Início Site Página 70

Sessão solene é marcada por defesa de orçamento e valorização profissional para a primeira infância

0

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na noite da última quinta-feira (27), sessão solene em homenagem à 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, reunindo especialistas, educadores, defensores públicos, magistrados e representantes da sociedade civil. O evento foi uma iniciativa da deputada Paula Belmonte (PSDB), segunda vice-presidente da Casa, com o objetivo de debater a necessidade de políticas públicas coordenadas, garantia de recursos específicos no orçamento distrital e valorização dos profissionais que atuam diretamente na assistência à criança.

>> Confira a cobertura fotográfica no Flickr da CLDF 

Os primeiros seis anos de vida constituem uma janela essencial de oportunidade para o desenvolvimento das conexões neurais humanas, como chamou a atenção a juíza titular da Vara de Execução Socioeducativa e representante da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Lavínia Tupy Vieira Fonseca. A magistrada defendeu que o cérebro das crianças está ativamente estabelecendo as conexões que sustentarão toda a sua vida futura, de modo que cada semana de ausência de vínculo ou de afeto deixa marcas biológicas profundas. Lavínia enfatizou que a prioridade absoluta à primeira infância assegurada pelo artigo 227 da Constituição Federal é urgente e corre contra o tempo. A juíza destacou que o TJDFT tem atuado de forma integrada com outros órgãos em iniciativas como a consolidação de programas de famílias acolhedoras e no enfrentamento à exploração infantil de bebês nos semáforos.

Ainda na esfera da rede jurídica de proteção, a defensora pública Ana Paula Cattini Braga Sampaio, do Núcleo da Infância e da Juventude da Defensoria Pública do Distrito Federal, afirmou que a instituição atua fortemente para conferir voz aos cidadãos que não conseguem acessar seus próprios direitos. Segundo Sampaio, a Defensoria tem concentrado esforços em ações judiciais individuais que visam garantir matrículas em creches, pensão alimentícia, guarda e regularização da paternidade, além de levar a justiça diretamente às comunidades por meio do projeto “Defensoria Pública nas Escolas”.

 

(Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

 

Embora existam leis protetivas vigentes, a realidade prática no Distrito Federal enfrenta grandes barreiras de financiamento e gestão. O alerta foi dado por Milda Lourdes Pala Moraes, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF. Milda expôs as conclusões de uma auditoria recente realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) apontando severas falhas de articulação no Plano Distrital da Primeira Infância para os anos de 2023 a 2032.

Segundo as constatações descritas pelo órgão de controle, os próprios técnicos responsáveis pelo orçamento do Distrito Federal desconheciam a existência do plano decenal de primeira infância, revelando um preocupante distanciamento administrativo. Além disso, a auditoria registrou que mais de 30% das crianças elegíveis na faixa etária não conseguem matrículas nas creches públicas distritais, empurrando mães chefes de família para situações de negligência e vulnerabilidade laboral por falta de rede de apoio. O documento do TCDF apontou ainda uma enorme disparidade no acesso à saúde pública, em que famílias de menor renda enfrentam entraves para obter consultas rotineiras. Para a representante do conselho, é preciso garantir a execução dos direitos das crianças. “Os dados demonstram que as políticas públicas distritais ainda residem excessivamente no papel, sem que as crianças sejam de fato priorizadas nas dotações financeiras”, frisou Milda.

Em sintonia com a necessidade de fiscalização financeira, a deputada Paula Belmonte defendeu a necessidade de se implantar orçamentos para a primeira infância no Distrito Federal. “Apresentei um projeto de lei para fixar um orçamento próprio para a primeira infância, mas a medida acabou vetada pelo Poder Executivo”, ressaltou. Belmonte defendeu a racionalidade econômica do investimento na educação precoce ao destacar que cada real aplicado na primeira infância poupa cerca de sete reais em gastos sociais posteriores. A deputada apresentou dados que evidenciam a falta de investimento, como o fato de 78% das instituições de ensino público do DF não contarem com refeitórios para os alunos.

