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Câmara aprova projeto de compra de alimentos para merenda escolar

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A Câmara dos Deputados concluiu hoje (9) a votação do Projeto de Lei (PL) 2205/2022 que determina que os gêneros alimentícios adquiridos no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deverão ser entregues pelos contratados com prazo restante de validade superior à metade do período entre sua data de fabricação e sua data final de validade. Como a matéria já passou pelo Senado, ela agora vai para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os deputados aprovaram, em votação simbólica, emendas do Senado ao texto. Apenas o partido Novo votou contra a matéria. 

Segundo a proposta a regra se aplica apenas aos gêneros alimentícios com obrigação legal de exibir data de validade, excluindo os provenientes da agricultura familiar. Segundo o texto, a determinação de que a exigência de validade mínima deverá constar obrigatoriamente dos instrumentos convocatórios e contratos de aquisição de alimentos do PNAE.

O relator da matéria, deputado Florentino Neto (PT-PI) disse que a incorporação da regra visa coibir o envio de alimentos próximos do vencimento para as escolas, garantindo maior qualidade, segurança na merenda escolar, evitando a distribuição de produtos inadequados ou com valor nutricional comprometido aos alunos.

“Além de proteger diretamente a saúde dos estudantes, a exigência de prazo de validade mínimo contribuirá para evitar desperdícios de recursos e alimentos, pois reduz a probabilidade de descarte de produtos vencidos antes do consumo”, disse.

Outra emenda é a que eleva, a partir de 1º de janeiro de 2026, de 30% para 45% o percentual mínimo dos recursos do PNAE que devem ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, ou de suas organizações.

“Ao direcionar quase metade dos recursos da merenda para a agricultura familiar, a lei amplia a oferta de alimentos frescos, saudáveis e produzidos localmente nas escolas, diversificando os cardápios e enriquecendo a dieta dos estudantes com itens de maior valor nutricional. Além de fortalecer a segurança alimentar e nutricional dos alunos, a medida dinamiza as economias rurais locais, gerando renda para pequenos agricultores e cooperativas familiares e estimulando práticas de agricultura sustentável”, disse o relator.

O texto diz ainda que deve ficar explícito o papel fiscalizatório dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE) na fiscalização dos contratos.

“Ao incluir a cláusula de prazo de validade já nos editais e contratos, a norma assegura que os fornecedores e gestores estejam vinculados de antemão ao cumprimento do requisito, integrando a nova regra aos procedimentos operacionais de compra pública”, concluiu.

Guincho intramunicipal

Os deputados também aprovaram por 425 votos favoráveis e um contrário o projeto de Lei Complementar (PLP) 92/2024, que torna explícito que o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) incidente sobre os serviços de guincho intramunicipal, de guindaste e de içamento é devido no local da execução da obra. Ou seja, a cobrança do tributo pertence ao município de prestação do serviço, não ao município sede da empresa prestadora. O texto também segue para sanção presidencial.

“A explicitação proposta terá o condão de coibir a ‘guerra fiscal’ que se verifica no caso da prestação desses serviços e eliminar a insegurança jurídica atualmente presente”, disse deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), relator do projeto.

 

Fonte: Agência Brasil

Primeiras delegações começam a chegar para os Jogos da Juventude

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A edição 2025 dos Jogos da Juventude terá início na próxima quarta-feira (10) em Brasília. Mas as primeiras delegações que participarão do maior evento multiesportivo do país voltado para jovens atletas de até 17 anos começaram a chegar à capital federal nesta terça-feira (9).

E o primeiro ponto de encontro desses atletas é Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), que é considerado o “Coração dos Jogos” (por concentrar estruturas como todas as ativações extracompetição e um restaurante com capacidade para servir 800 refeições simultaneamente) e no qual há uma exposição de objetos usados por atletas brasileiros em Jogos Olímpicos.

