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Brasil dá exemplo de democracia aos EUA, diz New York Times

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Um artigo publicado no jornal The New York Times (NYT) nesta sexta-feira (12) afirma que o Brasil teve sucesso onde os Estados Unidos (EUA) fracassaram, ao comentar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. 

Escrita por um dos autores do livro Como as Democracias Morrem, o professor de Harvard Steven Levitsky, e pelo professor Filipe Campante, o artigo afirma que a democracia do Brasil deu um exemplo à dos EUA ao condenar um ex-presidente por tentar anular a eleição.

“Apesar de todas as suas falhas, a democracia brasileira é hoje mais saudável do que a americana. Conscientes do passado autoritário do país, as autoridades judiciais e políticas brasileiras não deram a democracia por garantida. Seus pares americanos, por outro lado, fracassaram na tarefa. Em vez de minar os esforços do Brasil para defender sua democracia, os americanos deveriam aprender com ela”, escreveram os especialistas.

Os professores norte-americanos fazem um paralelo do julgamento de Bolsonaro com o caso de Donald Trump que, ao perder as eleições de 2020, não reconheceu o resultado e instigou apoiadores a invadir o Capitólio em 6 de janeiro de 2021, na tentativa de impedir a diplomação do democrata Joe Biden.  

“O Supremo Tribunal Federal brasileiro fez o que o Senado dos EUA e os tribunais federais tragicamente falharam em fazer: levar à justiça um ex-presidente que atacou a democracia”, disse o artigo do NYT.

Filipe Campante e Steven Levitsky lamentam que as instituições dos EUA não puniram o atual presidente dos EUA.

“Ao contrário dos Estados Unidos, portanto, as instituições brasileiras agiram com vigor e, até o momento, de forma eficaz, para responsabilizar um ex-presidente por tentar anular uma eleição. É justamente a eficácia das instituições brasileiras que colocou o país na mira do governo Trump”, escreveram.

Para os especialistas, as tarifas de Trump contra o Brasil e as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, alteram uma política que a Casa Branca tinha na América Latina desde o fim da Guerra Fria.

“Em um movimento que evoca algumas das intervenções mais antidemocráticas dos EUA na Guerra Fria, os Estados Unidos estão tentando subverter uma das democracias mais importantes da América Latina”, avaliam os colunistas do NYT.

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Proteger a democracia

Os autores alertaram ainda que as democracias não podem ser defendidas sozinhas e lembrou os movimentos autoritários que tomaram conta da Europa entre 1920 e 1930, como o fascismo italiano e o nazismo alemão.

“Como os liberais europeus aprenderam naquele período, a passividade diante de tais ameaças pode custar caro. As democracias não podem se defender. Elas precisam ser defendidas. Mesmo os freios constitucionais mais bem elaborados são meros pedaços de papel, a menos que os líderes os exerçam”, argumentaram Campante e Levitsky.

Os especialistas citam que “inúmeras evidências” da Polícia Federal indicaram que Bolsonaro e aliados militares conspiraram para anular a eleição e bloquear a posse de Lula.

“Após os eventos de 8 de janeiro de 2023 deixarem claro que Bolsonaro representava uma ameaça à democracia, a Justiça brasileira agiu agressivamente para responsabilizá-lo — e impedir seu retorno ao poder”, destacaram. 

Trump 

O artigo do jornal nova-iorquino também denuncia o “autoritarismo” do novo governo Trump e culpa as falhas institucionais do país norte-americano. 

“O segundo governo Trump tem sido abertamente autoritário, instrumentalizando agências governamentais e mobilizando-as para punir críticos, ameaçar rivais e intimidar o setor privado, a mídia, escritórios de advocacia, universidades e grupos da sociedade civil. Ele tem rotineiramente burlado a lei e, por vezes, desafiado a Constituição. Menos de nove meses após o início da segunda presidência de Trump, os Estados Unidos provavelmente já cruzaram a linha do autoritarismo competitivo”, declararam os especialistas.

Fonte: Agência Brasil

Governo divulga lista de produtos prioritários do Brasil Soberano

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O governo federal divulgou nesta sexta-feira (12) a lista de produtos elegíveis ao crédito emergencial do Plano Brasil Soberano, conjunto de medidas lançado para apoiar exportadores brasileiros afetados pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos no dia 30 de julho deste ano.