 

(Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

 

Juliana Cândida Pereira, especialista em educação infantil, compartilhou uma visão pessoal da vulnerabilidade social ao recordar sua infância sem moradia fixa na periferia da Ceilândia. Juliana frisou que, embora a escola em que atua preste atendimento em tempo integral na Serrinha do Lago Norte, o local sofre com a ausência de infraestrutura básica, dependendo do abastecimento diário por caminhões-pipa para encher suas caixas d’água. Ela relatou também a exaustiva rotina de seus estudantes oriundos do Itapoã, que percorrem diariamente cerca de 80 quilômetros entre ida e volta para frequentar a unidade. A educadora aproveitou a tribuna para reivindicar uma valorização salarial compatível com o nível de entrega dos docentes, os quais frequentemente arcam com a compra de insumos de trabalho de forma particular. 

No setor da saúde distrital, a médica Andréa Duarte Nascimento Jácomo, que preside interinamente a Sociedade de Pediatria do Distrito Federal, manifestou preocupação profunda com a precarização das consultas de puericultura, fundamentais para o monitoramento adequado do crescimento, nutrição e imunização das crianças. Ela alertou sobre os riscos do retorno de doenças evitáveis por causa da baixa vacinação. A médica resgatou dados de surtos severos de sarampo que ocorreram no país em 2018 e 2019 e que resultaram em óbitos infantis em virtude da ausência de vacinação. Andréa Jácomo também destacou as consequências desfavoráveis do uso precoce e abusivo de telas eletrônicas pelas famílias. Ela ressaltou que esses dispositivos eletrônicos frequentemente substituem o contato ocular e o brincar livre presencial, fatores insubstituíveis para a saúde mental e o desenvolvimento global da infância.

Ao final da sessão solene foram entregues moções de louvor a dezenas de profissionais e servidores distritais cujas atuações promovem a integridade e a educação das crianças na capital. A homenagem reforça o reconhecimento de magistrados, defensores públicos, pediatras, voluntários e educadores que operam na linha de frente da rede de acolhimento infantil no Distrito Federal. A íntegra da sessão solene está disponível no canal da TV Câmara Distrital no Youtube. 

Fonte: Agência CLDF

Nepal monitora dois lagos; risco de enchentes persiste

0

O Nepal está monitorando dois lagos próximos à área de inundação, um dos quais começou a transbordar nesta sexta-feira (28), informou um representante da Autoridade de Gestão de Desastres do Nepal.

O risco de enchentes permanecerá até que os dois lagos tenham escoado totalmente, acrescentou.

As autoridades nepalesas estão contando com imagens de satélite para acompanhar as condições, embora o monitoramento seja limitado pela disponibilidade das imagens, disse o representante.

O Nepal planeja instalar câmeras e sensores a jusante, inclusive perto da cidade fronteiriça de Timure, e está avaliando opções de implantação por meio de helicópteros, afirmou.

Mudanças climáticas

Para cientistas, as mudanças climáticas estão levando a condições que podem desestabilizar as rochas e o gelo nas altas montanhas, aumentando as chances de desastres como a enchente ocorrida nesta quarta-feira (26) no Himalaia, ao longo da fronteira entre o Nepal e o Tibete, que causou a morte de centenas de pessoas.

Pelo menos 800 estrangeiros estão entre os quase 1,5 mil desaparecidos, informaram as autoridades, um dia após uma enorme parede de lama e rochas desabar em um rio do Himalaia, provocando inundações catastróficas em cidades e vales.

Embora a causa exata do desastre de quarta-feira ainda esteja sendo analisada, os cientistas afirmam que ele provavelmente teve início com uma enorme avalanche de gelo e rochas nas encostas norte do pico Langtang Lirung, no Nepal, que desceu até o rio Lhende Khola, no lado tibetano.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

CMN facilita crédito emergencial a fertilizantes e minerais críticos

0

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano para empresas da cadeia de fertilizantes e reduziu os encargos financeiros para projetos ligados a minerais críticos e estratégicos financiados pelo programa. As mudanças foram aprovadas em reunião extraordinária nesta quinta-feira (27).

A resolução também prorrogou por 12 meses o prazo para protocolar pedidos de financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Agora, as empresas poderão apresentar os requerimentos até 31 de dezembro de 2027.

Mais capital de giro

Empresas que fabricam adubos e fertilizantes, produzem intermediários ou extraem minerais usados na fabricação desses produtos passam a ter acesso a linhas de capital de giro.

Antes, o financiamento estava restrito à compra de bens de capital e a investimentos.

