi o Fluminense, quando o uruguaio Canobbio ficou sozinho de frente para o gol e bateu para defesa do goleiro Ronaldo. Quatro minutos depois o time carioca conseguiu colocar a bola no fundo do gol do Bahia, quando Renê cobrou escanteio, Martinelli escorou de cabeça e Serna aproveitou para marcar. Porém, o lance acabou invalidado por causa de posição irregular do atacante colombiano.
A partir daí o Tricolor das Laranjeiras passou a mandar nas ações. No entanto, aos 40 minutos da etapa final, o Esquadrão de Aço aproveitou um momento de desatenção da defesa da equipe carioca para marcar o gol da vitória. Jean Lucas fez lançamento longo para Luciano Juba, que dominou a bola com muita liberdade, driblou Guga e bateu para superar o goleiro Fábio.
Morreu nesta quinta-feira (28), aos 84 anos, a locutora Íris Lettieri Costa, que ficou conhecida como a voz do aeroporto, por anunciar por quatro décadas, as partidas e chegadas dos voos no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
A locutora sofreu um infarto fulminante quando estava em casa, na zona sul da capital fluminense. Ela passou dois dias internada com problemas de diabetes.
Voz aveludada e timbre inconfundível, Íris Lettieri foi a primeira mulher a atuar como locutora de telejornais no país. Fez inúmeros comerciais de produtos e serviços no rádio e na televisão.
O pai, José Avelino da Costa, foi locutor da antiga Rádio Cruzeiro do Sul. A mãe, Josélia Lettieri, era professora de piano, teoria, harmonia, canto e dicção.
A concessionária RIOGaleão, que opera o Aeroporto Internacional, divulgou nota de pesar pela morte de Íris.
“O RIOgaleão lamenta o falecimento de Íris Lettieri, voz inesquecível que marcou gerações nas rádios e nas mensagens do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Seu trabalho se tornou parte da memória afetiva de milhares de passageiros que passaram pelo Tom Jobim. Manifestamos nossa solidariedade à família, amigos e admiradores dessa profissional que ajudou a escrever a história da aviação e da comunicação no Rio de Janeiro”, diz a empresa.
Íris Lettieri iniciou a carreira como locutora de rádio, no final dos anos 50. Também foi locutora de jornais na TV Continental, TV Tupi e Manchete.
Fez parte do primeiro time do Jornal da Manchete, em 1983, que em seus primeiros meses era transmitido por três horas. Íris apresentava, junto com Jacyra Lucas, as notícias de cultura e entretenimento. Em 1984, passou a entrar no ar, como apresentadora do Manchete Panorama, antes do Manchete Esportiva, quando o Jornal da Manchete se desmembrou em programas temáticos. No ano seguinte, O programa foi extinto. Íris ainda participou do Programa de Domingo, atração da mesma rede.
A família ainda não divulgou informações sobre velório e enterro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, alertou que as operações da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo, nesta quinta (28), representam ainda apenas a “ponta” de um “iceberg”.
Em entrevista ao programa Voz do Brasil,da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele indicou que é preciso chegar a todos os níveis hierárquicos das organizações criminosas.
“Nós descobrimos a ponta desse iceberg e vamos agora descobrir a base”, disse o ministro.
Ele explicou que os caminhos das investigações mostraram relações entre o crime organizado, o setor financeiro e empresas de combustíveis. O dinheiro da exploração ilegal, segundo a investigação, era “lavado” por meio de fintechs e de administradores de fundos financeiros. O ministro considerou que as ações expõem formas de migração do crime organizado da ilegalidade para a legalidade.
Formas de repressão
“Nós chegamos à conclusão de que os instrumentos tradicionais de combate à criminalidade, especialmente à repressão policial, não eram suficientes para enfrentar esse fenômeno que envolve análises financeiras, contábeis e fiscais da atuação do crime organizado”, afirmou.
Ele recordou que, no começo do ano, o ministério criou um núcleo de combate ao crime organizado para uma visão mais abrangente da atuação do crime organizado nos diversos setores.
Atividade integrada
“Resolvemos ter um enfoque multissetorial e multidisciplinar para essa infiltração do crime organizado no setor de combustível. Portanto, envolvendo não apenas, digamos assim, uma repressão física”, disse o ministro à Voz do Brasil.
Outro foco foi, segundo o ministro, o de investigar a lavagem de dinheiro. “Nós entendemos que a participação da Receita Federal era importantíssima”. Então, os agentes descobriram a origem dos recursos.
“Foram operações que demandaram muito esforço, planejamento e finalmente hoje desencadeadas. Com um resultado bastante significativo”, avaliou o ministro.