A  tabela de produtos afetados pelas tarifas adicionais do governo estadunidense já está disponível no portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O programa assegura R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) em crédito com juros reduzidos para empresas com pelo menos 5% do faturamento afetado. Outras empresas poderão acessar R$ 10 bilhões via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É preciso estar em situação regular na Receita Federal e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para acessar a linha de crédito. 

Ao todo, 9.777 produtos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) terão prioridade na linha de crédito do programa brasileiro. Desse total, 9.075 serão automaticamente considerados, enquanto outros 702 exigem autodeclaração das empresas para comprovar prejuízo nas exportações.

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Os financiamentos poderão ser usados para capital de giro, capital de giro para produção de bens afetados pelo tarifaço, aquisição de bens de capital e investimento para adaptação da atividade produtiva, adensamento da cadeia produtiva e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos. Os prazos variam de 5 ano a 10 anos, com carência entre 12 meses e 24 meses.

Brasil Soberano 

O Plano Brasil Soberano foi lançado em 13 de agosto com medidas de apoio às empresas, aos exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos contra os produtos brasileiros anunciadas em 30 de julho. 

Fonte: Agência Brasil

Executor de líder religiosa Mãe Bernadete é preso na Bahia

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A Polícia Civil da Bahia prendeu Josevan Dionísio dos Santos, mais conhecido como BZ, suspeito de ser o executor do homicídio da líder quilombola Mãe Bernadete Pacífico, em 17 de agosto de 2023, no território do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Bahia.

BZ e outras pessoas armadas executaram a líder religiosa e integrante da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) após invadirem sua residência.

Durante o cumprimento do mandado de prisão, nesta sexta-feira (12), em um imóvel em Simões Filho, Josevan manteve como reféns a companheira e os dois filhos.

“As equipes da Core iniciaram negociação estratégica que garantiu a libertação das vítimas sem ferimentos e a rendição do homem. Uma pistola calibre 9mm, de fabricação turca, com numeração raspada foi apreendida”, detalhou a polícia.

Após ser preso, Josevan foi conduzido à sede do Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (Denarc), onde passou pelos exames legais e permanece custodiado à disposição da Justiça.

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Crimes

BZ é também suspeito de integrar “grupo criminoso atuante em Simões Filho e região, envolvido em roubos, tráfico de drogas e homicídios”, segundo a polícia da Bahia.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, os ideais da ialorixá e a sua luta para manter a ordem dentro da comunidade quilombola estava prejudicando os interesses dos líderes do tráfico de drogas da região.

Segundo os investigadores, o crime contra a líder religiosa foi motivado pela “resistência da vítima contra a expansão do tráfico de drogas em territórios tradicionais”. 

Voz ativa na defesa dos direitos humanos, Mãe Bernadete denunciava a atuação de facções criminosas na região.

“Percebendo que a liderança de Maria Bernadete impediria a expansão do comércio de entorpecentes e de outros negócios rentáveis no entorno da barragem de Pitanga dos Palmares, área de preservação ambiental, o Maquinista deu a ordem para que Bernadete fosse executada”, acrescentou a PCBA.

“No inquérito, seis pessoas foram indiciadas pelo homicídio. Cinco já foram presas e diligências continuam para localizar o último envolvido, conhecido como ‘Maquinista’, que permanece foragido”, informou por meio de nota a Polícia Civil.

Fonte: Agência Brasil

Justiça do Trabalho condena farmácia por racismo contra funcionária

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A Justiça do Trabalho condenou a rede de farmácias Drogasil ao pagamento de uma indenização por danos morais a uma atendente que sofreu racismo em uma de suas lojas na cidade de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

O caso ocorreu no primeiro dia de trabalho da atendente Noemi Ferrari, em 2018, e ganhou repercussão nesta semana porque a ex-atendente postou um vídeo em suas redes sociais do dia em que foi apresentada aos colegas da drogaria. A decisão judicial foi publicada no ano passado.

O vídeo mostra Noemi em primeiro plano, sendo gravada por uma outra funcionária, que enviou esta cena por WhatsApp para os demais colegas da loja. Neste vídeo, essa funcionária da drogaria faz a apresentação de Noemi com diversos comentários racistas sobre a cor de sua pele.

