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Embaixada dos EUA no Brasil ameaça Alexandre de Moraes 

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A embaixada dos Estados Unidos no Brasil ameaçou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participar de uma trama golpista para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022 e impedir o candidato eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, de assumir a presidência.

“Para o ministro Alexandre de Moraes e os indivíduos cujos abusos de autoridade têm minado essas liberdades fundamentais – continuaremos a tomar as medidas cabíveis”, informou a embaixada em uma postagem publicada nas redes sociais na manhã desta terça-feira (9).

Em 8 de agosto, a embaixada já tinha acusado Moraes de ser “o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores” no Brasil, violando direitos humanos.

Na ocasião, a representação diplomática estadunidense advertiu “os aliados de Moraes no [Poder] Judiciário e em outras esferas” a não apoiarem ou facilitarem as decisões legais do ministro, sob risco de sofrerem sanções. Em resposta, o Itamaraty convocou o encarregado de negócios da embaixada, Gabriel Escobar, a dar explicações sobre as ameaças do governo Trump. 

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O novo texto postado pela embaixada, esta manhã, é uma republicação de uma mensagem que o subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estados dos Estados Unidos, Darren Beattie, divulgou ontem (8), em meio à retomada do julgamento da trama golpista.

Na postagem, Beattie se refere ao 7 de setembro, dia da Independência do Brasil. Em várias cidades brasileiras, cidadãos comemoram a data em desfiles cívico-militares. Na capital federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do evento, na Esplanada dos Ministérios, onde o público presente gritava “sem anistia”. A data foi marcada pela celebração da soberania brasileira

No mesmo dia, entretanto, manifestantes saíram às ruas pedindo anistia para os envolvidos nos ataques e depredação dos edifícios sede dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Na mensagem nas redes sociais, Beattie alega que a celebração da independência brasileira foi um “lembrete” do compromisso do governo estadunidense “em apoiar o povo brasileiro que busca preservar os valores de liberdade e justiça”.

A postagem da embaixada gerou reações imediatas de internautas brasileiros. Alguns, agradeceram a postura das autoridades estadunidenses, mas a maioria criticou o que classificou como um gesto indevido de interferência. Um dos internautas perguntou ao Grok, assistente de conversação que utiliza inteligência artificial (chatbot), se o gesto do subscretário e da embaixada dos Estados Unidos não configuraria uma “interferência [dos EUA] na política externa”.

“Sim, muitos veem as declarações e avaliações dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes como interferência em assuntos internos brasileiros, violando a soberania [brasileira], mas outros argumentam que é uma resposta legítima a supostos abusos de poder que afetam interesses globais de liberdade”, ponderou o assistente digital, desenvolvido pela empresa do bilionário e ex-chefe do Departamento de Eficiência Governamental do governo Trump, Elon Musk. 

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do ministro Alexandre de Moras e aguarda posicionamento. 

Fonte: Agência Brasil

Exportações de veículos automotores tem alta em agosto

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Balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado na manhã desta terça-feira (9), mostrou que houve exportação de 57,1 mil unidades em agosto deste ano. O volume representa uma alta de 19,3% sobre julho e de 49,3% sobre o mesmo mês do ano passado.

O acumulado de janeiro a agosto somou 313,3 mil unidades, 12,1% acima das exportações nos primeiros oito meses de 2024.

“O crescimento da nossa produção nos últimos meses decorre da maior presença de nossas associadas no mercado externo”, disse, em nota, Igor Calvet, presidente da Anfavea. 

Em agosto, as fábricas brasileiras produziram 247 mil autoveículos, o que significa um aumento de 3% em relação ao mês anterior e uma queda de 4,8% ante agosto do ano passado. No ano, são 1,743 milhão de unidades produzidas, alta de 6% sobre 2024.

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Em agosto, o total de emplacamentos foi de 225,4 mil autoveículos. O acumulado de emplacamentos deste ano é 1,668 milhão de autoveículos, 2,8% a mais do que nos primeiros oito meses de 2024.