Movimentações ilícitas
Lewandowski ressaltou que foram cumpridos quase 400 mandados judiciais.
“Nessas operações, nós descobrimos R$ 140 bilhões de movimentações ilícitas. Nós logramos bloquear e sequestrar mais de R$ 3,2 bilhões de bens e valores”, citou.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão. “Nós não tínhamos ideia da dimensão desse esquema ilícito”. Para o ministro, as três operações (denominadas Quasar, Tanque e Carbono Oculto), foi possível penetrar no coração da atividade ilícita na exploração do setor de combustível.
Postos envolvidos
A operação mostrou que havia adulteração do combustível, uma rede de importação de metanol, que era desviado das refinarias para outros destinatários e a lavagem do dinheiro. “A grande preocupação que os órgãos de segurança têm é com a descapitalização do crime organizado. O crime organizado precisa ser sufocado financeiramente”, ressaltou o ministro.
Segundo ele, já foi possível identificar mais de mil postos de gasolina que estavam envolvidos nesse esquema, lavando dinheiro e fornecendo produtos adulterados.
Com os documentos que foram apreendidos, novas operações devem ser realizadas, adiantou o ministro.
Ao discutir os incêndios no Cerrado em comissão geral realizada nesta quinta-feira (28), o distrital Max Maciel (Psol), que comandou o debate em pllenário, abriu os trabalhos com dados alarmantes: de 1985 até 2023, 43% do bioma foi queimado, uma área similar ao território de países como o Chile a Turquia. Para se debruçar sobre o problema, especialistas e representantes de órgãos competentes trouxeram relatos ao Plenário da Câmara Legislativa.
Especialista em governança climática, Raphael Sebba defendeu as queimadas prescritas, um saber de comunidades tradicionais, como instrumento para monitorar e controlar o fogo, já que o bioma tende a acumular material inflamável. Apesar de comemorar a primeira contratação de brigadistas no DF para um contrato mais longo, de dois anos, clamou por políticas permanentes para o combate a queimadas.
Carolina Queiroga destacou o Projeto Sem Fogo DF (Foto: Carlos Gandra/CLDF)
Por sua vez, a coordenadora de prevenção e combate aos incêndios florestais da Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Carolina Queiroga, destrinchou as ações da pasta para enfrentar a situação: além da queima prescrita e da contratação de brigadistas, a Secretaria promove campanhas de conscientização e realiza cursos de capacitação. Destacou também o Projeto Sem fogo DF, solução com Inteligência Artificial que disponibiliza um painel que monitora Brasília com câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade.
“O combate é imprescindível, mas muito mais eficiente e barato aos cofres públicos é o trabalho preventivo e não conseguimos fazê-lo sem mão de obra”, apontou o diretor de Manejo Integrado do Fogo do Instituto Brasília Ambiental, Érissom Vieira Cassimiro. A estrutura disponível também faz a diferença, sinaliza o tenente coronel Ronaldo Lima de Medeiros. “Nós temos um grande número de chamadas e somente 30 viaturas. Geralmente mandamos mais de um veículo, então pode haver carência”, detalhou Ronaldo, que comanda o agrupamento de proteção ambiental do Corpo de Bombeiros Militar do DF.
Foto: Carolina Curi/Agência CLDF
A mesa também ressaltou aspectos em que o Brasil e o DF são “referência”. Coordenador do Centro de Manejo Integrado do Fogo do Instituto Chico Mendes (Icmbio), João Paulo Morita avaliou que a política de manejo integrado do fogo — aprovada a nível federal no ano passado — é “vanguardista em todo o mundo”, além de “não-negacionista”, e de prezar pelas relações com a sociedade de modo amplo, tanto com unidades da federação quanto com sociedade civil organizada e empresas.
Outro aspecto reforçado pelos presentes foi a responsabilidade dos cidadãos na conservação do Cerrado. Para João Carlos Machado, do Movimento Caminhos do Planalto Central, trilhas ecológicas apresentam o território: a partir dessa descoberta, a população compreende o direito à floresta, bem como a obrigação de conservar. João ainda criticou a proposta de concessão da Floresta Nacional de Brasília, a qual pode “dificultar o acesso da população” ao local.
Catástrofe de 2024
A extensão das queimadas de 2024, que assustou os brasilienses, indica uma mudança no regime do fogo, explicou Fernão Lopes, chefe de esquadrão das brigadas Guardiões da Cafuringa. Ele lembrou que o fogo do Cerrado costuma ser provocado pela queda de raios, na temporada de chuvas. Nos últimos anos, porém, queimadas assolam Brasília em meses de seca, o que potencializa o impacto do fenômeno.