“Essa daqui é a Noemi, nossa nova colaboradora. Fala um ‘oi’, querida. Tá escurecendo a nossa loja? Tá escurecendo. Acabou a cota, tá? Negrinho não entra mais”, diz a agressora em um trecho do vídeo.

Pouco depois, a agressora continua os comentários racistas, listando as tarefas que Noemi deveria fazer no ambiente de trabalho. “Nossa, vai ficar no caixa? Que incrível. Vai tirar lixo? Que incrível. Paninho também, passar no chão? Ah… E você disse sim, né?”.

Em sua decisão, a juíza Rosa Fatorelli Tinti Neta considerou que o vídeo comprova o crime de racismo e rechaçou o argumento de que se tratava de uma “brincadeira” entre funcionários.

“Nesse contexto, o combate à discriminação racial nas relações de trabalho exige a tomada de consciência da existência do racismo estrutural, que é baseado em uma inaceitável lógica sistematizada de desqualificação e invisibilização racial, voltada à manutenção de estruturas sociais hierarquizantes e discriminatórias”.

“Além disso, a alegação da adoção de ‘humor’ na conduta não elide a ocorrência do racismo, haja vista que também nessa situação existem os mecanismos presentes em outros tipos de racismo e que igualmente se destinam a legitimar a opressão racial e a manutenção das estruturas sociais excludentes”, escreveu ainda a juíza.

Para a magistrada, a empresa também deveria ser responsabilizada pelo caso porque ela foi omissa em zelar por um ambiente de trabalho adequado. E fixou uma indenização por dano moral à Noemi no valor de R$ 37 mil. A sentença foi depois confirmada pela 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).

Por meio de nota, a rede Raia Drogasil Saúde (RD Saúde) disse lamentar “profundamente o episódio que ocorreu em 2018” e reiterar seu compromisso “com o respeito, a diversidade e a inclusão”.

“Nossa empresa não compactua com nenhum tipo de discriminação. Diversidade e respeito são valores primordiais. Temos investido de forma consistente em desenvolvimento de carreiras e iniciativas de promoção e de equidade racial. Em 2024, encerramos o ano com mais de 34 mil funcionários pretos e pardos e nos orgulhamos de ter atualmente 50% das posições de liderança ocupadas por pessoas negras, resultado direto de programas estruturados de inclusão e valorização. Nosso propósito é continuar investindo em ações concretas para garantir ambientes de trabalho diversos e inclusivos e contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária”.

Fonte: Agência Brasil

Nota Fiscal Goiana: para concorrer em setembro consumidor precisa se cadastrar até domingo

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Nota Fiscal Goiana: para concorrer em setembro consumidor precisa se cadastrar até domingo
Consumidores que ainda não participam da Nota Fiscal Goiana têm até domingo (14/09) para se inscrever no programa e concorrer já ao sorteio de setembro (Foto: Denis Marlon)

Consumidores que ainda não participam da Nota Fiscal Goiana têm até domingo (14/09) para se inscrever no programa e concorrer já ao sorteio de setembro. A 106ª premiação será realizada no dia 25, na sede da Secretaria da Economia.

A inscrição é simples e gratuita, feita no menu “Cadastre-se” do site www.goias.gov.br/nfgoiana. Basta informar CPF, data de nascimento e nome da mãe. Em seguida, o sistema solicita dados complementares como e-mail, telefone, endereço e a criação de uma senha.

Com o cadastro ativo, o consumidor passa a participar automaticamente dos sorteios mensais de prêmios em dinheiro, sempre que informar o CPF na nota fiscal.

O cadastro feito até domingo dá direito a um bilhete eletrônico para o sorteio ainda de setembro. Quem já solicita CPF na nota desde o início do programa terá esses documentos considerados na atual premiação.

A cada R$ 100 em compras registradas com CPF, o participante acumula um bilhete eletrônico para concorrer.

“Para quem já é inscrito, é importante manter os dados atualizados e consultar regularmente o site do programa para conferir os nomes dos ganhadores no menu Sorteios”, ressalta o coordenador da Nota Goiana, Leonardo Vieira de Paula.

