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Agência CLDF
Fonte: Agência CLDF
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Em ato organizado em São Paulo por movimentos da direita e grupos religiosos, manifestantes assistiram neste domingo (7) a discursos defendendo pautas como a liberdade e a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. 
Reunidos na Avenida Paulista, o grupo também se manifestou contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em alguns casos pedindo sua prisão.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, falou em uma celebração incompleta pela ausência do direito de ir e vir de Bolsonaro. Disse ainda que o que se assiste é a construção de uma série de narrativas por parte da esquerda na condução do julgamento em torno do 8 de janeiro, para incriminar o ex-presidente.
“O que eles têm é uma única delação de um colaborador, mudada seis vezes em três dias, sob coação. Não se pode destruir a democracia sob o pretexto de resgatá-la”.
Para o governador, a anistia tem de ser ampla e para todos os envolvidos, em favor da tradição nacional pela pacificação, “para que a gente possa se livrar do PT”. Freitas reafirmou ainda a ascensão de uma direita anti-sistema, de um estado pro-business, de uma direita que não tem vergonha de ir para as ruas e classificou a atuação de Alexandre de Moraes como “tirania”.
O pastor Silas Malafaia fez um longo discurso defendendo a unidade da direita em torno de Bolsonaro. Ele citou o que considera uma injustiça do processo contra o ex-presidente e abusos da parte do STF e do ministro Alexandre de Moraes, que caracterizou como um “ditador” e alguém que desrespeita a liberdade política e a religiosa. O pastor lembrou a apreensão de seus cadernos de oração há dez dias, quando retornava de uma viagem a Portugal, e negou estar dialogando com autoridades estrangeiras.
No fim de agosto, Malafaia foi alvo de busca e apreensão determinada por Moraes. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o pastor teria agido como “orientador e auxiliar das ações de coação” promovidas por Bolsonaro e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro foi a última a discursar. Ela fez diversas falas religiosas e lembrou da dificuldade em ver seu marido sem poder sair de casa, não poder realizar cultos e de ter de lidar com uma vigilância que ocorre de maneira desproporcional, segundo ela.
Durante o evento, os manifestantes estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos. O ato também teve a participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, senadores e deputados.
Os atos em defesa da anistia e de Bolsonaro também ocorreram em outras capitais. No Rio de Janeiro, a manifestação ocupou um quarteirão de Copacabana e reuniu o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os deputados federais do PL Alexandre Ramagem, Luiz Lima, Eduardo Pazuello, Hélio Lopes e Clarissa Garotinho.
Ramagem é réu no julgamento da tentativa do golpe, em andamento no Supremo Tribunal Federal. Em seu discurso no ato, ele defendeu anistia ampla, geral e irrestrita para quem atentou contra a democracia no dia 8 de janeiro de 2023.
Neste 7 de setembro, mais de 45 mil pessoas acompanharam o desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ministros do Executivo estavam presentes no evento. Parte do público se manifestou com gritos de “sem anistia” e “soberania não se negocia”. O mesmo ocorreu nos atos do Grito dos Excluídos, sindicatos e movimentos sociais pelo país.
O principal tema do desfile oficial de 7 de setembro deste ano foi justamente a soberania do país. Outros eixos temáticos foram a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada em Belém, em novembro, e o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O pronunciamento do presidente Lula em rede nacional de rádio e TV também tratou desses temas. Lula chamou os brasileiros que trabalham contra o Brasil de “traidores da pátria”.
Este ano, as comemorações do 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil ocorre em meio à crise bilateral entre Brasil e Estados Unidos, provocada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que impôs tarifas comerciais aos produtos brasileiros para pressionar o país a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado pelo STF pelos crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito. O julgamento deve ser concluído esta semana.
Fonte: Agência Brasil
O tradicional Grito dos Excluídos, no Rio de Janeiro, foi realizado a poucos metros do desfile cívico-militar, no centro da cidade. Apesar de ter a soberania nacional como tema principal, também trouxe pautas diversas de sindicatos e movimentos sociais. Logo à frente, mães de jovens mortos por agentes do estado reivindicavam por justiça.
