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Com homenagem à jovem que inspirou a Lei Lia, CLDF celebra Dia da Pessoa com Deficiência

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Embalada por apresentações de música, dança, arte marcial e desfile de moda, a Câmara Legislativa comemorou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro.

“É uma data para honrar, reconhecer e fortalecer os direitos de milhões de brasileiros e brasileiras que convivem com diferentes formas de deficiência”, disse o deputado distrital Robério Negreiros (PSD), autor da sessão solene realizada nesta quarta-feira (3).

O parlamentar mencionou algumas conquistas já realizadas, citando leis e projetos de sua autoria, em especial a Lei 5.089/2013, conhecida como Lei Lia. O nome refere-se à jovem Lia Luiza, cuja família enfrentava cobrança em dobro de mensalidade escolar devido a aluna ter Síndrome de Down.

Após ler reportagem sobre o caso, Robério Negreiros decidiu propor a legislação, que proíbe a cobrança de valores adicionais de alunos com deficiência, como sobretaxa para matrícula ou mensalidades extras.

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

“Foi uma lei vanguardista em todo o Brasil”, afirmou Negreiros, destacando que a Lei Lia inspirou normas federais, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2015.

Em homenagem à Lia, o parlamentar exibiu fotos da participação dela em eventos da Câmara Legislativa ao longo dos anos. A estudante faleceu em 2022 por leucemia. “Lia Luiza não está mais entre nós fisicamente, mas permanece viva em cada conquista que a lei promove, em cada família beneficiada, em cada passo que damos rumo a uma sociedade mais justa e acolhedora”, ressaltou Negreiros.

A mãe de Lia, Lourdes Lima, comentou sobre a vida da filha: “Foi uma trajetória curta, de apenas 17 anos. Mas tentamos transformar esse mundo em um espaço melhor para todos”. Ela reforçou que continua atuante na causa.

“A gente continua na luta. Houve momentos em que eu quis desistir, porque é muito difícil sobreviver sem a Lia. Mas nós não desistimos, porque não era o que a Lia gostaria de mim. Ela sempre me deu muita força, me fez levantar da cadeira e ir à luta”, afirmou Lourdes.

A contadora de histórias Nyedja Gennari falou de forma poética sobre a história e a personalidade da estudante. “Imagine uma menina de sorriso largo, olhar curioso e alma que cabia em todas as cores do mundo. Essa menina era Lia Luiza”, definiu Nyedja, que escreveu um livro em homenagem à jovem, com o título “Chapéus da Inclusão”. “Lia era artista, fez teatro, desfilou, dançou, pintou, fotografou e, claro, contou histórias”, resumiu Nyedja.

Além da Lei Lia, o deputado Robério Negreiros falou sobre a Lei 7.127/2022, que criou o banco comunitário de cadeira de rodas do Distrito Federal. O parlamentar lamentou que a norma ainda não tenha sido regulamentada pelo governo, o que impede a aplicação de fato da legislação.

O banco será formado por doações de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de emprestar gratuitamente cadeiras de rodas, muletas, bengalas, andadores e outros aparelhos que auxiliam a locomoção.

“A gente tem que buscar essa regulamentação. Creio que até o próximo ano a gente possa resolver isso. Leis como essa, sem regulamentação, só ficam no papel”, disse Negreiros.

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

Outra questão abordada pelo deputado foi a necessidade de o governo criar de forma permanente a Secretaria da Pessoa com Deficiência, que hoje está no formato de “secretaria extraordinária”, ou seja, está em caráter temporário e sem orçamento próprio.

“A criação da secretaria foi um grande avanço do governador Ibaneis e da vice Celina. Mas a gente tem que tirar a palavra extraordinária e chegar em uma secretaria [permanente], para ter autonomia financeira e administrativa”, afirmou Negreiros.

O secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Cunha, ressaltou que a secretaria foi criada com o objetivo de legitimar os anseios das pessoas com deficiência. Ele aproveitou a solenidade para informar que o órgão iniciou o processo para simplificar a obtenção de benefícios, com a utilização de um laudo médico único para todas as solicitações.