Prêmios em dinheiro

Todos os meses, a Nota Fiscal Goiana distribui R$ 200 mil em prêmios para 158 consumidores. O destaque é o prêmio principal de R$ 50 mil para um único ganhador. Além dele, são sorteados três prêmios de R$ 10 mil, quatro de R$ 5 mil, 50 de R$ 1 mil e outros 100 de R$ 500 (valores brutos antes da incidência do Imposto de Renda).

Além disso, quem participa do programa pode alcançar até 10% de desconto no valor do IPVA.

Time Goiano do Coração

Em setembro também ocorre a terceira premiação do ano no valor de R$ 1 milhão para os times da 1ª divisão do campeonato goiano de futebol como parte da campanha Time Goiano do Coração, vinculada à Nota Fiscal Goiana.

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Secretaria de Estado da Economia – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

MEC oferta 7,8 mil vagas de pós-graduação gratuita para professores

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O Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) estão ofertando 7,8 mil vagas de mestrado e doutorado gratuitas a docentes das redes públicas de educação básica. Do total de vagas, 7.584 são para mestrado e 228 vagas para doutorado, ambos na categoria profissional. Os cursos ofertam aulas presenciais e na modalidade híbrida.

A iniciativa é parte do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB). Os editais dos processos seletivos já foram publicados pela Capes e abrangem dez cursos de mestrado profissional e um de doutorado nas seguintes áreas: biologia; física; matemática; química; sociologia; filosofia; artes; letras; educação inclusiva; e história — este último também conta com vagas para o doutorado profissional. Confira os editais aqui

Inscrições

Cada um dos programas de pós-graduação conta com prazos de inscrições distintos e os candidatos interessados devem consultar os editais individualmente. Para os mestrados em biologia, física, matemática e química, as inscrições se encerram neste mês. Já para o mestrado nos cursos de sociologia, filosofia, artes, letras, educação inclusiva e história, os prazos encerram em outubro. A inscrição na seleção do doutorado em história terminará em novembro. Apesar de os cursos serem gratuitos, alguns programas podem cobrar taxa de inscrição em seus processos seletivos. 

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Formação de professores

O programa tem o objetivo de fortalecer a formação continuada para o desenvolvimento profissional de docente de todo o país, oferecendo vagas em cursos de mestrado e doutorado profissionais, em diversas áreas do conhecimento. Os cursos são realizados por meio de uma rede nacional de universidades públicas com excelência reconhecida na área de formação de professores. A iniciativa também conta com a participação de instituições parceiras das sociedades científicas de diversas áreas, como a Sociedade Brasileira de Física (SBF) e a de Matemática (SBM).

O ProEB é uma das ações do programa Mais Professores para o Brasil, lançado pelo MEC, em janeiro de 2025, para valorizar os profissionais do magistério e qualificar os docentes.

Fonte: Agência Brasil

Exposição traz releitura de tradição de pintura japonesa a partir do vigor do Cerrado 

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal inaugura nesta sexta-feira (12) a exposição “Recortes do Cerrado”, com obras que promovem o diálogo da arte Sumi-e (técnica de pintura japonesa) com a vitalidade do Cerrado brasileiro. Marcada para as 19h, no Espaço Cultural Athos Bulcão (foyer do plenário), a abertura da mostra vai contar com a presença do artista e embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi; das artistas Hiromi Takano e Mikhaela Kawahara, e de representantes do Conselho Curador de Cultura da CLDF, da Secretaria de Meio Ambiente, da Universidade de Brasília, entre outros apoiadores da iniciativa.

As obras que integram a exposição fazem uma releitura simbólica da tradição do Sumi-e para retratar a vitalidade do Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil. Se no Japão as figuras retratadas são a orquídea, o bambu, o crisântemo e a ameixeira; aqui foram escolhidas quatro espécies nativas: a colestenia, o taquari, a caliandra e a cagaiteira.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF 

 

Os princípios do Sumi-e estão mantidos, no entanto, em todas as obras, marcadas por uma economia de traços, pinceladas contínuas, valorização de vazios e ênfase na essência mais do que na reprodução realista.