“A gente luta por uma perícia independente, e que esses casos vão à júri popular. Porque a mesma polícia que mata é a mesma que investiga. E muitas vezes, esses casos vão para júri militar, então eles que vão se julgar. A gente não quer que outras mães carreguem as fotos dos filhos mortos em suas camisas. A gente luta para os que os jovens tenham direito à vida”, declarou Nívia do Carmo Raposo, mãe de Rodrigo Tavares, militar do Exército assassinado por milicianos em 2015 e fundadora do Movimento de Mães e Familiares de Vítimas da Violência Letal do Estado e Desaparecidos Forçados.
Muitos participantes também manifestavam contra as ofensivas do estado de Israel na Faixa de Gaza e em defesa do povo palestino.
“Assim como o Grito dos Excluídos representa uma soberania de fato do povo brasileiro, a gente entende que o principal inimigo é o imperialismo. É uma luta que envolve todos os povos que são subjugados. Não só é uma questão urgente hoje, porque o povo de Gaza está sendo eliminado, como trazer essa solidariedade é uma maneira de fortalecer a luta de todos os povos”, defendeu Leandro Longo, do Comitê em Defesa da Palestina do Sindicato dos Servidores do Colégio Federal Pedro II.
Este ano, o protesto organizado por centrais sindicais e movimentos sociais em todo o país escolheu o lema 7 de Setembro do Povo – quem manda no Brasil é o povo brasileiro.
“Não há soberania sem povo. Portanto, quando o governo americano ataca a nação brasileira, ela ataca todo o povo”, enfatizou o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira.
Ele lembrou que as pautas trabalhistas também estão no centro das reivindicações este ano.
“Uma delas é fundamental para boa parte da população brasileira, que é o fim da escala 6×1. Hoje é o dia da gente estar na rua dialogando com a sociedade, nos manifestando e fazendo correr esse debate, para ver se ele avança no Parlamento, em defesa da classe trabalhadora”, afirmou.
O vereador carioca Rick Azevedo (PSOL), que iniciou o movimento contra a escala 6×1, agradeceu o acolhimento da pauta pelos manifestantes.
“Muito obrigado por vocês não desistirem. Por vocês lutarem por um Brasil que respeita a classe trabalhadora. Muito obrigado a todo mundo que quer o fim da escala 6×1. Nós não vamos recuar. Pra cima do Congresso Nacional”, ressaltou.
As pautas da taxação dos super ricos e da isenção do imposto de renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil também ganharam destaque. Além dessa pauta, muitos manifestantes usavam adesivos e empunhavam cartazes pedindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por tentativa de golpe de Estado. De tempos em tempos, o protesto gritava as palavras de ordem “sem anistia”.
Uma intervenção artística da Escola de Teatro Popular encenou uma luta entre a população, um cardume de peixes, e os poderosos, representados por tubarões. Ao final da intervenção, após se unir em prol de pautas como a reforma agrária, o trabalho digno e a defesa da Amazônia, os peixes conseguem vencer seus atacantes.
Após o fim do desfile cívico-militar, o protesto seguiu em marcha pela Avenida Presidente Vargas e Avenida Rio Branco e se encerrou na Praça Mauá.
O desfile oficial de 7 de setembro no Rio de Janeiro foi na Avenida Presidente Vargas, com início em frente ao Palácio Duque de Caxias, antiga sede do Ministério do Exército e atual Quartel-General do Comando Militar do Leste.
Participaram da apresentação cerca de 5 mil integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, e também das polícias Militar e Civil do estado do Rio de Janeiro, do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Administração Penitenciária e da Guarda Municipal. Desfilaram ainda alunos de escolas públicas e privadas.
O público também assistiu à passagem de 250 veículos, entre blindados, viaturas e motocicletas, e da cavalaria. Aeronaves sobrevoaram a região central da cidade.