As vendas de modelos nacionais no varejo caíram 9,3% no ano, ante um crescimento de 17,3% dos importados. Mesmo nas vendas diretas, os nacionais cresceram 12,4%, abaixo dos 13,8% de alta dos estrangeiros.

Houve crescimento dos emplacamentos de modelos eletrificados nacionais: eles representaram 25% das vendas totais de híbridos e elétricos no ano.

Segundo a Anfavea, entre todos os segmentos de autoveículos, o que mais sofre os efeitos dos juros elevados, da alta inadimplência e da desaceleração da atividade econômica é o de caminhões. Em agosto, pela primeira vez houve queda na produção acumulada em relação a 2024.

“O recuo é apenas 1%, mas indica uma inversão da curva de crescimento que se mantinha ao longo dos primeiros sete meses do ano”, informou a entidade.

 

Fonte: Agência Brasil

Câmara pauta MP da tarifa de energia gratuita para 18 milhões

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Em reunião de líderes partidários nesta terça-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou aos colegas que pautaria apenas projetos em que haja consenso entre os partidos em meio ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a trama golpista.

Na pauta liberada no início da tarde de hoje, está prevista a análise e votação da Medida Provisória (MP) 1.300 de 2025, que cria a nova tarifa social para energia elétrica, com gratuidade para as famílias inscritas no CadÚnico que consumam, por mês, até 80 quilowatts-hora (kWn). 

O governo calcula que 4,5 milhões de famílias foram beneficiadas pela gratuidade, o que representa aproximadamente 18 milhões de pessoas. Outras 17 milhões de famílias, que já têm direito à tarifa social, não pagarão pela energia até os 80 kWn.

Por outro lado, não entrou na pauta de votação o projeto de lei (PL) que isenta do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês e que aumenta a contribuição daqueles que recebem acima de R$ 50 mil por mês. A proposta é considerada prioritária pelo governo.

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Reunião de líderes

A reunião de líderes ocorreu na residência oficial do presidente da Câmara, local onde os parlamentares entram e saem dentro de carros, impossibilitando a abordagem direta de jornalistas.

A única liderança que falou com a imprensa foi a deputada Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, que destacou que Motta decidiu por uma pauta consensual no contexto do julgamento da trama golpista no STF.

“Ele [Motta] apenas reforçou que essa é uma semana de pautas consensuais. Entendo que isso é um respeito a um momento histórico que nós estamos vivendo, com o julgamento que está em curso no Supremo nesse momento”, disse a liderança.

Ainda segundo Talíria, o Partido Liberal (PL) voltou a defender como prioridade o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), saiu da reunião sem falar com a imprensa.

A oposição tem insistido em um projeto que dê perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar um movimento golpista para anular o pleito presidencial de 2022 para se perpetuar no poder. O ex-presidente nega as acusações.

A deputada Talíria defendeu que anistiar acusados por crime contra a democracia seria um ataque do próprio Parlamento à democracia.

“Pela primeira vez, um ex-presidente e a cúpula das Forças Armadas, acusados de dar um golpe de Estado no Brasil, de criar um Estado de exceção, estão sentados no banco dos réus. Se avançasse, neste momento, a ajuda da anistia, isso acirraria uma crise institucional entre Executivo, Legislativo e Judiciário, e isso também seria um ataque à democracia feito pelo próprio Parlamento”, afirmou Talíria.

Outros projetos

Ainda estão na pauta da Câmara dos Deputados nove pedidos de urgência para projetos de lei, entre eles, o PL 3050 de 2020, que cria regras para “herança digital”, disciplinando a sucessão de contas na internet de quem faleceu. 

Também há pedidos de urgência para PLs sobre segurança pública; sobre Política Nacional de Minerais Críticos; sobre destinação de imóveis de origem ilícita para fins sociais e esportivos; sobre conservação do bioma Pantanal, sobre direitos das pessoas com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), entre outros.

Além dos pedidos de urgência e da MP 1.300, o plenário da Câmara pautou o PL 2.205/2022, que regulamenta a alimentação escolar; o PL 7.323-A de 2014, que cria o crime do exercício ilegal da profissão de médico veterinário; o PL 2.874 de 2019, que cria o Selo Doador de Alimentos; o PL 1.312/2025, que autoriza a criação da Fundação Caixa, entre outros.