Fernão Lopes, chefe das brigadas Guardiões da Cafuringa (Foto: Carolina Curi/CLDF)
“Ano passado tivemos o pior incêndio registrado em 20 anos na Flona e a melhor atuação na resposta ao incidente; mobilizaram-se todos os recursos e 200 combatentes. Conseguimos controlar esse incêndio de grande proporção e de alta intensidade em menos de 24 horas, isso sem trabalhar à noite”, enfatizou o coordenador da área técnica de prevenção a incêndios da Floresta Nacional de Brasília, Hudson Coimbra. Ele contrastou tal abordagem com a que ocorreu também em 2024 no Parque Nacional. “Foram mobilizados 800 bombeiros e levou 3 dias para ser controlado o incêndio em uma área 10 vezes menor do que a área da Flona”, comparou.
Esclarecimentos do ponto de vista de quem conhece o Parque Nacional de Brasília por dentro vieram a seguir, na fala da chefe do Parque, Larissa Diehl. “O incêndio de 2024 revela impactos de mudanças climáticas, como o rebaixamento do lençol freático. Isso faz com que regiões que antigamente não queimavam tanto, como áreas de galeria e beiras de rios, fiquem mais expostas. Formou-se um fogo subterrâneo, que queima muita matéria orgânica. Trata-se de um combate totalmente diferenciado e com consequências graves”, resumiu.
Max Maciel foi o autor da comissão para discutir o combate a incêndios no DF (Foto Carolina Curi/CLDF)
Maciel aproveitou a comissão para homenagear Manoel José de Souza Neto e Valmir de Souza e Silva, servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que faleceram em julho deste ano enquanto combatiam uma queimada na Reserva Ecológica do Instituto, situada no Distrito Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (28) que vai criar uma universidade dos esportes no Brasil, em um anúncio que deve ocorrer no início de setembro.
“Nós vamos anunciar, logo logo, uma universidade dos esportes aqui no Brasil. A ideia inicial era criar uma faculdade de futebol. E eu achei que era melhor a gente avançar para uma coisa mais geral, porque a questão do esporte é mega diverso. Eu, agora que estou um pouco mais idoso, eu virei fã do surfe. Eu virei fã do skate”, destacou.
Ao lado do ministro do Esporte, André Fufuca, o presidente disse que também que deve se encontrar com jogadoras de futebol. Ele planeja uma recepção para elas e para representantes de entidades voltadas ao esporte no país.
O ministro informou o envio de um projeto lei de incentivo ao futebol praticado por mulheres. Em 2027, o Brasil será sede da Copa do Mundo de futebol feminino.
Ainda durante a cerimônia, Lula defendeu o Bolsa Atleta, um programa de apoio do desenvolvimento esportivo dos atletas.
“Nós criamos o Bolsa Atleta porque a gente descobria que tinha pessoas que queriam treinar e que não tinham tênis, pessoas que queriam ser corredores e que as pessoas não tinham tênis para correr, ficavam correndo descalças e ninguém vai patrocinar uma pessoa que não é famosa”, observou.
Nomeação para agências
Em uma agenda anterior, também no Planalto, Lula se reuniu com novos diretores nomeados para 14 agências reguladoras. O evento contou com a presença de ministros de Estado e dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em discurso aos novos gestores, cuja atuação tem autonomia definida, o presidente pediu compromisso com o país.
“A partir de agora, vocês [diretores de agências reguladoras] não devem satisfação ao presidente Lula. Agora vocês são membros de agências reguladoras que têm que prestar serviço ao povo brasileiro. Vocês agora devem ao povo brasileiro aquilo que vocês têm de melhor”, afirmou Lula.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) ajustou uma resolução editada na última sexta-feira (22) para esclarecer a regulamentação das linhas de crédito a empresas afetadas pelo tarifaço do governo dos Estados Unidos. As mudanças de redação, informou o Ministério da Fazenda, em Brasília, pretendem diminuir dúvidas jurídicas e aumentar a precisão do texto.
“As mudanças aprovadas têm caráter redacional e buscam conferir maior clareza normativa e segurança jurídica às regras trazidas pela Resolução nº 5.242, sem alterar o mérito da política pública”, informou o ministério, em nota.
A primeira mudança, no segundo artigo, troca a expressão “Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM)”, tipo de código tarifário, por “produtos”.
Segundo a Fazenda, a nova redação permitirá identificar com mais precisão as empresas efetivamente afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, igualando a redação à portaria conjunta editada pelos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na sexta-feira (22).