O Sumi-e tem como base a pintura monocromática chinesa, introduzida no Japão por monges zen. Desenvolvida a partir do século XIV, essa técnica reflete princípios do zen-budismo, taoísmo e xintoísmo, convidando tanto o praticante quanto o observador à prática contemplativa.

Realizada pelo Instituto Sumi-e Brasil com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), a exposição “Recortes do Cerrado” vai seguir em cartaz na Câmara Legislativa até o dia 26 de setembro. A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF 

Arte, educação e sustentabilidade

Além dessa exposição, o projeto “Recortes do Cerrado – Ezechias Heringer” envolve o lançamento de livro sobre a mostra, o que acontece também nesta noite; palestras; vivências em parques ecológicos; oficinas em escolas, entre outras ações.

Sob a coordenação da artista Hiromi Takano, do Instituto Sumi-e Brasil, a iniciativa vai ocorrer em etapas até setembro de 2026, unindo arte, educação e sustentabilidade em homenagem ao engenheiro agrônomo, botânico e ambientalista Ezechias Paulo Heringer (1905-1987), pioneiro da conservação do Cerrado.

Palestras

No mês em que se comemora o Dia Nacional do Cerrado (11/9), a Câmara Legislativa do Distrito Federal, uma das apoiadoras do projeto, vai sediar, além da exposição, uma série de palestras sobre o assunto, com a participação de representantes do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU/DF), do Correio Braziliense, do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), entre outras instituições. Os debates acontecem entre os dias 15 e 25 de setembro, das 19h às 20h, na sala das comissões.

Fonte: Agência CLDF

Audiência cobra anistia do Congresso e defende direitos humanos para presos

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Na noite desta quinta-feira (11), a Câmara Legislativa promoveu, por iniciativa do distrital Thiago Manzoni (PL), uma audiência pública para discutir a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. Manzoni destacou que, por casualidade, o evento coincidiu com o último dia de julgamento do núcleo crucial da “trama golpista”. Por quatro votos a um, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de pena. “Bolsonaro foi condenado por vingança, porque o ministro Alexandre de Moraes não gosta dele, porque outros ministros do Supremo não gostam dele, da direita e dos aliados dele”, introduziu Manzoni.

 

Deputado Thiago Manzoni. Foto: Jeremias Alves

 

A defesa dos direitos humanos no cárcere e as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) deram o tom da audiência. “Cabe, de fato, ao STF analisar a constitucionalidade das leis, mas jamais pode impor a sua vontade. Sendo a anistia um perdão concedido pelo Congresso Nacional é o que basta”, comentou Bianca Rosière, autora, entre outros livros, da obra 8 de janeiro e o direito penal do inimigo. Chefe de gabinete da senadora Damares Alves, Viviane Petinelli representou a parlamentar no evento. “Não há ordem sem justiça e não há justiça onde os direitos humanos são sistematicamente violados”, argumentou.

Na mesma linha, o advogado de 125 presos pelo 8 de janeiro, Hélio Júnior, detalhou violações de direitos humanos nos presídios brasileiros. “A Seape [Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do DF] já informava que no 8 de janeiro havia 15.438 presos para somente cerca de 8.600 vagas. As penitenciárias do Distrito Federal já contavam com um déficit de 6.787 vagas.

Antes de os presos políticos entrarem nas prisões, havia uma denúncia sobre um aumento de 3.600% das torturas dos presos comuns, agredidos por agentes de forma verbal, física, psicológica, além de falta de alimentações adequada”, relatou. Episódios sobre comidas com larvas e detidos dormindo no chão, sem colchão ou outro suporte, foram lembrados ao longo da audiência por familiares dos condenados.

 

Foto: Jeremias Alves

 

Em participação virtual, o advogado e escritor Claudio Caivano, que redigiu dois livros sobre o 8 de janeiro, citou o que definiu como um lema para os conservadores: “O povo que não conhece a própria história está fadado a repeti-la”. Ao final de sua fala, declarou que “os direitos humanos são para todos, não só para alguns”.

No encerramento, o distrital Manzoni cobrou medidas do Congresso Nacional. “É um dever moral do senhor presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, pautar a anistia e que o povo, por meio de seus representantes, decida se vai votar a favor ou contra, mas tem que ser votado”, pontuou. 