No momento, as pessoas com deficiência precisam apresentar um novo laudo médico para cada benefício solicitado. “O acesso ao laudo é uma barreira. Não há razão para a gente ter um tipo de laudo médico para acessar cada tipo de benefício. Tenho fé em Deus que a gente vai chegar nesse modelo único de laudo médico”, disse o secretário.

Ao final do evento, foram entregues moções de louvor a instituições e pessoas que contribuem para a causa da pessoa com deficiência. “O meu sonho é chegar o dia em que a inclusão esteja tão forte, tão grande, que não se precise falar em desfile de moda inclusivo, em dança inclusiva. Será apenas desfile de moda, sem necessidade de diferenciar mais nada. Quando chegarmos nesse ponto, teremos atingido o nosso objetivo”, resumiu o ativista Roger Alvarenga.

A solenidade completa pode ser assistida no YouTube da TV Câmara Distrital.

Fonte: Agência CLDF

Thiago Manzoni critica aprovação do Conselho LGBTI+

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O deputado Thiago Manzoni (PL) foi à tribuna da Câmara Legislativa na tarde desta quarta-feira (3) para reclamar da aprovação do projeto de lei 1962/2025, que cria o Conselho Distrital de Proteção e Promoção de Direitos das Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis, Intersexos e demais dissidências de gênero e sexualidade (CDLGBTI+). O projeto foi votado na sessão ordinária de ontem (2).

“Este conselho é mais um órgão estatal que vai ser usado para perseguir e patrulhar quem pensa diferente. O conselho que foi criado não está sujeito a subordinação hierárquica. Este projeto traz para o GDF a pauta identitária de extrema esquerda. Este projeto veio para esta Casa com pedido de urgência para sua aprovação e com autoria do Poder Executivo. Este governo está dando uma guinada para a extrema esquerda? Só posso apoiar um projeto que pratique os princípios conservadores de direita. Este governo foi eleito com o voto de Bolsonaro, contra a pauta identitária. Fica o meu pedido para que o governador vete o projeto votado por esta Casa”, afirmou o deputado.

Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Audiência expõe riscos do projeto Zona Verde e alerta para privatização dos espaços no Plano Piloto

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na noite de terça-feira (2), uma audiência pública para debater os desdobramentos do projeto Zona Verde, que previa a cobrança e privatização de estacionamentos no Plano Piloto e em áreas comerciais. Durante o encontro, moradores, comerciantes e prefeitos de quadra da Asa Sul e da Asa Norte apontaram os impactos econômicos, sociais e urbanísticos da medida. Presidida pela deputada Paula Belmonte (Cidadania), a reunião aconteceu na Escola Classe 102 Sul.

Embora o governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciar, na segunda-feira (1), que o Governo do Distrito Federal (GDF) não dará continuidade à concessão das vagas e projeto não será implantado, os participantes da audiência pública alertaram que o arquivamento da proposta não é uma vitória definitiva, mas uma suspensão temporária que pode ser retomada a qualquer momento caso não haja uma mobilização social constante.

Prefeitos de quadras e moradores ressaltaram que o Zona Verde compromete o modelo urbanístico original de Brasília, impedindo a liberdade de locomoção e o uso coletivo das áreas públicas. Eles também destacaram que a medida transfere integralmente os custos de uso das vagas para os cidadãos, enquanto as empresas concessionárias ficariam isentas de responsabilidade por furtos, danos ou acidentes envolvendo os veículos. Nesse cenário, o projeto não oferece melhorias proporcionais em segurança, infraestrutura ou transporte.

A deputada Paula Belmonte reconheceu o recuo do GDF como uma conquista popular e enfatizou que a mobilização deve continuar para revogação definitiva do projeto. “Não podemos ter medo de defender o Plano Piloto. Nós fomos vencedores, mas não podemos perder a mobilização para não sermos atropelados”, frisou.

 

Foto: Luís Tajes/Comunicação Paula Belmonte

 

Privatização e abandono

No encontro, o presidente do Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos (CentroDH), Michel Platini, criticou a privatização da área central de Brasília e denunciou o abandono do Setor Comercial Sul. Segundo ele, enquanto outros estados do país buscam revitalizar seus centros, a capital segue na direção contrária, elitizando os espaços públicos.