Outro protesto convocado por lideranças religiosas e de partidos de direita foi realizado em Copacabana, na zona sul da cidade. Os manifestantes reivindicavam anistia para os condenados pelos atos golpistas e liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os participantes também levaram mensagens de apoio ao presidente americano Donald Trump.
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Fonte: Agência Brasil
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais para rebater as recorrentes críticas ao Poder Judiciário brasileiro. Em uma postagem publicada no início da noite na rede X, Mendes defendeu a atuação da Corte, afirmando que o STF atua como guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando garantias fundamentais.
“No Dia da Independência, é oportuno reiterar que a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento”, escreveu Mendes, poucas horas após atos organizados por políticos de direita e grupos religiosos terem reunido milhares de manifestantes a favor da anistia do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e de réus condenados pelos atos do 8 de Janeiro e do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
“Não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”, afirmou Mendes
Segundo ele, os ministros da Corte vêm atuando de forma a preservar as chamadas garantias fundamentais – ou seja, os direitos e proteções asseguradas na Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros.
Sem mencionar nomes, Mendes teceu críticas alusivas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, lembrando das recorrentes críticas do ex-presidente e de seus apoiadores ao sistema eleitoral brasileiro e a gestão da pandemia da covid-19 pelo governo Bolsonaro, entre outros episódios.
“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia; vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades; ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes; acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, comentou o ministro.
Mais cedo, em evento na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre tentativa de golpe de Estado, como “tirania”. “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que tá acontecendo nesse país ” Tarcísio, durante o ato na Paulista.
“O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo. É fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam”, concluiu o ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Agência Brasil
Mais de uma centena de praticantes e simpatizantes das religiões de matriz africana se reuniram na tarde deste domingo (7), em Brasília, para celebrar a fé e a resistência dos povos de terreiros e pedir o fim da intolerância religiosa.
A data foi escolhida pois o número sete tem relação com o orixá Exu e representa a união do espiritual com o material.
O evento na capital federal recebeu o nome de Caminhos para Exu e foi inspirado na Marcha para Exu, que chegou à terceira edição em São Paulo e reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista no mês passado, tendo sido replicado em outras cidades.
“Nosso principal objetivo é mostrar que existimos; que estamos vivos”, explicou à Agência Brasil a cantora Kika Ribeiro, uma das idealizadoras do evento que tomou conta de um trecho da avenida W3 Sul, entre a Praça das Avós, na 506 Sul, e a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles, apoiadora do projeto.
“Estamos dizendo não à intolerância religiosa, para que todos, independentemente de suas religiões, possam viver conforme sua fé, seus credos, um respeitando o outro”, acrescentou Kika, antecipando a possibilidade da segunda edição do Caminhos para Exu acontecer ainda neste ano, em dezembro, conforme a resposta do público.
Já a coordenadora cultural da Biblioteca Demonstrativa, Marina Mara, destacou que, além de adeptos do candomblé, umbanda, quimbanda, ifá e de outras religiões e manifestações de espiritualidade de influência africana, o evento atraiu muitos simpatizantes e pessoas atraídas pelos cânticos e pelo toque dos atabaques, agogôs e outros instrumentos.
“Isso é Exu! É comunicação, comunhão, prosperidade”, frisou Marina, citando algumas das características associadas ao orixá, considerado uma divindade fundamental nas religiões de matriz africana por, entre outras coisas, abrir os caminhos, servindo de mensageiro entre os planos humano e divino.
“Daí, também, porque nós, como uma biblioteca pública [vinculada ao Ministério da Cultura] que tem, entre suas funções, reunir todas as manifestações culturais e todo tipo de frente, estamos apoiando o evento”, disse Kika.
Ela explicou que, por ocasião do marcha, a direção da biblioteca decidiu prorrogar, até 15 de setembro, a exposição Cartas à Tereza, que homenageia a líder quilombola e símbolo da resistência negra no Brasil, Tereza de Benguela, e está em cartaz na galeria da Biblioteca Demonstrativa. “Queríamos aproveitar a vinda do público [da caminhada].”