Fonte: Agência Brasil

Trem do metrô de SP descarrila na Linha 4 Amarela e fecha estação

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A Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo opera de forma reduzida nesta manhã (9), após um trem descarrilar próximo da estação Vila Sônia por volta das 10h. A falha causou o fechamento da estação e, por isso, os trens só operam nos trajetos São Paulo-Morumbi à Luz.

Os dois sentidos do trajeto Vila Sônia–Butantã foram bloqueados, após a composição descarrilar e atravessar para a via contrária. A ligação com a Linha 9-Esmeralda em Pinheiros funciona normalmente.

A ViaQuatro, empresa que opera a linha Amarela, informou que os passageiros foram retirados do trem e que não houve feridos. Diz ainda que o intervalo de circulação entre as composições está normal.

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De acordo com a companhia, o Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), foi acionado às 10h18.

*Estagiário sob supervisão de Eduardo Luiz Correia

Fonte: Agência Brasil

Ao vivo: STF retoma julgamento de Bolsonaro; Dino é o segundo a votar 

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou há pouco o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022.

A votação começou na manhã de hoje e foi suspensa por volta das 14h30, após o relator, ministro Alexandre de Moraes, votar pela condenação de Bolsonaro e seus aliados. 

O ministro Flávio Dino é o segundo a votar e profere seu voto neste momento.

O tempo de pena deve ser definido somente ao final da rodada de votação sobre a condenação ou absolvição dos réus. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.

Durante cinco horas de voto, Moraes disse que Bolsonaro atuou como líder da organização criminosa e citou a atuação que os demais acusados tiveram na tentativa de golpe do Estado.

Ainda faltam os votos dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

A maioria de votos pela condenação ou absolvição ocorrerá com três dos cinco votos do colegiado.

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

Hoje, foi iniciada a votação que resultará na condenação ou absolvição dos réus. Também foram reservadas as sessões dos dias 10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento. 

Quem são os réus?

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa revela que menos de 40% dos alunos valorizam professor

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Os chamados anos finais do ensino fundamental – que compreendem o 6º, 7°, 8º e 9 º anos – são considerados uma etapa escolar peculiar, que enfrenta desafios próprios ao reunir os estudantes que estão na transição da infância para a adolescência. Para subsidiar a criação da primeira política nacional voltada para esta etapa, foi lançada nesta terça-feira (9) uma pesquisa que ouviu mais de 2,3 milhões de estudantes em 21 mil escolas do país.

Os resultados apontam que mais da metade dos estudantes diz se sentir acolhida pela escola, mas menos de 40% dizem respeitar e valorizar o professor.   

O estudo é fruto de uma parceria do Ministério da Educação (MEC), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social. A pesquisa foi realizada durante a Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas, mobilização que engajou o equivalente a 46% das instituições de ensino que oferecem os anos finais nas redes municipais, estaduais e distrital em todo o Brasil.  

Durante o lançamento do relatório, em Brasília, a secretária da Secretaria de Educação Básica (SEB), do MEC, Katia Schweickardt, afirmou que a escuta dos adolescentes do 6º ao 9º ano ajuda o Poder Público a entender que “todos aprendem de um jeito diferente” e que todo mundo sabe algo, baseado nas experiências individuais. 

Katia Schweickardt explica que é preciso adaptar as salas de aulas para essa realidade multisseriada, ou seja, com alunos de diferentes perfis. “Todo mundo aprende de um jeito diferente. O que a gente precisa é preparar os professores, o equipamento escolar, a comunidade, todo mundo para essas especificidades.”

A secretária do MEC destaca que este preparo passa pelo currículo escolar.  

“Currículo, que não é só um conjunto, uma lista de desejos de conteúdo e práticas pedagógicas que a gente põe em um documento e deixa na gaveta. Currículo, de fato, é uma perspectiva de vivência, de existência de uma escola que é significativa”, disse. 