“Vencemos, agora, o Zona Verde. É uma conquista, mas não podemos dormir. Precisamos, agora, recuperar nossa área central”, salientou Platini. “Enquanto o Brasil inteiro está promovendo projetos de revitalização das suas áreas centrais, porque há uma tendência nacional de esvaziamento, o nosso governo vai na contramão e privatiza a área central que já estava abandonada”, ressaltou.

Platini citou ainda o risco de fechamento do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da rodoviária, que atende mais de 700 mil pessoas. De acordo com o ativista, a continuidade do serviço está ameaçada pelas cobranças mensais desmedidas impostas pela concessionária ao GDF para uso do espaço. “O CTA está na eminência de ser fechado porque a empresa que o governador entregou a rodoviária está cobrando do próprio GDF R$70 mil. A sala do Na Hora cobra R$ 300 mil. Mesmo assim, depois de 6 meses que a rodoviária foi privatizada, ela continua abandonada”, frisou.

A empresária e prefeita do Conic, Flávia Portela, relatou que o comércio sofreu uma queda entre 30% e 35% nas vendas após a implantação da cobrança de estacionamento na rodoviária. De acordo com ela, não houve melhorias previstas em contrato, como segurança ou sinalização adequada, e a concessionária não assume responsabilidade por eventuais danos aos veículos. “Primeiro, eles começaram a cobrar para agora, talvez, começar a se organizar. Nós não temos faixas pintadas, nós não temos segurança.”

 

Foto: Luís Tajes/Comunicação Paula Belmonte

Também presente na audiência pública, a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) reforçou que o Zona Verde compromete o direito à cidade da população. A parlamentar destacou, ainda, que a medida evidencia a falta de investimentos estruturais em mobilidade no DF. “Temos que discutir transporte, mobilidade urbana e direito à cidade.  Queremos que os nossos meninos não tenham medo de ir para um parque jogar bola, que não tenhamos medo de sair à noite”, enfatizou.

A audiência pública foi transmitida na TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e está disponível no canal da CLDF no YouTube.

Fonte: Agência CLDF

Lula autoriza nova fase de obras do campus do ITA no Ceará

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (3), a autorização para a terceira etapa de obras do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. Com investimento de R$ 181,3 milhões, o ato marca um novo avanço no projeto de implantação da instituição na Base Aérea de Fortaleza.

Com mais de 75 anos de história, o ITA tem apenas uma unidade, em São José dos Campos (SP). O campus no Ceará foi anunciado por Lula em janeiro de 2024.

Considerada uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil, cerca de 40% dos alunos do ITA no interior paulista são oriundos do Ceará. De acordo com o governo, a iniciativa de instalar um campus no estado reforça, então, o papel do Ceará na formação de engenheiros e no desenvolvimento tecnológico do país.

A instituição, ligada à Força Aérea Brasileira (FAB), é uma referência em cursos de graduação e pós-graduação nas áreas da engenharia e tecnologia, especialmente no setor aeroespacial.

Em discurso sobre a importância da educação, o presidente Lula afirmou que seu objetivo é dar oportunidade iguais a todos os brasileiros.

“Pelo fato de eu não ter tido oportunidade de estudar, eu quero que todas as pessoas iguais a mim e mais pobres do que eu tenham o direito de fazer a universidade. Todo mundo tem que ter oportunidade de ter um diploma, de ter uma profissão, porque eu sei o valor de uma profissão; eu sei o que é um trabalhador sem profissão procurar um emprego”, afirmou.

O convênio, que foi firmado entre o Ministério da Educação (MEC) e o governo do Ceará, inclui construções como um segundo alojamento estudantil, prédio administrativo, complexo esportivo, além de obras de urbanização, pavimentação, drenagem e reformas de estruturas já existentes.

O investimento total previsto para as três etapas das obras soma R$ 330,4 milhões. Em novembro, a obra do novo campus alcançou 54,46% de execução, com os blocos das engenharias próximos da finalização.

Atualmente, o ITA oferece seis cursos tradicionais de engenharia: aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial. No ITA Ceará, foram acrescentados dois novos cursos de engenharia: de sistemas e de energias renováveis, com perspectiva de cursos de pós-graduação e de uma outra oferta de graduação em bioengenharia.

O primeiro processo seletivo de acesso ao ITA Ceará aconteceu em 2024, com a primeira turma sendo acolhida em 2025 e 2026 ainda no campus do interior paulista. Após a conclusão das obras, as turmas serão transferidas à nova unidade para dar prosseguimento às atividades.