A mudança busca atender à dinâmica financeira do setor, que muitas vezes precisa pagar insumos importados antes de receber pelas vendas aos produtores rurais.

Juros menores

Para empresas industriais e tecnológicas da cadeia de minerais críticos e estratégicos, o encargo financeiro dos financiamentos para bens de capital e investimentos foi reduzido para 3% ao ano.

Antes, as taxas eram de:

  • 8% ao ano em determinadas operações de bens de capital;
  • 6,5% ao ano em determinadas operações de investimento.

A redução pretende estimular investimentos em etapas como beneficiamento, refino e transformação dos minerais no Brasil.

Quem pode acessar

As empresas elegíveis são definidas em conjunto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda.

A lista de setores beneficiários está prevista em portarias interministeriais que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Segundo o governo, as medidas buscam apoiar setores afetados pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, preservando atividade, emprego e renda.

Colegiado

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão responsável por formular diretrizes das políticas monetária e de crédito do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é formado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Fonte: Agência Brasil

Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (28)

0

A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta sexta-feira (28) inclui sabatinas e debates, além de caminhadas e ações de campanha em diferentes cidades.

Os concorrentes ao Palácio do Planalto também participam de panfletagens, encontros com apoiadores, debates em instituições de ensino e participação em feiras e eventos culturais. 

Renan Santos (Missão)
Em Belo Horizonte (MG), participa de Convenção Estadual e de evento com Ben Mendes, candidato a governador. 

Romeu Zema (Novo)
Concede entrevista ao vivo para a rádio Guaíba e participa de encontros com lideranças religiosas em Porto Alegre (RS) e com candidatos do Novo em Canoas (RS).

Ronaldo Caiado (PSD)
Às 8h30, visita o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, no Centro de Convenções ExpoRio. Às 10h, participa do Rio Pelo Brasil – Encontro com os Candidatos à Presidência da República, na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Às 12h45, tem reunião com Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e de Lubrificantes, no Centro do Rio. A partir das 19h30, visita a 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, em São Paulo.

Rui Costa Pimenta (PCO)
Participa, às 13h, do programa da Causa Operária TV. Às 16h, tem reunião com a coordenação de campanha e, às 20h, viaja para o Rio Grande do Sul.

Samara Martins (UP)
Participa de caminhada pelo centro de São Paulo (SP) e de debates na Faculdade de Direito da USP e na Universidade Zumbi dos Palmares. 

Augusto Cury (Avante)
Participa de sabatina dos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN, no Rio de Janeiro. 

Edmilson Costa (PCB)
Participa de panfletagens na porta do EDIHB Petrobrás e no 5º Festival do Livro do Rio de Janeiro no Sinttel-Rio. Durante a feira, participa do lançamento do livro Fidel: agora e sempre. 

Flávio Bolsonaro (PL) 
Participa de Sabatina na TV Globo. 

Hertz Dias (PSTU)
Participa de panfletagem na Parada do Circular do Via Direta e de encontro e entrega de material de campanha na sede do PSTU. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
Participa de caminhada em Salvador (BA), do Largo do Guarani até o Plano Inclinado.

Os candidatos Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata) não têm agenda pública de campanha nesta sexta-feira. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) não divulgou a agenda de campanha até o momento desta publicação. 

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

*Colaborou Paula Laiboissière. Texto atualizado às 10h49.

Fonte: Agência Brasil

Santos Dumont opera normalmente, após 13 voos cancelados nesta sexta

0

O Aeroporto Santos Dumont, na região central do Rio, opera normalmente, em modo visual, após ter 13 voos cancelados no início da manhã desta sexta-feira (28). As suspensões decorrem do incidente, na tarde dessa quinta-feira (27), quando uma aeronave de pequeno porte derrapou na pista e atingiu o gramado lateral.

Mesmo com o terminal liberado, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), as decolagens previstas às aeronaves que pernoitariam no pátio para os primeiros voos da manhã não ocorreram, porque não puderam pousar ontem.

“A malha aérea foi reajustada e passageiros remanejados para o Aeroporto do Galeão. Em decorrência, houve 13 voos de partida cancelados, na manhã de hoje, no Aeroporto Santos Dumont”, informou em nota.