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A representante da organização da sociedade civil Roda Educativa, a pedagoga Tereza Perez, concorda que é preciso enxergar as diferentes composições das salas de ensino, sob pena de provocar a evasão escolar e o abandono dos estudos.  

“A máquina da educação escolar busca homogeneizar as aprendizagens, por meio de um ensino único, negligenciando a heterogeneidade e a diversidade existente em todas as salas de aula. Esse fato, embora reconhecido, não provoca mudanças significativas na forma de ensino e, muitas vezes, culpabiliza alunos que não aprendem, usando a reprovação como o único recurso para que aprendam. Na maioria das vezes, também, não atingem o seu propósito de aprendizagem, gerando evasão e abandono”, destacou. 

Pesquisa 

As percepções dos alunos, colhidas em questionários e dinâmicas coletivas, foram dividas em dois grupos: os alunos mais novos, do 6º e 7º ano, e os mais velhos, do 8º e 9º anos. Apesar da pouca distância de idade, é possível encontrar importantes contrastes entre as respostas.   

A pesquisa buscou identificar a opinião dos alunos sobre a escola, conteúdos para desenvolvimento pessoal, atividades essenciais para o futuro, formas de aprendizagem, convivência, entre outros. De forma geral, estudantes dos 8º e 9º anos têm uma visão menos positiva sobre a escola do que aqueles de 6º e 7º anos.   

A superintendente do Itaú Social, Patrícia Mota Guedes, lembrou que o Brasil tem histórico de décadas sem qualquer política voltada à educação na adolescência e que, desde 2023, o MEC, com o projeto da Escola das Adolescências, passou a dialogar com estudantes, gestores educacionais e diferentes setores da sociedade civil e acadêmicos, além de organismo internacionais para trabalhar em conjunto em direção a um objetivo comum. 

“Nenhum outro país que a gente acompanha teve coragem de escutar os adolescentes como parte da política pública. Então, é com esse exemplo de construção de convergências, de escuta, que o MEC conseguiu criar convergências de diferentes territórios, de diferentes setores da sociedade civil brasileira. Nesse sentido, reafirmamos nosso propósito de não deixar nunca mais os anos finais [do ensino fundamental] serem uma etapa esquecida”, defendeu. 

Acolhimento  

No quesito “acolhimento e pertencimento”, 66% dos mais jovens disseram que se sentem acolhidos pela escola – 27% veem a experiência como parcial e 7% discordam. Já entre os mais velhos, apenas 54% sentem-se amparados, 33% se consideram “mais ou menos” acolhidos e 13% discordam.   

Na mesma temática, 75% dos estudantes dos 6º e 7º anos afirmaram que confiam em pelo menos um adulto na escola, mas apenas 58% sentem-se verdadeiramente acolhidos por esses adultos. Entre os do 8º e 9º anos, o percentual de acolhimento cai para 45%.  

A pesquisa destaca que, em escolas com maior proporção de estudantes em situação de vulnerabilidade, 69% percebem a escola como espaço de acolhimento, contra 56% em contextos de menor vulnerabilidade.  

Socialização  

Ao investigar como os alunos se sentem em relação aos relacionamentos e à socialização na escola, 65% dos estudantes dos 6º e 7º anos concordam que a escola favorece amizades e interações sociais, com 29% considerando “mais ou menos” e 6% discordando. Para os do 8º e 9º anos, 55% concordam, 35% avaliam como “mais ou menos” e 10% discordam.   

O relatório destaca ainda que oito em cada dez estudantes (84% nos 6º e 7º anos e 83% nos 8º e 9º anos) têm amigos com quem gostam de estar na escola. No entanto, o estudo alerta para os desafios na relação aluno-professor: apenas 39% dos mais novos e 26% dos mais velhos afirmam respeitar e valorizar os professores. 

A aluna da rede pública de ensino de Rio Branco, Dandara Vieira Melo, de 13 anos, que estava bastante atrasada nos estudos devido a mudanças de município e outras questões familiares, foi atendida no Programa Travessia, iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o Brasil, juntamente com governo do Acre. 

