Início Site Página 697

Deputados aprovam faixas de pedestre elevadas em frente a escolas e hospitais

0

A autoria do projeto é do deputado Ricardo Vale

A Câmara Legislativa aprovou, nesta quarta-feira (3), a obrigatoriedade de implantação de faixas de pedestre elevadas nas vias públicas em frente a escolas e unidades de saúde do Distrito Federal. A medida está prevista no projeto de lei nº 963/2024, do deputado Ricardo Vale (PT). Aprovado em dois turnos e redação final, o texto segue para sanção ou veto do governador.

O distrital argumenta que a faixa elevada garante mais segurança para os pedestres, porque obriga o motorista a reduzir a velocidade. Vale também destaca que a medida nivela a rua com a calçada: “É uma medida simples que garante melhorias na mobilidade e traz mais conforto e segurança nas vias públicas”. 

Denise Caputo – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Pauta de valores do IPVA de 2026 terá aumento médio de 1,72%

0

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) terá um reajuste médio de 1,72% em 2026. Segundo o GDF, a variação corresponde à atualização da tabela Fipe no último ano. Nesta quarta-feira (3), a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o o projeto de lei nº 1.988/2025, do Executivo, que estabelece a pauta de valores venais dos veículos automotores usados registrados e licenciados para efeito de cobrança do IPVA no próximo ano.

O texto aprovado segue para sanção do governador Ibaneis Rocha. De acordo com a justificativa apresentada pelo governo, a estimativa de arrecadação com o IPVA em 2026 é de R$ 2,14 bilhões.

A bancada do PT apresentou uma emenda ao projeto mantendo os mesmos valores cobrados em 2025. Mas a emenda acabou sendo rejeitada pelo Plenário.

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Aprovada a remissão de IPTU para imóveis do Fundo Garantidor de Parceiras Público-Privadas

0

Na sessão ordinária desta quarta-feira (3), a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o projeto de lei nº 2.063/2025, de autoria do Executivo, que “concede remissão e anistia de créditos tributários do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) relativos aos imóveis pertencentes ao Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas do Distrito Federal – FGP-DF. O texto foi aprovado em dois turnos e redação e segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha.

Na justificativa da proposta, o governo alega que a remissão e a anistia “representarem um alívio financeiro singular para o Fundo Garantidor de Parcerias Público Privadas, conferindo-lhe maior fôlego, constituindo elementar condição para a viabilidade operacional dos objetivos do Programa de Parcerias Público-Privadas do Distrito Federal”.

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Inep divulga gabaritos preliminares do Enade 2025

0

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os gabaritos preliminares das questões objetivas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2025.

Para consultá-los, o candidato deve acessar o portal do Inep, na área de Provas e Gabaritos.

Realizado anualmente, o Enade é uma prova que avalia a qualidade dos cursos da educação superior, por intermédio do desempenho dos estudantes da graduação (bacharelados e cursos superiores de tecnologia).

Neste ano, o exame foi aplicado no dia 23 de novembro em todo o país.

Áreas avaliadas

O exame é obrigatório para todos os alunos de cursos de bacharelado e superiores de tecnologia habilitados à avaliação teórica ou à avaliação prática, vinculados às áreas avaliadas.

Nesta edição, participaram estudantes habilitados vinculados às áreas relativas ao grau de bacharel listadas no edital, entre elas administração, ciências contábeis, ciências econômicas, design, direito, jornalismo, psicologia, publicidade e propaganda e relações internacionais.

Para os cursos superiores de tecnologia, o exame avaliou estudantes das áreas de design gráfico, tecnologia em gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão pública, logística, marketing e processos gerenciais.

Enade

O Enade também mede o desenvolvimento de competências e habilidades importantes para a formação geral e profissional. Além disso, verifica o nível de atualização dos estudantes em relação à realidade brasileira e mundial.

O exame integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e contribui para o monitoramento da qualidade da graduação no país.

Os resultados de desempenho individuais nas avaliações teóricas do Enade 2025 serão disponibilizados ao estudante no Sistema Enade, por meio do boletim de desempenho do estudante em 18 de setembro de 2026.

Fonte: Agência Brasil

Handebol: Brasil abre segunda fase do Mundial com vitória sobre Coreia

0

A seleção brasileira continua colecionando vitórias no Mundial de Handebol feminino. Nesta quarta-feira (3) em Dortmund (Alemanha), o Brasil derrotou a Coreia do Sul por 32 a 25 em seu primeiro compromisso pela segunda fase da competição.