A yalórisá (mãe de santo) Francys de Óya deixou o terreiro Kwe Oya Sogy, que ela coordena, em Samambaia, para prestigiar o encontro no coração de Brasília.
“O que me motivou a vir foi a força e o amor do povo [de terreiro] de querer mostrar a todos que não somos do mal; que somos alegria, saúde, prosperidade – eixos centrais da vida”, disse Francys, comentando o fato das religiões de matriz africana serem alvo de preconceito e violência.
De acordo com o Censo de 2022, o número de praticantes dessas manifestações religiosas chegou, em 2022, a 1% da população brasileira – um aumento de mais de 300% em comparação ao resultado de 2010.
Segundo os pesquisadores, o aumento é fruto das políticas públicas de enfrentamento à intolerância religiosa. Ainda assim, dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos revelam que essas religiões e manifestações espirituais são os alvos mais frequentes da intolerância religiosa.
“Este Caminhos para Exu é justamente para desdemonizarmos nosso orixá. Para dizer a todos que, ao contrário do que muitos dizem e pensam, Exu é bom. É lindo. É amor. Basta olhar para esta festa, para este povo lindo”, concluiu a yalórisá.
Fonte: Agência Brasil
Na próxima terça-feira (9) o Brasil visita a Bolívia na cidade de El Alto em seu último compromisso pela atual edição das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. E o desafio de atuar sob os efeitos dos 4.150 metros de altitude é assunto entre os jogadores da seleção brasileira.
Segundo o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal (Inglaterra), que foi titular na vitória de 3 a 0 sobre a Bolívia na última quinta-feira (4), o Brasil deve entrar em campo para medir forças com a Bolívia sem temer os efeitos da altitude: “Não temos que pensar em altitude e, sim, que vestimos a camisa da seleção brasileira, para fazer um grande jogo e sairmos vitoriosos. Sabemos das dificuldades, mas temos também que saber o que precisamos fazer dentro de campo e estamos preparados para isso”.
Quem tem opinião semelhante é o atacante Gabriel Martinelli, também do Arsenal, que aposta em um triunfo do Brasil do técnico italiano Carlo Ancelotti: “Só não vejo a hora de chegar o jogo, estou preparado. O nosso foco é estar o melhor possível para o jogo e ganhar a partida da melhor maneira possível, jogando o nosso futebol. Com certeza é um ponto que atrapalha, mas a gente está focado”.
Brasil e Bolívia medem forças a partir das 20h30 (horário de Brasília) da próxima terça-feira (9) no Estádio Municipal de El Alto, na cidade de El Alto.
Fonte: Agência Brasil
Em ato organizado pelos movimentos sociais e centrais sindicais, milhares de pessoas se reuniram neste domingo (7) de manhã na Praça da República, em São Paulo.
O ato ocupou ainda uma avenida próxima e foi marcado por bandeiras e faixas em favor da soberania popular e de pautas ligadas aos trabalhadores, como o fim da escala 6×1, a isenção do Imposto de Renda para os que recebem até R$ 5 mil e a taxação progressiva, chegando aos mais ricos. A mobilização defendeu ainda posição contrária à anistia e a intervenções como o tarifaço do governo Donald Trump.
“Nós enfrentamos governos de direita e nos mantivemos firmes; superamos uma pandemia e um governo neofascista, perseverando em nossos princípios; confrontamos um golpe militar e aqui estamos, na Praça da República, com altivez, para afirmar que não prevalecerão sobre nós, pois nossos movimentos não forjaram covardes, mas sim militantes sérios e engajados”, disse Gilmar Mauro, representando o Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra, um dos organizadores do ato.
“Na mesma hora, estamos ocupando as ruas e as redes para combater o ataque à nossa soberania e defender a democracia. Um novo golpe está sendo tramado, que é a anistia. E a gente tem que mostrar nas ruas que o povo não quer anistia, e estamos mostrando isso aqui hoje”, disse à Agência Brasil o deputado estadual Antônio Donato, liderança do PT na assembleia estadual.