Carteira docente

Durante o evento, o presidente Lula também entregou carteiras nacionais de docente para professores do Ceará. O novo documento de identidade funcional concede aos professores benefícios exclusivos, como meia-entrada em eventos culturais, ferramentas de trabalho, cartões de crédito com condições diferenciadas, descontos em hotéis e outros serviços.

A lei que institui a Carteira Nacional de Docente no Brasil (CNDB) foi sancionada em setembro e o documento começou a ser emitido em 15 de outubro, Dia do Professor. A ação integra a estratégia de valorização do programa Mais Professores para o Brasil, lançado em janeiro deste ano e prevê atender os 2,7 milhões de docentes da rede pública e privada de todo o país, de todos os níveis e etapas da educação.

O documento oficial tem validade de dez anos e pode ser emitido no sistema Mais Professores, do MEC. Após a validação do cadastro, usando o login da conta Gov.br, a CNDB já é disponibilizada em formato digital.

Fonte: Agência Brasil

Com 8,3 milhões de trabalhadores, idosos têm nível de ocupação recorde

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Cerca de 8,3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam trabalhando em 2024. Com esse contingente, o Brasil alcançou o recorde no nível de ocupação desse grupo etário, desde que o levantamento começou, em 2012.

Dos 34,1 milhões de idosos, um em cada quatro (24,4%) estava ocupado no ano passado.

A revelação faz parte do levantamento Síntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desde 2020, cresce o nível de ocupação de idosos:

  • 2020 – 19,8%
  • 2021 – 19,9%
  • 2022 – 21,3%
  • 2023 – 23%
  • 2024 – 24,4%

Reforma da previdência

A analista do IBGE Denise Guichard Freire, responsável pelo capítulo, aponta que, além do aumento da expectativa de vida, a reforma da previdência, promulgada em 2019, é uma das explicações para o ganho de ocupação.  

“Certamente a reforma da previdência é um dos fatores que levam as pessoas a ter que trabalhar mais tempo, a contribuir mais tempo para conseguir se aposentar”, afirma.

O estudo mostra que a taxa de desocupação – popularmente conhecida como taxa de desemprego – dessa população foi de 2,9% em 2024, a menor da série histórica do IBGE.

Para efeito de comparação, o desemprego do total da população era de 6,6% no ano passado.

Ao dividir por idades, o IBGE identifica que no grupo de 60 a 69 anos, 34,2% estavam ocupados. Quase metade (48%) dos homens trabalhavam. Entre as mulheres, eram 26,2%.

Já no grupo com 70 anos ou mais, a ocupação era reduzida a 16,7%. Entre os homens, 15,7%. No grupo das mulheres, 5,8%.

>> Leia mais: 

Entenda as regras de transição da reforma da Previdência 

Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada

Conta própria e empregador

O IBGE apura informações de como é a atuação dos idosos no mercado de trabalho. Um dado relevante é que mais da metade deles (51,1%) trabalhava por conta própria (43,3%) ou como empregador (7,8%).

Para efeito de comparação, na população ocupada como um todo, conta própria e empregadores somam apenas 29,5% dos trabalhadores.

No conjunto da população, a forma de atuação mais comum é como empregado com carteira assinada (38,9% dos trabalhadores). Entre os idosos, apenas 17% tinham essa condição.

Rendimento

Ao analisar os dados de rendimento, o IBGE identificou que os idosos receberam R$ 3.561 mensalmente, em média, superando o valor do conjunto da população com 14 anos ou mais de idade (R$ 3.108). Isso significa que os idosos ganharam 14,6% mais.

Já em relação à formalização, as pessoas com 60 anos ou mais ficam em desvantagem em relação ao total dos trabalhadores. A taxa do país era de 59,4% dos ocupados. No grupo dos idosos, 44,3%.

O IBGE considera informais empregados sem carteira assinada, e trabalhadores por conta própria e empregadores que não contribuem para a previdência social.