Os voos cancelados foram das companhias aéreas Azul, Latam e Gol. O primeiro que deveria sair às 6h15 era da Azul com destino a Campinas, São Paulo. 

No mesmo horário, tinha a previsão da partida de um avião Latam para Guarulhos, também São Paulo. A maior parte seguia para São Paulo.

A pista do Aeroporto Santos Dumont foi liberada depois da remoção do avião de pequeno porte, por volta das 23h dessa quinta-feira. Não houve feridos. O piloto e um tripulante estavam na aeronave. 

O Plano de Emergência do Aeroporto foi acionado logo após o incidente, e equipes do Corpo de Bombeiros foram para o local. Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também estiveram no aeroporto “para iniciar as investigações sobre a causa da saída da pista”. 

“Durante a suspensão das operações, 15 voos foram redirecionados para o Aeroporto do Galeão e 71 foram cancelados entre partidas e chegadas em função do acidente”, completou a nota.

Fonte: Agência Brasil

Horário eleitoral no rádio e TV começa nesta sexta-feira

0

O horário eleitoral gratuito do primeiro turno começa a ser veiculado nesta sexta-feira (28) nas emissoras de rádio e televisão em todo país e vai até 1° de outubro.  Ao longo de 35 dias, candidatos aos cargos que estarão em disputa nas eleições deste ano terão dois blocos diários de 25 minutos para apresentar suas propostas aos eleitores.

No rádio, a propaganda política será veiculada às 7h e ao meio-dia. Na TV, o horário eleitoral vai ao ar às 13h e às 20h30.

A propaganda dos candidatos à Presidência da República e a deputado federal será exibida às terças, quintas e sábados.

Nas segundas, quartas e sextas-feiras, o horário será destinado os postulantes aos cargos de senador, deputado estadual e distrital e governador.

Além dos blocos fixos, os candidatos terão direito a inserções diárias durante a programação das emissoras.

Se houver segundo turno, o horário eleitoral será exibido entre os dias 9 e 23 de outubro.

Presidência

A exibição da propaganda para o cargo de presidente da República começa no sábado (29), segundo dia de exibição do horário eleitoral.

A Coligação Brasil Pronto para Mais, do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá 5 minutos e 31 segundos diários.

A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.

O PL, do candidato Flávio Bolsonaro, terá 4 minutos e 20 segundos.

A campanha de Ronaldo Caiado (PSD) ficou com 2 minutos e 2 segundos, e o Avante, de Augusto Cury, com 35 segundos de programa.

Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para ter acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não têm o mínimo de 13 deputados, nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.

Critérios

O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

A campanha de Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos. 

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados. 

O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado.  O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, com sete parlamentares. 

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Fonte: Agência Brasil

Beneficiários com NIS de final 9 recebem Bolsa Família de agosto

0

A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (28) a parcela de agosto do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.  Neste mês, 19,3 milhões de famílias serão beneficiadas, com o valor médio do benefício em R$ 678,35.

Os moradores de 186 municípios de sete estados receberam o crédito no último dia 18, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (3 municípios), Bahia (15), Paraíba (31), Paraná (5), Rio Grande do Norte (122), Roraima (6) e Sergipe (4).

A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui.

O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).


Bolsa Família Agosto 2026 . Foto: Arte/ EBC
Bolsa Família Agosto 2026 . Foto: Arte/ EBC

Fonte: Agência Brasil

Eleições 2026: mulheres negras divulgam manifesto para candidaturas

0

“Levanta povo, cativeiro já acabou!”. O chamado é um dos versos da canção “Cangoma me Chamou”, gravado pela cantora Clementina de Jesus, e que, nesta quarta-feira (26), mobilizou ativistas e lideranças negras, em Brasília, no lançamento do Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil: O Pacto do Bem Viver e as Eleições 2026, coordenado pela Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB).

O documento propõe a construção de um sistema político focado no Bem Viver, com justiça, equidade, solidariedade e vida digna no centro das decisões e da formulação de políticas públicas efetivas.

A proposta do feminismo negro, voltada para a emancipação, a inclusão e o exercício da cidadania, coloca as mulheres pretas e pardas no centro do processo político, como cidadãs, eleitoras, lideranças em seus territórios e candidatas a cargos políticos e outros espaços de poder.

O manifesto defende que é preciso que as mulheres negras não sejam vistas apenas como sujeitas destinatárias das ações voltadas para a diminuição das desigualdades. Elas querem ir além.