Ao diminuir a distorção idade-série, a adolescente vê a escola de outra forma. “É um lugar para que eu possa aprender mais, conhecer novas culturas, novas pessoas e para fazer novas amizades”, definiu Dandara, que estava presente no lançamento da pesquisa. 

Formação  

Sobre os conteúdos e conhecimentos que consideram mais importante para o seu desenvolvimento, os estudantes mais novos citaram as disciplinas tradicionais (48%), seguido pela categoria corpo e socioemocional (31%) que inclui temas como esportes, bem-estar e saúde mental. Na sequência aparecem as chamadas habilidades para o futuro (21%), como educação financeira e tecnologia, seguida pelo tema “direitos e sustentabilidade (13%).  

Entre os alunos do 8º e 9º anos, as disciplinas tradicionais são apontas por 38% como muito importante para o desenvolvimento, seguida pela dimensão corpo e socioemocional (29%), habilidades para o futuro (24%) e direitos e sustentabilidade (13%). 

Fonte: Agência Brasil

CLDF presta homenagem aos 60 anos da regulamentação da profissão de administrador

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Nesta quarta-feira (10), a Câmara Legislativa do Distrito Federal promoverá sessão solene em comemoração ao Dia do Administrador. A data tem um motivo especial neste ano, pois marca o jubileu de diamante dos 60 anos da regulamentação da profissão.

Em setembro de 1965, a atividade foi oficialmente regulamentada, por meio da Lei federal 4.769/1965. A legislação impulsionou a qualificação de profissionais na área e determinou a criação dos conselhos de administração, responsáveis por fiscalizar, disciplinar e valorizar o exercício da profissão. A data de promulgação da lei (09/09) também se tornou o Dia do Administrador.
 

Deputada Paula Belmonte (Foto: Carolina Curi/Agência CLDF)

“O jubileu de diamante representa uma data histórica, que celebra não apenas a trajetória da profissão, mas também o legado de milhares de profissionais que, ao longo dessas seis décadas, contribuíram para o progresso do país e para a consolidação de práticas de gestão cada vez mais modernas e éticas”, avalia a deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania), autora da solenidade.

O Conselho Federal de Administração (CFA) conta com mais de 370 mil profissionais com registro ativo, conforme dados de maio de 2025 do CFA. Desse total, quase 17 mil profissionais estão registrados no Distrito Federal. O DF fica em 8º lugar no ranking nacional de registros ativos, que é encabeçado por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O evento também poderá ser acompanhado pela TV Câmara Distrital, com transmissão pelo Youtube (acesse aqui) e pelos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo).

Serviço
Sessão solene: Dia do Administrador no ano do Jubileu de Diamante pelos 60 anos de regulamentação da Profissão
Data: 10 de setembro de 2025, quarta-feira
Horário: 19h
Local: plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Fonte: Agência CLDF

Ordem para saída da população provoca pânico na Cidade de Gaza

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Os palestinos que vivem nas ruínas da Cidade de Gaza foram bombardeados com folhetos israelenses nesta terça-feira (9), ordenando que saíssem, depois que Israel disse que estava prestes a obliterar a área em um ataque para acabar com o Hamas, causando pânico e confusão.

Os moradores da cidade, o maior centro urbano do enclave, que abrigava um milhão de palestinos antes da guerra, esperam um ataque há semanas, desde que o governo israelense elaborou um plano destinado a desferir um golpe fatal no Hamas, no que diz ser os últimos redutos do grupo militante.

“Eu digo aos residentes de Gaza que aproveitem esta oportunidade e me ouçam com atenção: vocês foram avisados — saiam de lá!”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Os militares israelenses lançaram por via aérea folhetos com ordens de retirada para os moradores que estavam em meio aos escombros da Cidade de Gaza, onde bombardearam torres residenciais até o chão nos últimos dias.

As ordens de retirada deixaram os moradores da cidade abalados, eles afirmam não haver lugar seguro para fugir dos bombardeios e de uma crise humanitária. Alguns disseram que não teriam escolha a não ser partir para o sul, mas muitos disseram que ficariam e não havia sinais imediatos de um êxodo em massa.