Quem esteve lá nesta terça-feira foi Ayla Rayane, de 17 anos e representará o estado da Bahia nas competições de atletismo. “Não consigo explicar direito o que estou sentindo. Entrar e dar logo de cara com parte da história olímpica do nosso país, é bem emocionante”, declarou a jovem, que ficou especialmente impressionada com o collant usado por Jade Barbosa na conquista do bronze nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

“Uma disputa assim – que não é apenas o campeonato da modalidade, mas envolve diversos torneios – é considerada um grande marco na carreira de qualquer atleta. É um evento que se assemelha, guardadas as devidas proporções, ao que são os Jogos Pan-americanos e os Jogos Olímpicos”, declarou o gerente executivo de Educação, Fomento e Infraestrutura do COB (Comitê Olímpico do Brasil).

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A Cerimônia de Abertura dos Jogos da Juventude será realizada a partir das 18h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira, mas antes disso, a partir das 10h, a primeira competição será a do ciclismo potência, que terá como palco o CICB.

Fonte: Agência Brasil

Bandeira dos EUA é "novo símbolo da direita brasileira", diz NYT

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O jornal norte-americano The New York Times (NYT) fez uma postagem nesta terça-feira (9) nas redes sociais em que ressalta que a bandeira dos Estados Unidos “tornou-se o novo símbolo” da direita brasileira

Com o título “O novo símbolo da direita brasileira: a bandeira americana”, o jornal diz que os atos promovidos por movimentos da direita e grupos religiosos no último domingo (7), quando foi comemorado a independência do Brasil, foram marcados pela presença de bandeiras dos EUA como “homenagem ao presidente Trump” e “protesto contra a esperada condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro”.

“O Dia da Independência do Brasil tornou-se o momento para o movimento nacionalista de direita do país ir às ruas, protestar contra a esquerda e hastear a bandeira brasileira. Este ano, a bandeira americana foi hasteada como uma homenagem ao presidente Trump, um sinal da mudança na imagem global da bandeira americana”, diz a postagem do NYT.

“A bandeira também foi uma mensagem para manifestantes de direita que protestavam contra a esperada condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de planejar um golpe, nesta semana, e seus apoiadores adotaram as estrelas e listras com especial entusiasmo”, completa.


Brasília (DF) 09/09/2025 - Post do Ny Times com bandeira dos Estados Unidos. O novo símbolo da Direita do Brasil: A bandeira americana. Foto: nytimes/Instagram
Brasília (DF) 09/09/2025 - Post do Ny Times com bandeira dos Estados Unidos. O novo símbolo da Direita do Brasil: A bandeira americana. Foto: nytimes/Instagram

Em ato em São Paulo, governadores e aliados fizeram discursos defendendo pautas como a liberdade e a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo na Corte. 

Durante o evento, os manifestantes estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos.

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“Nossa bandeira é o Brasil e o povo brasileiro”

No post, o NYT destaca que, no domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu em fotos com “uma grande bandeira brasileira sendo carregada em um desfile do Dia da Independência, com a inscrição: “Nossa bandeira é o Brasil e o povo brasileiro”.

Julgamento de Bolsonaro

A postagem do jornal ocorre no mesmo dia em que a Primeira Turma do STF retomou o julgamento, iniciado em 2 de setembro, que pode condenar Bolsonaro e mais sete aliados por uma trama golpista que teria atuado para reverter o resultado das eleições de 2022. 

Relator da ação penal, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação Jair Bolsonaro e dos demais réus. Para ele, não há dúvidas da existência de uma tentativa de golpe de Estado, diante sobretudo da quebradeira ocorrida em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes.  

Se condenado ao final do julgamento, Bolsonaro será o primeiro ex-presidente da história do Brasil a ser condenado pelo crime de golpe de Estado. 



Fonte: Agência Brasil

Faturamento da indústria subiu 5% em 2025, mostra CNI

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O faturamento da indústria brasileira aumentou 5,1% nos primeiros sete meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Se considerado somente o mês de julho de 2025, o faturamento da indústria cresceu 0,4% em relação a junho do mesmo ano e caiu 1,3% frente a julho de 2024.

O emprego industrial também cresceu no acumulado do ano, de janeiro a julho: houve alta de 2,3%, em comparação a igual período de 2024. Em julho, o indicador teve elevação de 0,2%, em comparação a junho, e de 2,3%, em relação a julho de 2024.