>> Leia as demais reportagens sobre a Síntese de Indicadores Sociais: 

Mais de 8,6 milhões deixam pobreza; Brasil tem melhor nível desde 2012 

Diretores e gerentes negros ganham 34% menos que brancos, revela IBGE 

Alunos de 6 a 10 anos estão mais atrasados que no período pré-pandemia

Fonte: Agência Brasil

Senado: substitutivo do Antifacção prevê R$ 30 bi por ano contra crime

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O relator do projeto de lei (PL) Antifacção do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou, nesta quinta-feira (3), um substitutivo ao texto que veio da Câmara dos Deputados. Nele, Vieira prevê a criação de um imposto sob as bets para financiar o combate às facções com cerca de R$ 30 bilhões por ano.

“Esse dinheiro é para ser investido em inteligência, integração e infraestrutura de presídios porque a consequência dessa legislação que nós estamos votando, e que responde à vontade dos brasileiros, vai ser o aumento significativo do número de presos. Se eu não tiver investimento adequado, eu vou estar criando um problema e não uma solução”, justificou Vieira à imprensa nesta manhã.

O substitutivo do Senado ao PL 5582 de 2025 deve ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que incluiu o tema na pauta desta quarta-feira (3). Cabe pedido de vista. Como o texto foi alterado no Senado, ele deve voltar para Câmara para nova apreciação.

Na avaliação do relator do Senado, ao aumentar os recursos para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o texto encerra a disputa do Executivo com o relatório anterior da Câmara, escrito pelo secretário de segurança de São Paulo, deputado Guilherme Derrite (PP-SP).

A disputa se dava porque o texto da Câmara previa a divisão dos recursos e patrimônios apreendidos do crime organizado entre os estados e a União, reduzindo os recursos que hoje estão na mão do Executivo federal.  

Organizações “ultraviolentas”

A proposta de Vieira, ao mesmo tempo, rejeita a criação de uma lei autônoma chamada de “organizações criminosas ultraviolentas” prevista no texto que veio da Câmara.

A inovação foi alvo de críticas do governo federal e de especialistas que previam que essa nova classificação poderia dificultar o enquadramento das facções por conter conceitos genéricos.

“Reformulamos o dispositivo de favorecimento do crime de facção, aproveitando a redação da Câmara, mas restringindo os tipos a fim de eliminar controvérsias interpretativas”, justificou Vieira.

O substitutivo do Senado prevê o crime específico de facção criminosa dentro da Lei de Organizações Criminosas, classificando grupos que atuam com controle territorial por meio da violência, coação e ameaça. A pena para o crime de facção vai de 15 a 30 anos de reclusão.

Milícias privadas equiparadas a facções

O substitutivo do Senado também incluiu dispositivo expresso que equipara a milícia privada a facção criminosa. “A milícia privada também será considerada organização criminosa para todos os fins legais”, escreveu o relator.

Ao mesmo tempo, o relator aumento penas para crimes de homicídio, lesão, roubo, ameaça, extorsão e estelionato “quando praticados por integrantes de facções criminosas ou milícias privadas”.

Fundos da segurança pública

O substitutivo do relator prevê ainda que o governo federal tem 180 dias para propor uma reestruturação dos fundos existentes.

“A gente identificou sobreposição, desperdício e empossamento [de recursos]. O Brasil, e não é só na segurança pública, em várias áreas, ele não sofre de falta de dinheiro, ele sofre de uma má alocação desse dinheiro”, completou.

O substitutivo apresentado hoje ainda altera a gestão do Fundo Nacional da Segurança Pública (FNSP), com uma paridade na indicação dos membros do FNSP entre União e estados e Distrito Federal.

“Nós temos já uma sugestão partilha de, pelo menos, 60% desse valor investido nos estados. O Fundo Nacional de Segurança passa a ter uma composição mais paritária, a gente traz cinco representantes dos estados, as cinco regiões estarão representadas, discutindo a aplicação desse recurso, mas dentro de limites claros da lei”, afirmou Vieira.

Atualmente, o FNSP é composto por sete integrantes indicados pela União e dois indicados pelos estados.

Tribunal do Juri

O relatório apresentado no Senado ainda manteve a previsão de julgamento por meio de tribunal do júri nos casos de crimes contra a vida praticado por membro de facção. O texto da Câmara afastou a competência do tribunal do júri alegando que esses jurados estariam mais sujeitos à pressão dessas organizações.