Desta forma, a equipe, que teve como destaque a central Bruna de Paula (ela marcou três gols e foi escolhida a jogadora mais valiosa da partida), manteve 100% de aproveitamento, somando sua quarta vitória na competição.

Na estreia do Mundial, a seleção de Cristiano Silva derrotou Cuba por 41 a 20. Depois o compromisso foi com a República Tcheca, com a seleção brasileira triunfando pelo placar de 28 a 22. Em seu último compromisso pela primeira fase, o Brasil bateu a Suécia por 31 a 27.

O Brasil volta a entrar em ação a partir das 11h30 (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (5), quando mede forças com Angola. Em caso de vitória nesta partida, a seleção brasileira garante a classificação antecipada para as quartas de final.



Fonte: Agência Brasil

Governo lança plano conjunto contra fraudes bancárias digitais

0

O golpe do falso sequestro ou da ajuda urgente, via WhatsApp; a maquininha de cartão adulterada com a finalidade de clonar dados; as pirâmides financeiras que não se sustentam; o criminoso que se passa por uma instituição confiável e envia um e-mail ou cria um site falso para capturar dados; o falso motoboy que retira o cartão de crédito da vítima; as promessas de lucros irreais em investimentos falsos; o golpista que simula ser de uma central de atendimento que, na realidade, é falsa; o falso boleto, o golpe da troca de cartão.

Enfim, os crimes praticados no ambiente digital são, cada vez mais, uma preocupação cotidiana dos brasileiros e já colocam o país na segunda posição mundial nestes tipos de crimes, atrás apenas da China, de acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Para coibir os crimes deste tipo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Febraban lançaram, nesta quarta-feira (3), o Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Bancárias Digitais. A iniciativa é resultado da Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais, firmada em fevereiro, por meio de acordo de cooperação entre as duas instituições.

Durante o lançamento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, enfatizou a necessidade de uma resposta coordenada e inteligente do Estado, com toda “a energia”, em parceria com a sociedade civil, as entidades financeiras e empresas. “A segurança pública é dever do Estado e responsabilidade de todos.”

“O crime [digital] é um fenômeno extremamente complexo e relativamente novo, na dimensão e natureza assumidas nos anos mais recentes, e deve ser estudado mais a fundo por sociólogos, economistas, cientistas políticos e autoridades, em geral, especialmente, pelas forças de segurança.”

Ao lembrar da atuação dele como juiz da área criminal, em São Paulo, o ministro salientou que os crimes mudaram e migraram do mundo físico para o virtual, sobretudo, o crime organizado.

“E esse mundo digital que vivemos fez com que a criminalidade ficasse mais sofisticada. Os crimes comuns, de estelionato, deixaram de existir e migraram para o mundo digital, em uma metamorfose preocupante”, constatou.

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, destacou a importância da cooperação inédita entre os setores público, privado e a sociedade civil organizada, como o principal diferencial contra o crime organizado digital. “Para ser forte, o setor bancário precisa de um regulador forte e de um supervisor bancário forte e nós os temos. O setor bancário precisa que todos os elos que integram a cadeia da indústria financeira estejam absolutamente alinhados, porque a criminalidade digital busca exatamente o elo mais vulnerável, o mais frágil. Com essa aliança nós temos uma expectativa muito positiva de que estamos na direção correta.”        


Brasília (DF) 03/12/2025 - O presidente da Febraban, Isaac Sidney, durante lançamento do Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Bancárias Digitais.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 03/12/2025 - O presidente da Febraban, Isaac Sidney, durante lançamento do Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Bancárias Digitais.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Isaac Sidney destaca a importância da cooperação entre os setores público, privado e a sociedade civil organizada – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Plano de ação

O Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Bancárias Digitais consolida 23 iniciativas prioritárias para a atuação do Estado e sociedade civil, desde a prevenção e educação do consumidor, passando pela detecção e resposta rápida, até a repressão e recuperação de ativos.

O ministro Lewandowski explicou que o plano não está concluído e o processo de aprimoramento se encerrará em cinco anos.

O plano inclui, entre outros, vídeos educativos, um glossário com 41 tipologias de fraudes e golpes digitais. “A falta de padronização dificulta o fluxo e, consequentemente, o combate [às práticas criminosas]”, explicou o ministro.

Os pilares do plano são:

•         aprimoramento dos processos de prevenção a fraudes e golpes;

•         intensificação do combate e repressão contra crimes de fraudes e golpes;

•         compartilhamento e tratamento de dados e informações;

•         capacitação de agentes, entidades privadas e da população;

•         tratamento e cuidados às vítimas;

•         conscientização da população para prevenção.