“O mercado de trabalho se encontra bastante aquecido, com crescimento da ocupação e um ambiente de taxas de desemprego batendo mínimas históricas. Isso tem gerado uma pressão sobre os rendimentos do trabalhador e acontece na economia como um todo”, destaca a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko.

Já a utilização da capacidade instalada (UCI) apresentou novo recuo em julho. Desde abril de 2024, quando o indicador alcançou 79,7%, observa-se uma trajetória descendente.

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Em julho de 2025, o nível de utilização caiu para 78,2%, 1,6 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo mês de 2024.

De acordo com a CNI, o movimento é causado principalmente pela manutenção de uma política monetária restritiva, com juros altos, que, ao conter o crédito e a demanda, reflete diretamente no ritmo da atividade industrial.

Fonte: Agência Brasil

Gleisi critica EUA por fala de uso de "poder militar" contra o Brasil

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A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, criticou nesta terça-feira (9) declaração do governo dos Estados Unidos de que o país poderia usar seu “poder militar” para retaliar o Brasil por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro

Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump não teme em usar “meios militares” em defesa da liberdade de expressão no mundo.

Em uma postagem nas redes sociais, a ministra afirmou que chegou ao “cúmulo” a “conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil”, apontando para a articulação conduzida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro para que os EUA sancionem o Brasil.

“Não bastam as tarifas contra nossas exportações, as sanções ilegais contra ministros do governo, do STF e suas famílias, agora ameaçam invadir o Brasil para livrar Jair Bolsonaro da cadeia. Isso é totalmente inadmissível'”, disse a ministra.

Ela defendeu ainda a cassação do deputado federal, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

“Ainda dizem que estão defendendo a “liberdade de expressão”. Só se for a liberdade de mentir, de coagir a Justiça e de tramar golpe de Estado; estes sim, os crimes pelos quais Bolsonaro e seus cúmplices estão sendo julgados no devido processo legal”, acrescentou. 

Casa Branca 

A porta-voz Karoline Leavitt disse que não tinha “ações adicionais” contra o Brasil para antecipar. 

“O presidente não tem medo de usar o poderio econômico, o poderio militar dos Estados Unidos da América para proteger a liberdade de expressão no mundo”, afirmou, após ser questionada sobre a adoção de novas sanções ao Brasil por causa de uma possível condenação de Jair Bolsonaro. 

Julgamento 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou hoje o julgamento de Jair Bolsonaro e mais sete réus pela trama golpista. Os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação penal, e Flávio Dino votaram pelas condenações. Faltam três votos. 

A sessão foi suspensa e será retomada amanhã (10) para o voto dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Fonte: Agência Brasil

Incêndio no Rio deixa três mortos e paralisa 11 estações do metrô 

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Um incêndio de grandes proporções atingiu na tarde desta terça-feira (9) um amontoado de caixotes e paletes, material altamente inflamável, que deixou três mortos e paralisou 11 estações da linha 2 do metrô. O fogo teve início na Estrada Pedro Borges de Freitas, perto da comunidade Para Pedro, no bairro de Colégio, e da Central de Abastecimento do Grande Rio (Ceasa), na zona norte do Rio.

Por meio de nota, a concessionária MetrôRio informou que, por conta de uma falha no fornecimento da concessionária de energia elétrica, a circulação de trens está interrompida entre as estações Pavuna e Maria da Graça. A Linha 2 está operando entre Maria da Graça e Botafogo. 

A concessionária informou ainda que as linhas 1 e 4 estão funcionando normalmente, sem alteração.

O incêndio também afetou o fornecimento de energia da região de Colégio e Irajá e outros bairros próximos. De acordo com a Light, 140 mil clientes da concessionária estão sem energia elétrica.

Segundo o Corpo de Bombeiros, 14 unidades operacionais da corporação atuam na ocorrência. Cerca de 50 militares, 26 viaturas e drones estão trabalhando no combate às chamas. 