A ansiedade se espalhava por uma área de barracas na Cidade de Gaza que abrigava pacientes com câncer deslocados.

“Não há mais lugar, nem no sul, nem no norte, nada. Ficamos completamente presos”, disse um dos pacientes, Bajess al-Khaldi, enquanto as pessoas olhavam para os escombros de vários prédios destruídos em um ataque israelense.

O deslocamento é uma questão profunda para os palestinos, que temem que Netanyahu e seus aliados de extrema-direita no governo queiram repetir a “Nakba”, ou “catástrofe”, quando centenas de milhares de pessoas fugiram ou foram expulsas durante a guerra de 1948 que acompanhou a criação de Israel.

Israel foi amplamente acusado de genocídio, inclusive pelo maior grupo de estudiosos de genocídio do mundo, durante sua campanha de quase dois anos no enclave palestino, que matou mais de 64.000 pessoas, de acordo com as autoridades locais.

Israel rejeita a acusação, citando seu direito de autodefesa após o ataque de militantes do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 pessoas e resultou na captura de 251 reféns, de acordo com dados israelenses.

As autoridades de saúde em Gaza anunciaram que evacuariam os dois principais hospitais operacionais da Cidade de Gaza, Al Shifa e Al Ahli, acrescentando que os médicos não deixariam os pacientes sem atendimento.

A maioria dos habitantes de Gaza já foi deslocada várias vezes desde o início da guerra, grande parte do território está em ruínas e a crise de fome se agravou muito nos últimos meses.

Os militares israelenses instruíram os residentes da Cidade de Gaza a se mudarem para uma “zona humanitária” designada na já superlotada área de Al-Mawasi, ao longo da costa no sul, onde milhares de palestinos já se abrigaram em barracas. Israel também tem bombardeado regularmente o sul.

Um Samed, 59 anos, mãe de cinco filhos, disse que a escolha agora é “ficar e morrer em casa, na Cidade de Gaza, ou seguir as ordens de Israel e sair de Gaza e morrer no sul”.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

 

Fonte: Agência Brasil

Serasa abre dia de negociação de dívidas

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Pessoas com dívidas na Serasa têm, nesta terça-feira (9), a chance de obter até 99% de desconto nos valores devidos a cerca de 1,6 mil empresas e instituições como bancos, varejistas, financeiras, securitizadoras, concessionárias de contas básicas, como água, luz e gás.

A oportunidade vale apenas para o dia de hoje e conta com a parceria dos Correios, onde serão disponibilizados balcões para a negociação.

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10 milhões de dívidas

Segundo a Serasa, cerca de 10 milhões de dívidas poderão ser negociadas nas mais de 6 mil agências dos Correios, “com até 99% de desconto”. A negociação é oferecida por meio da plataforma Serasa Limpa Nome.

“Ao todo, mais de 2,3 milhões de brasileiros podem ter uma ou mais dívidas com o desconto máximo. Essa é uma ação inédita que reúne várias empresas e o maior volume de ofertas com 99% de desconto da história da plataforma Serasa Limpa Nome”, informaram os Correios.

Interessados em saber se têm ou não dívidas na Serasa, podem acessar o site da entidade e informar o CPF. Para tanto, é necessário fazer cadastro.

Recorde de negociações

Levantamento da Serasa mostra que neste ano houve recorde de negociações de dívidas com o valor máximo de desconto concedido. De janeiro a julho, foram fechados mais de 672 mil acordos com 99% de desconto, resultado que representa aumento de 7,94% na comparação com igual período do ano passado.

“Para essa ação emergencial, a população pode contar com o atendimento presencial dos Correios para resolver de forma rápida e segura as pendências e assim alcançar mais tranquilidade financeira”, disse, em nota, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos.