A defesa dessas bandeiras se estendeu a programas do governo e à atuação da Justiça. Os discursos lembraram também o julgamento de Bolsonaro e dos demais envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro, além de citar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e as mobilizações da direita pela anistia. Também se manifestaram contra as intervenções dos Estados Unidos no continente, como no discurso de Miguel Torres, dirigente da Força Sindical:
“Reunimo-nos nas ruas para comemorar essa conquista, mas também para reafirmar a luta contra a invasão de nosso território, a interferência estrangeira em nossa soberania, a impunidade e qualquer projeto de anistia em curso. É imperativo que, neste momento crucial, estejamos vigilantes contra políticos que negligenciam os interesses da sociedade e conspiram contra o Brasil”, afirmou Torres.
O ato bolsonarista, previsto para esta tarde também em São Paulo, foi lembrado pelos presentes, em discursos e nas entrevistas à imprensa.
“Não há democracia sem soberania. E não há democracia se for aprovada anistia, porque se aprovada é uma desmotivação para o brasileiro, para o mundo e para a Justiça brasileira. Nesse 7 de setembro, felizmente estamos numa democracia que permite tanto a nós quanto à extrema direita, aliada de Bolsonaro, se manifestar na Paulista, e nós na Praça da República. Se dependesse deles, tinham dado um golpe no Brasil e nós não poderíamos nem sequer nos manifestar. Eles não reconhecem a importância da soberania, da democracia, assim como o direito da classe trabalhadora de combater as desigualdades e os privilégios nesse país”, disse à Agência Brasil Ricardo Bonfim, coordenador-geral da Central de Movimentos Populares.
Em rostos, roupas e cores, a mobilização na Praça da República teve a presença de militantes de todos os partidos de esquerda, dos mais tradicionais às novas agremiações. Uma das veteranas, Malvina Joana de Lima, pedagoga aposentada, é petista há 44 anos. Morou 580 dias na vigília Lula livre e, por isso mesmo, disse que não tem frio nem chuva que a tire das ruas, mesmo com os seus 72 anos. “Lutamos e resistimos pela nossa pátria. O Brasil é nosso, e não cabe aos de fora, ao Trump, mandar aqui. Mas, para a semana, estou preparada para fazer festa, não é possível que não se pague pelo que tentaram fazer com a nossa democracia”, afirmou.
Outra que acompanhou o ato desde o começo da manhã, Maria das Graças, auxiliar de enfermagem aposentada, considera importante sair às ruas em pleno sete de setembro: “Vim pela nossa pátria, é importante estar aqui e mostrar o que queremos. Me chamaram lá no movimento, participo do movimento de moradia, vim pois acho importante estar presente, continuar participando e lutando”.
Os ministros Luiz Marinho, do Trabalho, e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, participaram do ato, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou os desfiles em Brasília.
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Fonte: Agência Brasil
Com a presença de personagens como o Curupira, Zé Gotinha e o tamanduá-bandeira Labareda, o desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência, neste domingo, 7 de setembro, trouxe o tema Brasil Soberano.
Com arquibancadas lotadas, o público assistiu atento e aprovou a mensagem trazida por estudantes, atletas e militares sobre o Brasil dos brasileiros, a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) e Brasil do futuro.
Além dos personagens, uma enorme bandeira do Brasil, com 140 metros quadrados, carregada por pessoas vestidas com as cores do Brasil, a palavra soberania, veículos e aeronaves militares atravessaram a Esplanada dos Ministérios sob os aplausos de quem assistia.
Jovens carregando mudas de árvores nativas, simbolizando o futuro, também percorreram as ruas da Esplanada dos Ministérios.
O professor Leonardo Farias da Cunha (imagem em destaque) foi ao centro de Brasília assistir ao desfile acompanhado da esposa Paula Farias e dos dois filhos Caetano, 8 anos, e Maitê, 7 anos. Como a família é de Goiânia, essa foi a primeira vez que assistiram ao desfile em Brasília.
Segundo Leonardo, que atualmente leciona em Brasília, as mensagens apresentadas no desfile conseguiram demonstrar a valorização do Brasil, do patrimônio ambiental e mostrar o quanto isso é importante para garantir o futuro dos brasileiros.