CPI dos Atos Antidemocráticos 

Em 2023, a CLDF realizou uma Comissão Parlamentar de Inquérito com foco nas depredações daquele ano em Brasília. Sob a presidência de Chico Vigilante (PT) e a relatoria de Hermeto (MDB), a investigação denominada CPI dos Atos Antidemocráticos estendeu-se por 9 meses na Casa. O relatório final indiciou 135 nomes e teceu uma série de recomendações ao Governo do Distrito Federal.   

Assista à audiência na íntegra:

 

  

Fonte: Agência CLDF

Condições de trabalho dos monitores educacionais são discutidas em audiência pública

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na manhã desta sexta-feira (12), audiência pública para debater as condições de trabalho dos monitores educacionais da Secretaria de Educação. A iniciativa partiu do deputado Jorge Vianna (PSD), que defende uma reestruturação da carreira. “Precisamos reivindicar melhores condições de trabalho para essa categoria. Com muito diálogo e compromisso, sei que podemos transformar a carreira dos monitores educacionais do Distrito Federal”, afirmou o parlamentar. 

A quantidade de atribuições sob responsabilidade dos monitores educacionais surpreendeu o deputado. “Fico surpreso com a sobrecarga de trabalho dos monitores. Eles são responsáveis por atividades de cuidado, higiene e estímulo de crianças. Precisam participar de programas de treinamento e formação, além de executar outras atividades. Também devem receber e entregar o estudante aos pais até 30 minutos antes e após às aulas, auxiliar o professor na organização da sala e dos materiais pedagógicos, auxiliar o professor quanto ao registro do comportamento dos estudantes, participar quando necessário de reuniões com as famílias, pais ou responsáveis, orientar e acompanhar os estudantes nos horários das refeições, comunicar às equipes escolares situações de risco, realizar procedimentos de higiene nos estudantes, como banho, troca de fraldas e vestuário, verificar os objetos pessoais dos estudantes sob seu monitoramento, organizar mochilas, acompanhar e supervisionar os estudantes na hora do intervalo, do sono e do descanso, contar histórias, distribuir massinhas de modelar, cantar músicas, acompanhar os estudantes no pátio em atividades físicas e eventuais passeios, realizar o controle de postura do estudante na carteira e no colchonete, conduzir estudante em cadeira de rodas e auxiliar o professor na elaboração de relatórios. E ainda precisam administrar conflitos. Talvez tenham sido contratados para o cargo de super heróis”, elencou o deputado. 
 

Victor Hugo Martins de Borba (Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

O presidente da Associação dos Monitores Escolares do DF, Victor Hugo Martins de Borba, apontou os problemas enfrentados pelos monitores. “Nosso grande problema é a falta de servidores na secretaria e que estão sendo substituídos por voluntários. Coisas graves que precisam ser revistas são a insalubridade, a limitação de peso e a quantidade de alunos atendidos. Temos colegas que pesam 60 quilos e que atendem alunos de 80 quilos. O servidor é utilizado para tudo, inclusive substituindo professor dentro de sala de aula”, criticou. 

Fernando Freitas, presidente da Associação dos Servidores da Justiça do DF, denunciou a existência de desvio de função na Secretaria de Educação. “Naturalmente os monitores não serão reconhecidos, pois é vantajoso colocar outra carreira precarizada com vínculo precarizado com o estado para fazer o trabalho dos monitores. É vantajoso o desvio de função na administração pública, mas só é vantajoso até um grupo se unir e gritar até ser ouvido. Não há demérito para o educador social, mas cada um tem que atuar dentro de suas funções. Os monitores precisam ocupar cargos de gestão para mudar a mentalidade da própria gestão”, defendeu. 
 

Ângelo Pignaton/Agência CLDF

Para Sérgio Dionísio, do Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas do DF, é preciso respeitar as atribuições dos monitores educacionais nas escolas. “Há professores que tratam os monitores como seus auxiliares. É preciso deixar claro que o monitor está na escola para auxiliar o estudante, e não para auxiliar o professor”, ressaltou. 