Os bombeiros informaram ainda que os trabalhos das equipes de combate ao fogo continuam, sem previsão de encerramento.

Fonte: Agência Brasil

Saiba como foram os dois votos pela condenação de Bolsonaro no STF

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta terça-feira (9) o terceiro dia de julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de Estado. Até agora, o placar pela condenação está 2 votos a 0 e ainda faltam o voto de três ministros.

Pela manhã, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação de todos os réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ministro dividiu o voto em 13 “atos executórios” e apresentou slides para expor os documentos e depoimentos que a seu ver comprovam o envolvimento dos réus com a trama golpista. Moraes salientou não haver dúvidas da existência de uma tentativa de golpe de Estado, diante sobretudo da quebradeira ocorrida em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes.

Na parte da tarde, foi a vez de o ministro Flávio Dino votar pela condenação dos réus. Em sua manifestação, Dino detalhou a participação de todos os acusados e se manifestou pela condenação de todos. Para o ministro, houve atos executórios para realização da tentativa golpista.  

Dino adiantou que vai propor penas maiores para o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general Braga Netto, por entender que eles tiveram participação de liderança no processo. No entanto, o ministro disse que vai votar pela adoção de penas menores para o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio. 

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Julgamento

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

Depois dos votos de Moraes e Dino, a sessão foi suspensa e será retomada amanhã (10) para o voto dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O tempo de pena ainda não foi anunciado e deve ser definido somente ao final da rodada de votação sobre a condenação ou absolvição dos réus. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.

Fonte: Agência Brasil

Brasil tem maior número de aluno por professor em faculdades privadas

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O Brasil é o país com a maior quantidade de estudantes por professor no ensino superior privado, de acordo com o relatório Education at a Glance (EaG) 2025, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira (9). Segundo o relatório, são 62 estudantes por docente, enquanto a média entre os países da OCDE com dados disponíveis é de 18 alunos por professor.

No ensino público, o cenário é o inverso. O Brasil tem uma média de dez estudantes por professor, número inferior à média da OCDE, de 15 alunos por professor.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a superlotação de turmas é um desafio. A autarquia diz que isso ocorre sobretudo por conta das matrículas em educação a distância (EaD), que estão, na maioria, na rede privada de ensino.

O ensino superior no Brasil tem 9,9 milhões de estudantes matriculados, segundo o último Censo da Educação Superior, de 2023. A maior parte deles, 79,3%, está em instituições privadas de ensino. Considerados apenas os novos alunos, a maioria dos ingressantes nas instituições privadas se matriculou em cursos a distância, 73%. Na rede pública, ocorreu o contrário, 85% se matricularam em cursos presenciais.

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Segundo a coordenadora de Estatística Internacional Comparada do Inep, Christyne Carvalho, o marco da educação a distância ajudará a mudar esse cenário.

“Isso [a superlotação] se dá pela influência do ensino a distância, que já reverbera nas políticas brasileiras, em especial no marco da educação a distância, com o qual a gente espera que sejam superados esses desafios”, disse Christyne, que apresentou os destaques do relatório em coletiva de imprensa online.

Entre outras medidas, o novo marco regulatório da educação a distância estabelece que nenhum curso de bacharelado, licenciatura e tecnologia pode ser 100% a distância.

Professores

O Inep também destacou como desafio o envelhecimento dos professores, que, na média, estão mais velhos, mostrando que os mais jovens não têm se interessado pela carreira docente. O relatório mostra que isso não ocorre apenas no Brasil. “Nós temos também uma outra questão que tem ocupado bastante os debates educacionais, não só no Brasil, mas em todo mundo, que é a a questão do etarismo, o envelhecimento do pessoal acadêmico”, ressaltou Christyne Carvalho.

A pesquisa mostra que, no Brasil, entre 2013 e 2023, houve um aumento de 23% no número de professores do ensino superior com 50 anos ou mais, chegando a 33,8% desses profissionais nessa faixa etária. A média da OCDE é ainda maior, 40,4%. “É um dado que é bastante instigante para que tomemos algumas ações públicas e que possamos superar esse desafio”, afirmou a coordenadora.