Punições
A segunda mudança deixa explícitas, no terceiro artigo, as punições no eventual descumprimento de obrigações dos tomadores de crédito, que incluem a manutenção de empregos. O texto esclarece que as penalidades incidem de forma adicional aos encargos financeiros, não em substituição a eles.
“Com esses aperfeiçoamentos, o CMN reforça a efetividade da norma e assegura que as linhas emergenciais cumpram seu objetivo: prover liquidez e garantir a continuidade das atividades das empresas brasileiras expostas ao choque tarifário externo, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”, informou o Ministério da Fazenda.
Presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o CMN também é composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (28), o reconhecimento direto do Brasil ao tratado sobre a neutralidade permanente e a operação do Canal do Panamá.Lula recebeu o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, para uma visita oficial, e, em seu discurso, fez referência às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em retomar o controle da via interoceânica.
“O Brasil apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o Canal, conquistada após décadas de luta. Há mais de 25 anos, o país administra o corredor marítimo com eficiência e respeito à neutralidade, garantindo trânsito seguro a navios de todas as origens”, disse Lula em declaração à imprensa no Palácio do Planalto.
“Tentativas de restaurar antigas hegemonias colocam em xeque a liberdade e a autodeterminação de nossos povos. Ameaças de ingerência pressionam instituições democráticas e comprometem a construção de um continente integrado, desenvolvido e autônomo. O comércio internacional é utilizado como instrumento de coerção e chantagem”, acrescentou.
O tratado de neutralidade do Canal do Panamá é um dos atos bilaterais dos Tratados Torrijos-Carter, assinados pelos Estados Unidos e pelo Panamá, que regem o funcionamento e a neutralidade da via aquática, com o Panamá assumindo a administração total do canal em 1999. O Brasil, como nação-membro da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece a validade desses tratados, que visam garantir o trânsito seguro e não discriminatório para todas as nações.
As obras do Canal do Panamá foram iniciadas pela França em 1880 e assumidas pelos Estados Unidos em 1904. O empreendimento reduziu muito o tempo de viagem para se cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico de navio, fundamental para o comércio internacional. O canal é gerenciado e operado pela Autoridade do Canal do Panamá, uma agência do governo do país.
“Não há duvida de que a questão do canal nos afeta muito porque é uma luta de um século, conquistada por negociação e conseguimos alcançar a plena soberania”, disse o presidente panamenho José Raúl Mulino.
Hoje, o Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil e a Autoridade do Canal do Panamá firmaram memorando de entendimento para otimizar as exportações brasileiras e modernizar a operação dos portos brasileiros. Ele prevê o intercâmbio de experiências e transferência de informações sobre o funcionamento do Canal do Panamá, estudos sobre o uso de novas rotas e avaliação de rotas marítimas e fluviais mais sustentáveis.
Durante a visita oficial, também foi assinado memorando para cooperação sobre desenvolvimento agrícola e pecuário, em áreas como capacitação técnica, sanidade animal e vegetal, produção sustentável e inovação. Ainda, a Embraer anunciou o acordo para a venda de quatro aeronaves do modelo A-29 Super Tucano para o Serviço Nacional Aeronaval do Panamá.
Segundo o presidente Lula, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também vai atuar junto ao país ampliar a capacidade panamenha de produção de vacinas e contribuir para o estabelecimento de um polo farmacêutico regional.
Meio ambiente
O presidente Mulino confirmou sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, em novembro, e contou sobre o impacto das migrações nas florestas da Região de Darién, na divisa de Colômbia e Panamá. Segundo ele, os caminhos foram devastados e toneladas de lixo foram deixados pelas milhares de pessoas que cruzam a região em direção à América do Norte.
O país também é afetado pelas secas e está construindo um reservatório para abastecer, inclusive, o lago do Canal do Panamá, que torna possível a navegação no local.
“Precisamos de água, de florestas e lutar todos os dias contra a mudança do clima”, disse Mulino.
O presidente Lula destacou que Brasil e Panamá são responsáveis por uma imensa biodiversidade e merecem ser remunerados pelos serviços ambientais. Ele pediu que o país faça a adesão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30, um mecanismo financeiro para recompensar países por preservar suas florestas tropicais.
“Apesar de ser um dos poucos países que absorvem mais gases de efeito estufa do que emitem, o Panamá já lida com os efeitos da elevação do nível do mar em seu território. O deslocamento do povo indígena Guna de seu arquipélago ancestral é um exemplo concreto da injustiça climática”, disse o presidente brasileiro.