O monitor educacional César Augusto da Silva contou um pouco das dificuldades enfrentadas em 11 anos de experiência trabalhando com crianças especiais. “Temos alunos agressivos, que pesam mais de 100 quilos, e nós não temos uma formação para lidar com esses alunos. Precisamos de uma qualificação para lidar com esses alunos. Temos que ser treinados para nos proteger e proteger a própria criança. Uma criança em surto tem muita força, pois é uma descarga emocional muito grande. Penso que temos que ter uma formação melhor para lidar com esses casos. Peço à Secretaria de Educação que nos qualifique para esse trabalho. Além disso, muitos colegas estão abandonando os cargos por conta da baixa remuneração”, reclamou. 

Segundo dados apresentados na audiência, a remuneração inicial de monitores com jornada de trabalho de 30 horas semanais está fixada em cerca de R$ 2.300,00 para profissionais com formação em ensino médio, e cerca de R$ 4.200,00 para profissionais com mestrado. 
 

Ana Paula de Oliveira Aguiar representou a Secretaria de Educação (Foto: Ângelo Pignaton/CLDF)

Por fim, a subsecretária de gestão de pessoas da Secretaria de Educação, Ana Paula de Oliveira Aguiar, garantiu que a pasta vai tomar providências em relação aos pontos levantados na audiência. “A remuneração de 30 horas realmente é muito baixa e precisamos avançar. Isso é um consenso, e estamos aqui para ajudar a fortalecer essa remuneração por meio da alteração da carga horária. A carga horária pode ser voluntariamente alterada para 40 horas. Nosso esforço tem que ser pela remuneração. Tivemos 1900 nomeações em 2023. O próximo concurso deve sair no primeiro semestre do ano que vem, contemplando muitas vagas para monitor. Precisamos dar outra robustez para que os monitores possam assumir cargos de gestão”, comprometeu-se. 

 

 

Fonte: Agência CLDF

Setor de serviços cresce 0,3% em julho, mostra IBGE

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O setor de serviços, que reúne atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação, cresceu 0,3% na passagem de junho para julho. O resultado representa a sexta alta seguida e renova o patamar mais alto já alcançado, em junho de 2025.

Nos seis meses seguidos de alta, o segmento subiu 2,4%. Esse período de fevereiro a julho é a maior sequência de alta desde o período de oito meses compreendido entre fevereiro e setembro de 2022.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que, em relação a julho de 2024, o setor avançou 2,8%. No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 2,9%.

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Setores

O IBGE revelou que três das cinco atividades que compõem o setor apresentaram alta na passagem de junho para julho:

  • informação e comunicação: 1%
  • profissionais, administrativos e complementares: 0,4%
  • serviços prestados às famílias: 0,3%
  • transportes: -0,6%
  • outros serviços: -0,2%

O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, destaca o comportamento de duas atividades dentro do segmento de informação comunicação. Telecomunicações cresceu 0,7%, e tecnologia da informação; 1,2%.

A pesquisa do IBGE identificou que a expansão dos serviços foi acompanhada por 12 das 27 unidades da federação, com os maiores impactos positivos vindo de São Paulo (1,7%), Paraná (1,7%), Mato Grosso do Sul (5,7%), Santa Catarina (0,9%) e Rondônia (10,9%).

Conjunto da economia

O setor de serviços é o que mais emprega no país.

A Pesquisa Mensal de Serviços é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mês a mês pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto revelou que a produção da indústria brasileira caiu 0,2% em julho; e o comércio recuou 0,3% no mesmo intervalo de comparação.

Nos desempenhos acumulados em 12 meses, a indústria cresceu 1,9%. O comércio apresentou expansão de 2,5%.

Mudança de paradigma

De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, um dos fatores que explica a tendência de alta do setor, diferentemente da indústria e do comércio é a digitalização crescente da economia desde a pandemia de covid-19, em 2020.

“Houve mudança de paradigma muito clara no qual empresas buscaram colocar os produtos em plataformas online”. Segundo ele, isso acelerou a busca por serviços digitais, o que empurra para cima o segmento de tecnologia da informação.

“O consumo das empresas de delivery tem reforçado um aumento de receita nessa direção”, acrescenta.

O pesquisador avalia que são atividades que não sofrem tanto efeito de fatores macroeconômicos, como a escalada da taxa de juros, iniciada em setembro, para conter a inflação.

Fonte: Agência Brasil