“É importante o país se afirmar soberano, independente, valorizar suas tradições e o povo Brasileiro”, diz.
Célia Regina Cunha saiu do município de Poções, na Bahia, junto com a filha, o genro e os quatro netos para ver o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva de perto e ao saber do tema do desfile festejou.
“Um tema muito importante, porque quem manda no nosso Brasil somos nós, brasileiros”, reforçou.
Diferente da família de Leonardo e de Clélia, o estudante Eddy Heredia Nascimento diz que não perde os desfiles do 7 de setembro, desde pequeno.
“Eu já desfilei muitos anos e esse é o primeiro que vim só para assistir. Tá tudo muito lindo e organizado. Eu amei o tema. A gente precisa batalhar para manter a nossa soberania”.
Segundo Eddy, a escolha do Curupira como símbolo da COP30 e a participação dele no desfile têm uma relação extremamente forte com um Brasil Soberano.
“Nós temos a maior floresta tropical do mundo, então a gente precisa cuidar dela e cuidar dessa riqueza é ser soberano”, diz.
Grande parte do público que acompanhou das arquibancadas chegou cedo ao local para acessar de forma gratuita a estrutura montada em Brasília. Desde as 6h20, o local já estava aberto para acomodar quem chegava e por volta das 8h30 todos os lugares disponíveis já estavam ocupados.
O público que chegou depois teve de acompanhar nos espaços entre as arquibancadas. Com um esquema de segurança reforçado, a distância entre a área do desfile e esses espaços causou insatisfação em quem não conseguiu lugar na estrutura montada.
A técnica de enfermagem, Iara Vieira, chegou 8h30 à Esplanada, acompanhada da família e não conseguiu entrar.
“Infelizmente a gente não consegue ver com essa distância e não pode passar mais pra perto. As crianças com expectativa de ver os tanques, a cavalaria e os militares estão tristes. Há muitos anos que a gente vem assistir e nunca havia acontecido isso de a gente ficar tão longe”.
Já a professora Maria de Lourdes dos Santos, apesar de estar com a pulseira para acessar a área destinada a cadeirantes, foi informada que não havia mais lugar.
Ela conseguiu um espaço em uma das arquibancadas comuns e pôde acompanhar a festa de perto.
“Saí 6h30 do Paranoá para ficar mais perto do presidente, mas estou feliz aqui mesmo. O desfile está muito bom. A participação das crianças, os temas. Temos mesmo que defender a nossa soberania.”
A edição deste ano do Grito dos Excluídos em Brasília foi na Praça Zumbi dos Palmares, a poucos quilômetros do desfile oficial da Esplanada dos Ministérios, e contou com a participação de centenas de pessoas.
Com cartazes em defesa da soberania nacional e das riquezas naturais do país, os manifestantes reivindicaram também a redução da jornada semanal de trabalho, a taxação dos super-ricos; e criticaram a tentativa de anistia dos acusados de tentativa de golpe.
Um dos participantes do Grito dos Excluídos em Brasília foi o diretor de Jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Moacyr Oliveira Filho, 72.
“Estamos aqui, entidades, partidos, acadêmicos e sindicatos, todos em defesa da soberania nacional; da taxação dos super-icos; e da isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil; além do fim da escala 6×1”, disse o diretor da ABI.
O Congresso Nacional foi alvo de críticas, a exemplo do presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta, chamado de “traidor” por ter acenado com a possibilidade de colocar, na pauta da Casa, algumas reivindicações da extrema direita brasileira.
* Colaborou Pedro Peduzzi.
Fonte: Agência Brasil
A defesa de produtores rurais em uma extensa área da comunidade de Antinha de Baixo, na cidade de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, criticou, nesta semana, a investigação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sobre a presença de quilombolas na região de 1,5 mil hectares. 
“Os proprietários viraram ‘grileiros’ e os invasores, que fizeram loteamento clandestino e venderam dezenas de chácaras de lazer com piscina nos últimos 5 anos, viraram ´quilombolas’”, contestou o advogado Eduardo Caiado em carta à reportagem da Agência Brasil.