O EaG traz dados educacionais como desempenho dos estudantes, taxas de matrícula e organização dos sistemas educacionais dos 38 países-membros da OCDE, além de Argentina, Bulgária, China, Croácia, Índia, Indonésia, Peru, Romênia, Arábia Saudita, África do Sul e Brasil – que é parceiro-chave da organização. O grupo reúne as principais e mais ricas economias do mundo. Neste ano, o relatório tem como foco principal o ensino superior.

Fonte: Agência Brasil

Participação do cinema do Distrito Federal no Festival de Brasília é ampliada

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Os realizadores do Distrito Federal ganharam, este ano, mais um dia para exibir seus trabalhos no 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A Mostra Brasília, na qual são exibidos os filmes que concorrem ao 27º Troféu Câmara Legislativa, terá mais uma sessão e será realizada de 15 a 19 de setembro, com entrada gratuita. Além disso, cineastas e outros profissionais do setor estão incluídos em diversos espaços do festival.

Antes restrita, a presença do cinema local no Festival de Brasília vem sendo ampliada desde a criação da premiação da CLDF, conforme chamou a atenção, recentemente, o cineasta, crítico e professor Sérgio Moriconi. Nesta edição, realizadores do Distrito Federal também estarão na mostra competitiva nacional – a principal do certame –, em mostras paralelas e no Festivalzinho, dedicado ao público infanto-juvenil, entre outros espaços.

Maior vencedor do Troféu Câmara Legislativa, José Eduardo Belmonte disputa, mais uma vez, o prêmio principal do festival, desta vez com o filme Assalto à Brasileira. O diretor, paulista criado em Brasília, formou-se na UnB, onde deu início à trajetória no cinema. Os curtas-metragens de sua autoria 5 Filmes Estrangeiros (1997) e Tepê (1999) venceram o segundo e o quarto Troféu da CLDF, respectivamente. Em 2003, seu primeiro longa, Subterrâneos, ganhou o prêmio de melhor filme. Em seguida, vieram A Concepção (2005), Se Nada Mais Der Certo (2008), e O Pastor e o Guerrilheiro (2022).

Na competição nacional de curtas, o representante brasiliense será Fogo Abismo – documentário assinado por Roni Sousa, que traz lembranças da infância na Vila Rabelo, uma das maiores ocupações de Brasília. Cineasta e pesquisador, ele cursa doutorado em ciências da comunicação – cinema e televisão, com foco em narrativas periféricas.

Especiais

Uma sessão especial do 58º Festival de Brasília, intitulada DF Hoje, Ontem e Amanhã, com o objetivo de celebrar a história do cinema brasiliense, exibirá o curta O Cego Estrangeiro, de Marcius Barbieri. O filme competiu na quinta edição do Troféu Câmara Legislativa, no ano 2000, e recebeu menção especial do júri.

Na mesma ocasião, será exibido o novo longa-metragem de Cibele Amaral, a ficção O Socorro Não Virá. Diretora, produtora e roteirista com mais de 20 anos de atuação no Brasil e no exterior, ela dirigiu curtas e longas premiados. Seus filmes passaram por festivais como Gramado, Brasília, Rio e Miami.

 

Hacker Leonilia, de Gustavo Fontenele Dourado. Foto: Divulgação.

 

Animação dirigida e roteirizada por Gustavo Fontenele Dourado, Hacker Leonilia – que terá exibição no Festivalzinho – é inspirada na avó do cineasta e conta a história de uma hacker idosa e negra que precisa lidar com os seus problemas e usar as habilidades para escapar de um metaverso no futuro. O diretor, nascido no Distrito Federal, tem participado de eventos e mercados como San Sebastián, Cannes e Veneza, entre outros. É formado em cinema e mídias digitais pelo IESB.

“É uma grande felicidade realizar a estreia nacional no Festival de Brasília”, afirma Dourado, que concorreu ao Troféu Câmara Legislativa em 2008, com seu primeiro curta-metragem. Ele adianta que Hacker Lionilia vai virar longa, graças ao apoio do Itaú Cultural, e ainda destaca a importância do debate proporcionado pelo filme “em um contexto de inteligência artificial, que necessita urgentemente de regulação”.