Em sua fala, o ministro Lewandowski mencionou a importância de dar uma resposta imediata e clara à população.

““As vítimas não sabem o que fazer e a quem se queixar. Este nosso site terá uma linguagem simples, didática e informará, oficialmente, o que a vítima terá que fazer para recuperar aquilo que perdeu ou, pelo menos, minimizar os seus prejuízos.”

Site

No lançamento, a assessora Especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Betina Gunther, apresentou ações que serão implementadas e destacou com primeira entrega o novo site Sofri um Golpe. E agora?. A página virtual está hospedada dentro da plataforma Gov.br, com informações práticas, confiáveis, técnicas e organizadas aos cidadãos.

O site tem dez trilhas com condutas criminosas mais recorrentes, com linguagem acessível para orientar as vítimas em momentos de vulnerabilidade, mas também para contribuir para a prevenção destes crimes. O conteúdo poderá ser expandido, conforme a necessidade de atualização dos ilícitos ou de surgimento de outros.

Entre os temas abordados inicialmente estão os que abordam crimes recorrentes: “Levaram meu celular”; “Invadiram ou clonaram a minha rede social”; “Invadiram meu Gov.br”;

“São dez trilhas e cada uma delas leva a uma série de passo a passo para a sociedade. Este serviço disponibiliza informação e apoio, no momento em que cada um de nós ou conhecidos podem cair em um golpe.”

Também foi anunciada a disponibilização de ferramentas informativa ao cidadão com dados sobre a ocorrência anuais de fraudes bancárias digitais, por unidade da federação, por dia da semana e por turno, além do perfil das vítimas (escolaridade, sexo, idade).

Para construção do plano, a Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais fez encontros semanais, com o envolvimento de 357 especialistas de 23 entidades, de variadas áreas de atuação, para além do ambiente financeiro, como telecomunicações, varejo e tecnologia. O plano registrou mais de 230 horas de trabalho.

Fonte: Agência Brasil

CCJ da Câmara aprova fim da lei de alienação parental

0

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (3), por 37 votos contra 28, projeto de lei (PL) que revoga a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318 de 2010). Como o projeto tramitou em caráter terminativo, ele segue direto para análise do Senado caso não haja recurso na Câmara.

A alienação parental é considerada a prática de manipulação psicológica da criança por um dos pais ou responsável, de modo a prejudicar a construção de um vínculo dessa criança, ou adolescente, com o outro genitor ou genitora.

A anulação da lei vinha sendo exigida por movimentos que lutam pelos direitos das mulheres e meninas sob o argumento central de que a legislação vinha sendo usada para proteger abusadores e afastar mães do convívio com os filhos.

“Passados 12 anos desde a sanção desta norma, concluiu-se que ela não apenas não gerou os efeitos desejados, ou seja, os de reduzir atos abusivos de genitores no processo de separação e disputa por custódia, como tem sido aplicada de maneira a gerar problemas ainda mais graves que aqueles que pretendia mitigar”, escreveu no parecer a relatora do projeto, deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ).

Segundo a relatora, a  Lei de Alienação Parental  vem sendo usada para proteger abusadores de crianças que usam a legislação para retaliar denúncias de maus-tratos de crianças e adolescentes. A deputada acrescentou que peritos e especialistas no combate à violência contra mulheres e meninas das Nações Unidas (ONU) vem pedindo para que o Brasil revogue essa lei.

Carneiro afirma ainda, em seu relatório, que o Ministério Público estima que 70% dos casos de alienação parental são de pais que foram denunciados por mulheres por violência doméstica ou abuso sexual contra elas ou contra as crianças.

A deputada fluminense citou o caso de um menino de oito anos que tentou suicídio por abusos sucessivos do pai. “A mãe se sente silenciada porque contra ela há uma ação de alienação parental”, disse.

Adiado na CCJ algumas vezes, o debate na sessão de hoje se estendeu por mais de três horas devido a resistência de deputados do Partido Liberal (PL) e da oposição, que alegavam que a Lei de Alienação Parental tem um papel a cumprir.

“Nós devemos reformular essa lei, aprimorá-la e não revogá-la simplesmente retirando do nosso ordenamento jurídico, colocando um limbo de uma lei que, embora tenha inconsistências, problemas que devem ser sanados, ela protege crianças e genitores, independente de sexo, se é mulher, homem, mãe, pai”, argumentou.