“É fundamental que a nossa importância na vida política seja vista no âmbito da nossa capacidade de gestão e de imaginação, o que torna nossa presença nas casas legislativas e no executivo prioridade absoluta”, diz o texto do manifesto político.

Cientes do peso decisivo das mulheres negras nas eleições deste ano, elas querem amplificar a voz coletiva em defesa das causas das pessoas pretas e pardas, como relata Isabel Faroni, diretora do Instituto Akanni. A instituição é focada em direitos humanos, gênero e raça, de Porto Alegre, que representa a coordenação da Região Sul junto à articulação.

“Precisamos ter voz, sermos ouvidas. O manifesto é uma proposta de sociedade maravilhosa, porque a gente gosta da partilha justa e do cuidado mútuo.”

Pacto do Bem Viver

Na reafirmação do Pacto do Bem Viver, a coordenadora nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Jolúzia Batista, explica que a luta do manifesto é por igualdade, justiça e reparação, a fim de corrigir desigualdades estruturais originadas por mais de três séculos de escravidão no Brasil.

Segundo Jolúzia, a articulação também tem construído plataformas políticas para apresentar propostas para o país e ampliar a participação das mulheres negras na agenda pública. “É um conjunto de diretrizes para os candidatos e as candidatas e para os governantes, com uma leitura da realidade para que, depois, a gente possa cobrar e também efetivá-las, já olhando para esse lugar da representação política dentro da estrutura do poder”, projetou.
 


Brasília (DF), 26/08/2026 - A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), promove o ato de lançamento do Manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver
Brasília (DF), 26/08/2026 - A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), promove o ato de lançamento do Manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver

Candidatas negras e representatividade

O documento enfatiza que o racismo e o sexismo ainda influenciam as disputas eleitorais e propõe medidas para enfrentar essas desigualdades estruturais.

Em Brasília, o grupo criticou a desvalorização das mulheres pelos partidos políticos e a baixa destinação de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral. 

As representantes divulgaram a hashtag #EuVotoEmNegra, da campanha nacional, com mesmo nome de incentivo à representatividade e à presença de mulheres negras na política brasileira.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas Eleições Gerais de 2026, do total de candidaturas (20.560), no recorte de raça e cor, as mulheres pretas somam 1.234 candidaturas, equivalentes a 6% do total e 2.485 (12,2%) são candidatas pardas.

Os percentuais contrastam com a composição da população brasileira. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (Pnad Contínua) de 2021, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 28,2% da população brasileira, ou cerca de 58 milhões de pessoas, eram mulheres negras.

Ao público, a coordenadora de Combate ao Racismo e Todas as Outras Formas de Discriminação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e promotora de Justiça Nádia Estela Ferreira Mateus lamentou que a participação de servidoras negras nos quadros do Ministério Público também seja desequilibrada.

De acordo com Perfil Étnico-Racial do Ministério Público Federal, entre 13 mil membros do MP de todo o país, apenas 0,7% (81 mulheres) são procuradoras e promotoras pretas.

Segundo Nádia Estela, a publicação do manifesto político é uma convocação para a transformação da sociedade.

“Falar em reparação, em justiça racial e bem viver, é falar sobre a democracia, sobre direitos instituídos na nossa Carta Magna [Constituição Federal de 1988] e sobre quais vidas e quais sujeitos queremos colocar à frente da construção do nosso país”, disse a promotora de Justiça.

Guerra híbrida

Durante a apresentação da lista de compromissos, as mulheres contextualizaram o cenário político das eleições em outubro deste ano e apontaram a existência de uma guerra híbrida, em nível global e nacional, para desconstruir direitos humanos e sociais, atacando diretamente grupos historicamente marginalizados (mulheres negras, população LGBTQIA+, comunidades tradicionais e periféricas).

A coordenadora executiva da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Janira Sodré, ressaltou o direcionamento tendencioso do debate público na internet. “Chamamos essa estratégia ‘tecno autoritarismo’, porque perpassa a gestão das big techs sobre o que é entregue ou não de informações políticas.”
 