Ele representa os espólios de Raul Alves de Andrade Coelho, Luiz Soares de Araújo e de Maria Paulina Boss, que seriam, segundo a versão da defesa, proprietários da área, em uma disputa judicial que teria começado na década de 1940.
Em contrapartida, famílias que se identificam como quilombolas, inclusive já com certificado de autodefinição publicado pela Fundação Palmares no dia 1º de agosto, defendem que a presença de seus ancestrais tem pelo menos 200 anos na área.
O agricultor Joaquim Moreira, de 86 anos de idade, ao receber o documento, garantiu que nasceu e criou-se na comunidade rural de Antinha de Baixo. Ele recordou que os pais e os avós, com quem conviveu no século passado, também foram criados por lá, o que rebate a versão dos fazendeiros.
Em reportagem da Agência Brasil, no início de agosto, os moradores que se identificaram como população remanescente quilombola mostraram o cemitério e outras marcas do passado.
Depois de uma decisão favorável na justiça estadual e início de desocupação de moradores do território no final de julho deste ano, o documento de autodeclaração por parte de famílias que se identificaram como quilombolas, publicado pela Fundação Cultural Palmares em 1º de agosto, fez com que o Supremo Tribunal Federal (STF) remetesse o caso para a Justiça Federal.
O advogado dos fazendeiros Eduardo Caiado criticou essa decisão.
“Alguém se autoidentificou como quilombola e a área passou a ter interesse do Incra. Fizemos uma pesquisa em sites e buscadores da internet e não encontramos nenhuma menção à qualquer remanescente de quilombo ou de escravos na região”, afirmou.
Ele argumentou que a juíza determinou a suspensão do cumprimento de sentença, paralisando a desocupação da área, remetendo o processo à Justiça Federal, “no mesmo dia que houve a habilitação do Incra no processo, que alegou interesse porque 20 dias antes uma pessoa do local se autoidentificou como quilombola”.
O advogado, em sua versão, acrescentou que os fazendeiros fizeram pesquisas em “inúmeros e antigos processos judiciais” e que não haveria registro que a Fazenda Antinha de Baixo fosse ocupada por descendentes de escravos.
“Ao contrário, o Sr. Saturnino da Silva Moreira e a Família Pereira Braga, que teriam dado origem a quilombo estabelecido na fazenda Antinha, escreveram no processo judicial de usucapião que compraram terras no local e para ali se mudaram no ano de 1957”, alega Eduardo Caiado.
O advogado ressaltou em carta à Agência Brasil que há uma criação de “narrativa de que na área já existiu um quilombo para suspender o cumprimento da decisão judicial”.
Para ele, a reviravolta no caso tem relação com a exploração política por parte de representantes de partidos de esquerda e também de interesse do governo federal em função de que beneficiários da decisão seriam familiares do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Segundo Eduardo Caiado, o processo se arrastou por décadas em função de medidas protelatórias na justiça. Mas, ainda segundo ele, as sentenças favoráveis aos seus clientes datam do ano de 1990, e com primeiro trânsito em julgado em 1994, mesmo com rejeição de dois recursos de apelação na ocasião.
“Consta do processo que 11 proprietários da fazenda Antinha de Baixo tiveram seus títulos de domínio reconhecidos pela Justiça e tiveram suas áreas demarcadas”, disse Eduardo Caiado.
Há 10 anos, segundo salienta o advogado, houve o arquivamento de ações de usucapião por outros produtores rurais na área. Após as intimações na época para a desocupação voluntária, a juíza voltou atrás e suspendeu a ordem judicial, por entender que ainda faltava o julgamento de mais uma ação de usucapião.
O julgamento do caso ocorreu em 2021. Mas o advogado argumenta que houve vendas clandestinas de terrenos e o loteamento ilegal em chácaras de lazer, “a maioria com piscina e casas de veraneio”.
Ainda, conforme recorda o advogado, em janeiro do ano passado, a juíza Ailime Virgínia Martins determinou desocupação voluntária.