Fonte: Agência Brasil

PF faz operação contra serviços clandestinos de ataques digitais

0

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (3), uma operação para desarticular um grupo especializado em oferecer serviços ilegais de ataques de negação de serviços distribuídos (DDoS – Distributed Denial of Service) sob demanda, conhecidos como booters e stressers.

Os DDoS são tentativas maliciosas de interromper o tráfego normal de um servidor, serviço ou rede, sobrecarregando-o com uma enxurrada de tráfego de internet de múltiplas fontes.

O objetivo é tornar o alvo inacessível para usuários legítimos, inundando-o com dados até que ele fique indisponível. Isso pode interromper operações, causar perdas financeiras, roubar negócios ou prejudicar a reputação de uma empresa.

Como parte da Operação Power OFFcom, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, a serem cumpridos nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Rio de Janeiro e Tubarão, em Santa Catarina.

Plataformas ilegais

Os alvos são administradores das plataformas ilegais e usuários que contrataram os serviços para realizar ataques contra sistemas de alta relevância.

Segundo a PF, as investigações – apoiadas pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) – mostraram que essas plataformas permitem que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, contrate ataques DDoS mediante pagamento. Os serviços são hospedados em servidores de nuvem distribuídos em diversos países e utilizados por agentes em escala mundial.

“Entre os ataques atribuídos aos usuários dessas plataformas estão ofensivas contra órgãos estratégicos brasileiros, como a Polícia Federal (2020), Serpro, Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro (2018)”, informou a Polícia Federal.

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

STF suspende julgamento sobre redução de aposentadorias por invalidez

0

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a decidir nesta quarta-feira (3) sobre a constitucionalidade da regra da reforma da Previdência de 2019 que reduziu o valor das aposentadorias por incapacidade permanente, a antiga aposentadoria por invalidez, nos casos de doença grave, contagiosa ou incurável.

Até o momento, a Corte registrou placar de 5 votos a 4 para reconhecer que a redução é inconstitucional. Após os votos, o julgamento foi suspenso. A data para retomada ainda não foi definida.

A Corte julga um recurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contra uma decisão da Justiça Federal do Paraná que garantiu a um aposentado o pagamento integral do benefício.

Com a reforma da Previdência de 2019, aprovada durante o governo Jair Bolsonaro, a aposentadoria por invalidez passou a ser chamada de aposentadoria por incapacidade permanente, e o cálculo do benefício foi alterado.

A aposentadoria por incapacidade decorrente de doença grave, contagiosa ou incurável deixou ser integral e passou a ser calculada com base em 60% da média aritmética das contribuições do segurado, com acréscimo de 2 pontos percentuais para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição para homens e 15 anos para mulheres.

A aposentadoria integral ficou válida somente para casos de incapacidade permanente em decorrência de acidente de trabalho.

Votação

O caso começou a ser julgado de forma virtual em setembro deste ano, quando o relator, ministro Luís Roberto Barroso (aposentado), aceitou o recurso do INSS para validar a regra da reforma que reduziu o benefício. Na ocasião, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino.

Na sessão de hoje, o caso foi retomado de forma presencial, e Dino votou pela inconstitucionalidade da mudança nas regras.

O ministro disse que as constantes reformas nas regras previdenciárias são necessárias em função de restrições fiscais, mas os direitos sociais previstos na Constituição devem ser garantidos.

“Eu imagino a situação fática concreta. O funcionário do INSS diz ao cidadão: O senhor era considerado temporariamente incapaz e, agora, que senhor foi considerado permanentemente incapaz, vai perder 30% da renda, explicando que é melhor ter levado um tiro do que ter carregado muitos sacos cimento e ter adquirido uma doença ocupacional”, disse.

Pelo entendimento de Dino, todos os benefícios por incapacidade deverão ser revistos no prazo de 12 meses. Além disso, o ministro propôs que a correção deverá ser paga em parcela única.

O voto divergente do ministro foi seguido por Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques seguiram o voto de Barroso para manter a regra atual que reduziu o benefício.

Faltam os votos de Gilmar Mendes e Luiz Fux.

Fonte: Agência Brasil

Com homenagem à jovem que inspirou a Lei Lia, CLDF celebra Dia da Pessoa com Deficiência

0

Embalada por apresentações de música, dança, arte marcial e desfile de moda, a Câmara Legislativa comemorou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro.

“É uma data para honrar, reconhecer e fortalecer os direitos de milhões de brasileiros e brasileiras que convivem com diferentes formas de deficiência”, disse o deputado distrital Robério Negreiros (PSD), autor da sessão solene realizada nesta quarta-feira (3).