Alessandro Vieira, por outro lado, defendeu que o julgamento de crimes contra a vida por tribunais do júri é uma determinação constitucional, não podendo ser alteradas por projeto de lei.

Em contrapartida, inseriu novos mecanismos para proteção dos “jurados na hipótese de julgamento de crimes praticados por integrantes de milícias e facções”.

Vieira também excluiu trechos do projeto aprovado na Câmara que proíbem o uso do auxílio-reclusão e restringem o direito ao voto de membros de facções ou milícias, “considerando seu status constitucional, insuscetível de alteração por lei ordinária”.

Fonte: Agência Brasil

Incêndio no Ceasa/Rio está controlado; bombeiros trabalham no rescaldo

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O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que o incêndio de grandes proporções no Centro Estadual de Abastecimento do Rio (Ceasa), a maior central de abastecimento do estado, está controlado, sem chance de propagação, mas ainda há chamas sendo combatidas.

O fogo começou na madrugada desta quarta-feira (3). O Ceasa fica em Irajá, na zona norte da capital fluminense.

Até o momento, não há registro de vítimas. Informações preliminares do Corpo de Bombeiros indicam que o fogo teria começado em uma loja de alimentos, rapidamente atingindo estabelecimentos vizinhos que comercializam plásticos, papéis, bebidas e outros materiais altamente inflamáveis, o que contribuiu para a velocidade de propagação das chamas.

O Ceasa/RJ informou que as chamas atingiram 28 boxes causando prejuízos ainda incalculáveis, mas de grande magnitude. No momento desta publicação, os pavilhões 43 e 44 permanecem totalmente interditados e parte do Pavilhão 42 também está isolada. As demais áreas seguem operando normalmente.

Após a conclusão da perícia que vai apurar as causas do incêndio, o Ceasa/RJ dará início às tratativas com o governo do estado para definir a melhor forma de apoiar os lojistas que tiveram suas unidades atingidas pelo fogo.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve no local e disse que havia muito material estocado o que acabou gerando a propagação do incêndio.

“Não vai ter risco de desabastecimento, especialmente num mês com demanda maior por conta das festas de fim de ano”, afirmou.

Mairo Geovanini, filho do dono de uma loja especializada em vender batatas para fritura, disse que sua família perdeu tudo no incêndio: 

“Infelizmente tivemos essa tragédia. O comércio já vem fraco, ruim. Acabei de pedir ao prefeito uma ajuda, que vai ser nosso socorro. Estávamos esperando uma melhora agora nesse final de ano com as pessoas recebendo décimo terceiro, com festas. Só Deus para confortar a gente para continuar.”

*Com informações da TV Brasil
 

Fonte: Agência Brasil

Toffoli autoriza busca em vara federal da Lava Jato em Curitiba

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Agentes da Polícia Federal (PF) cumprem nesta manhã (3) na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde se originou a Lava Jato, para cumprir mandado de busca e apreensão de documentos ligados a casos anteriores à operação.

A diligência foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é relator de uma investigação sobre supostas irregularidades na condução de casos criminais pela Justiça Federal do Paraná. Um dos alvos é o senador Sérgio Moro (União-PR), antigo juiz titular da vara responsável pela Lava Jato.

A ordem é para que sejam recolhidos documentos insistentemente solicitados pelo Supremo, mas que ainda não foram encaminhados.

 


Brasília (DF) 18/05/2023  Senador, Sérgio Moro, na CCJ do Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil.
Brasília (DF) 18/05/2023  Senador, Sérgio Moro, na CCJ do Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

Brasília (DF) 18/05/2023 Senador Sérgio Moro foi juiz titular da Vara Federal em Curitiba   Foto-arquivo: Lula Marques/ Agência Brasil. – Lula Marques/ Agência Brasil

Inquérito

O inquérito sigiloso foi aberto no ano passado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após apurações da Polícia Federal (PF) terem apontado a necessidade de aprofundar as investigações sobre declarações do empresário e ex-deputado estadual do Paraná Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. 

O caso remonta a um acordo de colaboração premiada firmado em 2004 por Garcia, após ele ser preso pela PF sob a acusação de gestão fraudulenta do Consórcio Nacional Garibaldi, em processo anterior à Lava Jato. Ele acusa Moro de intimidá-lo a gravar investigados e “trabalhar” para obter provas contra políticos e outras figuras proeminentes.