Em março do ano passado, a desocupação foi suspensa para análise da Comissão de Soluções Fundiárias do TJ-GO, até a nova determinação da juíza de desocupação, e suspensão pelo Supremo Tribunal Federal na sequência.
O advogado entende que a decisão mais recente surgiu de interesses políticos, “uma vez que as eleições presidenciais se aproximam e um parente do governador seria um dos herdeiros da proprietária que teria a pequena parte de 1/11 da fazenda”.
Eduardo Caiado finaliza a carta à Agência Brasil com a ponderação que a Fazenda Antinha de Baixo foi ilegalmente loteada clandestinamente em pequenas chácaras de lazer, onde surgiram da noite para o dia condomínios clandestinos de chácaras, sem qualquer licença ou autorização para parcelamento do terreno em áreas inferiores ao módulo rural, configurando crime de parcelamento ilegal do terreno.
Pesquisador da presença e ocupação de quilombolas na região do entorno do Distrito Federal, o professor Manoel Barbosa Neres, da Universidade de Brasília (UnB), explica que essas populações remanescentes ocorreram a partir do século 19 no período da exploração mineradora no Centro-Oeste.
Ele explica que a região foi ocupada principalmente após os ataques sofridos no Quilombo do Ambrósio, em Minas Gerais.
“Foram se constituindo esses quilombos (nas proximidades de Goiás e Entorno do Distrito Federal)”, disse.
O professor explica que os quilombolas de Mesquita (em Cidade Ocidental, Goiás) mencionam que, antigamente, havia uma conexão deles com as comunidades quilombolas de Santo Antônio do Descoberto. O povoado de Antinha dos Pretos foi o primeiro a receber a investigação por parte do Incra.
O pesquisador entende que se trata de uma conduta comum haver pressão contra as equipes de antropologia do Incra quando vão investigar se um território tem presença de quilombola.
“A antropóloga que fez o relatório do Quilombo Mesquita, por exemplo, sofreu ameaças”, lembrou.
O pesquisador pondera que as pessoas que alegaram morar há mais de 80 anos no local têm uma situação consolidada.
“Mas havia também algumas situações em que as pessoas tinham a terra e elas perdiam e tinham que sair. Há muitos casos assim. As pessoas não estão mais na terra, mas sabem que aquela terra pertencia a elas”.
Para o trabalho antropológico, o pesquisador salienta que o levantamento identifica as marcas das pessoas em uma determinada região.
“Elementos que tragam reminiscências documentais. Mas também os registros imateriais, como as memórias, as histórias contadas, os vínculos de parentesco e as formas de produção. Tudo isso constitui um tipo de dossiê cultural”, explicou.
Fonte: Agência Brasil
A seleção brasileira conquistou a medalha de bronze do Campeonato Mundial de vôlei feminino após derrotar o Japão por 3 sets a 2 (parciais de 12/25, 17/25, 25/19, 29/27 e 16/18), na manhã deste domingo (7) em Bangkok (Tailândia).
Orgulho que não cabe no peito! 🤩
As nossas meninas brilharam no Mundial e mostraram ao mundo a força e a qualidade do vôlei brasileiro. 💚💛
Subir ao pódio é a prova de toda dedicação e entrega dentro de quadra. 🥉🔥
Vocês emocionaram e fizeram história novamente!
Vocês são… pic.twitter.com/cP4UIkH6Lg— Time Brasil (@timebrasil) September 7, 2025
A vitória da equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães teve como destaque a brasileira Gabi, a maior pontuadora da partida com 35 pontos e eleita a melhor ponteira da competição.
O título da competição ficou com a Itália, que derrotou o Brasil na semifinal no último sábado. Para garantir a segunda conquista do Campeonato Mundial (o primeiro troféu foi alcançado no ano de 2002), a seleção italiana derrotou a Turquia por 3 sets a 2 (parciais de 25/23, 13/25, 26/24, 19/25 e 15/8) neste domingo.
Fonte: Agência Brasil