Canais oficiais da Serasa para negociação:

Site: http://www.serasalimpanome.com.br

App Serasa no Google Play e App Store      

WhatsApp: (11) 99575-2096   

Agência dos Correios: neste caso, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 4,60 por acordo realizado e de R$ 3,30 para reimpressão de 2ª via de boletos.  Passo a passo para a negociação:

1º Passo – Baixe o app da Serasa:

Faça o download do aplicativo da Serasa no celular (disponível para Android e iOS), digite o seu CPF e preencha um breve cadastro. Ao acessar a plataforma, todas as informações financeiras do consumidor já aparecerão na tela, como a existência de possíveis dívidas e a pontuação do Serasa Score.

2º Passo – Escolha a oferta:

Após selecionar a opção “Ver ofertas”, é possível verificar as condições oferecidas para pagamento com o desconto do Serasa Limpa Nome já aplicado. Basta clicar em uma das dívidas disponíveis e serão apresentadas as opções para renegociar cada débito. Para fazer um acordo, clique no campo “Negociar” de cada uma das ofertas”.

3 º Passo – Revise e finalize o acordo:

Escolha a opção que desejar e a forma de pagamento de sua preferência. Caso seja boleto, você pode copiar o código, baixar ou solicitar o envio via WhatsApp. Se optar pela opção do Pix, selecione o dia para vencimento e a quantidade de parcelas desejada. Depois, confirme as informações, revisando todas as condições apresentadas, e clique em “Concluir acordo”.

4º Passo – Faça o pagamento do acordo:

Ao fechar o acordo, você deve realizar o pagamento conforme as condições definidas na etapa anterior. Para pagar com o Pix, clique em “Copiar chave Pix” e cole no aplicativo da instituição bancária para prosseguir. 

Fonte: Agência Brasil

CNU 1 abre prazo para confirmação de candidatos em lista de espera

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Começa nesta terça-feira (9) e vai até 18 de setembro o prazo para os candidatos aprovados em lista de espera na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 1) 2025 manifestem interesse em continuar concorrendo às vagas para as quais estão habilitados.

A confirmação deve ser feita no site ou aplicativo SOUGOV.BR, conforme Edital Específico nº 3, publicado hoje no Diário Oficial da União pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

De acordo com as regras, esta etapa é “obrigatória e essencial” para que os candidatos permaneçam na lista de espera. “Aqueles que não manifestarem interesse no prazo serão retirados da lista de espera e deixam de concorrer a futuras convocações”, explicou o ministério.

“A saída da lista de espera de candidatos que já passaram em outros concursos, por exemplo, vai ajudar quem ainda está buscando uma oportunidade no serviço público e acelerar futuros procedimentos de nomeação e posse”, acrescentou.

O resultado das novas listas de espera, com base nas respostas das manifestações de interesse, será divulgado até 10 de outubro de 2025. Os aprovados serão informados por e-mail e receberão aviso por meio da Caixa Postal do GOV.BR. O passo a passo para fazer a manifestação de interesse está detalhado no site do MGI.

Como proceder:

  • Quem deseja continuar disputando a vaga ou ainda está em dúvida deve marcar “Tenho interesse”.
  • Quem já tem certeza que não vai assumir a vaga deve marcar “Sem interesse”.

“O que não pode acontecer: deixar de responder. Nesse caso, o candidato será retirado da lista de espera e deixará de concorrer a futuras chamadas do CNU 1”, alertam os organizadores.

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SOUGOV.BR

A confirmação deve ser feita no site ou aplicativo SOUGOV.BR, plataforma do governo federal que centraliza serviços de gestão de pessoas para servidores públicos, aposentados e pensionistas do Executivo Federal.

O candidato deverá ter a conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro e, dentro do SOUGOV.BR, precisa confirmar o interesse separadamente em cada cargo que aparece na lista de espera. Durante o prazo previsto no edital, é possível mudar a escolha quantas vezes quiser.

“Se o candidato marcar que não tem interesse em determinado cargo, ele será eliminado da lista de espera desse cargo, inclusive para possíveis contratações temporárias. Já quem confirmar que tem interesse, continuará na lista de espera daquele cargo e poderá ser chamado para nomeação e posse, caso surjam vagas dentro da sua classificação”, explica o MGI.

Fonte: Agência Brasil