Em nota divulgada quando o inquérito foi aberto, Moro negou “qualquer irregularidade no processo de quase vinte anos atrás”. O parlamentar chamou de “fantasioso” o relato de Garcia. A Agência Brasil tenta contato com o senador para novo comentário. A Justiça Federa do Paraná disse que não vai se manifestar.

Fonte: Agência Brasil

Lei garante acolhimento e direitos a mulheres em casos de perda gestacional

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Foi sancionada nesta terça-feira (02) a Lei nº 7.777/2025, que altera a legislação vigente para ampliar os direitos e garantir atendimento mais humanizado às mulheres que enfrentam situações de perda gestacional no Distrito Federal. A norma é de autoria dos deputados Pastor Daniel de Castro (PP), Max Maciel (Psol) e Dayse Amarilio (PSB).

A nova lei determina que parturientes diagnosticadas com óbito fetal, aborto espontâneo ou que aguardam procedimentos médicos para retirada do feto tenham direito à acomodação em área separada das demais gestantes e pacientes, visando oferecer maior privacidade e acolhimento.

Além disso, a nova norma assegura a presença de um acompanhante escolhido pela mulher durante todo o período de internação e o acompanhamento multiprofissional, incluindo suporte psicológico e psicossocial desde a internação.

Outro ponto importante da lei é a promoção do direito ao registro do natimorto e à realização de funeral simbólico, independentemente da fase da perda gestacional.
 

Deputado Pastor Daniel de Castro (Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

Ao comentar a sanção da Lei, Pastor Daniel de Castro destacou a importância da medida para assegurar dignidade e respeito às parturientes. “Nenhuma mulher deveria enfrentar a dor da perda gestacional sozinha ou em condições que agravem ainda mais esse sofrimento. Com esta lei, asseguramos acolhimento digno, ambiente separado, acompanhamento psicológico e o direito a um acompanhante. É uma vitória de humanidade, respeito e empatia no atendimento às parturientes do Distrito Federal”, avalia o parlamentar.

 

Deputada Dayse Amarilio (Foto: Carolina Curi/Agência CLDF)

 

A deputada Dayse Amarilio (PSB) também ressaltou a importância do projeto para a saúde pública. “Como enfermeira obstetra, por muitas vezes presenciei a violência institucional cometida contra essas parturientes. Agradeço a esta Casa pela aprovação do projeto”, afirmou em plenário durante a tramitação da matéria.
 

Deputado Max Maciel (Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF)

“Fizemos a proposta desta lei com base na escuta de pacientes. A mãe que passa por essa situação sofre duas vezes, pela perda do filho e por estar no meio de outras gestantes na maternidade”, complementou o deputado Max Maciel.

O texto também determina que o poder público divulgue e instrua sobre a possibilidade de emissão do atestado de óbito e do registro civil do natimorto. Para assegurar um atendimento adequado e humanizado, a legislação prevê ainda educação continuada para profissionais da rede pública e privada de saúde.

Fonte: Agência CLDF

Republicano vence eleição para Câmara dos EUA no Tennessee

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Os eleitores do Tennessee elegeram o republicano Matt Van Epps para ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos (EUA), informaram veículos de mídia do país nessa terça-feira, reforçando a estreita liderança do partido do presidente Donald Trump na Câmara, rumo às eleições de meio de mandato do próximo ano.

Segundo veículos como Associated Press e NBC News. Van Epps ocupará a vaga deixada pelo ex-deputado Mark Green, que renunciou em julho. O distrito de Middle Tennessee inclui partes de Nashville.

Trump venceu no distrito por 22 pontos em 2024, e tanto Trump quanto Green endossaram Van Epps. Pesquisa da Emerson College Polling/The Hill, divulgada na semana passada, sugeriu que poderia ser uma disputa apertada.

Uma reviravolta democrata em eleição fora do ciclo, após um fim de semana de feriado, teria diminuído a maioria dos republicanos na Câmara, que é de 219 a 213.

Em comunicado, Van Epps agradeceu a Trump “por seu apoio inabalável”, acrescentando: “O presidente Trump estava totalmente conosco. Isso fez a diferença. No Congresso, estarei sempre ao lado dele.”

Fonte: Agência Brasil