Brasília (DF), 26/08/2026 - A secretária-executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Janira Sodré, durante o ato de lançamento do Manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver
Brasília (DF), 26/08/2026 - A secretária-executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Janira Sodré, durante o ato de lançamento do Manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver

Segundo Janira, a guerra híbrida vende a perda de garantias históricas como se fosse um avanço social. Como exemplo, ela citou a defesa do fim do emprego formal como uma suposta vantagem para o trabalhador. Para ela, essa narrativa contribui para enfraquecer conquistas sociais.

“É o ataque da ultradireita em relação a um projeto de bem viver, que é o bem-estar social. Essa é a construção que a gente almeja e sonha. Tem setores que são contrários, na verdade, odiosos, em relação aos direitos dessas populações diversas e múltiplas”, afirmou Janira Sodré.

Além da promoção do discurso de ódio no ambiente virtual, a ativista negra destaca os ataques presenciais a serviços públicos (escolas, universidades, postos de saúde) e a servidores que garantem direitos sociais coletivos; e a atuação da milícia, do narcotráfico e de civis armados [paramilitares] nos territórios urbanos vulnerabilizados, onde a maior parte da comunidade é negra.

Janira Sodré também cita a estratégia de disputa pelas comunidades pobres utilizando modelos teológicos e pastorais para construir uma base social de apoio.

Para contrapor-se à estratégia, a coordenadora executiva da AMNB explica o que espera dos eleitos nas urnas. “Espero que o Estado chegue com uma presença de bem-estar e de oferta de bens e de serviços de cidadania para garantia de direitos, tomando decisões, inclusive orçamentárias, e de equipe que façam incidência em políticas públicas para nossa comunidade.”

Construção coletiva de gerações

O lançamento do manifesto promovido pela AMNB reuniu mulheres negras pioneiras, de meia-idade e jovens para firmar um pacto intergeracional com o objetivo de fortalecer a ocupação de espaços estratégicos de decisão.

Uma das participantes foi a mestranda e engenheira ambiental e sanitarista, Caiene Reinier Freitas, bolsista do programa Marielle Franco, do Fundo Baobá, que trabalha pela equidade racial. 


Brasília (DF), 27/08/2026 - Engenheira ambiental e sanitarista, a travesti Caiene Reinier Freitas participou do lançamento do Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil: O Pacto do Bem Viver e as Eleições 2026, coordenado pela Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB). Foto: Emillia Moraes/Divulgação
Brasília (DF), 27/08/2026 - Engenheira ambiental e sanitarista, a travesti Caiene Reinier Freitas participou do lançamento do Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil: O Pacto do Bem Viver e as Eleições 2026, coordenado pela Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB). Foto: Emillia Moraes/Divulgação

Como travesti, Caiene enxerga essa comunhão como um incentivo à ocupação de espaço de poder para avançar nas políticas públicas e denuncia a realidade de violência vivenciada por mulheres trans e travestis no Brasil. “É muito importante para que a gente reestruture a política institucional brasileira.”

Essa população tem a expectativa de vida de apenas 35 anos, metade da longevidade de pessoas cis, segundo mapeamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Mesmo diante do risco, Caiene Reinier celebra o fato de que jovens mulheres trans negras e travestis ocuparem universidades, parlamentos e disputas políticas.

“Ocupar os espaços de decisão é o que realmente materializa essas representatividades, essas ‘mulheridades’ [diferentes formas de vivenciar a experiência de ser mulher] tão potentes.”



Fonte: Agência Brasil

Programa Espaço Arte celebra 50 anos da Nacional FM Brasília

0

Em comemoração aos 50 anos da Rádio Nacional FM de Brasília, o Espaço Arte desta sexta-feira (28) vai ao ar a partir das 13h com uma programação especial. A edição reúne artistas de diferentes gerações que marcam o meio século de história da emissora pública e da cultura brasiliense. 

Sob o comando de Marcelo Ferreira e Mário Sartorello, o bate-papo conta com a presença do pianista, arranjador e compositor Renato Vasconcellos; o multi-instrumentista, poeta e artista plástico Renato Mattos; e as cantoras e compositoras Fernanda Jacob e Ane Êoketu, representantes da nova geração do samba de Brasília. 

Além disso, o Tarde Nacional da Nacional FM Brasília, que vai ao ar das 15 horas até as 18 horas, terá conteúdo especial. Serão veiculadas mensagens de artistas parabenizando a rádio pelos seus 50 anos. 