O parlamentar mencionou algumas conquistas já realizadas, citando leis e projetos de sua autoria, em especial a Lei 5.089/2013, conhecida como Lei Lia. O nome refere-se à jovem Lia Luiza, cuja família enfrentava cobrança em dobro de mensalidade escolar devido a aluna ter Síndrome de Down.

Após ler reportagem sobre o caso, Robério Negreiros decidiu propor a legislação, que proíbe a cobrança de valores adicionais de alunos com deficiência, como sobretaxa para matrícula ou mensalidades extras.

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

“Foi uma lei vanguardista em todo o Brasil”, afirmou Negreiros, destacando que a Lei Lia inspirou normas federais, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2015.

Em homenagem à Lia, o parlamentar exibiu fotos da participação dela em eventos da Câmara Legislativa ao longo dos anos. A estudante faleceu em 2022 por leucemia. “Lia Luiza não está mais entre nós fisicamente, mas permanece viva em cada conquista que a lei promove, em cada família beneficiada, em cada passo que damos rumo a uma sociedade mais justa e acolhedora”, ressaltou Negreiros.

A mãe de Lia, Lourdes Lima, comentou sobre a vida da filha: “Foi uma trajetória curta, de apenas 17 anos. Mas tentamos transformar esse mundo em um espaço melhor para todos”. Ela reforçou que continua atuante na causa.

“A gente continua na luta. Houve momentos em que eu quis desistir, porque é muito difícil sobreviver sem a Lia. Mas nós não desistimos, porque não era o que a Lia gostaria de mim. Ela sempre me deu muita força, me fez levantar da cadeira e ir à luta”, afirmou Lourdes.

A contadora de histórias Nyedja Gennari falou de forma poética sobre a história e a personalidade da estudante. “Imagine uma menina de sorriso largo, olhar curioso e alma que cabia em todas as cores do mundo. Essa menina era Lia Luiza”, definiu Nyedja, que escreveu um livro em homenagem à jovem, com o título “Chapéus da Inclusão”. “Lia era artista, fez teatro, desfilou, dançou, pintou, fotografou e, claro, contou histórias”, resumiu Nyedja.

Além da Lei Lia, o deputado Robério Negreiros falou sobre a Lei 7.127/2022, que criou o banco comunitário de cadeira de rodas do Distrito Federal. O parlamentar lamentou que a norma ainda não tenha sido regulamentada pelo governo, o que impede a aplicação de fato da legislação.

O banco será formado por doações de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de emprestar gratuitamente cadeiras de rodas, muletas, bengalas, andadores e outros aparelhos que auxiliam a locomoção.

“A gente tem que buscar essa regulamentação. Creio que até o próximo ano a gente possa resolver isso. Leis como essa, sem regulamentação, só ficam no papel”, disse Negreiros.

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

Outra questão abordada pelo deputado foi a necessidade de o governo criar de forma permanente a Secretaria da Pessoa com Deficiência, que hoje está no formato de “secretaria extraordinária”, ou seja, está em caráter temporário e sem orçamento próprio.

“A criação da secretaria foi um grande avanço do governador Ibaneis e da vice Celina. Mas a gente tem que tirar a palavra extraordinária e chegar em uma secretaria [permanente], para ter autonomia financeira e administrativa”, afirmou Negreiros.

O secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Cunha, ressaltou que a secretaria foi criada com o objetivo de legitimar os anseios das pessoas com deficiência. Ele aproveitou a solenidade para informar que o órgão iniciou o processo para simplificar a obtenção de benefícios, com a utilização de um laudo médico único para todas as solicitações.

No momento, as pessoas com deficiência precisam apresentar um novo laudo médico para cada benefício solicitado. “O acesso ao laudo é uma barreira. Não há razão para a gente ter um tipo de laudo médico para acessar cada tipo de benefício. Tenho fé em Deus que a gente vai chegar nesse modelo único de laudo médico”, disse o secretário.

Ao final do evento, foram entregues moções de louvor a instituições e pessoas que contribuem para a causa da pessoa com deficiência. “O meu sonho é chegar o dia em que a inclusão esteja tão forte, tão grande, que não se precise falar em desfile de moda inclusivo, em dança inclusiva. Será apenas desfile de moda, sem necessidade de diferenciar mais nada. Quando chegarmos nesse ponto, teremos atingido o nosso objetivo”, resumiu o ativista Roger Alvarenga.

A solenidade completa pode ser assistida no YouTube da TV Câmara Distrital.

Fonte: Agência CLDF