No encerramento do festival, será exibido o premiado A natureza das coisas invisíveis, primeiro longa da diretora e roteirista brasiliense Rafaela Camelo. O filme, que estreou em Berlim, acaba de ganhar, no Festival de Gramado, os prêmios de atriz coadjuvante, para Aline Marta Maria, e trilha musical, para Alekos Vuskovic, além do Prêmio Especial do Júri.

 

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A natureza das coisas invisíveis, de Rafaela Camelo. Foto: Divulgação.

 

Outros espaços

Além das exibições de filmes, cineastas do DF também irão participar de outros eventos da programação do 58º Festival de Brasília. Entre eles está Adirley Queirós, que ministra a oficina “Cinema e imaginários periféricos: no fair play contra o amansamento e o apaziguamento da história. Viva as fabulações dissidentes!”.

O nome de Adirley Queirós apareceu, pela primeira vez, entre os vencedores do Troféu Câmara Legislativa em 2009, com o curta-metragem Dias de Greve. Ele voltaria a receber o prêmio em 2019 com o filme Branco Sai, Preto Fica – grande vencedor da 19ª edição. Além de melhor longa-metragem, escolhido pelo júri oficial, levou quatro estatuetas em categorias técnicas.

Vencedora do 9º Troféu Câmara Legislativa, com o documentário Dom Helder Câmara – o Santo Rebelde, Erika Bauer exercerá a função de mediadora de debates em vários momentos do Festival de Brasília deste ano, inclusive após uma das exibições da Mostra Brasília, além da sessão especial que homenageia o cinema brasiliense.

Fonte: Agência CLDF

Deputados criticam fala de Ibaneis Rocha sobre negativa de compra do Banco Master pelo BRB

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Uma entrevista concedida pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha sobre a negativa da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) pelo Banco Central repercutiu hoje (9) no plenário da Câmara Legislativa. Na entrevista, concedida nos Estados Unidos durante viagem oficial, o governador manifestou preocupação com a integridade do sistema financeiro brasileiro caso não haja uma solução para o Banco Master.

A fala de Ibaneis Rocha foi criticada por deputados distritais da oposição. “O governador do Distrito Federal, que mais uma vez não está no Distrito Federal, fez um pronunciamento nos Estados Unidos dizendo estar muito preocupado com a saúde financeira do Banco Master. Ora, ele tinha que estar preocupado com os problemas do Distrito Federal, com a saúde, com a educação. Mas na verdade ele quer apenas ajudar o seu amigo, dono do Banco Master”, afirmou Gabriel Magno (PT).

Deputado Max Maciel. Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF 

O deputado Max Maciel (PSOL) sugeriu que o governador teria feito um acordo para a compra do banco. “Eu nunca vi um lobista tão forte a favor de um banco privado como o governador do DF. Ele deve ter feito um acordo muito bem amarrado e agora está com a faca no pescoço para cumprir o acordo que fez. Ele disse que não vai desistir de comprar um banco que está cheio de complicações. Se ele tivesse a mesma disposição para resolver o problema da saúde, não faltaria médico e enfermeiro nas unidades de saúde do DF”, criticou o parlamentar.

 

Deputado Fábio Felix. Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF 

Para Fábio Félix (PSOL), o governador assumiu expressamente que a operação de compra tinha como objetivo atender interesses privados. “O governador cometeu um sincericídio. Ele falou simplesmente que a negativa da compra geraria transtorno para o sistema financeiro. Ora, eles disseram que a compra não era uma operação de salvamento do Banco Master, mas sim um investimento do BRB. No auge do seu sincericídio, ele falou a verdade. O motivo para a compra do Banco Master tinha a ver com interesses privados para salvar um banco falido. Queremos saber quais interesses motivaram essa operação feita pelo BRB. Está muito claro que não tem relação com interesse público”, apontou.

Fonte: Agência CLDF