Sobre o programa   

Criado em 2004 na Rádio Nacional AM Brasília, o programa Espaço Arte consolidou-se como vitrine para artistas e iniciativas culturais do Distrito Federal. Em 2016, passou a ser transmitido também pela Nacional FM, fortalecendo seu compromisso com a valorização da cultura local. Ao longo de duas décadas, contou com nomes como Heleninha Bortoni e Giovanni Motta. Atualmente, o programa é apresentado por Marcelo Ferreira, com produção de Denise Oliveira e traz entrevistas culturais diárias, coberturas de eventos e apoio à cadeia produtiva das artes do DF.    

Rádio Nacional   

A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.   

Rádio Nacional na internet e nas redes sociais       

Site: https://radionacional.ebc.com.br      
Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr       
Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv       
YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr       
Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr       
X: https://x.com/radionacionalbr       
Streaming: https://aovivo.ebc.com.br/embed-audio.html?emissora=radio-nacional-do-rio-de-janeiro       

WhatsApp Nacional       

  • Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201       
  • Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536       
  • Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568       
  • Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966       

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional       

  • Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz       
  • Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz       
  • São Paulo: FM 87,1 MHz       
  • Recife: FM 87,1 MHz       
  • São Luís: FM 93,7 MHz       
  • Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC       
  • Alto Solimões: FM 96,1 MHz       



Fonte: Agência Brasil

Justiça Federal suspende imposto de exportação de 12% sobre petróleo

0

A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu, nesta quinta-feira (27), em decisão liminar, a cobrança de alíquota de 12% do imposto de exportação incidente sobre a venda de óleos brutos de petróleo e de minerais betuminosos (rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos).

A decisão é do juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal, e atende um pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (Abep).

O imposto sobre a exportação de petróleo foi criado por meio de uma medida provisória (MP) editada em março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compensar a redução de tributos federais sobre o diesel, adotada pelo governo para amenizar os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pelo conflito militar no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos (EUA) e Irã, o que acarretou em fechamento das principais rotas internacionais de exportação de petróleo e impactou fortemente na alta do preço do barril do produto em todo o planeta.

Além do imposto de exportação, essa medida incluiu subsídio de R$ 0,32 por litro do diesel e ações de reforço na fiscalização contra aumentos abusivos no preço dos combustíveis.

Após vigorar por 120 dias, a MP perdeu a validade em julho, por não ter sido aprovada pelo Congresso Nacional. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu, por ato administrativo, reinstituir a alíquota de 12% do imposto de exportação sobre esses produtos.

Como se trata de um tributo regulatório, o Gecex pôde manter a alíquota por decisão administrativa, sem necessidade de aprovação do Poder Legislativo.

Porém, as empresas exportadoras, representadas pela Abep, sustentaram na ação coletiva contra a Receita Federal que a resolução do Gecex era, na prática, uma reprodução da cobrança que o Congresso havia deixado caducar. A entidade pediu que a Justiça impedisse o Fisco de continuar cobrando os 12% e que também reconhecesse o direito das empresas de recuperar valores pagos desde que a cobrança foi retomada, no início de julho.

Na decisão, o juiz Diego Câmara concordou com o argumento e mandou suspender a cobrança do imposto de agora em diante, mas não concedeu autorização expressa para a restituição ou compensação do que já foi pago em favor das empresas exportadoras.

O magistrado chegou a classificar como “descabida” a renovação do tributo por via administrativa, ato que indicaria, segundo ele, uma “burla ao devido processo legislativo”.

“É certo que o Poder Executivo, no exercício da função reguladora, detém considerável margem de discricionariedade técnica para implementar atos direcionados à intervenção do Estado sobre o domínio econômico, inclusive no que concerne à política de produção e comercialização de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, notadamente dentro do contexto de exportação. Ocorre que o exercício de tal prerrogativa deve se dar nos exatos limites do devido processo legal, de modo a garantir segurança jurídica, especialmente relacionada ao postulado da proteção da confiança do administrado”, afirmou.

A Receita Federal informou na quarta-feira (26) que o imposto de exportação sobre petróleo arrecadou R$ 7,98 bilhões até julho. Cabe recurso da decisão da Justiça Federal do DF.

*Colaborou Wellton Máximo, repórter da Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil